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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

O que é VGBL, o plano de previdência privada para quem entrega a declaração simplificada do imposto de renda

Se você entrega a declaração simplificada do imposto de renda, não é segurado da Previdência Social ou está fazendo planejamento sucessório, o VGBL é o plano certo para você. Entenda como ele funciona

Avós e neta
VGBL pode ser usado para planejar a transmissão dos recursos para os futuros herdeiros. - Imagem: bbernard/Shutterstock
Os planos de previdência privada aberta contam com uma série de incentivos tributários para quem investe para o longo prazo. Mas a escolha do plano certo – VGBL ou PGBL – depende de uma série de fatores.

Por exemplo, da modalidade da declaração de imposto de renda que o investidor costuma entregar (se simplificada ou completa), da sua contribuição ou não para a Previdência Social e da sua intenção em usar o plano como ferramenta de planejamento sucessório.

Em outro texto, eu já falei sobre o PGBL, Plano Gerador de Benefício Livre. Ele é indicado para quem já contribui para a Previdência Social e entrega a declaração completa do imposto de renda, aquela que aproveita todas as deduções.

Só assim é possível se beneficiar de um incentivo que só o PGBL tem: a possibilidade de abater as contribuições feitas ao plano em um limite de até 12% da renda bruta tributável anual.

Mas quem entrega a declaração simplificada faz como? E quem deseja fazer um plano para alguém que não contribua para a Previdência Social? Nesses casos, o mais indicado é o VGBL, sigla para Vida Gerador de Benefício Livre.

O que é VGBL

Assim como o PGBL, o VGBL é um tipo de plano de previdência privada aberta, isto é qualquer interessado pode aderir a ele, a qualquer tempo.

É diferente dos planos fechados, oferecidos por empresas a seus empregados e organizações de classe aos seus associados. Eu já falei das diferenças entre esses dois tipos de previdência privada em outro texto.

VGBL são oferecidos por seguradoras e distribuídos por corretores de seguros, gestoras de recursos, corretoras de valores, bancos e distribuidoras de valores mobiliários. Eles podem ser encontrados, por exemplo, nas plataformas de investimento digitais das instituições financeiras.

Cada plano é estruturado de forma a investir em um ou mais fundos de previdência previamente selecionados. Só que em vez de o titular do plano se tornar cotista direto desse(s) fundo(s), ele efetua pagamentos à seguradora, que os aplica em um fundo exclusivo do qual ela é a única cotista.

A ideia do VGBL – e da previdência privada em geral – é que o titular acumule patrimônio durante alguns anos e, ao final deste prazo, passe a usufruir do seu investimento.

Terminado o período de acumulação, o titular do plano tem basicamente três opções: resgatar todo o montante acumulado no plano de uma só vez; programar resgates periódicos de forma a aproveitar a menor alíquota possível de IR; ou contratar uma modalidade de renda.

Em cada uma dessas situações, a forma de tributação se dá de uma maneira diferente, bem como o destino dos recursos em caso de falecimento do titular.

Benefícios tributários

Planos de previdência privada contam com benefícios tributários, numa intenção do governo de estimular a poupança de longo prazo.

Os benefícios do VGBL também estão presentes no PGBL. É o caso da ausência de come-cotas, aquela tributação semestral dos fundos de investimento não previdenciários.

Nos planos de previdência, o desconto de imposto de renda ocorre somente na época do resgate ou do recebimento da renda.

Outra vantagem é a existência de dois tipos de tabela de tributação: a progressiva, que é a mesma que incide sobre os salários, e a regressiva, cujas alíquotas diminuem conforme o prazo da aplicação.

Apesar de as alíquotas serem muito altas nos primeiros anos de investimento – mais do que nos investimentos comuns – após dez anos de aplicação o imposto de renda chega a 10%, bem menor que os 15% dos demais investimentos.

Eu falo mais sobre os benefícios tributários da previdência privada, bem como as tabelas de tributação e a melhor forma de escolher a tabela ideal para você neste outro texto.

E o que é que o VGBL tem?

Ao contrário do PGBL, o VGBL não permite que as contribuições feitas ao plano sejam deduzidas da base de cálculo do imposto de renda na hora da declaração.

A dedução permite ao investidor de PGBL postergar o IR devido para o momento do resgate ou do recebimento da renda, na hora de usufruir do montante acumulado no plano.

Em razão disso, a alíquota de imposto recai sobre todo o valor recebido, principal e rentabilidade.

No VGBL, no entanto, não ocorre esta postergação, uma vez que a dedução não é permitida. A alíquota de IR incide apenas sobre a rentabilidade na hora do resgate ou do recebimento da renda.

Conheça as semelhanças e diferenças entre os dois planos e saiba qual o mais vantajoso para você, se PGBL ou VGBL.

Para quem o VGBL é indicado

Como todo plano de previdência privada, o VGBL é indicado principalmente para quem tem horizonte de investimento de longo prazo, superior a oito anos. Esta é a melhor forma de efetivamente aproveitar os benefícios tributários.

Por isso, a previdência privada é interessante, por exemplo, para poupar para a aposentadoria ou a faculdade dos filhos que ainda são pequenos.

Ou seja, nada de cair na conversa do seu gerente ou consultor financeiro que queira te “empurrar” esse produto (principalmente se for para você conseguir algo em troca, como uma linha de crédito). Para investimentos de curto e médio prazo, há outras aplicações financeiras bem melhores.

Quanto ao perfil do investidor, o VGBL é recomendado para quem se encaixa em um ou mais dos critérios a seguir:

Entrega a declaração simplificada do imposto de renda

A declaração simplificada é aquela que conta com um desconto único de 20% na base de cálculo do IR, independentemente dos gastos dedutíveis.

Quando a gente termina de preencher a declaração, o próprio programa da Receita indica qual a opção mais vantajosa naquele ano, se a completa ou a simplificada.

Em outras palavras, o programa indica qual das duas modalidades resulta em menos imposto a pagar ou mais imposto a restituir.

Quem entrega a declaração completa pode optar pelo PGBL, que conta com o benefício extra de permitir o abatimento das contribuições feitas ao plano, em um limite de até 12% da renda bruta tributável anual.

Mas quem entrega a declaração simplificada NÃO DEVE fazer PGBL. Se o fizer, acabará pagando imposto de renda duas vezes: sobre o valor das contribuições no ajuste anual, já que os abatimentos não são possíveis; e novamente sobre o valor das contribuições no resgate do plano, já que o IR não incide só sobre a rentabilidade, mas também sobre o principal.

Quem faz a declaração simplificada só deve fazer VGBL. Não contará com o benefício da dedução e da postergação do pagamento do imposto, mas ao menos só pagará IR sobre a rentabilidade como em qualquer outro investimento. E com a possibilidade de pegar a alíquota reduzida de 10%.

Investidores que não costumam entregar sempre a mesma modalidade de declaração, alternando entre completa e simplificada, podem fazer os dois planos e contribuir só no fim do ano.

Em dezembro já é possível ter uma noção da sua renda bruta tributável e dos gastos dedutíveis. O contribuinte pode simular a declaração do ano seguinte no programa antigo mesmo, só para ter ideia de qual modalidade da declaração será a mais vantajosa.

Caso estime que a declaração completa será mais vantajosa, ele contribui para o PGBL; caso estime que a melhor opção seja a declaração simplificada, contribui para o VGBL.

Não é segurado da Previdência Social

Para que seja possível deduzir as contribuições ao PGBL na declaração de imposto de renda, não basta entregar a declaração completa.

Se o titular do plano for maior de 16 anos, ele também precisa ser segurado da Previdência Social (INSS ou regime próprio de servidores públicos), ativo ou inativo.

Isso vale tanto para o PGBL feito em nome do próprio contribuinte que irá abater o investimento, quanto para os planos feitos em nome de dependentes – por exemplo, filhos e cônjuges que não trabalham.

Ou seja, um autônomo que tenha decidido não contribuir para o INSS não deve fazer PGBL, mesmo que entregue a declaração completa. Como ele não conseguirá abater as contribuições feitas ao plano, é melhor optar por um VGBL.

O mesmo vale para quem faz previdência privada para filhos que ainda sejam dependentes na declaração.

Até os 16 anos, as contribuições para PGBL em nome deles podem ser abatidas na declaração de um dos pais; depois de eles completarem 16 anos, no entanto, o abatimento só se torna possível caso sejam feitas contribuições em seu nome também para a Previdência Social, mesmo que eles ainda não trabalhem.

Se as contribuições para a previdência pública não forem feitas, vale mais a pena passar a contribuir para um VGBL. Caso os filhos já tenham PGBL, não é possível pedir portabilidade para um VGBL, mas também não é preciso resgatar os recursos. Basta parar de contribuir para o PGBL e abrir um VGBL.

Deseja investir mais de 12% da renda bruta tributável anual em previdência privada

Quem entrega a declaração completa do IR, contribui para a Previdência Social, mas deseja destinar mais de 12% da renda bruta tributável anual para previdência privada também pode se beneficiar do VGBL. Basta destinar 12% da renda bruta tributável anual para um PGBL e o restante para o VGBL.

Deseja utilizar a previdência privada para fazer planejamento sucessório

Como os planos de previdência privada não entram em inventário após a morte do titular, eles são muito usados para fazer planejamento sucessório, isto é, planejar a transmissão dos recursos aos futuros herdeiros ainda em vida.

