sábado, 15 de agosto de 2026

Longevidade exige nova cultura de investimentos

Especialistas apontam que começar cedo amplia as chances de manter estabilidade financeira após o fim da vida profissional / Dragos Condrea/Magnific/Divulgação/JC

A ideia de que a aposentadoria está distante pode ser confortável, mas também perigosa: para 41% dos brasileiros, o futuro financeiro ainda é tratado como um problema a ser resolvido mais adiante, quando a velhice chegar. O comportamento, no entanto, contrasta com uma transformação demográfica que já está em curso: as pessoas estão vivendo mais e precisam se preparar para financiar um período de vida mais longo.
 
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a expectativa de vida da população brasileira chegou aos 76,6 anos em 2024, número maior para mulheres (79,9 anos), que vivem mais que os homens (73,3 anos). Com o tempo de vida aumentando gradativamente vem a necessidade de se ter, além de saúde e qualidade de vida, longevidade financeira. E essa preocupação tende a aumentar entre a população 50+, especialmente para os que chegam nessa idade sem ter planejado uma aposentadoria acompanhada de tranquilidade monetária.
 
Além dos mais de 40% de brasileiros que não se programam financeiramente, a pesquisa Planejamento financeiro do brasileiro: da consciência à prática, realizada pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) em 2025 com 2 mil entrevistados de todas as regiões do País, mostra ainda que 32% se avaliam como razoavelmente organizados e apenas 27% afirmam ser muito ou extremamente planejados. Já 64% dizem planejar os gastos com frequência e 59% afirmam conhecer sua renda mensal. 
 
É o caso do administrador de empresas Paulo Schons, do município de Não-Me-Toque no Norte do Rio Grande do Sul, que, aos 40 anos, começou a se organizar para poder se aposentar sem ter que depender apenas do INSS. “Apliquei recursos em previdência privada, investi em renda fixa e imóveis para ter mais tranquilidade na hora de parar”, afirma.
 
Para o embaixador da Planejar no Rio Grande do Sul, Roberto Cazzetta, por uma série de questões históricas, sociais e culturais, o planejamento de longo prazo é um desafio no Brasil. A mentalidade de que "o governo cuida de nós", somada à dificuldade de poupar e investir, levou a geração que está aposentada atualmente a depender majoritariamente da previdência social, o que é insuficiente para fazer frente ao aumento na expectativa de sobrevida e inflação contínua.
 
Embora existam outras formas de investir para o objetivo de ter uma renda futura, o fato de apenas 15% das pessoas possuírem um plano de previdência privada comprova a dificuldade de planejar a aposentadoria. "Estimo que, a maioria desses 15%, não investe o suficiente para gerar uma renda que vai fazer frente às despesas no futuro. Daí a importância de planejar adequadamente", aponta.
 

O que diz a Pesquisa o planejamento financeiro do Brasileiro: da consciência à prática

 

Como os brasileiros planejam as finanças
  • 27% extremamente planejadas
  • 32% razoavelmente planejadas
  • 41% pouco ou nada planejadas
Frequência de planejamento de gastos dos brasileiros
  • 64% se planejam com frequência
  • 26% se planejam às vezes
  • 11% não planejam os gastos
Sabem quanto é a renda mensal
  • 59% sabem
  • 28% não têm certeza
  • 6% não sabem
Sabem quanto gastam por mês
  • 41% sabem
  • 52% não têm certeza
  • 7% não sabem
Entre as pessoas que se consideram planejadas
  • 74% sabem
  • 19% não têm certeza
  • 3% não sabem
Controle de gasto mensal
  • 41% sabem exatamente quanto gasta
  • 52% têm ideia
  • 7% não sabem quanto gasta por mês
Entre as pessoas que se consideram planejadas
  • 62% sabem exatamente quanto gasta
  • 37% sabem exatamente quanto gasta
  • 1% sabe exatamente quanto gasta
Maioria da população das classes ABC não consegue obter renda que supere suas despesas
  • 39% gastaram mais que a renda
  • 35% gastaram aproximadamente o que ganhamos
  • 23% gastaram menos do que a renda.
Entre as pessoas que se consideram planejadas
  • 22% gastaram mais que a renda
  • 34% gastaram aproximadamente o mesmo
  • 42% gastaram menos do que a renda
Se possui reserva financeira
  • 59% possuem
  • 43% não possuem
Entre as pessoas que se consideram planejadas
  • 79% possuem
  • 21% não possuem
Aposentadoria
  • 89% dos entrevistados não são aposentados
  • 11% são aposentados
Entre os não aposentados: Principais fontes de renda para o futuro
  • INSS 64%
  • Reserva própria 31%
  • Previdência privada 22%
Entre os aposentados: Principais fontes de renda
  • INSS 82%
  • Previdência privada 17%
  • Continuar trabalhando 14%
FONTE: Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar)
 

