sábado, 9 de janeiro de 2010

Administre o seu rancho como deves administrar um CTG

Bueno! Se tu és o patrão do CTG da tua comunidade ou cidade e se tu fazes parte do rol de 98% do universo populacional do nosso país, que passa ao longo da vida à margem da educação financeira e, se tu és uma pessoa que ao trabalhar, recebes teu salário e pagas as tuas contas e que, quase sempre, sobra mês no final do dinheiro e assim sendo, lá bates na sala do gerente do banco pra fazer um “papagaio” (empréstimo) para “colocar as contas em dia”. Mas, ao te aliviar das contas junto ao comércio ou outro banco, agora estás pagando parcelas ao banco com juros mais salgados do que churrasco assado com sal refinado......

Se tu fores assim no teu rancho, provavelmente serás assim um patrão no teu CTG. E sendo assim, não vai levar muito tempo para tu te desgastares junto aos membros da tua patronagem e do conselho deliberativo e como um rastrilho de pólvora, toda a comunidade tradicionalista vai ter ver como um péssimo patrão.

O CTG precisa ser tratado como uma empresa (apesar de no estatuto constar que o CTG é uma sociedade sem fins lucrativos), afinal, pra começo de prosa, ele tem CNPJ. Tem obrigações a seguir que são as normas e as regras perante o fisco municipal, estadual e federal. Logo, o patrão, não necessariamente precisa ser um contador, um advogado ou um administrador, mas precisa se assessorar bem com tradicionalistas destas áreas. A contabilidade deve ser feita por um profissional da área contábil e que também tenha noções em tributos, podendo ser um associado da entidade e para ter êxito em causas jurídicas (quando houver), a entidade vai precisar de um advogado. Geralmente no quadro associativo tem profissionais das áreas contábil, administrativa e jurídica. E se o CTG for partir para a construção ou ampliação do seu galpão ou outra benfeitoria, um engenheiro e ou arquiteto é sempre bem-vindo.

E para ter sucesso na administração do CTG, é preciso planejar com os pés no chão. Ter os custos todos projetados e organizados em planilhas, em especial os fixos, que, com ou sem eventos (receitas), acontecem, bem como as receitas advindas das mensalidades do quadro associativo, dos patrocinadores e dos eventos. Um fandango, para dar certo, necessariamente precisa, antes de começar, já ter 80% de sucesso garantido via bilheteria (com a venda de ingressos antecipados), patrocinadores e vendas no bolicho, para cobrir os custos do conjunto e as despesas com a alimentação (jantar) e do bolicho (bebidas).

O foco principal do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) é a preservação da tradição e da cultura do povo gaúcho, onde muitos livros já foram lançados, bem como coletâneas de legislação tradicionalista, com regras e regulamentos. Mas, o MTG, já faz algum tempo tem se preocupado em auxiliar e orientar os patrões e membros de patronagem das entidades tradicionalistas filiadas, bem como os integrantes de coordenadorias regionais e departamentos, com palestras e cursos que enfocam a administração de uma entidade tradicionalista, de uma subcoordenadoria ou coordenadoria regional.

Mas, somente isso não é suficiente. Os administradores de uma entidade tradicionalista devem se atualizar por intermédio dos jornais, revistas e galpões virtuais via internet, com notícias de economia, englobando aí as finanças, tanto pessoais como de sociedades.

Lembre-se que o sucesso de um patrão e sua patronagem à frente de um CTG vai depender muito da sua capacidade de administrar de forma organizada a entidade, sem jamais pisar na Carta de Princípios bem como nas suas regras, regulamentos, crenças e valores do tradicionalismo gaúcho.

Chasque de Valdemar Engroff - o Gaúcho Taura. Retrato do Grupo Musical Gaúcho Os Pampeiros, que animam fandangos e bailes gaúchos em São José dos Campos/SP, no Vale do Paraíba e em todo o Sudeste brasileiro.