A transmissão dos recursos investidos no plano ou da renda contratada (se houver reversibilidade aos beneficiários) é feita rapidamente e com muito pouca burocracia.

Além disso, é possível incluir na lista de beneficiários pessoas que não sejam herdeiras, como um empregado da família ou um parente mais distante.

Assim, a previdência privada pode ser utilizada, por exemplo, por quem quer deixar alguma coisa para um ente querido que não seja um herdeiro necessário, ou quem deseja deixar acessíveis os recursos para a família arcar com as despesas do inventário.

O VGBL é o plano mais indicado para esta finalidade, uma vez que a tributação incide apenas sobre a rentabilidade, nunca sobre o principal.

É muito comum que investidores façam um único aporte em VGBL já com a quantia que desejam deixar para os beneficiários.

Onde os fundos que integram o VGBL podem investir

VGBL são classificados junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep) como Seguros de Pessoas. Eles têm características securitárias, podendo incluir coberturas de risco, como pecúlio por invalidez ou morte, pensão por morte ou renda por invalidez.

No entanto, a principal cobertura é a de sobrevivência, que depende dos valores das contribuições feitas ao plano, bem como da rentabilidade dos investimentos.

As contribuições feitas aos VGBL podem ser periódicas ou não e vão sendo investidas em um ou mais fundos de previdência que podem ter diferentes níveis de risco, dependendo do perfil do investidor.

Os fundos de previdência mais conservadores – que são maioria absoluta no mercado – investem apenas em renda fixa. Mas há também fundos moderados e arrojados, como os multimercados (que podem investir em diversas classes de ativos), e os de ações (que devem investir, no mínimo, 67% do patrimônio em renda variável).

Para a maioria das pessoas físicas, os VGBL devem respeitar os seguintes limites máximos de investimento:

  • Até 100% do patrimônio em ativos de renda fixa;
  • Até 70% do patrimônio em ativos de renda variável;
  • Até 20% do patrimônio em imóveis, por meio de fundos;
  • Até 20% do patrimônio em ativos sujeitos à variação cambial, o que inclui investimentos no exterior;
  • Até 20% do patrimônio em outros ativos, como Certificados de Operações Estruturadas (COE).

Os planos destinados a investidores qualificados – aqueles que têm mais de um milhão de reais em aplicações financeiras, entre outros com perfil bem específico – podem investir nas diferentes classes de ativos até os seguintes limites:

  • Até 100% do patrimônio em ativos de renda fixa;
  • Até 100% do patrimônio em ativos de renda variável;
  • Até 40% do patrimônio em imóveis, por meio de fundos;
  • Até 40% do patrimônio em ativos sujeitos à variação cambial, o que inclui investimentos no exterior;
  • Até 40% do patrimônio em outros ativos, como Certificados de Operações Estruturadas (COE).

É claro que a composição da carteira impacta risco e retorno: fundos com mais renda variável, como ações, tendem a ter maior risco, mas também podem render mais. Já os fundos que investem primordialmente em renda fixa tendem a render menos, mas estão menos expostos a perdas.

Planos de previdência com mais renda variável são mais recomendados para investidores jovens ou pessoas que ainda estejam distantes do seu objetivo financeiro. Já aqueles com mais renda fixa costumam ser mais indicados para quem está chegando perto da aposentadoria ou da data do seu objetivo financeiro.

O ideal é que haja uma migração do risco mais alto para o mais baixo com o passar do tempo. Hoje já existem planos de previdência multifundos, que oferecem essa possibilidade, adequando a exposição ao risco à fase da vida do investidor.

Custos

Planos de previdência estão sujeitos a cobrança de taxa de administração pela gestão profissional dos fundos, da mesma forma que os fundos de investimento comuns. Trata-se de um percentual que incide sobre todo o montante investido.

Adicionalmente, alguns planos cobram uma taxa de carregamento, que remunera despesas relativas à cotização financeira, como débito em conta, emissão de boleto, entre outras.

Essa taxa consiste em um percentual que incide apenas sobre o valor das contribuições, nunca sobre a rentabilidade. Mas ela pode ser cobrada na entrada (quando o investidor faz o aporte), na saída (quando ocorre um resgate ou portabilidade para outro plano de previdência) ou em ambas as situações.

Por exemplo, se a taxa de carregamento é de 1% na entrada, isso significa que, de cada R$ 100 de contribuição ao plano, apenas R$ 99 serão efetivamente investidos.

A taxa de carregamento reduz muito o potencial de rentabilidade do investimento. Eles podem ficar mais desvantajosos do que aplicações financeiras que não contam com incentivos tributários.

Hoje em dia há uma série de fundos excelentes, de gestoras renomadas, comercializados nas versões PGBL e VGBL em seguradoras que não cobram taxa de carregamento. Algumas seguradoras comercializam planos cuja taxa de carregamento pode ser zerada em certas circunstâncias. Assim, o ideal é evitar os planos que fazem essa cobrança.

Portabilidade

Se você estiver insatisfeito com o desempenho ou os altos custos do seu VGBL, você pode pedir a portabilidade dos recursos acumulados para outro plano, de qualquer instituição financeira, sem custo.

Ou seja, você não precisa resgatar o plano atual, pagar imposto de renda, e investir em outro. O único custo que talvez possa existir é taxa de carregamento na saída, mas aí essa é uma característica do plano que você quer deixar (e a mera existência dessa taxa já é um ótimo motivo para sair dele!).

A portabilidade só pode ser feita durante o período de acumulação, nunca depois de contratar uma modalidade de renda. Para ter direito à migração, o participante deve ter permanecido no plano por, no mínimo, 60 dias.

Ele deve entrar em contato com a instituição financeira que comercializa o plano para o qual ele deseja migrar, bem como com a instituição financeira do seu plano de origem, e o processo deve ser concluído em até 10 dias úteis.

É possível fazer a portabilidade de uma instituição para outra ou entre planos de uma mesma instituição financeira. Durante a portabilidade, também é possível trocar a tabela de tributação da progressiva para a regressiva. O contrário, porém, não é permitido.

E atenção: só dá para migrar de VGBL para VGBL ou de PGBL para PGBL. A troca de V para P, ou vice-versa, não é possível.

A portabilidade pode ser vantajosa se você quiser migrar para um plano com custos menores, rendimentos maiores ou que tenha um perfil de risco diferente do atual – por exemplo, que invista um percentual maior ou menor da carteira em ações.

E na hora de usufruir do investimento?

Depois de acumular recursos suficientes no seu VGBL durante alguns anos, chega o momento de usufruir dos recursos investidos. Nessa hora, você tem duas opções: fazer o resgate ou contratar uma modalidade de renda.

O resgate ocorre como em um investimento qualquer. Você pode resgatar tudo de uma vez ou fazer resgates periódicos, com no mínimo 60 dias de prazo entre eles.

Nesse caso, você vai consumindo o patrimônio acumulado aos poucos. Então os valores resgatados estarão de acordo com o que você conseguiu acumular com os anos e a rentabilidade obtida.

Ao optar pelo resgate, o investidor garante, ainda, que seu patrimônio permaneça segregado do patrimônio da seguradora. Ou seja, se ela vier a quebrar, seus recursos estão a salvo. E, quando ele morrer, o que restar do dinheiro será transmitido aos beneficiários, sem necessidade de passar por inventário.

A contratação de renda é um bicho diferente. É como se fosse a compra de um seguro. Há diversas modalidades de renda, que podem incluir ou não reversão para cônjuges e outros beneficiários após a morte do titular. Isto é, os beneficiários podem ou não continuar recebendo a renda contratada depois que o titular se for.

O valor da renda vai depender de quanto o participante conseguiu acumular ao longo dos anos e das coberturas contratadas. Em geral, ao escolher esse caminho, o investidor ganha menos do que se optasse pelos resgates.

Mas enquanto nos resgates é ele quem deve gerir os seus recursos, na renda quem faz isso é a seguradora. Todo o patrimônio acumulado no VGBL fica para a instituição financeira, que se torna responsável pelos pagamentos.

Nesse caso, quando o titular morrer, os recursos acumulados ficam para a seguradora. Os beneficiários só recebem alguma coisa caso tenha sido contratada a reversibilidade de renda. Além disso, se a seguradora quebrar, o pagamento da renda pode ter de cessar.

Poucos são os investidores de VGBL que contratam renda. Em geral, só fazem isso aqueles que desejam controlar a forma como os herdeiros receberão recursos após a sua morte.

A tributação do VGBL depende não só da escolha da tabela de imposto de renda como também de como o participante escolhe usufruir dos recursos. Neste outro texto, eu explico melhor como ocorre a cobrança do imposto de renda em previdência privada.

Fonte! Chasque (post) de Julia Witgen, publicado no sítio Seu Dinheiro, no dia 27 de setembro de 2024: https://www.seudinheiro.com/guias/vgbl/

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

De pirâmides aos FIIs: conheça a trajetória da Diarista Investidora

Vera Lúcia Santos Silva, 41 anos, aplica 94% do seu patrimônio em fundos imobiliários e ações que rendem dividendos e recebe R$ 180 de proventos mensais. Ela conta sua experiência em canal que reúne 20 mil seguidores

A diarista Vera Lúcia Santos Silva, 41 anos, caiu em uma grande armadilha antes de conhecer os investimentos regulados e listados na bolsa de valores: uma pirâmide financeira. Quem lembra do caso Telexfree, que chegou a arrebanhar 1 milhão de divulgadores e foi extinta em 2014 por fraude? Vera Lúcia era um deles.

