quarta-feira, 31 de março de 2010

Clube de investimento é mais barato

Para os pequenos investidores que desejam aplicar em mercado de capitais, o clube de investimento é uma das ferramentas mais adequadas. Isso porque não há necessidade de grande aporte de recursos, mas sim respeitar os valores mínimos determinados pelo regulamento de cada clube. Os interessados compram cotas desses condomínios, que podem custar R$ 100, R$ 200 ou um pouco mais.

Essas cotas são pedacinhos que, somados aos restantes, com o mesmo valor, formam a carteira de recursos. Este montante é gerido por administradores, que podem ser corretoras de valores mobiliários, bancos e especialistas autônomos.

RECURSOS - Os recursos do clube são aplicados em ações, que são parcelas de empresas negociadas na Bolsa de Valores, ou em renda fixa, como o Tesouro Nacional (com rentabilidade atrelada à taxa básica de juros Selic) e poupança.

Cada clube deve investir, no mínimo, 51% do capital em ações. E o restante pode ser distribuídos em outros mecanismos rentáveis.

Os gastos para manter as cotas são, normalmente, a taxa de administração, paga para o gestor da carteira, e os tributos. Esses valores são calculados com base no retorno das aplicações. Cada administrador tem taxa diferenciada, portanto é interessante procurar o clube adequado ao seu perfil.

O número máximo de integrantes é de 150 pessoas. Esta determinação fica sem efeito nos casos de condomínios formados por funcionários de uma empresa, ou participantes de alguma associação ou sociedade.

Nenhum integrante poderá manter mais de 40% das cotas do clube. E qualquer entidade que ficar inativa - mais de 180 dias sem ter posse de um título ou ação - deverá ser finalizado.

No site da BM&F/Bovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) (www.bmfbovespa.com.br/clube-de-investimento/clube-de-investimento.aspx), estão listadas as corretoras que trabalham com a modalidade e todos os nomes dos clubes em atividade.

No site das corretoras é possível identificar os detalhes de alguns clubes, como é o caso da Gradual Investimento (www.gradualinvestimentos.com.br/Portal/Conteudo.aspx?idpagina=139).SC900,115.

Investidor deve ter sangue frio e pensar em longo prazo

A carteira do clube de investimento é composta, em boa parte, por ações negociadas em Bolsa de Valores. Assim, essa modalidade é considerada investimento de risco, pois quem garante o lucro ou o prejuízo que será dividido entre os integrantes é a negociação das ações, que são imprevisíveis.

A valorização de uma ação depende da voracidade do mercado em que é negociada. Se a demanda por uma dessas partes das empresas é alta, seu valor sobe. Se a oferta é maior que a procura, os preços caem.

De acordo com o proprietário da corretora de valores Agea Investimentos, Ayrton Kamehiro Naka, de Santo André, o clube de investimento é uma modalidade de longo prazo. "Pode-se dizer que o dinheiro tem que ficar aplicado, no mínimo, cinco anos", afirma.

Ele explica que, diferentemente da poupança, muito procurada pelas famílias pela rentabilidade fixa porém baixa, o mercado de capitais não garante o retorno do investimento, "pois ninguém sabe o que acontecerá no futuro".

Mas, comparando a rentabilidade da poupança com o Ibovespa, índice das 50 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, temos ganhos no último ano, respectivamente, de 6,4% e 63,50%. No mesmo recorte, as ações da Petrobras e da Vale subiram 18,74% e 71%.

Conforme Kama, o vai e vem do mercado de capitais pode assustar quem investiu. "O importante é o investidor não realizar prejuízo. Isso quer dizer investir em alta (ações mais valorizadas) e sair na queda (ações desvalorizadas). Assim ele perde dinheiro", destaca.

A decisão de quais modalidades será composta a carteira do clube é de responsabilidade do gestor em conjunto com o conselho de representantes.

Fonte! Chasque de Pedro Souza, publicado no dia 28/03/2010 no Diário do Grande ABC - http://www.dgabc.com.br/.

3 GRANDES Ilusões dos Iniciantes da Bolsa de Valores

Continuo aqui a apresentar as mais ridículas ilusões dos iniciantes da bolsa, na parte anterior foram algumas das mais problemáticas: 3 Ilusões dos Iniciantes da Bolsa de Valores, e agora falo das 3 mais catastróficas…

1 – Você não precisa de um plano!

"Ôôô Joãããooo... sabe aquele monitor que você instalou? Pois é, temos um probleminha..."

Você sabe quando irá comprar ações? Vai usar um oscilador ou indicador? Ou se guiará apenas pelos suportes, resistências e o volume? E suas saídas, você sabe que tipo de stop, móvel, ATR, time, usará? E o position sizing, já pensou nisso também né? Testou tudo isso para ver se seu sistema de trading tem chances de funcionar? Não? Ok, já deu pra se ter uma idéia. O problema é simples, você precisa de um plano escrito, detalhado e de fácil entendimento, com regras claras e lógicas para você usar como guia em suas operações na bolsa, parece ser óbvio não é mesmo? E é, porém é absurda a quantidade de iniciantes que começam a operar, ou melhor, a “gamblear” sem planejamento.

Alguns iniciantes até tem um plano, mas normalmente ele é incompleto demais, muitos deles consideram como plano apenas saber usar alguma ferramenta de análise técnica que indique algum ponto de compra, eles não pensam nas saídas, ignoram os stops, não sabem que existe position sizing e nem fazem relatórios das operações para poderem aprender mais facilmente com os seus erros iniciais. O iniciante que começa a operar na bolsa de valores sem um plano é um ignorante. E ignorantes não param de errar pois eles NEM SABEM que estão errando. Portanto faça as coisas da forma correta. Você quer operar? Então estude, desenvolva regras e um plano de operações, teste tudo, leia sobre psicologia do trading e então aí pode começar. Traders despreparados que entram na piscina da bolsa de valores morrem sempre afogados ou de hipotermia.

2 – Com apenas 100 reais você já pode começar a ficar milionário na Bolsa de Valores!

Depende. Se você é um investidor e quiser por exemplo, tendo um ótimo motivo obviamente, comprar algumas PETR4, você vai precisar de pouco dinheiro, uns 4 mil cobrem um lote de PETR4 e ainda sobra dinheiro para as taxas e emolumentos. No que o investidor precisa prestar atenção é na taxa de custódia, se elas forem altas demais, a idéia de possuir um mísero lote de PETR4 pode trazer prejuízo mesmo se o preço das ações não cair. Mas isso se você for uma daquelas pessoas que investem diretamente em ações. Se você for quiser aplicar em um fundo mútuo, pode começar com muito menos, talvez até com apenas 100 reais, para um investidor humilde, inteligente e sem aquela ridícula aversão à riscos típica da classe média, é uma boa opção até você ter condições de comprar ações diretamente ou poder investir em algo de verdade, como um fundo hedge.

Mas a ilusão da qual eu me refiro não diz respeito aos nossos queridos amigos investidores, não, eu falarei mesmo é dos traders, dos operadores de ações, dos especuladores da bolsa de valores. E essa ilusão, tão comum é a de que você não precisa de muito dinheiro para operar, ou pior, não precisa de muito para ser um day-trader! Vou agora aos fatos. É matematicamente impossível ser constantemente lucrativo operando na bolsa se você tiver pouco dinheiro. Simplesmente não dá. Um operador minimamente responsável precisa utilizar técnicas de position sizing! Se você usa todo o seu dinheiro de uma vez em cada operação, você é uma bomba relógio prestes a explodir, uma hora ou outra você quebrará, a questão não é se, e sim quando. Porque?

Vamos considerar apenas o necessário: você precisa do suficiente para cobrir os custos de corretagem, incluindo o ISS, emolumentos e taxas, além disso precisa do capital adequado para poder usar boas técnicas de position sizing. Para finalizar, você não vai “se jogar” num trade de uma vez e sim aos poucos, por exemplo, o objetivo é a compra de 300 ações? Primeiro você compra 100, se subir compra mais 100 e se continuar subindo aí compra as últimas 100 ações. Se cair desde o começo você termina a operação e perde menos do que perderia se tivesse entrado de uma vez. Portanto, na ponta do lápis, quanto dá tudo isso? Considerando a corretagem mais barata do Brasil (que eu conheço, 5 reais por ordem + ISS), o capital mínimo necessário será de 30 mil reais.

Para a maioria das pessoas, 30 mil reais é bastante dinheiro. Note também o “mínimo”, eu enfatizo a palavra. Sabe aquelas configurações “mínimas” de jogos para computador? É esse tipo de mínimo do qual eu me refiro pois na bolsa, com esse dinheiro, seu position sizing ficará comprometido se você quiser comprar ações cujos lotes custam mais do que 4 ou 5 mil reais. E outra, estou falando de capital para um swing ou position trader, se você quiser ser um day-trader, os custos aumentarão demais porque você negociará com maior frequência. Nessa modalidade, 60 mil reais é uma quantia mais adequada. Qualquer valor abaixo desses valores implicariam num risco de fracasso muito maior. Portanto, se for começar a operar, comece com o capital adequado, se não tiver o dinheiro, junte, e enquanto isso estude e desenvolva um bom sistema de trading.

3 – Leia as notícias! O sucesso é inevitável para quem sabe tudo!

Uia! A BLGA5 subiu no ranking da Super Awesome Stocks to Buy! Vou comprar um monte!

Essa até já mereceu um post único, um dos Axiomas de Moyamba, o Queira saber de tudo! Aqui eu resumirei. É o seguinte, se você ficar lendo notícias ou acompanhando o Bloomberg o tempo todo você não terá nenhuma vantagem como trader, simples assim. Alguns day-traders podem discordar, afinal, às vezes as bolsas reagem às notícias com rapidez e esses day-traders podem se beneficiar dessas informações, mas apenas eles. Como a maioria dos operadores, iniciantes ou não, começam fazendo outros tipos de operação, não há motivo algum para dar importância à uma notícia qualquer sobre uma alta na taxa Selic ou um relatório de lucros do quarto trimestre de uma empresa qualquer. Porque? Simples, mesmo se essas notícias fizerem alguma diferença significativa no médio ou longo prazos no mercado, os gráficos das ações e índices irão descontar as notícias de qualquer forma! Então para quê se preocupar com essas notícias se todas as informações que realmente interessam estarão nos gráficos?

Vou falar uma coisa, quando eu comecei a estudar os mercados, tive a mesma ilusão, eu acreditava que as revistas de economia, de negócios e outras tranqueiras do tipo, me dariam alguma vantagem sobre os outros traders. Mas eu não perdi 1 mísero centavo pois minha fase de testes nesse área foi toda feita com dinheiro virtual no simulador da FolhaInvest. E além do mais, você realmente não precisa fazer muitas operações para perceber que esse método bobo de seguir as notícias não funciona, chega uma hora que você “acorda”. Mas muitos iniciantes nunca acordam, eles acreditam piamente que o “segredo” da bolsa de valores está em saber as mais irrelevantes tranqueiras inúteis sobre empresas, bagaças econômicas e etc. E não podemos deixar de considerar que existe a possibilidade de muitas dessas notícias estarem erradas ou distorcidas, o que é muito comum quando as notícias referem à empresas.

