quinta-feira, 26 de março de 2026

IR 2026: contribuintes reclamam de erros na pré-preenchida; saiba como revisar dados

Mudança em informe das fontes pagadoras explica falhas; Receita em SP reforça necessidade de checagem pelo contribuinte 

Fim da DIRF pode explicar maior volume de erros na declaração pré-preenchida. Foto: Adobe Stock 

O prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 começou nesta semana e a declaração pré-preenchida, que inicia com diversos campos completos, já está disponível. Nas redes sociais, no entanto, os contribuintes têm reclamado sobre erros e informações incompletas encontradas no documento.

Procurada pelo E-Investidor, a Receita Federal em São Paulo afirmou que grande parte dos dados da pré-preenchida são enviados por terceiros, como instituições financeiras, planos de saúde e empregadores. “A pré-preenchida é uma excelente ferramenta para iniciar a declaração, mas cabe ao contribuinte conferir os dados e verificar se estão de acordo com as transações efetivamente ocorridas no ano-calendário anterior”, disse em nota.

O órgão também salientou que o sistema para envio do IR passou por instabilidades pontuais na segunda-feira (23), primeiro dia de entrega do documento, mas atingiu a marca de 1,5 milhão de declarações entregues, dentro da média histórica do período.

Em coletiva de imprensa sobre as regras do IR 2026, a Receita Federal já havia alertado para o risco de maior volume de erros na pré-preenchida deste ano, após o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF).

A DIRF era um documento enviado por fontes pagadoras – empresas que efetuam pagamentos e retêm IR na fonte – à Receita. Essa forma de declaração foi extinta para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2025 e substituída por dois novos sistemas: o eSocial e a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).

“É preciso ter bastante cuidado com a declaração pré-preenchida neste ano. Já tínhamos experiência com a DIRF, mas esse sistema deixou de existir. Agora, os dados vêm do eSocial e da EFD-Reinf, o que representa uma nova etapa na captação de informações das fontes pagadoras”, afirmou José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do Imposto de Renda 2026.

Segundo Fonseca, a Receita já havia identificado informações enviadas por empresas que não estavam totalmente corretas. “Podemos ter problemas na pré-preenchida, porque não fazemos um filtro. As informações enviadas pelas fontes pagadoras entram diretamente na pré-preenchida”, disse.

Outra mudança em 2026 é que o documento foi alimentado por dados da Receita Saúde, plataforma que reúne recibos eletrônicos de despesas médicas. Desde o ano passado, o sistema passou a ser obrigatório para dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Com essa novidade, a Receita espera reduzir o número de declarações na malha fina, já que os recibos médicos em papel eram uma das principais causas de problemas no IR.

Como revisar os dados da pré-preenchida?

Francisco Paludo, advogado tributarista e sócio na Tahech Advogados, recomenda que os dados da pré-preenchida sejam tratados apenas como um rascunho. “Tudo precisa ser validado e conferido nos centavos e deve estar de acordo com os documentos que o contribuinte têm. Já era assim e agora essa verificação tende a ser mais importante ainda, pelos novos dados migrados recentemente”, afirma.

O advogado destaca que a responsabilidade pelas informações enviadas é toda do contribuinte, mesmo usando a pré-preenchida. O formato do documento facilita a declaração do IR, mas não está livre de erros.

Na hora de revisar os dados, os documentos oficiais de apoio são essenciais. Fátima Macedo, vice-presidente financeira da Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Aescon-SP), divide esses documentos em quatro grupos.

Primeiro, entram os informes de rendimentos das fontes pagadoras — como o empregador e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — que servem de base para conferir os rendimentos e o imposto retido. Também devem ser considerados os informes das instituições financeiras, que reúnem os ganhos com investimentos, saldos em conta e a posição de empréstimos e financiamentos.

“Além disso, é fundamental ter em mãos os comprovantes do plano de saúde, incluindo os reembolsos recebidos, para evitar a dedução de valores superiores ao que foi efetivamente pago, bem como recibos e notas fiscais de despesas médicas particulares, como consultas, exames e procedimentos. Por fim, entram os comprovantes de outras despesas dedutíveis, como educação e previdência privada”, acrescenta.

Os principais erros que podem aparecer na pré-preenchida

Com o fim da DIRF, o principal ponto de atenção neste ano está nas informações sobre rendimentos do trabalho, como salários, aposentadorias e demais valores sujeitos à retenção na fonte, justamente por serem dados alimentados pelo eSocial e pela EFD-Reinf.

