sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Após economia de R$ 11 mil com sistema fotovoltaico, família amplia investimento em energia solar

Redução de quase 100% na conta de luz serviu de combustível para moradores de Alvorada comprarem mais um sistema de energia solar fotovoltaico 

Em pouco mais de três anos, os moradores de uma casa do bairro Jardim Algarve, em Alvorada, já economizaram mais de R$ 11 mil com a geração de energia solar. Desde a instalação do sistema fotovoltaico, que ocorreu no início de 2017, o valor da conta de energia elétrica foi reduzido para a taxa mínima – na média, ao custo de aproximadamente R$ 50. De acordo com os cálculos da equipe de monitoramento da Elysia, empresa responsável pelo projeto, a residência já deixou de emitir cerca de 2 toneladas de CO2 na atmosfera.

Como funciona a energia solar?

A estimativa dos técnicos da Elysia projeta que o retorno do investimento deve ser atingido já no próximo ano. Momento em que o sistema completará cinco anos de operação. Em 2021, portanto, a família já terá atingido o valor investido com a economia na conta de energia elétrica. E ainda terá pela frente ao menos 20 anos de funcionamento pleno do sistema fotovoltaico. Para imóveis residenciais, a média de payback (retorno do investimento) tem ficado em torno de 4,5 anos. Com o crescimento da inflação energética no Brasil, esse tempo deve diminuir ainda mais nos próximos anos.

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Um acerto financeiro e ambiental

Valdemar Engroff, proprietário do imóvel, considera um acerto ter apostado na energia solar em um período em que a tecnologia ainda estava no início de sua expansão no Brasil. “Hoje geramos a própria energia de uma forma sustentável e vemos a economia bater na porta todo final de mês, quando chega a fatura da conta de energia elétrica. É uma dupla sensação satisfatória: economizar dinheiro e ajudar o planeta”, afirma Engroff. 

A residência de Engroff conta com um sistema de 2,52 kWp, cuja potência de geração é de 290 kWh/mês, na média anual. A quantidade energética é suficiente para a família atingir a independência energética. No local, foram instalados oito painéis e um inversor solar.

Impacto positivo motivou aquisição de mais um sistema 

Vendo de perto as diversas vantagens econômicas e ambientais colhidas pela família, a filha de Valdemar, Bibiane Engroff, também decidiu aderir à geração fotovoltaica. A residência da primogênita, que também fica em Alvorada, recebeu a instalação de um sistema fotovoltaico composto por 9 painéis solares. É o suficiente para atender a toda a demanda energética da casa – e se tornar autossuficiente na geração de energia elétrica.

Energia solar vem se popularizando no Brasil

Desde a chegada do energia solar ao Brasil, que ocorreu após a publicação da Resolução Normativa 482, de 2012, a tecnologia fotovoltaica vem crescendo a passos largos. Antes considerada uma energia de difícil acesso para a população em geral, em razão dos valores mais altos de investimento, a energia solar vem se popularizando e tornando-se acessível para diversas famílias. Esse fenômeno vem ocorrendo por conta das diversas opções de financiamento disponíveis no mercado. Além da queda do preço dos insumos do sistema fotovoltaico, que chegou a uma redução de 75% nos últimos dez anos.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil atingiu recentemente mais um recorde na capacidade instalada em energia solar. O país já conta com 255 mil sistemas fotovoltaicos instalados, que acumulam investimentos de R$ 15,2 bilhões desde 2012, ano em que a tecnologia foi liberada. Com isso, o Brasil atingiu a marca histórica de 3 gigawatts (GW) de capacidade instalada de sistemas de geração de energia solar distribuída. 

Apesar da marca expressiva, a tecnologia fotovoltaica distribuída representa apenas 0,4% das unidades consumidores existentes no Brasil, atualmente da ordem de 84,4 milhões.

De acordo com a entidade, dos 255 mil sistemas instalados, a maior parte (72,4%) está relacionada a consumidores residenciais. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (18%), consumidores rurais (6,6%), indústrias (2,6%) e poder público (0,4%). Em potência instalada, o setor de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica distribuída, com 39,5% da capacidade. Os consumidores residenciais estão logo em seguida, com 38,5%.