Para enfatizar meu ponto, repito: ignore as notícias, não dê ouvidos à mídia, não preste atenção ao típico “influente membro da diretoria da empresa que preferiu se manter anônimo” e para finalizar, se algum dia, alguma notícia te alarmar e sugerir uma a compra ou venda de algum ativo, não faça nada até que a movimentação do mercado confirme sua opinião, afinal, o mercado nunca está errado, mas frequentemente opiniões estão.

Fonte! Chasque (e retratos) publicado no dia 30/03/2010, no galpão virtual Senhor Mercado - http://www.senhormercado.com.br/.  

quinta-feira, 25 de março de 2010

3 Ilusões dos Iniciantes da Bolsa de Valores

Ao reparar em algumas conversas de entusiastas sobre a Bovespa, acabei notando certos padrões. Aparentemente a maioria dos iniciantes tem algumas “ilusões” em relação ao mercado de ações. E infelizmente muitas dessas ilusões são criadas e alimentadas por pessoas inescrupulosas que tem como único objetivo, o de tirar proveito daqueles sem informações e conhecimentos adequados, que, quando tudo dá errado, ficam sem saber o que aconteceu. E é para esses iniciantes que eu dedico esse artigo (e o próximo) onde aponto 3 “ilusões” ou “mitos” que muitas pessoas tem sobre a bolsa de valores.

1 – É realmente fácil e totalmente possível fazer muito dinheiro desde o começo!

É realmente fácil assim! Basta ter fé! :D

Essa é a pior, e é baseada na esperança e ignorância de muitos traders n00bs que tem expectativas irrealistas ao querer tirar do mercado retornos altos como 80%, 100% todos os anos e consistentemente. O problema é semelhante ao daqueles caras que entram em uma academia de musculação e treinam todos os dias por um curto período de tempo. Quando percebem que não estão ganhando 1kg de músculos por semana, se desanimam, desistem e acabam perdendo tudo que tinham ganhado. Ou intensificam ainda mais os treinos em forma de overtraining, por causa disso, se desgastam desnecessariamente e também acabam perdendo tudo.

O bom especulador tem os pés no chão e não tem pressa. Jesse Livermore já dizia em seu ótimo e totalmente subestimado “How to Trade in Stocks” que na especulação, dinheiro que entra muito rápido, da mesma forma, sai muito rápido pois não é dinheiro saudável originado de um trabalho racional, e sim da sorte. Se um trader de mercadorias e futuros violentamente iludido, fizer 300% em um único mês utilizando uma alavancagem totalmente irresponsável, com certeza mais cedo do que mais tarde, perderá todos os lucros, o capital original e provavelmente ainda ficará devendo.

A lição básica é: Você poderá ganhar se souber manter-se no jogo pelo tempo necessário para que as estatísticas fiquem do seu lado, não tente enriquecer logo, é uma idéia besta e matematicamente irracional. Os únicos que ganharão com isso serão os corretores com as taxas, a Bovespa com os emolumentos, e o governo com os impostos. E outra coisa, o desejo de enriquecer logo pode ser sintoma de alguma necessidade de “tentar aparecer”, logo, não tente ser “O” especulador. O bilionário Hedge Fund Manager Paul Tudor Jones disse uma vez: “Não seja um herói. Não tenha um ego. Sempre questione a si mesmo e a suas habilidades. Nunca pense que você é muito bom. O momento em que pensar, você está morto.”

2 – Leia UM livro de análise técnica e se torne o melhor trader de todos os tempos!

"Segredos Medievais da Especulação na Bolsa de Valores"

Essa é patética. Existem uma porrada enooooooorme de livros sobre a bolsa de valores, a maioria deles são repetições uns dos outros, principalmente os de análise técnica. Para o iniciante comprar um bom livro, ele precisa saber diferenciar os bons dos ruins, porém como ele fará isso sem ter nenhum tipo de conhecimento prévio? Provavelmente acabará comprando um daqueles livros cheios de gráficos que mostram trades que deram 100% certo com títulos bobos e tendenciosos, e ignorando parcial ou totalmente o que realmente importa, position-sizing e psicologia. Agora, os autores desses livros podem argumentar que o objetivo deles é o de ensinar análise técnica apenas. Tudo bem, concordo com eles. Só que aí o infeliz do iniciante acha que análise técnica é a única coisa que ele precisa saber! E pô, o que ele poderia fazer? Perguntar para os amigos o que fazer, que livro comprar, etc. Mas considerando que 95% das pessoas perdem dinheiro na Bovespa e em qualquer outra bolsa de valores, a probabilidade desse amigo ser tão ou mais leigo que o próprio iniciante é imensa. O que estou dizendo é simples: análise técnica é a parte fácil. E mesmo assim é mais difícil do que alguns livros levam a acreditar. Para finalizar, é extremamente improvável alguém fazer dinheiro consistentemente ao longo prazo sabendo apenas mexer com gráficos, indicadores e osciladores. Não é tão fácil (e chato) assim.

3 – Compre o “Really Awesome System for Fast Profits” e fique rico da noite para o dia!

Essa é óbvia demais, quem tem bom senso e o mínimo de sensatez não precisa se preocupar. É aquela velha história: “Se a esmola é demais, o santo desconfia”. O fato é que existem ótimos profissionais por aí oferecendo ótimos produtos sobre a bolsa de valores por aí, em forma de palestras, cursos, work-shops e etc, mas também existem muitos charlatões tentando lucrar com a ignorância alheia. Novamente, o iniciante precisa ser capaz de diferenciar. A melhor forma é simples, apenas preste atenção, o que o produto oferece? E quanto custa? Qualquer livro/curso/seminário que afirma que gastando tal quantia de dinheiro você será capaz de ganhar qualquer coisa acima de 50% por ano está forçando a barra. Não que não seja possível, é sim e acontece com certa frequência, porém estou falando de iniciantes. E não faz sentido esperar que um iniciante “recém-formado” consiga lutar de igual para igual contra os especuladores profissionais e mais experientes.

E outro ponto, se um cara tem um sistema que faz 150%+ ao ano, porque diabos ele está vendendo esse sistema em vez de usá-lo? Porque vendê-lo funciona, agora o sistema em si é inútil. O que mais acontece é que o charlatão, para provar a eficácia de seu “produto mágico” costuma escolher um certo período de tempo onde o sistema funciona maravilhosamente bem, e isso é o suficiente para impressionar os iniciantes porém, se você for utilizar esse mesmo sistema em qualquer outro período de tempo, será que o resultado seria o mesmo? Muito improvável. A regra de ouro é: fique SEMPRE com um pé atrás, principalmente se tem dinheiro envolvido na história para não se arrepender depois…

Continua em breve!

E você? Já teve problemas semelhantes? Conte sua história!

Fonte! Chasque (e retratos) publicado no dia 23 de março de 2010, no galpão virtual Senhor Mercado - http://www.senhormercado.com.br/.

Previdência privada garante pé-de-meia

Qual é a melhor forma de manter bons rendimentos após décadas de trabalho, sem ser obrigado a viver apenas com os valores provenientes do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social)? Uma alternativa é a previdência privada, uma espécie de plano de aposentadoria que complementa a previdência pública.

O mestre e professor de Direito Previdenciário e Direito do Trabalho da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Thiago Chohfi, explicou que o plano de previdência privada é constituído por um sistema de capitalização individual, no qual o titular poupa um pouco a cada período — durante muito tempo — para usufruir do total depositado apenas no futuro. É o que tem feito o médico anestesiologista, Edirson de Araújo Pereira Júnior, 30, que possui dois planos. "Comecei aos 24 anos e pretendo contribuir até os 65, quando eu acho que terei menos disposição para trabalhar."

Segundo Chohfi, existem dois tipos básicos de previdência: a pública (que é o INSS, administrado pelo Estado e obrigatório a todos que exercem alguma atividade profissional) e a privada (facultativa e oferecida pelas instituições financeiras). A previdência privada pode ser aberta em agências bancárias. Há também fundos de previdência específicos para algumas categorias profissionais, como ocorre com os advogados, que possuem a OABPrev (Plano de Previdência Complementar dos Advogados de São Paulo).

Na hora de escolher o plano, o beneficiário deve ficar atento, principalmente, às informações sobre a solidez da instituição que receberá e administrará os valores, às taxas de administração e às regras específicas de cada tipo de previdência. De acordo com o especialista, aqueles que pretendem uma redução no IR (Imposto de Renda), por exemplo, por meio da dedução dos respectivos valores aplicados, devem aderir ao PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Ao contrário daqueles que não utilizarão o benefício, que devem optar pelo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Outro fator importante a ser estudado pelo titular é que, uma vez assinado o contrato, os períodos de carência são longos e apenas com o prazo mínimo estipulado é que o previdente pode sacar a quantia acumulada.

"Primeiro, é interessante observar se há ou não previdências privadas de sistema fechado. Estas, geralmente, possuem taxas de administração e carregamento bem menores que outras previdências abertas oferecidas pelo mercado. Além disso, caso a opção seja pela previdência aberta, deve-se verificar muito bem quais as taxas e tipo de aplicação que serão efetuadas pelo plano, como identificar o percentual aplicado em ações e assim por diante", explicou Chohfi.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) é o órgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de previdência privada aberta no país. No site do órgão — http://www.susep.gov.br/  — estão disponibilizadas informações como conceitos, dúvidas, obrigações e explicações necessárias ao público.

SEGURANÇA — Incentivado pelo pai, Pereira Júnior iniciou sua previdência privada aos 24 anos. Logo depois, quando conseguiu o primeiro emprego, aproveitou ainda para inscrever-se no plano de previdência da empresa onde trabalha. A intenção do médico é garantir um futuro confortável para o período em que não trabalhará mais. "Eu queria algo que me obrigasse a guardar dinheiro independente do rendimento que teria. No futuro, eu sei que não conseguirei viver com o valor pago pela previdência pública, que é apenas um complemento."

Fonte! Chasque publicado no dia 23 de março de 2010, no galpão virtual (blog) Ana Pordeus - http://www.anapordeus.blogspot.com/. Autoria de Alexandre Santos (http://www.jornaldepiracicaba.com.br/). 

quarta-feira, 24 de março de 2010

Max Gehringer dá dicas sobre como construir a carreira do primeiro emprego à aposentadoria

Consultor palestrou na terça-feira em Porto Alegre

Guru do mundo corporativo, Max Gehringer avisa: conhecimento técnico já não basta para vencer. Criatividade, postura e capacidade de entender mudanças é que definem os currículos valorizados pelas empresas. Confira as receitas do consultor, que palestrou ontem em Porto Alegre.

