sexta-feira, 30 de abril de 2021

Organizações devem combater o endividamento entre os funcionários

A presença da educação financeira dentro das empresas se faz essencial nesses tempos de pandemia e ainda se mostrará muito relevante. Com o provável retorno do período do Novo Programa Emergencial de manutenção do Emprego e da Renda (Pronampe), os salários e as jornadas poderão ser reduzidas em 25%, 50% e 70% em acordos individuais ou coletivos novamente.

 Com isso, os empregados, por mais que tenham uma contrapartida governamental, terão reduções nos ganhos e terão que adequar as finanças. "É fundamental que as empresas também auxiliem estes colaboradores com disponibilização de conteúdos relacionados a educação financeira", defende o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

O problema das finanças das empresas brasileiras não é novo. Domingos lembra que pesquisa divulgada em 2018 pela Associação Brasileira dos Educadores Financeiros (Abefin), em parceria com a Unicamp e o Instituto Axxus, já havia revelado que 84%  dos trabalhadores brasileiras enfrentavam dificuldades para lidar com o dinheiro, sofriam prejuízos ou não entendiam de finanças.

Apenas 16% destes colaboradores eram capacitados financeiramente, ou seja, conseguiam pagar suas contas com a receita mensal e planejar seus gastos com antecedência. Uma situação que não mudou e que assusta a população e devia acender um sinal de alerta nas empresas.

"É comprovado que o desequilíbrio financeiro pode influenciar diretamente na produtividade das empresas, já que um funcionário endividado, sem dúvida, perderá o foco no trabalho, ou então, receberá ligações de cobradores, no horário de expediente, em em casos mais graves, pode forçar a demissão para pagar dívidas com o dinheiro da rescisão contratual. Tudo isso compromete o desenvolvimento das atividades e até mesmo na rentabilidade das empresas".

O único caminho para mudar esta realidade é através da educação financeira, segundo Domingos. Isso irá beneficiar os colaboradores e também os gestores das empresas. "A solução para os problemas financeiros nem sempre é apenas receber um aumento salarial, ou outros benefícios, como muitos pensam. É preciso aprender a administrar a quantia que se tem, antes mesmo de buscar mais, caso contrário, quanto mais ganhar, mais irá gastar", saliente.

Para que o profissional comece a mudar seus hábitos e comportamentos, aprendendo a administrar os recursos financeiros de forma saudável, a educação financeira oferece todo um suporte para que ele equilibre as finanças, sempre respeitando os limites do seu padrão de vida. "Ressalto que não se trata somente de cursos de investimentos, ou palestras. A educação financeira nas empresas vai além, pois é diretamente ligada à responsabilidade social da empresa, beneficiando assim os familiares, comunidade e a própria organização". 

Fonte! Chasque (post) publicado no Caderno JC Contabilidade, encartado na edição do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), do dia 28 de abril de 2021.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Atitude 103! Moradia Estudantil - a CEUPA precisa de ajuda!

Créditos! https://www.facebook.com/ceupaportoalegre
Gauchada do Rio Grande e de toda esta terra em redor! Tive a honra se passar por esta experiência - morar e uma casa de estudantes na década de 1980. A minha primeira experiência foi em São Leopoldo, onde morei na CEUL - Casa do Estudante Universitário Leopolndense

A segunda experiência foi no CEUPA, que na época era denominada de Centro Evangélico Universitário de Porto Alegre, onde morei de 1984 a 1986. Uma experiência rica, compartilhada com vários estudantes pré universitários e universitários, a maioria do interior do Rio Grande, de outros Estados, de outros países, principalmente sul-americanos e africanos (onde predomina a língua portuguesa).

Muitos destes estudantes estrangeiros, que moraram na instituição, continuam morando no Brasil. Formaram família e estão ganhando a sua vida em suas profissões. E muitos destes, além dos estudantes brasileiros, que ali foram acolhidos e ali moraram no tempo onde eram  "alunos da faculdade" estão comprometidos em dar a sua contrapartida - ajudar esta instituição.

Hoje recebemos o chasque (e-mail) abaixo, onde relatam a atual situação das três casas de estudantes da instituição, que precisam urgentemente de reparos...

