Mostrando postagens com marcador Previdência Privada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Previdência Privada. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

O que é VGBL, o plano de previdência privada para quem entrega a declaração simplificada do imposto de renda

Se você entrega a declaração simplificada do imposto de renda, não é segurado da Previdência Social ou está fazendo planejamento sucessório, o VGBL é o plano certo para você. Entenda como ele funciona

Avós e neta
VGBL pode ser usado para planejar a transmissão dos recursos para os futuros herdeiros. - Imagem: bbernard/Shutterstock
Os planos de previdência privada aberta contam com uma série de incentivos tributários para quem investe para o longo prazo. Mas a escolha do plano certo – VGBL ou PGBL – depende de uma série de fatores.

Por exemplo, da modalidade da declaração de imposto de renda que o investidor costuma entregar (se simplificada ou completa), da sua contribuição ou não para a Previdência Social e da sua intenção em usar o plano como ferramenta de planejamento sucessório.

Em outro texto, eu já falei sobre o PGBL, Plano Gerador de Benefício Livre. Ele é indicado para quem já contribui para a Previdência Social e entrega a declaração completa do imposto de renda, aquela que aproveita todas as deduções.

Só assim é possível se beneficiar de um incentivo que só o PGBL tem: a possibilidade de abater as contribuições feitas ao plano em um limite de até 12% da renda bruta tributável anual.

Mas quem entrega a declaração simplificada faz como? E quem deseja fazer um plano para alguém que não contribua para a Previdência Social? Nesses casos, o mais indicado é o VGBL, sigla para Vida Gerador de Benefício Livre.

O que é VGBL

Assim como o PGBL, o VGBL é um tipo de plano de previdência privada aberta, isto é qualquer interessado pode aderir a ele, a qualquer tempo.

É diferente dos planos fechados, oferecidos por empresas a seus empregados e organizações de classe aos seus associados. Eu já falei das diferenças entre esses dois tipos de previdência privada em outro texto.

VGBL são oferecidos por seguradoras e distribuídos por corretores de seguros, gestoras de recursos, corretoras de valores, bancos e distribuidoras de valores mobiliários. Eles podem ser encontrados, por exemplo, nas plataformas de investimento digitais das instituições financeiras.

Cada plano é estruturado de forma a investir em um ou mais fundos de previdência previamente selecionados. Só que em vez de o titular do plano se tornar cotista direto desse(s) fundo(s), ele efetua pagamentos à seguradora, que os aplica em um fundo exclusivo do qual ela é a única cotista.

A ideia do VGBL – e da previdência privada em geral – é que o titular acumule patrimônio durante alguns anos e, ao final deste prazo, passe a usufruir do seu investimento.

Terminado o período de acumulação, o titular do plano tem basicamente três opções: resgatar todo o montante acumulado no plano de uma só vez; programar resgates periódicos de forma a aproveitar a menor alíquota possível de IR; ou contratar uma modalidade de renda.

Em cada uma dessas situações, a forma de tributação se dá de uma maneira diferente, bem como o destino dos recursos em caso de falecimento do titular.

Benefícios tributários

Planos de previdência privada contam com benefícios tributários, numa intenção do governo de estimular a poupança de longo prazo.

Os benefícios do VGBL também estão presentes no PGBL. É o caso da ausência de come-cotas, aquela tributação semestral dos fundos de investimento não previdenciários.

Nos planos de previdência, o desconto de imposto de renda ocorre somente na época do resgate ou do recebimento da renda.

Outra vantagem é a existência de dois tipos de tabela de tributação: a progressiva, que é a mesma que incide sobre os salários, e a regressiva, cujas alíquotas diminuem conforme o prazo da aplicação.

Apesar de as alíquotas serem muito altas nos primeiros anos de investimento – mais do que nos investimentos comuns – após dez anos de aplicação o imposto de renda chega a 10%, bem menor que os 15% dos demais investimentos.

Eu falo mais sobre os benefícios tributários da previdência privada, bem como as tabelas de tributação e a melhor forma de escolher a tabela ideal para você neste outro texto.

E o que é que o VGBL tem?

Ao contrário do PGBL, o VGBL não permite que as contribuições feitas ao plano sejam deduzidas da base de cálculo do imposto de renda na hora da declaração.

A dedução permite ao investidor de PGBL postergar o IR devido para o momento do resgate ou do recebimento da renda, na hora de usufruir do montante acumulado no plano.

Em razão disso, a alíquota de imposto recai sobre todo o valor recebido, principal e rentabilidade.

No VGBL, no entanto, não ocorre esta postergação, uma vez que a dedução não é permitida. A alíquota de IR incide apenas sobre a rentabilidade na hora do resgate ou do recebimento da renda.

Conheça as semelhanças e diferenças entre os dois planos e saiba qual o mais vantajoso para você, se PGBL ou VGBL.

Para quem o VGBL é indicado

Como todo plano de previdência privada, o VGBL é indicado principalmente para quem tem horizonte de investimento de longo prazo, superior a oito anos. Esta é a melhor forma de efetivamente aproveitar os benefícios tributários.

Por isso, a previdência privada é interessante, por exemplo, para poupar para a aposentadoria ou a faculdade dos filhos que ainda são pequenos.

Ou seja, nada de cair na conversa do seu gerente ou consultor financeiro que queira te “empurrar” esse produto (principalmente se for para você conseguir algo em troca, como uma linha de crédito). Para investimentos de curto e médio prazo, há outras aplicações financeiras bem melhores.

Quanto ao perfil do investidor, o VGBL é recomendado para quem se encaixa em um ou mais dos critérios a seguir:

Entrega a declaração simplificada do imposto de renda

A declaração simplificada é aquela que conta com um desconto único de 20% na base de cálculo do IR, independentemente dos gastos dedutíveis.

Quando a gente termina de preencher a declaração, o próprio programa da Receita indica qual a opção mais vantajosa naquele ano, se a completa ou a simplificada.

Em outras palavras, o programa indica qual das duas modalidades resulta em menos imposto a pagar ou mais imposto a restituir.

Quem entrega a declaração completa pode optar pelo PGBL, que conta com o benefício extra de permitir o abatimento das contribuições feitas ao plano, em um limite de até 12% da renda bruta tributável anual.

Mas quem entrega a declaração simplificada NÃO DEVE fazer PGBL. Se o fizer, acabará pagando imposto de renda duas vezes: sobre o valor das contribuições no ajuste anual, já que os abatimentos não são possíveis; e novamente sobre o valor das contribuições no resgate do plano, já que o IR não incide só sobre a rentabilidade, mas também sobre o principal.

Quem faz a declaração simplificada só deve fazer VGBL. Não contará com o benefício da dedução e da postergação do pagamento do imposto, mas ao menos só pagará IR sobre a rentabilidade como em qualquer outro investimento. E com a possibilidade de pegar a alíquota reduzida de 10%.

Investidores que não costumam entregar sempre a mesma modalidade de declaração, alternando entre completa e simplificada, podem fazer os dois planos e contribuir só no fim do ano.

Em dezembro já é possível ter uma noção da sua renda bruta tributável e dos gastos dedutíveis. O contribuinte pode simular a declaração do ano seguinte no programa antigo mesmo, só para ter ideia de qual modalidade da declaração será a mais vantajosa.

Caso estime que a declaração completa será mais vantajosa, ele contribui para o PGBL; caso estime que a melhor opção seja a declaração simplificada, contribui para o VGBL.

