Mostrando postagens com marcador Abrapp. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abrapp. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Com planos por CPF e cashback, Abrapp quer ampliar previdência fechada no Brasil

Sob o comando de Devanir Silva, nova gestão propõe mudanças estruturais e novo posicionamento para o sistema de previdência complementar fechada
Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp. (Foto: Divulgação)
Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp. (Foto: Divulgação)

A previdência complementar fechada se prepara para uma reformulação profunda. À frente da Abrapp no triênio 2025-2027, Devanir Silva propõe “ressignificar” o setor, trocando o discurso técnico e distante por uma abordagem mais próxima da realidade das pessoas, em sintonia com as mudanças demográficas e com as novas formas de trabalho. E a meta é ambiciosa: ampliar tanto o alcance quanto a importância desse modelo de poupança de longo prazo, até que ele represente 100% do PIB brasileiro em dez anos.

Com aproximadamente R$ 1,3 trilhão em ativos sob gestão, o setor de previdência complementar fechada no Brasil representa atualmente cerca de 12% do PIB. Apesar de ser um montante significativo, a cobertura ainda é restrita. Isso porque o número de participantes ativos nos planos permanece estagnado em aproximadamente três milhões, enquanto mais de 70 milhões de brasileiros em idade produtiva seguem desprotegidos por qualquer regime previdenciário complementar.

“A previdência precisa deixar de ser percebida como algo distante e incerto. Nosso objetivo é que seja vista como uma ferramenta concreta de construção de futuro”, diz Silva em conversa com o InfoMoney. Com mais de quatro décadas de experiência no setor, ele pretende consolidar uma nova narrativa para o produto, baseada em pilares que incluem a educação previdenciária, a ampliação da cobertura e a proteção do poupador.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial do InfoMoney, em 25 de junho de 2025, por Janice Colaço: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/com-planos-por-cpf-e-cashback-abrapp-quer-ampliar-previdencia-fechada-no-brasil/

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Fundos de Pensão somam patrimônio de R$ 982 bilhões e operam em níveis pré-crise

Reforma, Selic e pandemia aceleraram interesse do brasileiro pela seguridade, diz Martins

Reforma, Selic e pandemia aceleraram interesse do brasileiro pela seguridade, diz Martins / ABRAPP/DIVULGAÇÃO/JC


Os fundos de pensão tiveram desempenho positivo novamente em julho, com resultados semelhantes ou superiores aos registrados no período pré-pandemia. Os ativos das entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) somaram R$ 982 bilhões, equivalentes a 13,7% do PIB, retomando praticamente o nível anterior ao do impacto do coronavírus. As informações são do Consolidado Estatístico da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), que reúne os fundos de pensão.
 
Outro dado que mostra a rápida recuperação do sistema é a rentabilidade acumulada pelos fundos de pensão nos primeiros sete meses do ano, cujo resultado foi de 1,83%, recuperando-se portanto da rentabilidade negativa registrada em março, de -6,3% . No mês de julho, a rentabilidade das EFPCs foi de 3,10%, em comparação à TJP de 0,92%.
 
Além disso, as EFPCs reduziram bastante o déficit líquido (superávit menos déficit) nos últimos meses. De acordo com o levantamento da Abrapp, esse resultado despencou para R$ 9,3 bilhões em julho, em comparação aos R$ 58 bilhões de março deste ano, quando a disseminação do coronavírus ganhou força no país.
 
Os planos instituídos (aqueles criados por entidades de classe e sindicatos, entre outros) continuaram a ter crescimento no período. O número de participantes nesses planos somou 552,4 mil em julho, mais que o dobro do registrado há 5 anos, quando esse total era de 250,3 mil pessoas.
 
O diretor-presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins, destacou que a reforma da previdência, a queda na taxa de juros e, mais recentemente, a pandemia do novo coronavírus são acontecimentos que impulsionam o interesse dos brasileiros pela consolidação de um plano de previdência privada. "A população está vendo que o Estado vai estar cada vez mais distante da sua condição de grande provedor das previdências públicas", disse Martins em entrevista coletiva para detalhamento do desempenho realizada nesta quinta-feira).
 