Nascida na Paraíba, ela passou a sua infância em Alagoas e, aos 13 anos, foi morar na cidade de Paulo Afonso, na Bahia. Posteriormente, com 19 anos, Vera veio para São Paulo para trabalhar como doméstica, e há nove anos trabalha como diarista.

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Cansada de perder dinheiro com soluções milagrosas, Vera resolveu estudar sobre o assunto. Foi aí que conheceu os fundos imobiliários e as ações que pagam dividendos, e gostou da possibilidade de ter uma renda mensal gerada por essas aplicações.

Conforme foi aprendendo sobre investimentos, Vera criou um canal no YouTube, o Diarista Investidora, que já reúne quase 300 vídeos e 20 mil seguidores. Ganhando R$ 3,2 mil por mês, ela já conseguiu investir R$ 16 mil.

Veja abaixo a entrevista completa concedida por Vera Lúcia Santos Silva ao Bora Investir:

Bora Investir – Qual é a sua meta financeira?

Vera Lúcia Santos Silva – Quem vem da classe baixa, como eu, que sou MEI e diarista independente, tem a expectativa de que vai se aposentar e terá ao menos um salário mínimo do governo. Mas meu objetivo maior, a médio e longo prazo, é receber mais um salário mínimo em proventos e dividendos. Sei que pelo valor dos meus aportes vou demorar um pouco para chegar nisso, mais de cinco anos.

Então, resolvi fracionar as minhas metas. A minha primeira meta, que já atingi, era receber 10% de um salário mínimo, que é R$ 130, investindo em FIIs e Fiagros. No último mês recebi R$ 143 e em dezembro pretendo chegar a R$ 200 de proventos por mês.

Bora Investir – Como você começou a investir?

Vera Lúcia Santos Silva – Depois de cair em pirâmide financeira, eu conheci um investimento que rendia 70% da Selic. Hoje sei que o rendimento é pouco, pois atualmente em tenho uma LCI que paga 86% da Selic, mas não tem cobrança de Imposto de Renda. Porém, naquela época o rendimento era bom, pois a Selic estava muito alta. Mas eu precisava ter R$ 5 mil para investir.

Eu não tinha R$ 5 mil para aplicar, e fiquei triste pensando que poderia ter guardado os R$ 3 mil que perdi na pirâmide financeira. Então, comecei a pesquisar sobre investimentos e descobri canais como o Me Poupe!, da Nathalia Arcuri, o Primo Rico e o canal do Bruno Perini. Até que conheci os fundos imobiliários em 2019 e resolvi comprar cotas dos fundos, na maluquice.

+ Calma! Como conviver com as oscilações do mercado de ações

Quando vi que teria de declarar esses investimentos no Imposto de Renda, eu vendi. Segurava por um bom tempo, mas depois vendia, temendo ser obrigada a fazer a declaração. Até que contratei uma contadora, que fez todo o processo para mim.

Não tenho problema em pagar pelo serviço de alguém, caso seja necessário. Até porque também sou uma prestadora de serviços. Ela me cobrou R$ 150 por ano e disse que se eu precisasse ajustar a declaração ela não cobraria.

Bora Investir – Você gasta a renda que recebe como dividendos mensais?

Vera Lúcia Santos Silva – Já cheguei a usar por um tempo, mas hoje só reinvisto o dinheiro.

Eu sempre tive o sonho de ter uma casa para alugar, mas vi que os FIIs eram mais vantajosos, já que permitem que eu possa investir no mercado imobiliário sem ter R$ 300 mil para adquirir um imóvel, algo irreal para mim. Então, pensei: é a minha chance. Dessa forma, consigo ir aumentando meu patrimônio e o meu ganho mensal

Não é fácil reinvestir, mas tudo o que recebo eu reinvisto em um fundo de fundos (FoF), que já representa quase 8% da minha carteira.

Bora Investir – Já houve algum momento no qual precisou resgatar seus investimentos?

Vera Lúcia Santos Silva – Houve um período no qual vendi quase todas as minhas cotas. Adquiri uma cozinha planejada e deixei apenas um pouco do dinheiro aplicado. Mas desde 2021, quando fiquei sem trabalhar por problemas de saúde, decidi não vender mais.

No último um ano e meio eu passei a investir regularmente. Tanto que o que recebo em proventos por mês vem subindo constantemente até chegar a R$ 158,91 em agosto, que é um valor cada vez mais próximo do meu objetivo.

Bora Investir – O que você tem na sua carteira de fundos imobiliários?

Vera Lúcia Santos Silva – Tenho 57,9% do meu dinheiro aplicado em fundos de papéis, enquanto 28,27% invisto em fundos de tijolo. Aplico em diversos segmentos, como logística, fundos de desenvolvimento, lajes corporativas, além do fundos de fundos.

Também estou montando uma carteira previdenciária de ações, que atualmente corresponde a 5,94% do meu patrimônio total e tem foco em dividendos.

Venho buscando diversificar cada vez mais a minha carteira. É difícil, pois tenho um fundo de papel que gosto muito e sei que hoje ele está abaixo do seu valor patrimonial. Mas eu respiro e busco comprar fundos de tijolo, para não ficar muito concentrada nesta classe de ativos.

Bora Investir – Quanto você consegue economizar por mês?

Vera Lúcia Santos Silva – Como sou autônoma a minha renda varia bastante, mas em média eu trabalho quatro dias por semana, e recebo R$ 800 semanais bruto.

Em alguns meses eu consigo investir R$ 1 mil, que é algo bem surreal. Sou muito controlada com o dinheiro, e recebo rendimentos do meu canal no YouTube também. Coloco minha chave PIX lá, e algumas pessoas acabam me ajudando.

+ Aprenda a escolher um consultor financeiro e fugir de armadilhas

Às vezes meus clientes viajam ou eu fico doente e acabo indo trabalhar apenas 3 dias na semana. Se eu fico três dias sem trabalhar tenho um desfalque de R$ 600. No início, até de domingo eu ia trabalhar. Mas hoje eu não aguento mais, pois já tenho 41 anos. Por isso invisto: se ganhar uma renda de R$ 200 consigo deixar de fazer uma diária para estudar e fazer cursos, o que pode me ajudar muito.

Quando temos um dia difícil, muita gente sente que preciso comprar algo para extravasar ou desestressar. Eu penso diferente: quanto mais difícil é o meu dia, mais acelero o meu objetivo para conseguir ter flexibilidade do meu tempo. Eu sei que preciso renunciar a passeios no presente em troca de sonhos maiores.

Bora Investir – Você tem uma reserva de emergência? Porque resgatar fundos imobiliários e ações em momentos de baixa podem gerar prejuízos.

Vera Lúcia Santos Silva – Eu sei que essa é uma falha minha. Uso R$ 1.800 para viver do que recebo, mas tenho apenas R$ 450 na reserva de emergência. Eu sei que está péssima, e ninguém deve seguir isso. Me apoio muito na flexibilidade que tenho de pedir o adiantamento de uma diária aos meus clientes, mas sei que não deveria.

Minha reserva de emergência está aplicada em LCIs e LCAs, que não têm liquidez diária. Costumo dizer que faço isso para proteger o dinheiro de mim mesma. Como a Selic ainda está alta, a renda fixa está rendendo bem. Meu objetivo é criar um fluxo de investimento no qual seja possível ter um título vencendo a cada mês. Dessa forma, eu conseguiria ter algum valor para emergências.

+ O que fazer agora para começar 2024 sem dívidas e com investimentos?

Eu venho de uma situação humilde, e já economizo muito na minha vida cotidiana. Compenso esse sacrifício buscando rendimentos maiores, pois me dá mais ânimo.

Sempre que vendia fundos imobiliários eu tinha prejuízo. Mas penso que foi melhor do que ter gastado com outras coisas. Afinal, conseguia vender e ainda ter grana: se tivesse ido fazer compras não teria nem o investimento com desconto.

Bora Investir – Você entende os riscos da renda variável?

Vera Lúcia Santos Silva – Sei que estou exposta aos riscos do mercado e também à má-gestão. Alguns ativos decepcionam, mas estou aprendendo.

Tenho na minha carteira um Fiagro que está muito concentrado em algumas empresas e tem 22% do patrimônio em um único CRA. Em outros fundos o máximo alocado em um CRA é 12% do patrimônio líquido. Alguns FIIs nos quais invisto têm uma lâmina gigantesca e não têm mais de 1% alocado em cada título.

Fico feliz quando o ativo que quero comprar desvaloriza para que eu possa comprar mais. Pois meu objetivo é de longo prazo. Portanto, pouco importa se ele está oscilando para baixo agora. Meu objetivo é ter o rendimento. A oscilação do mercado acontece a todo momento e às vezes despenca. Mas eu comecei a investir sabendo como funcionava.

Bora Investir – Por que você acredita que caiu em ciladas?

Vera Lúcia Santos Silva – As pirâmides financeiras prometem altos retornos diários, e cai nisso porque não tinha conhecimento nem sobre o que era taxa Selic. Se soubesse o que era, eu veria que hoje um investimento em renda fixa bem vantajoso dá retorno líquido de 1% ao mês. Então, como posso ganhar 6% em um dia? Muita gente não tem conhecimento, mas tem ganância de prosperar porque leva uma vida difícil.

