segunda-feira, 16 de março de 2020

Tecnologia! Empresa de Alvorada se alia à multinacional

Alice Guedes, Adriano Lucas e Rodrigo Binkowski integram a empresa de marketing digital. Luiza Prado/JC
O empreendedor Adriano Lucas, de Alvorada, celebra uma conquista recente para a sua empresa, a Tercerize. O negócio fechou contrato com uma multinacional chinesa especializada na fabricação de hardwares, cujo nome não pode ser revelado por questões estratégicas. O fato de ser morador da cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre dá um sentido ainda mais especial ao acordo. “Queremos devolver para a cidade o que, de certa forma, ela não nos deu”, orgulha-se. 
 
Há 15 anos, a Tercerize é especializada em marketing digital. Ao lado da sócia, Alice Guedes, Adriano conta que a prioridade é empregar jovens alvoradenses. “Começamos na sala de casa com um computador usado e um notebook, cuidando de clientes que precisavam se inserir no ambiente digital. Sonhei muito em ser parceiro de uma marca grande. Lembro que me ligaram da Dafiti (marketplace brasileiro) e eu pensei que era trote. Acabamos não fechando, mas ali percebi que estava mudando de patamar”, conta Adriano.
 
Para a multinacional, a Tercerize irá administrar uma parte do marketing. "Vamos ser parte desta engrenagem através das nossas experiências e das ferramentas que disponibilizamos, mas não podemos dizer exatamente as ações que vão ser utilizadas para melhorar o engajamento da marca”, diz ele, mantendo o sigilo do projeto. Com a novidade, a empresa deve contratar mais pessoas conforme aumentar a demanda. 
 
Além deste, há outros parceiros grandes. O maior e-commerce de flores da América Latina, Giuliana Flores, usa os serviços da Tercerize, assim como a Multilaser. A gaúcha Tramontina também já fez parte da carteira de clientes.
 
Hoje, com mais de 10 clientes fixos, a empresa supera o faturamento anual de R$ 500 mil. Isso serve, principalmente, para investir em mais formas de inovação. 
 
Um dos principais cases de sucesso da Tercerize é a Bebidas Famosas, empresa focada no comércio de alcoólicos importados que aumentou o faturamento em 800% após o início da parceria, segundo os empreendedores.

“Disponibilizamos inteligência artificial, automações, ferramentas estrangeiras, temos um trabalho bem completo. Muitos clientes ligam com o discurso de ‘pesquisamos muito e queremos fechar com vocês’. Nossos concorrentes, por vezes, nos indicam também. É o indicativo de que estamos preparados para passos maiores”, entende Alice.
 
O portfólio da empresa conta, ainda, com empresas como Multilaser, Pulse, Weego, Acqualive e Atrio. O trabalho funciona em home-office e a estruturação é na nuvem, desde arquivos e planilhas até os chats. 
 
Para este ano, a Tercerize está organizando uma parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Alvorada, para criar um curso gratuito de marketing digital.
“Queremos formar especialistas em marketing digital periférico. O reitor deu o aval e estamos estruturando. Ouvimos muitas piadas por sermos de onde somos. Queremos que nossa gente tenha ciência do valor que tem”, observa Adriano.
 
Fonte! Chasque (postagem) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), no Caderno Geração E, por Luka Pumes, na edição do dia 12 de março de 2020. 

domingo, 15 de março de 2020

Empreendedorismo! Como passar o primeiro ano (2)

A crença no poder do bairro ajuda a consolidar as vendas

Alex, Flaubert e Verediani orgulham-se por estarem conseguindo pagar as contas do Le Suisse Café. Luiza Prado/JC
Passar pelo primeiro ano e olhar de forma positiva para a etapa. Foi assim que Verediani Dias, 32 anos, encarou o último 26 de janeiro, quando completou um ano de empreendedorismo. À frente do Le Suisse Cafe com os sócios Allex Titton, 29, e Flaubert Pereira, 28, ela produzia doces em casa para pagar sua festa de formatura em Administração de Empresas. "Depois de formada, saí do emprego que eu estava e fiquei trabalhando em casa com doces. Percebia que a demanda estava crescendo, que não tinha mais como fazer sozinha. Meu noivo, o Allex, é o mais empreendedor dos três e ele me incentivava muito a abrir um negócio", conta. Para concretizar o projeto, o casal chamou um terceiro sócio, que supriu outra área.
 
