quarta-feira, 24 de maio de 2017

Aumento da isenção do IRPF gera polêmica



Presidente Temer sinaliza com a possibilidade de ampliar faixa de isentos, mas medida é descartada pela Fazenda
Proposta que circula em um grupo restrito no governo
dobra a faixa dos atuais R$ 1.903,00 para R$4 mil

O governo federal estuda aumentar a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O presidente Michel Temer disse que apreciaria "muitíssimo" ampliar a faixa de isentos, mas reconheceu que é algo complicado e que está em discussões iniciais. No entanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o tema não está em discussão no momento.

O aumento da faixa de isenção é uma proposta da ala política do governo e de parlamentares da base que acreditam que ela pode ser usada como moeda de troca para a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária. O problema é que isso não conta com o apoio da equipe econômica. Essa desoneração representaria um custo elevado num momento em que as receitas estão baixas.

Embora polêmica, a sinalização vem em momento ruim para as contas públicas. Com a arrecadação ainda patinando, o governo raspa o tacho em busca de receitas extraordinárias e tem pouca margem para abrir mão de qualquer centavo. Isso ficará mais claro na próxima semana, quando a equipe econômica publicará um novo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

O presidente não detalhou de quanto seria a isenção no imposto ou os prazos com que o governo trabalha. A proposta que circula em um grupo restrito no governo dobra a faixa de isenção do IRPF dos atuais R$ 1.903,00 para R$ 4 mil. O valor exato, no entanto, seria definido conforme o comportamento da arrecadação do primeiro trimestre. A ideia seria tomar a medida após a conclusão do IR de 2017 (ano-base 2016) e num percentual de até 5%.

"Foi apenas uma primeira conversa para ampliar a faixa-limite do Imposto de Renda. Se você aumenta a faixa de isenção, você está permitindo que muita gente possa economizar no pagamento do tributo para aplicar no varejo, onde seja", disse. A proposta de aumento da isenção do imposto já teria sido discutida pelo presidente Temer com deputados e senadores, inclusive do PMDB.

A proposta é uma resposta à cobrança de aliados para que o governo faça novo aceno, além da liberação das contas inativas do FGTS, às classes mais populares para proporcionar um discurso aos que voltam às urnas em 2018. A ala política e a base do governo alegam que o aumento da faixa de isenção criaria uma boa vontade da classe média e dos próprios parlamentares em relação à agenda impopular de reformas. O problema é que a desoneração precisaria ser compensada.

Em contrapartida, poderia haver uma alta de impostos: a tributação de lucros e dividendos das pessoas jurídicas. Segundo os técnicos do governo, existe hoje uma manipulação feita pelas empresas na hora de apurar seus lucros. Isso porque vigoram no País os regimes do lucro real e do lucro presumido. No primeiro caso, os ganhos das companhias são apurados com base num cálculo estimado sobre o qual incidem o IR e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Já no segundo, a tributação ocorre sobre o lucro efetivo apurado no trimestre. A tabela do IR foi corrigida em 4,5% de 2007 a 2014. Em 2015, o reajuste variou entre 4,5% a 6,5%, dependendo da faixa de renda do contribuinte. No ano passado, não houve mudanças. 

Fonte! Chasque (matéria) veiculada nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 24 de maio de 2017.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Fundos Imobiliários em alta

Modalidade de aplicação atrai cada vez mais investidores

Em 2016, os fundos imobiliários se valorizaram 32,3%, chegando a dar retorno de quase 10% só em março daquele ano. O surpreendente desempenho fez crescer as expectativas de que, em 2017, poderiam repetir o feito, principalmente diante do cenário de queda dos juros, que motiva o investidor a sair da zona de conforto. No entanto analistas divergem sobre as perspectivas de retorno para este ano e aconselham o investidor a olhar para outros fatores além da Selic na hora de optar por esse investimento. Os Fundos Imobiliários (FII) são investimentos de renda variável e funcionam como ações, mas, em vez de empresas, o aporte é em imóveis. Dentro do fundo, cada investidor tem uma cota correspondente ao montante aplicado, que rende um valor mensal. Como investir em imóveis já é comum ao brasileiro, dentro do volátil universo de renda variável, ele acaba sendo um investimento mais "amigável".

