terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Mulher que ganhou 4 milhões de reais na loteria diz que isso arruinou a sua vida


Jane e seu prêmio (Foto: Reprodução)

Aos 17 anos, Jane Parks ganhou 1 milhão de libras — equivalente a quase R$ 4 milhões — na tradicional loteria Euromillions. Atualmente aos 21, a jovem revelou que pretende processar a Camelot, empresa responsável pela premiação, pelo fato da remuneração “ter arruinado a sua vida”.

De acordo com a britânica, o prêmio lhe causou muito estresse e, por causa da sua imaturidade, ela teve problemas para lidar com sua nova realidade milionária. Em entrevista  ao “Metro”, Jane revelou que às vezes deseja que nunca tivesse comprado o bilhete premiado.

“Pensei que ficaria dez vezes melhor, mas fiquei dez vezes pior”, afirmou a moça que com a premiação pôs silicone nos seios, comprou um chihuahua, adquiriu duas propriedades e participou de muitas festas.

A mais jovem premiada na história da Euromillions ainda comprou um Land Rover, relógios Rolex, sapatos Christian Louboutin e fez viagens para lugares paradisíacos como as Ilhas Maldivas. No entanto, a britânica admitiu enfrentar dificuldades para encontrar um sentido na vida, problema que ela disse não sofrer quando era pobre.

Segundo Jane, os bilhetes deveriam ser vendidos para maiores de 18 anos e a Camelot tem sido negligente por não adotar essa política.

Fonte! Chasque (postagem), publicado no sítio oficial do Jornal O Sul de Porto Alegre - RS. Abra as porteiras clicando em

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Nota do O Bolso da Bombacha

Infelizmente isso é muito comum. No Brasil mais ainda, pois apenas 4% do universo da população tem noções de investimentos e investe algum valor pelo lado oposto, o brasileiro gosta de uma dívida.......

Se tu fizeres parte destes 4%, te parabenizamos pois a chance de tu te encaminhares com sucesso para o teu futuro financeiro é muito maior do que o dos outros 96%.

E se tu ganhasses um prêmio como este acima citado, com certeza irias dar um bom destino para o valor ganho na loteria....

Baita abraço 

Valdemar Engroff 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Papo Reto: Reforma da Previdência e seu Futuro

Sondando as principais notícias das últimas semanas acerca da reforma da Previdência Social e investimentos visando uma aposentadoria melhor (seu futuro), deparei-me com “as mesmas figurinhas” que encontro desde que iniciei este blog para falar sobre como podemos gerir nossas vidas financeiras.

Resumo

(caso esteja com preguiça de ler tudo):
  1. A tal reforma da Previdência Social acontecerá, cedo ou tarde – você precisa planejar seu futuro e começar a executar seu plano desde já;
  2. Caderneta de poupança e previdência privada podem não ser opções muito boas, opte por Tesouro Direto, CDB, LCA ou LCI, dentre outras;
  3. Se está começando, seu perfil é “conservador”, então não tente já ir direto para o mercado de ações para não ficar reclamando mais tarde!
  4. Seja disciplinado e vise construir seu patrimônio.

Agora vamos aos fatos!

 

Uma crítica que li quanto ao baixo volume de investimentos visando a aposentadoria realizado por nós (o que não é novidade, diga-se de passagem).  Brasileiro não investe, é a imagem que salta na mídia, e isso acontece porque em nenhum momento de sua vida somos realmente educados para isso. Pense bem, quantas vezes em sua família, na escola ou até mesmo em uma roda de amigos não ouviu que “você deve conseguir um emprego com um bom salário para comprar aquilo que quer”?

Em resumo, se você ganha um bom salário, você pode, mas se não ganha, então não pode. Parece que não há uma terceira possibilidade – que é onde justamente entraria a questão dos investimentos. E sim, você pode comprar o que você quer, mesmo que você não tenha um alto salário, mas precisa fazer um bom planejamento e depois executá-lo de forma disciplinada!

Outro problema é que, quando se fala em investir, logo alguém vem e desenha isso para você como um bicho-de-sete-cabeças. Por exemplo, você vai até o seu gerente de relacionamento em seu banco e explica que está procurando alguma opção para aplicar algum dinheiro todo mês pensando em sua aposentadoria e ele lhe diz que você pode adquirir um título de capitalização! Aí você pergunta sobre as opções de investimento reais e ele lhe apresenta um monte de opções de fundos de investimento e previdência apresentando somente o percentual de rendimento anual acumulado, sem falar das taxas de carregamento, administração etc. ou quando fala você se sente tão confuso que acaba por optar por aquilo que ele lhe disser. Bem, não é assim que você deveria cuidar se sua vida financeira!