Não é segurado da Previdência Social

Para que seja possível deduzir as contribuições ao PGBL na declaração de imposto de renda, não basta entregar a declaração completa.

Se o titular do plano for maior de 16 anos, ele também precisa ser segurado da Previdência Social (INSS ou regime próprio de servidores públicos), ativo ou inativo.

Isso vale tanto para o PGBL feito em nome do próprio contribuinte que irá abater o investimento, quanto para os planos feitos em nome de dependentes – por exemplo, filhos e cônjuges que não trabalham.

Ou seja, um autônomo que tenha decidido não contribuir para o INSS não deve fazer PGBL, mesmo que entregue a declaração completa. Como ele não conseguirá abater as contribuições feitas ao plano, é melhor optar por um VGBL.

O mesmo vale para quem faz previdência privada para filhos que ainda sejam dependentes na declaração.

Até os 16 anos, as contribuições para PGBL em nome deles podem ser abatidas na declaração de um dos pais; depois de eles completarem 16 anos, no entanto, o abatimento só se torna possível caso sejam feitas contribuições em seu nome também para a Previdência Social, mesmo que eles ainda não trabalhem.

Se as contribuições para a previdência pública não forem feitas, vale mais a pena passar a contribuir para um VGBL. Caso os filhos já tenham PGBL, não é possível pedir portabilidade para um VGBL, mas também não é preciso resgatar os recursos. Basta parar de contribuir para o PGBL e abrir um VGBL.

Deseja investir mais de 12% da renda bruta tributável anual em previdência privada

Quem entrega a declaração completa do IR, contribui para a Previdência Social, mas deseja destinar mais de 12% da renda bruta tributável anual para previdência privada também pode se beneficiar do VGBL. Basta destinar 12% da renda bruta tributável anual para um PGBL e o restante para o VGBL.

Deseja utilizar a previdência privada para fazer planejamento sucessório

Como os planos de previdência privada não entram em inventário após a morte do titular, eles são muito usados para fazer planejamento sucessório, isto é, planejar a transmissão dos recursos aos futuros herdeiros ainda em vida.

A transmissão dos recursos investidos no plano ou da renda contratada (se houver reversibilidade aos beneficiários) é feita rapidamente e com muito pouca burocracia.

Além disso, é possível incluir na lista de beneficiários pessoas que não sejam herdeiras, como um empregado da família ou um parente mais distante.

Assim, a previdência privada pode ser utilizada, por exemplo, por quem quer deixar alguma coisa para um ente querido que não seja um herdeiro necessário, ou quem deseja deixar acessíveis os recursos para a família arcar com as despesas do inventário.

O VGBL é o plano mais indicado para esta finalidade, uma vez que a tributação incide apenas sobre a rentabilidade, nunca sobre o principal.

É muito comum que investidores façam um único aporte em VGBL já com a quantia que desejam deixar para os beneficiários.

Onde os fundos que integram o VGBL podem investir

VGBL são classificados junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep) como Seguros de Pessoas. Eles têm características securitárias, podendo incluir coberturas de risco, como pecúlio por invalidez ou morte, pensão por morte ou renda por invalidez.

No entanto, a principal cobertura é a de sobrevivência, que depende dos valores das contribuições feitas ao plano, bem como da rentabilidade dos investimentos.

As contribuições feitas aos VGBL podem ser periódicas ou não e vão sendo investidas em um ou mais fundos de previdência que podem ter diferentes níveis de risco, dependendo do perfil do investidor.

Os fundos de previdência mais conservadores – que são maioria absoluta no mercado – investem apenas em renda fixa. Mas há também fundos moderados e arrojados, como os multimercados (que podem investir em diversas classes de ativos), e os de ações (que devem investir, no mínimo, 67% do patrimônio em renda variável).

Para a maioria das pessoas físicas, os VGBL devem respeitar os seguintes limites máximos de investimento:

  • Até 100% do patrimônio em ativos de renda fixa;
  • Até 70% do patrimônio em ativos de renda variável;
  • Até 20% do patrimônio em imóveis, por meio de fundos;
  • Até 20% do patrimônio em ativos sujeitos à variação cambial, o que inclui investimentos no exterior;
  • Até 20% do patrimônio em outros ativos, como Certificados de Operações Estruturadas (COE).

Os planos destinados a investidores qualificados – aqueles que têm mais de um milhão de reais em aplicações financeiras, entre outros com perfil bem específico – podem investir nas diferentes classes de ativos até os seguintes limites:

  • Até 100% do patrimônio em ativos de renda fixa;
  • Até 100% do patrimônio em ativos de renda variável;
  • Até 40% do patrimônio em imóveis, por meio de fundos;
  • Até 40% do patrimônio em ativos sujeitos à variação cambial, o que inclui investimentos no exterior;
  • Até 40% do patrimônio em outros ativos, como Certificados de Operações Estruturadas (COE).

É claro que a composição da carteira impacta risco e retorno: fundos com mais renda variável, como ações, tendem a ter maior risco, mas também podem render mais. Já os fundos que investem primordialmente em renda fixa tendem a render menos, mas estão menos expostos a perdas.

Planos de previdência com mais renda variável são mais recomendados para investidores jovens ou pessoas que ainda estejam distantes do seu objetivo financeiro. Já aqueles com mais renda fixa costumam ser mais indicados para quem está chegando perto da aposentadoria ou da data do seu objetivo financeiro.

O ideal é que haja uma migração do risco mais alto para o mais baixo com o passar do tempo. Hoje já existem planos de previdência multifundos, que oferecem essa possibilidade, adequando a exposição ao risco à fase da vida do investidor.

Custos

Planos de previdência estão sujeitos a cobrança de taxa de administração pela gestão profissional dos fundos, da mesma forma que os fundos de investimento comuns. Trata-se de um percentual que incide sobre todo o montante investido.

Adicionalmente, alguns planos cobram uma taxa de carregamento, que remunera despesas relativas à cotização financeira, como débito em conta, emissão de boleto, entre outras.

Essa taxa consiste em um percentual que incide apenas sobre o valor das contribuições, nunca sobre a rentabilidade. Mas ela pode ser cobrada na entrada (quando o investidor faz o aporte), na saída (quando ocorre um resgate ou portabilidade para outro plano de previdência) ou em ambas as situações.

Por exemplo, se a taxa de carregamento é de 1% na entrada, isso significa que, de cada R$ 100 de contribuição ao plano, apenas R$ 99 serão efetivamente investidos.

A taxa de carregamento reduz muito o potencial de rentabilidade do investimento. Eles podem ficar mais desvantajosos do que aplicações financeiras que não contam com incentivos tributários.

Hoje em dia há uma série de fundos excelentes, de gestoras renomadas, comercializados nas versões PGBL e VGBL em seguradoras que não cobram taxa de carregamento. Algumas seguradoras comercializam planos cuja taxa de carregamento pode ser zerada em certas circunstâncias. Assim, o ideal é evitar os planos que fazem essa cobrança.

Portabilidade

Se você estiver insatisfeito com o desempenho ou os altos custos do seu VGBL, você pode pedir a portabilidade dos recursos acumulados para outro plano, de qualquer instituição financeira, sem custo.

Ou seja, você não precisa resgatar o plano atual, pagar imposto de renda, e investir em outro. O único custo que talvez possa existir é taxa de carregamento na saída, mas aí essa é uma característica do plano que você quer deixar (e a mera existência dessa taxa já é um ótimo motivo para sair dele!).

