domingo, 19 de maio de 2013

Educação financeira nas empresas

Há anos vem se falando sobre a importância da educação financeira na vida das pessoas, mas, na prática, pouco mudou. Conforme reportagem do Jornal do Comércio de 14/05, 75% das pessoas afirmam ter conhecimentos financeiros, mas somente 52% delas os utilizam efetivamente no dia a dia. Educação financeira é muito mais que ter conhecimento sobre finanças, é aplicá-la no seu comportamento cotidiano de forma voluntária, sem sofrimentos e privações, como muitos ainda pensam. O princípio da educação financeira não é deixar de gastar dinheiro, mas sim, gastá-lo com qualidade de vida. É planejar seu futuro de forma a não deixar de viver bem o hoje, mas também sem esquecer-se do seu bem-estar no futuro. É ter objetivos  e correr atrás deles. É ter segurança, em caso de um imprevisto, como a perda de emprego. É investir no que deixa você feliz. Isso é educação financeira.

O mais preocupante é que a situação brasileira está muito distante disso: povo com alto endividamento (muitas vezes, impagáveis), consumo sem critérios, dependência do INSS para aposentadoria, entre outros males. Está na hora de as empresas passarem a investir na educação dos seus funcionários. Trabalhadores tranquilos financeiramente produzem mais, tem menos atrasos e faltas, são menos estressados, tem relacionamentos mais amigáveis com os colegas, possuem menos doenças físicas e mentais e são mais motivados, conforme pesquisas comprovaram.

Ainda hoje as empresas preocupam-se somente com a saúde física dos seus funcionários, deixando de lado as doenças emocionais, muitas vezes causadas por estresse financeiro, e que também é a causa de doenças físicas. As empresas ganham produtividade e as pessoas ganham saúde e tranquilidade.

Fonte! Chasque de Camila Bavaresco -
Develop Educação Financeira, publicado na edição do dia 17 de maio de 2013, do Jornal do Comércio de Porto Alegre