Planejamento financeiro iniciado aos 40 anos garantiu aposentadoria tranquila

 

Quando decidiu começar a guardar parte da renda para o futuro, há mais de 20 anos, o administrador de empresas, Paulo Schons, não sabia exatamente como seria sua aposentadoria, mas tinha uma certeza: não queria depender exclusivamente do INSS quando chegasse o momento de deixar o mercado de trabalho.
 
Hoje, aos 61 anos, colhe os resultados de um planejamento iniciado por volta dos 40 e que lhe permitiu encerrar a carreira com segurança e autonomia financeira. Morador de Não-Me-Toque, no Norte do Rio Grande do Sul, Schons parou de trabalhar em 2025, após atuar durante mais de três décadas no Sicredi da sua região.
Além da previdência complementar, Schons diversificou o patrimônio | Paulo Schons/Arquivo Pessoal/JC
Além da previdência complementar, Schons diversificou o patrimônio     Paulo Schons/Arquivo Pessoal/JC
Embora sua trajetória profissional fosse voltada para a área de crédito, o contato diário com o mercado financeiro despertou a preocupação em construir uma reserva para o futuro. "Quando a gente pensa em parar de trabalhar, sabe que a renda da ativa vai acabar. É preciso criar outras fontes de renda além da aposentadoria pública", afirma.
 
O planejamento começou ainda quando os filhos eram pequenos, pois a prioridade da família sempre foi garantir recursos para a educação das crianças, mas, paralelamente, o casal Schons passou a reservar mensalmente parte do orçamento para investimentos voltados à aposentadoria. Em vez de buscar aplicações de maior risco, ele optou por um perfil conservador, concentrando investimentos em renda fixa.
 
Também aderiu ao plano de previdência privada oferecido pelo empregador, no qual a empresa contribuía com um valor equivalente ao aportado pelo colaborador. Além da previdência complementar, diversificou o patrimônio, investindo em imóveis que hoje geram renda adicional complementar ao orçamento da aposentadoria. "Não fiz apenas um investimento, procurei diversificar, pois o imóvel tem pouca liquidez, mas oferece segurança e ajuda na geração de renda", explica.
 
Ao se aposentar pelo INSS, em 2019, optou por permanecer na ativa durante mais cinco anos e a combinação entre salário e benefício previdenciário permitiu aumentar os aportes financeiros e fortalecer ainda mais o patrimônio antes do desligamento definitivo. Segundo ele, permanecer trabalhando depois da concessão da aposentadoria foi uma decisão estratégica. "Esse período ajudou bastante porque foi possível investir uma parcela maior da renda e aumentar a reserva para o futuro".
 
Mesmo com formação em Administração de Empresas e MBA em Gestão Financeira, Schons afirma que a principal aprendizagem ocorreu na prática, durante a carreira no sistema financeiro. Próximo da aposentadoria, também participou de um programa interno de preparação oferecido pelo Sicredi, que incluía orientações sobre investimentos, planejamento financeiro e adaptação à nova fase da vida.
 