Entretanto, apesar das diversas consequências negativas que a atual recessão econômica e proposta de reforma da Previdência Social podem ter, há um impacto positivo: muitos brasileiros estão se conscientizando da importância de serem mais proativos quanto à sua aposentadoria. Não dá mais para simplesmente esperar alcançar a idade para aposentar-se e contar somente com o INSS (e há quanto tempo isso já não é insuficiente?).

Em outras palavras, aos poucos, estamos começando a investir mais e melhor. Quem não investia há pouco tempo começou a investir na poupança e quem já tinha algum na caderneta de poupança já está movendo para outras opções mais rentáveis, em busca de retornos melhores. E isso não é pouca coisa, é um passo gigantesco: é muito difícil quebrar vícios culturais, principalmente quando o impacto dos mesmos só pode ser percebido após décadas, quando já não há mais como corrigir as consequências.

Para entender a importância não somente do “investir” mas também do “como investir” para aqueles na faixa dos 18 aos 40 anos, é preciso analisar o momento atual sob três óticas:
  • Para quem é aposentado ou está se aposentando hoje, a Previdência Social trata-se de um direito pelo qual lutou-se e contribuiu-se ao longo de décadas de trabalho. É um direito conquistado e não é culpa deles se a mesma foi mal gerida e levou à situação deficitária que vemos hoje!
  • Para quem ainda está na ativa e vai ter que se enquadrar à tal reforma, é praticamente um tiro no pé: estaremos pagando por décadas (49 anos no mínimo, para receber integral) para então receber o benefício por um período máximo de uma década (estou considerando aqui a pessoa que se aposenta aos 73 anos e a expectativa de vida de 83 anos). Sim, é algo bastante injusto, mas lembre-se que nosso sistema previdência necessita que você pague quem está inativo, caso contrário ele “quebra”;
  • Para quem ainda longe de entrar no mercado, acredito que haverá somente muitas incertezas quanto ao futuro da Previdência. Em minha sincera opinião, um regime de previdência que o obrigue a trabalhar por 50 anos para ter cerca de 10 anos de aposentadoria é um absurdo, entretanto sabemos que a Previdência também é responsável pela parte de Assistência Social no Brasil, o que dificultará a extinção da mesma.
Se você se enquadra no segundo perfil e possui um filho ou dependente que se encaixe no terceiro, já está mais do que na hora de não somente planejar para o seu futuro como também de seu(s) herdeiro(s). Previdência pública não é mais “a melhor solução”. 

Todo ano pode ser um ano bom

Então vi um artigo sobre investimentos afirmando que “O ano que terminou não foi propício para quem pretendia colocar o dinheiro para render.” Será?

Aos que foram afetados pela recessão econômica, é óbvio que foi um péssimo plano: estar desempregado ou sofrer corte na sua renda mensal nunca é uma boa coisa, principalmente quando se pretende investir. Entretanto, para aqueles que puderam aproveitar a alta da taxa Selic, adquirir opções de investimento pré-fixadas no momento certo ou aguardou para adquirir seu imóvel em um momento mais oportuno e oferecendo a maior entrada possível, 2016 ofereceu boas condições.

Então, mais uma vez, enquanto alguns choram, outros vendem lenços… Se você foi afetado pela crise, é claro que você deve enxugar ao máximo as despesas em casa, buscar uma recolocação no mercado e traçar uma estratégia para minimizar os estragos caso isso venha acontecer mais uma vez (e fugir o máximo possível do “crédito fácil” e do endividamento!). Agora, se você conseguiu enxugar seu orçamento e fazer algum dinheiro sobrar, 2016 foi um ótimo ano e até meados de 2017 podemos ter ainda algumas boas oportunidades para investimentos em renda fixa. 