Um baita quebra-costelas

Valdemar Engroff

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Prezados(as) Ex-moradores e Amigos da CEUPA

A Casa dos Estudantes Universitários de Porto Alegre (CEUPA), é uma associação sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e que, há mais de 70 anos, oferece moradia estudantil para universitários e pré-universitários, do interior do Estado do Rio Grande do Sul, de outros Estados brasileiros e demais localidades do mundo, sem distinção de raça, cor ou religião.

As três casas da CEUPA, localizadas no bairro Cidade Baixa, vem sofrendo os efeitos deletérios do tempo, bem como  pela falta de recursos para reformas e manutenção desse patrimônio que já ajudou inúmeros estudantes. Atualmente, devido às condições físicas das três casas, o número de vagas vem diminuindo, necessitando as casas de reformas urgentes, para assegurar moradia digna e segura e recuperar as vagas perdidas.

Moradores,  ex-moradores e Amigos da CEUPA, se reuniram de forma virtual, e estão trabalhando em conjunto na elaboração de Avaliações e Projetos de Reforma Emergencial, bem como de Projetos de Manutenção e recuperação das três casas.

Em razão disso, estamos realizando uma campanha de divulgação e captação de apoio financeiro.

Você que (re)conhece a importância destas casas na vida de inúmeros estudantes sem condições financeiras de se manterem em Porto Alegre, pode nos apoiar depositando qualquer valor na nossa conta poupança:

Banco: Caixa Econômica Federal 

Agência: 0441

Conta: 00011550-9

Operação: 013    

CNPJ: 92.979.293/0001-19

PIX:  92.979.293/0001-19 e ceupapresidencia@gmail.com

Por favor, envie o comprovante de depósito para o e-mail: ceupapresidencia@gmail.com ou, em último caso, pelo WhatsApp (51) 99595-7111 e nos envie seu nome e e-mail para que possamos lhe manter informado.

A atual gestão da CEUPA se compromete em enviar informações dos Projetos de reformas e divulgar relatórios das obras realizadas, bem como a prestação de contas tanto dos recursos levantados, quanto dos recursos gastos nas reformas e manutenção das casas.

Se você quiser contribuir de alguma outra forma, como por exemplo, mão de obra gratuita, material de construção, doação de móveis, entre outros, faça contato com o e-mail ceupapresidencia@gmail.com para conversarmos.

Desde já agradecemos a sua solidariedade com a moradia estudantil.

Visite a CEUPA:

1 - Página oficial na internet:  https://ceupa.com.br/

2 - No Sítio Facebook: https://www.facebook.com/ceupaportoalegre

3 - No Istagram: https://www.instagram.com/ceupa.oficial/ 


Atenciosamente,

Giorgio Bruno de Lucca e Gabriel Reis Kauffmann

Presidente e Vice-Presidente da Diretoria Executiva da CEUPA - Gestão 2021.

quinta-feira, 18 de março de 2021

5 livros sobre investimentos para quem quer cuidar melhor do dinheiro

5 livros sobre investimentos para quem quer cuidar melhor do dinheiro

Sete em cada dez brasileiros estão endividados e o responsável por esse número é a falta de acesso à educação financeira. E pensando nisso, listamos os 5 livros sobre investimentos  mais indicados para aqueles que desejam cuidar melhor do dinheiro.

Livros sobre investimentos

 

Pai rico, pai pobre – Robert Kiyosaki

Esse é um dos livros sobre investimentos mais vendidos no mundo.

Pai Rico, pai Pobre: o que os ricos ensinam aos filhos sobre o dinheiro que os pobres e a classe média não fazem! É uma espécie de livro de memórias com lições em anexo.

Ele comemorou o seu 20º aniversário em 2017 com uma edição atualizada, e autor Robert Kiyosaki tem muito a comemorar. Este é o primeiro livro de finanças pessoais mais vendido de todos os tempos.

5 livros sobre investimentos indicados para quem quer cuidar melhor do dinheiro

Kiyosaki conduz os leitores através de algumas reminiscências da infância, um contraste entre seu próprio pai não muito rico e o pai de seu amigo que por acaso era um dos residentes mais ricos do Havaí.

A comparação brilha em destaque não apenas sobre a melhor forma de administrar seu dinheiro ou a falta dele, mas também de ajudar seus filhos a fazê-lo também.

De acordo com Kiyosaki, nem todas as dívidas são ruins, e você pode trabalhar em direção à riqueza, mesmo que você não tenha uma renda assombrosa.

É tudo sobre como você lida com o dinheiro que você tem e descobrir maneiras de levar você para longe desse salário monótono.