"Nos juntamos com o Flaubert, que é primo do meu noivo e trabalha há oito anos com gastronomia. Unimos o útil ao agradável. Estávamos os três em um momento meio sem rumo e aí juntamos a ideia de abrir uma unidade física", explica Verediani. 
 
Operando na Gomes de Freitas, nº 122, no bairro Jardim Itu-Sabará, em Porto Alegre, o local foi planejado durante 11 meses pelos sócios. O prazo de estruturação foi uma consequência da escolha do ponto que abriga o negócio.
 
"É um bairro que tem bastante movimento, mas não tem nada nesse perfil. Queríamos esse ponto aqui, mas a loja estava ocupada. Ficamos esperando 11 meses até a loja desocupar. Acabamos ganhando tempo para estruturar o negócio", pontua Verediani.
 
Os sócios estimam que o investimento inicial de R$ 75 mil deve ser recuperado em dois anos de operação. O primeiro ano, para eles, foi positivo. "Sabemos a dificuldade do período e de abrir um negócio hoje em dia, mas foi muito bom. Foi um ano de muito crescimento e aprendizado. O retorno está sendo muito positivo. Ainda não estamos no patamar que desejamos, mas ver o pessoal voltando, indicando, e o negócio se pagando é muito motivador", expõe. Para Allex, a saúde financeira da operação nos meses iniciais foi uma surpresa. "Esperávamos muito mais dificuldade. Pensamos que tiraríamos dinheiro do próprio bolso e não aconteceu. Estamos sempre reinvestindo no negócio", afirma Allex. 
 
As tortas são o carro-chefe da cafeteria, e custam, em média, R$ 10,00 a fatia. Até julho do ano passado, quando contrataram a primeira funcionária, os sócios operaram sem nenhum colaborador.
"Nos dividimos: eu fiquei mais na parte de atendimento, estoque, o Flaubert, na cozinha e o Allex, no financeiro", comenta Verediani. Após o tempo de estruturação, os sócios desejam, agora, o crescimento da operação. "Até aqui, foi acúmulo de aprendizado e de organização. O segundo ano é para crescimento. A ideia é aumentar faturamento, quadro de funcionários, diversificar mais em produtos e serviços", revela Verediani.

Hamburgueria recém-aberta aposta em open de fritas

A Food Lover virou alternativa para casal que enfrentava o desemprego/Luiza Prado/JC
Estrear no universo do empreendedorismo não é uma tarefa fácil mesmo quando há planejamento. Quando a oportunidade do negócio próprio chega inesperadamente, a empreitada pode ser ainda mais desafiadora. Melissa Renz, 28 anos, e Solon Almeida, 24, sentiram na pele essas adversidades quando inauguraram, há três meses, a hamburgueria Food Lover, na avenida Érico Veríssimo, nº 472, em Porto Alegre. Mas eles apostam em um diferencial: open de batata frita.
 
Solon trabalhava há cinco anos com o pai em uma lancheria no mesmo bairro, e, quando o negócio encerrou as atividades, o casal se viu em uma situação profissional similar. "Sou jornalista e não encontrava nenhuma oportunidade na área, e o Solon ficou sem o emprego com o pai", conta Melissa, explicando que o término do negócio do sogro foi fundamental para que os dois iniciassem sua trajetória no empreendedorismo. "O pai dele tinha estrutura, mesas, equipamentos. Foi um incentivo para a gente", pontua. Em menos de um mês, e com investimento de R$ 11 mil, a dupla colocou o projeto em prática com a ajuda dos familiares. "O cunhado dele é empreiteiro, então deu toda a mão de obra para a reforma, só pagamos o material. Meu pai é eletricista, fez toda a parte elétrica", expõe Melissa.
 