A região Sul tem 44 fundos de pensão e se mantém como a segunda mais relevante - atrás apenas do Sudeste. Os investimentos das fundações na região somam R$ 65,1 bilhões e são 277 mil participantes ativos, além de 451 mil dependentes.
 
No Rio Grande do Sul, o maior fundo de pensão é a Fundação Família Previdência, que tem mais de 17 mil participantes, beneficiando cerca de 30 mil pessoas. A Fundação Família Previdência, ex-Fundação CEEE, ocupa o 23º lugar no ranking nacional da Abrapp, que abrange cerca de 300 entidades fechadas de previdência complementar.
 
Fonte! Chasque (post) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição dos dias18, 19 e 20 de setembro de 2020, por Roberto Mello.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Resolução CNPC nº 32: Reta final para adaptação às novas exigências

Aprovada em dezembro do ano passado, a Resolução CNPC nº 32/2019 representa um forte avanço e modernização na prática da comunicação entre as entidades fechadas (EFPC) e seus participantes ativos e assistidos. A norma já está em vigência desde sua publicação no Diário Oficial da União em janeiro deste ano, porém, as entidades contam com o prazo até o próximo dia 31 de dezembro para se adaptarem às exigências. Em um cenário ainda marcado pelo estado de calamidade pública provocado pela pandemia de COVID-19, o tempo que resta pode ser apertado para aquelas que ainda estão em fase inicial de adaptação.

“A Resolução nº 32 representa uma verdadeira revolução para nosso setor. É uma norma que aperfeiçoa a comunicação e a transparência e reconhece o uso da internet e dos meios digitais. É muito moderna e útil e reforça o caminho sem volta que a maioria das entidades já está trilhando”, diz Rodrigo Sisnandes, Diretor Executivo da Abrapp e Diretor Presidente do Família Previdência. Ele considera que a norma é bastante positiva e que não está fazendo exigências além do necessário.

“Acredito que a maioria das entidades já está nesta direção de modernização da comunicação. Porém, existe um grupo pequeno, talvez daquelas de menor porte, que poderão enfrentar alguma dificuldade para cumprir os prazos exigidos”, comenta. Ele revela que na próxima reunião da Comissão Técnica de Estratégia e Criação de Valor da Abrapp, prevista para o mês de setembro, pretende propor a realização de um levantamento para identificar as reais necessidades e dificuldades das EFPCs. “É possível que algumas dificuldades de prazo sejam identificadas até mesmo pelo contexto da pandemia, em que a maioria das equipes continua trabalhando em regime de home office”, conta Sisnandes.

Por enquanto, a Previc não acenou com a possibilidade de prorrogação de prazos. Seus diretores têm ressaltado a importância das novas regras para atender uma necessidade de mudança no tratamento na relação dos gestores com os participantes. “Desde o início resolvemos chamar a resolução com o nome de norma de transparência, que tem o objetivo de promover a redução de assimetrias de informações entre os participantes e os próprios fundos. Isso é muito importante porque contamos com os participantes e assistidos como agente pró-ativos no monitoramento e acompanhamento de seus recursos”, diz Lúcio Capelletto, Diretor Superintendente da Previc.

Ele explica que o tratamento é especialmente importante para os participantes de planos de Contribuição Definida (CD), já que nos planos de Benefício Definido (BD), não existe essa necessidade de maior interação. “As entidades deverão oferecer um simulador para seus participantes. É um instrumento importante para que os participantes possam fazer as simulações de acordo às variações de taxas e contribuições, considerando tempo de contribuição e outras variáveis como por exemplo a taxa de administração”, comenta Capelletto.

Norma oportuna - Os Diretores da Previc têm ressaltado também o momento oportuno de publicação da nova norma. “A pandemia trouxe a tona essa realidade. Reforçou a necessidade de um canal de comunicação mais claro e objetivo, com o uso de plataformas digitais. Tudo isso acabou acelerando esse processo que já vinha antes”, diz José Carlos Chedeak, Diretor de Orientação Técnica e Normas da Previc.