Um conselho dado pela avó e, em um primeiro momento, mal interpretado, acabou se tornando umas da regras que Max Gehringer passou a adotar para crescer no mundo corporativo. Assim que pisou em casa, logo após seu primeiro dia de trabalho em uma fábrica, a avó lhe fez uma pergunta sem tirar os olhos da frigideira em que fritava um ovo.

– Bem gringa, me perguntou :‘eles gostaram de você’? Respondi que eles não precisavam gostar de mim, que eu tinha um trabalho a cumprir, isso sim – contou sobre a passagem em sua juventude.

Anos depois, em outra empresa, Gehringer disputava com dezenas de colegas uma bolsa de estudos. Eram apenas cinco, e ele não tinha muitos anos de firma, como se dizia na época. Foi contemplado.

– Perguntei por que eu havia recebido a bolsa. Meu gestor disse: alguém na diretoria gosta de você...

Mais alguns anos e um curso no Exterior – pelo qual as empresas pagam fortunas – foram necessários para apreender o que a avó tentou ensinar.

– No curso, tivemos de escolher a melhor apresentação entre aquelas feitas pelos colegas. A mais técnica, perfeita, ganhou. Depois, elegemos aquela que gostaríamos de ver de novo. Venceu a pior. Por quê? Porque havíamos gostado do apresentador, e era ele, a partir da nossa escolha, que ganharia o maior prêmio do dia – as pessoas precisam gostar de você, lembrou Gehringer, em sala de aula, com cheiro do ovo frito feito pela avó anos antes.

Fazer as pessoas gostarem de você não quer dizer ser cínico ou falso, explica o ex-executivo de empresas como Pepsi e Elma Chips, que trocou o mundo corporativo para escrever livros e fazer palestras como as que produziu ontem, em Porto Alegre, ao longo de duas horas, a convite do Sindilojas e da Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital.

– Você vai ser mais lembrado por algo que fez, algo que disse. Pelo bom e pelo ruim. Os colegas não vão lembrar de você porque estiveram juntos no ano em que a empresa cresceu 28,4%. Isso são metas que você tinha de cumprir. Darão importância para a forma e a atenção com que você as tratava, por um grande conselho que deu.

Foi-se o tempo de uma só tacada

Isso não significa que conhecimentos técnicos não sejam importantes no mercado de trabalho. São valiosíssimos, e você deve buscá-los sempre. Mas pessoas são contratadas pela técnica e demitidas, esquecidas, odiadas ou promovidas também pelo comportamento. Você tem técnica? Gostam de você? Vai ser lembrado por coisas boas? Caso sim, ensina Gehringer, você deve prestar atenção a outros pré-requisitos básicos para uma carreira de sucesso. Ser criativo, não uma vez, mas todos os dias, é um deles.

– Foi-se o tempo em que uma pessoa se fazia em cima de uma grande ideia, uma tacada de gênio. As empresas hoje precisam de gente que dê ideias criativas e promova melhorias diariamente. Não esperam mais pela grande, mas única ideia que vá render R$ 1 milhão. Várias e pequenas sugestões que promovam ganhos de R$ 5 diariamente valem muito mais.

Consolidar uma carreira exige ainda não apenas acompanhar as mudanças, mas entendê-las. Depois que uma mudança ocorreu, é fácil perceber as razões. Mais perspicaz e fundamental é entender por que essa mudança está correndo.

– Se não estiver entendendo, você não vai conseguir decidir a coisa certa a se fazer em cada momento. Ou vai decidir errado – alerta Gehringer, logo partindo para um novo e generalizado problema que todos os profissionais garantem que tem, ou imaginam que tem: os outros.

São os outros que não nos entendem, são os outros que têm inveja, são os outros que erram. Os outros, brinca o palestrante, vão dominar o mundo e roubar o seu lugar porque estão em todas as empresas.

– O que você vive ouvindo ou dizendo? Os outros não reconhecem seu esforço, que os outros não valorizam o seu trabalho. Esses outros são uma praga – brinca o palestrante, arrancando risos de alguns e deixando outra parte constrangida, mas preparada para sair do teatro julgando menos o outro como seu principal inimigo no mercado de trabalho.

Passo-a-passo para crescer na carreira

Se é jovem e sem experiência

Faça um curso técnico. O que está faltando são técnicos. Há muito jovem com título universitário que não consegue emprego porque a oferta é maior do que a procura. Para técnicos, ocorre o contrário. Há empresas que estão abrindo escolas técnicas porque não conseguem encontrar esses profissionais. Tem 15 anos e acha que vai pular o curso técnico e ir direto para a faculdade pensando que está ganhando tempo. Não está. Vai perder tempo. Se você for fazer primeiro uma faculdade ou um mesmo um curso de tecnólogo de dois anos, terá dificuldade de entrar no mercado.

Vai para uma entrevista de emprego

Cada entrevistador é diferente do outro, embora todos façam as mesmas perguntas. Recomendo, e pouco candidato faz em razão do nervosismo, prestar atenção à mesa, à sala, à maneira como o entrevistador se veste. Veja se há algum objeto que aponte se ele é, por exemplo, conservador: uma foto de família mais antiga na parede, uma caneta Parker modelo 51. Nesse caso, dê respostas conservadoras. Do contrário, você vai se chocar com o estilo dele. Decifrá-lo em um ou dois minutos é possível, mas poucos fazem.

Está no primeiro dia de trabalho

Diga que está em um dos melhores lugares e que está agradecido. Ou pelo menos nunca entre sugerindo que algo poderia estar melhor. Os primeiros dias – esse período de experiência – servem para ganhar confiança dos demais. Ela não está ali para mostrar que tecnicamente é boa. Se não fosse, não teria conseguido o emprego. É o momento de ganhar confiança, depois terá a vida toda para mostrar que é boa no que faz.

Tem como meta ser promovido

Primeira regra para ser promovido em qualquer organização ou tipo de serviço é ter o apoio do chefe. Não brigue com ele. É o erro mais fundamental que qualquer pessoa pode cometer. E não brigar também é não falar mal diretamente dele no banheiro. O banheiro é amigo do chefe. Alguém pode estar lá, ouvir e contar para ele.

Pensa em mudar de empresa

Não mude antes de ter outro emprego arrumado. É muito mais complicado arranjar um emprego se você estiver desempregado, porque terá de responder à célebre pergunta: por que você saiu do seu último emprego. Vai ter de dar um monte de explicações. Para quem quiser sair do local onde está, primeiro é melhor procurar em sites, em anúncios, procurar outras pessoas e ir para a entrevista dizer que está tudo maravilhoso, mas que gostaria de ir para uma empresa ainda mais maravilhosa.

Tem mais de 50 ou 60 anos

Procure vagas em empregos adequados à idade e entre empresas que estão contratando pessoas mais maduras. Muitas pessoas com mais de 50, 60 anos parecem querer que todas as empresas tenham uma norma que as obrigue a contratar pessoas com essa idade. E isso não é uma norma que se impõe ao mercado. Mas existem empresas que contratam pessoas de qualquer idade, dão preferência a essas pessoas. Procure sites pesquisando (com palavras) emprego, maior idade, terceira idade. Descubra grupos e amigos que possam ajudar. E mantenha-se atualizado, sempre.

Quer se aposentar

É preciso descobrir o melhor momento para isso. Tem gente que deixa para passar o tempo e tem gente que se aposenta muito antes do que deveria. O momento mais decisivo da vida profissional é de dizer “vou parar”. Muitos tomam essa decisão sem pensar cedo demais ou foram empregados a vida inteira. Outro problema é o receio de perder o poder, os benefícios, a mordomia de ser chefe, em alguns casos, e de ter de passar a atender o próprio telefone, por exemplo, não ter mais uma secretária. Alguns deixam passar o tempo, até que a empresa dá a eles um relógio de presente em uma festa e diz que chegou o momento de parar.

Quer abrir o próprio negócio

A primeira coisa é fazer o curso de empreendedor do Sebrae. Além de pessoas que participam pela primeira vez, tem gente que já teve seu próprio negócio, quebrou e só daí foi fazer o curso antes de abrir o segundo. Ele pode trocar experiências. Ele vai te contar que tinha entusiasmo e vontade, que era um ótimo vendedor. Mas para ter um negócio é preciso ser um ótimo administrador, financeiro, um monte de coisas. Essa é a primeira coisa. A segunda é: se você é bom em uma coisa só, precisa de um sócio bom na outra. Já vi muita gente boa abrir uma empresa e quebrar porque não tinha ninguém que gostasse da parte chata, administrativa, financeira. Sem isso, nenhuma empresa funciona.

Fonte! Chasque publicado no Portal ZHDinheiro, no dia 24 de março de 2010 - www.clicrbs.com.br/zhdinheiro.

Retrato de Vinícius Roratto.

sábado, 20 de março de 2010

UM NOVO UNIVERSO

Foi-se o tempo em que as mulheres mal conseguiam manipular as notas de dinheiro que os maridos lhes forneciam para pagar as contas do armazém.

Hoje em dia, um número espantosamente crescente de mulheres está à frente de grandes empresas e negócios fervilhantes e, já dominam com bastante desenvoltura o mercado de AÇÕES e BOLSAS DE VALORES, que até poucos anos atrás era considerado genuinamente masculino.

A habilidade feminina para questões deste porte talvez não seja algo natural, de uma maneira geral, das quais nós, mulheres, já nascemos com ela. Porém, o desenvolvimento de tais habilidades pode ser seguida por boa vontade e ânimo participativo do direcionamento do próprio futuro e, em muitos casos, da própria família (antes papel 100% desempenhado pelos homens).

Há uns 2 ou 3 anos atrás, comecei a interessar-me por assuntos desta natureza, até mesmo por uma necessidade pessoal de aumentar meu conhecimento na área de transações comerciais, principalmente relacionados às commodities, função que exerço dentro do GRUPO COMERCIAL que participo, anteriormente desenvolvidas pelo meu pai, e do qual tive as minhas primeiras (e inesquecíveis!) lições neste mundinho.

Confesso que errei muitas vezes (e ainda erro, infelizmente!) em algumas negociações, porém, hoje, sem me cobrar tanto, tenho a consciência de que estes erros me serviram de lição para o meu crescimento como empresária e ser humano.

Neste setor, não existe 100% de garantia de que se está optando pelo melhor caminho. Isso simplesmente não existe!... Uma pequena notícia pode abalar toda uma estratégia pré-definida e daí, o que nos resta é ter jogo de cintura para colocar as coisas no eixo novamente.

Estar sempre atento às notícias e às referências do passado, nos ajuda muito na hora de tomar uma decisão mais importante, o que diminui consideravelmente as chances de erro.

Para quem não conhece muito deste mundinho, trouxe hoje uma explicação suscinta de como as BOLSAS de VALORES funcionam. Não sou uma expert no assunto, porém, trata-se de questões que fazem parte do meu dia a dia e que já tenho, a esta altura, certa intimidade.