A portabilidade só pode ser feita durante o período de acumulação, nunca depois de contratar uma modalidade de renda. Para ter direito à migração, o participante deve ter permanecido no plano por, no mínimo, 60 dias.

Ele deve entrar em contato com a instituição financeira que comercializa o plano para o qual ele deseja migrar, bem como com a instituição financeira do seu plano de origem, e o processo deve ser concluído em até 10 dias úteis.

É possível fazer a portabilidade de uma instituição para outra ou entre planos de uma mesma instituição financeira. Durante a portabilidade, também é possível trocar a tabela de tributação da progressiva para a regressiva. O contrário, porém, não é permitido.

E atenção: só dá para migrar de VGBL para VGBL ou de PGBL para PGBL. A troca de V para P, ou vice-versa, não é possível.

A portabilidade pode ser vantajosa se você quiser migrar para um plano com custos menores, rendimentos maiores ou que tenha um perfil de risco diferente do atual – por exemplo, que invista um percentual maior ou menor da carteira em ações.

E na hora de usufruir do investimento?

Depois de acumular recursos suficientes no seu VGBL durante alguns anos, chega o momento de usufruir dos recursos investidos. Nessa hora, você tem duas opções: fazer o resgate ou contratar uma modalidade de renda.

O resgate ocorre como em um investimento qualquer. Você pode resgatar tudo de uma vez ou fazer resgates periódicos, com no mínimo 60 dias de prazo entre eles.

Nesse caso, você vai consumindo o patrimônio acumulado aos poucos. Então os valores resgatados estarão de acordo com o que você conseguiu acumular com os anos e a rentabilidade obtida.

Ao optar pelo resgate, o investidor garante, ainda, que seu patrimônio permaneça segregado do patrimônio da seguradora. Ou seja, se ela vier a quebrar, seus recursos estão a salvo. E, quando ele morrer, o que restar do dinheiro será transmitido aos beneficiários, sem necessidade de passar por inventário.

A contratação de renda é um bicho diferente. É como se fosse a compra de um seguro. Há diversas modalidades de renda, que podem incluir ou não reversão para cônjuges e outros beneficiários após a morte do titular. Isto é, os beneficiários podem ou não continuar recebendo a renda contratada depois que o titular se for.

O valor da renda vai depender de quanto o participante conseguiu acumular ao longo dos anos e das coberturas contratadas. Em geral, ao escolher esse caminho, o investidor ganha menos do que se optasse pelos resgates.

Mas enquanto nos resgates é ele quem deve gerir os seus recursos, na renda quem faz isso é a seguradora. Todo o patrimônio acumulado no VGBL fica para a instituição financeira, que se torna responsável pelos pagamentos.

Nesse caso, quando o titular morrer, os recursos acumulados ficam para a seguradora. Os beneficiários só recebem alguma coisa caso tenha sido contratada a reversibilidade de renda. Além disso, se a seguradora quebrar, o pagamento da renda pode ter de cessar.

Poucos são os investidores de VGBL que contratam renda. Em geral, só fazem isso aqueles que desejam controlar a forma como os herdeiros receberão recursos após a sua morte.

A tributação do VGBL depende não só da escolha da tabela de imposto de renda como também de como o participante escolhe usufruir dos recursos. Neste outro texto, eu explico melhor como ocorre a cobrança do imposto de renda em previdência privada.

Fonte! Chasque (post) de Julia Witgen, publicado no sítio Seu Dinheiro, no dia 27 de setembro de 2024: https://www.seudinheiro.com/guias/vgbl/

domingo, 27 de dezembro de 2020

Educação financeira: tudo o que você precisa saber para organizar suas finanças


Ter uma boa relação com o dinheiro está longe de ser realidade para a maioria dos brasileiros. Além de a maior parte da população trabalhar muito e ganhar pouco, a educação financeira não faz parte da cultura do nosso país. O estímulo ao consumo é grande, mas pouco se fala em poupar e investir.

Porém, nunca é tarde para mudar um cenário desfavorável. Com um mínimo de educação financeira, todos podem atingir o bem-estar financeiro, não importa o tamanho do salário ou a classe social.

Não se trata apenas de economizar, cortar gastos e acumular patrimônio: saúde financeira significa buscar qualidade de vida, com segurança para aproveitar a vida com menos preocupações.

Pensando nisso, reunimos neste post tudo o que você precisa saber sobre educação financeira: do conceito às melhores dicas para organizar as suas finanças pessoais. Confira o que apresentaremos ao longo do artigo:

  • O que é educação financeira;
  • A importância da educação financeira;
  • A educação financeira no Brasil;
  • 9 dicas para você organizar suas finanças.

Se interessou? Continue conosco e aprenda como buscar a sua independência financeira!

O que é educação financeira?

Educação financeira é o processo de conscientização em relação às melhores formas de administrar e aplicar o próprio dinheiro. Com informação, formação e orientação adequados, uma pessoa se torna capaz de fazer escolhas conhecendo a fundo as oportunidades e os riscos, caminhando em direção a uma vida financeira saudável.

Em outras palavras, trata-se da arte de dominar o dinheiro e usá-lo a seu favor. Pense: você controla o dinheiro ou ele te controla? Costuma sobrar uma parte do seu salário ou você trabalha só para pagar contas? Você sempre fecha o mês no vermelho? 

Se você respondeu sim para essas perguntas, isso significa que precisa melhorar a sua educação financeira. Porém, não se desespere: essa é a realidade da maioria das pessoas no Brasil. A boa notícia é que você pode começar a melhorar a sua situação hoje, não importa o tamanho do seu salário.

Ao contrário do que muitos pensam, educação financeira não tem a ver com quanto você tem na conta, mas com o uso que você faz do que tem. Com a mentalidade e os hábitos certos, aos poucos você poderá organizar seu orçamento e começar a construir sua segurança financeira.

A importância da educação financeira

Sem educação financeira é muito difícil conquistar a independência financeira. Apesar de haver exceções, são pouquíssimas as pessoas que conseguiram ficar ricas por acaso. Normalmente, construir um patrimônio consistente depende de dois fatores: trabalho, para acumular recursos; e conhecimento, para multiplicá-los com eficiência.

Pessoas com educação financeira são mais conscientes em relação ao orçamento pessoal. Por isso, jamais gastam 100% do que ganham e sabem da importância de uma reserva de emergência. Isso faz com que seja possível lidar com o dinheiro sem ser controlado por ele, como acontece em muitos casos.

Essa mentalidade ajuda a alcançar todo tipo de objetivo, dos mais básicos aos mais complexos. Fica mais fácil, por exemplo, honrar compromissos em dia, como o pagamento do aluguel, telefone, água, gás e supermercado. Também dá para pensar em sonhos maiores, como um carro novo ou a casa própria.

O grande benefício da educação financeira é a qualidade de vida que ela traz. A vida já é cheia de preocupações, e o dinheiro não precisa ser uma delas. Ter as finanças controladas melhora o dia a dia no trabalho, o humor, o bem-estar e os relacionamentos pessoais, pois a rotina fica muito mais leve.

A educação financeira no Brasil

No Brasil, raramente é ensinado em casa ou na escola como lidar com o dinheiro. A maioria das pessoas pensa que investir é para poucos, e que o melhor a se fazer é guardar o dinheiro na poupança, pois é mais seguro. Apenas poucas pessoas muito interessadas têm acesso ao básico sobre organização financeira pessoal.