A velocidade com que o negócio tomou forma foi motivo de preocupação no início da operação. Os sócios contam que, nas primeiras semanas, não sabiam como atrair clientes.
 
Além da divulgação por meio das redes sociais, a dupla apostou em fazer o open (consumo livre) das batatas para fidelizar a clientela. "No início, fiquei com bastante medo que acabassem as batatas, mas o Solon tem experiência e me garantiu que as pessoas uma hora paravam de comer e que dava sede. Ou seja, iam consumir mais bebidas. Fizemos um evento no Facebook, e as pessoas o encontraram. Veio muita gente que nunca vimos na vida. Foi uma loucura", lembra. O serviço, que acontece toda sexta-feira, custa R$ 15,00 e inclui batata frita com queijo cheddar, requeijão, bacon e calabresa.
O casal planeja recuperar o investimento inicial no primeiro ano da operação. Por isso, decidiu encorpar o faturamento oferecendo o serviço da hamburgueria para eventos. "Para o primeiro ano, o objetivo é consolidar a loja como um ponto do bairro, mas sabemos que, para alcançar algumas metas pessoais, precisamos fazer algo mais. Por isso, abrimos um buffet de festa", explica Solon.
 
Estreantes no empreendedorismo, eles avaliam de forma positiva os meses iniciais. "O fato de ser nosso, de ter todas as responsabilidades, é uma carga maior, mas traz mais satisfação quando os resultados chegam", afirma Solon.
 
Fonte! Chasque (postagem) de Isadora Jaboby, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre, na edição do dia 12 de março de 2020, no caderno Geração E.

Empreendedorismo! Como passar o primeiro ano (1)


O desafio de passar pelo primeiro ano

Leandro, do Sebrae- RS, diz que a falta de administração
adequada dos recursos financeiros é a maior causa da
falência dos novos negócios. Marco Quintana/JC

Dar início a um negócio não é uma missão fácil. Quando o projeto está na rua, no entanto, surgem novas demandas e dificuldades que, se mal administradas, podem provocar o fim precoce dele.

Falta de planejamento, dificuldade na captação de clientes e custos fixos elevados são alguns dos aspectos que pesam na hora de manter a operação. Luciano Francisco, analista de relacionamento com clientes do Sebrae-RS, pontua que o principal motivo do encerramento das atividades de uma empresa, na maioria dos casos, é a falta de gestão de recursos adequada. Dados da entidade apontam que 7% dos negócios fecham nos dois primeiros anos de atividade por falta de lucro e 20%, por falta de capital.
 
"Cerca de 50% dos pequenos empresários do Brasil não sabem precisar se têm lucro ou prejuízo. Esses dados nos fazem constatar que as empresas fecham por falta de uma gestão adequada dos seus recursos. Percebo que os pequenos empreendedores têm uma grande carência de informações no que diz respeito aos critérios considerados fundamentais para uma boa gestão, a começar pelos conceitos básicos da administração, como ponto de equilíbrio, fluxo de caixa, capital de giro", destaca Luciano, definindo quatro pontos que todo empreendedor deve ficar atento. Veja:
 
Conceitos que podem te ajudar a sobreviver
 
» 1. Valide a ideia de negócio
 
Avaliar todos os pontos positivos e negativos do projeto antes de colocar a mão na massa é uma maneira de antever possíveis crises e dificuldades. Entenda o mercado em que deseja ingressar e procure o feedback do projeto com possíveis clientes. “É interessante ter uma ideia de todo o negócio. Existem ferramentas de design thinking, como o Canvas, em que é possível montar todo o conceito, desde público, produto, como se conectar com essas pessoas e estrutura de custos. O empreendedor consegue fazer essa modelagem rápida, em, no máximo, uma hora, com o apoio de Sebrae”, afirma Luciano.
 
