domingo, 7 de janeiro de 2018

Shopping centers crescem mesmo em meio a crise





Não se pode negar, há muitas lojas fechadas nos populares shopping centers de Porto Alegre e Região Metropolitana, como, de resto, em todo o País. Porém, mesmo em meio à crise econômico-financeira que assola o Brasil, as vendas nos centros comerciais tiveram crescimento nominal, ou seja, sem considerar a inflação, de 6% neste período do Natal, na comparação com o período ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

O faturamento estimado, que levou em conta o mês de dezembro, foi de R$ 51,2 bilhões. Nabil Sahyoun, presidente da Alshop, considera que a alta de 6% significa inversão da curva de queda, já que, nos últimos dois Natais, o setor havia apresentado retração. Para ele, é algo a ser festejado, pois em 2016 houve queda de 3% no Natal. Em 2015, a redução foi de 2%. Segundo analistas do setor, os motivos para a recuperação das vendas são vários, mas, neste ano que passou, os principais foram as reformas, a taxa de desemprego caindo, as contas inativas do FGTS, que injetaram mais de R$ 44 bilhões, o saque do PIS/Pasep e a taxa Selic em 7%. Com isso, como é sabido, está ocorrendo um retorno ao emprego, de forma lenta, mas importante recuperação.

A estimativa é que os 773 shoppings brasileiros tenham movimentado R$ 147,5 bilhões durante o ano de 2017, alta de 5% em relação a 2016. Por segmentos, brinquedos respondem pelo maior crescimento, correspondendo a 10%. Em segundo lugar estão óculos, bijuterias e acessórios, com 9,5%. Artigos para animais de estimação ficaram em terceiro lugar, com 7,5%. Eletrodomésticos e celulares tiveram 6% cada um. A maioria dos pagamentos para as vendas realizadas em shoppings, ou 55%, foi com cartões de débito e crédito. Já 25% utilizaram o próprio cartão ou carnê da loja. Em menor escala, 10% optaram por cheques e 10% pagaram em dinheiro. O perfil do consumidor aponta que 52% são mulheres e 48%, homens. A frequência é semanal para 48%, quinzenal para 17%, mensal para 14% e ocasional para 19%. Os principais motivos para a visita são comprar, 35%, passear, 20%, alimentar, 15%, mesmo no dia 25/12, quando algumas poucas operações nas praças de alimentação estavam abertas em Porto Alegre, usar banco ou caixa eletrônico, com 12%, usar serviços variados, com 7%, e ir ao cinema, 3%.

Em 2017 foram inaugurados 12 novos shoppings no Brasil, menos que os 20 inaugurados em 2016. Mas, estão em construção 43 shoppings, com previsão de inauguração para os próximos três anos. Mesmo com os problemas advindos da crise que dá sinais de estar sendo superada, o segmento de lojas de shoppings voltou a crescer em 2017, tendo fechado o ano com 124 mil lojas. O número é 2% maior do que o registrado em 2016, quando houve queda do volume de pontos de venda em operação, mesmo com a inauguração de empreendimentos.

Em 2017 foram abertos 12 shopping centers, cinco nas capitais e sete no interior, sendo criadas 20,6 mil novas vagas. Importante gizar o número de empregos temporários gerados durante o período natalino. Foram 115 mil contratações. O varejo absorveu 15% delas, substituindo funcionários com desempenho insatisfatório ou já se planejando para expansões das redes. Shopping centers são templos de consumo que vieram para ficar, com as devidas adaptações dos altos custos de aluguel, condominiais e de promoções, que acontecem nas datas festivas. 

Fonte! Este chasque (post) é o editorial do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, da edição do dia 02 de janeiro de 2018.

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Observação! Um chasque (post) que tem relação com este do Jornal do Comércio, foi publicado em dezembro de 2017 no sítio da BBC Brasil, e que também trouxemos pra este galpão (blog).

Trata do crescimento na construçãos de shoppings no Brasil e América Latina. E o contrário que acontece nos Estados Unidos. Abra as porteiras clicando em: https://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2017/12/por-que-america-latina-continua.html 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O que fazer para sair das dívidas em 2018

A menos de um mês do fim de 2017, grande parte dos brasileiros já sabe que entrará no ano novo com algumas dívidas. Indesejável por todos, essa situação é também inevitável para muitos: segundo pesquisa da empresa de recuperação de crédito Recovery, divulgada pelo Data Popular no mês de julho, o brasileiro inadimplente deve, em média, três vezes o que ganha e, em alguns casos, acumula até 20 dívidas diferentes.