+ Tesouro Educa+: quando vale a pena? Compare com outros investimentos

Por isso, acredito que a educação financeira seja boa até quando você não tem dinheiro. E hoje temos conhecimento pela internet: está ridiculamente fácil. Basta disponibilizarmos tempo para isso. Costumo ver conteúdo sobre investimentos no ônibus: não perco meu foco. Não leio relatórios de fundos, mas vejo vídeos sobre esses relatórios, que resumem o conteúdo.

Hoje muita gente vai entrar em um bancão e não vai cair na armadilha da capitalização. Porque tem conhecimento. Sabe que pode não ter promessa de sorteio, mas rende mais. O banco não explica que está ganhando muito mais do que o investidor nesses produtos, pois caso eles sejam resgatados antes da data o investidor recebe bem menos e o rendimento no final não supera nem a poupança. 

Fonte! Chasque (post) publicado no Sítio Bora Investir (B3), no dia 28 de agosto de 2023, por Marília Almeida. Abra as porteiras clicando no link: https://borainvestir.b3.com.br/objetivos-financeiros/organizar-as-contas/de-piramides-aos-fiis-conheca-a-trajetoria-da-diarista-investidora/

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quem nunca deve investir na bolsa

Sobe-e-desce dos últimos dias deixou claro que o mercado acionário não é indicado para qualquer tipo de investidor


Bovespa: apesar de ser a melhor aplicação no longo prazo, a bolsa não é para qualquer um
São Paulo – A chacoalhada das bolsas mundiais nas últimas duas semanas gerou enormes prejuízos para muita gente, mas também pode ter um efeito educativo benéfico. Umas das lições a serem aprendidas é que o mercado acionário não é indicado para qualquer tipo de investidor. Como os problemas na Europa continuam a existir e ainda parecem longe de ser resolvidos, são grandes as possibilidades de que as bolsas voltem a apresentar um comportamento bipolar nos próximos meses. A seguir, EXAME.com mostra sete tipos de pessoas que não deveriam investir em ações em um cenário turvo como o atual:

1 – O homem de negócios

Se há algo no mundo mais arriscado do que a bolsa é abrir o próprio negócio. Segundo números do Sebrae, 58% das empresas brasileiras fecham as portas antes de completar cinco anos de vida. Quem já administra o próprio negócio deveria, portanto, ser mais conservador na hora de investir o dinheiro que sobra. Pequenos ganhos constantes e liquidez diária devem ser duas características da aplicação escolhida. Até porque é impossível prever quando será necessário resgatar a aplicação e usar as reservas para garantir que o bem mais valioso – a própria empresa - atravesse um momento de dificuldades.

2 – O cardíaco

Pessoas com problemas cardíacos, nervosas, insones e deprimidas não devem assumir riscos elevados no mercado acionário. Perdas que chegam a alcançar 8% em um único dia devem ter tirado o sono de muita gente que exagerou na dose com a bolsa. Na Coreia do Sul, um corretor da bolsa de Seul chegou a se atirar de um edifício e morreu após amargar pesadas perdas. É por isso que somente pessoas psicologicamente equilibradas e que passaram com louvor por um check-up do coração devem aplicar a maior parte do patrimônio em bolsa.

3 – O conservador

Outro investidor que deve respeitar seus limites é o conservador. Se você não admite ficar mais pobre de um dia para o outro, é provável que não resista e decida sacar os recursos aplicados em bolsa bem no meio do olho do furacão. Quem resgatou o dinheiro na semana passada bem quando o Ibovespa chegou a 47.000 pontos provavelmente perdeu um bom dinheiro agora que o índice voltou para os 53.000 pontos. Segundo o megainvestidor Warren Buffett, é justamente no momento em que a bolsa enfrenta as maiores turbulências que surgem as melhores oportunidades de compra. Portanto, se você é conservador, invista na conservadora renda fixa.

4 - O endividado


Se essa regra for seguida à risca, boa parte dos brasileiros nunca vai investir na bolsa. O problema de ter compromissos financeiros a honrar e comprar ações é que o investidor nunca sabe se vai ganhar ou perder dinheiro no pregão de amanhã. Com os juros altíssimos cobrados para pessoas físicas pelos bancos, faz muito mais sentido usar o dinheiro para pagar as dívidas e se livrar desses encargos financeiros. Afinal, linhas de crédito como o cartão de crédito ou o cheque especial chegam a cobrar juros de 10% ao mês. Com a bolsa há meses em tendência de baixa, qual é a probabilidade de que o investidor comprará ações que rendam mais do que isso?

5 – O consumista

A mesma regra vale para quem não está endividado, mas tem uma lista de gastos a serem realizados em breve. Se você planeja comprar um carro ou um imóvel, oferecer uma grande festa de casamento aos amigos ou realizar a viagem dos sonhos nos próximos seis a doze meses, pode não ser a hora certa de entrar na bolsa. O melhor a fazer é colocar o dinheiro que vai custear esses planos em alguma aplicação de renda fixa que pague algo próximo a 12,5% ao ano. O risco de perder dinheiro no curtíssimo prazo é praticamente nulo. Já na bolsa, com a possibilidade cada vez maior de recessão nos Estados Unidos e na Europa, o investidor que tem grandes compras planejadas para os próximos meses poderá ser obrigado a vender ações no pior momento e embolsar o prejuízo. Já para quem pode esperar três anos para resgatar o dinheiro, especialistas afirmam que pode ser um excelente momento para comprar ações com preços atrativos (veja as ações mais baratas da bolsa).

6 – O idoso

Pessoas que estão prestes a se aposentar ou já pararam de trabalhar devem ser bastante cautelosas quando o assunto é bolsa. Algumas vezes as bolsas passam por períodos de fortes correções que são imediatamente seguidos por rápidas recuperações. Por outro lado, há quedas que nunca mais são recuperadas. O índice Nasdaq, da bolsa eletrônica americana, por exemplo, não chega hoje à metade da pontuação atingida há cerca de 12 anos, antes do estouro da bolha das empresas pontocom. No Brasil, as ações da Petrobras valem cerca da metade do que já chegaram a valer na época das grandes descobertas do pré-sal. Alguém já em idade avançada, portanto, pode não ter tempo de recuperar eventuais perdas na bolsa (clique aqui e leia mais).

7 – O apostador

Na bolsa de valores, costuma ganhar mais dinheiro quem possui mais informação e tem experiência ou competência para tomar decisões de acordo com o cenário que se apresenta. Na hora em que o pânico toma conta das pessoas, ganha quem corre primeiro, e vice-versa. É por esse motivo que especialistas só recomendam a bolsa para pessoas físicas e leigos quando o horizonte de investimentos é de longuíssimo prazo. Se você ainda acha que a bolsa pode ser cassino, aqui vai um alerta: ir para Las Vegas pode implicar em perdas menores, além de ser bem mais divertido.

Fonte! Chasque e retrato publicados no sítio do Portal Exame, no dia 15 de agosto de 2010 - http://www.exame.abril.com.br/, por João Sandrini.

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Nota do O Bolso da Bombacha

Eu, na minha modéstia, entre um mate e outro, colocaria um oitavo pré-requisito, que, salvo melhor juizo, está na frente de muitos dos sete citados no Portal Exame.

O desinformado - o risco de o desinformado fazer besteira, tanto quando for comprar ou quando for vender ações é muito grande. O desinformado, devido a esta falta de informação, pode ser um conservador (pois eu, sem informação nenhuma, só aplicava na poupança.....). Sem informação ele pode estar com dívidas, mesmo tendo condições de honrar compromissos na boca da guaiaca (à vista) ou então, parcelar no cheque especial e/ou no cartão de crédito, tendo no mercado outros produtos financeiros com juros bem menores....

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Brasileiros começam a decifrar mistérios da bolsa de valores

Aumento de ganhos e estabilidade econômica contribuem para gerar novos investidores. Foto Philippe Lopes / AFP/JC
Aumento de ganhos e estabilidade econômica contribuem para gerar novos investidores.Um resultado financeiro instável e a constatação de que a renda fixa não gerava resultados suficientes para multiplicar as economias. Esse foi o cenário que levou a atriz Natali Caterina Karro, de 31 anos, a buscar no mercado de ações uma oportunidade que resultasse em mais tranquilidade nos momentos em que a entrada de recursos era escassa. “Eu preciso de um planejamento financeiro bem rígido. Tem meses em que eu recebo um bom dinheiro e meses em que eu não recebo nada”, explica Natali. Pensando nas épocas de “vacas magras”, a atriz se acostumou a guardar parte dos rendimentos para o futuro.

Depois de ouvir atentamente a análises de economistas sobre o mercado financeiro na televisão, Natali encontrou em um site de compras coletivas a oferta de um curso sobre investimento em ações. Comprou, mas não sem antes agendar uma visita à Magnum Corretora, que disponibilizou a oferta no Peixe Urbano. “Aí fiz o curso, e ele foi de grande valia porque desmistificou a bolsa para mim”, relata Natali. Esse processo resultou na abertura de uma conta na corretora há pouco mais de um mês, período em que a atriz já conseguiu perceber diferenças entre a renda fixa e a variável. “Na bolsa se ganha e se perde, mas a gente vê as coisas acontecendo.”