Para os que cogitam imóveis como forma de investimento, optar por um fundo imobiliário pode ser vantajoso, já que dispensa a saga por longos financiamentos ou a necessidade de juntar uma enorme quantia de dinheiro. Geralmente, uma cota de um fundo imobiliário não passa de R$ 4,5 mil, podendo ser adquirida por muito menos. Além de ser uma alternativa à renda fixa e garantir uma remuneração mensal ao investidor, outro atrativo dos FII é a isenção de taxa de Imposto de Renda no valor do rendimento. As vendas das cotas com lucro, porém, são taxadas em 20%. Há ainda a taxa de administração do fundo, que pode ou não ser cobrada pela corretora.

Com mais uma queda na semana passada da Taxa Básica de Juros (Selic), hoje em 11,25% ao ano, os fundos ganham atratividade frente às aplicações tradicionais de renda fixa. A busca por retornos maiores incentiva os investidores a tomar mais riscos, o que contribui para aquecer o mercado. Outro chamariz foi a crise do setor imobiliário, que agora ensaia sinais de retomada, mas trouxe a oportunidade de negociar imóveis vazios a preços mais baratos.

Lucas Stefanini, analista da corretora Guide, explica que, até 2015, havia uma oferta muito alta de imóveis, o que gerava uma briga por locatários, não por fundos. Mas, com desaceleração nas entregas de empreendimentos, espera-se, para o ano que vem, um equilíbrio entre oferta e demanda de espaços. Diante desse cenário de ajuste de preço, o investidor ainda pode se aproveitar de uma cotação menor do que o valor patrimonial. Até o dia 12 de abril, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) - indicador do desempenho médio das cotações dos fundos na Bolsa - avançou no ano 8,61%. Boa parte dessa alta foi uma resposta à confirmação da queda já esperada da Selic. Mas, segundo o professor da Fecap Arthur Vieira, daqui para frente, só a queda de juros "não será um combustível, porque já está precificada". Vieira aponta que o rumo da Selic só daria um fôlego a esse produto se os cortes forem além do esperado, e que os ganhos virão da melhora do mercado.

Apesar da ressalva, Vieira acredita que o fundo imobiliário funciona como um primeiro passo na renda variável. "Com a queda da taxa de juros, as pessoas vão ter de aprender a tomar risco. Nesse sentido, é um passo menos volátil." Vieira pondera, porém, que o investidor deve antes ter um "colchão" na renda fixa, em produtos com liquidez - como a reserva de emergência, cuja recomendação é de três a seis meses do custo de vida - para se proteger de algum evento inesperado. A indicação de fundos imobiliários, porém, não é unanimidade. Roberto Indech, da corretora Rico, tem ressalvas ao produto. Ele acredita que essa aplicação só é adequada para um perfil bastante específico de investidor: que precisa de uma renda mensal ou busca diversificar bem a carteira. Indech acredita que, para fugir da renda fixa com um pouco mais de risco, existem investimentos mais vantajosos, como, na avaliação dele, os fundos multimercado - aplicação híbrida que mistura em um mesmo pacote renda fixa, ações ou moedas.

Uma outra questão que deve ser levada em conta é a liquidez. Os fundos imobiliários funcionam como "condomínios fechados", divididos em cotas que, depois de adquiridas, não podem simplesmente ser resgatadas. Para negociar suas cotas, o investidor deve usar do mercado secundário - as cotas são negociadas em pregão da bolsa. Assim, para "sair do condomínio", ele precisa encontrar um comprador para a sua cota, e pode não haver interessados.

Vitor Hernadez, educador financeiro e idealizador do site Jornada do Dinheiro, também alerta para o prazo de entrada no investimento. Com um novo ambiente econômico, a rentabilidade geral do mercado tende a ser menor, já que os preços dos fundos tendem a aumentar - embora o ganho real deva permanecer.

Para dar os primeiros passos nesse mercado, analisar o perfil dos imóveis do fundo é essencial, apontam especialistas. Hernadez aconselha que o investidor, em primeiro lugar, investigue com atenção quais tipos de imóveis compõem a carteira para não tomar a decisão errada, bem como a localização e a qualidade dos espaços. Stefanini, da Guide, afirma que muito da melhora no cenário veio dos imóveis corporativos. Outros fundos vantajosos, segundo ele, são os galpões logísticos, por causa da demanda das empresas por esse tipo de espaço; e os shoppings, que podem se aquecer mediante uma retomada do consumo. Já uma categoria de fundos que deve diminuir seus rendimentos é a de recebíveis, como o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ou papéis com lastro imobiliário, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), porque estão atrelados à taxa de juros e tendem a cair.