Para piorar, o Brasil é um país movido pelo consumo. A soma dessa cultura com uma educação financeira pobre é altamente nociva para a população. 

As pessoas são estimuladas a comprar a todo o momento, mas nem sempre contam com os recursos necessários. Movidas pelo desejo de ter, acabam caindo em empréstimos e parcelamentos que se transformam e dívidas intermináveis.

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), apenas 8% dos brasileiros conseguiram guardar algum dinheiro em 2018. Porém, no início do ano, 56% dos entrevistados disseram que tinham interesse em poupar. Ou seja, o brasileiro quer fazer uma reserva financeira, mas ainda não consegue fazer isso.

Outra questão importante é a falta de conhecimento sobre aplicações financeiras. Quando questionados se pretendiam realizar algum investimento, 25% dos participantes disseram que sim. Porém, 17% relataram aportes em bens duráveis, como carros e imóveis, o que na verdade não consiste em investimentos.

O planejamento do futuro também está longe de ser o ideal no Brasil. Segundo dados da Mercer, em países desenvolvidos 89% das pessoas contribuem com algum plano de previdência privada. No Brasil, a taxa é de só 15%.

Mudanças no cenário

Apesar de o Brasil ainda estar engatinhando na educação financeira, aos poucos o cenário está mudando. Nos últimos anos, muitos canais online começaram a abordar o tema, e o interesse vem sendo cada vez maior.

Além disso, as organizações começaram a estimular seus funcionários a cuidarem melhor das finanças. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), há 20% de aumento anual na procura de empresas por serviços de educação financeira pessoal, com o intuito de oferecer mais conhecimento aos colaboradores.

Esses serviços incluem palestras, workshops, conteúdo para internet, cartilhas, e-books e projetos de intranet com foco em gerar a cultura de planejamento financeiro a longo prazo.

Em 2017, a educação financeira foi incluída pelo Ministério da Educação na Base Nacional Comum Curricular. Isso significa que o assunto pode e deve ser abordado além das aulas de matemática. A medida ainda precisa ser melhor trabalhada, mas pode ser um bom começo para o ensino de cuidados financeiros nas escolas.

Há, ainda, o aumento da presença de órgãos voltados para a educação financeira na sociedade. Globalmente, temos a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que vem ampliando sua atuação no Brasil. Por aqui, temos a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), que se dedica exclusivamente a iniciativas sobre o assunto.

9 dicas para você organizar suas finanças

Agora que você já entendeu o que é educação financeira e qual é a sua importância, é hora de aprender a colocá-la em prática. Confira a seguir 9 dicas valiosas para você assumir de vez o controle do seu dinheiro!

1. Estude sobre o assunto

O primeiro passo rumo a uma vida financeira saudável é estudar sobre educação financeira. Você não precisa de um diploma em Economia, mas deve aprender os fundamentos básicos das finanças pessoais antes de colocar a mão na massa.

Mas onde buscar esse conhecimento? Há alguns anos, isso poderia ser um pouco mais difícil, mas hoje temos a internet ao nosso lado! Procurando bem, é possível encontrar materiais muito ricos sobre o tema sem precisar pagar nada por ele. Diversos sites, blogs e canais no YouTube oferecem conteúdos de qualidade 100% grátis.

No entanto, sempre pesquise sobre a fonte antes de consumir qualquer conteúdo. Com a popularização do assunto, muitos gurus por aí vendem sonhos impossíveis e resultados inalcançáveis, se aproveitando do desejo das pessoas de mudar de vida. 

Para se aprofundar ainda mais, procure livros, palestras e cursos com grandes nomes do mercado. Quem deseja investir na bolsa de valores, por exemplo, jamais deve começar sem estudar muito antes. Quanto mais conhecimento você adquirir, melhores serão os seus resultados.

2. Quite suas dívidas

Antes de pensar em fazer investimentos, é preciso colocar a casa em ordem. Tem dívidas? Deixou as contas da casa acumularem? Resolva a situação o quanto antes. Os juros, sobretudo os do cartão de crédito e do cheque especial, são altíssimos e podem comprometer qualquer planejamento financeiro.

É possível negociar suas dívidas em uma forma de pagamento que caiba no seu bolso. Faça isso e planeje seu futuro respeitando seus ganhos e sua possibilidade de poupar. Não hesite em revisar esse plano de ação de tempos em tempos, a fim de acelerar a quitação dos seus débitos.

3. Prepare-se para imprevistos

Depois de colocar as dívidas em dia, o próximo passo é construir uma reserva de emergência. Especialistas em finanças pessoas dizem que essa reserva deve ser o equivalente a seis meses do seu custo de vida atual. Então, se você tem despesas de R$ 4 mil por mês, deve ter ao menos R$ 24 mil reservados para imprevistos.

Use esse dinheiro somente para situações impossíveis de planejar, como gastos médicos ou problemas com o carro. Do contrário, ele deve permanecer intacto em uma aplicação de renda fixa, para que o montante continue crescendo dia após dia.

4. Tenha um orçamento pessoal

Você já teve a impressão que o seu salário desapareceu sem que você percebesse? Pois é. A maioria das pessoas sabe exatamente quanto ganha, mas nem todo mundo tem noção de quanto gasta no mês.

Para evitar isso, um dos princípios básicos da educação financeira é montar um orçamento pessoal. Mas como fazer isso?

Comece agrupando suas despesas em categorias: moradia, transporte, alimentação, educação, bem-estar, investimentos, etc. Depois, com base na sua receita mensal, determine um limite de gastos para cada uma delas.

Ao longo do mês, anote diariamente cada gasto realizado e qual o meio de pagamento utilizado. Este é um excelente método para visualizar com clareza para onde está indo o seu dinheiro, fazendo cortes e adaptações sempre que for necessário. 

Lembre-se sempre: as despesas nunca podem ser maiores que os seus ganhos.

5. Utilize ferramentas de gestão financeira

Para montar o orçamento pessoal, você pode utilizar uma ferramenta de gestão financeira. Existem diversas planilhas e aplicativos que ajudam no controle de despesas. Basta avaliar as opções e escolher a que mais combina com o seu estilo de organização.

Muita gente também prefere o bom e velho caderninho, que também é uma alternativa válida. O importante é adotar o método com o qual você se sente mais confortável para organizar, categorizar e visualizar os seus gastos mensais.

6. Corte gastos supérfluos

Algumas atitudes podem significar reduções relevantes de despesas, como adiar a troca do carro, deixar de comprar o último lançamento de celular e comparar preços de bens e serviços para conseguir o melhor custo-benefício.

No entanto, cortar gastos pequenos pode fazer uma enorme diferença no fim do mês. Sabe aquele bombom diário depois do almoço? Aquele cafezinho com pão de queijo à tarde? Acumulados, eles se tornam grandes vilões do seu orçamento.

As compras por impulso vão pelo mesmo caminho. Muita gente compra algo que não precisa só porque estava na promoção, por exemplo. Ou então, gasta o que não pode só para compensar um dia estressante no trabalho. Trabalhe o seu autocontrole para não cometer esses erros.

7. Estabeleça objetivos

Poupar não significa que você precisa deixar de fazer as coisas que gosta ou ter o que quer. Apenas quer dizer que você realizará esses gastos de maneira planejada e responsável.