Emiliana Lucatteli, especialista em legislação da Questor, explica que as empresas que preenchem o novo sistema podem ter informado incorretamente os novos campos do eSocial, como deduções de dependentes, pensão alimentícia, previdência complementar e plano de saúde.

Como houve mudança na forma como profissionais de saúde emitem recibos, também vale ficar de olho nas informações sobre despesas com saúde. “Outras inconsistências comuns são saldos zerados de contas bancárias, ausência de dados sobre investimentos, falhas na informação de dependentes e erros em nomes de instituições financeiras”, acrescenta Lucatteli.

Os dados que vêm e os que não vêm na pré-preenchida

A declaração pré-preenchida está mais completa em 2026. O documento agora recupera automaticamente dados de pagamentos feitos por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARFs). Além disso, contribuintes que utilizam o sistema ReVar, voltado ao controle de operações em renda variável, já terão essas informações importadas para a pré-preenchida.

A Receita também passou a incorporar informações do eSocial referentes a empregados domésticos. Outra novidade é a melhoria na recuperação automática de dados de dependentes: aqueles que estiverem cadastros regularmente no CPF e já tiverem sido informados nas declarações dos últimos três anos poderão ter suas informações importadas sem a necessidade de autorização específica.

Veja outras informações que estão na pré-preenchida em 2026:

  • Informações da declaração anterior do contribuinte, como dados pessoais e endereço;
  • Rendimentos e pagamentos informados por meio de fontes pagadoras, Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), Carnê-Leão Web, E-Financeira, Declaração sobre Operações Imobiliárias (DOI) e Declaração de Benefícios Fiscais (DBF);
  • Rendimentos isentos em função de moléstia grave e códigos de juros;
  • Rendimentos de restituição recebidas no ano-calendário;
  • Contribuições de previdência privada;
  • Atualização do saldo de conta bancária e poupança;
  • Atualização do saldo de fundos de investimento;
  • Imóveis adquiridos no ano-calendário;
  • Doações efetuadas no ano-calendário;
  • Informações de criptoativos;
  • Conta bancária e poupança ainda não declarada;
  • Fundo de investimento ainda não declarado;
  • Contas bancárias no exterior.

Apesar dos avanços, Beatriz Itikawa, advogada tributarista do SouzaOkawa, explica que a pré-preenchida ainda não contempla todos os dados do contribuinte, especialmente aqueles que dependem de apuração individual. “É o caso de ganhos de capital na venda de bens, operações mais complexas em renda variável e atualização de bens e direitos”, exemplifica.

Neste ano, há mais um ponto de atenção: a inclusão de campos específicos para declarar ganhos com bets. Essas informações não aparecem na declaração pré-preenchida e devem ser informadas pelo próprio contribuinte na ficha de rendimentos, no campo “Prêmios líquidos obtidos em loterias de apostas de quota fixa — Lei nº 14.790/2023”. Além disso, foi criado um novo código na ficha de bens e direitos – o 06.02 – destinado à declaração de saldos mantidos em contas de apostas.

Fonte! Chasque (post) de Beatriz Rocha, publicado em 25 de março de 2026 no portal E-Investidor (Estadão)https://einvestidor.estadao.com.br/educacao-financeira/ir-2026-reclamacoes-erros-pre-preenchida-como-revisar-dados/

terça-feira, 24 de março de 2026

Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

Brasil envelhece rapidamente e terá menos contribuintes para sustentar mais aposentados. Entenda por que guardar dinheiro se tornou essencial diante da pressão sobre a Previdência. Imagem: Adobe Stock)
Brasil envelhece rapidamente e terá menos contribuintes para sustentar mais aposentados. Entenda por que guardar dinheiro se tornou essencial diante da pressão sobre a Previdência. Imagem: Adobe Stock)

O Brasil envelhece em silêncio. Vive mais, tem menos filhos e reduz a base de contribuintes. O Estado e as famílias ainda operam como se a lógica do passado fosse suficiente: que os filhos sustentem os pais, que a aposentadoria seja garantida sem planejamento, que a Previdência suporte tudo sozinha. A realidade é dura: um pai sustenta cinco filhos, mas cinco filhos dificilmente sustentarão um pai.

E não é só aritmética. É comportamento. Quando o pai envelhece, a responsabilidade quase sempre é fragmentada. Um filho acha que outro vai cuidar, outro ignora, muitos se afastam. O resultado é abandono, negligência ou dependência parcial de um sistema que já está sobrecarregado. A frase do título não é exagero: a lógica familiar se inverte e o cuidado que antes era único se dispersa.

