domingo, 24 de novembro de 2013

Meu gerente bancário não é lá muito meu amigo


Meu gerente bancário não é lá muito meu amigoQue me desculpem os gerentes de banco, mas hoje vou “criar caso”. Gerentes são profissionais destinados a atender o público bancário, mas obviamente contratados e pagos pelos bancos para atender, primeiramente, os interesses dos bancos (e, quando possível e compatível, os dos clientes).

Conflito de Interesses

Interessante a postura do gerente bancário, não? Trata-se de uma situação complicada: eles posam de defensores dos interesses de seus clientes, dizem oferecer o melhor para você e eu, mas na verdade defendem os bancos e buscam atingir – muitos a qualquer custo – suas metas pessoais.

Um exemplo disto que falo é o esforço que fazem para vender títulos de capitalização. É comum ver gerentes oferecendo este produto a clientes no momento da tomada de empréstimos. Santo Deus do céu, como isto é cruel com o cliente!

O sujeito está apertado, precisando tomar um empréstimo e o gerente bancário tenta empurrar – e muitas vezes consegue – um produto que é pouco rentável (rende menos até que a poupança), sob o apelo dos sorteios. O produto é tão lucrativo para a instituição que eu não conheço um gerente de varejo que não tenha meta agressiva de venda de títulos de capitalização.

Bom, se você está lendo e entendendo o que eu digo, não vai investir enquanto estiver endividado (muito menos comprar título de capitalização) e, se quiser fazer seu joguinho, que seja na Mega-Sena, de preferência na Mega da Virada, pois, se ganhar, paga a dívida e “investe pra valer”.

Despreparo

Pior que o conflito de interesses, a meu ver, é o despreparo do “gerente médio” que está atendendo o varejo. É comum que não conheçam adequadamente o que o próprio banco tem nos oferecer, especialmente quando tratamos de produtos um pouco mais sofisticados.

Passou do “arroz com feijão”, ou seja, poupança, título de capitalização e meia dúzia de fundos, é provável que sua pergunta não será prontamente respondida. Boa parte não sabe falar (ou não quer!) sobre Tesouro Direto – alguns se dão ao trabalho de pesquisar e te dão retorno posteriormente, é verdade.

Se não conhecem sequer os produtos que o banco para o qual trabalha disponibiliza, quanto mais saber o que o mercado oferece. É ainda mais improvável conseguir uma comparação minimamente razoável com o que está posto. Cabe a você, portanto, conhecer o que cada um oferece, entender os riscos e os bônus, comparar e aplicar seu dinheiro da forma mais adequada. Sim, é você quem tem que cuidar disto, não dá para delegar e esquecer.

Conclusão

Tentando resumir o meu recado de hoje, é melhor você mesmo procurar tomar conta do seu dinheiro. Ouça seu gerente bancário, mas tenha condições de entender e ponderar com ele, buscando o melhor produto para você. E escute outros gerentes, de outras instituições e também especialistas e consultores isentos. Ah, e não “invista” em títulos de capitalização.

É claro que não se pode generalizar, então interprete este texto como uma crítica a um (grande) grupo de profissionais. Você tem alguma experiência com gerentes de banco para compartilhar? Se não concorda, comente. Vamos debater? Deixe seus comentários no espaço abaixo. Até a próxima.

Foto “Accounting”, Shutterstock.

Fonte! Chasque (texto) de fundamento de Daniel Meinberg, publicado no sítio Dinheirama, no dia 08 de novembro de 2013. Abra as porteiras clicando em  http://dinheirama.com/blog/2013/11/08/meu-gerente-bancario-nao-e-la-muito-meu-amigo/.  

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Bueno! A melhor coisa é trabalhar com o banco que está a serviço da empresa onde tu trabalhas, com um posto avançado dentro desta empresa.

É o meu caso. É o caso do banco estabelecido no interior da empresa onde trabalho.

O posto atendo as demandas da empresa e dos servidores desta. No caso específico, o banco é público, e sendo público, tem umm índice menor desta "venda" de produtos para alcançar metas, como acontece nos grandes gonglomerados financeiros privados brasileiros.

Baita abraço

Valdemar Engroff