Algumas opções para investir

E caso você esteja pensando em investir visando sua aposentadoria, talvez esteja diante do clássico dilema: em que devo investir meu dinheiro? Veja bem, é impossível determinar qual a melhor opção, já que depende de taxas que variam de acordo com banco, opção de investimento, montante a ser aplicado e duração da aplicação, mas um pouco do que aprendi:
  • Em vez de focar em previdência, foque em construir um patrimônio, isto é, em ter investimentos que poderão mais tarde ser herdados por seus filhos;
  • Previdência privada não é uma boa opção – primeiro porque quebra a regra anterior, segundo porque as taxas cobradas fazem com que seja uma opção menos rentável durante seus primeiros 10 ou 15 anos;
  • Fundos de investimento também não são uma opção tão boa – pelo menos aqueles que conheci, no curto prazo, apresentavam um rendimento muito fraco, praticamente igual ao da caderneta de poupança, porém com um risco maior que a mesma;
  • Tesouro Direto – esta é uma das melhores opções para quem pretende investir algum dinheiro por pelo menos dois anos, pois a tributação atingirá seu menor valor possível para tal opção;
  • LCA ou LCI – a depender das taxas oferecidas, podem ser boas opções e até apresentar benefícios quando adquiridos pelo seu banco (mas corretoras geralmente apresentam retornos melhores);
  • CDB – considero essa opção como sendo a minha nova “caderneta de poupança”, pois apresenta um bom desempenho se preciso daquele dinheiro em um prazo inferior a um ano (ou se não tenho certeza de quando precisarei), mas não é a minha primeira opção quando o assunto é aposentadoria;
  • Compra e venda de ações – se você está começando, esqueça isso. A volatilidade natural que as mesmas possuem bem como os custos (taxas de corretagem e custódia) são empecilhos para quem ainda não conhece bem o mercado acionário. Recomendo começar somente quando tiver ao menos R$ 40.000,00 em renda fixa e então usar perto de R$ 10.000,00 na compra de ações, como forma de diluir os custos e aumentar as chances de retorno no médio prazo. Em outras palavras, vai demorar um pouco!

Mas… e a caderneta de poupança?

 

Esqueci de falar sobre a caderneta de poupança? Xiii, foi mesmo… Mas deixa assim mesmo, esconde isso embaixo do tapete, pois a alteração realizada no rendimento da caderneta de poupança afetou o único cenário em que ela era realmente a melhor opção – quando a taxa Selic está muito baixa. Aliás, li hoje em um website a opinião de um economista sobre sua perspectiva para a economia brasileira e investimentos durante o ano de 2017 que em muito se parece com a minha, mas mudei de ideia quando o mesmo afirmou que “continuam atrativos a poupança…”. A poupança pode ser uma boa opção para quem deseja guardar algum dinheiro por alguns meses (até menos de um ano), mas como investimento a longo prazo – que é o caso de uma aposentadoria – toma uma surra de todas as demais opções de investimentos em renda fixa (exceto dos *cof* *cof* títulos de capitalização *cof *cof*).

E o mais importante quando pensando sobre o seu futuro é disciplina. Não estamos falando aqui de aplicar algum dinheiro por dois ou três meses, falamos em 20 ou 30 anos. Não estamos falando em deixar algum dinheiro esquecido e só olhar mais tarde, estamos falando em aplicações mensais, controlar o quanto está rendendo e verificar outras opções. Parece dar muita dor de cabeça? Acredite em mim quando digo que, no longo prazo, compensa e muito – e pode até se tornar divertido para você, caso goste de contas.

Bem, por hoje é só isso. Se leu o artigo todo, parabéns (eu mesmo já fiquei com preguiça só de olhá-lo, acho que vou ler só o resumo lá em cima), agora é hora de planejar-se e buscar boas opções para investir pensando em sua futura aposentadoria!


Fonte! Chasque (postagem) publicado no sítio Clube do dinheiro. Abra as porteiras clicando em http://www.clube-do-dinheiro.com/papo-reto-reforma-da-previdencia-e-seu-futuro/

8 coisas que você devia saber antes de investir


A maioria das pessoas, quando pensa na palavra “investidor”, imagina alguém extremamente rico e especialista no assunto, com ampla visão de mercado e capaz de prever as menores oscilações desse mundo. Mas saiba que, embora essa imagem de investidor possa ser verdadeira em algum nível, isso não é uma verdade absoluta.

Qualquer pessoa pode se tornar um investidor. Obviamente, existem alguns pontos cruciais que todo mundo deve (ou deveria!) saber antes de começar a investir, a fim de que essa experiência traga os retornos desejados. Confira a seguir as 8 dicas que podem te ajudar! 

1. Tenha em mente seus objetivos

Para que você deseja investir? Comprar uma casa, um carro, garantir a aposentadoria? Independentemente dos motivos, você tem que vislumbrar um destino para cada um de seus investimentos.

Ter metas é super importante para ter um horizonte de tempo mais claro para cada investimento. Se você deseja a casa própria, por exemplo, pode optar por um tipo de investimento em que a liquidez (prazo de tempo em que você recuperará o valor investido mais os rendimentos) não seja alta, já que você pode esperar alguns anos para isso. 