Mas o que fazer para se livrar das dívidas aos poucos? Organizar as finanças, evitar gastos desnecessários e negociar para pagar o menor valor possível aos credores. Embora não sejam nada fáceis, essas três medidas precisam ser colocadas em prática – e, importante, ainda neste ano. Para começar, é fundamental que os endividados não sejam vítimas do bombardeio de ofertas desta época de festas e adquiram novas dívidas de longo prazo.

“É fundamental que os endividados não sejam vítimas do bombardeio de ofertas desta época de festas e adquiram novas dívidas de longo prazo”

Devido à facilidade oferecida no fim de ano, o consumidor quase sempre opta por parcelar as compras no cartão crédito. Embora não haja cobrança de juros, a divisão em valores menores acarreta uma grande quantidade de parcelas. Ou seja, a compra dos presentes em dezembro será quitada apenas em julho, agosto ou até depois. Será que isso vale mesmo a pena? Sem contar que, com a “renda extra” do 13º salário, muitos acham que o dinheiro se torna inesgotável. Mas, claro, não é.

Mesmo no curto prazo, uma reorganização pode ser feita para que as coisas se ajustem. Para isso, é importante aprender a diferenciar crédito disponível de poder de compra dentro do seu orçamento doméstico. Assim, mensure em uma planilha de gastos quanto do seu rendimento vai para o pagamento de contas básicas (luz, água, telefone, supermercado); quanto vai para outros gastos constantes (impostos, prestação do apartamento/carro, combustível, plano de saúde, cafezinho pós-almoço); e quanto sobra para o “poder de compra”. Apenas tendo essa diferenciação, é possível saber em qual situação as finanças se encontram e qual o tamanho do buraco.

“Mensure em uma planilha de gastos quanto do seu rendimento vai para o pagamento de contas básicas (luz, água, telefone, supermercado); quanto vai para outros gastos constantes (impostos, prestação do apartamento/carro, combustível, plano de saúde, cafezinho pós-almoço); e quanto sobra para o poder de compra”

A partir disso, é essencial iniciar o corte de atividades supérfluas – aquela viagem de fim de ano pode ser adiada; aquela pizza não é tão fundamental assim durante a semana; seu cachorro pode sobreviver sem aquele brinquedinho; e seu cabelo, com certeza, não precisa visitar o salão de beleza com tanta frequência. Se essas medidas ainda não forem suficientes, converse com a família e cheque se outros gastos podem ser cortados temporariamente do orçamento. A TV por assinatura, por exemplo, pode ser eliminada até as contas se acertarem. Já na ida ao supermercado, opte por marcas mais acessíveis, pois aqueles poucos centavos que nunca foram levados em conta vão fazer sentido nesse período.

Agora, se você notou que já está com muitas dívidas, o primeiro passo é relacioná-las, dedicar um tempo para entrar em contato com todos os credores e tentar negociar o pagamento. Explique a sua real situação e tente retirar os juros e até conquistar um desconto para pagamento à vista. Por último, uma alternativa que, dependendo do planejamento, vale muito a pena, é concentrar todas as dívidas em uma só, com um empréstimo para quitar todas elas. Assim, é possível ter noção exata de quanto está pagando, com uma única taxa de juros.

Fonte! Chasque (matéria) publicado no sítio Economia SC, em 06 de dezembro de 207, por Dora Ramos. Abra as porteiras clicando em http://economiasc.com.br/o-que-fazer-para-sair-das-dividas-em-2018/


*Dora Ramos é orientadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial.

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Observação!

Sábias palavras em forma de chasque (texto) da orientadora financeira. É simples. Basta virar o jogo, entrar num planejamento, elaborar um orçamento doméstico e transformar a própria casa em uma simples contabilidade, podendo ser num "livro caixa", que traz as colunas de entradas, saídas, saldos (ou, deve, haver e saldos), anotar todos os ganhos e todos os gastos, fazer sobrar dinheiro e guardar, investir. 