Em 2024, havia 34,1 milhões de idosos, número que dobrou nas últimas duas décadas. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023 e chegará a 37,8% em 2070, cerca de 75,3 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, a taxa de fecundidade caiu de 110% do nível de reposição em 2000 para 75% em 2023, e deve recuar ainda mais, chegando a 69% em 2041. Menos filhos, mais idosos. Menos contribuintes, mais beneficiários. O descompasso é estrutural, não conjuntural.

O sistema previdenciário já opera no limite. A Previdência social consome mais de 12,3% do PIB e ultrapassa R$ 1 trilhão anuais, enquanto cada aumento de R$ 1 no salário mínimo adiciona R$ 420 milhões de despesa. Com menos contribuintes ativos sustentando mais beneficiários, a conta não fecha. Quem não guarda dinheiro vai depender de um sistema que não terá como pagar a fatura.

As pessoas vivem mais e dependem mais de recursos. Ao mesmo tempo, os filhos, quando existem, têm responsabilidades próprias. Cada década que passa aumenta a pressão sobre quem contribui hoje. A previdência não foi projetada para essa realidade. E quem ignora isso está se preparando para depender de outros que não terão como sustentar.

O problema é invisível para a maioria. O debate público continua centrado em promessas e discursos. Mas o fato é que o Brasil envelhece antes de enriquecer, e essa combinação é explosiva. A base de contribuintes não cresce no ritmo necessário, e cada ano adicional de expectativa de vida adiciona pressão sobre o sistema. E os dados mostram que a situação só tende a piorar.

Guardar dinheiro deixou de ser conselho e passou a ser necessidade prática. Planejamento financeiro não é luxo. É segurança. Quem acredita que pode contar com filhos ou com o Estado descobrirá que a geração seguinte não terá como sustentar a anterior. O pai sustenta os filhos hoje. Mas, amanhã, a responsabilidade será jogada de um para outro, e muitos acabarão descobrindo que não há ninguém para arcar com a conta.

O país pode adiar reformas, suavizar a retórica ou prometer mudanças futuras. Mas a equação é inexorável: menos filhos, mais idosos, mais dependência do Estado, menos capacidade de sustento familiar. E, quando essa conta finalmente chegar, cada indivíduo estará onde sempre esteve: responsável pela própria margem de segurança.

Fonte! Chasque (post) de Fabrízio Gueratto, publicado no dia 26 de fevereiro de 2026 no portal E-Investidor (Estadão)https://einvestidor.estadao.com.br/colunas/fabrizio-gueratto/guardem-dinheiro-envelhecimento-previdencia-planejamento-financeiro/ 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Tesouro Reserva: o que é, para quem faz sentido e o ponto essencial que não revelaram

Previsto para março, ele promete rendimento atrelado à Selic e resgate 24/7 via Pix, só que o Tesouro ainda não divulgou a remuneração exata

ilustração com vários recipientes com moedas para ilustrar reportagem sobre o Tesouro Reserva
Ilustração: João Brito

O Tesouro Reserva é um novo título público, com lançamento marcado para março. A ideia é que ele funcione para reservas de emergência, ou seja, para guardar dinheiro que você precise usar a qualquer momento.

Qualquer momento mesmo: vai dar para comprar ou resgatar 24 horas por dia, sete dias por semana, com liquidação via Pix – tal como os CDBs 24/7 e as “caixinhas” de banco. Pediu o resgate, o dinheiro vem na hora, o que não acontece com outros títulos do Tesouro.

  • Rendimento: O Tesouro ainda não divulgou. Anunciaram que ele vai acompanhar a Selic (hoje em 15%), mas falta o que mais importa: qual será o percentual – se ele vai pagar 90%, 95%, ou 100% da taxa básica, por exemplo. 
  • Investimento mínimo: R$ 1 – uma amostra de que o Tesouro Nacional quer tornar a aplicação popular.
  • Saldo que não cai: Esse vai ser o primeiro título do Tesouro sem “marcação a mercado”. Significa o seguinte: o saldo ali não cai, só sobe. Outro título, o Tesouro Selic, também tem essa proposta, mas há ligeiras oscilações na valorização diária – e, em casos raros, pequenas quedas de um dia para o outro. O Tesouro Reserva será imune a esses soluços.