2. Esteja ciente dos riscos de investir

Investir, resumidamente, é aplicar dinheiro em algo que pode gerar rendimentos ou que aumente seu valor em determinado período de tempo. Ou seja, se você possui um terreno, um imóvel ou até mesmo dinheiro na poupança, já é um investidor.

Porém, todo e qualquer investimento envolve riscos. Alguns mais, outros menos, mas sempre leve em consideração que você pode perder dinheiro durante o processo. A pergunta crucial a ser feita antes de começar a investir em qualquer coisa é: qual o nível máximo de perda que posso ter com esse investimento? A partir da resposta, você pode escolher o investimento que melhor se encaixe nessa expectativa de risco.

Não é recomendado investir nenhum valor (em investimentos de maior risco) que possa ser necessário nos próximos 5 anos, pois essa é uma boa margem de tempo para que as oscilações inerentes a investimentos com essa característica ocorra. 

3. Fique de olho nos tempos de resgate

Certos investimentos não podem ser resgatados a qualquer momento. Geralmente, os mais rentáveis estipulam prazos de meses, ou até mesmo anos, para que o dinheiro possa retornar ao seu bolso.

Por isso, sempre tenha um bom planejamento quanto a essa questão, casando o tipo de investimento escolhido com os objetivos que você tem traçados para aquele valor. Assim, os ganhos são turbinados, sem que você seja penalizado ou prejudicado. Uma boa opção pode ser ter algum valor aplicado em investimentos de maior liquidez, constituindo, assim, um fundo de reservas para emergências ou imprevistos, que pode ser resgatado a qualquer momento. 

4. Dilua o risco, é importante!

Diversifique sua carteira! Evite ao máximo investir todas as suas economias em um só tipo de investimento, mesmo que ele seja considerado de baixo risco.

Ter um portfólio mais diversificado, composto por alternativas que atendam ao seu perfil de investidor e à sua tolerância aos riscos, é o mais indicado. Assim, mesmo que você perca dinheiro em algum lado, os ganhos em outros podem compensar as baixas. 

5. Você vai pagar taxas, sim ou sim

Não, não há como fugir delas. Não importa o tipo de investimento nem como você o fará, investir não é de graça. Se você contratar um profissional para te orientar, terá de pagar uma comissão mensal (grande parte das vezes já incluídas nos próprios produtos) ou uma porcentagem da carteira a ele. Isso sem contar os investimentos que têm incidência de impostos.

Claro que essas taxas variam, e há opções que “comem” menos seus investimentos do que outras. De maneira geral, fundos vinculados a um índice de mercado específico têm taxas menores do que as outras categorias. 

6. Tenha controle emocional para investir

Acredite: no mundo dos investimentos, se você não tiver certa capacidade de autocontrole, a coisa pode ficar bastante emocional. Medo, ganância e nervosismo podem fazer você tomar decisões precipitadas e mal pensadas, mesmo que, a princípio, elas pareçam estar protegendo você e seus investimentos.

Evite vender por impulso algum investimento que esteja apresentando baixo desempenho e alinhado ao seu planejamento financeiro pessoal, tendo um portfólio balanceado que seja capaz de suportar essas oscilações de mercado a curto prazo. 

7. Cuidado com os esquecimentos

Claro que você não precisa se tornar um obsessivo com seus investimentos, checando-os todos os dias ou toda semana. Isso, inclusive, não é recomendado, a fim de evitar estresses desnecessários.

Porém, tenha cuidado para não fazer uma aplicação e esquecer que ela existe, ou deixar absolutamente tudo a cargo de um assessor financeiro. Um pouco de controle sobre o dinheiro que você tem investido é essencial. Há momentos e acontecimentos imprevistos que surgem na vida de todos e que requerem replanejamentos e ajustes financeiros.

Além disso, sempre tenha em mente de que se trata do seu dinheiro e de seus planos para o futuro. Então, é bem interessante que você se esforce a entender mais sobre os investimentos em que aplicou, não é mesmo? Afinal, é da sua vida financeira que estamos falando, a responsabilidade sobre ela será sempre sua. 

8. A máxima “antes tarde do que nunca” é verdadeira!

Claro, se você tem 20 e poucos anos quando começa a investir, quase todos os tipos de investimento são vantajosos, pois o tempo conta a seu favor. Além disso, se algo der errado e houver perdas, há tempo mais do que suficiente para a recuperação.

