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domingo, 14 de dezembro de 2025

LCAs e LCIs pagarão quanto em 2026? Renda fixa isenta toma lugar de dividendos

Investidor10 apurou a rentabilidade de LCAs e LCIs que oferecem taxa de 92% do CDI.

Quem recebe mais de R$ 50 mil em dividendos por mês será taxado pelo governo brasileiro como compensação pela isenção dos brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês. Até que era o plano do governo Lula em taxar as LCAs e LCIs, mas acabou que esses títulos da renda fixa bancária seguirão incentivados.
 
Na visão de Marcelo Freller, especialista do C6 Bank, ainda que a taxa Selic caia dos atuais 15% ao ano para o patamar de 12,50% ao ano nos próximos 18 meses, os investimentos indexados ao CDI permanecem mais atrativos que as atuais remunerações encontradas em prefixados e indexados à inflação (IPCA+).
 
Caso você aplique R$ 25 mil em uma LCA ou LCI pagando 92% do CDI, terá o retorno líquido de R$ 28.169,08 nos próximos 12 meses. Em comparação, a caderneta de poupança entregará R$ 27.070,00, sendo que ambos os títulos bancários têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
 
Para quem não sabe ainda, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) permitem que bancos emprestem dinheiro para atividades ligadas ao agronegócio, ao passo que as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) financiam operações para o mercado imobiliário.
 

Quanto rendem R$ 1 mil em LCA ou LCI?

Conforme o especialista Marcelo Freller, do C6 Bank, a aplicação de R$ 1 mil em LCA ou LCI a 92% do CDI deve render:

  • R$ 1.126,76 após um ano (contra o retorno de R$ 1.082,80 na poupança);
  • R$ 1.257,38 após dois anos (contra o retorno de R$ 1.172,46 na poupança);
  • R$ 1.834,91 após cinco anos (contra o retorno de R$ 1.488,47 na poupança).

Quanto rendem R$ 5 mil em LCA ou LCI?

🌱 Já a aplicação de R$ 5 mil em renda fixa isenta que financia o agronegócio e o mercado imobiliário pode retornar:

  • R$ 5.633,82 após um ano (contra o retorno de R$ 5.414,00 na poupança);
  • R$ 6.286,89 após dois anos (contra o retorno de R$ 5.862,28 na poupança);
  • R$ 9.174,57 após cinco anos (contra o retorno de R$ 7.442,37 na poupança).

Quanto rendem R$ 10 mil em LCA ou LCI?

Emprestar R$ 10 mil para bancos custearem suas operações de créditos em setores incentivados dever gerar:

  • R$ 11.267,63 após um ano (contra o retorno de R$ 10.828,00 na poupança);
  • R$ 12.573,79 após dois anos (contra o retorno de R$ 11.724,56 na poupança);
  • R$ 18.349,15 após cinco anos (contra o retorno de R$ 14.884,74 na poupança).

Quanto rendem R$ 25 mil em LCA ou LCI?

🏘️ Investir R$ 25 mil em LCA ou LCI com taxa equivalente a CDB pagando 109% do CDI a pode retribuir:

  • R$ 28.169,08 após um ano (contra o retorno de R$ 27.070,00 na poupança);
  • R$ 31.434,47 após dois anos (contra o retorno de R$ 29.311,40 na poupança);
  • R$ 45.872,87 após cinco anos (contra o retorno de R$ 37.211,85 na poupança).

Quanto rendem R$ 50 mil em LCA ou LCI?

Um colchão financeiro de R$ 50 mil em LCA ou LCI a 92% do CDI deve render em juros compostos:

  • R$ 56.338,15 após um ano (contra o retorno de R$ 54.140,00 na poupança);
  • R$ 62.868,94 após dois anos (contra o retorno de R$ 58.622,79 na poupança);
  • R$ 91.745,74 após cinco anos (contra o retorno de R$ 74.423,70 na poupança).

Rentabilidade

💰 Para o C6 Bank, a rentabilidade líquida estimada em LCAs e LCIs com taxas próximas de 92% do CDI deve ficar em:

  • Remuneração de +12,68% (após um ano);
  • Remuneração de +25,74% (após dois anos);
  • Remuneração de +83,49% (após cinco anos).

Como foram feitos os cálculos?

Os cálculos do estrategista de investimentos do C6 Bank levaram em conta algumas premissas, estimativas para os principais indicadores da renda fixa e projeções sobre a inflação.

Ele explica a importância de acompanhar os contratos de juros negociados em bolsa (DI futuro), e não apenas ficar ancorado na mudança a cada 45 dias da taxa Selic, que é praticamente o mesmo valor do CDI.

🗣️ "O DI futuro é um contrato de juros negociado em bolsa de valores, como uma ação, em que seu preço reflete o DI médio entre o dia da negociação e o vencimento do contrato. Ou seja, cada contrato tem um preço que corresponde à expectativa do mercado sobre a taxa de juros no período", salienta Marcelo Freller, do C6 Bank.

Portanto, quando o investidor deseja ter ideia de quanto será a sua rentabilidade em título de renda fixa semelhante a uma LCA ou LCI pós-fixada, é ideal considerar qual será a taxa média do CDI no período e não apenas a taxa básica juros atual.

