domingo, 26 de janeiro de 2014

Certificação é coisa séria

Créditos: www.emater.tche.br
As normas e padrões de qualidade definidos no Manual de Requisitos para Certificação da Qualidade do Processo de Produção da Erva-Mate envolvem 150 itens que buscam garantir a adoção de boas práticas agrícolas, transporte e  fabricação e auditorias em todas as etapas da cadeia produtiva, esclarece o gerente da área na Emater, Carlos Augusto Weydmann, a propósito de críticas reproduzidas nesta coluna. As empresas que cumprem os requisitos recebem um certificado e o direito de estampar na embalagem de suas marcas um Selo de Qualidade. Além de diferenciar e valorizar o produto no mercado interno, o selo ajuda a conquistar novos mercados, inclusive no exterior. E para ganhar competitividade é imprescindível que o produto possua um certificado de qualidade, diz Weydmann.

Ervas já certificadas

Cinco ervateiras gaúchas já têm o Selo de Qualidade da Emater, cuja adesão por enquanto é voluntária: Ximango, Valério, Vier, Sabadin e Nutrimate. Outras estão se preparando para ingressar no programa. E há as que são contra, como já se manifestou a Madrugada, de Venâncio Aires, do tipo “não provei e não gostei”. Mas estas perdem dinheiro.     

Fonte! Chasque (texto) publicado na coluna Obsrervador, por Afonso Ritter, no Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 24 de janeiro de 2014.

Este chasque é devido à repercução da coluna anterior (23 de janeiro), do mesmo colunista, no mesmo veículo de comunicação, como segue:  

A certificação da erva-mate

O diretor da Madrugada, de Venâncio Aires, escreve para minimizar a importância da certificação da erva-mate pela Emater. Ele diz que nunca participou da certificação: “Mas, após análise criteriosa, chegamos à conclusão de que o selo em nada contribuiria com a qualidade. É fonte de receita para a Emater e despesa desnecessária para a empresa. Vendo empresas desistindo do selo, temos mais certeza de que nossa decisão foi a mais acertada”, comenta. Na mesma direção, escreve o ex-secretário da Agricultura de Nova Petrópolis e atual secretário de Administração, Bruno Seger, “Gostaria de saber quantas vezes a Emater visita estas ervateiras durante o ano, pois o selo é meramente impresso e a impressão é feita em milhares de embalagens por ano. Conheço muitas ervateiras e tenho a absoluta certeza que não fazem mistura alguma, para mim o selo não é sinal de pureza.”