Fonte! Chasque (matéria) veiculado no Caderno  Empresas e Negócios, do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 02 de maio de 2017.
Em 2016, os fundos imobiliários se valorizaram 32,3%, chegando a dar retorno de quase 10% só em março daquele ano. O surpreendente desempenho fez crescer as expectativas de que, em 2017, poderiam repetir o feito, principalmente diante do cenário de queda dos juros, que motiva o investidor a sair da zona de conforto. No entanto analistas divergem sobre as perspectivas de retorno para este ano e aconselham o investidor a olhar para outros fatores além da Selic na hora de optar por esse investimento. Os Fundos Imobiliários (FII) são investimentos de renda variável e funcionam como ações, mas, em vez de empresas, o aporte é em imóveis. Dentro do fundo, cada investidor tem uma cota correspondente ao montante aplicado, que rende um valor mensal. Como investir em imóveis já é comum ao brasileiro, dentro do volátil universo de renda variável, ele acaba sendo um investimento mais "amigável". Para os que cogitam imóveis como forma de investimento, optar por um fundo imobiliário pode ser vantajoso, já que dispensa a saga por longos financiamentos ou a necessidade de juntar uma enorme quantia de dinheiro (veja mais diferenças no box ao lado). Geralmente, uma cota de um fundo imobiliário não passa de R$ 4,5 mil, podendo ser adquirida por muito menos. Além de ser uma alternativa à renda fixa e garantir uma remuneração mensal ao investidor, outro atrativo dos FII é a isenção de taxa de Imposto de Renda no valor do rendimento. As vendas das cotas com lucro, porém, são taxadas em 20%. Há ainda a taxa de administração do fundo, que pode ou não ser cobrada pela corretora. Com mais uma queda na semana passada da Taxa Básica de Juros (Selic), hoje em 11,25% ao ano, os fundos ganham atratividade frente às aplicações tradicionais de renda fixa. A busca por retornos maiores incentiva os investidores a tomar mais riscos, o que contribui para aquecer o mercado. Outro chamariz foi a crise do setor imobiliário, que agora ensaia sinais de retomada, mas trouxe a oportunidade de negociar imóveis vazios a preços mais baratos. Lucas Stefanini, analista da corretora Guide, explica que, até 2015, havia uma oferta muito alta de imóveis, o que gerava uma briga por locatários, não por fundos. Mas, com desaceleração nas entregas de empreendimentos, espera-se, para o ano que vem, um equilíbrio entre oferta e demanda de espaços. Diante desse cenário de ajuste de preço, o investidor ainda pode se aproveitar de uma cotação menor do que o valor patrimonial. Até o dia 12 de abril, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) - indicador do desempenho médio das cotações dos fundos na Bolsa - avançou no ano 8,61%. Boa parte dessa alta foi uma resposta à confirmação da queda já esperada da Selic. Mas, segundo o professor da Fecap Arthur Vieira, daqui para frente, só a queda de juros "não será um combustível, porque já está precificada". Vieira aponta que o rumo da Selic só daria um fôlego a esse produto se os cortes forem além do esperado, e que os ganhos virão da melhora do mercado. Apesar da ressalva, Vieira acredita que o fundo imobiliário funciona como um primeiro passo na renda variável. "Com a queda da taxa de juros, as pessoas vão ter de aprender a tomar risco. Nesse sentido, é um passo menos volátil." Vieira pondera, porém, que o investidor deve antes ter um "colchão" na renda fixa, em produtos com liquidez - como a reserva de emergência, cuja recomendação é de três a seis meses do custo de vida - para se proteger de algum evento inesperado. A indicação de fundos imobiliários, porém, não é unanimidade. Roberto Indech, da corretora Rico, tem ressalvas ao produto. Ele acredita que essa aplicação só é adequada para um perfil bastante específico de investidor: que precisa de uma renda mensal ou busca diversificar bem a carteira. Indech acredita que, para fugir da renda fixa com um pouco mais de risco, existem investimentos mais vantajosos, como, na avaliação dele, os fundos multimercado - aplicação híbrida que mistura em um mesmo pacote renda fixa, ações ou moedas. Uma outra questão que deve ser levada em conta é a liquidez. Os fundos imobiliários funcionam como "condomínios fechados", divididos em cotas que, depois de adquiridas, não podem simplesmente ser resgatadas. Para negociar suas cotas, o investidor deve usar do mercado secundário - as cotas são negociadas em pregão da bolsa. Assim, para "sair do condomínio", ele precisa encontrar um comprador para a sua cota, e pode não haver interessados. Vitor Hernadez, educador financeiro e idealizador do site Jornada do Dinheiro, também alerta para o prazo de entrada no investimento. Com um novo ambiente econômico, a rentabilidade geral do mercado tende a ser menor, já que os preços dos fundos tendem a aumentar - embora o ganho real deva permanecer. Para dar os primeiros passos nesse mercado, analisar o perfil dos imóveis do fundo é essencial, apontam especialistas. Hernadez aconselha que o investidor, em primeiro lugar, investigue com atenção quais tipos de imóveis compõem a carteira para não tomar a decisão errada, bem como a localização e a qualidade dos espaços. Stefanini, da Guide, afirma que muito da melhora no cenário veio dos imóveis corporativos. Outros fundos vantajosos, segundo ele, são os galpões logísticos, por causa da demanda das empresas por esse tipo de espaço; e os shoppings, que podem se aquecer mediante uma retomada do consumo. Já uma categoria de fundos que deve diminuir seus rendimentos é a de recebíveis, como o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ou papéis com lastro imobiliário, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), porque estão atrelados à taxa de juros e tendem a cair. - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/04/cadernos/empresas_e_negocios/557667-fundos-imobiliarios-em-alta.html)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cooperativas de Crédito: gás na sua vida financeira!