Fonte! Chasque (post) publicado no Sítio oficial do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul, por Ana Esteves, no dia 02 de agosto de 2026 no Caderno Empresas e Negócios: https://www.jornaldocomercio.com/cadernos/empresas-e-negocios/2026/08/1258239-longevidade-exige-nova-cultura-de-investimentos.html

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

RS é o quarto estado do Brasil em patrimônio investido na B3

Em julho, investidores gaúchos somavam R$ 36,74 bilhões, 5,48% dos R$ 670,39 bi registrados no País
O Rio Grande do Sul ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros em volume de recursos de pessoas físicas mantidos em custódia na B3. Em julho, os investidores gaúchos somavam R$ 36,74 bilhões, equivalentes a 5,48% dos R$ 670,39 bilhões registrados no País. O Estado fica atrás apenas de São Paulo (R$ 316,05 bi), Rio de Janeiro (R$ 92,87 bi) e Minas Gerais (R$ 58,15 bi), e supera o Paraná (R$ 35,47 bi).

Os dados reforçam a relevância histórica do mercado gaúcho para a indústria de investimentos, avalia o diretor de Relacionamento com Clientes, Pessoa Física, Educação e Marketing da B3, Felipe Paiva. Segundo ele, a presença do Estado entre os principais mercados do País não é recente.
 
"O Rio Grande do Sul é, definitivamente, um estado investidor. Historicamente, está entre os cinco principais estados em número de investidores e, atualmente, ocupa a quarta posição em patrimônio de investimentos sob custódia no Brasil. É um estado que sempre teve protagonismo no mercado de investimentos", afirma Paiva.
 
Em número de contas, o Estado aparece na quinta posição nacional. São 350,8 mil investidores, dos quais 264 mil são homens e 86,8 mil são mulheres. No patrimônio, os homens concentram R$ 28,01 bilhões, enquanto as mulheres possuem R$ 8,73 bilhões.

TOP-5 Estados com mais patrimônio investido na B3

Estado Valor de Investimento        % s/o total invest. na B3           Nº de Investidores




SPR$ 316,05 bilhões47,14%2.320.801
RJR$ 92,87 bilhões13,85%672.863
MGR$ 58,15 bilhões8,67%663.270
RSR$ 36,74 bilhões5,48%350.792
PRR$ 35,47 bilhões5,29%413.201

A importância do mercado gaúcho também está nos planos de expansão da XP investimentos. Nascida em Porto Alegre em 2001, a companhia pretende ampliar em cerca de 30% sua força comercial no Rio Grande do Sul nos próximos dois anos, segundo o líder regional da instituição, Bruno Vargas.
 
"A gente olha muito para a nossa janela de expansão nos próximos anos. Queremos crescer a operação em praças específicas, e o Rio Grande do Sul é uma das nossas praças prioritárias. Apesar de a XP ter nascido em Porto Alegre, ainda existe muita oportunidade. O tamanho do mercado é gigante", diz Vargas.
 
A projeção para o Estado acompanha uma estratégia mais ampla para a região Sul, onde a XP abriu recentemente novas operações e mantém presença em cidades como Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Joinville, Curitiba e Londrina. Segundo os executivos, a instituição já possui participação relevante entre clientes de alta renda, mas identifica maior espaço para avançar nos segmentos de varejo e private.
 
Além dos investimentos, a estratégia passa por ampliar a presença em serviços bancários, como crédito, cartões e seguros. Renato Sarreta, também líder da XP no Estado, defende que "parte desses produtos ainda é pouco associada à marca pelos próprios clientes".
 

Investidor gaúcho é mais conservador, avalia XP

 

Na avaliação dos executivos, o mercado gaúcho também apresenta características próprias. Vargas considera que o investidor do Estado tende a adotar uma postura mais conservadora e a procurar instituições consolidadas para administrar e orientar a alocação do patrimônio.
 