Membro de um clube de investimentos, Natali ainda não toma decisões sozinha, contando com a orientação da corretora. Ainda assim, acompanha o noticiário econômico e está aprendendo a conter as expectativas sobre o desempenho das ações. Ela revela que amigos e parentes desconfiavam da segurança de investir na bolsa, alegando os riscos de perder dinheiro no mercado. “As pessoas têm a imagem de que é o risco é muito grande. Eu sou artista no Brasil, mais risco do que isso é difícil de ocorrer”, diz. Dada a condição, Natali afirma que pretende colocar mais recursos na bolsa “na medida do possível”.

Natali não está só. Assim como ela, milhares de pessoas estão desbravando o universo da bolsa de valores, atraídas pelas possibilidades de ganhos superiores a outras modalidades de investimento. São investidores com perfis variados e diferentes do observado até alguns anos, num ainda incipiente movimento de popularização que está dando novos ares à BM&FBovespa. O ano de 2002, por exemplo, fechou com 85.249 cadastros de pessoas físicas na bolsa, enquanto até maio deste ano o mesmo dado somava 607.179 inscrições, o equivalente a pouco mais de 0,3% da população, conforme informações da própria instituição.

O crescimento no volume de pessoas físicas na bolsa é produto de um esforço que envolve a BM&FBovespa e as corretoras de valores, no objetivo de facilitar o acesso à negociação e estimular a diversificação dos investimentos dos brasileiros. Isso porque a participação da população nacional no mercado financeiro é baixa na comparação com outros países emergentes e fica ainda mais atrás em relação a nações desenvolvidas.

O superintendente da Bradesco Corretora, Adilson Santos, explica que três membros fundadores do chamado Brics - a Rússia, a Índia e a China - estão com 5% ou 6% de suas populações em bolsa. “Só aí já vemos que tem um espaço gigantesco para crescer no Brasil, isso sem falar nos países desenvolvidos. No caso dos Estados Unidos, perto de 50% das pessoas participam desses investimentos”, diz.

Apesar da baixa participação, o cenário econômico está mais favorável para entrada de um contingente maior na bolsa. A BMF&Bovespa tem a expectativa de chegar aos 5 milhões de investidores nos próximos anos. Santos destaca que a meta é ambiciosa, mas não pode ser desacreditada. Segundo ele, “felizmente” o País passou por um processo de equilíbrio da inflação e que a atual taxa básica de juros (12,25% ao ano) não se perpetuará. Com uma possível queda na taxa de juros no próximo ano e, consequentemente, uma renda fixa pouco atrativa, “o investimento em bolsa é o principal veículo para rentabilizar o patrimônio”, de acordo com o superintendente da Bradesco Corretora. Ele aponta que as pessoas já estão amadurecendo sua visão sobre a bolsa e que, com o aumento da renda, o volume de investidores deve crescer naturalmente.
Formação é quesito básico para passar a operar nos pregões

A bolsa de valores pode ser um bom negócio para quem pretende incrementar seus investimentos. Antes de entrar nesse universo, no entanto, são necessários alguns conhecimentos básicos sobre o funcionamento do mercado, e é justamente aí que as corretoras vêm atuando para qualificar futuros investidores, numa estratégia que gera resultados na captação de clientes.

A diretora de educação da Magnun Investimentos, Patrícia Cezar, reconhece que as campanhas institucionais são de grande importância para disseminar a cultura do investimento em bolsa, mas afirma que ensinar as pessoas é a forma mais eficaz de criar novos investidores. “É impossível não ter a parte educacional e acreditar só nas campanhas da bolsa”, destaca.

Segundo a dirigente, através de ações educativas, não somente as ações, mas outras oportunidades possibilitadas pela bolsa de valores podem ser divulgadas e adequadas ao perfil do interessado. “Somos o elo para levar o investidor para dentro da BM&FBovespa, temos uma agenda extensa de eventos, palestras gratuitas, que vão desde finanças, para ajudar as pessoas a se organizarem, para depois falarmos de investimento”, pontua.

Patrícia também concorda que os jovens são destaque no perfil que se forma com a popularização do mercado de capitais. A chamada geração Y e sua facilidade de acesso a informações, estão correndo atrás de dados sobre esse mercado. “Temos um escritório em Recife, onde fizemos cursos fechados para pessoas com menos de 18 anos”, observa.

Com uma abordagem de “shopping financeiro”, a XP Investimentos aposta na personalização do atendimento e na educação para impulsionar a entrada de pessoas que ainda não conheciam o mercado de renda variável. O diretor de marketing da corretora, Bruno De Paoli, explica que é ofertada uma ampla gama de produtos para encaixar a oportunidade no perfil do investidor. “Ao oferecer esse pacote, sentimos uma grande receptividade, porque esses clientes nem sempre são bem atendidos nos bancos, que não têm uma solução completa para seus perfis”, aponta.

Conjuntura e tecnologia fomentam a entrada de novos investidores

Diante de um cenário em que a rentabilidade da poupança é considerada baixa e a de outras alternativas em renda fixa para pequenos aplicadores também, o público que investe nessas categorias começa a se direcionar para o mercado de ações. São jovens, mulheres, idosos, entre outros cidadãos, que despertam para possibilidade de multiplicar economias. Recente pesquisa da BM&FBovespa mostra que entre abril de 2009 e abril de 2011, os investidores com mais de 66 anos cresceram 37% em participação na bolsa.

Na Bradesco Corretora, são os jovens que se destacam entre aqueles que demonstram interesse em entrar e, de fato, ingressam na bolsa. O superintendente da empresa, Adilson Santos, sugere que o brasileiro está se antecipando a conhecer a modalidade. “Há 15 anos o investidor iniciava em bolsa com 25, 30 anos de idade”, afirma. “Eu diria que hoje, a idade com que vêm se atentando a essa possibilidade de investimento está muito próxima dos 17, 18 anos”, acrescenta. Santos lembra de produtos como clubes de investimentos e carteiras recomendadas - com empresas que pagam bons dividendos -, que caem no gosto e no perfil de quem está se familiarizando com os investimentos em bolsa. Processo de familiarização que conta, aliás, com um aliado de peso: a tecnologia.

A popularização do home broker, que conecta os investidores à bolsa através da internet, é um dos responsáveis pelo crescente interesse de jovens pelo mercado financeiro. O acesso à web, porém, também estimula o conhecimento da entrada de um espectro de público ainda maior. “As pessoas podem acessar sua corretora pelo seu notebook e isso facilita muito a entrada de novos players, sobretudo pessoas físicas”, argumenta o professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo.

De acordo com o professor, um dos grandes entraves para consolidar o processo de popularização da bolsa era a falta de conhecimento por parte de investidores em potencial, a exemplo de integrantes da classe C. Espírito Santo alega, no entanto, que o cenário vem mudando com iniciativas de educação financeira que se proliferam e disseminam. “Na hora que a própria bolsa começa a fazer essa prática educacional, acaba trazendo para o mercado esses potenciais investidores da classe média”, diz.

Bolsa diversifica iniciativas para atrair público

Campanha publicitária com Pelé ajuda a aproximar os brasileiros das operações. Foto BM&F BOVESPA/DIVULGAÇÃO/JC

Para estimular a entrada de novos investidores e quebrar o estereótipo de investimento de risco apenas para ricos, a BMF&Bovepa vem promovendo uma série de iniciativas para atrair novos investidores. Entre as mais recentes está a campanha Quer Ser Sócio?, que tem como garoto-propaganda o ex-craque de futebol Pelé. A proposta é mostrar que, assim como a carreira do jogador, o mercado de ações tem altos e baixos, mas pode constituir uma trajetória de sucesso.

O professor de educação financeira da instituição, José Alberto Netto Filho, ressalta que o atual conceito trabalhado é que a bolsa é “para todos”. Com o mote, são realizados palestras, cursos presenciais e online, exposições a nichos diversificados, entre crianças, jovens e investidores iniciantes. “Além disso, as instituições financeiras trabalham focadas para ter resultados em captar determinado público que tem renda e já está perdendo receios em relação à bolsa”, frisa.

Netto acrescenta que a desmistificação desse tipo de investimento vem sendo trabalhada, lembrando que é necessário conhecimento e paciência por parte dos participantes desse mercado. “A bolsa é um investimento de tempo, sempre vão ter oportunidades de encontrar preços bons para investir em certas companhias.” Outro canal para divulgar as oportunidades é o programa Educação Financeira, realizado pela BM&FBovespa e transmitido pela TV Cultura nas manhãs de sábado.

O resultado das iniciativas é prático, e vai além do volume de investidores que cresce ao longo dos anos. Recente estudo divulgado pela bolsa mostra que a campanha estrelada por Pelé gerou maior receptividade ao mercado de ações. O Rio Grande do Sul foi o estado com maior aceitação: 63% dos entrevistados demonstraram maior disposição em investir em ações após contato com a peça publicitária feita para televisão.

Estudante projeta independência financeira na BM&FBovespa

Aos 23 anos, o estudante de administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Márcio Nunes já mantinha investimentos na poupança desde os 15 anos, passando para CDB e fundos bancários aos 19. A entrada na bolsa foi uma decisão que uniu dois fatores: um casamento e a expectativa de alcançar a independência financeira. “Queria ter como sustentar carro, casa, em um sonho de independência rápido, até os 30 ou 40 anos consolidado”, revela o estudante. “E nenhum outro investimento te dá essa possibilidade”, completa.