No fim, trata-se de um investimento pensado para competir com as caixinhas de banco e com a Caderneta de Poupança. Mas só vai dar para dizer se vale ou não a pena quando anunciarem o rendimento de fato.

Mesmo que a divilgação oficial, em março, diga que o rendimento será de 100% da taxa básica (como acontece no Tesouro Selic), tudo vai depender da taxa que o Tesouro Direto vai cobrar. Para os outros títulos, ela é de 0,20% ao ano. Mantendo assim, com a Selic no patamar atual, o rendimento ficaria em 98,5% do CDI.

Mas o Tesouro não informou qual será a taxa, ou se haverá isenção até uma certa quantia. No Tesouro Selic, a taxa é zero para saldos até R$ 10 mil.

Concorrer com a Poupança, de qualquer forma, não vai ser difícil. Se o rendimento ficar acima de 75% do CDI, o Tesouro Reserva já vai bater a Caderneta.

Fonte! Chasque (post) de , publicado no sítio oficial do InvestNews, no dia 06 de fevereiro de 2026: https://investnews.com.br/guias/tesouro-reserva/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Banrisul (BRSR6) tem lucro líquido de R$ 656,9 mi no 4 tri, crescimento de 131% em 12 meses

Banrisul
(Imagem: Divulgação/Banrisul)
O Banrisul (BRSR6) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 656,9 milhões, o que representa um crescimento de 131% frente a igual período de 2024. Já o lucro líquido em 2025 alcançou R$ 1,6 bilhão, 75,2% maior que o registrado em 2024.

De acordo com o banco, os destaques positivos do ano foram o incremento da margem financeira, o resultado favorável das outras receitas e despesas operacionais e o aumento das receitas de prestação de serviços

Por outro lado, houve aumento das perdas líquidas esperadas associadas ao risco de crédito, das despesas administrativas e das provisões cíveis, fiscais e trabalhistas, bem como pelo consequente efeito tributário.

O retorno sobre o patrimônio (ROAE) ajustado anualizado subiu para 14,9% ao final do quarto trimestre em comparação aos 11% do mesmo intervalo de 2024.

A margem financeira aumentou 8,6% em 12 meses, atingindo R$ 6,4 bilhões. As despesas administrativas subiram 5,2% em 12 meses, para R$ 2,047 bilhões.

A carteira de crédito do alcançou R$ 65,016 bilhões ao final do quarto trimestre de 2025 aumento de 4,8% ante um ano, refletindo, especialmente, a ampliação no saldo de crédito comercial, câmbio e longo prazo.

O patrimônio líquido alcançou R$ 11,178 bilhões no final de dezembro de 2025, 7,3% superior a dezembro de 2024 refletindo fatores como a incorporação dos resultados gerados, o pagamento de juros sobre capital próprio e o provisionamento de dividendos, e a remensuração do passivo atuarial referente aos benefícios pós-emprego.

Os ativos totais alcançaram R$ 163,470 bilhões em dezembro de 2025, com crescimento de 10,9% frente à mesma etapa do ano anterior. O índice de Basileia ficou em 19,5% em dezembro de 2025.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial do Money Times, no dia 12 de fevereiro de 2026: https://www.moneytimes.com.br/banrisul-brsr6-tem-lucro-liquido-de-r-6569-mi-no-4-tri-crescimento-de-131-em-12-meses-fets/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Previdência Privada enfrenta o pior resultado dos últimos anos

Edson Franco: "Houve um claro desincentivo à poupança previdenciária" FenaPrevi/Divulgação/JC

A captação líquida dos planos de previdência privada aberta em 2025 chegou a R$ 4 bilhões, representando uma queda de 93,5% em relação ao montante de 2024. O dado consta no relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida.
 
O total de aportes do ano passado foi de R$ 157,1 bilhões, uma retração de cerca de 20% na mesma base de comparação (o equivalente a uma diminuição de quase R$ 40 bilhões em aportes). Ao mesmo tempo, os resgates aumentaram, somando R$ 153,2 bilhões, uma alta de 13,2%.
 
Segundo o presidente da FenaPrevi, Edson Franco, os resultados de 2025 comprovam o impacto da cobrança do IOF nos planos VGBL. “Houve um claro desincentivo à poupança previdenciária, gerado por tal medida. Nos planos VGBL saímos de uma captação líquida de quase R$ 60 bi para pouco mais de 3 bilhões de reais. Vale ressaltar que em todos os meses em que a cobrança do IOF esteve em vigor a captação líquida ficou negativa”.
 