Sarreta acrescenta que os clientes da região apresentam maior conhecimento sobre investimentos e, consequentemente, exigem profissionais mais preparados. "A gente costuma falar que o cliente do Sul é um cliente mais sofisticado. Ele demanda mais conhecimento, demanda um profissional mais qualificado, e é aí que a gente consegue entrar de forma muito competitiva", afirma.
 
Para a economia gaúcha, o principal obstáculo apontado pelos executivos vem do cenário macroeconômico nacional. Juros elevados encarecem o crédito e dificultam novos investimentos das empresas, sem que se identifiquem atualmente um problema específico do Rio Grande do Sul capaz de limitar de forma mais intensa a atividade econômica.
 
Entre os setores, eles destacam o avanço dos serviços, enquanto a agropecuária ainda convive com reflexos de eventos climáticos e a indústria apresenta maior estabilidade. A diversidade da economia estadual, na avaliação da XP, é justamente um dos fatores que sustentam a aposta da companhia na expansão da operação gaúcha.
 
A estratégia faz parte do que Sarreta classifica como a "terceira onda" da XP. Depois de uma primeira etapa baseada na ampliação da oferta de produtos e de uma segunda marcada pela expansão dos assessores de investimentos, a companhia pretende agora concentrar esforços na prestação de serviços e no planejamento financeiro mais amplo dos clientes.
 
"A gente acredita que essa conversa mais sofisticada, ligada a uma agenda de produtos mais aderente ao perfil do cliente, vai ser o que vai levar a XP para a liderança no setor de investimentos e no setor bancário como um todo", projeta Sarreta.
 
Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial do Jornal do Comércio de Rio Grande do Sul, no dia 11 de agosto de 2026, por Gabriel Margonar: https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/08/1259257-rs-e-o-quarto-estado-do-brasil-em-patrimonio-investido-na-b3.html 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

LCI e LCA: o que é, como investir, vantagens e mais

Letras de Crédito integram rol dos investimentos de renda fixa; veja detalhes

Imagem dividida em duas partes. À esquerda, fachada de prédio residencial com sacadas e janelas; à direita, campo verde com trator vermelho em movimento sob céu claro.
Fotos: AdobeStock

LCI e LCA são duas opções de investimento que ganharam espaço no mercado financeiro brasileiro por terem uma grande vantagem: a isenção de Imposto de Renda. Em 2025, uma Medida Provisória do governo (nº 1.303) chegou a propor o fim desse benefício a partir de 2026, mas a proposta caducou no Congresso sem ser votada. Isso significa que, atualmente, a isenção segue valendo.

Entenda como funcionam as letras de crédito, os riscos, a rentabilidade e como investir.

O que são LCI e LCA?

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa emitidos por bancos para captar recursos destinados aos setores imobiliário e do agronegócio, respectivamente. Ao investir em uma LCI, por exemplo, seu dinheiro ajuda a financiar empreendimentos imobiliários; na LCA, o destino são produtores rurais, agroindústrias e cooperativas.

A remuneração pode ser prefixada, pós-fixada (geralmente atrelada ao CDI) ou híbrida, com parte do rendimento acompanhando a inflação. Assim como o CDB, as duas letras são protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

A principal diferença entre os dois títulos está no setor financiado: a LCI capta recursos para o mercado imobiliário; a LCA, para o agronegócio. Para o investidor pessoa física, a tributação e a proteção do FGC são idênticas nos dois casos.

Liquidez e prazo de carência

A liquidez das LCIs e LCAs costuma ser menor do que a de outros investimentos de renda fixa: não há resgate antes do vencimento sem recorrer ao mercado secundário, onde o preço de venda pode variar para cima ou para baixo conforme a demanda do momento.

O prazo de carência, período mínimo em que o dinheiro precisa ficar aplicado, é definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e varia conforme o indexador do título. Desde maio de 2025, o prazo mínimo das LCIs e LCAs pós-fixadas e prefixadas caiu de nove para seis meses. Já as indexadas ao IPCA seguem com prazos mais longos.

Tipo de indexaçãoPrazo mínimo
Pós-fixada ou prefixada6 meses
IPCA+ (LCI)36 meses
IPCA+ (LCA)12 meses

Tributação

Diferentemente do CDB, que segue a tabela regressiva de Imposto de Renda, os rendimentos de LCI e LCA são isentos de IR para pessoas físicas. Essa isenção esteve ameaçada em 2025: a Medida Provisória 1303/2025 propunha uma alíquota de 5% sobre novas emissões a partir de 2026, mas a MP perdeu a validade em outubro de 2025 sem ser convertida em lei pelo Congresso Nacional. Por ora, portanto, não há previsão de mudança na tributação desses títulos. Vale lembrar que, mesmo isentos, os saldos precisam ser declarados no Imposto de Renda.

Rentabilidade: como funciona cada tipo

  • Na modalidade prefixada, a taxa de juros é definida no momento da aplicação e não muda até o vencimento, mesmo que a Selic suba ou caia depois. Por exemplo: R$ 10 mil aplicados a 11% ao ano rendem R$ 1.100 no fim de um ano, independentemente do que aconteça com os juros no mercado. É uma proteção contra queda de juros, mas também significa abrir mão de uma alta posterior nas taxas.
  • Na pós-fixada, o rendimento acompanha um índice de referência, normalmente o CDI: se a taxa promete 95% do CDI e o CDI fecha o ano em 11%, o retorno é de 10,45%.
  • Já na híbrida, ou IPCA+, o investidor recebe a variação da inflação mais uma taxa fixa, o que garante ganho real acima da inflação ao longo do período.

Vantagens e riscos

A isenção de IR é a principal vantagem das LCIs e LCAs, o que costuma tornar o retorno líquido mais competitivo que o de um CDB com taxa bruta parecida. Além disso, contam com a garantia do FGC e ajudam a diversificar a carteira.

Por outro lado, a liquidez restrita é o principal ponto de atenção: resgatar antes do vencimento pode significar vender no mercado secundário com desconto. Investimentos prefixados carregam risco de perda de oportunidade caso os juros subam depois da aplicação; os híbridos e pós-fixados dependem da variação de IPCA e CDI.

Há também risco de crédito do banco emissor, o que reforça a importância de respeitar o limite de cobertura do FGC.

Como investir em LCI e LCA

  1. Escolha uma instituição financeira autorizada: o primeiro passo é escolher um banco ou uma corretora de investimentos autorizada a operar com LCIs e LCAs. Verifique no site do Banco Central as instituições regulamentadas;
  2. pesquise o tipo de título: existem diferentes tipos de letras de crédito dos setores imobiliário e agro, com prazos e rentabilidades variadas. Escolha a que melhor se adapta ao seu perfil entre as disponíveis no site ou aplicativo do banco ou corretora;
  3. avalie o valor mínimo de investimento: cada instituição financeira pode estabelecer um valor mínimo de investimento para as LCIs e LCAs. Verifique qual é o valor mínimo exigido e se ele está de acordo com o seu orçamento;
  4. considere as taxas e as condições: verifique se a instituição cobra taxa de corretagem ou custódia para investir em LCIs e LCAs. Avalie também as condições de resgate antecipado e eventuais penalidades;
  5. fique atento aos prazos: as letras de crédito têm prazos de vencimento determinados, que podem variar de acordo com o tipo de título. Certifique-se de que o prazo de vencimento está alinhado com os seus objetivos financeiros.

Outras alternativas de renda fixa

Quem busca diversificar pode considerar também o CDB, tributado pela tabela regressiva de IR; o Tesouro Direto, com títulos prefixados, pós-fixados (Tesouro Selic) e atrelados à inflação (Tesouro IPCA+); e a poupança, de rentabilidade mais baixa, mas ainda usada por quem prioriza simplicidade e baixo risco.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial InvestNews, em 09 de junho de 2026. Atualizado em 28 de julho de 2026: https://investnews.com.br/guias/lci-e-lca/