Com o desempenho fraco do Ibovespa, Nunes afirma que não tem conseguido boa rentabilidade no curto prazo, mas ressalta que sua estratégia é de longo prazo. Por isso, participa com uma carteira formada por empresas que pagam bons dividendos, obtendo retorno mesmo com as oscilações da bolsa. Hoje, o jovem investidor é estagiário do GuiaInvest (www.guiainvest.com.br), portal que começou como site informativo sobre os movimentos do mercado financeiro, e se tornou uma rede social com mais de 40 mil cadastrados.

O proprietário do site, André Fogaça, explica que muitas pessoas procuram no site as informações iniciais antes de se tornarem investidores. É uma oportunidade para corretoras, investidores e curiosos do mercado trocarem experiências. “A gente tem como objetivo auxiliar o novo investidor, tanto que o site é bastante simples”, explica. Ele acrescenta que um termômetro do interesse no mercado financeiro é a média de 100 novos cadastros diários registrados no GuiaInvest.

Fonte! Chasque de Mayara Bacelar, publicado no Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição do dia 27 de junho de 2011.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cerca de 40% dos novos investidores da bolsa de valores são mulheres

Paciência, visão de futuro e preocupação com finanças fazem delas investidoras em potencial

Donas de mais da metade das contas correntes e dos cartões de crédito no país, as mulheres têm conquistado, aos poucos, um espaço no mercado financeiro.

Atualmente, o público feminino representam 23,7% do total de pessoas físicas que investem na bolsa de valores no país. Segundo estudos recentes, elas chegam a 40% do grupo de novatos nas movimentações em ações.

O número de mulheres que investe em ações cresceu dez vezes, nos últimos oito anos, conforme dados da BM&F/Bovespa. Em 2002, elas somavam um público de 15 mil investidoras. O índice saltou para a casa dos 152 mil no ano passado.

— Ações devem ser vistas como um veículo de poupança em longo prazo, rentável, simples e acessível a todos— resume o especialista em Finanças e gerente da TB Investimentos, Leandro Corrêa.

Apenas no ano passado, o o público feminino movimentou R$24,4 bilhões em ações. Os principais motivos que fazem delas investidoras em potencial são paciência, visão de futuro e preocupação com as finanças, principalmente dos filhos.

Apesar de crescer o número de investidoras, a Bolsa tem a pequena fatia de 3% nas preferências de investimentos. Já a poupança representa 74%, seguidos pelos imóveis, os fundos e a previdência com 10%, 9% e 7% , respectivamente.

Fonte! Chasque publicado no Portal ZH Dinheiro - http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/zhdinheiro, no dia 09 de março de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Investida Certeira

Dá para aplicar em ações com pouco

"A partir de que valor posso começar a aplicar em ações?". Taí uma das perguntas que mais ouço de amigos interessados em melhorar os investimentos.

Bem, em tese, o valor mínimo é o preço (cotação) de uma ação da companhia na qual você quer investir. E os preços das ações variam bastante – de centavos a mais do que R$ 100. Mas precisamos considerar também os aspectos práticos.

O primeiro é o custo. A gente paga taxas às instituições envolvidas na aplicação. Para comprar ou vender ações, é preciso ter conta numa corretora, à qual se paga, a cada operação, a taxa de corretagem, que é fixada pela corretora. Pode ser variável ou fixa e, neste caso, costuma oscilar entre R$ 10 e R$ 40.

Tem também uma fatia _0,035% da cifra aplicada, que é chamada de taxa de emolumentos e é paga à Bolsa. Ela é cobrada diretamente na conta do aplicador na corretora de valores e pode ser verificada no extrato ou resumo financeiro.

Além disso, há a taxa de custódia, R$ 6,90 por mês, paga à BM&FBOVESPA, que guarda os registros dos investimentos. A cobrança não vem pra gente, investidor. É feita junto à corretora, que pode repassá-la ao cliente ou não, o que depende, geralmente, da realização de um determinado número de operações, compras ou vendas, por mês.

(E, embora não interfira no valor mínimo de investimento, vale lembrar a tributação: quando se faz, num só mês, vendas acima de R$ 20 mil, paga-se 15% de Imposto de Renda sobre os ganhos gerados nas operações.)

Planejando o investimento em Bolsa, temos de considerar mais um fator. Acontece que as ações, modo geral, são negociadas em lotes de cem, padronização que facilita e amplia os negócios. Dá para contornar o padrão operando no mercado fracionário, segmento em que as ações são negociadas por unidade. O investidor pode comprar uma ação ou várias, sem se limitar aos múltiplos de cem (um lote).

Enfim, o valor mínimo para investir não é um ponto estático, mas o cálculo do valor a partir do qual, considerando as taxas, o investimento vale a pena, ou seja, tem perspectiva de pagar as despesas e ainda ganhar alguma coisa.

Ficou no ar? Para ganhar firmeza nos primeiros passos, considere um clube de investimentos, que é um grupo de pessoas – amigos, colegas de empresa, membro de um sindicato etc – se reúne para investir em ações, como se fosse um aplicador só, o que dissolve os custos. Além do mais, os participantes ficam mais motivados enquanto aprendem sobre o mercado e se acostumam a poupar.

Fonte! Chasque de Juliana Garçon, publicado no sítio da BM&F Bovespa, em "Mulheres em Ação", no dia 14 de fevereiro de 2011. Acesse abrindo a cancela clicando em http://www.bmfbovespa.com.br/.

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Nota deste sítio! Muitas questões que sempre pairam no ar dentre os futuros investidores estão respondidas neste chasque (texto). Ademais, o vivente precisa estudar, ler muito e ter "estômago" quando uma grande perda financeira se avizinhar (como a crise de 2008, com plena recuperação das perdas já no ano seguinte). Com certeza, no longo prazo, os ganhos serão na maioria das vezes, fabulosos.....

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Palestra gratuita em Santo Ângelo!

Bueno! Nota-se que a educação financeira está "pegando a estrada" e já está acontecendo de forma prática nos mais lingínquos rincões e esta é uma oportunidade que estará acontecendo na cidade de Santo Ângelo (RS) - a capital das Missões.

Leia o chasque (abaixo), que foi publicado no Clic RBS Santo Ângelo e fique por dentro e participe do evento, que será realizado pela Dérivés Investimentos, em parceria com a Acisa.

Palestra gratuita ensina a investir na Bolsa de Valores

A Dérivés Investimentos, em parceria com a ACISA, irá realizar, no dia 12 de janeiro de 2011, a palestra Desmistificando a Bolsa de Valores. O evento tem acesso gratuito e acontece a partir das 19 horas.

A Dérivés Investimentos busca, com esse evento, mostrar às pessoas como é fácil e acessível investir na bolsa de valores, bem como dar o assessoramento necessário na hora de começar a investir.

O agente autônomo de investimentos, Wagner Andrade, destaca a importância em levar a educação financeira para as pessoas que querem aprender a diversificar seus investimentos através da Bovespa. Segundo ele, hoje em dia, cada vez mais temos visto um aumento na procura por cursos voltados a criar um cultura de investimentos para longo prazo. “Atualmente, o mercado de ações brasileiro movimenta em média R$ 6 bilhões ao dia, e conta com cerca de 500 mil investidores pessoa física operando. Com o aumento crescente de investidores, a Bovespa estima que esse número chegará a 5 milhões de pessoas em 2014. Investir em empresas sólidas que são negociadas na bolsa, já está sendo tão cotidiano quanto ter uma conta no banco ou um aparelho celular”, destaca, acrescentando que, devido a este motivo é que se faz necessário que a cada dia mais pessoas tenham acesso a este tipo de informações.

Saiba tudo sobre o assunto.

E para quem quiser mais informações sobre o assunto, no dia 29 de janeiro, sábado, das 9 às 19 horas, a Dérivés Investimentos realizará o curso Aprenda Investir na Bolsa de Valores.

Interessados em obter mais informações sobre os eventos ou sobre o tema, podem entrar em contato por e-mail atendimento@derives.com.br e telefones (55) 3314 0174 ou 51 3027 9400. As vagas para ambos eventos são limitadas.

Por juliana-gomes

Fonte! Chasque e retrato publicados no Clic RBS Santo Ângelo - www.clicrbs.com.br/santoangelo, no dia 4 de janeiro de 2011, de autoria da leitora-reporter Edna Lautert. 

domingo, 24 de outubro de 2010

Atitude 33! Agir como um CTG ou como uma Sociedade Anônima?

Bueno! Boleio a perna para mais um dedo de prosa com os gaúchos de todas as querências bem como com os brasileiros em geral.

 Vamos comparar um CTG com uma S/A. E ver o que dá para levar para a vida pessoal. Te alcanço a cuia de mate e vamos lá:

Templo sagrado ao culto às tradições Gaúchas: galpão do CTG Amaranto Pereira - Alvorada/RS

1 - CTG! Os tradicionalistas do meu Rio Grande do Sul e do Brasil sabem o que significa. Aos não tradicionalistas, CTG é a sigla de Centro de Tradições Gaúchas, sendo o templo sagrado do culto às tradições gaúchas, não importando em qual querência (Estado ou cidade) isto aconteça. Há muito tempo a tradição gaúcha crusou o Rio Mambituba (divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na cidade praiana de Torres) e ganhou o Brasil. E onde tem tradição gaúcha, nasce a sociedade tradicionalista. Por isso temos estas sociedades espalhadas pelo país, em especial em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Planalto Central (DF), no Norte, Nordeste e Centro Oeste. E isto já aconteceu faz tempo, fora do país, como na América do Norte, Europa e Ásia.