Bom, para começar, é necessário esclarecer o conceito de Bolsa de Valores, sendo que a principal função de uma bolsa é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra e venda desses valores. Assim, para se tornar um investidor, você precisa estar cadastrado em uma das muitas corretoras que fazem a ponte entre você, tanto pessoa física, como jurídica, e a bolsa de valores, e, no caso do Brasil, a BM&F/Bovespa.

Assim, a corretora abre uma conta desse investidor na Bovespa. Cada instituição determina qual a quantia mínima para a abertura da conta.

O que são AÇÕES na Bolsa de Valores?

Uma ação é a menor parte do capital de uma empresa, é um pequeno pedaço dela. Uma pessoa que compra uma ação passa a ser uma pequena sócia desta empresa.

Tipos de ação:

Ordinária Nominativa (ON) - dá direito a voto em assembléia sobre definições da empresa.
Preferencial Nominativa (PN) - não dá direito a voto, mas preferência no recebimento de dividendos.

As empresas dividem seus lucros com os acionistas. Algumas fazem isso mensalmente, outras trimestralmente.

Os dividendos dados a quem tem ONs nem sempre são iguais aos dados a quem tem PNs.Nesses casos, as preferenciais nominativas recebem valores maiores. Além disso, as PNs são vendidas e compradas com maior facilidade. Porém, algumas empresas só disponibilizam ações ordinárias nominativas, obviamente.

As ações podem ser compradas de três maneiras:

1) Fundos de Investimento: um fundo funciona como um condomínio. Cada um dos seus investidores possui uma cota, que corresponde a uma porção do total de ações que o fundo tem.

Cada fundo tem seu próprio estatuto, que informa suas regras e o grau de risco de seus investimentos.Todo fundo precisa ter um gestor certificado (corretora), que coordena as compras e vendas de ações.

Assim, quando uma pessoa adere a um fundo, deve estar de acordo com sua política de investimento, especificada em seu estatuto.

2) Clubes de Investimento: os clubes têm um caráter menos formal que um fundo. Um grupo de amigos ou familiares pode formar um clube, que pode ser aberto com no mínimo 03 (três) pessoas e chegar até um limite de 150 (cento e cinquenta).

Diferentemente dos fundos, não precisam de um gestor certificado pela CVM, mas um representante que dê à corretora a ordem de compra ou venda de ações. Nesse caso, há maior liberdade por parte das pessoas que compõem o clube sobre quanto e onde será investido.

3) Individualmente: nessa situação, a pessoa controla as ordens de compra e venda de suas ações.Para escolher quais ações comprar, pode contar com os consultores da corretora, que irão tirar dúvidas e ajudar a identificar quais são os bons investimentos para aquele momento. O investidor pode acompanhar sua conta, ter acesso aos custos de operação e comprar e vender ações pela Internet (com exceção dos fundos, onde quem compra e vende é o gestor).

O nome desse serviço/plataforma (software) é Home Broker e pode ser acessado pelo site de uma corretora que oferece este sistema, ou direto do seu PC, onde é instalado, com custos, em geral. Existem vários tipos de Home Broker, desde os mais simples, com poucos opcionais, até os mais completos, com diversos tipos de gráficos e funções. Certamente que o custo de manutenção de cada um deles é diferente, conforme a maior ou menor quantidade de opcionais.

Uma analogia interessante seria como comprar um carro. Comprar um Uno mille, por exemplo, seria muitoooo mais barato do que adquirir uma Ferrari. Mas de nada adianta comprar esta Ferrari se você não sabe como utilizar seus diferenciais. Assim, se você pouco conhece de gráficos e de suas funções, um software mais simples exercerá com tranquilidade sua função básica, como o Uno Mille, que te transportará para qualquer lugar, já que é esta a sua função principal, certo?!?

Agora, se você tem uma noção mais ampla do sistema de Home Broker, daí sim, compensa, e muiiiito, na minha opinião, a aquisição de recursos mais avançados para te auxiliar nas decisões de compra e venda de ações, principalmente porque neste caso, TEMPO É MUUUUUUUITO DINHEIRO!... Então, olho vivo nos gráficos e índices!

A lista dessas corretoras cadastradas pode ser encontrada no site da Bovespa (http://www.bmfbovespa.com.br/). As ordens de compra e venda também podem ser dadas pelo investidor por telefone. Ou seja, o investidor liga para sua corretora e informa o que deseja fazer. Sempre que se compram ou vendem ações, há um período de três dias úteis para que o dinheiro saia ou entre na conta que o investidor possui.

No caso dos fundos ou clubes, cada um tem um regulamento próprio que indica em quanto tempo o dinheiro poderá ser retirado após uma ordem ser efetuada.

TAXAS

Taxa de operação - cobrada cada vez que é emitida uma ordem de compra ou venda de ações.

Taxa de custódia - cobrada mensalmente pela guarda das ações (a corretora pode escolher não cobra-lá nos meses em que o investidor comprou ou vendeu ações).

Taxa de corretagem - paga quando a ordem de compra e venda é feita por telefone. É calculada em relação ao valor da operação.

Taxa de emolumentos - paga à BM&F/Bovespa e calculada em relação ao valor que envolve a compra ou venda de ações.

Taxa de administração - cobrada nos fundos e clubes, é calculada anualmente em relação ao valor aplicado no fundo e cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor manteve operações. Se o investidor retirar o dinheiro em seis meses, pagará uma taxa proporcional ao período, por exemplo.

Taxa de performance - cobrada quando o fundo supera a rentabilidade esperada.Com exceção da taxa de emolumentos, cobrada pela Bovespa, o valor das outras taxas varia de acordo com a corretora. Por isso, antes de escolher uma corretora, é importante pesquisar.

Qual o valor mínimo para investir em ações?

Não há valores mínimos para se investir em ações, eles variam de acordo com a corretora e o preço das ações que serão compradas. Para quem investe valores considerados "pequenos", como R$ 1.000,00, optar por um fundo ou clube pode ser uma maneira de aumentar o total investido.

Porém, quando a quantidade de ações compradas por meio de um fundo for a mesma que a pessoa pode comprar investindo sozinha, torna-se vantajoso comprar diretamente.

A vantagem de investir individualmente é que neste caso não se paga a taxa de administração.

RISCOS

A compra de ações é considerada um investimento de alto risco. Por causa das variações nos preços das ações, não há garantia de retorno do que foi investido. Essas altas e baixas podem acontecer, por exemplo, devido a alterações no setor de atuação da empresa. Esse é o chamado risco de mercado.O que também pode acontecer é o risco de liquidez. O problema aí é não conseguir vender uma ação que tenha sido comprada. Por isso, o ideal é não investir em ações valores que sejam necessários em curto prazo.

Seja você Homem ou Mulher, tá na hora de abrir seu universo para novas possiblidades, caso ainda encare estas questões com pessimismo e certa desconfiança. Isso não quer dizer que estou te incentivando a colocar toda a sua suada poupança na bolsa de valores, mesmo porque eu mesma acho isso loucura, afinal existem muitos riscos intrínsecos à este mundinho.


A minha dica pessoal é de que, pelo menos, 20% das suas economias, sejam investidas neste plano. Assim, com muita cautela, é possível obter ganhos muito acima da média das aplicações disponíveis nos tradicionais bancos.


Se você não tem tempo ou não se sente seguro(a) para fazer isso sozinho(a), a ajuda de uma empresa de investimentos pode ser de grande valia. Converse com um corretor experiente e apresente suas idéias de ganhos. Ele(a) certamente te apresentará estratégias de ações que podem (e devem!) ser reformuladas de tempos em tempos, já que o mercado é que definirá as tendências de cada momento.


BOA SORTE! Estou de dedos cruzados por você! $$$$$$$$$$!.. E seja bem vindo ao clube! Beijoooos!

Mas ainda assim, lembro-te de que:

"Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência".

Henry Ford

Fonte! Chasque (e retratos)publicado no galpão virtual (blog) Karla Krause, no dia 14 de março de 2010 - http://www.karlakrause.blogspot.com/.

Rentabilidade dos fundos de pensão volta a subir em 2009

SÃO PAULO - Os principais fundos de pensão brasileiros mostraram recuperação em 2009 após forte queda da rentabilidade no ano anterior. A volta da rentabilidade vem em linha com a aposta dos fundos no mercado acionário. No ano de 2009 os fundos de pensão atingiram a expressiva rentabilidade de 21,5% no consolidado das carteiras, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) alcançou resultados positivos nos dois principais planos que administra. O Plano 1 obteve rentabilidade de 28,25% e o Plano Previ Futuro alcançou 27,16%.

Em ambos os casos, foi superada a meta atuarial de 10,10% - Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC + 5,75%). Esta rentabilidade supera também a média dos Fundos de Pensão divulgada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que foi de 21%, incluindo a Previ.

A Eletros, que administra os fundos de pensão dos empregados da Eletrobrás, do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da própria Eletros e, desde novembro do ano passado, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), encerrou 2009 com rentabilidade total dos fundos de 15,4%, contra um resultado de 1,39% em 2008.

Segundo documento da Eletros, a administradora espera para 2010 um cenário mais difícil e desafiador que o encontrado em 2009. "Esperamos um 2010 mais difícil do que 2009 e, por isso, nossas metas de rentabilidade para o patrimônio total dos planos são inferiores às do ano passado", afirma o relatório da Eletros.

Com isso, a alocação dos recursos vai aguardar o mercado apresentar uma correção de preços, que traria o Ibovespa, principal indicado da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) para o patamar de 60 mil pontos. A partir de então, a proposta consistiria em elevar a exposição em renda variável para o patamar de 25%. "É importante lembrar que os planos CD, ONS e CD Puro oferecerão perfis de investimentos em 2010, fato que será levado em consideração nas estratégias aqui mencionadas", explica o documento da Eletros.

Este crescimento da participação em renda variável já havia sido citado pelo novo presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) Sidney Chameh. "Nós esperamos um crescimento acelerado, porque a base de largada é muito baixa. A gente sabe que o Brasil tem uma base 10 vezes menor de percentual relativo de alocação de fundos de pensão que as economias mais desenvolvidas, e o Brasil está no caminho de ser uma economia desenvolvida", afirma o presidente da entidade.

Hoje, estima-se que os fundos de pensão brasileiros aloquem menos de 2% do patrimônio total nesta classe de ativos, enquanto a média internacional se situa entre 8% e 10%. Chameh acredita que o interesse dos fundos de pensão será grande em 2010. O patrimônio dos fundos gira em torno de R$ 500 bilhões.