Logo, veja a seguir as premissas utilizadas pelo estrategista de investimentos para calcular a possível remuneração dos títulos bancários:

  • Selic: 14,71% a.a. (em seis meses); 14,03% a.a. (em um ano); 13,36% a.a. (em dois anos); 14,13% a.a. (em cinco anos);
  • CDI: 14,61% a.a. (em seis meses); 13,93% a.a. (em um ano); 13,26% a.a. (em dois anos); 14,03% a.a. (em cinco anos);
  • Poupança: 8,28% a.a. (em seis meses); 8,28% a.a. (em um ano); 8,28% a.a. (em dois anos); 8,28% a.a. (em cinco anos);
  • Inflação: 4,05% a.a. (em seis meses); 3,90% a.a. (em um ano); 3,80% a.a. (em dois anos); 3,50% a.a. (em cinco anos).

Fonte! Chasque (post), publicado no dia 09 de dezembro de 2025 no sítio Investidor10, por Lucas Simõeshttps://investidor10.com.br/noticias/lcas-e-lcis-pagarao-quanto-em-2026-renda-fixa-isenta-toma-lugar-de-dividendos-117273/   

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quem nunca deve investir na bolsa

Sobe-e-desce dos últimos dias deixou claro que o mercado acionário não é indicado para qualquer tipo de investidor


Bovespa: apesar de ser a melhor aplicação no longo prazo, a bolsa não é para qualquer um
São Paulo – A chacoalhada das bolsas mundiais nas últimas duas semanas gerou enormes prejuízos para muita gente, mas também pode ter um efeito educativo benéfico. Umas das lições a serem aprendidas é que o mercado acionário não é indicado para qualquer tipo de investidor. Como os problemas na Europa continuam a existir e ainda parecem longe de ser resolvidos, são grandes as possibilidades de que as bolsas voltem a apresentar um comportamento bipolar nos próximos meses. A seguir, EXAME.com mostra sete tipos de pessoas que não deveriam investir em ações em um cenário turvo como o atual:

1 – O homem de negócios

Se há algo no mundo mais arriscado do que a bolsa é abrir o próprio negócio. Segundo números do Sebrae, 58% das empresas brasileiras fecham as portas antes de completar cinco anos de vida. Quem já administra o próprio negócio deveria, portanto, ser mais conservador na hora de investir o dinheiro que sobra. Pequenos ganhos constantes e liquidez diária devem ser duas características da aplicação escolhida. Até porque é impossível prever quando será necessário resgatar a aplicação e usar as reservas para garantir que o bem mais valioso – a própria empresa - atravesse um momento de dificuldades.

2 – O cardíaco

Pessoas com problemas cardíacos, nervosas, insones e deprimidas não devem assumir riscos elevados no mercado acionário. Perdas que chegam a alcançar 8% em um único dia devem ter tirado o sono de muita gente que exagerou na dose com a bolsa. Na Coreia do Sul, um corretor da bolsa de Seul chegou a se atirar de um edifício e morreu após amargar pesadas perdas. É por isso que somente pessoas psicologicamente equilibradas e que passaram com louvor por um check-up do coração devem aplicar a maior parte do patrimônio em bolsa.

3 – O conservador

Outro investidor que deve respeitar seus limites é o conservador. Se você não admite ficar mais pobre de um dia para o outro, é provável que não resista e decida sacar os recursos aplicados em bolsa bem no meio do olho do furacão. Quem resgatou o dinheiro na semana passada bem quando o Ibovespa chegou a 47.000 pontos provavelmente perdeu um bom dinheiro agora que o índice voltou para os 53.000 pontos. Segundo o megainvestidor Warren Buffett, é justamente no momento em que a bolsa enfrenta as maiores turbulências que surgem as melhores oportunidades de compra. Portanto, se você é conservador, invista na conservadora renda fixa.

4 - O endividado


Se essa regra for seguida à risca, boa parte dos brasileiros nunca vai investir na bolsa. O problema de ter compromissos financeiros a honrar e comprar ações é que o investidor nunca sabe se vai ganhar ou perder dinheiro no pregão de amanhã. Com os juros altíssimos cobrados para pessoas físicas pelos bancos, faz muito mais sentido usar o dinheiro para pagar as dívidas e se livrar desses encargos financeiros. Afinal, linhas de crédito como o cartão de crédito ou o cheque especial chegam a cobrar juros de 10% ao mês. Com a bolsa há meses em tendência de baixa, qual é a probabilidade de que o investidor comprará ações que rendam mais do que isso?

5 – O consumista

A mesma regra vale para quem não está endividado, mas tem uma lista de gastos a serem realizados em breve. Se você planeja comprar um carro ou um imóvel, oferecer uma grande festa de casamento aos amigos ou realizar a viagem dos sonhos nos próximos seis a doze meses, pode não ser a hora certa de entrar na bolsa. O melhor a fazer é colocar o dinheiro que vai custear esses planos em alguma aplicação de renda fixa que pague algo próximo a 12,5% ao ano. O risco de perder dinheiro no curtíssimo prazo é praticamente nulo. Já na bolsa, com a possibilidade cada vez maior de recessão nos Estados Unidos e na Europa, o investidor que tem grandes compras planejadas para os próximos meses poderá ser obrigado a vender ações no pior momento e embolsar o prejuízo. Já para quem pode esperar três anos para resgatar o dinheiro, especialistas afirmam que pode ser um excelente momento para comprar ações com preços atrativos (veja as ações mais baratas da bolsa).

