domingo, 5 de abril de 2020

Livro! Quebre a caixa, fure a bolha

Quebre a caixa, fure a bolha - É hora de romper as regras (Faro Editorial, 160 páginas), de Conrado Navarro, mineiro, empresário, triatleta e colecionador de carrinhos (tem 500) e livros (1.500), é desses livros que bem poderia ter um palavrão na capa, mas que não funcionam muito bem na vida real.

Navarro é do Portal Dinheirama e do Canal AutoVídeos, e seus textos ágeis e objetivos, acima de tudo, convidam a olhar a realidade a partir de um outro ângulo, assumindo riscos e responsabilidades como parte de um plano. Quebrar a caixa e furar a bolha deve ser uma decisão consciente e ousada.

Os textos falam em se preocupar mais em fazer do que acertar, em reconhecer o dono da padaria, escutar a mãe e decidir sozinho, ser mais cara de pau, tomar café com estranhos, administrar bem o ego, pagar as contas em dia, decidir não ter chefe, aprender a pedir desculpas, falar mais em público, praticar um esporte desconhecido, dizer não com mais frequência e passar algumas noites em claro, entre outros temas modernos.

O livro é dedicado a todos que em algum momento estiveram com altas expectativas e logo depois desabaram numa frustração por não alcançar o que queriam. Ou que, em determinadas horas, simplesmente não tiveram um pouco mais de ousadia, coragem ou cara de pau para fazer algo em que acreditavam. 

A obra aborda a realidade como algo bem diferente daquilo que foi planejado e do que a pessoa acreditava controlar e apresenta histórias e reflexões sobre o que podemos aprender com os fracassos e frustrações. Navarro pensa que, muitas vezes, para ser um destaque na carreira, você não precisa ser próximo de grandes líderes empresariais e ter acesso aos seus segredos profissionais, e acha que conversar com o comerciante da esquina pode ser até mais produtivo para enxergar novas perspectivas.

Navarro acredita que, para criar oportunidades de negócios e novos apoiadores para suas ideias, faz mais sentido convidar pessoas que você admita para uma conversa do que ficar tratando tudo virtualmente. Enfim, um bom livro para os movimentados dias de hoje, quando é preciso fazer a diferença e inovar. 

Fonte! Chasque (post) de Jaime Cimenti, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS) na edição do final de semana - dias 3, 4 e 5 de abril de 2020.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Saúde financeira do colaborador: por que as empresas devem olhar para este ponto

Eu não sei se você já ficou devendo a fatura do cartão de crédito ou se você se enrolou com alguma dívida. Eu também não sei como você reagiu ao fato de estar endividado nem como este cenário afetou a sua saúde (mental e física), sua qualidade de vida e seus relacionamentos. O que eu sei é que a maioria das pessoas que eu conheço e que fazem parte da estatística dos inadimplentes possui algum comportamento prejudicial para si e/ou para os outros.

Já vi pessoas perderem o sono, o casamento e até o emprego. Enquanto umas desabafam com amigos, pegam empréstimo com familiares e desenvolvem ansiedade; outras ficam caladas, buscam resolver e negociar o débito, mas se deparam com as taxas de juros alarmantes disponíveis no mercado, o que chamamos de crédito tóxico aqui na Creditas. Aí, a bola de neve só aumenta. 
Afinal, mesmo após os seguidos cortes na Selic, o Brasil continua no ranking das maiores taxas de juros do mundo, ocupando atualmente o 8º lugar, atrás apenas de Argentina, México, Indonésia, Índia, Turquia, Rússia e Malásia.

As estatísticas comprovam o impacto negativo que as dívidas causam nas pessoas: um levantamento feito por John Gathergood, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, analisou a saúde mental e financeira de aproximadamente 10 mil pessoas e chegou a conclusão que: pessoas que devem sentem um aumento de constrangimento diante de colegas, desenvolvem fobias e insônia, o que reduz sua capacidade social e de concentração. A análise foi feita em 2012, mas não podia ser mais atual.

Agora, imagine você, CEO, fundador, CFO, profissional de Recursos Humanos: quantos colaboradores da sua empresa estão endividados? Quantos deles estão rendendo menos no trabalho por conta dos juros do rotativo do cartão que contribuem para o crescimento daquela dívida que já foi pequena?
Fonte! Chasque (artigo / opinião) de Fabio Zveibel, publicado no Caderno Especial Marcas de quem Decide, na edição do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS) do dia 31 de março de 2020.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Dúvida Cruel


As pessoas continuam perguntando o que fazer com os investimentos e, antes de delinear algumas hipóteses, quero deixar claro que não cabe a mim e a ninguém decidir o que outros devem fazer. 

Vamos organizar os pensamentos e sentimentos de tal forma que cada um possa avaliar em que contexto se encontra e decidir, por conta própria, o que fazer.

Transferir a terceiros uma decisão que é nossa, nos permitirá responsabilizar alguém por uma decisão equivocada, no futuro. Se errarmos, teremos tomado a decisão que pareceria ser a melhor, com base nas informações que detínhamos quando a decisão foi tomada.
Quem já resgatou ou está propenso a resgatar aplicações com desempenho negativo descobriu que não tem tolerância a perdas e assumiu riscos que não deveria ter assumido.
A dor aumenta quando transferimos para o patrimônio como um todo a percepção de perda que, de fato, incide sobre parte do capital investido. 

Calcule o tamanho real da perda antes de decidir. Suponha que o total de seus investimentos seja R$100 e que R$40 (40%) esteja em uma aplicação que registra perda de 15%. Entenda que essa desvalorização não alcança todo o seu dinheiro, mas apenas parte dele. 

Os R$40 investidos valem agora R$34. Os R$60, protegidos em aplicações conservadoras, não foram atingidos. Assim, o valor de mercado da carteira é R$94, desvalorização de 6% sobre o total. Esse é o tamanho da perda em números.

Agora dimensione o valor da sua dor, da angústia, do estresse que essa perda provoca. Você pagaria R$6 para se livrar desse sofrimento? Voltar a dormir tranquilo, deixar de se preocupar com o vai e vem do mercado vale R$6? Esse é o preço, avalie se vale a pena pagar para parar de sofrer. E reflita sobre o aprendizado dessa experiência.

Muitos, embora aturdidos com os acontecimentos, não farão nada, cientes de que o risco não era desejado ou esperado, mas era possível, quando se trata de aplicações mais arriscadas. O sentimento não é de dor, não há sofrimento, apenas apreensão em relação ao futuro. 

Quem decide esperar avalia que o objetivo do investimento é de longo prazo e que a expectativa de retorno superior ao da taxa de juros virá, com o tempo. 

Liquidez? Não é necessária, a reserva financeira para emergências está onde deveria, em aplicações conservadoras, com liquidez diária, que pagam a baixa, mas sempre positiva, taxa básica de juros. Outro cenário, outro nível de estresse, uma decisão provavelmente diferente do exemplo anterior.
Alguns investidores, mais racionais, e mais propensos ao risco, provavelmente irão explorar oportunidades e fazer (ou não) alguns ajustes na carteira. 

No segmento da renda fixa, alongar o prazo dos títulos de taxa prefixada, por exemplo, vender títulos curtos, próximos ao vencimento e comprar títulos mais longos que estão pagando taxas atrativas e serão valorizados quando a taxa de juros de longo prazo cair.

Tem consciência de que a taxa pode subir mais e a recuperação pode levar muito tempo, razão pela qual pretende investir recursos que podem esperar a data do vencimento, se o pior cenário acontecer.
Na renda variável alguns irão recompor o percentual investido em ações para se beneficiar da alta dos preços quando ocorrer ou comprar ações que sofreram perdas exageradas, especulando que o mercado irá corrigir essa distorção. 

A decisão de cada um de nós depende fundamentalmente do tamanho da dor que sentimos perante a percepção de perda. 

Não tem certo ou errado, mas a decisão mais adequada para recuperar o equilíbrio e o bem-estar.


Fonte! Chasque (coluna Opinião Econômica) de Márcia Dessen, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 30 de março de 2020. 

quarta-feira, 25 de março de 2020

Saber poupar e saber investir, eis a receita!

EMP - Cleber Sanguanini - Crédito da Foto João Lazzarotto

Cleber Sanguanini, Créditos! João

Lazzarotto/Divulgação/JC
Durante a fase escolar somos ensinados sobre ciências, matemática, geografia, português e outras matérias curriculares que julgamos serem importantes para o desenvolvimento de qualquer cidadão. Mas existe um conteúdo que passou a receber a devida importância somente nas últimas décadas: a educação financeira. Atualmente, saber como gastar e investir o dinheiro é tão importante quanto saber ganhar seu dinheiro.

Educação financeira parece algo complexo, que exige um árduo estudo e dedicação, e realmente é. Mas pode ser simplificado para ajudar quem tem dificuldade de organizar suas contas e, por mais que possua os recursos necessários, sempre fecha o mês no vermelho. Segundo um relatório da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA), cerca de 40% dos brasileiros não poupam nenhuma quantia e 47% contam com o INSS para sua aposentadoria. Tais dados preocupam.

Existem formas de poupar com responsabilidade e organizar a vida financeira de maneira relativamente rápida. Já existem muitas e boas opções de aplicativos de planejamento financeiro - que podem ser acessados pelo smartphone -, ferramentas úteis para quem não possui movimentações financeiras de grande volume e quer registrar suas movimentações financeira. Existem também diversos canais no Youtube, que ensinam os passos básicos e ajudam o consumidor a organizar suas finanças.

Mas além de organizar o orçamento, é preciso saber investir com segurança. O consórcio, neste caso, é uma forma de investimento flexível e que acaba auxiliando aqueles que têm dificuldades de poupar dinheiro. Adaptar as parcelas conforme a renda e poder adquirir um bem sem juros estão entre as principais vantagens desta modalidade de compra. A aquisição de uma carta de consórcio para um automóvel, por exemplo, pode gerar uma renda extra com o aluguel do veículo para uso em aplicativos de transporte, uma boa forma de planejar incremento de renda a longo prazo.

Quem pensa apenas em poupar e não em investir pode olhar com atenção para o consórcio também. O pagamento das parcelas pode servir como uma "poupança forçada" e, assim, quando contemplada, a pessoa poderá desfrutar de um bem que não teria condições de adquirir à vista. Existem opções para aprender a poupar dinheiro e se reeducar financeiramente. Basta começar, dar o primeiro passo e começar a colher os frutos da mudança. A receita para uma manter a saúde financeira é saber poupar e saber investir.

Fonte! Chasque (artigo / opinião) de Cleber Sanguanini, gerente comercial da Randon Consórcios, publicado no Caderno Empresas & Negócios, do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição dia dia 23 de março de 2020. Também acessível nos potreiros da Internet. Basta abrir as porteiras clicando em: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cadernos/empresas_e_negocios/2020/03/727677-saber-poupar-e-saber-investir-eis-a-receita.html