segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

10 Melhores Livros Sobre Finanças e Investimentos

O conhecimento é o principal ativo de um ser humano, através dele conseguimos nos libertar de nossos medos e incertezas. Em nosso artigo de hoje trataremos sobre os maiores livros sobre finanças e investimentos e a importância que cada um deles exerce na formação de um investidor de sucesso.

Como mencionei no início deste artigo, o conhecimento é nosso principal ativo. É uma das poucas coisas que ninguém pode tirar de você. A maior prova disso sou eu. Para quem não sabe,minha formação acadêmica nada tem a ver com economia, muito menos com educação financeira.

Grande parte do conhecimento adquirido ao longo dos últimos anos foi através de leituras de autores renomados e de cursos focados em várias áreas distintas, principalmente em empreendedorismo e finanças pessoais.

Ao longo dos anos, os livros e cursos sempre foram meus maiores parceiros. Compartilho hoje com vocês os dez livros sobre finanças e investimentos que mudaram a minha visão sobre o mundo financeiro.

#01: Pai Rico, Pai Pobre

O primeiro da lista dos maiores livros sobre finanças e investimentos. Um dos livros mais vendidos do mundo neste segmento de finanças pessoais e educação financeira. Sua atratividade na leitura está na forma clara e simples com que são transmitidos importantes conceitos sobre o dinheiro. Não tinha como esta obra não ser a primeira da lista, afinal, foi a minha porta de entrada para a educação financeira.

Através de uma história entre os dois pais que o bilionário autor Robert teve, seu pai biológico (“Pai Pobre”) e o pai de seu melhor amigo (“Pai Rico”), o livro segue nos ensinando importantes valores, sendo o principal deles: “Pessoas ricas não trabalham por dinheiro.” 

#02: Os Segredos da Mente Milionária
Um dos livros com o maior poder de transformação existentes. Foi, sem dúvida alguma, a minha principal inspiração para começar a investir e me interessar cada vez mais pelo mundo das finanças pessoais.

Complementa, em todos os aspectos, os ensinamentos do livro Pai Rico, Pai Pobre, além fornecer a motivação e o combustível adequado para que você trilhe o seu caminho até a independência financeira.

#03: Os Ensaios de Warren Buffett

Todo investidor que se presta conhece, e já sonhou investir como Warren Buffett. Neste livro, o professor Lawrence Cunningham seleciona e organiza os ensaios corporativos de Buffett por tema e relevância.

É uma ótima ferramenta para ter à mão e ensina dicas valiosas sobre gestão, avaliação de empresas, filosofia de investir, o uso de opções de ações, conhecimentos contábeis e muito mais, tudo baseado nos famosos relatórios de um dos maiores investidores de todos os tempos.

#04: Casais Inteligentes Enriquecem Juntos

Um dos maiores clássico nacionais sobre educação financeira. A obra, de autoria do grande Gustavo Cerbasi, traz um panorama dos princípios essenciais para ter finanças saudáveis, seja em uma vida a só, ou em uma família já constituída.

O livro aborda a principal raiz do problema financeiro familiar: a falta de conversa sobre dinheiro. Em geral, só se fala sobre o assunto quando a bomba já estourou. No livro, o autor sugere que os casais falem abertamente sobre o assunto, planejando e sonhando de forma conjunta. Afinal, por não discutir a questão a dois, a maioria acaba deixando de fazer um orçamento realista, de guardar dinheiro para atingir suas metas e de se planejar para manter um bom padrão de vida no futuro.

#05: Quero Ficar Rico

Livros Sobre Finanças e InvestimentosEsta obra não podia faltar na lista dos maiores livros sobre finanças e investimentos. Conhecimento é tudo quando o assunto é finanças. Neste livro, meu colega Rafael Seabra defende que com a educação financeira adequada, qualquer um pode conquistar a independência financeira, não importa o salário.

Segundo o autor, "a única maneira de realmente encerrar problemas financeiros é dosando disciplina, planejamento e, acredite, riscos. E tudo isso está ao seu alcance. São habilidades que podem ser aprendidas por qualquer pessoa interessada em parar de ver dinheiro como um problema".

Um lançamento de qualidade irretocável que merece um lugar de destaque em nossa cabeceira (mais informações aqui). 

#06: Como Investir Dinheiro
Livros Sobre Finanças e InvestimentosA decisão sobre onde e como investir sempre causa confusão na cabeça dos investidores iniciantes. Aprender a investir com inteligência, aliando rentabilidade com segurança é o grande diferencial deste livro digital criado pelo Rafael Seabra.

