Previsto
para março, ele promete rendimento atrelado à Selic e resgate 24/7 via
Pix, só que o Tesouro ainda não divulgou a remuneração exata
Ilustração: João Brito
O Tesouro Reserva é um novo título público, com lançamento marcado para março. A ideia é que ele funcione para reservas de emergência, ou seja, para guardar dinheiro que você precise usar a qualquer momento.
Qualquer momento mesmo: vai dar para comprar ou resgatar 24 horas por dia, sete dias por semana, com liquidação via Pix
– tal como os CDBs 24/7 e as “caixinhas” de banco. Pediu o resgate, o
dinheiro vem na hora, o que não acontece com outros títulos do Tesouro.
Rendimento: O Tesouro ainda não divulgou.
Anunciaram que ele vai acompanhar a Selic (hoje em 15%), mas falta o que
mais importa: qual será o percentual – se ele vai pagar 90%, 95%, ou
100% da taxa básica, por exemplo.
Investimento mínimo: R$ 1 – uma amostra de que o Tesouro Nacional quer tornar a aplicação popular.
Saldo que não cai: Esse vai ser o primeiro título
do Tesouro sem “marcação a mercado”. Significa o seguinte: o saldo ali
não cai, só sobe. Outro título, o Tesouro Selic,
também tem essa proposta, mas há ligeiras oscilações na valorização
diária – e, em casos raros, pequenas quedas de um dia para o outro. O
Tesouro Reserva será imune a esses soluços.
No fim, trata-se de um investimento pensado para competir com as caixinhas de banco e com a Caderneta dePoupança. Mas só vai dar para dizer se vale ou não a pena quando anunciarem o rendimento de fato.
Mesmo que a divilgação oficial, em março, diga que o rendimento será
de 100% da taxa básica (como acontece no Tesouro Selic), tudo vai
depender da taxa que o Tesouro Direto vai cobrar. Para os outros
títulos, ela é de 0,20% ao ano. Mantendo assim, com a Selic no patamar
atual, o rendimento ficaria em 98,5% do CDI.
Mas o Tesouro não informou qual será a taxa, ou se haverá isenção até uma certa quantia. No Tesouro Selic, a taxa é zero para saldos até R$ 10 mil.
Concorrer com a Poupança, de qualquer forma, não vai ser difícil. Se o
rendimento ficar acima de 75% do CDI, o Tesouro Reserva já vai bater a
Caderneta.
O Banrisul (BRSR6)
encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 656,9
milhões, o que representa um crescimento de 131% frente a igual período
de 2024. Já o lucro líquido em 2025 alcançou R$ 1,6 bilhão, 75,2% maior
que o registrado em 2024.
De acordo com o banco, os destaques positivos do ano foram o
incremento da margem financeira, o resultado favorável das outras
receitas e despesas operacionais e o aumento das receitas de prestação
de serviços
Por outro lado, houve aumento das perdas líquidas esperadas
associadas ao risco de crédito, das despesas administrativas e das
provisões cíveis, fiscais e trabalhistas, bem como pelo consequente
efeito tributário.
O retorno sobre o patrimônio (ROAE) ajustado anualizado subiu para
14,9% ao final do quarto trimestre em comparação aos 11% do mesmo
intervalo de 2024.
A margem financeira aumentou 8,6% em 12 meses, atingindo R$ 6,4
bilhões. As despesas administrativas subiram 5,2% em 12 meses, para R$
2,047 bilhões.
A carteira de crédito do alcançou R$ 65,016 bilhões ao final do
quarto trimestre de 2025 aumento de 4,8% ante um ano, refletindo,
especialmente, a ampliação no saldo de crédito comercial, câmbio e longo
prazo.
O patrimônio líquido alcançou R$ 11,178 bilhões no final de dezembro
de 2025, 7,3% superior a dezembro de 2024 refletindo fatores como a
incorporação dos resultados gerados, o pagamento de juros sobre capital
próprio e o provisionamento de dividendos, e a remensuração do passivo
atuarial referente aos benefícios pós-emprego.
Os ativos totais alcançaram R$ 163,470 bilhões em dezembro de 2025,
com crescimento de 10,9% frente à mesma etapa do ano anterior. O índice
de Basileia ficou em 19,5% em dezembro de 2025.