E ler muito, muito mesmo. Ler páginas sobre finanças, economia (jornais, revistas, sítios na internet). E se tiver dívidas, liquidar estas e dar tchau para uma possível próxima dívida.

Somos, na nossa família, 100% contra qualquer tipo de dívida. Salvo raríssimas exceções. E quando acontecem, fora do sistema financeiro tradicional, dos bancos e sim, na pequena cooperativa de crédito mútuo dos funcionários da empresa onde trabalho.... é por lá que construimos nossa casa, por exemplo..... 

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!  

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Atitude 94! Os dez anos do Orçamento de Galpão e os nove anos deste Sítio

Nós: peão e prendas (séc.passado)
Buenas gauchada do Rio Grande e de toda esta terra em redor que chamamos de mundo! 

Tudo teve um início. E o início deste modesto galpão virtual (sítio, blog), sem porteiras, sem aramados, sem cercas para ultrapassar, teve o carregamento do seu primeiro chasque (postagem) no dia 18 de dezembro de 2009. 

Portanto, há nove anos, com o título "Estamos chegando a galope". Basta abrir as porteiras clicando em http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2009/12/estamos-chegando-galope.html

E o objetivo nosso de criar, de construir este galpão (blog) foi simples: fazer com que o seu criador (este gaúcho de botas, bombachas, guaiaca, mais o seu lenço maragato (vermelho)), parasse de ver somente as páginas esportivas dos jornais, programas esportivos da Rádio Guaíba de Porto Alegre (RS), sítios esportivos na internet e programas esportivas na televisão, e sim, adentrasse que nem num tranco de vanera (dança de baile gaúcho em galpão de CTG - Centro de Tradições Gaúchas), nas páginas de economia, tanto de jornais, revistas, internet, rádio e televisão.
Orçamento doméstico: em planilha excel. Mais simplão que painel de Jipe
Em abril de 2008 iniciamos o nosso orçamento doméstico. Somos uma família da classe média, que não parcela nem pensamento. Eu particularmente não parcelo nada, nem programas televisivos. Por isso, o "carnê da casa própria" que chamam de novela, está DELETADO, assim como os programas com alguns capítulos, que chamo de "compra em dez vezes pelo preço à vista".

Aqui neste modesto galpão, o linguajar dos nossos chasques (postagens próprias) são de um sotaque de galpão, carregado de linguajar de galpão da sociedade tradicionalista, o gauchês, por isso, quando tu leres um vocábulo de galpão, ele estará em bom português entre parênteses.

Já comentamos em outras oportunidades que o sítio Dinheirama - www.dinheirama.com, foi o primeiro galpão de finanças pessoais e economia que me chamou atenção.  Depois muitos outros sítios desta área e vieram os eventos EXPOMONEY, que infelizmente acabaram, pois eram eventos sobre finanças pessoais, investimentos e empreendedorismo que circulavam o ano todo por todo o país, e terminavam em Porto Alegre em dezembro.

28 de janeiro de 1989
Casamos em 1989. Eu já com meus trinta anos de vida. Fielmente tive, desde a primeira assinatura de contrato de trabalho, os meus descontos para o INSS, para fins de aposentadoria oficial. A esposa Marilene pagava o seu carnê do INSS, também para fins de aposentadoria oficial. Chegaram as crianças - a Bibiane em 1990 e a Ana Paula em 1997. E a minha preocupação era tanto para mim, pra esposa e as crianças, em algo além do INSS.

Me inscrevi em 1993 no Fundo de Pensão FAPERS, patrocinado pela empresa onde trabalho, a EMATER RS. Mas ela estava sob intervenção e não aceitava novos associados. Fiquei "na fila" por dez anos, quando a intervenção cessou e novas inscrições eram aceitas. Então, comecei a contribuir aos 40 anos de idade (isso quer dizer que só ali tem um atraso em investimentos, entre 15 e 20 anos, para fins de aposentadoria complementar). Mas a preocupação continuava: e a esposa e as crianças???