Franco aponta que estes são os piores resultados da série histórica. “É um volume de recursos que deixou de ser alocado para aumentar a proteção financeira de longo prazo das famílias e que dificilmente voltará para o sistema. Tais resultados transformam 2025 no pior ano para a previdência privada aberta no Brasil. Uma perda para a sociedade e para a economia do país”, enfatiza.
 
O setor encerrou 2025 administrando R$ 1,8 trilhão em ativos, o equivalente à, aproximadamente, 14% do PIB brasileiro. Mais de 11 milhões possuem planos de previdência aberta no país.  O relatório da FenaPrevi aponta que 88% do total arrecadado em 2025 foi destinado aos planos VGBL; enquanto outros 10% foram aportados em planos PGBL e os 2% restantes nos Tradicionais.
 
CNseg figura entre as Top 5 no ranking Focus de curto prazo
 
A Confederação Nacional das Seguradoras alcançou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto Prazo Anual (2025) do Boletim Focus, divulgado em janeiro de 2026 pelo Banco Central do Brasil. No levantamento, a entidade obteve nota final de 8,4457, posicionando-se entre as instituições com maior precisão nas projeções macroeconômicas de curto prazo.
 
Resseguro
 
O 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro acontece nos dias 19 e 20 de maio de 2026, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. O evento promovido pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros e pela Confederação Nacional das Seguradoras é considerado o principal fórum estratégico de resseguro da América Latina. As inscrições do primeiro lote, com valor promocional, seguem abertas até 13 de fevereiro. 
 
Dica de segurança
 
Realizar um checkup no carro é a melhor forma de prevenir acidentes nas estradas. Em épocas de grande movimentação, as rodovias registram tráfego maior de veículos e também um número elevado de acidentes, sendo que muitos deles são ocasionados devido à falta de medidas básicas de segurança.
 
Fonte! Chasque (post) publicado no Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), por Gerson Anzzulin, no dia 10 de fevereiro de 2026: https://www.jornaldocomercio.com/conteudo-publicitario/2026/02/1236478-previdencia-privada-enfrenta-o-pior-resultado-dos-ultimos-anos.html

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Controle os gastos… ou os gastos te controlarão

Tudo o que vale a pena nessa vida demanda esforço. É um princípio básico de ação comportamental, que se aplica a uma variada gama de aspectos da vida, mas principalmente na área financeira. A lei da inércia, quando aplicada ao seu bolso, é cruel: se você não exercer uma força contrária e consciente de organização, o dinheiro tenderá naturalmente a desaparecer. Acreditar que a saúde financeira surgirá do acaso, ou que “no final tudo dá certo” sem planejamento, é o primeiro passo para se tornar refém das circunstâncias.

Vivemos em uma era desenhada para capturar nossa atenção e nossos recursos a cada segundo. O marketing agressivo, a facilidade do crédito e a cultura do “eu mereço” criam um ambiente onde gastar é o padrão e poupar é a exceção. Se você não assumir o papel de diretor executivo da sua própria vida – uma espécie de CEO de si mesmo – o dinheiro encontrará, sozinho, uma rota de fuga. Ele escoará para assinaturas que você não usa, taxas bancárias que você nem percebe, ou para a satisfação de desejos momentâneos que, sejamos honestos, trazem uma euforia que dura menos do que o tempo de pagar a fatura do cartão.

Muitas pessoas fogem do controle de gastos porque associam a palavra “controle” à privação, avareza ou sofrimento. Essa é uma visão distorcida. O orçamento não é, como muitos equivocadamente pensam, uma camisa de força, mas sim um instrumento de liberdade. Quando você sabe para onde seu dinheiro vai, você ganha o superpoder de realocar recursos do que é irrelevante para o que é essencial. Controlar gastos é, na verdade, respeitar o seu próprio suor. É garantir que as horas de vida que você dedicou ao trabalho se transformem em construção de patrimônio e experiências reais, e não em lixo acumulado.

A falta de gestão financeira gera um ruído de fundo constante na mente. É a ansiedade de não saber se haverá o suficiente para uma emergência, ou a frustração de ver anos passarem sem a realização de grandes sonhos, como a casa própria ou uma viagem em família. Quem não controla o dinheiro acaba sendo controlado por ele, vivendo para pagar contas, em um ciclo interminável de “corrida dos ratos”. Por outro lado, a disciplina financeira traz um benefício invisível, mas valioso: a paz de espírito. Dormir tranquilo, sabendo que você tem uma margem de segurança, é o verdadeiro luxo da vida moderna.

