Estudo revela salto de resultado com reaplicação dos proventos; fundo segue negociando com desconto
O CPTS11 (Capitania
Securities) figura entre os destaques do ano no universo dos FIIs. O
fundo, que começou 2025 com cotas na faixa dos R$ 6,14 e hoje negocia
perto de R$ 7,43, acumula alta de 21,01%.
Uma simulação realizada pela Economatica para o InfoMoney
mostra que R$ 100 mil investidos há 12 meses teriam se transformado em
R$ 119,8 mil para quem reinvestiu todos os dividendos — um retorno total
de 19,81%.
Simulação de dividendos do CPTS11. Foto: Divulgação.
Para
quem optou por não reinvestir, o resultado seria de R$ 104 mil, um
retorno total de 4,06%. O efeito dos proventos reinvestidos foi
determinante para ampliar o ganho no período.
A carteira do CPTS11
segue bastante pulverizada. Hoje, 91 FIIs representam 63,2% dos ativos,
com predominância de fundos de tijolo (82,2%) e maior exposição ao
segmento logístico — que sozinho soma 23,6% da carteira de FIIs (14,9%
dos ativos totais).
Segundo a gestora, há um upside de 6,9% se
todos os fundos fossem marcados a valor patrimonial, e um potencial
total de 24,4% sobre o portfólio de FIIs considerando a defasagem atual
das cotas.
Do lado de crédito, o fundo detém 16 CRIs, que compõem
31,7% dos ativos. Todos são indexados ao IPCA, com taxa média de
marcação em IPCA + 8,34%. A gestora destaca que toda a carteira é high grade, com garantias robustas e risco reduzido — um pilar importante para o carrego em um cenário de inflação mais alta.
O
fundo também utiliza operações compromissadas, totalizando R$ 506
milhões em alavancagem, equivalente a 19,2% do PL. O custo — CDI + 0,74%
ao ano — tem aumentado o carrego líquido e contribuído para a geração
de caixa.
Projeções de rendimento: até 16,89% ao ano
Com
base no cenário atual e no preço de R$ 7,64 por cota, a gestora projeta
dividendos na faixa de R$ 0,09 por cota, o que representa um dividend yield anualizado de 15,09%.
Num cenário mais otimista, o CPTS11
poderia distribuir R$ 0,10/cota (DY 16,89%); já em um ambiente mais
desafiador, o rendimento cairia para R$ 0,08/cota (DY 13,31%).
Estratégias para gerar uma renda estável e duradoura após a aposentadoria
Distribuir as economias em três partes – para agora,
para em breve e para o futuro – se mostra uma estratégia eficaz para
assegurar uma confortável renda na aposentadoria. (Imagem: pic for you
em Adobe Stock)
A transição para depender da renda na aposentadoriamarca
uma mudança crucial na sua vida financeira. Nesta nova fase você para
de gastar tanto com ternos novos e longos trajetos até o trabalho. No
entanto, esse é o momento em que você passa de receber um salário fixo
para depender dos seus investimentos como fonte de renda. Embora essa troca pareça simples em teoria, colocá-la em prática pode ser bem mais desafiador ao elaborar um plano de aposentadoria.
“Se isso não for feito com cuidado, os aposentados podem consumir
suas economias rapidamente, especialmente se viverem mais do que o
esperado, o que pode levá-los a ficar sem dinheiro antes de ficarem sem
vida”, diz Anthony Saccaro, presidente da Providence Financial &
Insurance Services.
Então, como criar uma espécie de “salário” na aposentadoria que dure tanto quanto você?
Renda na aposentadoria com a abordagem do balde
Uma das estratégias mais recomendadas por especialistas é a “bucket strategy” ou “abordagem dos baldes“. A ideia consiste em distribuir suas economias em três baldes: um para agora, um para em breve e outro para o futuro.
“O balde do agora guarda o dinheiro que você precisa para pagar suas contas mensais
e cobrir grandes despesas que planeja fazer nos próximos dois anos,
como comprar um carro novo ou reformar a cozinha”, explica James Comblo,
presidente e CEO da FSC Wealth Advisors LLC. “Esse dinheiro deve ficar
guardado em um local seguro, como um banco, confiável e líquido.”
Segundo Chris Boyd, vice-presidente sênior e consultor financeiro da
Wealth Enhancement Group, esse balde deve ter fundos líquidos
suficientes para cobrir três anos de despesas, levando em conta outras
fontes de renda, como a Previdência Social ou pagamentos de anuidades.
Por exemplo, se você gasta US$ 100 mil por ano e recebe US$ 50 mil da
Previdência Social, deve ter três vezes US$ 50 mil — ou US$ 150 mil —
no seu “balde do agora”.
“Isso deve ser suficiente para suportar a maioria
das tempestades financeiras antes de precisar recorrer a outros ativos,
que são mais propensos a oscilações de preço”, afirma Boyd.
O “balde do em breve” serve para o dinheiro que você vai precisar nos próximos dois a dez anos.
Esse balde deve ser investido de forma conservadora, com o objetivo de
render mais que uma aplicação bancária, mas minimizando a exposição a
ativos voláteis. Pense principalmente em títulos de renda fixa, com pouca ou nenhuma exposição a ações.
Por fim, o “balde do futuro” é voltado para investimentos de longo prazo. Como a aposentadoria pode durar mais de 30 anos, o investidor precisa incluir componentes de crescimento nas suas economias.
“Com esses fundos, esperamos flutuações no valor, mas dentro do nosso
limite de tolerância ao risco”, diz Boyd. “Desse balde, esperamos mais
valorização de capital do que dos outros.”
Com o tempo, você vai reabastecer o balde do agora com o do em breve e
o do em breve com o do futuro. Manter os três em equilíbrio ajuda a
garantir que suas necessidades de renda sejam atendidas hoje, amanhã e
nas próximas décadas.