6 – O idoso

Pessoas que estão prestes a se aposentar ou já pararam de trabalhar devem ser bastante cautelosas quando o assunto é bolsa. Algumas vezes as bolsas passam por períodos de fortes correções que são imediatamente seguidos por rápidas recuperações. Por outro lado, há quedas que nunca mais são recuperadas. O índice Nasdaq, da bolsa eletrônica americana, por exemplo, não chega hoje à metade da pontuação atingida há cerca de 12 anos, antes do estouro da bolha das empresas pontocom. No Brasil, as ações da Petrobras valem cerca da metade do que já chegaram a valer na época das grandes descobertas do pré-sal. Alguém já em idade avançada, portanto, pode não ter tempo de recuperar eventuais perdas na bolsa (clique aqui e leia mais).

7 – O apostador

Na bolsa de valores, costuma ganhar mais dinheiro quem possui mais informação e tem experiência ou competência para tomar decisões de acordo com o cenário que se apresenta. Na hora em que o pânico toma conta das pessoas, ganha quem corre primeiro, e vice-versa. É por esse motivo que especialistas só recomendam a bolsa para pessoas físicas e leigos quando o horizonte de investimentos é de longuíssimo prazo. Se você ainda acha que a bolsa pode ser cassino, aqui vai um alerta: ir para Las Vegas pode implicar em perdas menores, além de ser bem mais divertido.

Fonte! Chasque e retrato publicados no sítio do Portal Exame, no dia 15 de agosto de 2010 - http://www.exame.abril.com.br/, por João Sandrini.

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Nota do O Bolso da Bombacha

Eu, na minha modéstia, entre um mate e outro, colocaria um oitavo pré-requisito, que, salvo melhor juizo, está na frente de muitos dos sete citados no Portal Exame.

O desinformado - o risco de o desinformado fazer besteira, tanto quando for comprar ou quando for vender ações é muito grande. O desinformado, devido a esta falta de informação, pode ser um conservador (pois eu, sem informação nenhuma, só aplicava na poupança.....). Sem informação ele pode estar com dívidas, mesmo tendo condições de honrar compromissos na boca da guaiaca (à vista) ou então, parcelar no cheque especial e/ou no cartão de crédito, tendo no mercado outros produtos financeiros com juros bem menores....

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Como investir na bolsa sem nenhuma chance de perder

Fundos de capital protegido crescem no Brasil e atraem investidores que não topam correr riscos para ganhar com a renda variável



Fundos de capital protegido entregam, no pior dos cenários, o dinheiro inicialmente investido na íntegra

São Paulo - Principal índice da bolsa e termômetro do mercado de ações brasileiro, o Ibovespa acumula queda superior a 15% até agora. É certo que o tombo assusta os investidores que elegem a renda variável como alternativa para alavancar as aplicações financeiras. Mas há produtos no mercado que garantem retornos positivos em cenários tão ou mais nebulosos.
Quem aplica em fundos de capital protegido, por exemplo, tem a certeza de levar para casa pelo menos a quantia inicialmente investida. Isso acontece porque esses fundos trabalham com um prazo limitado de captação e funcionamento.

Terminada a arrecadação, os gestores calculam quanto do patrimônio deve ser alocado em ativos da renda fixa pré-fixados para que o resultado, após um determinado período, consiga remunerar o investidor na exata proporção da sua aplicação inicial. O restante do dinheiro vai para a renda variável, seja em opções do Ibovespa, seja em moedas estrangeiras ou commodities como o ouro.

Com o apelo da manutenção do principal a despeito de qualquer oscilação, a quantidade de fundos com essa característica quase dobrou nos últimos anos. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o número passou de 40 em janeiro de 2002 para 75 em julho deste ano. O patrimônio acumulado neste meio tempo reforça o ganho de popularidade: a soma atual é de 5,8 bilhões de reais investidos, um salto de mais de 3.500% em nove anos.

Segundo Renato Santaniello, gestor de fundos estruturados do Santander, o sucesso pode ser explicado pelo fato de um mesmo produto contemplar dois tipos diferentes de investidor. "O conservador busca ter exposição ao ativo de risco, já que a aplicação garante a possibilidade de ganho na alta e na baixa sem o ônus de um eventual prejuízo", acredita. "Por outro lado, quem corre mais riscos e já investe em renda variável aloca uma parte dos recursos no fundo para não ter todo o patrimônio exposto à variação das ações”, diz o gestor.

Dos 19 fundos de capital protegido lançados pelo Santander até hoje, 14 aplicaram o percentual de renda variável em opções do Ibovespa. "Nosso melhor fundo chegou ao mercado bem no meio da crise de 2008 e rendeu 191% do CDI", afirma Santaniello.

A performance retrata a dinâmica destes fundos: o retorno foi quase o dobro do CDI, taxa de juros interbancária que baliza o rendimento de muitas aplicações na renda fixa, mas menor do que o registrado pelo Ibovespa, que rendeu mais de 82% apenas em 2009. Ou seja, o investidor garantiu exposição à renda variável sem aproveitar as máximas possibilidades de ganho ou perda.

Hoje, o único produto do Santander que permanece aberto para a captação recebe aportes até o dia 17 de agosto. Com taxa de administração de 2,5% ao ano, o fundo exige aplicação mínima de 5.000 reais e tem duração de dois anos. Se o Ibovespa oscilar entre -20% e 45% neste meio tempo e nunca atingir estas barreiras, o investidor embolsará a variação absoluta do índice ao término deste período.

