sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Atitude 73! Como está a tua reserva para fins de aposentadoria complementar????

Bueno! Se existe algo que me preocupa é ficar velho e com poucos cobres no bolso da bombacha (com pouco dinheiro) para viver a velhice com dignidade. 


Meus pais. Idosos. Ambos são aposentados com um salário mínimo do INSS.
São do tempo que não se falava em Previdência Complementar e nem em
Educação Financeira. Mas mandaram os seus filhos estudar!
Não consigo admitir que ainda hoje há pessoas que tentam se aposentar antes dos 50 anos de idade e somente via aposentadoria oficial do governo (INSS), pois, de acordo com as regras atuais, o percentual de aumento para quem ganha mais que o salário mínimo quando aposentado, repõe apenas a inflação. E quem é aposentado recebendo apenas um salário mínimo, recebe um percentual de aumento bem maior, onde, uma pessoa que se aposenta por exemplo, percebendo cinco salários mínimos, em poucos anos vai vendo a sua aposentadoria diminuir pra quatro salários..... depois pra três.... pra dois..... percebendo no final da vida um salário mínimo, ou seja, uma miséria.

Cansei de ouvir "ainda é cedo pra pensar nisso", quando alguém se refere em ajuntar os cobres (dinheiro) com fins de ter uma velhice com menos miséria, ou melhor, repetindo, com um pouco mais de dignidade.....

Quando comprei o meu carro, falei com um dos meus amigos, bombachudo como eu, que tinha adquirido um novo veículo, popular, que é o suficiente para poder me locomover e dentro dos padrões da minha família quando se fala em manutenção (combustível, pneus, peças, seguros, IPVA....). Pois ele me disse que um dos seus amigos tinha comprado uma caminhonete turbinada, beirando quase os cem mil reais, comprada em suaves prestações mensais....

Aí perguntei! E este teu amigo tem algum produto que possa ser chamado de previdência privada???? A sua resposta foi imediata: não tem, não sabe que existe e provavelmente nunca terá.... Pois é. Aí falei! E quando este teu amigo envelhecer???? a resposta foi na tampinha: vai morrer pobre, ou pior, vai morrer miserável.....

Mas felizmente, mas ainda a passos de tartaruga, crescem os percentuais de brasileiros que investem em produtos financeiros com fins de aposentadoria complementar.

A revista semanal  Dinheiro, edição 807, de abril deste ano nos traz um chasque (matéria) interessante a respeito, pois começa falando em "pensão, sombra e água fresca", onde começa dizendo que "quem busca tranquilidade na velhice precisa fazer poupança de longo prazo" e pergunta "como fazer isso em tempos de juros em queda?".

O chasque nos trás uma noção dizendo que "no ano passado o setor faturou R$ 70,4 bilhões, um aumento de R$ 31,5% em relação a 2011, sendo o maior aumento de recursos deste 2004". E que "nos últimos 20 anos, o mercado de previdência saiu de R$ 3 bilhões em reservas para R$ 338 bilhões, com uma taxa de crescimento anual entre 20% e 30%.

E em época de juros baixos, o rendimento também será baixo. A solução é o vivente procurar seguradores que cobrem menos taxa de carregamento (1) e taxa de administração (2).

Participo do Fundo de Pensão FAPERS (dos servidores da Ascar Emater/RS) desde os quarenta anos de idade (tenho atualmente 54 anos). Mas sempre me preocupei pois eu tendo um produto de previdência complementar, que é este fundo de pensão, mas estão excluídos a esposa e as filhas, ou seja, elas NÃO PODEM participar diretamente deste fundo para fins de aposentadoria, ou para qualquer outro fim.
Não dispensamos um bom fandango
mas pensamos no futuro sim
(além da aposentadoria do INSS)...
E com a educação financeira despertando na minha cabeça, em 2008, dei uma camperiada pelos sítios dos principais bancos, tanto os públicos, quando os privados e nas taxas onde todas eram muito altas, tanto as de carregamento, quanto as de administração. Naquela época a realidade também era outra, com a taxa SELIC bem mais alta, bem como a inflação.

Optei pelo Bradesco, líder no mercado em VGBL (3) e PGBL (4), com uma taxa de carregamento de 5% e a taxa administrativa anual de 3,5%. Paralelo ao meu Fundo de Pensão, abri uma conta de PGBL para mim e VGBL para a esposa e para as duas filhas, respectivamente.