Este livro foi um divisor de águas em minha vida de investidor. Com ele, aprendi que as principais diferenças dos tipos de investimentos e o perfil do investidor que eu tinha, conhecendo-me e aprendendo a investir nas melhores opções adequadas para o meu caso. Se você quer aprender a investir, invista neste material (mais informações aqui). 

#07: Alocação de Ativos
Esta obra, de autoria do meu colega Henrique Carvalho, trata sobre um dos principais pontos onde percebo uma grande deficiência na vida dos investidores atuais: A Alocação de Ativos como forma de proteção do capital investido.

Nesta obra são ensinados os conceitos de diversificação e são abordadas práticas de alocação de ativos que buscam ajudar você a alcançar a tão sonhada liberdade financeira, desenvolvendo uma sólida e rentável estratégia de investimentos através de uma linguagem simples e direta (mais informações aqui).

#08: Como Investir em Imóveis

Livros Sobre Finanças e InvestimentosQuem aqui nunca pensou em comprar um imóvel e aluga-lo, como forma de investimento? É um dos primeiros pontos que vem em nossa cabeça de investidor, principalmente pelos que iniciam as leituras pelo livro Pai Rico, Pai Pobre, que encoraja os leitores com exemplos relacionados.

Acontece que o mercado imobiliário é cíclico como a economia. Ele sempre passa por momentos de alta (como no período de 2009~2012) e baixa (como o atual). Você precisa estar preparado para comprar e vender na hora certa. Este livro oferece a base necessária para que você identifique oportunidades de investimento que as pessoas comuns dificilmente conseguem enxergar. Através desta obra você vai conhecer as oportunidades de negócio para ganhar dinheiro com imóveis mesmo quando o setor enfrenta uma crise (mais informações aqui).

#09: Viver de Dividendos

Na obra Viver de Dividendos, Rafael Mariano nos ensina de forma clara e prática como montar uma carteira de investimentos focada em dividendos.

A obra é dividida em três capítulos principais: primeiros passos, iniciando o investimento e manutenção do investimento. A obra Viver de Dividendos mostra que todos podem investir em ações e viver dos rendimentos que elas podem nos proporcionar (mais informações aqui).

#10: As 5 Etapas do Planejamento Financeiro

O objetivo da obra "As 5 Etapas do Planejamento Financeiro" é fixar o processo de autoconhecimento, aliado à absorção de conceitos relativos à administração financeira, de forma a viabilizar a conquista dos objetivos pessoais.

O material é dividido em 5 etapas, oferecendo um passo a passo sobre como gerenciar os recursos financeiros de maneira adequada. O livro traz ainda um curso gratuito online, com textos e vídeos que lhe ensinarão a controlar seu orçamento doméstico, além de uma lista de exercícios e um diário de bordo, onde será possível sedimentar seus conhecimentos (mais informações aqui).

Fonte! Chasque (postagem) publicado no Sítio Pobre Poupador em 22 de agosto de 2016. Abra as porteiras clicando em http://www.pobrepoupador.com/2016/08/livros-sobre-financas-e-investimentos.html

Como começar o ano de 2018 no azul

Não, você não leu errado.  😉

E não, eu tampouco me enganei ao redigir o título desse artigo. 😀

É isso mesmo: o artigo de hoje tem como objetivo fazer uma conexão, uma ponte, entre o seu futuro financeiro esperado, em 9 janeiro de 2018, e sua realidade financeira de hoje, de 9 de janeiro de 2017.

É inegável o fato de que a maioria das famílias brasileiras começa todo santo ano no vermelho, entulhada de dívidas e mais dívidas, e sem dinheiro suficiente para abastecer um plano de investimentos minimamente decente.

E também é inegável que, não bastasse essas dificuldades criadas por gastos precedentes, que excederam – e muito – o dinheiro proveniente da renda ativa (presentes de Natal, festas de Reveillon, viagens de férias, e tudo o mais), ainda por cima essas mesmas famílias têm que enfrentar os pesados gastos futuros, de começo de ano, que chegam com toda a força, principalmente os relativos aos impostos, taxas e tarifas de todo o tipo (mas não só isso): IPTU, IPVA, renovação de seguros de carro e de casa, matrícula escolar (e materiais escolares) etc.

Como evitar esse sufoco de começo de ano, de modo a que, na próxima virada de ano, ou seja, de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, você tenha muito mais folga no bolso e tranquilidade financeira?