Caso ambas as barreiras forem atingidas, a investidor ganhará uma taxa pré-fixada, definida pelo gestor depois do dia 17, quando o fundo começa a operar de fato. Se a valorização final do índice for negativa e a barreira dos 45% for alcançada em algum momento, o investidor ganhará a taxa pré-fixada acrescida do valor referente à baixa do Ibovespa. A pior das situações acontece se a variação do indicador for negativa e a barreira dos -25% for atingida algum dia. Neste caso, o investidor receberá apenas aquilo que aplicou inicialmente.

Para Santaniello, as incertezas sobre o aumento do teto da dívida nos Estados Unidos, a chance de insolvência na Grécia e a inflação no Brasil fazem com que o mercado, de maneira geral, não acredite em uma alta expressiva do Ibovespa nos próximos dois anos. "Para cenários como este, em que não há tendência muito bem definida de alta ou baixa, o fundo de capital protegido funciona muito bem", defende.

Apostando na mesma ideia, o Citi lançou o CitiFirst Capital Protegido III na última sexta-feira. A lógica é exatamente a mesma do produto do Santander. O que muda são as barreiras de alta e de baixa (+25% e -15%), o aporte mínimo (25.000 reais) e o tempo de funcionamento do fundo, que é de apenas um ano. Além da taxa de entrada de 2%, o investidor também pode arcar com uma taxa de administração que pode chegar a no máximo 0,17%.

Para quem deseja colocar o pé na renda variável sem tirar o corpo da renda fixa, outra possibilidade é aplicar no Bradesco FI Multimercado Principal Protegido. O fundo investe em títulos da renda fixa que rendem um determinado percentual de juros em 63 dias. A rentabilidade conseguida neste período é revertida na compra de opções do Ibovespa.

Apesar de ser mais acessível, com aplicação mínima de 1.000 reais, o produto não é indicado para quem deseja liquidez. Isso acontece porque até o prazo dos 63 dias terminar, o investidor não poderá solicitar o resgate de quotas. A taxa de administração é de 3% e a captação, que é aberta ao varejo a cada dois meses, poderá ser feita no dia 5 de agosto, próxima sexta-feira.

Fonte! Chaque e retrato publicados no sítio Portal Exame no dia 01 de agosto de 2011. Abra as cancelas do sítio clicando em http://exame.abril.com.br/ e dê uma camperiada.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Brasileiros começam a decifrar mistérios da bolsa de valores

Aumento de ganhos e estabilidade econômica contribuem para gerar novos investidores. Foto Philippe Lopes / AFP/JC
Aumento de ganhos e estabilidade econômica contribuem para gerar novos investidores.Um resultado financeiro instável e a constatação de que a renda fixa não gerava resultados suficientes para multiplicar as economias. Esse foi o cenário que levou a atriz Natali Caterina Karro, de 31 anos, a buscar no mercado de ações uma oportunidade que resultasse em mais tranquilidade nos momentos em que a entrada de recursos era escassa. “Eu preciso de um planejamento financeiro bem rígido. Tem meses em que eu recebo um bom dinheiro e meses em que eu não recebo nada”, explica Natali. Pensando nas épocas de “vacas magras”, a atriz se acostumou a guardar parte dos rendimentos para o futuro.

Depois de ouvir atentamente a análises de economistas sobre o mercado financeiro na televisão, Natali encontrou em um site de compras coletivas a oferta de um curso sobre investimento em ações. Comprou, mas não sem antes agendar uma visita à Magnum Corretora, que disponibilizou a oferta no Peixe Urbano. “Aí fiz o curso, e ele foi de grande valia porque desmistificou a bolsa para mim”, relata Natali. Esse processo resultou na abertura de uma conta na corretora há pouco mais de um mês, período em que a atriz já conseguiu perceber diferenças entre a renda fixa e a variável. “Na bolsa se ganha e se perde, mas a gente vê as coisas acontecendo.”

Membro de um clube de investimentos, Natali ainda não toma decisões sozinha, contando com a orientação da corretora. Ainda assim, acompanha o noticiário econômico e está aprendendo a conter as expectativas sobre o desempenho das ações. Ela revela que amigos e parentes desconfiavam da segurança de investir na bolsa, alegando os riscos de perder dinheiro no mercado. “As pessoas têm a imagem de que é o risco é muito grande. Eu sou artista no Brasil, mais risco do que isso é difícil de ocorrer”, diz. Dada a condição, Natali afirma que pretende colocar mais recursos na bolsa “na medida do possível”.

Natali não está só. Assim como ela, milhares de pessoas estão desbravando o universo da bolsa de valores, atraídas pelas possibilidades de ganhos superiores a outras modalidades de investimento. São investidores com perfis variados e diferentes do observado até alguns anos, num ainda incipiente movimento de popularização que está dando novos ares à BM&FBovespa. O ano de 2002, por exemplo, fechou com 85.249 cadastros de pessoas físicas na bolsa, enquanto até maio deste ano o mesmo dado somava 607.179 inscrições, o equivalente a pouco mais de 0,3% da população, conforme informações da própria instituição.

O crescimento no volume de pessoas físicas na bolsa é produto de um esforço que envolve a BM&FBovespa e as corretoras de valores, no objetivo de facilitar o acesso à negociação e estimular a diversificação dos investimentos dos brasileiros. Isso porque a participação da população nacional no mercado financeiro é baixa na comparação com outros países emergentes e fica ainda mais atrás em relação a nações desenvolvidas.

O superintendente da Bradesco Corretora, Adilson Santos, explica que três membros fundadores do chamado Brics - a Rússia, a Índia e a China - estão com 5% ou 6% de suas populações em bolsa. “Só aí já vemos que tem um espaço gigantesco para crescer no Brasil, isso sem falar nos países desenvolvidos. No caso dos Estados Unidos, perto de 50% das pessoas participam desses investimentos”, diz.