O dinheiro era aplicado, mesmo com a inflação maior que atualmente e dava a sensação de que os rendimentos líquidos eram menores do que os da poupança. Ficamos um pouco mais de um ano e aplicamos a primeira portabilidade, onde rumamos pra ICATU, onde a taxa de carregamento baixou consideravelmente (2,4%) e a taxa administrativa era bem menor que a do Bradesco (em torno de 1%).

Mas na Expomoney Porto Alegre, em dezembro de 2011, troquei um dedo de prosa com Fabiano Dorneles, que trabalha na Derivés Investimentos (afiliada da XP Investimentos). Ele me propôs levar todos os meus pequenos investimentos, que estavam na Corretora Gradual, para a XP Investimentos, que investe muito em educação financeira. Assim foi feito e não demorou muito, fizemos a portabilidade, onde saímos da Icatu e rumamos de mala e cuia com os nossos pequenos investimentos para fins de aposentadoria para a MAPFRE (uma parceira da XP), que NÃO COBRA TAXA DE CARREGAMENTO e uma taxa pequena referente à administração (1%).
Filhas: educação financeira e previdência
privada desde cedo... Como tem que ser.
Concluímos então que, quando mais cedo se começa a investir, menor pode ser a parcela mensal deste investimento. O contrário também é verdadeiro. Quando mais o vivente espera, mais vai precisar tirar do bolso da bombacha mensalmente para fazer o seu investimento com fins de aposentadoria complementar.

E não faz muito tempo, me foi dito, de forma genérica que "para obter uma renda de 1.000,00 de aposentadoria complementar, são necessários em torno de R$ 300.000,00 de capital". Conclui-se neste chasque (nesta expressão) entre aspas, por que se recomenda a começar com a poupança para fins de aposentadoria desde piá.

Mas o Humberto Veiga nos trás uma tabela bem mais completa em relação ao capital necessário para fins de aposentadoria complementar. Ele nos demonstra de acordo com o tempo estipulado de vida na velhice, como segue:

A - Para um capital acumulado de de R$ 300.000,00, o vivente terá uma renda mensal de R$ 2.963,72 para viver dez anos; R$ 1.768,79 para viver 20 anos e R$ 1.390,15 para viver 30 anos;

B - Da mesma forma, com um capital de R$ 500.000,00, terás uma renda mensal de R$ 4.939,54 (vivendo dez anos); R$ 2.947,99 (vivendo vinte anos) e R$ 2.316,91 (vivendo trinta anos);

C - E com um capital de R$ 700.000,00, terás uma renda mensal complementar de R$ 6.915,32 (para viver dez anos); R$ 4.127,18 (vivendo vinte anos) e R$ 3.243,68 (vivendo trinta anos).

Esta é uma projeção feita no início de 2012, por próprio Humberto Veiga, para um ganho real além da inflação, de 4% ao ano. Mas esta projeção pode se tornar maleável e pode variar de acordo com a conjuntura econômica ao longo do tempo. Diria que esta projeção pode ser "volátil", ou seja, variar bastante.... Mas uma coisa é certa: nunca conte somente com estes dois senhores - o senhor SUS e o senhor INSS, para quando tu realmente abrires as porteiras da tua velhice, pois aí, tu vais ter que contar com a sorte e com a boa vontade dos teus filhos (e até dos genros/noras), para poderes viver com dignidade.

Pra terminar, buscamos as definições de:

(1) - Taxa de Carregamento - esta taxa tem como objetivo "arcar com os custos da administradora do fundo de previdência" e é sobre as contribuições que o vivente faz nestes planos de previdência. Se a taxa é de 5%, isto quer dizer que numa contribuição de R$ 100,00, R$ 5,00 são descontados na hora ficando como investimento para render, os R$ 95,00 restantes.

(2) - Taxa Administrativa - é o que o administrador do plano previdenciário cobra "pelo seu trabalho" para administrar os recursos que tu aplicas e se dá pelo montante total aplicado e é ao longo de um período determinado. Geralmente é anual e o percentual é aplicado, independente da performance do plano (rendimentos).

(3) - VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) - este produto é direcionado para o vivente que não tem renda tributável. Ou melhor, é recomendada para aqueles que prestam contas perante o Leão do Imposto de Renda de forma simplificada. No resgate, a tributação é somente sobre os rendimentos, ou seja, o capital aplicado é isento desta tributação.

(4) - PGBL (Plano gerador de benefício livre) - este produto tem como característica principal a dedução de até 12% do total das contribuições no período, da renda total tributável do imposto de renda. Isto quer dizer que é recomendado pra quem faz a declaração de renda de forma completa. Outra diferença é que a tributação, nos resgates é sobre o capital total aplicado mais os rendimentos.

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura