domingo, 19 de outubro de 2014

Onde é melhor envelhecer

Meus pais: amparados pelos
seus filhos na velhice
A Age International, ONG do Reino Unido, fundada e mantida por idosos, desenvolveu um índice para avaliar o quanto cada país faz pelos seus idosos. A tabela traz a classificação dos 96 países analisados, que juntos possuem 91% da população mundial. Os melhores países para os idosos são Noruega, Suécia, Suíça, Canadá e Alemanha. Os piores, Tanzânia, Malaui, Palestina, Moçambique e Afeganistão. O Brasil está em 58°, bem atrás de Chile (22°), Uruguai (23°) e Argentina (31°), mas à frente do Paraguai (61°).

Na Noruega, onde há 1,1 milhão de pessoas com mais de 65 anos (21% da população), todos recebem auxílio financeiro do governo, em média de 1.000 dólares por mês. Ao chegar aos 60 anos, lá a expectativa é de viver mais 24 anos, 17,4 deles com saúde plena; 71% dos idosos estão empregados e 99,4% tem alta escolaridade; 96% sentem-se livres e 86% andam sozinhos à noite nas ruas com segurança.

No Brasil, a população com mais de 60 anos é de 23,3 milhões. O melhor indicador é a pensão social, implantada em 1963, a 14ª melhor do mundo: 86% dos idosos recebem auxílio do governo (um salário-mínimo). Em termos de saúde estamos mal, na 43ª posição. A expectativa é de se viver 21 anos depois dos 60 de idade – mas apenas 16 anos com qualidade. Apenas 52% tem emprego ou são produtivos e 21% tem alto nível de escolaridade. O que mais atrapalha o Brasil é que apenas 28% dos idosos se sentem seguros no País e 55% definem como “muito ruim” o transporte público.

Fonte! Chasque (texto), de autoria de Marco A. Birnfeld, publicado em sua coluna Espaço Vital, no Jornal do Comércio, edição do dia 17 de outubro de 2014.