sexta-feira, 16 de abril de 2010

Receber no último lote do IR é bom negócio

Restituição paga em dezembro deve dar retorno de 5,9%; ganho é maior do que receber no 1º lote e aplicar na caderneta de poupança

Adiar a entrega da documentação para receber a restituição do Imposto de Renda (IR) no último lote, em dezembro, pode ser um bom negócio para quem não tem dívidas.

Isso porque o dinheiro da restituição rende juros mais altos do que os pagos por outras aplicações financeiras, como a poupança ou fundos de renda fixa. A Receita remunera as devoluções pela taxa Selic, hoje em 8,75% ao ano, e não cobra imposto sobre esse rendimento.

Segundo cálculos do professor José Dutra Vieira Sobrinho, as restituições do IR em dezembro (último lote) serão corrigidas à taxa de 5,9%. Já se o contribuinte tivesse sua declaração liberada no primeiro lote, em junho, e depositasse essa restituição na caderneta de poupança, até dezembro teria ganhado cerca de 4,915%, de acordo com o jornal Agora SP. Ou seja, o rendimento é maior para quem deixar o dinheiro nas mãos do governo. Assim, um contribuinte que tenha R$ 1.000 a receber vai ter direito a R$ 1.059 se ficar no último lote. Se ele aplicasse essa restituição de R$ 1.000 em junho, teria R$ 1.049,15 em dezembro, quase R$ 10 a menos.

Para forçar o recebimento no último lote, basta o contribuinte deixar para entregar o documento nos últimos dias. O prazo termina dia 30.

Endividado deve ter pressa

Retardar a entrega não é vantajoso, porém, para quem precisa do dinheiro da restituição para quitar as dívidas. Os juros cobrados pelo mercado são altos e não superam a correção aplicada sobre as devoluções. As taxas do cheque especial, por exemplo, chegam a até 12,3% ao mês.

Fonte: Professor José Dutra Vieira Sobrinho e jornal Agora SP

Chasque publicado no sítio do DESTAK (único jornal para estudantes universitários) - http://www.destakjornal.com.br/, no dia 15 de abril de 2010.