Esta edição atualizada de pai rico pai pobre é particularmente agradável e perspicaz, pois compara a vida há 20 anos contra o que é hoje.

O Milionário Automático – David Bach

A princípio, o livro quase se parece com ficção, com uma história de sucesso sobre um casal que ganha uma renda modesta, mas que mesmo assim possui duas casas sem hipotecas e pode esperar também uma poupança muito significativa para a aposentadoria.

A partir daí, Bach explica um processo simples de uma etapa que o colocará no lugar desse casal e, acredite não envolve orçamento.

Você pode confiar em Bach porque este não é seu primeiro livro. Ele já publicou três outros best-sellers.

O Milionário Automático passou 31 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times quando foi publicado em 2004 e vendeu mais de 1,5 milhões de cópias.

Recentemente atualizado, ainda é imensamente popular, por isso, está nesta lista de livros sobre investimentos.

Como se aposentar feliz, selvagem e livre – Zelinski

Por outro lado, “Como se aposentar feliz, selvagem e livre: sabedoria de aposentadoria que você não vai obter de seu consultor financeiro” não é tanto sobre domar suas finanças em preparação para a aposentadoria.

Trata-se de se aposentar bem com o que você conseguiu salvar.

A parte “feliz, selvagem e livre” do título não deve ser negligenciada. Zelinski não acha que você precisa de mais R$ 1 milhão em economias para realizá-lo.

Estes são os melhores anos de sua vida, e Zelinski dá algumas lições sobre como aproveitar o dinheiro que você tem, mais cedo ou mais tarde.

O National Post disse que a maioria dos livros sobre aposentadoria “vê a linha de chegada como o último dia de trabalho.

É aí que o Zelinski começa. Julgado pela resposta do leitor, seu conselho é bem aceito.

A reforma total do dinheiro – Dave Ramsey

Quando Ramsey fala sobre dinheiro e finanças, as pessoas se sentam e ouvem, e com boa causa. O Dave Ramsey Show recebe mais de 8 milhões de ouvintes por semana em 550 estações de rádio.

Este não é um esquema de enriquecimento rápido os livros de Ramsey nunca são.

O livro fornece uma base sólida para salvar, o suficiente para que a próxima emergência da vida não possa atrapalhá-lo e você possa colocar os pés para cima com conforto quando se aposentar.

Ramsey sempre envolveu o pagamento de sua dívida para que você possa chegar lá, e ele lhe diz como.

O homem mais rico da Babilônia – George Clason

É um dos livros mais educativos que existem quando se trata de finanças pessoais.

A contribuição de Clason para nossa lista é definitivamente única, uma coleção de histórias sobre sucessos e fracassos financeiros que remontam à antiga Babilônia.

A premissa é que, se esses princípios funcionaram para nossos antepassados, eles também trabalharão para nós.

Dê, mas dê com cautela. Eles são transmitidos de tal forma que recebê-los é realmente divertido. Eles cobrem tanto finanças pessoais e considerações de negócios e enigmas.

O homem mais rico da Babilônia era originalmente uma coleção de panfletos distribuídos aos consumidores por companhias de seguros, bancos e outros, muitos anos atrás.

Eles foram publicados pela primeira vez em forma de livro em 1926. Revista em 2010, esta nova edição é uma rápida leitura de 92 páginas.

Definir regras financeiras pessoais não pode ser mais fácil que isso.

Como cuidar melhor do seu dinheiro

O mais interessante sobre todos estes livros sobre investimentos é entender que eles não vão necessariamente dizer o que e como fazer.

Eles mostram possibilidades de lidar melhor com o dinheiro e como isso pode beneficiar sua vida.

O primeiro passo para cuidar melhor do seu dinheiro você já deu, ao pesquisar sobre este livros.

Agora, se você quer, realmente, saber como construir riqueza no Mercado Financeiro, reserve 50 minutos do dia para assistir a uma aula.

SÃO 50 MINUTOS QUE VÃO MUDAR SUA VIDA FINANCEIRA: ASSISTA!