Conclusão

Portanto, comece hoje. Não espere o “momento ideal” ou um aumento de salário para organizar a casa. A riqueza não é definida apenas pelo quanto você ganha, mas principalmente pelo quanto você mantém e multiplica, com constância e disciplina.

Encare o controle financeiro não como uma tarefa burocrática chata, mas como um ato de amor próprio e responsabilidade com o seu futuro. Assuma o comando agora, direcione cada centavo com intencionalidade e lembre-se sempre: ou você diz ao seu dinheiro para onde ir, ou ele decidirá por conta própria ir embora

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio Valores Reais, por Guilherme, no dia 26 de janeiro de 2026https://valoresreais.com/2026/01/26/controle-os-gastos-ou-os-gastos-te-controlarao/ 

Nosso comentário:  "Buenas! Comecei com o controle em uma planilha em excel que eu mesmo fiz, com apontamentos de todas as entradas (salários e afins) e t0das as saídas (despesas). E comecei a guardar dinheiro com foco. 

Minha planilha, em abril deste ano entra na maioridade - 18 anos. Fiz sobrar e investi valores para mim, pra esposa e pras crianças (minhas duas filhas). Já estamos colhendo resultados...."

Valdemar Engroff 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos

Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais

A matemática do envelhecimento, somada ao peso crescente do salário mínimo sobre os benefícios, empurra o País para outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadorias mais tardias, benefícios menores e critérios mais rígidos. (Imagem: HuePhoto em Adobe Stock)
A matemática do envelhecimento, somada ao peso crescente do salário mínimo sobre os benefícios, empurra o País para outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadorias mais tardias, benefícios menores e critérios mais rígidos. (Imagem: HuePhoto em Adobe Stock)

A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,6% reacende um problema que o País tenta evitar há anos, porque o crescimento fraco não derruba apenas expectativas econômicas, ele pressiona um sistema que já opera no limite.

Enquanto o debate político continua distraído por disputas imediatas, o Brasil envelhece em silêncio, vive mais, tem menos filhos, reduz a base de contribuintes e amplia a de beneficiários, enquanto o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permanece preso a um desenho que pertence a outra época, quando havia jovens suficientes para sustentar quem já tinha saído do mercado de trabalho.

O País envelhece antes de enriquecer e essa combinação é explosiva porque a conta não fecha para nenhum modelo previdenciário que depende do fluxo atual para pagar o benefício futuro. O número de pessoas que entra no mercado formal não cresce no ritmo necessário para sustentar quem está saindo, enquanto cada ano adicional de expectativa de vida adiciona uma pressão que não aparece nos discursos públicos, mas que se acumula nos cálculos técnicos e nas projeções internas do governo.

É esse descompasso que explica por que a Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar, em ciclo contínuo, a barreira de R$ 1 trilhão anuais. E ainda existe um dado que desmonta a ilusão de que o problema se resolve com gestão: cada aumento de R$ 1 no salário mínimo cria R$ 420 milhões adicionais de despesa previdenciária. Não há eficiência administrativa capaz de neutralizar uma aritmética desse tamanho. Com uma população que vive mais e contribui menos, o gasto cresce automaticamente, mesmo quando a economia não cresce junto.

Salário mínimo e indexação: a despesa automática que ninguém quer discutir

A discussão pública tenta suavizar esse cenário como se fosse apenas um impasse fiscal ou conjuntural, mas não é. As despesas obrigatórias sobem porque há mais aposentados, porque eles vivem mais tempo, porque a base de contribuintes diminui e porque as regras ainda seguem uma lógica de país jovem. O dilema é matemático, não ideológico: menos contribuintes sustentando mais beneficiários. Nenhum discurso eleitoral corrige isso, porque o problema está na estrutura, não na narrativa.

O juro alto, repetidamente tratado como vilão, reflete essa engrenagem. Com um Estado amarrado a gastos que crescem sozinhos e um PIB que não acompanha, o risco sobe, o financiamento fica mais caro e a política monetária se torna o único instrumento capaz de evitar que a inflação escape. A Selic elevada não é um acidente, mas uma compensação. Enquanto a política fiscal não encara a realidade demográfica, o Banco Central (BC) continua pagando a conta com juros altos.

A última reforma da Previdência adiou o colapso, mas não o eliminou. Criou fôlego, não sustentabilidade. E esse fôlego tem prazo.