» 2. Viabilize a questão financeira do negócio
 
Ter ciência do quanto é necessário investir no negócio e conseguir estimar o tempo de retorno desse montante é fundamental para saber se o empreendimento cabe no orçamento. Luciano pondera que os empreendedores, em alguns casos, não se aproximam de conceitos básicos de administração e, por isso, não conseguem mensurar o ponto de equilíbrio, o fluxo de caixa e o capital de giro. “A principal causa de erro de planejamento financeiro é a falta de domínio”, pondera Luciano.
 
» 3. Planeje o marketing e a gestão de pessoas
 
O especialista do Sebrae-RS ressalta que, antes de planejar ações de marketing, é preciso estruturar os processos de gestão. “Todo mundo está preocupado em vender mais, ter mais faturamento, mas poucos estão preocupados em vender bem para ter melhor resultado. Pensa-se muito em marketing, redes sociais, principalmente quem trabalha em aplicativos como iFood, UberEats, Rappi. Quem trabalha com competitividade de preço está tendo dificuldades, porque não tem os indicadores bem trabalhados. Muitas vezes, nem sabe se pode dar a promoção”, expõe Luciano, reiterando a importância do domínio de gestão. “Antes de pensar em marketing, jogar-se na internet, onde provavelmente vai vender muito e faturar um monte, procure saber se tem lucro e resultado”, conclui.
 
» 4. Pense com estratégia
 
Mesmo para empreendedores e empreendedoras que iniciaram seus negócios sem ter domínio dos indicadores administrativos, Luciano acredita ser importante parar e planejar os próximos passos. “Tem que sentar e determinar os objetivos e as metas. Não dá para ignorar o ambiente externo. Quem não estabelece uma rota, fica à deriva do mercado. Aconselho buscar ajuda de um profissional qualificado na área. A tendência dos empresários, quando têm uma ideia inovadora, é querer ficar sozinho, não compartilhar, mas é preciso trocar informações. O Sebrae está aqui para apoiar. Não pode desistir antes de tentar todas as alternativas. Muitas vezes, é o sonho da pessoa, não é só um negócio. Temos uma expertise para entender, validar o negócio para dar certo. Não desista e busque ajuda o quanto antes. Não espere chegar no ponto em que não tem mais volta, quando está devendo, vendendo bens. Se buscar ajuda no início, é mais fácil encontrar uma rota para navegar.”
 
Fonte! Chasque (postagem) de Isadora Jaboby, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre, na edição do dia 12 de março de 2020, no caderno Geração E.

Antecipar a restituição do IR só vale a pena para quitar dívidas elevadas

Para quem quiser antecipar, taxas levam em conta o perfil como cliente

Para quem quiser antecipar, taxas levam em conta o perfil como cliente


As linhas de antecipação da restituição do Imposto de Renda oferecidas pelos bancos podem não valer a pena para contribuintes que não tenham dívidas caras, afirmam especialistas. Os bancos começam já começam a ofertar as linhas de crédito voltadas para a declaração do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) desde o dia 2 de março. O contribuinte precisa entregar a declaração ao fisco e informar a conta-corrente do banco no qual prefere receber a restituição - é apenas nessa instituição que será possível acessar o empréstimo.
 
Entre os grandes bancos - BB (Banco do Brasil), Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander - apenas a Caixa exige a ida do cliente até uma agência física. Nos demais, a solicitação do crédito pode ser feita por aplicativo e internet banking. As taxas de contratação variam em cada instituição e também dependem do perfil do cliente e do nível de relacionamento com o banco.
 
Especificamente no BB, a taxa ainda varia conforme o canal de contratação utilizado. Para os clientes que contratarem pelo aplicativo ou internet banking, a taxa é a partir de 1,49% ao mês. Já para os contribuintes que solicitarem a linha por meio de outros canais, os juros partem de 1,59% ao mês. No Bradesco, as taxas começam em 1,79% ao mês, enquanto no Itaú, em 1,90% ao mês. No Santander, os juros para a linha são a partir de 1,69% ao mês. A Caixa não informou as taxas para a modalidade.
 