Apesar da baixa participação, o cenário econômico está mais favorável para entrada de um contingente maior na bolsa. A BMF&Bovespa tem a expectativa de chegar aos 5 milhões de investidores nos próximos anos. Santos destaca que a meta é ambiciosa, mas não pode ser desacreditada. Segundo ele, “felizmente” o País passou por um processo de equilíbrio da inflação e que a atual taxa básica de juros (12,25% ao ano) não se perpetuará. Com uma possível queda na taxa de juros no próximo ano e, consequentemente, uma renda fixa pouco atrativa, “o investimento em bolsa é o principal veículo para rentabilizar o patrimônio”, de acordo com o superintendente da Bradesco Corretora. Ele aponta que as pessoas já estão amadurecendo sua visão sobre a bolsa e que, com o aumento da renda, o volume de investidores deve crescer naturalmente.
Formação é quesito básico para passar a operar nos pregões

A bolsa de valores pode ser um bom negócio para quem pretende incrementar seus investimentos. Antes de entrar nesse universo, no entanto, são necessários alguns conhecimentos básicos sobre o funcionamento do mercado, e é justamente aí que as corretoras vêm atuando para qualificar futuros investidores, numa estratégia que gera resultados na captação de clientes.

A diretora de educação da Magnun Investimentos, Patrícia Cezar, reconhece que as campanhas institucionais são de grande importância para disseminar a cultura do investimento em bolsa, mas afirma que ensinar as pessoas é a forma mais eficaz de criar novos investidores. “É impossível não ter a parte educacional e acreditar só nas campanhas da bolsa”, destaca.

Segundo a dirigente, através de ações educativas, não somente as ações, mas outras oportunidades possibilitadas pela bolsa de valores podem ser divulgadas e adequadas ao perfil do interessado. “Somos o elo para levar o investidor para dentro da BM&FBovespa, temos uma agenda extensa de eventos, palestras gratuitas, que vão desde finanças, para ajudar as pessoas a se organizarem, para depois falarmos de investimento”, pontua.

Patrícia também concorda que os jovens são destaque no perfil que se forma com a popularização do mercado de capitais. A chamada geração Y e sua facilidade de acesso a informações, estão correndo atrás de dados sobre esse mercado. “Temos um escritório em Recife, onde fizemos cursos fechados para pessoas com menos de 18 anos”, observa.

Com uma abordagem de “shopping financeiro”, a XP Investimentos aposta na personalização do atendimento e na educação para impulsionar a entrada de pessoas que ainda não conheciam o mercado de renda variável. O diretor de marketing da corretora, Bruno De Paoli, explica que é ofertada uma ampla gama de produtos para encaixar a oportunidade no perfil do investidor. “Ao oferecer esse pacote, sentimos uma grande receptividade, porque esses clientes nem sempre são bem atendidos nos bancos, que não têm uma solução completa para seus perfis”, aponta.

Conjuntura e tecnologia fomentam a entrada de novos investidores

Diante de um cenário em que a rentabilidade da poupança é considerada baixa e a de outras alternativas em renda fixa para pequenos aplicadores também, o público que investe nessas categorias começa a se direcionar para o mercado de ações. São jovens, mulheres, idosos, entre outros cidadãos, que despertam para possibilidade de multiplicar economias. Recente pesquisa da BM&FBovespa mostra que entre abril de 2009 e abril de 2011, os investidores com mais de 66 anos cresceram 37% em participação na bolsa.

Na Bradesco Corretora, são os jovens que se destacam entre aqueles que demonstram interesse em entrar e, de fato, ingressam na bolsa. O superintendente da empresa, Adilson Santos, sugere que o brasileiro está se antecipando a conhecer a modalidade. “Há 15 anos o investidor iniciava em bolsa com 25, 30 anos de idade”, afirma. “Eu diria que hoje, a idade com que vêm se atentando a essa possibilidade de investimento está muito próxima dos 17, 18 anos”, acrescenta. Santos lembra de produtos como clubes de investimentos e carteiras recomendadas - com empresas que pagam bons dividendos -, que caem no gosto e no perfil de quem está se familiarizando com os investimentos em bolsa. Processo de familiarização que conta, aliás, com um aliado de peso: a tecnologia.

A popularização do home broker, que conecta os investidores à bolsa através da internet, é um dos responsáveis pelo crescente interesse de jovens pelo mercado financeiro. O acesso à web, porém, também estimula o conhecimento da entrada de um espectro de público ainda maior. “As pessoas podem acessar sua corretora pelo seu notebook e isso facilita muito a entrada de novos players, sobretudo pessoas físicas”, argumenta o professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo.

De acordo com o professor, um dos grandes entraves para consolidar o processo de popularização da bolsa era a falta de conhecimento por parte de investidores em potencial, a exemplo de integrantes da classe C. Espírito Santo alega, no entanto, que o cenário vem mudando com iniciativas de educação financeira que se proliferam e disseminam. “Na hora que a própria bolsa começa a fazer essa prática educacional, acaba trazendo para o mercado esses potenciais investidores da classe média”, diz.

