domingo, 30 de agosto de 2015

Pessoas com excesso de contas bancárias e cartões de crédito perdem o controle das despesas

O primeiro passo para fazer um ajuste fiscal doméstico, segundo especialista, é hierarquizar os gastos. Crédito: Reprodução 


O primeiro passo para fazer um ajuste fiscal doméstico, 
segundo especialista, é hierarquizar os gastos. 
Crédito: Reprodução
Enquanto o ministro da Fazenda Joaquim Levy tenta ajustar as contas do governo, brasileiros se contorcem para cortar gastos e compensar o impacto da inflação no orçamento familiar. A tesourada passa, principalmente, por mudanças de hábitos, como levar marmita para o trabalho e usar carona no transporte diário. Além disso, os momentos de lazer passam a acontecer mais dentro de casa ou em espaços públicos gratuitos.

O primeiro passo para fazer um ajuste fiscal doméstico, segundo o professor de Finanças Gilberto Braga, é hierarquizar os gastos. “É preciso avaliar o que pode ser cortado. Vale a pena investir em mudanças de hábito, como passar menos tempo no banho. Mas o principal item hoje é a alimentação fora de casa, que sai muito cara”, explica.


Nair Mota Rodrigues Branco, gestora de relacionamento com clientes, começou a levar o almoço de casa: “Moro com os meus pais, e minha mãe deixa a comida pronta. Sempre achei melhor levar marmita para o trabalho, assim sei que estou comendo algo mais saudável. E além disso, posso usar o valor que recebo para refeições nos finais de semana, em bares e restaurantes”.

Para o consultor financeiro e autor da coleção de livros “Saúde Financeira”, Roberto Zentgraf, o lazer não pode ser considerado supérfluo, por isso o ideal é que o corte comece pelos gastos que não dão prazer algum ao consumidor. “Se a pessoa tem quatro contas bancárias, três cartões de crédito, por exemplo, está pagando taxas que são desnecessárias. Pagar contas com atraso é outro problema. O esquecimento tem custo”, afirma.


Segundo ele, no entanto, é importante que o consumo seja consciente. Se a pessoa costuma tomar café na rua todos os dias, vale a pena reduzir esse hábito. Ou se vai de carro para o trabalho, uma opção é optar pelo esquema de carona, ou usar transporte público.

“Quando o dinheiro está fácil, a gente não se preocupa com esse tipo de coisa. Mas se o dinheiro está curto, é preferível cortar esses pequenos hábitos do que o plano de saúde”, diz.
Camila Schiavon, gerente de contas de um site de compras coletivas, começou a usar o aplicativo de caronas BeepMe para economizar com transporte. “Geralmente, somos três pessoas revezando como motorista. O local da empresa não tem acesso tão fácil. Consigo economizar em média 50% em relação ao que gastava antes no trajeto de casa para o trabalho. E, claro, sempre tenho companhia até o escritório.” (AD)


Fonte! Sítio oficial do Jornal Os Sul de Porto Algre, RS, no dia 04 de julho de 2015. Abra as porteiras:  http://www.osul.com.br/pessoas-com-excesso-de-contas-bancarias-e-cartoes-de-credito-perdem-o-controle-das-despesas/