Edson Franco: "Houve um claro desincentivo à poupança previdenciária" FenaPrevi/Divulgação/JC
A
captação líquida dos planos de previdência privada aberta em 2025
chegou a R$ 4 bilhões, representando uma queda de 93,5% em relação ao
montante de 2024. O dado consta no relatório da Federação Nacional de
Previdência Privada e Vida.
O
total de aportes do ano passado foi de R$ 157,1 bilhões, uma retração
de cerca de 20% na mesma base de comparação (o equivalente a uma
diminuição de quase R$ 40 bilhões em aportes). Ao mesmo tempo, os
resgates aumentaram, somando R$ 153,2 bilhões, uma alta de 13,2%.
Segundo
o presidente da FenaPrevi, Edson Franco, os resultados de 2025
comprovam o impacto da cobrança do IOF nos planos VGBL. “Houve um claro
desincentivo à poupança previdenciária, gerado por tal medida. Nos
planos VGBL saímos de uma captação líquida de quase R$ 60 bi para pouco
mais de 3 bilhões de reais. Vale ressaltar que em todos os meses em que a
cobrança do IOF esteve em vigor a captação líquida ficou negativa”.
Franco
aponta que estes são os piores resultados da série histórica. “É um
volume de recursos que deixou de ser alocado para aumentar a proteção
financeira de longo prazo das famílias e que dificilmente voltará para o
sistema. Tais resultados transformam 2025 no pior ano para a
previdência privada aberta no Brasil. Uma perda para a sociedade e para a
economia do país”, enfatiza.
O
setor encerrou 2025 administrando R$ 1,8 trilhão em ativos, o
equivalente à, aproximadamente, 14% do PIB brasileiro. Mais de 11
milhões possuem planos de previdência aberta no país. O relatório da
FenaPrevi aponta que 88% do total arrecadado em 2025 foi destinado aos
planos VGBL; enquanto outros 10% foram aportados em planos PGBL e os 2%
restantes nos Tradicionais.
CNseg figura entre as Top 5 no ranking Focus de curto prazo
A Confederação
Nacional das Seguradoras alcançou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto
Prazo Anual (2025) do Boletim Focus, divulgado em janeiro de 2026 pelo
Banco Central do Brasil. No levantamento, a entidade obteve nota final
de 8,4457, posicionando-se entre as instituições com maior precisão nas
projeções macroeconômicas de curto prazo.
Resseguro
O
9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro acontece nos dias 19 e 20 de
maio de 2026, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. O evento
promovido pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros e pela
Confederação Nacional das Seguradoras é considerado o principal fórum
estratégico de resseguro da América Latina. As inscrições do primeiro
lote, com valor promocional, seguem abertas até 13 de fevereiro.
Dica de segurança
Realizar um checkup no
carro é a melhor forma de prevenir acidentes nas estradas. Em épocas de
grande movimentação, as rodovias registram tráfego maior de veículos e
também um número elevado de acidentes, sendo que muitos deles são
ocasionados devido à falta de medidas básicas de segurança.
Tudo o que vale a pena nessa vida demanda esforço. É um princípio
básico de ação comportamental, que se aplica a uma variada gama de
aspectos da vida, mas principalmente na área financeira. A lei da
inércia, quando aplicada ao seu bolso, é cruel: se você não exercer uma
força contrária e consciente de organização, o dinheiro tenderá
naturalmente a desaparecer. Acreditar que a saúde financeira surgirá do
acaso, ou que “no final tudo dá certo” sem planejamento, é o primeiro
passo para se tornar refém das circunstâncias.
Vivemos em uma era desenhada para capturar
nossa atenção e nossos recursos a cada segundo. O marketing agressivo, a
facilidade do crédito e a cultura do “eu mereço” criam um ambiente onde
gastar é o padrão e poupar é a exceção. Se você não assumir o papel de
diretor executivo da sua própria vida – uma espécie de CEO de si mesmo –
o dinheiro encontrará, sozinho, uma rota de fuga. Ele escoará para
assinaturas que você não usa, taxas bancárias que você nem percebe, ou
para a satisfação de desejos momentâneos que, sejamos honestos, trazem
uma euforia que dura menos do que o tempo de pagar a fatura do cartão.
Muitas pessoas fogem do controle de gastos
porque associam a palavra “controle” à privação, avareza ou sofrimento.
Essa é uma visão distorcida. O orçamento não é, como muitos
equivocadamente pensam, uma camisa de força, mas sim um instrumento de
liberdade. Quando você sabe para onde seu dinheiro vai, você ganha o
superpoder de realocar recursos do que é irrelevante para o que é
essencial. Controlar gastos é, na verdade, respeitar o seu próprio suor.
É garantir que as horas de vida que você dedicou ao trabalho se
transformem em construção de patrimônio e experiências reais, e não em
lixo acumulado.
A falta de gestão financeira gera um ruído de
fundo constante na mente. É a ansiedade de não saber se haverá o
suficiente para uma emergência, ou a frustração de ver anos passarem sem
a realização de grandes sonhos, como a casa própria ou uma viagem em
família. Quem não controla o dinheiro acaba sendo controlado por ele,
vivendo para pagar contas, em um ciclo interminável de “corrida dos
ratos”. Por outro lado, a disciplina financeira traz um benefício
invisível, mas valioso: a paz de espírito. Dormir tranquilo, sabendo que
você tem uma margem de segurança, é o verdadeiro luxo da vida moderna.
Conclusão
Portanto, comece hoje. Não espere o “momento
ideal” ou um aumento de salário para organizar a casa. A riqueza não é
definida apenas pelo quanto você ganha, mas principalmente pelo quanto
você mantém e multiplica, com constância e disciplina.
Encare o controle financeiro não como uma
tarefa burocrática chata, mas como um ato de amor próprio e
responsabilidade com o seu futuro. Assuma o comando agora, direcione
cada centavo com intencionalidade e lembre-se sempre: ou você diz ao seu
dinheiro para onde ir, ou ele decidirá por conta própria ir embora
Nosso comentário: "Buenas! Comecei com o controle em uma planilha em excel que eu mesmo fiz, com apontamentos de todas as entradas (salários e afins) e t0das as saídas (despesas). E comecei a guardar dinheiro com foco.
Minha planilha, em abril deste ano entra na maioridade - 18 anos. Fiz sobrar e investi valores para mim, pra esposa e pras crianças (minhas duas filhas). Já estamos colhendo resultados...."
Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais
A matemática do envelhecimento, somada ao peso
crescente do salário mínimo sobre os benefícios, empurra o País para
outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadorias mais tardias,
benefícios menores e critérios mais rígidos. (Imagem: HuePhoto em Adobe
Stock)
A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,6% reacende um problema que o País tenta evitar há anos, porque o crescimento fraco não derruba apenas expectativas econômicas, ele pressiona um sistema que já opera no limite.
Enquanto o debate político continua distraído por disputas imediatas, o Brasil envelhece em silêncio, vive mais, tem menos filhos, reduz a base de contribuintes e amplia a de beneficiários, enquanto o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
permanece preso a um desenho que pertence a outra época, quando havia
jovens suficientes para sustentar quem já tinha saído do mercado de
trabalho.
O País envelhece antes de enriquecer e essa combinação é explosiva porque a conta não fecha para nenhum modelo previdenciárioque
depende do fluxo atual para pagar o benefício futuro. O número de
pessoas que entra no mercado formal não cresce no ritmo necessário para
sustentar quem está saindo, enquanto cada ano adicional de expectativa de vida
adiciona uma pressão que não aparece nos discursos públicos, mas que se
acumula nos cálculos técnicos e nas projeções internas do governo.
É esse descompasso que explica por que a Previdência Social
já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar, em ciclo contínuo, a
barreira de R$ 1 trilhão anuais. E ainda existe um dado que desmonta a
ilusão de que o problema se resolve com gestão: cada aumento de R$ 1 no
salário mínimo cria R$ 420 milhões adicionais de despesa previdenciária.
Não há eficiência administrativa capaz de neutralizar uma aritmética
desse tamanho. Com uma população que vive mais e contribui menos, o
gasto cresce automaticamente, mesmo quando a economia não cresce junto.