A resposta está no texto de hoje. E mais: é tão simples que pode ser iniciada ainda nesse mês de janeiro de 2017, ainda que você esteja com a corda no pescoço.

Trata-se de mensalizar as grandes despesas anuais. Incluir no orçamento doméstico de todo e de cada mês, sem exceção, despesas grandes que ainda estão por vir – e que certamente virão, como os clássicos exemplos dos carnês do IPVA e do IPTU.

Se você é leitor antigo e assíduo do blog, sabe não só que esse é um tema que eu já tratei em outros anos, mas também que eu gosto de frequentemente retomar certos temas, justamente para fixar na cabeça dos leitores a ideia de que só com a implementação de bons hábitos financeiros é que você consegue ter estabilidade em sua relação com o dinheiro.

E não, eu não estou falando de algo relativo a investimentos, que requer, sim, um esforço adicional de tempo para estudos, pesquisas e reflexões.

Estou, sim, falando de algo muito mais simples, que está ao alcance de qualquer pessoa, afinal, todo mundo precisa de dinheiro para sobreviver.

A planilha de orçamento doméstico é sua melhor amiga

Para realizar algo que você nunca fez, você precisa trabalhar com ferramentas que nunca utilizou.

Dentro desse contexto, é indispensável que você comece a utilizar uma planilha financeira. Pode ser uma planilha criada no Excel, tomando como base algum dos milhares de modelos existentes na Internet. Pode ser também um software como o excelente YNAB. Pode ser uma folha de papel organizada em forma de tabela. O importante é ter a ferramenta, pois é ela quem fará a ponte entre as ideias e os atos materiais de execução.

Com a ferramenta em mãos, você precisa definir quais são as grandes despesas anuais de começo de ano que precisam ser mensalizadas. Descobri-las é muito fácil: basta você verificar quais contas precisa pagar agora em janeiro de 2017, para as quais você não tem e não fez provisão alguma.

Eis uma lista exemplificativa desse tipo de despesa:
  • IPTU: é o clássico exemplo de carnê que nunca vai sair de janeiro;
  • IPVA: se você é proprietário de um carro, adicione mais esse item para a categoria de gastos que vêm implacavelmente em janeiro (em boa parte dos Estados brasileiros);
  • Matrícula escolar e materiais escolares: para quem estuda ou têm dependentes que estudam em escolas ou faculdades particulares, essa também é uma despesa que vem em todo começo de ano. O problema não é tanto a matrícula em si, que não costuma fugir do valor médio de uma mensalidade (ou não?), mas sim a temível lista de materiais escolares e livros;
  • Viagem de férias: some os gastos com transporte (combustível de carro, ou passagens aéreas), com hospedagem, alimentação, passeios e lembranças, e você terá um belo montante que precisará ser liquidado também.
O problema do começo do ano é que o salário não acompanha o gigantismo desses gastos anualizados. Dessa forma, já que não dá pra melhorar o tamanho dos ativos, a única saída é diminuir o tamanho dos passivos, fatiando-os em 12 parcelas mensais do ano antecedente ao da despesa.

Veio o boleto do IPVA no valor de R$ 1.260,00 agora em janeiro de 2017? No ano que vem, provavelmente o imposto virá em valores próximos, de modo que é prudente que você vá separando R$ 100 todo mês numa aplicação conservadora de alta liquidez (como a poupança), e anote, em sua planilha de orçamento doméstico, tal investimento como despesa: uma despesa de R$ 100 para o IPVA.

O IPTU tá custando outros R$ 900? Então faça o seguinte: todo mês, assim que receber o salário, separe R$ 75 para um envelope de investimentos, que pode ser a mesma poupança onde você está colocando o dinheiro do IPVA (desde que você tenha um bom controle da organização dessas despesas).

Viagem de férias com as crianças custando, em média, R$ 6 mil, e você ainda pagando no cartão de crédito a compra que fez na CVC referente à viagem de janeiro… de 2016?

Vamos modificar esse cenário, mas sem perder as férias: aplique em torno de R$ 500 num investimento conservador de alta liquidez, e tenha férias mais tranquilas em janeiro de 2018 – e o melhor, já integralmente pagas quando você voltar para a casa.

Matrícula + lista de materiais e livros custando R$ 2 mil? É, a instrução realmente é cara… mas não tão cara quanto a ignorância.

Por isso, não seja ignorante na hora de lidar com essa despesa, e adicione mais R$ 175 todo santo mês para a despesa de começo de ano, a título de instrução.