Faça uma lista com todos os seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Depois, pesquise preços e planeje seu dinheiro para cada uma dessas metas. Pode ser uma viagem no próximo ano, trocar de carro em três anos ou quitar a dívida do cartão em seis meses.

Repare que todos os exemplos citados contém prazos. Eles são essenciais para transformar o seu desejo em um objetivo concreto. Caso contrário, tudo ficará no campo dos planos, correndo o risco de jamais sair do papel.

8. Faça investimentos inteligentes

Pessoas com boa educação financeira sabem com clareza o que são ativos e passivos. Isso é importantíssimo na hora de diferenciar o que é um investimento e o que é um gasto.

Passivos são produtos que não geram nenhum rendimento financeiro ou até desvalorizam, como um automóvel. Já os ativos são produtos de investimento, que geram juros e multiplicam o patrimônio do proprietário.

Portanto, para investir de forma inteligente, você deve adquirir ativos. Mas quais? Isso vai depender do seu conhecimento em finanças e de quanto dinheiro você tem disponível.

A dica número um é: jamais deixe seu dinheiro na poupança. Ela rende muito pouco, às vezes até menos que a inflação. A maior parte do seu patrimônio deve ser investida em fundos de renda fixa, como os CDBs, ou no Tesouro Direto. Essas opções são tão seguras quanto a poupança e oferecem rendimentos maiores.

Outro segredo importante é não ter pressa. Quanto mais tempo você deixar seu dinheiro investido, mais juros você vai acumular.

Com mais estudo e mais patrimônio disponível, você pode começar a pensar em aplicações mais arriscadas, como debêntures e ações. Os ganhos são maiores, mas qualquer erro pode representar um grande prejuízo. Por isso, pesquise muito e invista apenas uma pequena porcentagem do seu dinheiro nesses fundos.

9. Prepare a sua aposentadoria

Para ter uma vida tranquila depois de parar de trabalhar, é preciso ter uma reserva financeira para complementar a aposentadoria. Esse é um dos papéis mais importantes da educação financeira: abrir a mente das pessoa para que elas se planejem a longo prazo.

Portanto, comece a planejar sua aposentadoria agora mesmo. Calcule quanto você precisará mensalmente para viver quanto não estiver mais na ativa, considerando os gastos médicos. Com base nisso, é possível ter uma ideia de quanto você precisa ter acumulado e planejar a melhor forma de chegar a esse valor.

Planos de previdência privada podem ser uma boa alternativa, bem como investimentos longos no Tesouro Direto. Estude qual é a melhor opção para você e mãos à obra!

Como vimos ao longo do post, a educação financeira é essencial para uma ter uma vida mais tranquila. E o melhor de tudo: é para todo mundo. Não espere ganhar o salário dos sonhos para começar a pensar na sua independência financeira. Você pode fazer isso agora, com o que tem hoje. Busque conhecimento e tenha ótimos resultados!

Fonte! Chasque (post) publicado no Blog do Xerpay. Abra as porteiras clicando em https://www.xerpa.com.br/blog/educacao-financeira/amp/?fbclid=IwAR1sw5MyAQnYCT0kfMCsm02hTeW6nypMDI5t0gjGft4hfrvySCVcRcDfHgs 

 Atenção: Gostou do artigo? Siga-nos (Blog do Xerpay) nas redes sociais e acompanhe de perto todos os nossos conteúdos! Estamos no Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

12 erros de quem poupa para a aposentadoria

Gustavo Cerbasi
Bueno! O Gustavo Cerbasi traz no sítio do Portal Exame um chasque (matéria) que todos os "poupadores", investidores e preocupados com o seu futuro com fins de aposentadoria - complementar (privada). Todos, realmente todos deveriam ler este chasque (matéria), pois traz no seu conteúdo, em linguajar fora do economês, o entendimento do que pode e do que não deveria ser seguindo em termos de investimentos para fins de aposentadoria complementar..

Bueno! Abra as cancelas do sítio clicando em http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/aposentadoria/noticias/12-erros-de-quem-poupa-para-a-aposentadoria?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed.

Fonte do chasque e do retrato: sítio do Portal Exame, publicado no dia 04 de julho de 2011

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura
siga-me no micro sítio: @GauchoTaura

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Atitude 47! As malditas taxas

Bueno! Boleio a perna para um tema de reflexão.

Sabemos que a quase totalidade do universo de pessoas economicamente ativas, ainda passa ao largo da educação financeira. Sabemos também que estas mesmas pessoas sonham em se aposentar e não fazem ideia das opções disponíveis nos "bolichos" (mercado financeiro) além da previdência pública (aposentadoria via INSS).

Pois integro o Fundo de Pensão da empresa onde trabalho há onze anos (hoje este fundo é apenas um item do meu balaio de investimentos). Mas andei matutando há uns três anos atrás, e me preocupando, pois a esposa não tinha uma segunda opção, muito menos as minhas filhas (menores de idade). E depois de participar por curto espaço de tempo da Dinastia Rede (marketing de rede), muita coisa aprendi com as palestras que eu recebi em CD e assisti ao vivo. Mas como o meu perfil não fechava com a proposta, desisti, mas levei para a vida o que estas palestras traziam.

A primeira coisa que fiz foi o controle financeiro dentro do rancho (residência), com orçamento doméstico, com anotação numa simples planilha excel, de todas as receitas, investimentos e gastos, inclusive os de valor ínfimo e comecei a ler e dar as minhas camperiadas pelos sítios dos bancos e outras insituições financeiras em busca de alternativas em previdência privada, principalmente para a esposa e filhas.

Optei pelo Bradesco, uma instituição forte, sólida e uma das lideranças neste segmento no mercado nacional. Leigo absoluto no assunto, tive o azar de ler muito pouco a respeito. Jamais imaginei que teria estas taxas: carregamento e administrativa. Assinamos as propostas e começamos a "comparecer" com aportes periódicos e mensais. E o desconto foi salgado, ou melhor, salgadíssimo: uma taxa de carregamento de 5% e uma taxa de administração de 3%. 

Com estas taxas, cheguei à conclusão que estava trabalhando para o banco somente.... e depois de um ano, fui pesquisando e buscando a aplicação da portabilidade e a proposta mais em conta foi da Icatu Seguros, com um carregamento máximo de 2,5% para as filhas (nos aportes de R$ 100,00 a R$ 249,99). E como fiz um PGBL também para mim, o carregamento ficou em 1% (para aportes de 250,00 a 499,99). E a esposa tem carregamento isento (para aportes acima de R$ 500,00).

A taxa administrativa ficou em 2% ao ano.

Não sou especialista em taxas e talvez a taxa administrativa da Icatu ainda seja alta. Principalmente depois de ler um chasque do parceiro e amigo Renato Follador, que tu podes conferir abaixo:

"Todos os bancos cobram muitas taxas na previdência privada: taxa de carregamento, taxa de administração financeira, taxa da saída e taxa de performance, entre outras.


Todas significam custos para gerenciar o teu futuro. O problema não está no elenco de taxas, mas no seu nível.

Daí vem a pergunta: mas qual é o nível correto? Obviamente, quanto menor a taxa, melhor para a tua poupança previdenciária e para a aposentadoria lá na frente. Para isso, é fundamental pesquisar entre os bancos.