A matemática do envelhecimento, somada ao peso crescente do salário mínimo sobre os benefícios, empurra o País para outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadorias mais tardias, benefícios menores e critérios mais rígidos. Não por vontade política, mas porque a aritmética não oferece alternativa. E, diante do ritmo atual de envelhecimento, já existe quem projete a idade mínima avançando muito além do que parece razoável hoje.

Por que a aposentadoria aos 75 anos não é provocação gratuita

Mulher de idade posando para foto.
As regras de transição estão previstas na Reforma da Previdência. (Foto: Adobe Stock)

Se nada mudar, o Brasil pode caminhar para uma realidade em que se aposentar aos 75 anos deixe de ser provocação e passe a ser necessidade fiscal. Não porque alguém queira, mas porque a conta simplesmente não fecha com o volume de idosos que o País terá nas próximas décadas.

A experiência internacional confirma a direção. Países ricos, com produtividade alta e renda elevada, precisaram revisar seus sistemas múltiplas vezes. Itália, França, Alemanha e Espanha enfrentam há anos protestos justamente porque não conseguiram escapar da mesma equação: mais idosos, menos jovens, pressão crescente. A diferença é que esses países ficaram velhos depois de enriquecer. O Brasil faz o contrário, o que torna o ajuste mais pesado, mais urgente e mais difícil de administrar sem dor social.

Por isso, depender apenas do INSS deixou de ser planejamento e passou a ser risco. A Previdência não está colapsada, mas está pressionada por forças que não mudam com discursos, decretos ou promessas. A demografia não negocia e a conta não espera. Guardar dinheiro, nesse contexto, deixa de ser conselho financeiro e se torna necessidade prática.

O País caminha para aposentadorias mais tardias, mais tempo de contribuição e menor garantia de benefício integral. E, se a idade mínima continuar avançando na velocidade que o envelhecimento impõe, quem tem 30 ou 40 anos hoje pode, de fato, enfrentar uma aposentadoria que chega perto dos 75 anos.

O Brasil pode empurrar a discussão, suavizar a retórica, adiar a decisão e colocar remendos temporários, mas não pode escapar da equação que estrutura o problema. E, quando ela finalmente estourar, cada indivíduo estará onde sempre esteve: responsável pela própria margem de segurança.

Fonte! Chasque (Post) publicado no blog E-Investidor, por Fabrício Gueratto, em 22 de janeiro de 2026https://einvestidor.estadao.com.br/colunas/fabrizio-gueratto/aposentadoria-aos-75-anos-previdencia-reforma-envelhecimento-brasil/ 

domingo, 14 de dezembro de 2025

LCAs e LCIs pagarão quanto em 2026? Renda fixa isenta toma lugar de dividendos

Investidor10 apurou a rentabilidade de LCAs e LCIs que oferecem taxa de 92% do CDI.

Quem recebe mais de R$ 50 mil em dividendos por mês será taxado pelo governo brasileiro como compensação pela isenção dos brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês. Até que era o plano do governo Lula em taxar as LCAs e LCIs, mas acabou que esses títulos da renda fixa bancária seguirão incentivados.
 
Na visão de Marcelo Freller, especialista do C6 Bank, ainda que a taxa Selic caia dos atuais 15% ao ano para o patamar de 12,50% ao ano nos próximos 18 meses, os investimentos indexados ao CDI permanecem mais atrativos que as atuais remunerações encontradas em prefixados e indexados à inflação (IPCA+).
 
Caso você aplique R$ 25 mil em uma LCA ou LCI pagando 92% do CDI, terá o retorno líquido de R$ 28.169,08 nos próximos 12 meses. Em comparação, a caderneta de poupança entregará R$ 27.070,00, sendo que ambos os títulos bancários têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
 
Para quem não sabe ainda, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) permitem que bancos emprestem dinheiro para atividades ligadas ao agronegócio, ao passo que as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) financiam operações para o mercado imobiliário.
 

Quanto rendem R$ 1 mil em LCA ou LCI?

Conforme o especialista Marcelo Freller, do C6 Bank, a aplicação de R$ 1 mil em LCA ou LCI a 92% do CDI deve render:

  • R$ 1.126,76 após um ano (contra o retorno de R$ 1.082,80 na poupança);
  • R$ 1.257,38 após dois anos (contra o retorno de R$ 1.172,46 na poupança);
  • R$ 1.834,91 após cinco anos (contra o retorno de R$ 1.488,47 na poupança).

Quanto rendem R$ 5 mil em LCA ou LCI?