Bolsa diversifica iniciativas para atrair público

Campanha publicitária com Pelé ajuda a aproximar os brasileiros das operações. Foto BM&F BOVESPA/DIVULGAÇÃO/JC

Para estimular a entrada de novos investidores e quebrar o estereótipo de investimento de risco apenas para ricos, a BMF&Bovepa vem promovendo uma série de iniciativas para atrair novos investidores. Entre as mais recentes está a campanha Quer Ser Sócio?, que tem como garoto-propaganda o ex-craque de futebol Pelé. A proposta é mostrar que, assim como a carreira do jogador, o mercado de ações tem altos e baixos, mas pode constituir uma trajetória de sucesso.

O professor de educação financeira da instituição, José Alberto Netto Filho, ressalta que o atual conceito trabalhado é que a bolsa é “para todos”. Com o mote, são realizados palestras, cursos presenciais e online, exposições a nichos diversificados, entre crianças, jovens e investidores iniciantes. “Além disso, as instituições financeiras trabalham focadas para ter resultados em captar determinado público que tem renda e já está perdendo receios em relação à bolsa”, frisa.

Netto acrescenta que a desmistificação desse tipo de investimento vem sendo trabalhada, lembrando que é necessário conhecimento e paciência por parte dos participantes desse mercado. “A bolsa é um investimento de tempo, sempre vão ter oportunidades de encontrar preços bons para investir em certas companhias.” Outro canal para divulgar as oportunidades é o programa Educação Financeira, realizado pela BM&FBovespa e transmitido pela TV Cultura nas manhãs de sábado.

O resultado das iniciativas é prático, e vai além do volume de investidores que cresce ao longo dos anos. Recente estudo divulgado pela bolsa mostra que a campanha estrelada por Pelé gerou maior receptividade ao mercado de ações. O Rio Grande do Sul foi o estado com maior aceitação: 63% dos entrevistados demonstraram maior disposição em investir em ações após contato com a peça publicitária feita para televisão.

Estudante projeta independência financeira na BM&FBovespa

Aos 23 anos, o estudante de administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Márcio Nunes já mantinha investimentos na poupança desde os 15 anos, passando para CDB e fundos bancários aos 19. A entrada na bolsa foi uma decisão que uniu dois fatores: um casamento e a expectativa de alcançar a independência financeira. “Queria ter como sustentar carro, casa, em um sonho de independência rápido, até os 30 ou 40 anos consolidado”, revela o estudante. “E nenhum outro investimento te dá essa possibilidade”, completa.

Com o desempenho fraco do Ibovespa, Nunes afirma que não tem conseguido boa rentabilidade no curto prazo, mas ressalta que sua estratégia é de longo prazo. Por isso, participa com uma carteira formada por empresas que pagam bons dividendos, obtendo retorno mesmo com as oscilações da bolsa. Hoje, o jovem investidor é estagiário do GuiaInvest (www.guiainvest.com.br), portal que começou como site informativo sobre os movimentos do mercado financeiro, e se tornou uma rede social com mais de 40 mil cadastrados.

O proprietário do site, André Fogaça, explica que muitas pessoas procuram no site as informações iniciais antes de se tornarem investidores. É uma oportunidade para corretoras, investidores e curiosos do mercado trocarem experiências. “A gente tem como objetivo auxiliar o novo investidor, tanto que o site é bastante simples”, explica. Ele acrescenta que um termômetro do interesse no mercado financeiro é a média de 100 novos cadastros diários registrados no GuiaInvest.

Fonte! Chasque de Mayara Bacelar, publicado no Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição do dia 27 de junho de 2011.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cerca de 40% dos novos investidores da bolsa de valores são mulheres

Paciência, visão de futuro e preocupação com finanças fazem delas investidoras em potencial

Donas de mais da metade das contas correntes e dos cartões de crédito no país, as mulheres têm conquistado, aos poucos, um espaço no mercado financeiro.

Atualmente, o público feminino representam 23,7% do total de pessoas físicas que investem na bolsa de valores no país. Segundo estudos recentes, elas chegam a 40% do grupo de novatos nas movimentações em ações.

O número de mulheres que investe em ações cresceu dez vezes, nos últimos oito anos, conforme dados da BM&F/Bovespa. Em 2002, elas somavam um público de 15 mil investidoras. O índice saltou para a casa dos 152 mil no ano passado.

— Ações devem ser vistas como um veículo de poupança em longo prazo, rentável, simples e acessível a todos— resume o especialista em Finanças e gerente da TB Investimentos, Leandro Corrêa.

Apenas no ano passado, o o público feminino movimentou R$24,4 bilhões em ações. Os principais motivos que fazem delas investidoras em potencial são paciência, visão de futuro e preocupação com as finanças, principalmente dos filhos.

Apesar de crescer o número de investidoras, a Bolsa tem a pequena fatia de 3% nas preferências de investimentos. Já a poupança representa 74%, seguidos pelos imóveis, os fundos e a previdência com 10%, 9% e 7% , respectivamente.

Fonte! Chasque publicado no Portal ZH Dinheiro - http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/zhdinheiro, no dia 09 de março de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dérivés Investimentos: Agenda de janeiro de 2011

Bueno! Porto Alegre está uma maravilha. Praticamente não existe stress no trânsito. Dá a impressão que a cidade está realmente vazia.

Em janeiro e fevereiro, isto realmente acontece, pois a gauchada foge da capital e vai pro litoral, pra serra, pro interior, pros estados vizinhos e até pros paízes vizinhos.

Mas nem todos saem de férias. E os que estão na lida, fazem de tudo para o barco continuar o seu rumo, ou seja, muitos trabalhando.