Agora, vou dar uma dica riquíssima: a taxa que verdadeiramente vai impactar na tua aposentadoria é a taxa de administração financeira, repito, taxa de administração financeira, que não está no contrato que você ouvinte assina, mas no fundo financeiro onde será aplicada tua contribuição. Qualquer meio ponto percentual faz uma diferença enorme no longo prazo.

Vou dar um exemplo: se a essa taxa for de 3%, o que é normalmente praticado, depois de 20 anos de aplicação, o banco fica com metade, eu disse metade, da tua poupança previdenciária.

Por isso, abra o olho na hora de contratar. E se você já tem plano e dúvidas, me chame que eu faço essa simulação na frente do teu gerente de banco".

Bueno! Para visitares o especialista no assunto, o Renato Follador, abra as cancelas do seu sítio clicando em http://blogs.band.com.br/follador/page/2/. Lá sempre tem um chasque de educação financeira interessante, como este que eu trouxe para a gauchada.

Também te convido para entrares no outro sítio do Renato: Previdência Social - um dia você vai precisar dela - http://www.renatofollador.com.br/ . Lá tu podes até simular a tua aposentadoria e ver o quanto vai ser a facada que o fator previdenciário vai te dar se te aposentares antes do tempo....

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Previdência Privada é atraente na hora de declarar Imposto de Renda

Informações para a declaração do PGBL ou VGBL constam no Informe de Rendimentos Financeiros


A temporada de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física segue até o dia 29 de abril e, mais uma vez, os planos de Previdência Privada se mostram bem atraentes para diminuir a mordida do Leão. Na hora de preencher o documento, é muito importante que o contribuinte considere primeiramente, qual é o seu plano de previdência complementar, tanto em termos de dedução, quanto na hora de prestar contas dos resgates realizados: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Embora tenham o nome parecido, esses dois planos identificam dois tipos bem diferentes de previdência.

De acordo com o conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC SP) Julio Linuesa Perez, no PGBL, o valor das contribuições é dedutível para fins de apuração do IR, desde que seja limitado ao percentual de 12%, incluídas também as contribuições ao FAPI (Fundo de Aposentadoria Programada Individual) se houver, da base de cálculo do imposto devido. Na declaração do IRPF 2011, ano-base 2010, o resgate do PGBL é informado como rendimento tributável e o Imposto Retido na Fonte poderá, ou não, ser compensado, dependendo do regime de tributação escolhido. “No regime de tributação progressiva, o valor do Imposto Retido na Fonte e o valor resgatado devem ser informados na ficha ‘Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídicas pelo Titular’. Já no regime regressivo, como a tributação é exclusiva na fonte, não há compensação. Neste caso, o valor resgatado, já líquido do IR, deve ser declarado na ficha ‘Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva’”.

Já o VGBL não permite a dedução, e deve ser declarado pelo saldo existente. “No PGBL, na declaração em modelo completo, o contribuinte deve informar, na ficha ‘Pagamentos e Doações Efetuadas’, referente às Contribuições a Entidades de Previdência Privada e FAPI, o valor pago durante o ano ao plano de previdência privada. A partir desta informação, o próprio programa da Receita já calcula o valor da parcela que pode ser deduzida”, informa Perez, comentando que no caso do VGBL, o contribuinte pessoa física, para reconhecer o investimento na declaração de IR, deve declarar o total das contribuições efetuadas na tela ‘Bens e Direitos’, que se refere a outras aplicações e investimentos. O contribuinte não deve incluir rendimentos, somente o que efetivamente for contribuído”.

Além disso, quem começou a investir na Previdência Privada neste ano, deve colocar o total de contribuição do ano corrente no campo “Situação” e deixar o campo referente ao ano anterior em branco. Porém, quem começou a fazer o investimento no ano anterior deve informar o valor da época e comunicar o valor da contribuição do ano corrente mais o valor informado no ano anterior.

O conselheiro do CRC SP lembra que todos os dados necessários para a declaração constam no Informe de Rendimentos Financeiros, o qual o contribuinte deve ter recebido da instituição financeira da qual é cliente até o dia 28 de fevereiro e que, normalmente, está disponível na Internet, na página da instituição. “Nesse informe constam ainda os dados da instituição, como nome completo e CNPJ, que também deve constar na declaração”, diz Perez.

Pelas regras da Receita Federal, são obrigadas a prestar contas com a Receita Federal as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 22.487, 25 no ano passado; os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil neste ano; quem obteve, em qualquer mês de 2010, ganho de capital na alienação de bens ou direitos; que teve a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; e quem passou à condição de residente no Brasil, em qualquer mês deste ano, e que nesta condição se encontre em 31 de dezembro de 2010.

A obrigação com o Fisco também se aplica para quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda; e para quem teve, em 2010, renda bruta em valor superior a R$ 112.436,25 oriunda de atividade rural, ou que pretenda compensar prejuízos anteriores.

Fonte! Chasque com retrato publicados no sítio Caminhando Junto, no dia 31 de março de 2011, por Adriano Carvalho - http://www.caminhandojunto.com.br/.

terça-feira, 15 de março de 2011

Previdência aberta, todos nós ainda teremos uma!

A discussão sobre os valores pagos nas aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não tem fim. Acima de um salário-mínimo, elas são achatadas ano após ano, enquanto o salário-mínimo, merecidamente, aliás, é elevado. Ora, mesmo que todos os jovens de agora, profissionais liberais, donas de casa, empregados domésticos e microcomerciantes contribuam para a Previdência Social, é prudente fazer um plano de previdência privada. Ajuizadamente, milhares estão fazendo isso. Ou por conta própria ou através de pais e, mais ainda, de avós, preocupados com seus netos. Dessa forma, não surpreende saber que o mercado de previdência aberta fechou o ano de 2010 com R$ 230 bilhões em ativos, um crescimento de 26% em comparação a 2009. Com isso, o setor atingiu a participação recorde de 7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Brasilprev, empresa de previdência do Banco do Brasil. O crescimento da renda abre espaço para as pessoas pouparem e pensarem melhor o futuro. Os planos de previdência privada aberta tiveram arrecadação de R$ 39,3 bilhões de janeiro a novembro do ano passado, crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período de 2009, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

A participação do setor no PIB era de apenas 3,4% em 2004. Mesmo com o atual crescimento de dois dígitos desse mercado, ainda há espaço para expansão maior nos próximos anos, principalmente nas classes C e D. A Brasilprev projeta que o setor vá chegar a R$ 1 trilhão em ativos em 2018. Além dos fundos tradicionais, novos produtos devem ganhar espaço. Entre eles os fundos para crianças e os que aplicam em diversos ativos. Essas carteiras mais arriscadas, chamadas de fundos compostos, representam 26% dos ativos de previdência do mercado - o restante está aplicado em fundos apenas de renda fixa. A expectativa é de que esse percentual aumente cada vez mais, pois o investidor quer aplicações mais rentáveis, que não fiquem apenas na renda fixa. Em 2008, a fatia dos fundos compostos era de 8%.