No entanto, quem já tem uma idade mais avançada jamais pode usar isso como desculpa para não investir. “Estou velho demais para isso” está fora de cogitação. Embora o tempo não seja mais um ponto a favor, existem opções adequadas para todos os tipos de investidor e que podem trazer um retorno considerável, para que seja possível desfrutar o restante de sua vida com muito mais tranquilidade. Antes tarde do que nunca!

Gostou das dicas de hoje? Elas irão te ajudar a investir sem medo! Ficou alguma dúvida ou tem alguma opinião a dar sobre esse assunto? Compartilhe aqui nos comentários e enriqueça a discussão!

Fonte! Chasque (postagem) de André Bona, publicado no sítio Blog de Valor. Abra as porteiras clicando em


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Aposentadoria não é mais um bom plano para a… aposentadoria

Pelo menos é isso que podemos perceber a partir deste artigo do site Contabeis.com.br, que nos aponta que até o ano de 2050 a previsão é de que o número de pessoas com direito à aposentadoria no Brasil dobrará, enquanto que a população economicamente ativa muito pouco crescerá, fazendo assim com que o rombo previdenciário torne-se ainda maior. Isso se deve à forma como são administrados os recursos previdenciários, como deixo claro a seguir.

Em um país com um sistema previdenciário bem estruturado, o valor recolhido mensalmente do salário de cada trabalhador ativo é investido pelo governo de forma a apresentar um bom retorno financeiro durante o tempo de vida ativo do mesmo, assim, quando ele requisita a aposentadoria, é a partir daquele montante acumulado que a sua previdência será paga. Infelizmente não é fácil garantir que esses números vão “fechar” sempre, tanto que países como os Estados Unidos preferem deixar a cargo de cada cidadão investir em um plano de previdência privada (como o 401K) e assim determinar quando possui montante suficiente para aposentar-se.

No Brasil, entretanto, o governo assume a responsabilidade pela previdência pública, mas como as contas não fecham (principalmente devido a má administração dos recursos financeiros), acaba sendo necessário retirar dos valores acumulados pelos ainda ativos para compensarem a previdência dos já aposentados em uma proporção de 3 para 1, além de precisar complementar com recursos do Tesouro Nacional. Resumo da ópera: todo ano a Previdência Social acaba operando em déficit e, só em 2014, esse prejuízo foi de mais de R$ 67 bilhões!

“E eu com isso?”, você deve estar se perguntando. Bem, se já não estamos conseguindo “fechar as contas” na situação atual, imagine nos próximos anos, com a população envelhecendo e reduzindo-se a taxa de natalidade. A principal consequência disso (além do rombo nos cofres, que já é percebido desde já) é que cada vez mais os brasileiros terão que se aposentar mais tarde, numa tentativa de equilibrar as contas.

É e não adianta resmungarmos, pois estamos falando de um fator que afeta diretamente a estabilidade econômica de qualquer país. E não, isso não é culpa do atual governo – há décadas que a previdência opera sempre em déficit. Aliás, não me lembro do dia em que fechamos um ano com superávit!

E com isso chegamos à conclusão que afirmo no título deste artigo: aposentadoria não é mais um bom plano para a aposentadoria! Quem ainda conta os dias para a chegada da aposentadoria terá que adiar mais um pouco a contagem, quem espera aposentar-se e ter bastante folga financeira para curtir a mesma também poderá decepcionar-se. Assim sendo, a fim de evitar que tal situação prejudique a sua “melhor idade”, o ideal é ter um “plano B” e começar desde já a poupar e investir pensando em longo prazo. Aquisição de imóveis pode ser uma boa ideia, mas se a grana está curta, você pode poupar o suficiente para adquirir títulos públicos e então deixar essas aplicações rendendo o máximo que puder.

Só não vou recomendar aqui a previdência privada pois, caso não haja contrapartida da empresa o retorno mesmo a longo prazo pode ser muito baixo – aliás, mesmo com contrapartida da empresa pode ser fraco, então é importante analisar o prospecto da companhia que lhe oferece serviços de previdência privada antes de aceitá-la. Eu mesmo, no momento, optei por não aderir a uma previdência privada (já aderi há muito tempo e abandonei-a), por não considerar interessante suas projeções de rentabilidade.

Enfim, “o mar não está para peixe nem para aposentado”, exceto se você começar a pensar desde já como poderá, por conta própria, complementar sua previdência e não depender mais exclusivamente da previdência pública! 

Se você gostou deste artigo, que tal...