terça-feira, 13 de julho de 2010

Sete opções para encher o porquinho

Veja sugestões de investimento dos especialistas para o segundo semestre

Sobrou uma graninha no final do mês e você não sabe onde investir? É bom ficar atento para não se antecipar e fazer um negócio que só vai trazer dor de cabeça no futuro. Muita coisa mudou desde o início do ano. Os juros estão em alta. As ações estão caindo. E no primeiro semestre o melhor rendimento foi do ouro, que se valorizou 19,52%.

Antes de definir qual a aplicação que será escolhida, é importante prestar atenção em alguns detalhes. A professora de economia monetária da Univille Jani Floriano explica que é preciso ter claro qual o volume de dinheiro que será aplicado, para qual finalidade o dinheiro será destinado e quanto tempo ele pode ficar parado. “A poupança é uma boa opção porque não há tributação, taxas e o dinheiro pode ser resgatado quando a pessoa quiser”, diz. Para ela, é interessante aplicar na caderneta quem tem até R$ 3 mil.

O agente financeiro Eduardo Pantoja Albo recomenda que se o investidor tiver planos de utilizar o dinheiro em um tempo menor que 12 meses deve optar por aplicações renda fixa. “Dentro da renda fixa, se ele precisa de liquidez imediata, a melhor opção é a poupança. Depois disso, pode migrar para o CDB – liquidez quase imediata – ou os títulos públicos”, diz.

Albo diz que o grande trunfo de quem aplica na caderneta de poupança é que esta é isenta do Imposto de Renda ou de taxas de administração.

Segundo ele, quem pensa em partir para o mercado de ações já pode começar com R$ 1 mil. “Este investidor pode optar por um clube ou fundo de investimentos, pois os custos das taxas são divididos”.

Para não errar na hora da escolha é importante seguir algumas dicas, como colocar na balança o quanto você tolera de risco e investir em fundos que tenham uma política adequada ao seu perfil. Optar por um fundo apenas porque está rendendo mais pode não ser uma boa escolha. Além disso, trace a estratégia antes de fazer a opção, assim você vai evitar trocar de uma aplicação para a outra e o pagamento de impostos desnecessários.

O que fazer...

Com R$ 1 mil

- Procure um clube ou fundo de investimentos. Nesta modalidade, os custos operacionais são divididos entre os cotistas e a tomada de decisão é transferida para um gestor, que cobra uma taxa de administração sobre o valor investido (variam entre 1 e 4% ao ano, geralmente).

- Dentro da renda fixa, se a ideia for ter o recurso para disposição imediata, aposte na caderneta de poupança.

- Não existem valores mínimos para se colocar na poupança. Agora se a opção for por títulos públicos, cada um custa cerca de R$ 150.

Com R$ 3 mil

- Se a ideia é aprender a investir em bolsa de valores. A partir deste valor já é possível ter um cadastro em uma corretora e criar uma carteira de ações.

- Os fundos DI e os de renda fixa também são boas opções. Dê preferência aos DI, que acompanham a variação dos juros.

Com R$ 5 mil

- Com esse valor já é possível diversificar um pouco mais a carteira de ações. Quem procura apenas rentabilidade, pode optar por um fundo ou clube de investimentos.

- Fazer investimento em ações direto por meio de uma corretora só é interessante para quem quer ter a tomada de decisões.

- Os fundos DI e os de renda fixa também são boas opções. Dê preferência aos DI, que acompanham a variação dos juros.

Fonte! Chasque de Ana Paula Fontin - ana.fanton@an.com.br, publicado no dia 11 de julho de 2010, na seção Finanças Pessoais, no sítio do Jornal A Notícia de Joinvile (SC) - http://www.clicrbs.com.br/anoticia/.