O balanço da Previc aponta que o patrimônio das 370 entidades fechadas de previdência complementar do país subiu 14,1%, para R$ 501,68 bilhões no ano passado, ante R$ 439,64 bilhões em 2008. Os investimentos somaram R$ 480,79 bilhões, registrando alta de 9,4%. As contribuições dos 2,53 milhões de participantes da indústria de fundos de pensão somaram R$ 16,66 bilhões, retração de 36% sobre os R$ 26,04 bilhões do ano anterior. E os benefícios pagos foram no valor de R$ 31,46 bilhões, também com queda de 3,2% sobre 2008.

Já os dados da Abrapp mostram a concentração das aplicações na renda fixa em 2009, por conta das incertezas sobre o mercado, mas a melhor rentabilidade veio da renda variável. A renda fixa, com 59,3% dos ativos, proporcionou retorno de 11,9% e a renda variável, que fechou o ano com alocação de 33,3 % dos recursos, rentabilizou 45,5%. A rentabilidade alcançada representa cerca de 207% da necessidade atuarial medida pelo INPC+6% (10,36%).

De acordo com a Abrapp, o maior volume alocado pelos fundos de pensão foram nos Fundos de Investimentos com R$ 190 bilhões, seguido pelos Títulos Públicos com R$ 86,7 bilhões e Ações com R$ 82,8 bilhões.

Fonte! Chasque publicado no galpão virtual do DCI (Diário da Indústria, Comércio e Serviços), no dia 16 de março de 2010 - http://www.dci.com.br/.

Confira os conselhos sobre liderança do autor de O Monge e o Executivo

O consultor James C. Hunter atraiu empresários, executivos e estudantes para sua palestra na Capital

Porto Alegre. Ele vendeu, apenas no Brasil, mais de 2 milhões de unidades de sua mais famosa obra, O Monge e o Executivo, um mix de gestão de pessoas com boas doses de autoajuda e religiosidade.

É com essa carta de apresentação que o norte-americano James C. Hunter atraiu para o Teatro do Sesi, ontem à noite, na Capital, gestores, empresários, executivos, gerentes e estudantes. O best-seller está na lista dos mais vendidos praticamente desde seu lançamento por aqui, em 2004, e disseminou-se primeiro entre empresários e executivos. Posteriormente, ganhou status de leitura obrigatória entre gerentes de qualquer setor, porte ou ramo de atividade e entre estudantes.

Hunter conquistou o público com um enredo tão simples como a palestra proferida na noite de ontem: ele conta a história de um diretor de empresas em crise profissional e pessoal, que descobre um curso ministrado em um monastério. No programa, pequenos grupos discutem um novo perfil de liderança: o líder servidor, cuja fonte de inspiração é um ex-executivo que se tornou monge.

Confira abaixo alguns dos conselhos de Hunter que prenderam a atenção da plateia:

1) Pergunte a si mesmo: que tipo de chefe eu sou? Eu gostaria de ser meu funcionário? Você é o chefe que gostaria de ter? Pense no chefe que você gostaria e seja exatamente isso. Essa regra resume tudo. Certamente, ele será um bom ouvinte, terá paciência, respeito, caráter. A regra é básica e conhecida há muitos anos: não faça aos outros o que não gostariam que fizessem a você.

2) Uma boa notícia é que existem muitos livros que ensinam a ser grandes líderes. A má notícia é que isso não resolve o seu problema. As pessoas esperam por um pó mágico, um livro ou um powerpoint que simplesmente as tornem melhores. Você vai ter que mudar, colocar tudo em prática.

3) O líder precisa dar o que as pessoas precisam, não necessariamente o que elas querem. O que elas querem e o que precisam talvez não seja o mesmo. Os melhores chefes têm de identificar o que seus colaboradores precisam e dar isso a eles.

4) Liderar não tem nada a ver com gerenciar. Conheço muitos executivos e gestores que sabem ler balanços, analisar contas e a estrutura. Isso é gerenciar. Liderar é diferente. É inspirar as pessoas, é deixar a sua marca.

5) Liderança é a marca que você deixa nas pessoas, na empresa em que você trabalha. Pense se a empresa é pelo menos um pouco melhor porque vocês estão lá. Você é do tipo que pega as coisas e as deixa como estão ou as melhora?

6) Um líder não nasce feito. Não é DNA. Liderança é habilidade que se desenvolve. Se você tem consciência de que é uma habilidade e que para isso precisa se desenvolver constantemente, e que isso implica mudar, está no caminho certo.

7) Para ser melhor é preciso praticar. Ninguém aprende a nadar ou jogar golfe lendo um livro. Aprende nadando, jogando golfe. Se leu meu livro e acha que já melhorou, não investiu bem o seu dinheiro. Pratique, faça embaixadinhas e aprenda a jogar.

Fonte! Chasque publicado em ZH Dinheiro - http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/rs/zhdinheiro, no dia 17 de março de 2010.
 
Retrato de Tadeu Vilani.

terça-feira, 16 de março de 2010

Enriquecendo com a renda fixa

Tenho me surpreendido com a crescente procura pelo investimento em ações. Minha surpresa se deve ao fato de que aqueles que se convencem de que as ações são um bom negócio tendem a concentrar todas as suas fichas nessa modalidade de investimento. Em minha rotina diária de respostas a dúvidas de leitores, ouvintes e internautas, são comuns indagações do tipo "Tenho 10 000 na poupança e quero transferir tudo para um fundo de ações, o que você acha?".

Acho um absurdo! Esse é o tipo de decisão que refl ete um comportamento especulador, e não de quem investe em empresas. Especular é para profi ssionais, pessoas que vivem do mercado de investimentos, e não para investidores de fi nal de semana. Falta a essas pessoas a percepção de que investimentos não servem apenas para multiplicar riquezas, mas também para nos proteger de imprevistos e para permitir que aproveitemos oportunidades.

Transferir todo o dinheiro para um fundo de ações é ruim

Em outras palavras, o papel de nossos investimentos é também de aumentar nossa liquidez. Você realmente começará a construir riqueza no dia em que perceber que o que o enriquece é a renda fixa, e não o investimento em renda variável. Quem constrói casas para revender não enriquece porque teve a brilhante ideia de construir, mas, sim, porque juntou dinheiro que permitisse pagar a obra a um preço bem menor do que o de revenda. Quem investe em ações não enriquece simplesmente por ter bons papéis, mas, sim, por conhecer seu mercado e contar com reservas na renda fi xa para aproveitar a queda de preços em uma crise e fazer boas compras.

Por isso, a melhor das estratégias sempre terá uma parcela razoável da carteira investida em renda fixa. Para as pessoas comuns, o ideal é que a maior parte do patrimônio esteja nessa modalidade. Com uma parcela menor investida em renda variável, você aprenderá a lidar com o risco e dará oportunidade de obter ganhos acima da renda fi xa. Com a parcela maior em renda fi xa, você terá liquidez e condições de aproveitar as pechinchas geradas por desesperados gananciosos que vendem bons ativos nos momentos turbulentos.

Fonte! Chasque publicado na Revista Você S/A (http://www.vocesa.abril.com.br/), na edição 141 (março de 2010), por Gustavo Cerbase - consultor financeiro pessoal, sócio-diretor da Cerbasi & Associados Planejamento Financeiro e autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. http://www.maisdinheiro.com.br/.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Portal Jardim Algarve

Bueno! Nada fascina mais as pessoas do que ver o progresso chegar ao lugar que a gente mora. Em 1990, quando vim de mala e cuia, com a família, morar no Jardim Algarve, o bairro estava praticamente engatinhando. Muita coisa mudou, a tal ponto que hoje temos até congestionamento de trânsito...... Ainda falta muito coisa em termos de estrutura e de recursos à nível de comércio e prestação de serviços, mas muitas coisas que precisamos, o bairro já dispõe.


E o progresso fez com que alguns moradores tivessem uma bela iniciativa: colocar no mundo virtual uma página de internet, que nós os tradicionalistas denominamos de galpão virtual. Trata-se do Portal do Jardim Algarve, que o vivente acessa via http://www.jardimalgarve.com.br/. Só dando uma camperiada para ver a gama de serviços que o portal presta para a comunidade, sendo inclusive aberto para todos os segmentos culturais do bairro e a manifestação dos moradores via “boca no trombone”. Estão de parabéns os seus criadores e que o exemplo seja seguido em outros bairros da nossa cidade.

Fonte! Chasque publicado no Jornal A Semana de Alvorada - RS. Edição do dia 12 de março de 2010, na coluna Tradição & Cultura, por Valdemar Engroff. Acesse: http://www.jornalasemana.net/.

Retrato captado na página do Portal Jardim Algarve - http://www.jardimalgarve.com.br/.

sábado, 13 de março de 2010

Quantos zeros tem 1 trilhão?

Sempre que faço essa pergunta vejo as pessoas olharem para o alto como se estivessem fazendo contas nos dedos para descobrir a resposta, mas elas titubeiam tanto em responder que me antecipo. O motivo para a maioria não saber a resposta é bem simples: 1 trilhão não faz parte do cotidiano dos seres mortais, com algumas exceções, claro. Normalmente, as pessoas lidam com valores pequenos, na casa dos milhares ou, no máximo, dos milhões.

O dr. Lair Ribeiro explica que em nosso cérebro existe um filtro denominado Sistema Reticular Ativador (SRA), cuja função é bloquear as informações que não fazem parte do nosso cotidiano. Tudo aquilo que não faz parte de nossas vidas, não conseguimos assimilar. Por isso, quando ouvimos o termo trilhão, praticamente não o processamos em nossa massa encefálica, mas se falamos em números que fazem parte do nosso dia a dia, o processamento é instantâneo. Veja, por exemplo, quando falamos em salário mínimo ou sobre as promoções dos supermercados. Todas as pessoas neste país praticamente reconhecem seus valores. No meio empresarial é a mesma coisa. As empresas, acostumadas a disputar clientes pelo preço, ao se deparar com uma forte concorrência, baixam em demasia o valor dos seus produtos, competindo por centavos. Neste caso, aquelas que não têm grande volume de vendas ou fôlego financeiro para manter seus preços baixos até aniquilar os concorrentes, provavelmente terão de amargar prejuízos.

O que fazer então? Ora, reprogramar seu cérebro! E a melhor maneira de fazer isso é aproximar-se dos grandes, aprender como eles pensam, analisar como tomam decisões e, ao mesmo tempo, fazer as correções necessárias para competir, não apenas pelo preço, mas também pela qualidade e pelo atendimento.

O Brasil há dez anos atrás apenas sonhava com o PIB na casa do trilhão. Hoje, já está chegando a três! Deixamos de ser considerados um país de Terceiro Mundo. Aliás, nem devemos aceitar tal alcunha. Somos a oitava economia do mundo, temos lugar entre os grandes. Portanto, pense grande, aja como os grandes e não deixe a baixa autoestima dos invejosos impedir seu progresso.

Bom, respondendo a pergunta, 1 trilhão tem 12 zeros.
 
Fonte! Chasque publicado no dia 13 de março no Correio do Povo de Porto Alegre - RS, na coluna Carreira & Sucesso, por Natal Furucho (presidencia@correiodopovo.com.br) - http://www.correiodopovo.com.br/.