Pela ordem: Marilene, Bibiane, Ana Paula e Valdemar
Mas neste ínterim, neste período, construimos nosso rancho, nossa casa. Como acima citamos, não gostamos de parcelamentos, mas adotamos o financiamento da casa em pequenos empréstimos via cooperativa de crédito mútuo, dos servidores da EMATER RS, a CRESAL, onde estes financiamentos são as famosas exceções à regra. Em dez anos a casa estava pronta e quitada. E ainda recebíamos (e continuamos recebendo até ohe) após a assembleia geral, em março de cada ano, sobras sobre o capital na cooperativa e pelos empréstimos tomados. Nada de empréstimo tomado do antigo BNH ou no atual Sistema Financeira da Habitação ou ainda, no mercado financeiro tradicional, para pagar em trinta anos ou mais, pois isso é o real suicídio financeiro de um lar, de uma família, pois pagas-se pelo mesmo imóvel que se compra, mais um em forma de juros.

Mas em 2008, abriram se as porteiras para investimentos para fins de aposentadoria complementar, para todos (eu, a esposa e as crianças). Já estava contribuindo na FAPERS, e entramos no mercado tradicional e selvagem, dos bancos, que cobram altíssimas taxas de administração e carregamento, com um PGBL pra mim e um VGBL para cada prenda (Marilene, Bibiane e Ana Paula), onde prenda é o adjetivo carinhoso para a mulher gaúcha. E começamos a "bisbilhotar" os sítios de corretoras, primeiramente abrimos conta na Gradual e depois migramos os pequenos investimentos dali para a XP, onde estamos até hoje. Começamos com a afilhada Derives e posteriormente no Grupo L & S (antigo grupo Leandro & Stormer). E hoje, dez anos após, já temos um bom capital, tanto na FAPERS, bem como na XP.

E como se diz por aqui no Sul desta terra que chamamos de mundo, o tempo passa, o tempo voa e ultimamente tenho dito que o tempo dispara.... e em 2017 chegou a aposentadoria oficial para mim, mas faço de conta que a mesma não existe. Ela é 100% investida, e não tenho prazo para parar na lida (de parar de trabalhar).

Como comentamos anteriormente, o nosso orçamento doméstico em abril fez aniversário. São dez anos de dados lançados em planilhas excel e na planilha criada pelo contador e educador financeiro Reinaldo Domingos: a planilha Disop.

Primeira arte do sítio: 18 de dezembro de 2009
E o sítio O Bolso da Bombacha, fechou nove anos no ar, na internet, com linguajar e redação próprios (de galpão, de roda de chimarrão, ao pé do fogo de chão), e que também leva chasques (postagens) da linha de finanças pessoas e de economia da mídia do Rio Grande do Sul e de toda esta terra que chamamos de mundo. 

Neste dia - 29 de dezembro de 2017, final do dia, estamos com 139.520 acessos, conforme contador de visitas instalado no sítio. Os chasques (postagens) com mais acessos são:
1 - Quantos zeros tem um trilhão?, com 17.057 acessos
2 - Você tem costume de tomar chimarrão?, com 4.721 visitas
3 - Nove maneiras estúpidas de usar o seu próprio dinheiro, com 1.395 visitas
4 - Atitude 93! Estamos nos programando para entrar em 2018 na ponta dos cascos, com 1.192 acessos
5 - Como vive o gaúcho que acumulou US$ 2,4 bilhões, com 1.115 acessos.

Os maiores acessos em termos de países são: Brasil, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Ucrânia, China, Portugal, França, Malásia, Polônia, entre outros.

Agradecimento especial ao irmão que a tradição gaúcha me deu. Um carioca, torcedor fanático do Botafogo, simpatizante do Internacional, que aderiu a cultura tradicionalista do Sul do Brasil a partir de um trabalho escolar que enfocava a cultura regional do Rio Grande do Sul, que é o criador da arte da capa deste sítio. O nome do chirú (nome dele) é Valmir Gomes. Seu sítio tradicionalista é O Cariucho e o Tradicionalismo - www.ocariucho.com.br

Ano novo: entrar bailando e continuar investindo!
Aproveitamos a oportunidade para desejar a todos um baita 2018 e que todos os sonhos se realizem, de fato, em especial, os que envolvem os investimentos, as finanças, os cobres, o bolso da bombacha.

E nada melhor do que entrar no ano de 2018.... bailando no autêntico compasso de um fandango gaúcho em galpão de CTG - Centro de Tradições Gaúchas.... e continuar investindo, rumo à segurança financeira e posterior independência financeira....

Até o próximo chasque (postagem) aqui no sítio O Bolso da Bombacha.

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!