Crédito. 
 
Nas últimas duas décadas, muita coisa mudou na economia brasileira. Um avanço bastante interessante deste período foi a popularização do acesso ao crédito. Até o começo da década passada, o pessoal de baixa renda só conseguia crédito nas lojas populares. Muitos não tinham amplo acesso aos produtos bancários, que ficavam reservados para a classe média e os ricos. Inserido neste movimento de expansão do crédito popular, observamos outro ainda mais interessante: a proliferação das cooperativas de crédito, ou cooperativas financeiras. Desconhece? Elas podem estar bem pertinho de você!
 
Um banco... melhorado!  
 
O que faz uma cooperativa financeira? Oferece serviços de conta corrente, cobrança bancária, meios eletrônicos de pagamento (internet banking e cartões), crédito, investimento, previdência, consórcio, seguros e toda a gama de serviços financeiros que você normalmente encontraria em um banco. Uma cooperativa financeira oferece tudo aquilo que um banco lhe oferece, mas não é exatamente um banco, pois seus donos não são banqueiros, mas os próprios cooperados. Justamente por isso, os juros são baixos e os resultados financeiros são redistribuídos aos integrantes.
 
Sim, o bem comum.
 
Cooperativas bem planejadas e bem geridas (a maioria), por constituírem em sua essência um sistema de geração de valor compartilhado, visam sempre o bem comum, focando na prosperidade de todos os cooperados (e não só de alguns privilegiados). Cooperativas financeiras visam promover esta prosperidade numa das áreas mais importantes de nossa existência: a vida financeira. Conforme o relatório "50 Maiores", do Bacen, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) já é o sexto maior "banco" do mercado financeiro brasileiro, crescendo a taxas superiores a 10% ao ano.
 
Educação!  
 
Cooperativas financeiras têm bem mais a oferecer do que "apenas" bons produtos e serviços: têm educação! Todos os anos, milhares de cooperados passam por palestras, oficinas, cursos e atendimentos para sua vida financeira e empreendedora. O objetivo é ajudá-los a se planejarem e se controlarem melhor, extraindo mais qualidade de vida do seu dinheiro, e ainda fazendo sobrar para contribuir com os mais necessitados. Afinal, não é só uma questão de se ter mais dinheiro, mas de saber usá-lo melhor, como alavanca de prosperidade para toda a sociedade. Isto está na missão do cooperativismo financeiro brasileiro, e está na prática de nossas melhores cooperativas financeiras!
 
Economista com MBA em Finanças (USP), atua como orientador de famílias e educador em empresas. Mentor do Clube de Coaching Money® do PROFE®, é autor de bestsellers de Finanças Pessoais e Empreendedorismo, como "Os 10 Mandamentos da Prosperidade” e “A Virada na Carreira”, e dirige o site www.educarparaprosperar.com.br
 
Fonte! Este é um chasque do Professor Marcos Silvestre, publicado no sítio Facebook, em 27 de abril de 2016. Abra as porteiras clicando em: 

O logo buscamos no sítio da CRESAL, uma pequena cooperativa de crédito, onde somos associados:
......................................

Observação!