Salário mínimo e indexação: a despesa automática que ninguém quer discutir
A discussão pública tenta suavizar esse cenário como se fosse apenas um impasse fiscal ou conjuntural, mas não é. As despesas obrigatórias sobem porque há mais aposentados,
porque eles vivem mais tempo, porque a base de contribuintes diminui e
porque as regras ainda seguem uma lógica de país jovem. O dilema é
matemático, não ideológico: menos contribuintes sustentando mais
beneficiários. Nenhum discurso eleitoral corrige isso, porque o problema
está na estrutura, não na narrativa.
O juro alto, repetidamente tratado como vilão, reflete essa engrenagem. Com um Estado amarrado a gastos que crescem sozinhos e um PIB que não acompanha, o risco sobe, o financiamento fica mais caro e a política monetáriase torna o único instrumento capaz de evitar que a inflação escape. A Selicelevada não é um acidente, mas uma compensação. Enquanto a política fiscalnão encara a realidade demográfica, oBanco Central (BC) continua pagando a conta com juros altos.
A última reforma da Previdência adiou o colapso, mas não o eliminou. Criou fôlego, não sustentabilidade. E esse fôlego tem prazo.
A matemática do envelhecimento, somada ao peso crescente do salário mínimosobre os benefícios, empurra o País para outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadoriasmais tardias, benefícios menores
e critérios mais rígidos. Não por vontade política, mas porque a
aritmética não oferece alternativa. E, diante do ritmo atual de
envelhecimento, já existe quem projete a idade mínima avançando muito
além do que parece razoável hoje.
Por que a aposentadoria aos 75 anos não é provocação gratuita
As regras de transição estão previstas na Reforma da Previdência. (Foto: Adobe Stock)
Se nada mudar, o Brasil pode caminhar para uma realidade em que se aposentar aos 75 anos deixe de ser provocação e passe a ser necessidade fiscal.
Não porque alguém queira, mas porque a conta simplesmente não fecha com
o volume de idosos que o País terá nas próximas décadas.
A experiência internacional confirma a direção. Países ricos, com produtividade alta e renda elevada, precisaram revisar seus sistemas múltiplas vezes. Itália, França, Alemanha e Espanha
enfrentam há anos protestos justamente porque não conseguiram escapar
da mesma equação: mais idosos, menos jovens, pressão crescente. A
diferença é que esses países ficaram velhos depois de enriquecer. O
Brasil faz o contrário, o que torna o ajuste mais pesado, mais urgente e
mais difícil de administrar sem dor social.
Por isso, depender apenas do INSS deixou de ser planejamento e passou
a ser risco. A Previdência não está colapsada, mas está pressionada por
forças que não mudam com discursos, decretos ou promessas. A demografia
não negocia e a conta não espera. Guardar dinheiro, nesse contexto, deixa de ser conselho financeiro e se torna necessidade prática.
O País caminha para aposentadorias mais tardias, mais tempo de contribuição e menor garantia de benefício integral. E, se a idade mínima continuar avançando na velocidade que o envelhecimentoimpõe, quem tem 30 ou 40 anos hoje pode, de fato, enfrentar uma aposentadoria que chega perto dos 75 anos.
O Brasil pode empurrar a discussão, suavizar a retórica, adiar a
decisão e colocar remendos temporários, mas não pode escapar da equação
que estrutura o problema. E, quando ela finalmente estourar, cada
indivíduo estará onde sempre esteve: responsável pela própria margem de
segurança.
Quem recebe mais de R$ 50 mil em dividendos por mês será taxado
pelo governo brasileiro como compensação pela isenção dos brasileiros
que ganham até R$ 5 mil por mês. Até que era o plano do governo Lula em
taxar as LCAs e LCIs, mas acabou que esses títulos da renda fixa bancária seguirão incentivados.
Na visão de Marcelo Freller, especialista do C6 Bank, ainda que a taxa Selic caia dos atuais 15% ao ano para o patamar de 12,50% ao ano nos próximos 18 meses, os investimentos indexados ao CDI permanecem mais atrativos que as atuais remunerações encontradas em prefixados e indexados à inflação (IPCA+).
