quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Atitude 15! Quando há conflito ou quando o vivente não domina o assunto....

Bueno! Quantas vezes o vivente, numa roda de mate, numa charla (conversa) com os amigos, ficou "boiando", ficou tipo "peixe fora d'água", sem argumento, sem assunto. Ou então entrou numa briga de foice (de argumentos), quando o assunto "pega fogo"?

Trabalho numa grande empresa em Porto Alegre e muitas vezes fico sem assunto, ou então entro com argumentos contrários com os meus colegas, numa bela peleia de palavras. Posso citar alguns exemplos:

1 - Comentários a respeito do capítulo da novela das 8h de ontem – isso é fato, pois não sou adepto do que passa de um capítulo. Descarto até as séries, sub-séries, minisséries. Por isso, não me prendo a novelas e muito menos aos Big Brother e assemelhados. A primeira e última novela que assisti do começo ao fim, ficando preso ao horário, à TV e à alienação, foi Pai Herói. E olha, eu era guri de calça curta.... ou seja, isso faz muito tempo. Bueno! Neste caso, fico sem argumentos e sem assunto.

 2 – Financiamentos a perder de vista, em 10, 15, 20, 30 anos – tenho náuseas quanto a estes prazos de financiamentos, utilizados na compra do tão sonhada rancho próprio (casa própria). É um passivo muito grande. É como se diz na minha terra, um buraco sem fundo. E o argumento de quem compra nestes condições, é “se não fizer assim, nunca sairei do aluguel” ou “se não fizer assim, nunca terei a minha casa própria”. O mesmo vale na compra do carro do ano ou dos sonhos – muitas vezes adquirido, sem entrada e em até 84 suaves prestações. Nos dois casos, o peão ou a prensa, talvez nunca tenha pensado e talvez nunca tenha feito um planejamento financeiro, fazendo um lastro de poupança, de investimentos, para comprar os seus sonhos à vista (no caso, a sua casa ou seu carro). É como diz o Conrado Navarro em seu livro “Vamos Falar de Dinheiro?”: “se tu não tens condições de comprar à vista um bem, um dos teus sonhos, tu não tens direito de adquirir ainda este bem, este teu sonho”. Neste caso, defendo o que penso, conforme exposto neste chasque.

 3 – Garantia estendida – entrei nesta somente uma vez. Mas já li a respeito em algum sítio (blog) que este é um fator que onera a compra. Foi no mês de maio (véspera do dia das mães), num grande hipermercado em minha cidade (Alvorada – RS), na fila do caixa, na minha frente tinha uma senhora, bem humilde, que estava adquirindo em dez vezes sem acréscimo um aparelho de DVD, que, pelo preço a vista (e parcelado) custou R$ 99,00. Foi-lhe oferecida a garantia estendida, que aumentava a garantia do bem de 12 para 24 vezes. Mas o preço subiu de elevador: foi parar nos R$ 130,00 e a humilde senhora, que provavelmente não tem educação financeira na bagagem, como a grande maioria do povo brasileiro, aceitou. Nesta situação, com os meus argumentos acima, são suficientes ser contra esta medida adotada pelos grandes bolicheiros (lojistas).

 4 – Bueno! Sempre me pago primeiro – aí quando eu entro num assunto destes numa roda de mate num galpão de CTG, ou numa charla (conversa) com os colegas na empresa onde trabalho, eu corro risco de ficar falando sozinho. Dou graças pois pelo menos, este assunto, é abordado no meu rancho. Neste caso, eu PARCELO MENSALMENTE, pois os descontos acontecem diretamente da minha folha de pagamentos: do investimento no Fundo de Pensão, das aplicações em renda fixa que faço na Cooperativa de Crédito Mútuo dos Servidores da empresa onde trabalho, bem como, do meu PGBL, do VGBL da esposa e das duas filhas e esporadicamente num clube de investimentos e de vez em quando na velha caderneta de poupança..... Nós costumamos nos PAGAR PRIMEIRO. Depois pagamos o governo (impostos) e os outros, como o posto de gasolina, o supermercado, o CTG quando vamos em algum fandango ou baile gaúcho, etc. Andamos sempre com o laço esticado, mas não permitimos a cor vermelha em nossa família, principalmente na conta corrente do banco. E saber que tem muita gente que deve no banco, na fundação, pros parentes e pros agiotas....

 5 – Gosto de futebol uma barbaridade! De ir a estádio ver o meu time jogar (o Grêmio). Gosto por que o jogo é realizado num dia e tem começo, meio e fim. Não seria adepto do esporte bretão se o primeiro tempo fosse realizado num dia e o segundo tempo noutro dia. Gosto também do cinema, pois, o filme, geralmente tem começo, meio e fim. Não seria adepto da sétima arte se os filmes somente tivessem continuações. Assim levo a vida que se resume, num filme, num jogo de futebol, na compra a vista (sem parcelamentos, sem novela, sem série, sem a garantia estendida). Fora a rivalidade existente no futebol do Rio Grande do Sul, com os argumentos expostos neste chasque, não há conflito. É claro, pode haver com os que assistem as novelas.....

Fonte da Charge! http://www.tatvet.blogspot.com/

 Baita abraço do Valdemar Engroff – o gaúcho taura!