Já em relação ao prazo, os bancos sugerem que o pagamento seja feito no dia em que a restituição é paga pela Receita Federal. Caso a Receita não pague neste ano, os prazos variam: no BB, o pagamento do crédito pode ser feito até janeiro de 2021. No Bradesco e na Caixa, até o último dia útil de setembro. Já no Itaú e no Santander, a dívida pode ser quitada até 20 de dezembro. Os valores mínimos e máximos também mudam de banco para banco. Todas as instituições permitem que seus correntistas antecipem 100% do valor a ser restituído - com exceção da Caixa, que limita a 75%.
 
No BB, o limite do valor para o empréstimo é de R$ 20 mil. Já no Bradesco, o crédito vai de R$ 200 a R$ 50 mil. Na Caixa, variam entre R$ 610 e R$ 30 mil e o Santander possui apenas um valor mínimo de contratação de R$ 100. No Itaú, os clientes de Varejo e Uniclass podem contratar de R$ 200 a R$ 5.000, enquanto os clientes Personalité podem contratar até R$ 10 mil.
 
Os especialistas afirmam, no entanto, que é preciso ponderar todas as características exigidas pelo banco para que o contribuinte avalie se a contratação da linha vale a pena. Segundo o professor de economia da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) Johnny Silva Mendes, mais importante do que pensar no valor a ser antecipado, é preciso pensar nas taxas cobradas pelo empréstimo.
 
"Quem pensa em antecipar a restituição, está preocupado com as dívidas. Então basta avaliar qual é o juro mensal da dívida e compará-lo com a linha da restituição. Se a dívida for mais cara, vale a pena antecipar. Caso contrário, é melhor esperar", diz Mendes. Ele afirma, ainda, que especificamente em dívidas de cartão de crédito e cheque especial, a antecipação da restituição pode ser bastante benéfica. "De qualquer forma, é preciso comparar", diz.
 
A expectativa para a demanda da linha entre os bancos é positiva. Segundo Flavio Iglesias, diretor do Itaú, a contratação pode ser a solução para quem precisa reorganizar as finanças pessoais. "Como são operações mais controladas e com menor risco, é possível oferecer taxas menores. Além disso, a possibilidade de um pagamento único dá mais fôlego aos clientes", afirma Iglesias. "Na Caixa, a expectativa é de um crescimento nas contratações ante volume concedido no ano de 2019", afirma o superintendente nacional de crédito para pessoa física da Caixa, Jaime Daniel da Silva.
 

Como evitar cair na malha fina

 

Os contribuintes devem ficar atentos para o preenchimento dos dados do documento e, assim, evitar cair na malha fina. Segundo a Receita Federal, as principais razões pelas quais as declarações foram retidas no ano passado foram: omissão de rendimentos do titular ou seus dependentes (35,6%); despesas médicas: (25,1%); divergências entre o IRRF informado na declaração e os dados da DIRF (23,5%); dedução de previdência oficial ou privada, dependentes, pensão alimentícia e outras (12,5%).

Neste ano, o processamento das declarações terminará mais cedo. Isso porque a Receita Federal antecipou o pagamento dos lotes de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Tradicionalmente paga em sete lotes, de junho a dezembro, a restituição deste ano será paga em cinco lotes, do fim de maio ao fim de setembro.

Para ter acesso ao extrato do processamento da declaração, o contribuinte deve acessar a página do e-CAC - Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte. Para utilizar o e-CAC, o contribuinte precisa ter um código de acesso gerado na própria página da Receita ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada. Para gerar o código, terá que informar o número do recibo de entrega das declarações de imposto de renda dos dois últimos exercícios.