Caso você aplique R$ 25 mil em uma LCA ou LCI pagando 92% do CDI, terá o retorno líquido de R$ 28.169,08 nos próximos 12 meses. Em comparação, a caderneta de poupança entregará R$ 27.070,00, sendo que ambos os títulos bancários têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Conforme o especialista Marcelo Freller, do C6 Bank, a aplicação de R$ 1 mil em LCA ou LCI a 92% do CDI deve render:
R$ 1.126,76 após um ano (contra o retorno de R$ 1.082,80 na poupança);
R$ 1.257,38 após dois anos (contra o retorno de R$ 1.172,46 na poupança);
R$ 1.834,91 após cinco anos (contra o retorno de R$ 1.488,47 na poupança).
Quanto rendem R$ 5 mil em LCA ou LCI?
🌱 Já a aplicação de R$ 5 mil em renda fixa isenta que financia o agronegócio e o mercado imobiliário pode retornar:
R$ 5.633,82 após um ano (contra o retorno de R$ 5.414,00 na poupança);
R$ 6.286,89 após dois anos (contra o retorno de R$ 5.862,28 na poupança);
R$ 9.174,57 após cinco anos (contra o retorno de R$ 7.442,37 na poupança).
Quanto rendem R$ 10 mil em LCA ou LCI?
Emprestar R$ 10 mil para bancos custearem suas operações de créditos em setores incentivados dever gerar:
R$ 11.267,63 após um ano (contra o retorno de R$ 10.828,00 na poupança);
R$ 12.573,79 após dois anos (contra o retorno de R$ 11.724,56 na poupança);
R$ 18.349,15 após cinco anos (contra o retorno de R$ 14.884,74 na poupança).
Quanto rendem R$ 25 mil em LCA ou LCI?
🏘️ Investir R$ 25 mil em LCA ou LCI com taxa equivalente a CDB pagando 109% do CDI a pode retribuir:
R$ 28.169,08 após um ano (contra o retorno de R$ 27.070,00 na poupança);
R$ 31.434,47 após dois anos (contra o retorno de R$ 29.311,40 na poupança);
R$ 45.872,87 após cinco anos (contra o retorno de R$ 37.211,85 na poupança).
Quanto rendem R$ 50 mil em LCA ou LCI?
Um colchão financeiro de R$ 50 mil em LCA ou LCI a 92% do CDI deve render em juros compostos:
R$ 56.338,15 após um ano (contra o retorno de R$ 54.140,00 na poupança);
R$ 62.868,94 após dois anos (contra o retorno de R$ 58.622,79 na poupança);
R$ 91.745,74 após cinco anos (contra o retorno de R$ 74.423,70 na poupança).
Rentabilidade
💰 Para o C6 Bank, a rentabilidade líquida estimada em LCAs e LCIs com taxas próximas de 92% do CDI deve ficar em:
Remuneração de +12,68% (após um ano);
Remuneração de +25,74% (após dois anos);
Remuneração de +83,49% (após cinco anos).
Como foram feitos os cálculos?
Os cálculos do estrategista de investimentos do C6 Bank levaram em conta algumas premissas, estimativas para os principais indicadores da renda fixa e projeções sobre a inflação.
Ele explica a importância de acompanhar os contratos de
juros negociados em bolsa (DI futuro), e não apenas ficar ancorado na
mudança a cada 45 dias da taxa Selic, que é praticamente o mesmo valor do CDI.
🗣️ "O DI futuro é um contrato de juros negociado em bolsa de
valores, como uma ação, em que seu preço reflete o DI médio entre o dia
da negociação e o vencimento do contrato. Ou seja, cada contrato tem um
preço que corresponde à expectativa do mercado sobre a taxa de juros no
período", salienta Marcelo Freller, do C6 Bank.
Portanto, quando o investidor deseja ter ideia de quanto será a sua rentabilidade em título de renda fixa semelhante a uma LCA ou LCI pós-fixada, é ideal considerar qual será a taxa média do CDI no período e não apenas a taxa básica juros atual.
Logo, veja
a seguir as premissas utilizadas pelo estrategista de investimentos para
calcular a possível remuneração dos títulos bancários:
Selic:
14,71% a.a. (em seis meses); 14,03% a.a. (em um ano); 13,36% a.a. (em dois
anos); 14,13% a.a. (em cinco anos);
CDI:
14,61% a.a. (em seis meses); 13,93% a.a. (em um ano); 13,26% a.a. (em dois
anos); 14,03% a.a. (em cinco anos);
Poupança: 8,28% a.a. (em seis meses); 8,28%
a.a. (em um ano); 8,28% a.a. (em dois anos); 8,28% a.a. (em cinco anos);
Inflação:
4,05% a.a. (em seis meses); 3,90% a.a. (em um ano); 3,80% a.a. (em dois
anos); 3,50% a.a. (em cinco anos).