🌱 Já a aplicação de R$ 5 mil em renda fixa isenta que financia o agronegócio e o mercado imobiliário pode retornar:

  • R$ 5.633,82 após um ano (contra o retorno de R$ 5.414,00 na poupança);
  • R$ 6.286,89 após dois anos (contra o retorno de R$ 5.862,28 na poupança);
  • R$ 9.174,57 após cinco anos (contra o retorno de R$ 7.442,37 na poupança).

Quanto rendem R$ 10 mil em LCA ou LCI?

Emprestar R$ 10 mil para bancos custearem suas operações de créditos em setores incentivados dever gerar:

  • R$ 11.267,63 após um ano (contra o retorno de R$ 10.828,00 na poupança);
  • R$ 12.573,79 após dois anos (contra o retorno de R$ 11.724,56 na poupança);
  • R$ 18.349,15 após cinco anos (contra o retorno de R$ 14.884,74 na poupança).

Quanto rendem R$ 25 mil em LCA ou LCI?

🏘️ Investir R$ 25 mil em LCA ou LCI com taxa equivalente a CDB pagando 109% do CDI a pode retribuir:

  • R$ 28.169,08 após um ano (contra o retorno de R$ 27.070,00 na poupança);
  • R$ 31.434,47 após dois anos (contra o retorno de R$ 29.311,40 na poupança);
  • R$ 45.872,87 após cinco anos (contra o retorno de R$ 37.211,85 na poupança).

Quanto rendem R$ 50 mil em LCA ou LCI?

Um colchão financeiro de R$ 50 mil em LCA ou LCI a 92% do CDI deve render em juros compostos:

  • R$ 56.338,15 após um ano (contra o retorno de R$ 54.140,00 na poupança);
  • R$ 62.868,94 após dois anos (contra o retorno de R$ 58.622,79 na poupança);
  • R$ 91.745,74 após cinco anos (contra o retorno de R$ 74.423,70 na poupança).

Rentabilidade

💰 Para o C6 Bank, a rentabilidade líquida estimada em LCAs e LCIs com taxas próximas de 92% do CDI deve ficar em:

  • Remuneração de +12,68% (após um ano);
  • Remuneração de +25,74% (após dois anos);
  • Remuneração de +83,49% (após cinco anos).

Como foram feitos os cálculos?

Os cálculos do estrategista de investimentos do C6 Bank levaram em conta algumas premissas, estimativas para os principais indicadores da renda fixa e projeções sobre a inflação.

Ele explica a importância de acompanhar os contratos de juros negociados em bolsa (DI futuro), e não apenas ficar ancorado na mudança a cada 45 dias da taxa Selic, que é praticamente o mesmo valor do CDI.

🗣️ "O DI futuro é um contrato de juros negociado em bolsa de valores, como uma ação, em que seu preço reflete o DI médio entre o dia da negociação e o vencimento do contrato. Ou seja, cada contrato tem um preço que corresponde à expectativa do mercado sobre a taxa de juros no período", salienta Marcelo Freller, do C6 Bank.

Portanto, quando o investidor deseja ter ideia de quanto será a sua rentabilidade em título de renda fixa semelhante a uma LCA ou LCI pós-fixada, é ideal considerar qual será a taxa média do CDI no período e não apenas a taxa básica juros atual.

Logo, veja a seguir as premissas utilizadas pelo estrategista de investimentos para calcular a possível remuneração dos títulos bancários:

  • Selic: 14,71% a.a. (em seis meses); 14,03% a.a. (em um ano); 13,36% a.a. (em dois anos); 14,13% a.a. (em cinco anos);
  • CDI: 14,61% a.a. (em seis meses); 13,93% a.a. (em um ano); 13,26% a.a. (em dois anos); 14,03% a.a. (em cinco anos);
  • Poupança: 8,28% a.a. (em seis meses); 8,28% a.a. (em um ano); 8,28% a.a. (em dois anos); 8,28% a.a. (em cinco anos);
  • Inflação: 4,05% a.a. (em seis meses); 3,90% a.a. (em um ano); 3,80% a.a. (em dois anos); 3,50% a.a. (em cinco anos).

Fonte! Chasque (post), publicado no dia 09 de dezembro de 2025 no sítio Investidor10, por Lucas Simõeshttps://investidor10.com.br/noticias/lcas-e-lcis-pagarao-quanto-em-2026-renda-fixa-isenta-toma-lugar-de-dividendos-117273/