Uma vez no e-CAC, o contribuinte, além de verificar as pendências, poderá autorizar que um dispositivo móvel (celular ou tablet) acesse informações e acompanhe o processamento de sua declaração. Assim, sempre que a declaração for recepcionada, retificada, entrar ou sair da malha fina ou tiver crédito de restituição enviado para o banco o dispositivo móvel cadastrado será avisado. Para isso, além do cadastramento no e-CAC é necessário instalar e ativar o serviço no aplicativo IRPF.

Quem enviou a declaração e identificou no extrato do processamento algum erro deve fazer a retificação, com envio de nova declaração com as informações corretas, o que libera da malha. 

Segundo a Receita, ao acessar o extrato, é importante prestar atenção na seção Pendências de Malha. É nessa seção que o contribuinte pode identificar se a declaração está retida em malha fiscal, ou se há alguma outra pendência que possa ser regularizada por ele mesmo.

Se a declaração estiver retida em malha fiscal, nessa seção, o contribuinte encontrará links para verificar com detalhes o motivo da retenção e consultar orientações de procedimentos. Constatando erro na declaração apresentada, o contribuinte pode regularizar sua situação apresentando declaração retificadora.

Se não houver erro na declaração apresentada e estando de posse de todos os documentos comprobatórios, o contribuinte pode optar por aguardar intimação ou agendar pela internet uma data e local para apresentar os documentos e antecipar a análise de sua declaração pela Receita Federal.

 Fonte! Chasque (postagem) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), no seu Caderno Contabilidade, edição do dia 11 de março de 2020. 

Fonte do Retrato: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil / JC.

Juiz troca terno e gravata por tradicional pilcha gaúcha em Alegrete

O Magistrado Rafael Echevarria Borba, Diretor do Foro, titular da Vara Crime, e substituto da 2ª Vara Cível, na semana de 09 a 13 de março realizou todas as suas atividades no Foro de Alegrete “pilchado” tipicamnte de gaúcho.  A troca do tradicional terno e gravata, que marca os figurinos do juízes, pela pilcha, chamou atenção dos colegas, servidores do Foro.

O juiz disse  que o uso da bota e bombacha foi em consideração à Semana da Paz instituída pela Lei 11.077/1998, pelo Estado do Rio Grande do Sul, que está na 16ª edição promovida pela Prefeitura de Alegrete e Movimento Tradicionalista Gaúcho, através da Coordenadoria da 4ª Região Tradicionalista, a qual também possui o evento denominado “A paz começa dentro das famílias: a família na construção de uma cultura de paz”.
O juiz também ressaltou que por estarmos na 3ª Capital Farroupilha, não precisaria de uma justificativa para se vestir em homenagem à cultura gaúcha.

Dr. Rafael Echevarria Borba, também em consonância à Semana da Paz, presidiu mais de cem ações envolvendo violência doméstica e uma Sessão do Tribunal do Júri, no último 10 de março em que foi julgado um feminicídio que teve uma grande repercussão na comunidade à época dos fatos.

Natural de Bagé, se diz com gosto peculiar por nossas tradições e, devido a isso, decidiu que quando sentir vontade vai trabalhar pilchado.

E o novo visual rendeu fotos de quem teve audiências ou outras atividades no Foro.

Nesta semana, logo que chegou na Comarca já chamou atenção dos servidores que comentaram do novo visual do Juiz. Assim ele despachou, atendeu colegas, advogados e realizou audiências.
No dia 12, no Salão do Jurí, o Dr Rafael, junto com o Ministério Publico trabalhou pilchado quando trataram da formação do Conselho da Comunidade, quando foram escolhidos presidente, vice, tesoureiros,secretários, conselho e demais cargos de diretoria Esse Conselho vai movimentar a cidade em prol do Presídio atual e pela finalização do que esta em construção.