Para buscar o investidor interessado em aplicações mais arriscadas, a Brasilprev lançou um produto chamado de ciclo de vida. São fundos que dosam a aplicação em renda fixa e variável conforme a idade do participante. Quando a pessoa é mais nova, a carteira aplica mais em ações. À medida que vai ficando mais velha, a fatia de renda fixa aumenta. A Brasilprev passou por uma reestruturação societária. A gestora americana Principal passou a deter 25% do capital total. O BB aumentou sua fatia de 49% para 75%. Aposentadorias e pensões unificadas para servidores públicos e empregados privados são uma tendência mundial e o Brasil não escapará desse modelo. Ou, como agora, os valores do INSS continuarão minguando, nivelando por baixo todos, tenham contribuído pelo máximo ou menos, com pouca diferença. Não adianta mais ficar à espera de um milagre financeiro governamental. Nesse ponto, o Rio Grande do Sul tem perdido tempo e dinheiro, uma vez que um fundo de previdência foi esboçado há anos, chegou a ter uma boa quantia financeira para iniciar o bolo que seria repartido no futuro, mas nada foi praticado. Vamos nos arrepender e quem pagará a conta não serão os governantes, mas os servidores públicos.

Fonte! O presente chasque é o Editorial do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, publicado na edição do dia 14 de março de 2011.

............................................

Bueno! O Jornal do Comércio foi muito feliz com o seu editorial.

É um passo adiante da atualidade, mas, como sabemos, as melancias se acomodam com o andar da carroça. E o próximo passo teu e da tua família, é sair da mesmisse:
1 - sair das dívidas;
2 - fazer de imediato o teu controle de gastos diário e mensal do teu rancho (residência);
3 - te pagar sempre em primeiro lugar (depois as outras contas):
4 - migrar valores da tua tradicional caderneta de poupança, entrando num plano de previdência privada, e quem sabe, no mercado de ações; 
5 - começar a construir o teu futuro comprando ATIVOS pois os PASSIVOS não geram renda ou geram renda mínima, não o suficiente para te manter na velhice, com tranquilidade e qualidade de vida!
6 - com tudo isso, deves colocar na nossa cabeça que não vais sobreviver somente com a aposentadoria do INSS (que quer dizer: Isso Nunca Será Suficiente). Por isso não podes somente "investir" em fandangos, bailes em galpões de CTGs (Centros de Tradições Gaúchas), cavalos e carros do ano...

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Previdência privada: garantindo o futuro

Ou vai esperar o Governo cuidar de você?


A previdência tem sido essencial para muitos brasileiros. Milhões de famílias em todo o país dependem dos benefícios recebidos por aposentados e pensionistas para se manter. Em alguns municípios brasileiros, a economia local é praticamente sustentada por recursos advindos da previdência do Estado.


No entanto, sabemos que o sistema previdenciário oficial tem suas limitações e restrições. Geralmente, os beneficiários do INSS não conseguem manter ao aposentar-se o mesmo rendimento que recebiam na ativa. Também existe o teto para os benefícios pagos pelo Instituto, que hoje está próximo a R$ 3,5 mil. Além disso, o chamado fator previdenciário costuma reduzir o rendimento daqueles que se aposentam antes de atingir a idade mínima.

Outra questão que não podemos perder de vista é a necessidade de uma possível reforma previdenciária futura, que tenderá a estabelecer condições ainda mais restritivas às regras já existentes, diante da tendência de crescimento gradativo do número de beneficiários do INSS e o provável aumento do déficit no setor.

Diante de tudo isso, a previdência complementar, oferecida por entidades abertas ou fechadas e por instituições privadas, é uma boa opção para os trabalhadores que planejam garantir uma renda melhor ao se aposentar.

As instituições financeiras brasileiras oferecem hoje algumas boas opções de investimentos em planos de previdência complementar privada. Assim, os trabalhadores, desde que se planejem de acordo com sua capacidade de poupar, têm a opção de aplicar recursos nessas variedades de fundos para resgatar o dinheiro poupado, com juros e correção, no período da aposentadoria, como forma de complementação de seus vencimentos.

Existem, também, as entidades fechadas de previdência complementar, que atuam vinculadas a grandes empresas ou instituições (muitas delas públicas) e oferecem aos trabalhadores desses grupos planos destinados a melhorar a renda durante a aposentadoria. É comum, nesses casos, que haja um sistema de coparticipação entre o empregado e o empregador, reunindo contribuições de ambos para a composição dos planos de previdência complementar, o que aumenta o potencial de poupança do contribuinte e tende a garantir rendimentos mais expressivos no momento da aposentadoria.

Hoje, diante de um mercado de trabalho competitivo e da restrita oferta de pessoal capacitado, os planos de previdência complementar são um benefício valorizado pelos profissionais. Muitas empresas têm investido em planos fechados ou em contratar instituições privadas para gerenciar planos empresariais.

Ser previdente é considerado uma virtude entre as pessoas. Planejar o futuro e se preparar para o período da aposentadoria é, portanto, uma atitude daqueles que valorizam virtudes. O Brasil precisa muito de bons trabalhadores, empreendedores e de pessoas dispostas a ajudar a construir um país sempre melhor. Entre esses bons brasileiros, estão, sem dúvida, aqueles que poupam e que se preparam para uma melhor idade tranquila, produtiva e contributiva.

Eduardo Pocetti é CEO da BDO no Brasil, firma-membro integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services

Fonte! O este chasque (texto) foi publicado no sítio (blog) Caminhando Junto, do amigo e parceiro Adriano Carvalho, no dia 14 de fevereiro de 2011. Abra cancela do seu sítio e dê uma camperiada, clicando em http://www.caminnhandojunto.com.br/.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Atitude 37! Invista na Previdência Privada e pague menos I. R. ! ! !

Bueno! Já passei por isso e por isso repasso o chasque (texto) abaixo, trasncrito do sítio (blog) do Renato Folador, especializado na área de previdência Privada. É de fazer pensar e repensar entre acumular valores numa previdência privada ou optar e repassar pro Leão do Imposto de Renda. A escolha é de cada peão e de cada prenda. Leia com atenção!

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!

IR NA PREVIDÊNCIA PRIVADA

Muita gente procura a previdência privada para ter uma outra fonte de renda, além do INSS, na velhice.


O que alguns não sabem é que há uma enorme vantagem tributária.

Primeiro, a gente pode abater até 12% da renda anual na hora de declarar o imposto de renda.

Vamos imaginar alguém que ganhe R$ 5.000,00 por mês. Com o 13º., seria uma renda de R$ 65.000,00 no ano. Pois, já na declaração de 2.011, ele abateria R$ 7.800,00. É isso aí: ou previdência privada ou dar dinheiro para o Leão.

Mais: na hora que o fundo de pensão investe o dinheiro, ele é isento de imposto. O que isso significa? Que o rendimento é maior, pois diferentemente de um Fundo de Investimento não tem o come-cotas, aquele imposto descontado a cada seis meses.

Por fim, se deixarmos o dinheiro aplicado por mais de 10 anos, podemos escolher a tabela regressiva e, na aposentadoria,vamos pagar só 10% de imposto.

Olha, ainda dá tempo. Todos têm até 31 de dezembro para fazer um plano de previdência e se beneficiar já na Declaração do próximo ano. Ligue para 0xx41.3351.9962, para saber como.

Fonte! Chasque publicado no dia 30 de novembro de 2010, no Sítio (blog) do Renato Folador. Abra a porteira e faça uma visita clicando em http://blogs.band.com.br/follador/.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aplicando teus cobres num Fundo de Pensão!

Bueno! Sou da opinião de que se tu trabalhares numa empresa que tem um Fundo de Pensão (fechado) a oferecer, direcionado à participação de seus colaboradores, que tu deves participar, contribuindo mensalmente com o valor que tu podes participar (até o limite estipulado pelas regras do próprio fundo), pois a tua empresa fará o mesmo até o limite que é estipulado para cada colaborador participante.