 O CTG e demais sociedades com denominações semelhantes, mas com o mesmo objetivo, são as células iniciais do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), que aqui podemos denominar de Federação (em nível de Estado). Assim existe o MTG do Rio Grande do Sul, onde tudo começou. Além disso, no país temos o MTG de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Nordeste (União Gaúcha Tradicionalista do Nordeste), do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Planalto Central e da Amazônia. A estas federações estão filiados os CTGs dos seus respectivos Estados. Além disto temos a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), onde estas federações estaduais estão vinculadas em nível nacional.

 O CTG, a nível regional se reporta à Região Tradicionalista (no RS são trinta regiões) e a nível estadual, à sua federação, onde segue regras, regulamentos, crenças e valores do tradicionalismo gaúcho.

Mas em termos legais de direito, estas sociedades estão amparadas pelo Código Civil Brasileiro e são denominadas como sendo entidade cívicas, que se mantém sem fins lucrativos, sendo associativas, dedicadas à preservação, resgate e desenvolvimento da cultura gaúcha, com destaque para o nativismo, civismo, cultura regional, literatura, a parte artísica, folclórica e campeira do Rio Grande do Sul. Resumindo, o CTG é uma pessoa jurídica, com CNPJ próprio, sem fins lucrativos, como são as demais entidades de outros gêneros culturais, como as escolas de samba, clubes sociais e esportivos, etc.



2 - S/A - Sociedade anônima é a companhia de capital dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas (art.1º da Lei das S/A), cujo capital é dividido em ações ou fração, sendo este capital limitado no preço da emissão destas ações.

Diferente de um CTG, a caracterísitica principal de uma Sociedade Anônima é que elas visam lucro, que é o objetivo do vivente se associar numa destas empresas, ou via bolsa de valores comprando ações (quando a sociedade é de capital aberto) ou as que não negociam suas ações na bolsa de valores, sendo estas, empresas de menor porte, geralmente com número inferior a vinte acionistas (as de capital fechado)

 3 - Que atitude a tomar? O que levar para a vida pessoal? Que lição levar para oa futuro?
Família tradicionalista com a educação financeira na ponta dos cascos....

Bueno! Em torno de 95% do universo populacional economicamente ativo deste país, age como um CTG, escola de samba, clube social, esportivo, etc, ou seja, AGEM como uma SOCIEADADE SEM FINS LUCRATIVOS. São estas pessoas que ainda não despertaram para a educação financeira. Não tem um orçamento doméstico, não tem um controle orçamentário diário/mensal. São estas pessoas que compram compulsivamente, se endividam, não progridem financeiramente, vão penar e passar necessidades na velhice e o que é pior, vão culpar o azar, a falta de sorte e até o governo e vivem se queixando....


 No entanto, os que descobriram a educação financeira, se destacam e agem como uma Sociedade Anônima, pois agem como estas empresas que VISAM O LUCRO. Estas pessoas tem o seu orçamento financeiro doméstico diário/mensal. Sempre, antes de pagar os outros, se pagam sempre em primeiro lugar, ou seja, APLICAM com foco parte dos seus ganhos visando a compra de sonhos (à vista e com descontos), que pode ser o carro novo, a casa própria, a viagem dos sonhos, etc, ou a faculdade dos filhos, a própria aposentadoria complementar, dos filhos e até dos netos. São estas pessoas que programam a sua aposentadoria com produtos de previdência privada, ações em bolsa de valores, imóveis que vão gerar renda, etc, pois não vão depender somente do INSS (leia-se: Isso Nunca Será Suficiente), fazendo com que também não dependam na velhice da boa vontade dos filhos e dos genros/noras.

 Bueno! Aos tradicionalistas do meu Rio Grande do Sul e do país, este peão sugere que continuem militando no tradicionalismo gaúcho, fazendo parte das sociedades tradicionalistas, seguindo os preceitos culturais, sociais e cívicos que esta sociedade proporciona aos seus participantes, mas se fazem parte dos 95% dos viventes que NÃO TEM educação financeira, que dêem uma guinada de 360 graus na sua vida e se preparem para o futuro, pra quando a sua aposentaria chegar, nem que para isso faltem trinta anos ou mais, pois, quanto antes o vivente começar a se preparar, menos cobres (dinheiro) vai tirar do bolso da bombacha mensalmente.

Aos demais que vem periodicamente tomar um mate neste sítio, não sendo tradicionalistas, sugere-se a mesma coisa: educação financeira, uma guinada de 360 graus em sua vida financeira visando o futuro pra quando a aposentadoria chegar, com tranquilidade!

Fonte retrato Sociedade Anônima: www.dooutroladodomuro.blogs.sapo.pt.

 Baita abraço

 Tenham todos um bom domingo e uma ótima semana

 Valdemar Engroff - o gaúcho taura!!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Atitude 23! Peão e Prenda na Bovespa. Porque não?

Bueno! Sempre passei ao largo das páginas de economia nos grandes jornais. Sempre tive arrepios quando se falava em investir em bolsa de valores. Sinceramente, achava este filão do mercado, o caminho de uma gastrite, de uma úlcera, de doenças graves. Então sobravam os investimentos conservadores que pagam migalhas, como a tradicional poupança.

Mas isso faz parte do passado. E com certeza, com esta visão conservadora, deixei de ganhar muitos e muitos cobres não aplicando eles na Bovespa. E olha! Tendo poucos cobres no bolso da bombacha, existem duas maneiras bem fáceis de aplicar em renda variável:
1 - Aplicar em Fundo de Investimentos de Ações
2 - Clube de Investimentos

Além, é claro, o vivente deve abrir uma conta numa corretora, cujas taxas variam de uma para outra. Basta dar uma camperiada no sítio da Bobespa - http://www.bmfbovespa.com.br/ e ver a lista de corretoras e pesquisar nos seus respectivos sítios. Camperiando tu vais achar corretoras que aceitam valores irrisórios como depósito periódico em ambos os investimentos. Já achei, em ambos os casos valores mínimos exigidos de R$ 100,00.

E para o vivente se aprofundar um pouco mais, leia o chasque que foi publicado no sítio do Correio Brasiliense: "Número cada vez maior de jovens se aventuram no mercado de ações", abrindo a porteira clicando - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/19/economia,i=213674/NUMERO+CADA+VEZ+MAIOR+DE+JOVENS+SE+AVENTURAM+NO+MERCADO+DE+ACOES.shtml

Baita Abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

domingo, 27 de dezembro de 2009

De Mendigo a Milionário

A incrível história de Chris Gardner, o sem-teto que acumulou US$ 600 milhões

Por Osmar Freitas Jr. ? Nova York

É bem provável que o mundo tenha perdido um grande trompetista de jazz quando o americano Chris Gardner, 52 anos, compreendeu que ele não poderia ser outro Miles Davis – um dos deuses do gênero. “Estudei trompete por dez anos. Minha meta era ser Miles. Mas minha mãe me disse que o posto de Miles Davis já estava ocupado pelo original e que eu jamais seria ele”, diz.

O consolo foi abraçar outro sonho: o de ganhar milhões de dólares. E os Estados Unidos ganharam um excepcional financista e, ainda mais importante, um mito inspirador. Afinal, são poucos os que, como Gardner, saltaram da condição de miserável sem-teto para a de milionário, tornando plausível a promessa do “sonho americano” de oferecer infinitas possibilidades a quem tem força de vontade, caráter e senso de oportunidade. Além de sorte, claro. Contada por ele no livro The pursuit of happyness (À procura da felicidade), a história de Gardner – bem conhecida dos americanos – deve ganhar o mundo com o filme homônimo estrelado por Will Smith e seu filho Jaden (estréia no Brasil em 2 de fevereiro).

Trata-se da saga de um homem desempregado, abandonado pela esposa, tornado pai solteiro, mendigo, carregando o filho pequeno para os abrigos de sem-tetos, bancos de jardins e até banheiros públicos, ocupados à força para servirem de dormitório à dupla. Até que, com muito esforço e espírito empreendedor, Gardner consegue reverter esse estado de penúria para uma situação de riqueza, respeitabilidade e de fama. Hoje, ele tem uma fortuna estimada em US$ 600 milhões. Essa metamorfose, claro, dependeu de uma confluência de fatores que raramente se alinham. “Acho que somente nos Estados Unidos a minha história não é considerada uma anomalia. É claro que em outros países algumas pessoas conseguem repetir, ou mesmo superar, conquistas como as minhas. Mas são exceções que confirmam a regra que aponta esta nação como a verdadeira terra das oportunidades”, diz Chris Gardner, sentado atrás da mesa de conferências de sua empresa Christopher Gardner International Holdings, em Chicago. A peça de mobiliário, note-se, foi em outra encarnação a cauda de um avião DC-10.

