sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Bolsa é opção para aposentadoria

Feitos de forma consciente, investimentos em ações podem funcionar como uma boa fonte de renda a longo prazo

Quando um trabalhador da iniciativa privada se aposenta no Brasil, via de regra, vê sua renda mensal cair consideravelmente. Atualmente, o valor máximo de benefício pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é de R$ 3.218,90. Uma pessoa que, na ativa, recebesse R$ 5.000,00 veria seu salário cair em 35% - ou R$ 1.781,10, o que representa, nos dias de hoje, 3,83 salários-mínimos. Para complementar os ganhos, a primeira coisa que vem à cabeça dos trabalhadores são as boas e velhas previdências privadas. Há quem opte ainda pela poupança ou mesmo pelos fundos de renda fixa. O que muita gente não sabe, porém, é que a Bolsa de Valores pode representar uma boa (e relativamente segura) fonte de renda a longo prazo. Em suas formas mais “conservadoras”, os investimentos em ações costumam remunerar na ordem de 2% sobre o capital investido. Para termos de comparação, a rentabilidade mensal dos fundos de renda fixa hoje não passa de 0,8%. No caso da poupança, a remuneração não vai além de 0,6%. Na opinião do economista Gabriel Duarte, o mercado de ações pode ser considerado, atualmente, uma das melhores opções de investimento a longo prazo. “Há várias estratégias disponíveis que podem garantir ao investidor uma boa renda, sem grandes riscos”, afirma. Prova disso é que, só este ano, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve valorização de 84%.

Atualmente, as grandes apostas dos investidores têm sido nas ações de empresas brasileiras cuja produção é voltada para o mercado interno. “O consumo está em alta no País, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, que ainda tentam recuperar suas poupança interna afetada pela crise financeira internacional”, explica.

Fonte! Chasque publicado no galpão virtual do Jornal de Baurú / SP - www.jcnet.com.br, no dia 10 de dezembro de 2009.