Já comentamos e já publicanos chasque (post) aqui no sítio de bombachas. O nosso rancho, por exemplo, foi construído em formato de pequenos empréstimos, até 24 vezes, onde terminava um e começava outro.... Bom.... publicamos um chasque alusivo aos 30 anos da CRESAL, onde somos associados, onde entre outros fatos, citamos este "financiamento da casa própria", em tempos do hoje extinto BNH (Banco Nacional da Habitação). Abra as porteiras clicando em http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/09/atitude-74-cooperativa-de-credito-mutuo.html

Valdemar Engroff - o Gaúcho Taura!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Baixo rendimento da poupança e inflação incentivam Tesouro Direto

Baixíssimo risco é o maior atrativo do investimento,
destaca Fernando Baggio, diretor da L&S Capital
HENRIQUE KELLER/Divulgação/JC 
Quem olhar isoladamente o número de investidores cadastrados no Tesouro Direto no início deste ano não terá a dimensão exata do crescimento desta opção por parte dos brasileiros na hora de fazer seu dinheiro render. Em fevereiro (dado mais atual disponível) havia 1,2 milhão de cadastrados no sistema que permite aplicar recursos em títulos do Tesouro Nacional. Um ano antes, era próximo de 675 mil. A alta, em 12 meses, é de aproximadamente 80%.

"O investidor em geral está melhor informado e até se especializando no assunto mesmo sem ser profissional. Ele passou a questionar o retorno do que é oferecido pelo banco com o qual trabalha e viu que pode obter mais. E acabou indo para o Tesouro Direto, que tem baixíssimo risco", avalia Fernando Baggio, diretor da L&S Capital.

Outra dado que aponta para a linha de pensamento de Baggio e registrada nas estatísticas do Tesouro Direito, é o de crescimento da participação do jovens no cadastro. O percentual de quem tem entre 16 e 25 anos e está apto a aplicar recursos no Tesouro passou de 6,5% do total, em fevereiro de 2016, para 10,4% em fevereiro deste ano. Para o executivo da L&S, isso também é fruto da busca maior por conhecimento - característica dessa faixa etária.

Para Vitor Hernandes, educador financeiro e sócio-proprietário do site Jornada do Dinheiro, a melhora no portal do Tesouro promovida há cerca de dois anos também ampliou o interesse dos brasileiros pelo produto. As ações mais educativas e claras no portal, mais facilidade para efetuar o cadastro (que precisa ser intermediado por corretoras e bancos) e menos burocracia também têm um grande aliado na procura: o valor mínimo para aplicação. "Com apenas R$ 30,00 é possível fazer um investimento no Tesouro Direito. Isso é um estímulo e tanto", diz Hernandes.

O educador financeiro também informa que a inflação de 2015 acima dos 10% e a poupança rendendo cerca de 8% acelerou a busca por melhores opções de investimento. Naquele período, os títulos do Tesouro ficaram acima de 12%. Assim, acabou seduzindo boa parte de quem saiu da "zona de conforto" da poupança. "Muita gente imagina que apenas por não ter que pagar imposto de renda a poupança vale a pena. Mas o Tesouro Direto, mesmo com taxas entre 15% e 22,5%, conforme o tempo de aplicação, tem dado ganhos atrativos", assegura Hernandes, que aplica no Tesouro Nacional desde 2014.

Saiba mais sobre o sistema

Como se tornar um investidor?

É preciso se cadastrar no Tesouro Direto por meio de uma instituição financeira, que pode ser uma corretora de valores, banco Comercial, Múltiplo ou de Investimento e Distribuidora de Valores. Após o cadastro, você receberá uma senha, via correio eletrônico, que permite o acesso à área exclusiva do investidor do Tesouro Direto. A partir desse momento, você estará apto (a) a investir nos títulos que desejar.

Como é feito a aplicação?

O pagamento dos investimentos realizados no Tesouro Direto é feito por meio de recursos disponíveis na sua conta na sua instituição financeira. Caso você tenha autorizado sua instituição financeira a adquirir títulos em seu nome, você deve efetuar o pagamento para a mesma, conforme acordo entre as partes. O Tesouro opera inteiramente via internet, não havendo a necessidade de você se deslocar a um local físico para realizar suas aplicações (como um banco ou um caixa eletrônico). Basta que os recursos estejam disponíveis na conta da instituição financeira que o pagamento dos investimentos será efetuado.

Quais são as principais opções de aplicação?

LTN - Paga uma taxa pré-fixada

LTN -B - Remunera pela inflação oficial (IPCA) + um taxa pré-fixada. Hoje, essa taxa varia, em média, entre 5% e 5,5%.

LTF - Remunera acompanhando a Taxa Selic, hoje em 12,5% (mas há tendência de baixa na Taxa, para cerca de 9%). 

Fontes: Site do Tesouro Direto e Fernando Baggio, diretor da L&S Capital. 
Nós buscamos este chasque (publicação), do Thiago Copetti, nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição impressa do dia 10 de abril de 2017.