Para facilitar o entendimento, façamos uma comparação unicamente do mês de janeiro de 2018 de quem não se programou para as grandes (e certas) despesas, com quem se programou para essas mesmas despesas. Na imagem abaixo, temos o resumo simplificado de dois orçamento. No primeiro, você não se programou, ao longo desse ano de 2017, para as despesas de janeiro de 2018, ao passo que, na tabela de baixo, você se precaveu ao longo de 2017:
despesa-mensali-x-nao-mensal
O que você prefere? Começar o ano com uma conta de R$ 10.200,00 para ser liquidada (fora as despesas normais), ou começar o ano tendo um desembolso efetivo de dinheiro de apenas R$ 850 (e mais as despesas normais)?

Veja que não existe mágica aqui, e para começar o ano pagando apenas R$ 850 (ao invés de astronômicos R$ 10.200) você precisa pagar um preço: o preço de fatiar as despesas sazonais de grande impacto ao longo do ano anterior.

A planilha abaixo demonstra bem isso:
despesa-mensal-visao-ampla
Veja que foi preciso, sacrificar de cada mês do ano, uma certa quantia em dinheiro, mais precisamente R$ 850, sacrifício esse totalmente necessário, uma vez que as despesas sazonais que vêm com data certa precisam ser distribuídas uniformemente ao longo do ano, uma vez que seu salário não aumenta de tamanho em janeiro para acompanhar e fazer face a essas despesas sazonais de grande monta.

E isso nos leva a uma outra conclusão: você precisa visualizar seu orçamento em termos anuais, para ter a exata noção de cada despesa. Pense, por exemplo, num pacote de serviços bancários que custe R$ 55 mensais. Ora, R$ 55 mensais até que não é grande coisa – mal paga um jantar para uma pessoa, em boa parte das cidades brasileiras.

Porém, R$ 55 mensais fixos correspondem a R$ 660 anuais. No exemplo acima, é como se metade de seu IPVA saísse “de graça”, se você resolvesse migrar do pacote de R$ 55 para um pacote 0800 do BACEN ou para uma conta digital.

Guarde para um dia chuvoso – ou, no caso, para um mês chuvoso

Quem aplica a filosofia YNAB no controle do orçamento doméstico sabe bem do que estamos falando: trata-se da aplicação direta e sem rodeios dos princípios 1 e 2 dessa metodologia, a saber: dê a cada real um emprego, e guarde para um dia chuvoso – ou um mês chuvoso, que é o mês de janeiro de cada ano.

Mas existe uma implicação ainda mais positiva no fato de você se antecipar e começar a pagar desde já as despesas que só serão cobradas em janeiro de 2018: é a possibilidade de ganhar mais dinheiro em duas múltiplas dimensões.

A primeira dimensão é, logicamente, a dimensão da reserva: ao se programar para fazer depósitos mensais visando ao pagamento de uma despesa futura, você necessariamente estará ganhando dinheiro, pois os depósitos estarão sendo alocados em investimentos que rendem juros.

É seguro afirmar que, no mínimo, você estará ganhando de 6% (poupança) a 10% (Tesouro SELIC, CDBs e fundos referenciados DI) a mais sobre uma despesa programada.

Exemplo: ao separar R$ 100 mensais para a despesa IPVA 2018, ao final de 12 meses, você não acumulará apenas R$ 1.200,00, que seria a soma de 12 prestações mensais de R$ 100 cada. Você acumulará R$ 1.239,72 (supondo juros compostos de 0,5% ao mês). R$ 39,72 extras.

E a segunda dimensão se refere à dimensão do gasto propriamente dito: consiste na possibilidade de obter descontos pelo pagamento à vista. E, sim senhor, nessas despesas sazonais de grande impacto, costuma haver descontos generosos para quem tem o poder de pagar à vista.

Supondo que haja um desconto de 10% no IPVA à vista, os R$ 1.200 caem para R$ 1.080. Você ganha mais R$ 120.

Resultado: quem se planejou e se programou para essa despesa teve um desembolso efetivo de R$ 1.080, tendo acumulado R$ 1.239,72. Sobraram na conta R$ 159,71.

Quem não se planejou e vai pagar os R$ 1.200,00 parcelado em 5 vezes, vai gastar R$ 1.200,00, não tendo acumulado nada. Sobrou R$ 0,00, o que é o mesmo que dizer que não sobrou.

Agora, imagine o mesmo cálculo sendo feito para uma multiplicidade de despesas anuais, sendo o comportamento repetido ao longo de anos e décadas. Quem acumulará mais dinheiro?

