quinta-feira, 13 de agosto de 2026

RS é o quarto estado do Brasil em patrimônio investido na B3

Em julho, investidores gaúchos somavam R$ 36,74 bilhões, 5,48% dos R$ 670,39 bi registrados no País
O Rio Grande do Sul ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros em volume de recursos de pessoas físicas mantidos em custódia na B3. Em julho, os investidores gaúchos somavam R$ 36,74 bilhões, equivalentes a 5,48% dos R$ 670,39 bilhões registrados no País. O Estado fica atrás apenas de São Paulo (R$ 316,05 bi), Rio de Janeiro (R$ 92,87 bi) e Minas Gerais (R$ 58,15 bi), e supera o Paraná (R$ 35,47 bi).

Os dados reforçam a relevância histórica do mercado gaúcho para a indústria de investimentos, avalia o diretor de Relacionamento com Clientes, Pessoa Física, Educação e Marketing da B3, Felipe Paiva. Segundo ele, a presença do Estado entre os principais mercados do País não é recente.
 
"O Rio Grande do Sul é, definitivamente, um estado investidor. Historicamente, está entre os cinco principais estados em número de investidores e, atualmente, ocupa a quarta posição em patrimônio de investimentos sob custódia no Brasil. É um estado que sempre teve protagonismo no mercado de investimentos", afirma Paiva.
 
Em número de contas, o Estado aparece na quinta posição nacional. São 350,8 mil investidores, dos quais 264 mil são homens e 86,8 mil são mulheres. No patrimônio, os homens concentram R$ 28,01 bilhões, enquanto as mulheres possuem R$ 8,73 bilhões.

TOP-5 Estados com mais patrimônio investido na B3

Estado Valor de Investimento        % s/o total invest. na B3           Nº de Investidores




SPR$ 316,05 bilhões47,14%2.320.801
RJR$ 92,87 bilhões13,85%672.863
MGR$ 58,15 bilhões8,67%663.270
RSR$ 36,74 bilhões5,48%350.792
PRR$ 35,47 bilhões5,29%413.201

A importância do mercado gaúcho também está nos planos de expansão da XP investimentos. Nascida em Porto Alegre em 2001, a companhia pretende ampliar em cerca de 30% sua força comercial no Rio Grande do Sul nos próximos dois anos, segundo o líder regional da instituição, Bruno Vargas.
 
"A gente olha muito para a nossa janela de expansão nos próximos anos. Queremos crescer a operação em praças específicas, e o Rio Grande do Sul é uma das nossas praças prioritárias. Apesar de a XP ter nascido em Porto Alegre, ainda existe muita oportunidade. O tamanho do mercado é gigante", diz Vargas.
 
A projeção para o Estado acompanha uma estratégia mais ampla para a região Sul, onde a XP abriu recentemente novas operações e mantém presença em cidades como Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Joinville, Curitiba e Londrina. Segundo os executivos, a instituição já possui participação relevante entre clientes de alta renda, mas identifica maior espaço para avançar nos segmentos de varejo e private.
 
Além dos investimentos, a estratégia passa por ampliar a presença em serviços bancários, como crédito, cartões e seguros. Renato Sarreta, também líder da XP no Estado, defende que "parte desses produtos ainda é pouco associada à marca pelos próprios clientes".
 

Investidor gaúcho é mais conservador, avalia XP

 

Na avaliação dos executivos, o mercado gaúcho também apresenta características próprias. Vargas considera que o investidor do Estado tende a adotar uma postura mais conservadora e a procurar instituições consolidadas para administrar e orientar a alocação do patrimônio.
 
Sarreta acrescenta que os clientes da região apresentam maior conhecimento sobre investimentos e, consequentemente, exigem profissionais mais preparados. "A gente costuma falar que o cliente do Sul é um cliente mais sofisticado. Ele demanda mais conhecimento, demanda um profissional mais qualificado, e é aí que a gente consegue entrar de forma muito competitiva", afirma.
 
Para a economia gaúcha, o principal obstáculo apontado pelos executivos vem do cenário macroeconômico nacional. Juros elevados encarecem o crédito e dificultam novos investimentos das empresas, sem que se identifiquem atualmente um problema específico do Rio Grande do Sul capaz de limitar de forma mais intensa a atividade econômica.
 
Entre os setores, eles destacam o avanço dos serviços, enquanto a agropecuária ainda convive com reflexos de eventos climáticos e a indústria apresenta maior estabilidade. A diversidade da economia estadual, na avaliação da XP, é justamente um dos fatores que sustentam a aposta da companhia na expansão da operação gaúcha.
 
A estratégia faz parte do que Sarreta classifica como a "terceira onda" da XP. Depois de uma primeira etapa baseada na ampliação da oferta de produtos e de uma segunda marcada pela expansão dos assessores de investimentos, a companhia pretende agora concentrar esforços na prestação de serviços e no planejamento financeiro mais amplo dos clientes.
 
"A gente acredita que essa conversa mais sofisticada, ligada a uma agenda de produtos mais aderente ao perfil do cliente, vai ser o que vai levar a XP para a liderança no setor de investimentos e no setor bancário como um todo", projeta Sarreta.
 
Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial do Jornal do Comércio de Rio Grande do Sul, no dia 11 de agosto de 2026, por Gabriel Margonarhttps://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/08/1259257-rs-e-o-quarto-estado-do-brasil-em-patrimonio-investido-na-b3.html 

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