Ações e títulos que pagam dividendos
Para uma renda confiável na aposentadoria, conte com investimentos que geram receita, como ações e títulos que pagam dividendos.
“Juros e dividendos são recursos renováveis que
podem oferecer uma renda estável sem o risco de esgotar o principal”,
explica Saccaro.
Viver de dividendos e juros evita que você precise
vender ações para gerar renda, “o que reduz significativamente o risco
de ficar sem dinheiro”. Isso pode ser feito por meio da compra de ações e
títulos individuais ou por meio de fundos de renda para aposentadoria.
A segunda opção tem a vantagem da diversificação:
uma empresa pode reduzir ou cortar seus dividendos a qualquer momento,
mas, ao investir em um fundo com várias ações que pagam dividendos, você
reduz o risco de que o corte de uma única empresa afete sua renda.
Se optar por ações individuais, Boyd alerta contra a busca por altos rendimentos.
As empresas que pagam os maiores dividendos — ou os títulos com juros
mais altos — costumam ser as mais arriscadas em relação ao pagamento. É
melhor buscar rendimentos moderados e consistentes.
Fontes de renda diversificadas e impostos
O impacto dos impostos na aposentadoria — tanto federais quanto estaduais e locais — muitas vezes não recebe a devida atenção, diz Comblo.
“Acreditamos que as alíquotas de impostos podem dobrar nos próximos dez anos”, alerta.
Por isso, é fundamental adotar estratégias para administrar os
impostos sobre sua renda na aposentadoria. A melhor forma de fazer isso
vem das opções. Nem todas as fontes de renda são tributadas da mesma
maneira.
Quanto mais diversificadas forem suas fontes de renda, mais
flexibilidade você terá para administrar sua carga tributária ao longo
da aposentadoria.
Trabalho de meio período
Pode não ser a resposta que você esperava, mas às vezes a melhor
maneira de gerar uma renda confiável na aposentadoria é trabalhando.
Quase 20% dos americanos com 65 anos ou mais estavam empregados em 2023,
segundo o Pew Research Center — quase o dobro do que há 35 anos.
Um trabalho de meio período ou um bico pode fornecer a renda extra
que você procura. Além disso, pode evitar que você retire dinheiro
demais do seu portfólio de investimentos logo no início da aposentadoria
— algo conhecido como “risco de sequência de retornos”, que pode
dificultar a recuperação financeira e aumentar o risco de ficar sem
recursos no futuro.
Como bônus, um trabalho de meio período pode oferecer plano de saúde, o que é especialmente útil para aposentados.
Esta história foi originalmente apresentada em Fortune.com
e foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial
e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
Ter independência financeira é um processo que requer paciência e dedicação
Para saber como ter independência financeiro é preciso estar atento aos seus gastos e investimentos. A recompensa, no entanto, vale a pena. Foto: Freepik
A busca para saber como ter independência financeira
movimenta pessoas de todas as idades. Ter condições de custear seus
gastos fixos sem depender de outras fontes de renda é um dos grandes
objetivos financeiros, trazendo liberdade e autonomia. Mas o que fazer
para chegar lá?
Marlon Glaciano, planejador financeiro e especialista em finanças, e
Simone Carvalho Santos, planejadora CFP e CEO do grupo Nano, dão dicas
para você saber como ter independência financeira. Veja só!
1 – Gaste menos do que ganha
Para se tornar independente financeiramente você precisa conseguir
juntar recursos que te permitam custear seus gastos por um longo
período. A menos que você ganhe na Mega Sena, o que é altamente improvável, isso não será possível a menos que você se planeje para gastar menos do que você ganha.
Portanto, pegando essa “sobra” para poupar e investir. Assim, logo,
formando esse patrimônio que servirá de garantia da sua independência
financeira.
2 – Busque conhecimento para ter independência financeira
Educação financeira
é uma importante ferramenta para quem quer ter independência
financeira. Isso uma vez que ao buscar esse conhecimento você terá
acesso a uma série de saberes e estratégias que te ajudarão a otimizar
seus gastos, poupar mais e investir melhor.
3 – Invista regularmente e confie nos juros compostos
Não gastar tudo que ganha e guardar dinheiro é um passo importante,
mas se não investir o dinheiro que sobra você perderá um grande
potencial de crescimento dos valores ao longo do tempo. Simone Carvalho
Santos cita, por exemplo, os juros compostos.
Ao deixar os valores investidos por longos períodos, ou reinvestir o
que você receber de rendimento dos seus investimentos, você permitirá
que esse dinheiro se multiplique por um tempo. São os juros sobre juros,
ou seja, os juros compostos.
4 – Forme uma reserva de emergência
Por melhor que se faça o planejamento financeiro, imprevistos
acontecem. É da vida. Para evitar que esses imprevistos desorientem seu
plano de ter independência financeira, você deve ter uma reserva de
emergência.
Ou seja, você deve se planejar para ter de fácil acesso um valor que
corresponda a meses dos seus gastos recorrentes. Assim, caso algo
aconteça, seja a perda de um emprego ou outro fator, você estará segura e
seguro para manter seu planejamento por esse período.
5 – Diversifique e busque renda passiva para ter independência financeira
Uma vez que você tenha uma reserva de emergência é a hora de
diversificar. Especialistas reforçam a importância de uma carteira
diversificada, para que a sua independência financeira não dependa de um
único produto de investimento.
No caso de quem mira ser financeiramente independente, é ainda mais
importante inserir na carteira com o tempo produtos que ofertem renda
passiva. Por exemplo, ações que pagam dividendos, fundos imobiliários e a
própria compra de imóveis. Tudo, no entanto, sempre observando seu
perfil de investidor e tolerância a riscos.