Conclusão

Planejamento financeiro é isso: é poder começar o ano no azul, sem sufoco, e com tranquilidade total quanto às despesas sazonais de alto impacto orçamentário.

Se a formação de uma reserva de emergências é fundamental para cobrir eventos imprevistos e imprevisíveis, a estratégia de guardar para um dia chuvoso (princípio nº 2 da filosofia YNAB) ou, trocando em miúdos, mensalizar as despesas recorrentes que vêm em uma tacada dó, é essencial para manter o domínio sobre o dinheiro durante todos os meses do ano.

Se você começou 2017 tendo que se virar nos 30, lanço um desafio: fazer 2018 diferente. Isso mesmo, 2018 – no caso, o mês de janeiro.

Pera lá, mas 2017 mal começou e você já tá falando de 2018? Claro! Pois janeiro de 2018 dependerá fundamentalmente dos hábitos que você desenvolver em 2017.

Portanto, para fazer 2018 diferente, aja em 2017 de modo mais planejado e mais racional do que agiu nos anos anteriores. A oportunidade é agora.

Fonte! Chasque (postagem) publicado no dia 09 de janeiro de 2017, no sítio Valores Reais. Abra as porteiras clicando em 

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Nota do O Bolso da Bombacha!

Temos aqui no rancho (residência) o tradicional orçamento doméstico desde abril de 2008. Fechamos os ralos das fugas de pequenos e até médios e grandes valores do nosso orçamento doméstico. A planilha em excel é simples e foi elaborada por mim.... Mas em janeiro de 2009, começamos a utilizar a também planilha DiSOP, do contador e educador financeiro Reinaldo Domingos, que é feita por "etapas", como se fossem grupos de contas contábeis, começando com as receitas e em seguida as despesas com móveis e imóveis; da residência; pessoais; escolares; do veículo e outras despesas e eme todos estes grupos as suas respectivas despesas.... 

Nos organizamos da seguinte maneira com as despesas fixas e certas: em dezembro, com o décimo terceiro salário, é liquidado à vista o IPVA (o carro é popular), pegando o maior desconto; o IPTU é quitado à vista geralmente em fevereiro, quando sai o carnê, pois o imposto em nossa cidade é infinitamente irrisório....

Priorizamos desde 2008, a capitalização para fins de aposentadoria complementar, com investimentos em fundo de pensão (desde 2003 para mim) e outros produtos financeiros em corretora de valores (meus, da esposa e das duas filhas). Tudo isso é subtraído dos nossos ganhos no início de cada mês..... pois a capitalização é líquida e certa e como se diz nos pagos do Rio Grande do Sul, ela é sagrada....

Valdemar Engroff 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Quem gasta sem regra, morre sem honra

Desde que eu era pequeno ouço minha avó repetir essa frase “quem gasta sem regra, morre sem honra“. A frase é auto-explicativa, mas há mais coisas aí do que nossos olhos podem ver.

Honra

Honra virou quase uma palavra mítica, que tem ótimo efeito na boca dos galãs do cinema em filmes épicos, onde a honra dos “bons moços” é mais importante do que qualquer outra coisa mundana.
Nos dias de hoje, poucas pessoas tem qualquer relação com honra, justamente por enxergarem nessa palavra algo ultrapassado ou romântico.

Porém, a coisa é muito mais simples do que se imagina, e tem mais relação com nosso comportamento cotidiano do que com cavaleiros em armaduras brilhantes.

Por exemplo, honrar compromissos simples, como chegar na hora ou pagar as contas, falam muito mais sobre você do que imagina. É dessa honra que estamos falando, ser exemplo e não comprar o exemplo. Em um país com tantos endividados ter seu nome e crédito em ordem não é mesmo uma honra?

Ebook gratuito recomendado: Do Endividamento ao Investimento

Regra?

Qual seria então a regra para gastar? Simples, aquela da qual falo sempre: “gaste sempre menos do que ganha“, ou no limite, “apenas” (nem um centavo a mais) do que ganha. Quem gasta o que tem, não deve nada a ninguém.

O contrário, acaba sempre em desastre financeiro. E é aí que tantas pessoas “morrem sem honra”; com o nome sujo, devendo com fama de “má pagadora”. Sem contar o fato dos herdeiros acabarem prejudicados na hora de receber a herança (quando existe alguma).
Veja, ninguém está falando em “não gastar nada“, mas, gastar dentro dos seus limites financeiros e orçamentários, que podem ir além da “regra de ouro”.