Vera Soares Pedroso. Fotos: servidores do Foro de Alegrete

Fonte! O presente chasque (postagem), com os respectivos retratos foi publicado no galpão virtual (sitio) do Alegrete Tudo em 15 de março de 2020. Abra as porteiras clicando em
https://www.alegretetudo.com.br/juiz-troca-terno-e-gravata-por-tradicional-pilcha-gaucha-em-alegrete/

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Após liderança na estreia de IPO, XP amplia participação no mercado de capitais


Depois de atingir a liderança no ano passado em total de operações de abertura de capital ao lado do Itaú BBA, a XP Investimentos traçou planos agressivos para consolidar de vez seu banco de investimentos. Com um time de 80 executivos, boa parte tirada da concorrência, a corretora de Guilherme Benchimol já incomoda as principais forças desse mercado, disputando palmo a palmo as transações de mercado de capitais.

No ano passado, a XP coordenou 15 operações na bolsa, totalizando R$ 38,6 bilhões, assessorando empresas dentro e fora do Brasil. Foi líder em ofertas públicas iniciais de ações (IPO, em inglês) de estreantes no mercado, como C&A e BMG e Vivara. E também participou da abertura de capital da própria XP na bolsa americana Nasdaq, no fim do ano passado.

O braço de banco de investimento da XP foi criado com três pessoas, em 2014. Estreou como assessor de ofertas de ações em 2017 e ganhou corpo no ano passado. Aproveitando-se do recorde de operações projetado para 2020, está com apetite aberto. O setor espera um movimento de até R$ 200 bilhões em ofertas na Bolsa para o ano. A expectativa é que o mercado supere também o recorde em total de operações (74, registrados em 2007).

A força que a XP angariou na estruturação de investimentos para pessoas físicas e empresários de fora de São Paulo deverá turbinar a divisão, diz Rafael Furlanetti, diretor institucional da XP. "A gente conhece os 60% do PIB brasileiro que não estão na Bolsa. E temos uma rede de 6 mil assessores para nos ajudar a identificar oportunidades em todo o País", afirma. "Não somos banqueiros da Faria Lima."

"Temos muito relacionamento com os clientes institucionais, que são empresários e fundos locais. E a abertura de capital nos Estados Unidos foi um cartão de visita para a XP na hora de conversar com investidores de fora", diz Pedro Mesquita, responsável pelo banco de investimento do XP. "Queremos estar próximos à economia real. Quando você sai da planilha Excel e conversa com as pessoas, você aprende muito."

O avanço da corretora, de fato, já incomoda a Faria Lima. O jornal O Estado de São Paulo conversou com dois bancos de investimento, sob condição de anonimato, que atribuem esse avanço ao fato de que essa área da XP estaria mais focada na inclusão de pessoas físicas nas operações de mercado de capitais. É um diagnóstico que tanto Mesquita quanto Furlanetti dizem estar incorreto, pois o investidor pessoa física responde por uma parte pequena das ofertas, em torno de 10%.

Os executivos frisam, porém, que a perspectiva da manutenção dos juros baixos por um longo período vai mudar o jogo da economia brasileira. "O juro a 4,25% ao ano é um fator que modifica a dinâmica do mercado tanto quanto o Plano Real, em 1994, ensinou o Brasil a viver sem inflação", diz Furlanetti. Após se refugiar um bom tempo na renda fixa, o diretor institucional da XP diz que os investidores vão ser obrigados a tomar mais risco para conseguir os ganhos a que estavam acostumados. Por isso, o mercado deve ficar mais dinâmico, com maior oferta de ativos.

Esse movimento deverá ser dominado pelas médias empresas. Em 2020, três empresas com esse perfil - a Locaweb, de hospedagem de sites, e as construtoras Mitre e Moura Dubeux - já estrearam na B3. A Priner, de serviços para o setor de óleo e gás, que fatura cerca de R$ 300 milhões ao ano, deve fazer um "mini" IPO. Segundo fontes, a XP é a única coordenadora da oferta, a ser precificada nesta quinta-feira, 13.

Além de surfar a euforia do mercado de capitais, a XP prepara ofensiva em um segmento em que ainda tem presença discreta: as fusões e aquisições. Para comandar a área, o banco de investimento recrutou Gustavo Reis nas trincheiras do BTG.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 14 de fevereiro de 2020.