Ele lembra que a Resolução nº 32 substituiu CGPC 23/2006, que já trazia muitos comandos, mas que foram reescritos com uma linguagem mais direta. Chedeak ressalta a importância de uma divulgação ativa de informações de forma geral presente no comando da nova resolução. “A divulgação ativa diz respeito a tudo aquilo que o participante não precisa pedir para receber”, explica o Diretor. Ele destaca duas importantes mudanças, uma delas é a disponibilização de informação consolidada demonstrativo investimentos a cada 6 meses. E a outra, é a obrigatoriedade de um simulador para facilitar projeções aos participantes.

Para os planos CDs, será exigida a disponibilização de extrato para o participante, com projeções de saldo, considerando cenário atual. Dado o nível de contribuição e a reserva, o participante deverá contar com informações para tomar as melhores decisões possíveis. Chedeak diz ainda que a Previc está preparando um documento do tipo perguntas e respostas o objetivo de esclarecer os principais pontos da Resolução nº 32.

Interface com dados - A maioria das entidades já conta com simuladores e áreas restritas nos sites, mas uma das dificuldades decorrentes das exigências da nova norma, é que eles devem permitir a interação com as bases de dados. “É uma questão de ajustamento dos sistemas para permitir a interface adequada com os dados das entidades. É necessário deixar as ferramentas de consultas online para realizar as devidas simulações, tudo de forma automatizada”, diz Daniel Pereira, Sócio-Diretor da Consultoria Wedan. É semelhante com os sistemas que permitem o acesso às informações da conta corrente bancária ou a uma aplicação em fundo de investimento.

O consultor acredita que a maioria das entidades já está em processo de adaptação. Porém, para aquelas que ainda estão em fase inicial de adaptação, é possível que não consigam atender ao prazo exigido.

No caso da ETQPrev, por exemplo, a entidade está em fase adiantada de adaptação às exigências da Resolução nº 32. “São mudanças que levam algum tempo. Nós começamos há cerca de um ano e agora estamos na fase final de adaptação”, diz Mauro Chaves, Diretor Presidente. Ele explica que tem muitos detalhes da nova regra, como a disponibilização de informações das reservas por classes de ativos. Para as grandes fundações, ele considera que seja mais fácil pois contam com equipes maiores e mais recursos.

“Não somos uma entidade de grande porte. Estamos em fase de crescimento, mas não temos tantos recursos quanto às grandes fundações. Começamos em julho do ano passado e quando veio a nova Resolução, tivemos de acelerar o processo de adaptação. Para quem está começando agora, será mais difícil”, comenta Mauro Chaves.

O Diretor Presidente da ETQPrev diz que o advento da pandemia também promoveu a aceleração do processo do uso intensivo dos meios e plataformas digitais. No caso da entidade, também ajudou o fato de contar com participantes espalhados em cinco estados diferentes do país - Pará, Maranhão, Alagoas, Piauí e Distrito Federal. E conta com duas entidades em fase de incorporação, a Faceal e a Facepi, ambas em processo de aprovação pela Previc.

“Já tínhamos uma necessidade muito grande de desenvolvimento de sistemas e plataformas digitais para atender o conjunto de nossos participantes. Chegou a pandemia e essa necessidade foi ampliada. Eu sinceramente pensei que teríamos muitas dificuldades no início, mas para minha surpresa, o atendimento não caiu, pelo contrário, contamos com uma rápida modernização dos sistemas e forte engajamento da equipe”, comenta. Ele prevê que até outubro estará com o simulador e todos os novos sistemas em funcionamento, conseguindo atender o prazo da resolução.

Avanço - O Diretor de Benefícios e Administração da Regius, Sandro Soares de Souza, considera a Resolução nº 32 como um marco no aperfeiçoamento da governança e transparência do sistema. “É um grande marco sem dúvida. Acho positivo o reconhecimento das mídias sociais e uso das plataformas digitais na comunicação com os participantes. E traz também um conceito de ativismo da informações”, diz o dirigente.

Ele ressalta que as entidades devem adotar uma postura de procurar os participantes e alertá-los sobre as projeções de benefícios futuros. Sandro diz que a entidade disponibilizou um novo simulador para os participantes no início do mês de agosto. E além disso, tem realizado ações de integração do programa de educação financeira e previdenciária com a utilização do novo simulador (leia mais em entrevista a ser publicada nos próximos dias).