Equipe Edu Moreira

Fonte! Chasque (post) publicado no Sítio oficial Eduardo Moreira, em 3 de julho de 2020. Abra as porteiras clicando em  https://edumoreira.com.br/5-livros-sobre-investimentos-para-quem-quer-cuidar-melhor-do-dinheiro/?fbclid=IwAR3QDelVOVdhMJIfN7Lp4nINpI-vXXFFhZe3tT5iO75n2ZTxGCl7rQmxDqY

quarta-feira, 17 de março de 2021

Nem muito, nem pouco, o suficiente

De quanto dinheiro você precisa para viver, do jeito que quiser viver, até o fim da vida?
 

Créditos! https://agenciabrasil.ebc.com.br/


Levante a mão quem gostaria de parar de trabalhar a partir de certa idade e desfrutar a vida, viajar, se dedicar a um hobby ou a uma causa, sem se preocupar com dinheiro. 
 
Certamente é o desejo de muita gente, o problema é que a maioria não sabe de quanto precisa para executar esse plano. 
 
Alguns trabalham muito, durante muito tempo, mais do que seria necessário, e acumulam dinheiro demais. Vão morrer ricos, com muitos bens, um patrimônio invejável e herdeiros felizes. A Receita também ficará contente ao arrecadar um generoso imposto sobre herança.
 
Na contramão desse perfil, estão os que vivem o presente, desfrutam de cada momento, dando pouca importância aos custos, não se preocupam com o futuro, vivem como se não houvesse o amanhã. 
 
Tendem a gastar quase tudo o que ganham, satisfazendo todos os desejos, destinando parcos recursos para o futuro. Quando não forem mais capazes de trabalhar serão forçados a reduzir dramaticamente o padrão de vida. 
 
Se forem prudentes, se darão conta de que é preciso planejar o futuro, estimar a quantidade de recursos necessária, nem muito, que sacrifique o presente, nem pouco, que comprometa a qualidade de vida no futuro, o suficiente, para viver a vida que desejam. 
 
Planejar a vida, depois as finanças, permitirá conhecer em tempo, ainda na fase dos 30, 40 anos, que capital deve ser acumulado para garantir um futuro confortável. 
 
Imagine uma caixa d’água, com torneira de entrada e de saída, onde está guardado todo o dinheiro que poderemos gastar sempre que quisermos ou precisarmos. Todos os nossos ativos líquidos estão nessa caixa, investimentos em geral, não importa o nome ou tipo do produto.
 
Talvez tenhamos dinheiro fora dessa caixa, a diferença é que só poderemos usá-lo quando vendermos esses ativos. O imóvel residencial é um bom exemplo desse tipo de ativo.
 
Existe um fluxo de dinheiro entrando nessa caixa, como o nosso salário, que vai cessar, um dia. Mas existe, também, um fluxo futuro de dinheiro que vai começar a entrar nessa caixa, por exemplo, o benefício social quando nos aposentarmos ou os rendimentos de ativos financeiros ou outros ativos que geram renda.
 
E, claro, existem três fases de gastos, as três torneiras principais que tiram dinheiro dessa caixa:
 
1) A torneira do estilo de vida atual, as despesas necessárias antes da aposentadoria, assumindo que ainda trabalhamos.
 
2) A torneira da aposentadoria ativa, fase de desfrutar e se divertir enquanto estivermos saudáveis e pudermos fazê-lo. Que seja longa essa fase.
 
3) A torneira da fase posterior, de menor atividade, quando acharmos que estamos velhos demais para nos divertirmos.
 
4) Ocasionalmente, haverá a torneira de uma despesa extra para bancar um único evento extraordinário.
 
O que vai acontecer com a sua caixa de dinheiro? Do ponto de vista do planejamento financeiro, é o que importa. Não se preocupe com os detalhes, como a escolha do melhor investimento, basta saber o que vai acontecer com o nível de dinheiro da sua caixa.
 
É provável que aconteça uma de duas coisas, (a) sua caixa ficará vazia, não haverá dinheiro suficiente para bancar o estilo de vida desejado; ou (b) sua caixa vai continuar enchendo e não ficará vazia nunca, o que significa que você deixou de fazer coisas porque não sabia que podia.
 
O conselho é estimar o que vai acontecer com o nível de dinheiro da sua caixa ao longo do tempo, assegurar que as finanças vão por um bom caminho, em tempo, fazer os ajustes necessários para não faltar, nem sobrar, ter o suficiente para viver a vida, do jeito que quiser viver, até o fim da vida.
 
Fonte! Chasque (coluna semana) da planejadora financeira Márcia Dessen, publicada nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 15 de março de 2021.