Rio Grande do Sul é terceiro polo de energia solar do Brasil

Até dezembro de 2019, foram instaladas 12,1 mil unidades de geração fotovoltaica no Rio Grande do Sul, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O volume representa expansão de 142% em relação a 2018. Esse dado consolida o Estado como o terceiro maior polo produtivo do país, com 19,6 mil usinas ativas, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo. 

Os clientes residenciais são os protagonistas da expansão das estruturas de energia limpa no país, conforme a Aneel. No Rio Grande do Sul, eles respondem por 66% dos pontos em operação. No entanto, a maior potência instalada está entre os clientes comerciais, hoje responsáveis por 44% do total.  

Com a presença cada vez mais frequente dos painéis fotovoltaicos nos municípios gaúchos, a potência instalada quase quadruplicou entre dezembro de 2018 e o mesmo mês do ano seguinte, passando de 62,4 mil quilowatts (kW) para 234,1 mil kW, conforme a Aneel.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial da Elysia Energia Solar no dia 16 de agosto de 2020. Abra as porteiras clicando em: https://elysia.com.br/sistema-energia-solar-alvorada/?fbclid=IwAR0BbMsghWL6K-3EottToBiwgvUHOIFZ1E7aYKfBJgvFQZchwaQxRWh1zCc

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Nosso primeiro projeto..... abra as porteiras clicando em:  https://obolsodabombacha.blogspot.com/2017/08/atitude-94-energia-fotovoltaica-chegou.html

Saudações

Valdemar Engroff 

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Geração Trilionária - parte 3

Pessoas com mais de 55 anos são compradores 3 em 1: compram para si, para os filhos e os netos / FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC

A internet tornou-se o destino natural para quem quer vender qualquer coisa. É sedutor ao anunciante a possibilidade de colocar sua marca, seus produtos na palma da mão dos consumidores.

Contudo, são poucos ainda que reconhecem o gigantesco potencial de consumo das pessoas de mais de 55 anos, e o quanto a hipersegmentação é mais econômica e assertiva para vender o que você quer, para quem de fato tem necessidade e reconhece valor no que você tem para oferecer.

A geração prateada representa 42% do consumo entre as famílias brasileiras, é a maior compradora em quase todas as categorias de produtos: imóveis de médio a alto padrão, condomínios horizontais, mercado financeiro, seguros, carros de luxo, joias, armações de óculos sofisticadas, médicos, hospitais de padrão internacional, moda, vinhos famosos, relógios, calçados, planos de saúde top de linha, eletroeletrônicos high end, cozinhas planejadas etc.
 
O mais importante nisso tudo é que são compradores 3 em 1: compram para si, para os filhos e netos. Não estranhe se um participante da geração prateada entrar na sua loja e comprar dois carros, um para ele e outro, mais econômico, para o filho. Ou trocar de imóvel e, ao mesmo tempo, comprar uma casa maior para reunir, nos finais de semana, os filhos e netos. Analisando esse potencial, identificamos os dois principais desafios atuais para uma marca que deseja vender seus produtos para a geração prateada.
 
1. Localização: identificar canais de acesso que conectem diretamente a marca/produto com as pessoas 55 . Por inexistir um espaço, no ambiente digital, com o qual a geração prateada se identifique, ela acaba dedicando boa parte do tempo garimpando, nas redes sociais, oportunidades que atendam seus desejos e necessidades. A falta de um endereço as torna difíceis de localizar.
 
2. Abordagem: existe muito preconceito e muita desinformação sobre como dialogar com pessoas que receberam um bônus de mais 30 anos de vida. A atriz Jane Fonda fez uma apresentação maravilhosa, "O terceiro ato da vida", no TED Talks. Recomendo muito assistir. Uma pessoa de 60 anos, hoje, tem cabeça, comportamento e um dia a dia inimaginável para alguém da mesma idade há duas décadas. As marcas se atrapalham fazendo narrativas sem cor nem identificação.
 
72% das pessoas da geração prateada querem viver de verdade e, principalmente, consumir marcas que as valorizem, respeitem e reconheçam.
 
Custa muito caro atingir as pessoas erradas, que não têm interesse ou dinheiro para comprar o que você tem a oferecer. Vale buscar a hipersegmentação, que sai muito mais barato. No final do dia, não é pagar mais caro para impactar, e sim não desperdiçar sua verba com quem, tão cedo, não vai poder comprar.
 