Crie suas próprias regras

Respeitando a máxima “de gastar menos do que se ganha“, você pode definir um conjunto de regras próprias para prosperar e jamais perder a honra. Isso é, metas, limites, objetivos e planos de investimentos, não só para jamais dever nada a ninguém, mas também enriquecer.

Defina, por exemplo, limites de gastos para cada tipo de despesa e estabeleça metas de economia. Assim, cada vez vai poupar mais, investir mais e ficar mais perto da tão sonhada “independência financeira”.

Conclusão

Sempre mantenha essas frases vivas em sua memória:
  • “Gaste sempre menos do que ganha.”
  • “Quem gasta apenas o que tem, não deve nada a ninguém.”
  • “Quem gasta sem regra, morre sem honra”.
De forma muito simples, a tal “regra” se trata de “limite”. E quem não impõe limites a si mesmo, sobretudo, financeiros, terá sua honra afetada em algum ponto da viagem.

Acredite amigo, nem os mais ricos gastam sem limite. Aliás, esse é o grande segredo da maioria para manterem-se ricos.

Eu fico por aqui, sempre lhe desejando que conheça bem e respeite seus limites, para que viva uma vida plena e próspera. Nos vemos em breve.

Fonte! Chasque (postagem) de Renato de Vuono, publicado no Sítio Dinheirama. Abra as porteiras clicando em

sábado, 21 de janeiro de 2017

Uma nova forma de olhar para o consumismo

Muitas vezes, em tempos de dificuldade financeira as pessoas sentem uma necessidade maior de consumir. Será que essa necessidade é real? Comprar mais faz uma pessoa, de fato, feliz ? A experiência de quem não passa por dificuldades diz que não.

Graham Hill é um rico empresário que tinha uma vida luxuosa. Ele percebeu que as coisas materiais apenas consumiam a sua vida e o seu tempo. Hoje, o Incrível.club te convida a ler parte de sua reflexão sobre este tema.
 
Moro em um apartamento de 39 metros quadrados. Durmo em uma cama embutida. Tenho 39 camisas e 10 pratos. Quando recebo visitas, abro uma mesa dobrável. Não tenho DVD e minha coleção de livros, hoje, tem apenas 10% da original.

Percorri um longo caminho desde o final dos anos 90, quando um projeto de sucesso relacionado à Internet se transformou em uma fonte enorme de dinheiro. Então, comprei uma casa e a enchi de coisas, como aparelhos eletrônicos e automóveis.

Não obstante, de um jeito ou de outro, tudo isso ocupava a minha vida, ou pelo menos grande parte dela. As coisas que eu consumia acabaram me consumindo. Eu sei que a minha trajetória não é muito comum, afinal de contas, poucos conseguem ficar ricos antes dos 30, mas o meu relacionamento com as coisas materiais não era habitual.

Vivemos em um mundo de excessos de bens materiais, em um mundo de supermercados, shoppings enormes e lojas abertas 24 horas por dia. As pessoas de qualquer classe social podem ficar entupidas de coisas.

Não existe nenhum sinal de que estas coisas possam nos fazer felizes.

Demorei 15 anos para me desfazer do que não era necessário. Desta forma, comecei a viver mais plenamente, livre e melhor.

Tudo começou em 1998. Meu sócio e eu vendemos nosso negócio por um valor que eu jamais pensei que fosse ganhar em toda a minha vida.

Ao receber esse dinheiro, comprei uma casa de 4 andares. Emocionado com a possibilidade de consumir, comprei um novo sofá, óculos de 300 dólares, vários aparelhos eletrônicos e um CD player para 5 CDs. E, claro, um Volvo preto super potente.

Comecei a trabalhar com afinco em um novo negócio, e não tinha tempo para cuidar da casa. Foi aí que contratei Seven. Ele dizia que tinha trabalhado para Courtney Love. Ele se transformou em meu assistente de compras. Seu trabalho era andar pelas lojas de eletrônicos com uma câmera fotográfica e registrar o que, segundo ele, poderia me interessar. Em seguida, eu olhava as fotos e escolhia o que comprar.

Acontece que chega um momento em que a droga do consumismo para de emocionar. Perdi o interesse em tudo. O novo Nokia não me deixava feliz, e tampouco me satisfazia. Comecei a refletir sobre as mudanças na minha vida. Teoricamente, elas deveriam trazer felicidade, mas, ao contrário, me deixavam cada vez mais ansioso.