Se
tem um assunto que todo mundo ouve falar, mas nem sempre entende
completamente, é o Imposto de Renda. E uma notícia importante acabou de
sair: já está valendo uma nova lei que traz mudanças significativas!
Mudança no IR no Brasil
Se tem um assunto que todo mundo ouve falar, mas nem sempre entende completamente, é o Imposto de Renda. E uma notícia importante acabou de sair: já está valendo uma nova lei que traz mudanças significativas! A Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025, teve publicação no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (27) e altera as regras para pessoas físicas.
A princípio, a boa notícia é que o objetivo principal é reduzir o imposto para quem ganha menos e criar uma tributação para quem tem rendas muito altas. Assim, para deixar tudo mais claro, vamos explicar os pontos principais de um jeito simples.
Superintendência da Receita Federal, em Brasília.
Quais as principais mudanças no Imposto de Renda?
A tabela abaixo mostra, de forma geral, o que a nova lei determina:
Para Quem?
O que Muda?
Quando Passa a Valer?
Quem tem renda mensal de até R$ 5.000
Imposto de Renda mensal será ZERO.
A partir de janeiro de 2026
Quem tem renda mensal entre R$ 5.000 e R$ 7.350
Redução gradual do imposto mensal.
A partir de janeiro de 2026
Quem recebe lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês
Esses valores começam a ser tributados (10% na fonte).
A partir de janeiro de 2026
Quem tem renda total anual acima de R$ 600 mil
Passa a pagar uma tributação mínima sobre a renda.
A partir da declaração de 2027 (referente ao ano de 2026)
Entenda as mudanças de um jeito simples
1. Alívio para a Maioria: Redução do Imposto Mensal Se você é assalariado e sua renda mensal é de até R$ 5.000, pode comemorar! A partir de janeiro de 2026, você não pagará mais Imposto de Renda retido na fonte sobre
esse valor. Para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350, o valor do
imposto terá redução progressiva. É um alívio direto no bolso do
trabalhador.
2. Tributação sobre Dividendos para Quem Recebe Muito Antes,
os lucros e dividendos (aquela parte do lucro das empresas distribuída
para os sócios) não eram tributados para pessoas físicas. Agora, isso
mudou para quem recebe valores muito altos. Se uma pessoa receber mais de R$ 50.000 em dividendos de uma mesma empresa em um único mês, haverá uma retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte.
3. Tributação Mínima para Rendas Muito Altas A grande novidade é a criação de uma tributação mínima para pessoas com renda anual superior a R$ 600.000. A ideia é
que quem tem uma renda muito alta pague um valor mínimo de imposto,
mesmo que tenha muitos investimentos isentos ou com tributação reduzida.
A alíquota começa em 0% e vai até 10% para rendas acima de R$
1.200.000.
E quando tudo isso começa a valer?
Para a redução mensal e a taxação de dividendos: as regras valem a partir de 1º de janeiro de 2026. Ou seja, no primeiro contracheque do ano que vem, você já poderá ver a diferença.
Para a tributação mínima anual: os efeitos começam em 2026, mas a apuração ocorrerá na declaração de ajuste anual de 2027.
A nova lei do Imposto de Renda traz alívio no bolso dos trabalhadores. Foto: Governo Federal
Uma mudança no Cenário Tributário
Em resumo, a nova lei tenta equilibrar a balança: beneficia a grande maioria dos trabalhadores com uma redução direta no imposto e passa a tributar de forma mais justa as rendas muito elevadas, principalmente de sócios e acionistas.
É sempre importante ficar de olho nessas
mudanças para planejar melhor suas finanças! Se você se encaixa no
perfil de quem terá esse impacto, principalmente pela tributação de dividendos ou pela tributação mínima, é recomendável buscar orientação de um contador.
Espero que este conteúdo tenha ajudado você a esclarecer um assunto tão importante!