Fonte do retrato! http://www.clasf.com.br/q/moeda-unica-em-cordeir%C3%B3polis/ 

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fisco faz megaoperação contra sonegação de IRPF

BRASÍLIA - No momento em que os contribuintes estão preparando sua declaração do imposto de renda, a Receita Federal iniciou, em março, uma megaoperação de fiscalização de pessoas físicas classificadas de grandes contribuintes. O objetivo é atingir oito mil pessoas até o final do ano, o que deve gerar uma arrecadação entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Segundo o subsecretário de Fiscalização, Marcos Vinícius Neder, nos meses de março e abril, dois mil contribuintes já devem ser notificados. Até ontem, a Receita já tinha emitido 680 notificações.

A operação, que está sendo chamada de Quebra-Cabeça, vai cruzar várias informações dos contribuintes nos últimos cinco anos. Um dos focos serão executivos das empresas, que recebem salários por meio do Fundo de Previdência Privada. Segundo a Receita, para burlar o pagamento do imposto de renda, grande parte do salário é depositada no fundo pela empresa e, depois, sacada pelo executivo. Isso faz com que a pessoa física não seja tributada na alíquota de 27,5% do Imposto de Renda e reduz a contribuição ao INSS. O subsecretário disse que é nesse grupo que deve ocorrer o maior volume de arrecadação dessa operação.

A Receita também investigará aplicadores em bolsas de valores que não recolheram imposto referente ao ganho de capital. "Muita gente ganhou dinheiro na bolsa nos últimos anos e esqueceu do fisco", disse Neder. Segundo ele, embora a Receita já fiscalize ganhos em renda variável, este ano o órgão tem novos instrumentos que permitirão investigar um maior número de pessoas que operam em bolsa.

Também são alvo da operação cotistas de fundos de investimentos pequenos. Neder explicou que a Receita vem percebendo que fundos pequenos, com duas ou três pessoas físicas vinculadas entre si, fazem movimentação de um fundo para o outro, sem passar pela movimentação financeira e não declaram esses rendimentos. Ele destacou, no entanto, que dos 27.500 fundos de investimento que existem no País só cerca de 1% é formado por pessoas com ligações entre si.

A operação de fiscalização também investigará profissionais liberais, pessoas com gastos em cartão de crédito acima dos rendimentos declarados à Receita, contribuintes com atividade rural, aqueles com acréscimo patrimonial incompatível com os rendimentos declarados à Receita, e contribuintes que venderam imóveis e não pagaram imposto de renda devido sobre ganho de capital.

Alerta

O subsecretário disse que o objetivo desta operação, neste momento, é marcar presença e alertar o contribuinte que está fazendo a declaração do imposto de renda deste ano de que a Receita está atuando.

Ele informou que, nas operações anteriores, a média arrecadada por auto de infração foi de R$ 350 mil por contribuinte. Ele orientou que aquelas pessoas que quiserem retificar suas declarações, por estarem suspeitando que podem ser alvo da fiscalização, devem fazer antes de serem notificadas. Após o recebimento da notificação, se ficar provado que houve sonegação, o contribuinte pode receber multa de 75% ou de 150% se ficar provado que houve a intenção de sonegar.

Neder anunciou também que, em abril, a Receita Federal inicia uma ação de fiscalização nos escritórios de contabilidade que prometem reduzir o pagamento do imposto de renda ou aumentar a restituição do contribuinte. Ele não quis divulgar o número de escritórios que serão fiscalizados. Mas ele disse que, no ano passado, a fiscalização em apenas um escritório gerou multa qualificada, ou seja, de 150%, para mais de 1.500 contribuintes no valor médio de R$ 300 mil por pessoa.

Fonte! Chasque de Renata Veríssimo - Agência Estado, publicado no O Estado de São Paulo - http://www.estadao.com.br/, no dia 11/03/2010, na seção Economia & Negócios. 

terça-feira, 9 de março de 2010

Confissões da Anta

Sou uma anta financeira. Digo isso por falta de sinônimo adequado, sem detrimento para as antas: sei que nenhuma faria um título de capitalização, e eu fiz. Vários. Para piorar, sou uma anta lerda, que demora a perceber as besteiras que comete. No ano passado, tentando pela enésima vez por as finanças em dia, parei para estudar o extrato do banco. Espalhei a papelada na mesa, me armei de paciência, régua e marcadores coloridos, e descobri que, todo mês, o banco me descontava duas quantias fixas. Uma era a previdência privada; perfeito. Sempre me ensinaram que o ser humano deve se preparar para o futuro, embora os recentes acontecimentos do Chile e do Haiti lancem dúvidas sobre a existência do futuro.

A segunda quantia ia para um Titulo de Capitalização. Assim, com este nome e em maiúsculas, é coisa que leva jeito de aplicação séria. Mas chama-se Bradesco Pé Quente e foi comprado a pedidos da gerente, uma moça muito simpática e gentil. Pergunto: pode ser boa coisa um troço chamado Bradesco Pé Quente que o banco insiste em vender?

Qualquer pessoa medianamente idiota preferiria apostar num bolão da megasena em Novo Hamburgo. Mas antas absolutas atendem a pedidos de gerentes de banco e não lêem contratos em corpo seis. Devem, pois, arcar com as conseqüências dos seus atos.

* * *

Fiz uns Pés Quentes no já remoto ano de 2008. Foi um excelente investimento -- para o Bradesco. Em troca de cada R$ 1 mil então depositados, tenho hoje R$ 1.005,19 e, ainda assim, acho que não posso tirar o dinheiro, visto que o título está ativo. Não sei exatamente o que o Banco entende por ativo, mas como só fala em resgate nas alternativas, suponho que continua seqüestrado.

O mesmo ocorre com um monte de Amazônias Sustentáveis de vinte reais, que compõem -- novamente suponho -- bloquinhos de cinco parcelas. Uma das características dos TCs, por sinal, é sua descrição quase criptográfica. Mas entendi que, para cada cem reais aplicados, tenho R$ 89,74. Eu devia ter investido com Bernard Madoff, como me sugeriram uns amigos lá do Country, mas infelizmente ele não aceitava bloquinhos de cinco parcelas de vinte reais. A cor do que sobrou desses bloquinhos só vou ver daqui a cinco anos, se estiver viva até lá (vide primeiro parágrafo).

Acham que é tudo? Não é não.

Também fiz um titulo de capitalização no cartão Diners. Antas são por natureza animais inocentes e fáceis de tapear; ou vocês acham que um substantivo vira adjetivo assim do nada?

* * *

O que é que me passou pela cabeça, se é que passou, para reincidir em tamanha generosidade com banqueiros? Simples. Achei que título de capitalização era uma espécie de caderneta de poupança, apenas mais imexível do que a caderneta. As minhas amigas lá do banco afirmaram, cheias de entusiasmo, que era uma ótima coisa de se fazer com o dinheiro, porque tem sorteios semanais, mensais, anuais, qüinqüenais, sesquipedais.

Só não me informaram que, para cada cem aplicados, eu receberia de volta oitenta, o que me faria pensar duas vezes -- mas ninguém é perfeito. A culpa não é delas, que têm que vender um produto estelionatário, mas minha, que não li a letra miúda.

* * *

Desde que descobri a verdadeira natureza dos TCs, mandei suspende-los. Mas uma coisa é entrar na roubada, outra é sair. Os do Bradesco continuam impávidos, aumentando os lucros do banco. Quanto aos do cartão, passei os últimos dias pendurada no telefone: o Diners elevou a arte de irritar o cliente a níveis nunca dantes alcançados.

Liga-se para 4001-4444. Digita-se o número do cartão, ouve-se música, digitam-se números para isso e aquilo. E quando finalmente chega-se à etapa de cancelamento dos TCs, uma gravação informa que temos que ligar para o 4001-4693. No 4001-4693, os atendentes, que sequer reconhecem o número dos cartões Diners, dado que são do Credicard, pedem diversas informações e nos mandam ligar -- para onde? Para o 4001-4444. Não é uma perfeição?!

Nem vou descrever os diálogos, porque da última vez que escrevi sobre call centers recebi emails desaforados de callcenteiros me acusando de ter feito um deles perder o emprego. Não era a minha intenção. Quem trabalha neste emprego infernal não tem a menor culpa no cartório.

Fiquei tão estressada, porém, que passei a tuitar o que me acontecia: nada como ter a solidariedade dos amigos nas horas de necessidade. Quando contei que tinha feito um título de capitalização, a gargalhada foi geral. Reconheci cabisbaixa que essa estupidez equivalia a escrever “otária” na testa com pilot fluorescente, mas pelo menos descobri que não estou sozinha. Um amigo teve três -- Itau, Bradesco e Caixa – e em todos teve perdas financeiras reais de 15%. Em suma: ou eles ganham, ou a gente perde.

É por isso que estou aqui abrindo a alma, e confessando não um pecado, que é coisa chique de atleta de ponta e político importante, mas uma burrice, que é ato constrangedor e humilhante. Sou solidária com as outras antas, e quero alertá-las contra esta armadilha perigosa. Não deixem de ler os contratos dos bancos e, sobretudo, nunca façam títulos de capitalização! Eles são um roubo e, num país decente, estariam proibidos por lei.

Em tempo: cancelei o cartão Diners, de pura raiva, mas vocês acham que consegui cancelar os TCs? Ho ho ho.

* * *

Nunca fotografei uma anta, e um auto-retrato não seria de bom-tom, de modo que apelei para fotos de capivara. Antas e capivaras são confundidas com frequencia, mas sequer são da mesma família. Capivaras não caem em golpes do vigário; investem em CDB e em renda fixa, e têm sempre um ourinho guardado para ocasiões de emergência.

Fonte! Chasque recomendado por Mara Lucket em seu galpão virtual (blog) - http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/maraluquet/ , publicado no galpão virtual Cora Rónai (blog) - www.cora.blogspot.com, que teve como fonte O Globo, Segundo Caderno, 4.3.2010.

Aprendi a investir em ações da bolsa de valores

Endividada, li sobre os investimentos e vi que as ações podiam render mais que a poupança

Há oito anos, eu devia R$ 7 mil no cartão de crédito. Era mais de três vezes o meu salário. Eu gastava sem controle, especialmente em roupas e sapatos. Os juros tornaram a dívida impagável. Ao renegociá-la, recomendaram que eu aprendesse a gastar direito.

Comprei livros de finanças e vi que os juros, apesar de odiados por quem paga, aumentam os lucros de quem poupa. Fui aprender a fazer investimentos.

Aí, descobri as ações da bolsa de valores. Fiquei maravilhada ao saber que elas são uma pequena fração de uma empresa. Ao comprá-las, o acionista se torna um pequeno proprietário e recebe os lucros dessa empresa. Entendi que o valor da ação muda a cada instante porque depende da avaliação dos investidores sobre os rendimentos dessa empresa no futuro. Quando acham que o lucro vai aumentar, as ações sobem, e vice-versa. Mais interessante foi saber que qualquer pessoa pode comprar uma ação.