Mas também sou da opinião que participar do Fundo de Pensão deve ser um item do teu balaio de investimentos. Não deves jogar todos os ovos nesta cesta. Diversifique e aplique em outros produtos financeiros, desde a conservadora caderneta de poupança (muito apropriada para as tuas reservas de emergência), passando por renda fixa, tesouro direto, ações em bolsa (podendo ser direto via home brocker ou via participação em um clube de investimentos ou num fundo em investimentos em ações) e por que não em imóveis que gerem renda????

Gostaria que o vivente lesse o chasque (matéria) que trago, que pode gerar dúvidas em relação ao Fundo de Pensão, de autoria de Jorge Rubem Folena, publicado no sítio JusBrasil Notícias - http://www.jusbrasil.com.br/noticias, no dia 29 de outubro do corrente ano, cujo título é "Previdência Privada: inconstitucionalidade da retirada do patrocínio", que traz dúvidas em relação ao patrocinador (a empresa) quando susta a sua contribuição. Mas, há um comentário, escrito por Carlos MKP, que deve ser levado em conta, pois é a contestação do próprio artigo escrito por Jorge. Bueno! Abra as cancelas clicando em http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2443873/previdencia-privada-inconstitucionalidade-da-retirada-do-patrocinio

domingo, 24 de outubro de 2010

Atitude 33! Agir como um CTG ou como uma Sociedade Anônima?

Bueno! Boleio a perna para mais um dedo de prosa com os gaúchos de todas as querências bem como com os brasileiros em geral.

 Vamos comparar um CTG com uma S/A. E ver o que dá para levar para a vida pessoal. Te alcanço a cuia de mate e vamos lá:

Templo sagrado ao culto às tradições Gaúchas: galpão do CTG Amaranto Pereira - Alvorada/RS

1 - CTG! Os tradicionalistas do meu Rio Grande do Sul e do Brasil sabem o que significa. Aos não tradicionalistas, CTG é a sigla de Centro de Tradições Gaúchas, sendo o templo sagrado do culto às tradições gaúchas, não importando em qual querência (Estado ou cidade) isto aconteça. Há muito tempo a tradição gaúcha crusou o Rio Mambituba (divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na cidade praiana de Torres) e ganhou o Brasil. E onde tem tradição gaúcha, nasce a sociedade tradicionalista. Por isso temos estas sociedades espalhadas pelo país, em especial em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Planalto Central (DF), no Norte, Nordeste e Centro Oeste. E isto já aconteceu faz tempo, fora do país, como na América do Norte, Europa e Ásia.

 O CTG e demais sociedades com denominações semelhantes, mas com o mesmo objetivo, são as células iniciais do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), que aqui podemos denominar de Federação (em nível de Estado). Assim existe o MTG do Rio Grande do Sul, onde tudo começou. Além disso, no país temos o MTG de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Nordeste (União Gaúcha Tradicionalista do Nordeste), do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Planalto Central e da Amazônia. A estas federações estão filiados os CTGs dos seus respectivos Estados. Além disto temos a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), onde estas federações estaduais estão vinculadas em nível nacional.

 O CTG, a nível regional se reporta à Região Tradicionalista (no RS são trinta regiões) e a nível estadual, à sua federação, onde segue regras, regulamentos, crenças e valores do tradicionalismo gaúcho.

Mas em termos legais de direito, estas sociedades estão amparadas pelo Código Civil Brasileiro e são denominadas como sendo entidade cívicas, que se mantém sem fins lucrativos, sendo associativas, dedicadas à preservação, resgate e desenvolvimento da cultura gaúcha, com destaque para o nativismo, civismo, cultura regional, literatura, a parte artísica, folclórica e campeira do Rio Grande do Sul. Resumindo, o CTG é uma pessoa jurídica, com CNPJ próprio, sem fins lucrativos, como são as demais entidades de outros gêneros culturais, como as escolas de samba, clubes sociais e esportivos, etc.



2 - S/A - Sociedade anônima é a companhia de capital dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas (art.1º da Lei das S/A), cujo capital é dividido em ações ou fração, sendo este capital limitado no preço da emissão destas ações.

Diferente de um CTG, a caracterísitica principal de uma Sociedade Anônima é que elas visam lucro, que é o objetivo do vivente se associar numa destas empresas, ou via bolsa de valores comprando ações (quando a sociedade é de capital aberto) ou as que não negociam suas ações na bolsa de valores, sendo estas, empresas de menor porte, geralmente com número inferior a vinte acionistas (as de capital fechado)

 3 - Que atitude a tomar? O que levar para a vida pessoal? Que lição levar para oa futuro?
Família tradicionalista com a educação financeira na ponta dos cascos....

Bueno! Em torno de 95% do universo populacional economicamente ativo deste país, age como um CTG, escola de samba, clube social, esportivo, etc, ou seja, AGEM como uma SOCIEADADE SEM FINS LUCRATIVOS. São estas pessoas que ainda não despertaram para a educação financeira. Não tem um orçamento doméstico, não tem um controle orçamentário diário/mensal. São estas pessoas que compram compulsivamente, se endividam, não progridem financeiramente, vão penar e passar necessidades na velhice e o que é pior, vão culpar o azar, a falta de sorte e até o governo e vivem se queixando....


 No entanto, os que descobriram a educação financeira, se destacam e agem como uma Sociedade Anônima, pois agem como estas empresas que VISAM O LUCRO. Estas pessoas tem o seu orçamento financeiro doméstico diário/mensal. Sempre, antes de pagar os outros, se pagam sempre em primeiro lugar, ou seja, APLICAM com foco parte dos seus ganhos visando a compra de sonhos (à vista e com descontos), que pode ser o carro novo, a casa própria, a viagem dos sonhos, etc, ou a faculdade dos filhos, a própria aposentadoria complementar, dos filhos e até dos netos. São estas pessoas que programam a sua aposentadoria com produtos de previdência privada, ações em bolsa de valores, imóveis que vão gerar renda, etc, pois não vão depender somente do INSS (leia-se: Isso Nunca Será Suficiente), fazendo com que também não dependam na velhice da boa vontade dos filhos e dos genros/noras.

 Bueno! Aos tradicionalistas do meu Rio Grande do Sul e do país, este peão sugere que continuem militando no tradicionalismo gaúcho, fazendo parte das sociedades tradicionalistas, seguindo os preceitos culturais, sociais e cívicos que esta sociedade proporciona aos seus participantes, mas se fazem parte dos 95% dos viventes que NÃO TEM educação financeira, que dêem uma guinada de 360 graus na sua vida e se preparem para o futuro, pra quando a sua aposentaria chegar, nem que para isso faltem trinta anos ou mais, pois, quanto antes o vivente começar a se preparar, menos cobres (dinheiro) vai tirar do bolso da bombacha mensalmente.

Aos demais que vem periodicamente tomar um mate neste sítio, não sendo tradicionalistas, sugere-se a mesma coisa: educação financeira, uma guinada de 360 graus em sua vida financeira visando o futuro pra quando a aposentadoria chegar, com tranquilidade!

Fonte retrato Sociedade Anônima: www.dooutroladodomuro.blogs.sapo.pt.

 Baita abraço

 Tenham todos um bom domingo e uma ótima semana

 Valdemar Engroff - o gaúcho taura!!!!