terça-feira, 14 de maio de 2013

Vida do investidor está mais difícil

Rio — No momento em que fazer o dinheiro render em aplicações financeiras está difícil com a taxa básica de juros (Selic) em patamar baixo, a alta da inflação nos últimos meses tornou a vida do pequeno investidor ainda mais complicada. Nos produtos financeiros mais populares, o investidor está perdendo poder de compra. Descontados custos como taxa de administração e Imposto de Renda, o retorno real neste ano está negativo em 0,62% nos fundos de renda fixa e em 0,52% nos DI. Na prática, isso significa que o dinheiro investido no fim do ano passado compra agora menos produtos e serviços. 

Segundo especialistas, existem várias opções no mercado para proteger o dinheiro contra a corrosão da alta de preços. São produtos como fundos de inflação e Certificados de Depósito Bancários atrelados ao IPCA (o chamado CDB IPCA), que rendem o índice de preços oficial do país e mais juro prefixado.  

Existem ainda outras opções, que estão se popularizando: as debêntures de infraestrutura e fundos imobiliários. Mesmo as ações de empresas que têm facilidade em repassar o aumento de preços podem ser uma arma, como Ambev, BR Malls e CCR. 

Os fundos imobiliários costumam ser indicados contra a inflação porque seu patrimônio — lojas, escritórios, residências — têm contrato de aluguel reajustado pelo IGP-M. Esses fundos também não têm IR. Mas é preciso ler o regulamento para ver os riscos e verificar se há garantia de recompra das cotas.
 
Fonte! Chasque publicado nas páginas do jornal Correio do Povo de Porto Alegre - RS, edição do dia 13 de maio de 2013.