A vida ficou mais complicada. Tinha que cuidar de muitas coisas: grama, limpeza, carros, seguros, manutenção. Seven tinha muito trabalho... No final de contas, eu tinha um assistente de compras? Eu tinha me transformado nisso? Minha casa e minhas coisas se transformaram em meus novos chefes, e olha que eu não queria trabalhar para elas.

Tudo ficou ainda pior quando eu me mudei para Nova York por causa de negócios, e aluguei uma casa grande, digna de um empresário de TI. Tinha de ’recheá-la’ de coisas, o que levava tempo e esforço. E tinha também a casa em Seattle. Ou seja: duas casas. Decidi, então, ficar em Nova York, mas tive que voar muitas vezes de um lugar para outro para me desfazer das coisas que deixei e dar aquele assunto por encerrado.

Claro que eu tive sorte com o dinheiro, mas eu não sou o único.

A pesquisa «A vida em casa no século XXI» mostra a vida de 32 família de classe média. A necessidade de cuidar das coisas materiais causa a produção do hormônio da ansiedade. Sabe-se que 75% das famílias não podem colocar o carro na garagem porque ela costuma estar cheia de outras coisas.

Nosso amor por objetos materiais afeta quase todos os aspectos de nossas vidas. O tamanho de nossas casas aumenta na medida em que o número de moradores diminui. Nos últimos 60 anos, o espaço disponível para uma pessoa aumentou 3 vezes. Para quê? Para armazenar ainda mais coisas?

O que guardamos nas caixas durante uma mudança? Não sabemos até a hora de abri-las.

Essa tendência é muito interessante. Segundo dados do The Natural Resources Defense Council, 40% da comida comprada por um norte americano acaba na lata de lixo.

Essa dinâmica individualista e insaciável provoca consequências em escala mundial. O consumismo selvagem só seria possível em função de uma superprodução, incompatível com a capacidade do Planeta. Os IPhones também são responsáveis pelas terríveis mudanças na ecologia de áreas industriais da China. Uma produção que não mede consequências. É isso que te faz feliz?

A coisa não para por aqui. Há, também, os aspectos psicológico e social. As observações de Galen V. Bodenhausen, um psicólogo da Universidade de Northwestern, em Ilinois, relaciona o consumismo ao comportamento anormal e antissocial. A mentalidade consumista é negativa para qualquer pessoa, não importa quanto ela ganhe.

Minha atitude mudou após conhecer Olga. Me mudei para Barcelona com ela. Seu visto expirou e nós vivíamos em um apartamento pequeno e humilde, e estávamos muito felizes. Em seguida, percebemos que nada nos prendia na Espanha. Empacotamos um pouco de roupa, alguns objetos de higiene pessoal, nossos laptops e fomos viajar: Bangkok, Buenos Aires, Toronto e muitos outros lugares. Continuava trabalhando, mas, agora, meu escritório cabia na minha mochila. Me sentia livre e não tinha nenhuma saudade do carro e dos muitos aparelhos eletrônicos que tinha deixado em casa.
Minha relação com a Olga chegou ao fim, mas minha vida mudou para sempre. Tenho poucas coisas, mas me sobram tempo e dinheiro.

A nossa intuição sempre nos diz que o melhor da vida não são coisas, mas as relações, experiências e conquistas. São o resultado de uma vida feliz.

Não vou negar: gosto de coisas materiais. Estudei desenho industrial, me interesso por aparelhos eletrônicos, e também gosto de roupas e outras coisas. Mas toda a minha trajetória mostra que, a partir de um momento específico, a vontade de acumular objetos materiais é substituída pelas necessidades emocionais. É nelas que devemos nos apoiar.

Continuo sendo um empresário e, atualmente, desenvolvo a ideia de casas compactas. Casas criadas para melhorar as nossas vidas, e não consumi-las. Da mesma forma como os 39 metros quadrados onde eu moro, estas casas não demandam uma grande quantidade de material de construção, e não exigem muita manutenção. Desta forma, as pessoas podem economizar mais.

Durmo bem porque sei que não uso mais recursos do que preciso. Não tenho muitas coisas, mas tenho satisfação e prazer. Pouco espaço e muita vida.

Fonte: nytimes
Tradução a Adaptação: Incrível.club
Portada: Nathan Makan
Veja também:
12 ideias que adicionarão um par de metros quadrados à sua casa
Com orçamento baixo, casal constrói a casa dos seus sonhos


Nossa Fonte! Buscamos este chasque (postagem) no sítio Incrível.Club! Abra as porteiras clicando em https://incrivel.club/inspiracao-psicologia/uma-nova-forma-de-olhar-para-o-consumismo-99860/

Nota do O Bolso da Bombacha!

Esta é uma ideia fantástica, relatada por alguém que tem muito dinheiro e ele está certo! 

Nunca deveríamos nos apegar tanto às coisas materiais...... pois elas levam os nossos cobres (nosso dinheiro), muitas vezes  em forma de dívidas para dentro dos bolichos (para o comércio) e deixamos de aplicar estes cobres para o futuro, para os nossos projetos, nossos sonhos, entre os quais a nossa aposentadoria complementar.....

Valdemar Engroff

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Apenas 4% dos brasileiros poupam dinheiro para a aposentadoria, aponta estudo do Banco Mundial

No Brasil, o PIB per capita foi US$ 15,4 mil em 2015, semelhante ao da
Tailândia, em que 60% poupam para a velhice (Foto: AFP)
Preocupado porque o dinheiro da aposentadoria vai secar e você não tem reservas para garantir seu nível de vida até os 80, 90 ou 100 anos? Você não está sozinho. Em cada 100 brasileiros, só 4 separam recursos para os anos finais, o índice mais baixo das Américas e um dois piores do mundo. Em levantamento de 143 países feito pelo Banco Mundial, só 11 estão abaixo.

A imprevidência atinge até os brasileiros de renda mais alta, e não é uma questão de pobreza: o Brasil perde de nações como Congo, Maláui ou Togo, que têm PIB (Produto Interno Bruto) per capita próximo de US$ 1.000 em paridade de poder de compra, medida que permite melhor comparação entre os países.

No Brasil, o PIB per capita foi US$ 15,4 mil em 2015, semelhante ao da Tailândia, em que 60% poupam para a velhice. Os dados, de 2014, foram retrabalhados em 2016 visando especificamente a reserva para a idade avançada.

O estudo do Banco Mundial encontrou forte correlação entre a economia para a velhice e o hábito geral de poupança. Em países asiáticos, onde a maioria das pessoas faz reservas financeiras de forma regular, a porcentagem dos que poupam para os anos finais também é mais alta.

Na Tailândia, 80% da população declara ter poupado algum dinheiro nos 12 meses anteriores. No Brasil, são 28% (o 14º pior índice no mundo).

Executivos do setor atribuem isso à herança do período de inflação descontrolada que durou até os anos 1990. “Há 20 anos, mal era possível planejar para o fim do mês”, diz Paulo Valle, vice-presidente da Fenaprevi, federação do setor de previdência privada.

Conhecer as causas não basta, porém. A educação financeira, por exemplo, tem alta correlação com poupança. Mas estudos indicam que mesmo os mais ricos e escolarizados ignoram conceitos como diversificação, juros compostos, custo-benefício e a relação entre risco e lucro.

O investimento em educação financeira, portanto, é alto e obtém pouco resultado duradouro, segundo as pesquisas. São as ações diretas sobre o comportamento que alcançam êxito maior e mais rápido, diz Leora Klapper, economista-chefe do time de pesquisa em finanças e setor privado do Banco Mundial.

Ter sua própria conta bancária é um fator importante, principalmente se houver facilidade para transferir recursos e fazer investimentos.

Klapper relata experiências em Gana e em Bangladesh, em que cidadãos recebem no dia do pagamento um lembrete para poupar. Em Gana, 55% têm o hábito de poupar e 13% economizam para a velhice. No país asiático, são 24% e 6%, respectivamente.

Políticas públicas também são fundamentais para a transição da seguridade social para um modelo de planos privados, argumenta uma das principais especialistas em previdência e educação financeira do mundo, a professora Olivia Mitchell, de Wharton, a escola de negócios da Universidade da Pensilvânia. (Folhapress)

Fonte! Chasque (matéria ) veiculado no portal oficial do Jornal O Sul de Porto Alegre (RS), eme 08 de janeiro de 2017. Abra as porteiras clicando em

Nota! Eu, minha esposa e as nossas filhas fizemos parte destes 4%. Lamentavelmente o nosso país ainda não despertou para o longo prazo, para o futuro, para a velhice (que pode estar distante). Ainda vivemos e muito com o imediatismo e o consumo desenfreado realizado por impulso e não existe a política do poupar antes para comprar depois e com descontos. Muito menos existe a política de investir para se aposentar com uma segunda aposentadoria (complementar)....

Valdemar Engroff