Nessa época, em 2002, acreditavam que o lucro das empresas brasileiras fosse acabar por causa da eleição do presidente Lula. Esse medo barateou demais as ações, mas eu não tinha um centavo para aproveitar as pechinchas. Prometi quitar as dívidas para poder investir.

Em abril de 2007, já tinha pago parte das minhas dívidas. Apesar de ler tudo sobre a bolsa, ainda tinha medo de investir errado e me endividar de novo. Mas resolvi arriscar.

Procure uma corretora antes de começar a negociar

Antes de investir na bolsa, abra uma conta em uma corretora, instituição financeira que compra as ações. Esses negócios são feitos por telefone ou site da corretora.

Quando uma ação é vendida, são as corretoras que pagam o investidor. Para isso, elas cobram taxas para comprar e vender ações e para guardar o dinheiro em segurança. Bancos também têm corretoras, mas prefiro investir com quem trabalha só com ações, porque pago taxas menores pelas transações.

Todas as corretoras estão no site da Bovespa. Veja algumas: XP: http://www.xpi.com.br/, Socopa: http://www.socopa.com.br/, Gradual: http://www.gradualinvestimentos.com.br/, Ágora: http://www.agorainvest.com.br/ e Um: http://www.uminvestimentos.com.br/.

Compro e vendo ações no computador

Liguei para uma corretora onde eu já tinha uma conta e consegui bons descontos nas taxas. Fechei o negócio no meu computador, por meio do site da corretora. É o que chamam de ''home broker''. Até hoje, é nesse site que vejo o preço das ações e como vão os investimentos.

Transformei R$ 350 em R$ 600 após 1 ano

Com R$ 350, comprei ações da Petrobras e Vale. Aprendi nos cursos que empresas grandes como essas despertam mais interesse dos investidores e suas ações são mais fáceis de negociar. Por isso são indicadas para iniciantes. E é fácil acompanhar o desempenho delas. Eu via só pela TV. Conferia meus lucros uma vez ao mês, no extrato da corretora.

E eles estavam ótimos! Um ano depois, eu estava com R$ 600! Se eu tivesse investido em poupança, teria só R$ 370. Ganhei 12 vezes mais! Usei a grana para pagar a última dívida do cartão, mas queria investir de novo.

É preciso ter calma e investir por anos

Aí, veio a crise econômica nos Estados Unidos, em setembro de 2008, que assustou os investidores por causa da queda nos lucros das empresas de todo o mundo. As ações ficaram muito baratas de novo. Como eu já tinha visto a recuperação da bolsa após uma crise, fui às compras. Em novembro de 2008, usei R$ 2 mil do 13º salário para comprar ações da Petrobras. Hoje elas valem R$ 3.500. Na poupança, esses R$ 2 mil seriam R$ 2.100.

Depois, comprei ações de outras sete empresas que valem hoje o dobro do investimento. Sei que essa é uma riqueza que pode desaparecer a qualquer momento, se houver outra crise. Por isso, sigo uma dica das palestras que frequentei para conhecer o mercado de ações: a bolsa é um investimento de retorno para mais de cinco anos. Só assim posso acompanhar o crescimento de uma empresa e usufruir dos lucros dela.

As mulheres se dão bem nesse aspecto: somos mais cautelosas e suportamos perdas financeiras rápidas. Mesmo assim, evito ficar muito tempo ligada no site onde confiro meus investimentos. Faço isso uma vez por dia. Nos fins de semana, planejo minhas compras futuras.

A bolsa garantiu minha estabilidade atual. No futuro, quero montar um clube de investimento, uma reunião de pessoas que compram as mesmas ações por um período pré-determinado e dividem as taxas e os lucros dessas ações. Para isso, é preciso pedir autorização para a bolsa e ter a supervisão de uma corretora. Vou me aposentar com a renda dos investimentos nas ações.

Fonte! Dona da história: Flaviana Amarante, 33 anos, médica, São Paulo, SP . Reportagem: Leo Branco. Chasque publicado no galpão virtual http://www.mdemulher.abril.com.br/.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ficou mais fácil declarar ganhos com ações

Receita fecha o cerco sobre a sonegação em bolsa, e corretoras começam a oferecer serviço que ajuda o investidor a calcular o valor devido

São Paulo - Declarar o Imposto de Renda sobre os ganhos obtidos em bolsa de valores sempre foi um tabu no Brasil. Por absoluta falta de hábito, muitos aplicadores não sabem nem que cabe a eles mesmos calcular e pagar mensalmente o IR, já que, quando decidem investir em outras aplicações bastante populares, como fundos, clubes ou Tesouro Direto, esse imposto já fica retido na fonte. Além disso, outras aplicações como a caderneta de poupança oferecem isenção de IR, o que contribui para aumentar a percepção de que ganhos financeiros não estão sujeitos à mordida do Leão. Para piorar, até muito pouco tempo atrás, a própria Receita Federal não se preocupava em investigar quem sonegava o IR sobre os ganhos com ações, alimentando a cultura da sonegação.

"Mas isso começou a mudar nos últimos cinco anos", afirma Meire Bonfim Poza, contadora da Arbor Contábil. "Os auditores da Receita já começaram a fechar o cerco contra os sonegadores da bolsa". Atualmente, até mesmo os pequenos investidores vêm sendo chamados a dar explicações sobre suas operações com renda variável. Na maioria dos casos, os problemas com o Leão são gerados não por má-fé, mas pela falta de conhecimento sobre como manter seus impostos em dia.

Com o objetivo de fidelizar os clientes, algumas das maiores corretoras brasileiras decidiram ajudá-los a atender as regras do Fisco. Entre as principais iniciativas, estão a disponibilização de uma calculadora que automaticamente calcula o imposto devido e já preenche o documento de pagamento, a Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Em geral, os clientes precisam pagar pelo serviço, mas vale lembrar que a legislação só obriga as corretoras a apresentar a seus clientes um resumo das operações realizadas. O cálculo do IR a ser pago sobre os ganhos com essas transações cabe ao próprio investidor.

Em geral, chegar a esse valor pode ser bem simples. Sempre que vender mais de 20.000 reais em ações em um mês, o investidor terá de calcular o ganho líquido com essas operações e recolher aos cofres do governo 15% desse valor no mês seguinte. Mas há diversos complicadores. Muitos investidores realizam dezenas de operações por dia. Em casos de day trade (compra e venda de ações no mesmo dia), a alíquota sobe para 20%. Operações com contratos futuros e derivativos negociados na BMF&Bovespa ou no mercado a termo também estão sujeitos ao pagamento do IR. Perdas financeiras em um mês podem gerar créditos tributários usados para abater o imposto devido no mês seguinte. São esses e outros complicadores que levam muita gente à malha fina.

Calculadoras do IR

Braço da BMF&Bovespa, o Sistema Integrado de Administração de Corretoras (Sinacor), que auxilia na execução de processos administrativos das instituições participantes do mercado, desenvolveu um software próprio para ajudar na declaração do IR. Ele faz a apuração dos resultados através do armazenamento das operações e do cálculo do preço de aquisição e do lucro ou prejuízo. A calculadora do Sinacor pode ser adquirida por pessoas físicas, mas quem tem tomado a iniciativa de comprar o software e disponibilizá-lo para facilitar a vida do cliente são as próprias corretoras - cerca de 50 delas contratam o serviço.

Outra empresa que desenvolveu uma calculadora utilizada por outras instituições é a Mycapital. Através de um contrato de serviços, corretoras como a Ativa pagam pelo uso do sistema e o repassam a seus clientes, de quem cobram uma taxa de 50 reais mensais ou 300 reais anuais. Além deste serviço, a Ativa atua no sentido de educar seus clientes, realizando um atendimento a dúvidas sobre o IR a cada terça-feira, além de oferecer um chat online sobre as obrigações com o Leão.

Já a Gradual Investimentos possui um grande setor destinado exclusivamente à educação de seus clientes sobre tributação. Segundo o gerente de produtos da corretora, Stelio Belchior, além de um hotsite com informações sobre IR - que contém blogs, vídeos e chats semanais -, a empresa também realiza palestras para seus investidores e seus funcionários e realiza o cálculo e preenche o Darf para os clientes com maiores montantes em aplicação com a instituição. Esse serviço será cobrado, mas a corretora diz que ainda não há uma previsão de valor. Outras duas corretoras que prometem lançar serviços semelhantes nos próximos dias são a Icap e a Ágora

De acordo com corretoras, contadores e especialistas, o maior problema na hora de apresentar a declaração à Receita através dos serviços prestados pelas corretoras é no caso de o cliente possuir investimentos em mais de uma instituição. Algumas vezes os clientes também trocam de corretora durante o período em que manteve determinada posição. Nesses casos, não é possível calcular o IR que deverá ser pago e já preencher a Darf automaticamente porque uma única corretora não terá dados suficientes para somar os ganhos e perdas de todas as transações para chegar ao valor do imposto devido. Por isso, o sistema desenvolvido pela carioca XP Investimentos prevê que o próprio cliente preencha a Darf nesses casos. A corretora, que cobra os mesmos valores da Ativa pelo serviço, é bastante conhecida no mercado por investir na educação financeira de seus clientes - e inclui esclarecimentos sobre o pagamento do IR em seus cursos.

Por que não declaram?

O cerco da Receita aos sonegadores da bolsa já pode ser medido em números. No ano passado, aproximadamente 100.000 das 160.000 adesões ao Refis (o programa de recuperação fiscal do órgão) foram de pessoas físicas que obtiveram algum ganho de capital com renda variável, deixaram de pagar o imposto devido e depois buscaram acertar as contas com o Leão. O professor Osvaldo Nascimento, do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, lembra que a cultura de investimentos de pessoas físicas na Bolsa é recente e cresceu muito rápido. "Houve uma disseminação indiscriminada de aplicações, mas não houve disseminação sobre as obrigações ao se investir no mercado", lamenta.

A BMF&Bovespa, que realiza todas as operações com ações no Brasil, não assumiu a responsabilidade pelo cálculo do IR dos clientes nem se mostrou muito ativoa em esclarecer os investidores sobre as regras da Receita. Recolher o imposto sobre as ações na fonte também seria tarefa impossível, na opinião do professor Nascimento. Segundo ele, o fisco só recolhe uma alíquota de 0,005% na hora da operação para saber qual o volume está sendo movimentado por cada investidor e posteriormente ter como fiscalizá-lo. No entanto, o montante a ser pago ao Fisco só pode ser calculado após o fechamento do mês, o que inviabiliza a tributação na fonte.