Educação - Para o Diretor da Abrapp, Rodrigo Sisnandes, é muito importante que as entidades fortaleçam seus programas de educação financeira e previdenciária, com o foco em participantes de planos CD. “Os programas de educação associados com as informações e uso de simuladores são ferramentas essenciais para evitar a frustração do participante com o benefício futuro”, comenta Sisnandes.

Ele comenta que em sua entidade, a Família Previdência, foi constituído um Grupo de Trabalho logo após a aprovação da Resolução nº 32, para estudar e propor os ajustes necessários. “Já contávamos com aplicativo, ferramentas de saldo, simuladores, pois já estávamos em processo de abertura para o mercado, com ações para atração de novos participantes e instituidores”, comenta.

A entidade tem uma forte atuação na disseminação do plano família e ainda desenvolve ações para buscar adesões de novos patrocinadores e instituidores. A saída a mercado e o objetivo de reter e ampliar as contribuições dos participantes, impulsionou os investimentos da entidade nas ferramentas digitais e em seu programa de educação, chamado de PrevLab.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial da Abrapp por Alexandre Sammogini, em 13 de agosto de 2020. Abra as porteiras clicando em: https://www.blogabrapp.org/post/resolucao-cnpc-n-32-reta-final-para-adaptacao-as-novas-exigencias?fbclid=IwAR0mYZ64Dk-gxK3w-RMJic7lM3EubRQpVYxR5SFhzPRTiAHcXGeidzH1mDc

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Presidente Lula sanciona Lei que cria a Previc

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última quarta-feira (23) a lei que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), destinada a supervisionar e fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs). A PREVIC é uma autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e patrimônio próprio.

Em conversa pelo telefone agora há pouco com o Presidente da ABRAPP, José de Souza Mendonça, o Ministro da Previdência, José Pimentel, afirmou que o nascimento da PREVIC é fruto de um esforço conjunto para o qual a ABRAPP com certeza muito contribuiu. Por sua vez, Mendonça sublinhou mais uma vez a necessidade de a PREVIC confirmar na prática o seu perfil técnico e defendeu que o novo órgão venha a ser comandado pela mesma equipe que na Secretaria de Previdência Complementar (SPC) já mostrou todo o seu imenso valor, através de uma elevada produtividade e de um permanente diálogo. Mendonça festejou o surgimento da PREVIC como um marco a partir do qual o sistema brasileiro de fundos de pensão poderá avançar muito mais.

A PREVIC, que continuará vinculada ao Ministério da Previdência Social, terá carreira própria, inclusive para cargos de chefia, e será composta por uma Diretoria Colegiada, Procuradoria Federal, Corregedoria, Ouvidoria, Câmara de Mediação e Arbitragem e uma Câmara de Recursos. A Diretoria Colegiada terá um diretor-superintendente e quatro diretores, indicados pelo ministro da Previdência Social e nomeados pelo Presidente da República.

Já o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), que substitui o atual Conselho de Gestão (CGPC), exercerá a função de órgão regulador do regime de previdência complementar e será responsável pela definição das políticas e diretrizes aplicáveis ao referido regime.
Em 31 anos de existência, a previdência complementar cresceu bastante. Existem hoje 372 entidades fechadas, 1.037 planos previdenciários que acumulam um patrimônio de R$ 462 bilhões, correspondendo a 17% do PIB brasileiro. Esse sistema conta com a participação de 2,6 milhões de participantes, entre trabalhadores ativos e assistidos, totalizando cerca de 6,7 milhões de pessoas, aqui incluídos familiares e dependentes.

Na avaliação do secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, números tão representativos para a economia brasileira exigem um órgão regulador e supervisor de igual importância: “Queremos que a previdência complementar tenha suas bases mais bem estabelecidas, mais institucionalizadas. Nos últimos seis anos fizemos um trabalho excelente em termos de supervisão e de regulação, mas em termos de estrutura estamos como o alicerce ainda frágil. A PREVIC representa a consolidação da previdência complementar”, garantiu. (AgPrev-Abrapp)

Fonte! Chasque publicado no dia 28 de dezembro de 2009 no Galpão Virtual do Diário dos Fundos de Pensão -http://www.abrapp.org.br/diario/ .