E para os que NÃO saíram de férias, estão aí as oportunidades deste mês de janeiro, pra quem quer se aprofundar no mercado de renda variável (bolsa de valores), e começar de verdade a investir e pensar no seu futuro. Veja abaixo as datas dos cursos e das palestras - lembrando que as palestras são gatuitas (e aproveite que a última palestra deste mês será no dia 17), proporcionados pela Dérivés Investimentos, em parceria com a XP Educação.

Para se inscrever, basta o vivente se inscrever pelo chasque eletrônico fabiano.dornelles@derives.com.br, bastando colocar seu nome e telefone, ou pelo telefone 051.3027.9415 

O Chasque acima foi remetido pelo Fabiano Dornelles.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Palestra gratuita em Santo Ângelo!

Bueno! Nota-se que a educação financeira está "pegando a estrada" e já está acontecendo de forma prática nos mais lingínquos rincões e esta é uma oportunidade que estará acontecendo na cidade de Santo Ângelo (RS) - a capital das Missões.

Leia o chasque (abaixo), que foi publicado no Clic RBS Santo Ângelo e fique por dentro e participe do evento, que será realizado pela Dérivés Investimentos, em parceria com a Acisa.

Palestra gratuita ensina a investir na Bolsa de Valores

A Dérivés Investimentos, em parceria com a ACISA, irá realizar, no dia 12 de janeiro de 2011, a palestra Desmistificando a Bolsa de Valores. O evento tem acesso gratuito e acontece a partir das 19 horas.

A Dérivés Investimentos busca, com esse evento, mostrar às pessoas como é fácil e acessível investir na bolsa de valores, bem como dar o assessoramento necessário na hora de começar a investir.

O agente autônomo de investimentos, Wagner Andrade, destaca a importância em levar a educação financeira para as pessoas que querem aprender a diversificar seus investimentos através da Bovespa. Segundo ele, hoje em dia, cada vez mais temos visto um aumento na procura por cursos voltados a criar um cultura de investimentos para longo prazo. “Atualmente, o mercado de ações brasileiro movimenta em média R$ 6 bilhões ao dia, e conta com cerca de 500 mil investidores pessoa física operando. Com o aumento crescente de investidores, a Bovespa estima que esse número chegará a 5 milhões de pessoas em 2014. Investir em empresas sólidas que são negociadas na bolsa, já está sendo tão cotidiano quanto ter uma conta no banco ou um aparelho celular”, destaca, acrescentando que, devido a este motivo é que se faz necessário que a cada dia mais pessoas tenham acesso a este tipo de informações.

Saiba tudo sobre o assunto.

E para quem quiser mais informações sobre o assunto, no dia 29 de janeiro, sábado, das 9 às 19 horas, a Dérivés Investimentos realizará o curso Aprenda Investir na Bolsa de Valores.

Interessados em obter mais informações sobre os eventos ou sobre o tema, podem entrar em contato por e-mail atendimento@derives.com.br e telefones (55) 3314 0174 ou 51 3027 9400. As vagas para ambos eventos são limitadas.

Por juliana-gomes

Fonte! Chasque e retrato publicados no Clic RBS Santo Ângelo - www.clicrbs.com.br/santoangelo, no dia 4 de janeiro de 2011, de autoria da leitora-reporter Edna Lautert. 

domingo, 24 de outubro de 2010

Atitude 33! Agir como um CTG ou como uma Sociedade Anônima?

Bueno! Boleio a perna para mais um dedo de prosa com os gaúchos de todas as querências bem como com os brasileiros em geral.

 Vamos comparar um CTG com uma S/A. E ver o que dá para levar para a vida pessoal. Te alcanço a cuia de mate e vamos lá:

Templo sagrado ao culto às tradições Gaúchas: galpão do CTG Amaranto Pereira - Alvorada/RS

1 - CTG! Os tradicionalistas do meu Rio Grande do Sul e do Brasil sabem o que significa. Aos não tradicionalistas, CTG é a sigla de Centro de Tradições Gaúchas, sendo o templo sagrado do culto às tradições gaúchas, não importando em qual querência (Estado ou cidade) isto aconteça. Há muito tempo a tradição gaúcha crusou o Rio Mambituba (divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na cidade praiana de Torres) e ganhou o Brasil. E onde tem tradição gaúcha, nasce a sociedade tradicionalista. Por isso temos estas sociedades espalhadas pelo país, em especial em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Planalto Central (DF), no Norte, Nordeste e Centro Oeste. E isto já aconteceu faz tempo, fora do país, como na América do Norte, Europa e Ásia.

 O CTG e demais sociedades com denominações semelhantes, mas com o mesmo objetivo, são as células iniciais do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), que aqui podemos denominar de Federação (em nível de Estado). Assim existe o MTG do Rio Grande do Sul, onde tudo começou. Além disso, no país temos o MTG de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Nordeste (União Gaúcha Tradicionalista do Nordeste), do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Planalto Central e da Amazônia. A estas federações estão filiados os CTGs dos seus respectivos Estados. Além disto temos a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), onde estas federações estaduais estão vinculadas em nível nacional.

 O CTG, a nível regional se reporta à Região Tradicionalista (no RS são trinta regiões) e a nível estadual, à sua federação, onde segue regras, regulamentos, crenças e valores do tradicionalismo gaúcho.