A Receita Federal ainda enfrenta a falta de auditores fiscais suficientes com conhecimento sobre o assunto para dar conta da enorme quantidade de pessoas que passaram a ter investimentos na Bovespa e na BM&F na última década. "Este boom nos mercados é recente e a quantidade de auditores especialistas em renda variável é quase a mesma de antes, quando eram poucos contribuintes", explica Nascimento.


Fonte! Chasque de Renato Rostás, publicado no Portal Exame no dia 05 de março de 2010 - http://www.portalexame.abril.com.br/.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Juntando dinheiro com o “cofrinho”

Antes de iniciar este artigo fiz uma pesquisa na internet sobre o tema “cofrinho”, e após algumas leituras vi que o tradicional “porquinho” não anda tão popular como antigamente, pelo menos para jornalistas e especialistas da área financeira.

De um lado temos informações de que metade das moedas do país estariam em cofrinhos, o que gera um grave problema de falta de troco no comércio. O Banco Central tem que colocar mais moedas em circulação, o que gera custos de produção.

Já os especialistas dizem que não é interessante guardar dinheiro no porquinho, pois não há rendimento.

Tenho uma visão otimista do porquinho, afinal ele continua sendo uma boa forma de poupar dinheiro (não gastar dinheiro com besteiras), também é um importante passo na educação financeira das pessoas e um trampolim para obtenção de fundos para investimento.

Já tive vários cofres e nem todos eles eram porquinhos, e posso afirmar que colecionar dinheiro é um prazer singular.

O primeiro passo para quem deseja juntar dinheiro no cofrinho é saber qual será o objetivo daquele dinheiro, dessa forma nos protegemos de nós mesmo contra saques antes da hora.

Atualmente meu objetivo é investir o dinheiro poupado na bolsa de valores, mas em outras épocas já foi comprar um guitarra, fazer uma viagem, fazer um upgrade no computador.

Agora que já temos um objetivo devemos criar uma regra para depositarmos o dinheiro, em nosso cofrinho.

Por exemplo: “Todo o troco do ônibus e do pão irão para o cofrinho”, “Todas as notas abaixo de 10,00 que eu tiver em casa irão para o cofre”, “Separarei 5 ou 10% do meu salário para o porco”, “Destinarei 50% dos meus ganhos extras para o porco rosa”, “Lugar de moeda é no cofrinho, todas as moedas irão para lá”, crie a regra que você quiser, e a siga! Lembre-se que é uma regra e não uma recomendação.

Evite colocar moedas de 5 e 10 centavos no seu cofre, elas fazem muito volume físico, mas baixo monetário, coloque moedas de 25 centavos para cima, deixe as pequenas para o comércio.

Coloque cédulas de papel! Isso mesmo, coloque todas as notas que conseguir no seu cofrinho, são elas que fazem o porco engordar de verdade.

Estipule o tempo de engorda do seu porquinho. Não sou a favor de um período de permanência acima de 6 meses.

Seja qual for o seu objetivo, lembre-se que você poderá pegar o dinheiro do cofrinho e depositar em um fundo de renda fixa ou ações, e até mesmo na poupança, dessa forma seu dinheiro não irá desvalorizar e irá render alguma coisa.

Existem vários bancos que permitem investimentos em fundo de ações com baixas quantias (a partir de R$ 200,00).

Atualmente meu prazo de permanência com um cofrinho é de 2 meses, após esse período o dinheiro do cofre vai para a Bolsa.

Reúna parentes e amigos mais próximos e faça a cerimônia da quebra do porquinho, isso irá estimulá-los a fazerem o mesmo, afinal quem não gosta de dinheiro?

E é nesse momento que vem a surpresa, é comum tentarmos calcular quanto foi depositado, mas esse valor sempre vem além da nossa expectativa.

Lembre-se: “Dinheiro atrai dinheiro”, comece a colecionar dinheiro hoje mesmo!

Abraços e até a próxima.

Fonte! Chasque e retratos de Diego Denega, postados dia 21/02/2010 no galpão virtual Denega System - http://denegasystem.blogspot.com/.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Engano do INSS leva professor à malha fina da Receita Federal

Uruguaiana! Já dura três meses a peregrinação do professor de filosofia Jairo Emílio de Souza, de 46 anos, em busca da restituição do Imposto de Renda 2008/2009 no valor de R$ 560,00. Na agência bancária em que apresentou o documento, ele foi informado que o problema teve origem na Receita Federal (RF). Na delegacia deste órgão, Souza descobriu que a declaração havia caído na malha fina por não constar no documento original o lançamento de uma suposta aposentaria por invalidez recebida por ele do INSS, no valor de R$ 8.332,20 em 2008.

Surpreso, o professor explicou não ser aposentado ou inválido, pois leciona em duas escolas estaduais na cidade de Uruguaiana - Elisa Ferrari Valls e João Fagundes. A Receita encaminhou Jairo ao INSS que, por meio da gerência local, identificou o problema: um erro na digitação do CPF do beneficiário da aposentaria. Trata-se de um cidadão de Sete Lagoas, na região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Souza teme o risco de ter seu nome comprometido por informações erradas, passível de sanções da RF, e ainda não poder receber a restituição. O INSS garantiu a ele que as providências foram tomadas. Entretanto, 90 dias depois a situação segue igual, com a data da devolução do Imposto de Renda a que o professor tem direito indefinida.

Fonte! Chasque publicado no dia 03/02/2010 no Correio do Povo de Porto Alegre - RS, no Caderno Cidades.

Crédito do retrato - MIGUEL CASTANINE / especial / CP

terça-feira, 2 de março de 2010

Fundos de Pensão poderão ter 40% do PIB em 2020

Com quase meio trilhão em caixa e 17% do Produto Interno Bruto (PIB), os fundos de pensão se transformaram numa força poderosa dentro da economia brasileira. Em sete anos, a carteira de investimentos, que inclui participações em algumas centenas de empresas, projetos de infraestrutura e títulos públicos, quase triplicou (186%), de R$ 168,5 bilhões, em 2002, para R$ 482 bilhões, em novembro do ano passado. Isso significou um crescimento médio de 25% ao ano.

Nesse período, sua participação no PIB subiu de 12% para 17% - e deve fechar 2010 em 18%. "Em dez anos, eles vão representar 40% da economia doméstica", projeta o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça.

Por causa da baixa poupança interna, os fundos viraram - especialmente no governo Lula - uma das principais alavancas de desenvolvimento do País, consolidando a ideia de economia social. Como detêm um caixa bilionário de longo prazo, influenciam nas decisões de investimentos de setores estratégicos da economia interna, como energia, telecomunicações e mineração. Nos últimos anos, essas instituições estiveram envolvidas em grandes negociações, fusões e aquisições realizadas no mercado nacional.

Os primeiros passos ocorreram durante o processo de privatização, protagonizado pelos fundos de pensão, especialmente os estatais. Passada essa fase, os fundos se acomodaram um pouco. Afinal, a elevada taxa básica de juros garantia o cumprimento das metas atuariais.

"Sem muito esforço, tínhamos uma rentabilidade considerável com as aplicações em renda fixa", reconhece Luis Carlos Afonso, diretor financeiro e de investimentos da Petros (dos funcionários da Petrobrás), o segundo maior fundo do País, com patrimônio de R$ 44 bilhões.

Com o ciclo de queda dos juros, os fundos tiveram de alçar voos mais altos e diversificar sua carteira de investimentos. A estratégia foi apostar no mercado de renda variável, que inclui participação em projetos de infraestrutura e em empresas - medida que ganhou força a partir da crise global, que derrubou o preço das empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

"Entre 2008 e 2009, a Petros aumentou de 23% para 33% a fatia da carteira em renda variável. Na Lupatech, por exemplo, construímos uma posição em 2009 que chegou a 15% de participação", comenta Afonso. Hoje a instituição tem presença em empresas como Brasil Foods, América Latina Logística, CPFL, Invepar, Iguatemi, Lupatec , Log-In, JBS e Vale, entre outras.

Uma das principais apostas dos fundos de pensão para garantir o crescimento nos próximos anos é o setor de infraestrutura, o maior gargalo da economia brasileira. Além do pré-sal, projetos como os da Hidrelétrica de Belo Monte e o Trem de Alta Velocidade (TAV), entraram no radar dos executivos que administram o dinheiro dos trabalhadores.

"As oportunidades estão por toda parte, em energia elétrica, transportes, logística e a cadeia de óleo e gás", afirma o diretor financeiro da Petros, Luís Carlos Afonso.

Segundo ele, o setor elétrico, por exemplo, tem características importantes para os fundos de pensão, que precisam ter uma carteira de investimentos de longo prazo para cumprir as metas atuariais. "Os empreendimentos do setor são de longo prazo e risco baixo. Depois de fazer os aportes iniciais, o investimento se torna uma renda fixa", comenta.

Sobre Belo Monte, ele afirma que a Petros está em período de discussões com alguns parceiros. Mesma situação é descrita pelo diretor de Investimentos da Funcef, Demósthenes Marques. Ele afirma, no entanto, que uma participação no empreendimento apenas poderá ser definida depois que o edital for publicado.

"Só saberemos se o projeto é arriscado ou não depois que sair as regras do jogo, como a definição do preço e total de investimento. De qualquer forma, Belo Monte é uma obra mais complexa que as demais."

Na Funcef, fundo dos funcionários da Caixa Econômica Federal, a realocação da carteira de investimentos foi planejada em 2004, com uma projeção de cenários que mostrava que a rentabilidade dos juros ficaria abaixo da meta atuarial já neste ano.

"Outra parte dos recursos foi investida em aplicações ancoradas em índice de preços, como debêntures. Outra parcela foi para renda variável, que saiu de 14% para 36%", diz o diretor de Investimentos da Funcef, Demósthenes Marques.

Hoje o fundo, terceiro maior do País, com R$ 37 bilhões de patrimônio, é cotista em 33 Fundos de Investimento em Participações (em 2004 só participava de 1), com presença em mais de 70 empresas. Além disso, detém participação direta em companhias como ALL, Vale, OI e Invepar.

No maior fundo do País, Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), que sozinho detém 28% do sistema, a participação em renda variável vem alta desde a privatização, quando arrematou uma fatia importante da Vale. "Naquela época, a empresa valia US$ 10 bilhões. Hoje, está em torno de US$ 150 bilhões, um crescimento de mais de 15 vezes", comenta o diretor de investimentos da Previ, Fabio Moser.

Cerca de 60% da carteira do fundo está aplicada em renda variável. Entre 1998 e 2008, a rentabilidade desse portfólio foi de 1.150%, contra uma alta de 750% do Ibovespa. A Previ detém hoje participação relevante em mais de 50 empresas, como Banco do Brasil, Neoenergia, CPFL, OI, Klabin, Brasil Foods e 521Participações, entre outras.. (O Estado de S. Paulo).

Fonte! Chasque postado no dia 01/03/10 no galpão virtual (blog) do Reginaldo o Conselheiro - http://www.reginaldoconselheiro.blogspot.com/.