 LEIA TAMBÉM:  
 
 
 
Fonte! Chasque (post / artigo), de João Satt - Estrategista e CEO do G5, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), edição do dia 01 de setembro de 2020.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Poupança ou Tesouro Selic

Onde investir a reserva financeira com segurança. liquidez diária e baixo custo

Créditos! https://poupandojuntos.com.br

Os títulos públicos, transacionados por intermédio do Tesouro Direto, são as aplicações mais seguras e baratas entre as alternativas disponíveis no mercado.
 
A maioria das instituições financeiras deixou de cobrar taxas, restando ao investidor pagar somente a taxa de custódia de 0,25% ao ano, cobrada pela B3.
 
Desde 1º/8/2020 o título Tesouro Selic é isento dessa taxa até o valor de R$ 10 mil. Ela passou a ser cobrada somente sobre o valor excedente.
 
Exemplificando, uma aplicação de R$ 5.000 ou R$ 10 mil não paga nada. Uma aplicação de R$ 20 mil, que antes pagava R$ 50/ano, pagará R$ 25, pois a taxa de 0,25% incide somente sobre R$ 10 mil. Equivale a dizer que a taxa sobre o montante será de 0,125% (R$ 25 ÷ R$ 20 mil).
 
Um saldo de R$ 50 mil pagará R$ 100/ano, equivalente a uma taxa de custódia de 0,20% ao ano sobre o saldo total (R$ 100 ÷ R$ 50 mil).
 
Atenção: a taxa de custódia de 0,25% ao ano continua sendo cobrada nas aplicações em outros títulos, como o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA, qualquer que seja o valor.
 
Se compararmos a rentabilidade da poupança (70% da Selic, isenta de IR) com a do Tesouro Selic (100% da Selic, sujeito a IR), a poupança perde nas operações de pequeno valor, mesmo que o saque seja feito antes de seis meses.
 
Supondo a maior alíquota de IR (22,5%), enquanto a taxa Selic estiver no patamar de 2% ao ano, a rentabilidade líquida do investidor que mantém saldo de até R$ 10 mil será melhor no Tesouro Selic, 1,55% ao ano, ante 1,40% na poupança.
 
Um saldo de R$ 50 mil ganhará na poupança 1,40% ao ano e praticamente empata com o Tesouro Selic com remuneração líquida de 1,395% após pagamento de taxa (0,20%) e IR de 22,5%.
 
Para aplicações mais elevadas, sujeitas ao pagamento da taxa cheia de 0,25% ao ano, e se considerarmos a menor alíquota de IR (15%) nas operações de prazo superior a dois anos, o Tesouro Selic ganha, com ligeira vantagem sobre a poupança.
 
Para investir a reserva financeira, recursos que devem permanecer disponíveis para resgate a qualquer momento, sem o risco de perda no saque ou resgate antecipado, são as melhores alternativas.
 
No quesito liquidez, Tesouro Selic leva vantagem porque remunera todos os dias decorridos na operação, diferentemente da poupança, cujo rendimento é creditado somente no dia do aniversário da conta. Significa dizer que, para ganhar o rendimento integral, o investidor deve realizar saques mensais, programados conforme a data da conta. Pode ter duas ou três contas para criar uma agenda de saques sem sacrificar parte dos rendimentos.
 
A hipótese de risco de perda com a marcação a mercado desse título é perto de zero. A única hipótese de isso acontecer seria o governo aumentar a rentabilidade desse título para 110% da taxa Selic, por exemplo. O estoque, emitido a 100% da taxa Selic, perderia valor.
 
Nunca aconteceu, e creio ser pouco provável que aconteça. O governo muda a taxa Selic, mas não o percentual dessa taxa creditada aos credores.
 
Enquanto milhares de pessoas investem no Tesouro Direto, milhões preferem a poupança. A principal razão para permanecer na poupança parece ser falta de conhecimento, de informação.
 
Abrir uma conta em uma corretora parece ser uma barreira. Entender determinados conceitos, como "marcação a mercado", por exemplo, foge do alcance da maioria das pessoas que querem apenas "guardar" o seu dinheiro em um lugar que consideram seguro. A motivação não é rentabilidade, mas segurança.
 
Fonte! Chasque (coluna) da Planejadora Financeira Márcia Dessen, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 31 de agosto de 2020.