Nos anos 80, Gardner vivia em San Francisco, onde trabalhava com venda de equipamentos médicos. Um dia, ele viu um sujeito numa Ferrari vermelha procurando vaga num estacionamento no centro da cidade. Impressionado com a máquina, ele ofereceu a sua vaga. “Falei para ele, você pode estacionar no meu lugar, mas me responda duas perguntas: O que você faz? E como você faz?” O dono da Ferrari disse que era corretor da Bolsa de Valores, vendia ações e faturava US$ 80 mil por mês – uma verdadeira fortuna na época. Ali, no ato, surgiu a inspiração indicando o caminho do ouro: “Naquele momento tomei duas decisões: entrar no negócios de ações e comprar uma Ferrari no futuro”, conta Gardner.

Ele acabou perdendo o emprego, mas não a perspectiva. Depois de muita insistência, Gardner finalmente conseguiu ser colocado como estagiário não remunerado numa corretora da Bolsa de Valores. Esta primeira tentativa, porém, não traria sucesso. O homem que lhe ofereceu o treinamento saiu da empresa e, da noite para o dia, fecharam-se as portas para o protegido. Novamente desempregado e com US$ 1.200 em multas de trânsito sem pagamento, Gardner foi parar na cadeia. Sua mulher – numa das piores decisões financeiras de que se teria notícia – o deixou a ver navios com o filho deles, Chris Jr., então com dois anos.

Suas economias se resumiam a US$ 25 no bolso. Seria o suficiente para fazer uma pessoa começar a beber. “Meu padastro era alcoólatra, fracassado, ressentido e violento. Por isso eu não bebo até hoje”, conta. Se era suficiente para comprar dois litros de uísque, o dinheiro não dava para pagar o aluguel. Sem casa, pai e filho montaram residência provisória no banheiro da estação rodoviária de Oakland – uma espécie de Niterói da região. E foi no toalete, ainda hoje em funcionamento, que o futuro milionário teve uma epifania: “Neste mundo existem dois tipos de pessoas: aqueles que vêem um monte de estrume e o identificam como merda e os que reconhecem ali uma boa quantidade de fertilizantes.” Com essa idéia na cabeça, Gardner passou a sair pelas ruas em busca de seu monte.

Depois de muito penar, ele teve outra oportunidade no programa de treinamento da corretora Dean Witter Reynolds. “Eu não ganhava nada. Meus colegas não sabiam que de noite, meu filho e eu dormíamos em abrigos de mendigos, banheiros e parques”, disse Gardner a ISTOÉ. A situação, embora considerada por ele como “promissora” – segundo a “teoria dos fertilizantes” –, não era nada confortável. Mas em 1981 ele finalmente obteve a licença para operar oficialmente na Bolsa de Valores. Imediatamente, encontrou emprego na conceituada firma Bear, Stearns & Company, trabalhando primeiro na área de San Francisco e depois em Nova York. De lá para diante, deslanchou e nunca mais parou. A primeira Ferrari de Gardner foi comprada de segunda mão. E não poderia ter passado por mãos mais significativas: pertenceu ao maior gênio do basquetebol, Michael Jordan. Pode ter sido um sinal de sorte. A aquisição foi feita nos anos 90, em Chicago, onde, como empresário independente, Gardner já havia montado banca para lidar com ações futuras de commodities. “No filme essa trajetória mudou um pouco, para melhorar a narrativa. Mas a essência é a mesma do livro”, diz o protagonista.

Os Estados Unidos têm fixação com a história de Cinderela, fascinados pela possibilidade de alguém sair da pobreza e ficar rico. É o conto de fadas que explicita o chamado american way of life. Christopher Gardner é apenas mais um exemplo desse mito. “Aqui é a terra das oportunidades. Quem se empenhar e trabalhar duro tem boas chances de se dar bem”, explica a apresentadora de televisão Oprah Winfrey. Ela é a voz da experiência. Nascida na miséria há 52 anos no paupérrimo e racista Estado do Mississippi, filha de mãe solteira, acabou se transformando na mulher negra mais rica da história do país, tem o programa de maior popularidade da tevê e é uma das empresárias de maior poder no mundo. Por seu sofá no estúdio de gravação passaram outros símbolos do american dream, como Michael Jackson, o próprio Chris Gardner e o senador Barack Obama, de Illinois, que disputa a nomeação do Partido Democrata à Presidência. “Isso não que dizer que nos livramos do preconceito racial. O racismo existe nos EUA, é um mal que impõe carga insuportável aos oprimidos e atrapalha a realização dos sonhos de cada um”, ataca Obama. Chris Gardner, o vencedor, concorda.

Fonte! Chasque postado no galpão virtual O NOSSO CAPITAL - http://onossocapital.blogspot.com, no dia 26 de dezembro de 2009.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Comece 2010 cuidando melhor do seu dinheiro

Férias, ceias, presentes, IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, estas são apenas algumas das contas que as famílias têm nesse período. Isso sem contar o que já gastamos normalmente, como aluguel, alimentação, saúde e despesas diversas que fazem com que o início do ano fique com a cor vermelha para as finanças de muitas famílias.

Entretanto, a educação financeira é o melhor meio de minimizar o impacto dessas contas no orçamento doméstico.

Neste período as famílias têm uma grande oportunidade de passar ilesas por essas contas, utilizando o 13º salário para aliviar essas contas e dar início a um futuro de tranqüilidade financeira, possibilitando que se atinjam os sonhos futuros. Para isso, é necessário que se tenha idéia em que situação suas finanças se encontram, eu divido as pessoas em três grupos: “Endividados”, “Equilibrados Financeiramente” e “Investidores”.

Para saber em qual grupo sua família se encontra é necessário fazer um diagnóstico financeiro das contas mensais, ou seja, deverá saber o que ganha, o que gasta, se tem dívidas ou bens e investimentos. A partir disso, a pessoa pode se planejar para dar outros passos poupando para realizar seus sonhos, a partir do grupo que se encontra.

Se você estiver entre os endividados, o correto é registrar por 30 dias tudo que ganha e gasta, para que possui rendimentos variáveis aconselho a fazer esse exercício por 90 dias, com isso se descobrirá a média de gastos.

Nesse exercício é fundamental registrar até mesmo os pequenos gastos, como gorjetas, lanches, padarias, estacionamento, etc.. Ao fim desse período certamente se terá uma grande surpresa já iniciando a mudar alguns comportamentos com relação a utilização de seu dinheiro, reduzindo gastos desnecessários que já tinham se tornado hábitos.

Com a sobra resultante dessa mudança de hábito, você deverá procurar os credores para uma negociação com alongamento das dívidas de preferência sem juros caso isso não seja possível as taxas não deverão ultrapassar 2,5% ao mês, com parcelas que caibam em seu orçamento mensal.
Fora isso, o dinheiro do 13º salário deverá ter uma parte reservada para as compras e gastos de fim e início de ano e uma porcentagem maior para a criação de uma reserva. Recomendo guardar pelo menos 50%. A idéia é se tornar um investidor, desenvolvendo o hábito de poupar antes de gastar.

Se você está no grupo dos equilibrados Financeiramente, sem dívidas, entretanto sem dinheiro poupado, a melhor opção é iniciar um investimento, pode ser poupança, previdência privada, mas sempre amarrando este dinheiro a um sonho, podendo este ser de curto, médio ou longo prazo.

Pelo menos uma parcela do 13º salário deve ser destinada para este fim. Entretanto, o mais importante para este grupo é criar o hábito de poupar. Não se esquecendo é claro de reservar o dinheiro necessário para suprir os gastos do fim de ano.

O grupo dos investidores já atingiu o status de aplicar parte do que ganha mensalmente, assim esta de parabéns e neste sentido oriento que continuem a poupar parte do que ganha, nunca gastando mais de 80% do que você ganha mensalmente, os 20% restantes deverá ser canalizado para seus sonhos e objetivos de curto, médio e longo prazo.

O questionamento que normalmente vem à cabeça é: como faço se meu orçamento está apertado? A resposta é que só depende de sua atitude de querer e mudar o comportamento, e o mais importante é que você já iniciou esse processo. Em relação ao 13º Salário, todo o valor deverá ser canalizado para reforçar ainda mais suas aplicações, contudo, sempre com uma linha de investimento de curto prazo para poder dispor desse dinheiro para pagamento das dividas de fim de ano.

Depois de ter ajustado suas finanças é a hora de saber como agir em relação as contas de fim e início de ano. Em relação às despesas de natal, férias e ceias, o certo é colocar todos os gastos dentro de seu planejamento e nunca gastar mais do que se pode. Muitas vezes um presente um pouco mais simples é o que fará a diferença entre um 2010 com dívidas ou sem.

Sobre as contas de início de ano, o IPVA e o IPTU devem ser pagos preferencialmente a vista, aproveitando os descontos oferecidos. O mesmo ocorre com a matricula escolar, sempre tentando desconto pelo pagamento a vista. Para a compra do material escolar recomendo que os pais realizem pesquisas e que façam a compra em conjunto com outros pais. Quanto maior a quantidade a ser comprada, mais poder de negociação as pessoas terão.

Os caminhos da educação financeira parecem complicados, mas, na realidade não são, assim, aproveite seu 13º salário com sabedoria e lucidez, saiba que seu sucesso depende diretamente de suas atitudes. Boa Sorte!

Fonte! Galpão Virtual (Blog) Disop Terapia Financeira - http://disop.wordpress.com