Mas em termos legais de direito, estas sociedades estão amparadas pelo Código Civil Brasileiro e são denominadas como sendo entidade cívicas, que se mantém sem fins lucrativos, sendo associativas, dedicadas à preservação, resgate e desenvolvimento da cultura gaúcha, com destaque para o nativismo, civismo, cultura regional, literatura, a parte artísica, folclórica e campeira do Rio Grande do Sul. Resumindo, o CTG é uma pessoa jurídica, com CNPJ próprio, sem fins lucrativos, como são as demais entidades de outros gêneros culturais, como as escolas de samba, clubes sociais e esportivos, etc.



2 - S/A - Sociedade anônima é a companhia de capital dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas (art.1º da Lei das S/A), cujo capital é dividido em ações ou fração, sendo este capital limitado no preço da emissão destas ações.

Diferente de um CTG, a caracterísitica principal de uma Sociedade Anônima é que elas visam lucro, que é o objetivo do vivente se associar numa destas empresas, ou via bolsa de valores comprando ações (quando a sociedade é de capital aberto) ou as que não negociam suas ações na bolsa de valores, sendo estas, empresas de menor porte, geralmente com número inferior a vinte acionistas (as de capital fechado)

 3 - Que atitude a tomar? O que levar para a vida pessoal? Que lição levar para oa futuro?
Família tradicionalista com a educação financeira na ponta dos cascos....

Bueno! Em torno de 95% do universo populacional economicamente ativo deste país, age como um CTG, escola de samba, clube social, esportivo, etc, ou seja, AGEM como uma SOCIEADADE SEM FINS LUCRATIVOS. São estas pessoas que ainda não despertaram para a educação financeira. Não tem um orçamento doméstico, não tem um controle orçamentário diário/mensal. São estas pessoas que compram compulsivamente, se endividam, não progridem financeiramente, vão penar e passar necessidades na velhice e o que é pior, vão culpar o azar, a falta de sorte e até o governo e vivem se queixando....


 No entanto, os que descobriram a educação financeira, se destacam e agem como uma Sociedade Anônima, pois agem como estas empresas que VISAM O LUCRO. Estas pessoas tem o seu orçamento financeiro doméstico diário/mensal. Sempre, antes de pagar os outros, se pagam sempre em primeiro lugar, ou seja, APLICAM com foco parte dos seus ganhos visando a compra de sonhos (à vista e com descontos), que pode ser o carro novo, a casa própria, a viagem dos sonhos, etc, ou a faculdade dos filhos, a própria aposentadoria complementar, dos filhos e até dos netos. São estas pessoas que programam a sua aposentadoria com produtos de previdência privada, ações em bolsa de valores, imóveis que vão gerar renda, etc, pois não vão depender somente do INSS (leia-se: Isso Nunca Será Suficiente), fazendo com que também não dependam na velhice da boa vontade dos filhos e dos genros/noras.

 Bueno! Aos tradicionalistas do meu Rio Grande do Sul e do país, este peão sugere que continuem militando no tradicionalismo gaúcho, fazendo parte das sociedades tradicionalistas, seguindo os preceitos culturais, sociais e cívicos que esta sociedade proporciona aos seus participantes, mas se fazem parte dos 95% dos viventes que NÃO TEM educação financeira, que dêem uma guinada de 360 graus na sua vida e se preparem para o futuro, pra quando a sua aposentaria chegar, nem que para isso faltem trinta anos ou mais, pois, quanto antes o vivente começar a se preparar, menos cobres (dinheiro) vai tirar do bolso da bombacha mensalmente.

Aos demais que vem periodicamente tomar um mate neste sítio, não sendo tradicionalistas, sugere-se a mesma coisa: educação financeira, uma guinada de 360 graus em sua vida financeira visando o futuro pra quando a aposentadoria chegar, com tranquilidade!

Fonte retrato Sociedade Anônima: www.dooutroladodomuro.blogs.sapo.pt.

 Baita abraço

 Tenham todos um bom domingo e uma ótima semana

 Valdemar Engroff - o gaúcho taura!!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Atitude 23! Peão e Prenda na Bovespa. Porque não?

Bueno! Sempre passei ao largo das páginas de economia nos grandes jornais. Sempre tive arrepios quando se falava em investir em bolsa de valores. Sinceramente, achava este filão do mercado, o caminho de uma gastrite, de uma úlcera, de doenças graves. Então sobravam os investimentos conservadores que pagam migalhas, como a tradicional poupança.

Mas isso faz parte do passado. E com certeza, com esta visão conservadora, deixei de ganhar muitos e muitos cobres não aplicando eles na Bovespa. E olha! Tendo poucos cobres no bolso da bombacha, existem duas maneiras bem fáceis de aplicar em renda variável:
1 - Aplicar em Fundo de Investimentos de Ações
2 - Clube de Investimentos

Além, é claro, o vivente deve abrir uma conta numa corretora, cujas taxas variam de uma para outra. Basta dar uma camperiada no sítio da Bobespa - http://www.bmfbovespa.com.br/ e ver a lista de corretoras e pesquisar nos seus respectivos sítios. Camperiando tu vais achar corretoras que aceitam valores irrisórios como depósito periódico em ambos os investimentos. Já achei, em ambos os casos valores mínimos exigidos de R$ 100,00.

E para o vivente se aprofundar um pouco mais, leia o chasque que foi publicado no sítio do Correio Brasiliense: "Número cada vez maior de jovens se aventuram no mercado de ações", abrindo a porteira clicando - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/19/economia,i=213674/NUMERO+CADA+VEZ+MAIOR+DE+JOVENS+SE+AVENTURAM+NO+MERCADO+DE+ACOES.shtml

Baita Abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura