domingo, 12 de agosto de 2018

Atitude 99! Fundação CEEE realizou o 5º Seminário Caminhos para o Futuro em Porto Alegre

Buenas gauchada e amigos do Rio Grande e de toda esta terra em redor que chamamos de mundo. A mídia social, no meu caso é usada para: família, economia e finanças pessoais, cultura, tradição, tradicionalismo e esportes. E no dia 31 de julho fui surpreendido por um evento sobre finanças pessoais e aposentadoria complementar, promovido pela Fundação CEEE / Família Previdência, por intermédio de uma chasqueada (postagem) no galpão do Facebook. O evento foi realizado no Centro de Eventos do Barra Shopping, na capital gaúcha. 

E o Jornal do Comércio de Porto Alegre trouxe um chasque (matéria), na edição do dia 30 de julho, a respeito: "a quinta edição do Seminário Caminhos para o Futuro, com o tema previdência particular, uma nova aposentadoria, saudável e longeva, sendo palestrantes desta edição, o economista e educador financeiro Marcos Silvestre e o médico Emílio Moriguchi, especialista em saúde, coordenador do Centro de Geriatria e Gerontologia do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre". 

O evento iniciou por volta das 14h, e teve a abertura feita pelo presidente da Fundação CEEE, Rodrigo Sisnandes Pereira, que dias antes tomou posse, iniciando o segundo mandato de dois anos, à frente da Fundação, onde focará o produto Família Previdência, um plano que está sendo ofertado a entidades, associações de classe, empresas, etc, que tem como atrativo a possibilidade  do beneficiário poder associar os seus familiares. E o presidente nos trouxe alguns dados:

1 - No Brasil temos a previdência oficial (INSS), a complementar aberta (bancos, financeiras e seguradores) e a complementar fechada (empresas e entidades associativas);

2 - Temos no Brasil, 305 entidades de previdência complementar fechada (o que na nossa opinião é pouco), com 1.105 planos previdenciários, com um ativo total de R$ 863 bilhões de reais, que corresponde a 13% do PIB. Estes planos estão em 3.129 empresas, tendo 700 mil assistidos e um público total de 7,2 milhões de pessoas;

3 - Isto quer dizer que a previdência complementar Brasil tem um longo caminho a percorrer, pois, do universo de 200 milhões de habitantes, temos um público total vinculado à previdência complementar fechada de apenas 7,2 milhões de pessoas, que corresponde a apenas 3,6%. E o presidente encerrou o seu depoimento dizendo que "no futuro a previdência privada será política de recursos humanos nas empresa, como atualmente acontece com os planos de saúde".

E de São Paulo veio para o evento, trazendo na sua "mala de garupa" as suas ideias, o economista e educador financeiro Marcos Silvestre, que palestrou sobre a Previdência Privada, a nova aposentadoria, com planejamento eficaz, rumo à prosperidade financeira. E para isso, pensar em prosperidade, para uma melhor idade, só é possível se formos nos preparar para viver esta melhor idade com planejamento financeiro, onde nos apresentou o Plano da Virada e alguns dos seus passos, com destaque para:

1 - Devemos montar um projeto particular de previdência complementar, de preferência, desde a juventude, pois, segundo ele, "não se pode confiar somente na aposentadoria oficial do INSS, pois, as reformas do sistema aos poucos vão acontecer", no Brasil e em toda esta terra que chamamos de mundo, ou seja, vai ser mais demorado daqui algum tempo para adquirir o direito de usufruir a aposentadoria oficial e com grandes possibilidades de o benefício ser bem menor do que atualmente;

2 - Para chegar à renda necessária para a idade certa, deve-se contar com o benefício oficial, mais a renda proveniente do patrimônio acumulado ao longo da vida, ou seja, este patrimônio acumulado "deve pagar as contas do cotidiano" e a sua vida financeira se resume em: quando mais cedo começar a investir para a sua aposentadoria complementar, melhor e mais próspera e digna será a sua velhice após realmente parar de trabalhar, não importando a idade que terás;

3 - Para isso o Marcos Silvestre citou a ferramenta "aposentômetro", criada por ele para calcular a reserva necessária para a aposentadoria complementar/privada, corrigida pela inflação, acumulando e rentabilizando os valores investidos. E finalizou a sua palestra dizendo que "o projeto de previdência particular deve ser a prioridade das prioridades na sua vida financeira. Comece a plantar hoje para colher no futuro".

Bueno! Não adianta nada o vivente prosperar, acumular patrimônio financeiro e estar preparado para quando realmente se aposentar, se não houver uma boa preparação em relação a sua vida, a sua saúde. E este foi o tema abordado pelo médico Emílio Moriguchi, especialista em saúde, envelhecimento e longevidade, que nos trouxe alguns dados:

1 - Em 2015, pela primeira vez tivemos mais idosos acima dos 60 anos de idade, do que crianças até 5 anos de vida (estamos vivendo mais e tendo menos filhos, o que reflete também nas reformas sugeridas e na sobrevivência dos planos de aposentadoria oficial);

2 - Um idoso no Brasil (60 anos), vai viver em média mais uns 22 / 23 anos, tendo saúde até mais ou menos até os 75  anos (por uns 15 anos) e estamos envelhecendo mal, pois, mais de 80% dos idosos no Brasil, no último ano, foram ao médico pelo menos uma vez;

3 - A nossa saúde depende da saúde da mãe e o nosso envelhecimento começa e é preparado desde o útero. Isso quer dizer que se a mãe estiver bem de saúde ao longo da gestação, as chances de sermos saudáveis ao longo da vida, será maior;

4 - O médico também nos trouxe a informação de que as pessoas vivem mais nas "zonas azuis (longevidade com qualidade)": Sardenha (Itália); Loma Linda (Califórnia/EUA); Costa Rica (América Central); Okinawa (Japão). E no Brasil, mais precisamente aqui no Rio Grande do Sul, Veranópolis (a terra da longevidade), que provavelmente um dia fará parte das "blue zones" (zonas azuis).

5 - O que temos em comum nestas "zonas azuis"? dietas regadas com frutas, verduras, peixe, vinho tinto (na Sardenha); dieta vegetariana com jantar leve e nozes (na Califórnia/EUA); dieta com verduras, frutas, peixe e soja (no Japão) e dieta com tortilhas (milho), feijões e pouca carne (na Costa Rica). E em comum, prevalecem as refeições em família e amigos e a boa companhia. E para complementar, em termos de alimentação saudável (sem excessos e sem obesidade), devemos consumir pouca gordura, muitas verduras, legumes e frutas, maneirar no sal e ingerir alimentos ricos em cálcio. Além disso é preciso repousar de 7 a 9 horas por noite; não dormir demais/de menos; dar aquela sestiada após o almoço e priorizar o lazer nos finais de semana (jogos, encontros com familiares e amigos). E para manter a qualidade física adequada, é preciso caminhar pelo menos cinco dias por semana, 40 a 60 minutos por dia, sem excessos, sem forçar o ritmo, tendo por parâmetro, suar levemente, sem sentir palpitações ou outros sintomas.

E o evento foi se encaminhando pro fim, quando aconteceu o debate, com a participação dos palestrantes, sendo mediadora a jornalista Zete Padilha, onde eram encaminhadas perguntas pela plateia que lotou o auditório, para serem respondidas pelos palestrantes, perguntas estas que envolviam:

1- Os custos e percentuais praticados pela Fundação CEEE/Família Previdência em seus planos de previdência complementar, sendo respondidas pelo presidente da Fundação CEEE, Rodrigo Zinandes Pereira; 

2 - As perguntas com enfoque à educação financeira foram respondidas pelo Educador Financeiro Marcos Silvestre, com destaque "onde começar hoje para pensar no amanhã"? "Parar para pensar antes de fazer" e isso vale também para a vida financeira, pois devemos abolir o imediatismo, o curtíssimo prazo, no consumo, no gasto do dinheiro sem devido planejamento financeiro e principalmente nos investimentos;

3 - A questão "como planejar uma vida mais saudável, sem uma educação alimentar ideal"? foi comentada pelo médico Emilio Moriguchi, citando que no estilo de vida saudável, somado a uma boa relação familiar, devemos evitar alimentos ultra processados, que com certeza fazem mal, principalmente às crianças, e o que levam isso para a sua vida adulta.
 
Bueno! Perdemos as quatro edições anteriores do evento mas gostamos muito de participar da quinta edição, pois também perdemos diversos eventos deste naipe aqui no Rio Grande do Sul, com a participação do economista Marcos Silvestre, mas desta vez conseguimos até trocar dois dedos de prosa....

Valdemar Engroff

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O sobe e desce das cotas de fundos

Os ativos negociados no mercado perderam valor diante das notícias recentes. Os preços estão baixos, e, enquanto muitos fogem em busca de mais segurança, você investe, decidido a correr o risco, acreditando na recuperação do mercado. Sua expectativa se confirma, os juros caem, a Bolsa atrai investidores e os preços sobem! Você quer dividir os lucros com quem correu menos risco e investiu quando o mercado já estava em franca recuperação? É evidente que não.

O mesmo raciocínio se aplica quando o movimento inverso acontece. Quem investe na alta, com rentabilidade passada linda, terá de arcar com eventuais prejuízos caso o pior cenário aconteça.

Assim é a vida de quem investe coletivamente, em fundos de investimento, condomínio sujeito a regras que se aplicam a todos os cotistas. O que vale para um vale para todos. Assim como acontece nos condomínios residenciais.

O patrimônio de um fundo de investimento pertence a centenas, milhares de cotistas. É representado pelos ativos financeiros que compõem a carteira do fundo, constituída pelo gestor do fundo, conforme regulamento. O gestor equivale ao síndico de um condomínio residencial, responsável pela gestão dos recursos arrecadados.

A comparação para por aqui. Em um condomínio residencial, somente as áreas comuns são compartilhadas e cada um é o único dono da sua unidade, comprada por um preço que ele negociou individualmente e que pode ser mantida ou vendida quando o proprietário quiser, pelo preço que ele conseguir. O lucro (ou prejuízo) auferido por um condômino na venda da sua unidade não é compartilhado com os demais.

Em um fundo de investimento, 100% do patrimônio pertence a todos, sua porta de entrada e de saída está sempre aberta, permitindo que cotas sejam compradas e vendidas todos os dias. Para que essa negociação seja feita pelo preço justo, cada ativo da carteira é contabilizado, diariamente, pelo valor de mercado.

Quando a "marcação a mercado" apura valorização dos ativos, o valor da cota sobe e todo o mundo fica feliz. Entretanto, quando ocorre uma desvalorização nos ativos da carteira, o valor da cota cai, o investidor não gosta e muitas vezes reage precipitadamente, resgatando cotas que pretendia manter. 

O procedimento incomoda, mas existe uma razão inquestionável para ser feito todos os dias. Quando a marcação deixa de registrar uma desvalorização, por exemplo, a cota fica falsamente elevada, prejudicando quem compra cotas naquele dia (investidor paga mais do que vale), favorecendo quem resgata e recebe mais dinheiro do que deveria.

O inverso é verdade. Quando o administrador do fundo omite uma valorização e mantém o valor da cota abaixo do verdadeiro, ganha quem compra cotas naquele dia (investidor paga menos do que vale) e perde quem resgata cotas naquele dia e recebe menos do que tem direito.

A marcação a mercado é exigida pela CVM, órgão regulador dos fundos, e deve ser feita para evitar a transferência de riqueza de um cotista para outro. Apesar do desassossego que provoca, ela assegura que os seus ganhos (ou perdas) são seus, de mais ninguém.

O mesmo conceito se aplica ao Tesouro Direto, que, embora não seja um condomínio, permite a compra e a venda diária dos títulos públicos, pelo valor de mercado. Quem se incomoda com a flutuação de preços pode esperar o vencimento do título e receber exatamente o que contratou no dia da compra, opção não disponível para cotistas de fundos, cuja cota não tem vencimento.

Planejadora financeira CFP ("Certified Financial Planner"), autora de "Finanças Pessoais: O Que Fazer com Meu Dinheiro" 

Fonte! Opinião Econômica, por Marcia Dessen, na edição do dia 30 de julho do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS.
Os ativos negociados no mercado perderam valor diante das notícias recentes. Os preços estão baixos, e, enquanto muitos fogem em busca de mais segurança, você investe, decidido a correr o risco, acreditando na recuperação do mercado. Sua expectativa se confirma, os juros caem, a Bolsa atrai investidores e os preços sobem! Você quer dividir os lucros com quem correu menos risco e investiu quando o mercado já estava em franca recuperação? É evidente que não. O mesmo raciocínio se aplica quando o movimento inverso acontece. Quem investe na alta, com rentabilidade passada linda, terá de arcar com eventuais prejuízos caso o pior cenário aconteça. Assim é a vida de quem investe coletivamente, em fundos de investimento, condomínio sujeito a regras que se aplicam a todos os cotistas. O que vale para um vale para todos. Assim como acontece nos condomínios residenciais. O patrimônio de um fundo de investimento pertence a centenas, milhares de cotistas. É representado pelos ativos financeiros que compõem a carteira do fundo, constituída pelo gestor do fundo, conforme regulamento. O gestor equivale ao síndico de um condomínio residencial, responsável pela gestão dos recursos arrecadados. A comparação para por aqui. Em um condomínio residencial, somente as áreas comuns são compartilhadas e cada um é o único dono da sua unidade, comprada por um preço que ele negociou individualmente e que pode ser mantida ou vendida quando o proprietário quiser, pelo preço que ele conseguir. O lucro (ou prejuízo) auferido por um condômino na venda da sua unidade não é compartilhado com os demais. Em um fundo de investimento, 100% do patrimônio pertence a todos, sua porta de entrada e de saída está sempre aberta, permitindo que cotas sejam compradas e vendidas todos os dias. Para que essa negociação seja feita pelo preço justo, cada ativo da carteira é contabilizado, diariamente, pelo valor de mercado. Quando a "marcação a mercado" apura valorização dos ativos, o valor da cota sobe e todo o mundo fica feliz. Entretanto, quando ocorre uma desvalorização nos ativos da carteira, o valor da cota cai, o investidor não gosta e muitas vezes reage precipitadamente, resgatando cotas que pretendia manter. O procedimento incomoda, mas existe uma razão inquestionável para ser feito todos os dias. Quando a marcação deixa de registrar uma desvalorização, por exemplo, a cota fica falsamente elevada, prejudicando quem compra cotas naquele dia (investidor paga mais do que vale), favorecendo quem resgata e recebe mais dinheiro do que deveria. O inverso é verdade. Quando o administrador do fundo omite uma valorização e mantém o valor da cota abaixo do verdadeiro, ganha quem compra cotas naquele dia (investidor paga menos do que vale) e perde quem resgata cotas naquele dia e recebe menos do que tem direito. A marcação a mercado é exigida pela CVM, órgão regulador dos fundos, e deve ser feita para evitar a transferência de riqueza de um cotista para outro. Apesar do desassossego que provoca, ela assegura que os seus ganhos (ou perdas) são seus, de mais ninguém. O mesmo conceito se aplica ao Tesouro Direto, que, embora não seja um condomínio, permite a compra e a venda diária dos títulos públicos, pelo valor de mercado. Quem se incomoda com a flutuação de preços pode esperar o vencimento do título e receber exatamente o que contratou no dia da compra, opção não disponível para cotistas de fundos, cuja cota não tem vencimento. Planejadora financeira CFP ("Certified Financial Planner"), autora de "Finanças Pessoais: O Que Fazer com Meu Dinheiro" - Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/opiniao_economica/2018/07/640851-o-sobe-e-desce-das-cotas-de-fundos.html)