quinta-feira, 30 de abril de 2015

Atitude 85! Divisor de águas no nosso rancho: abril de 2008!

Com educação financeira mas sem perda
qualidade de vida como diz Gustavo
Cerbasi

Bueno! A certa altura da vida começamos a nos preocupar, pois eu não tinha o hábito de ler chasques (matérias) das páginas de economia dos jornais gaúchos e nem nos sítios sobre o tema na internet. E tudo começou com com uma "janela" no portal Pop. Era o sítio do Dinheirama, do educador financeiro Conrado Navarro.

Começamos a nos preocupar, pois estávamos aos poucos envelhecendo. Eu estava participando de um fundo de pensão, mas a esposa não tinha nada parecido com investimentos para fins de aposentadoria complementar... E muito menos as nossas duas filhas....

Naquela época os grandes bancos cobravam taxas absurdas de administração e de carregamento para os produtos VGBL e PGBL. Mesmo assim fizemos os investimentos iniciais no Bradesco: para mim, para a esposa Marilene e para as crianças - a Bibiane com 16 para 17 anos e a Ana Paula com 12 anos. Ao longo do tempo já aconteceram duas portabilidades: primeiro para a Icatu e depois para a Mapfre, onde os valores da taxa de administração e de carregamento eram menores (bem menores que as do Bradesco).

Comecei a ler e "debulhar" (ler) chasques (textos) nas páginas de finanças pessoais na internet e me empolguei. Participei de eventos de educação financeira da Expomoney. Mas, até hoje não descobri por que este, que era o maior evento de educação financeira da América Latina simplesmente acabou e não veio nenhum evento similar em seu lugar....

Mas se formos fazer uma viagem para o passado recente.... voltando para abril de 2008, diríamos que foi neste mês/ano que damos o pontapé inicial no orçamento doméstico. Tudo anotado em planilhas. Uma para cada integrante da família. Planilha simples com 5 colunas: data, discriminação, coluna entradas de valores, outra de saídas e mais uma de saldos. As colunas da esposa e das filhas migravam com suas entradas, saídas e saldos para a minha e no final do mês, o saldo final deveria corresponder ao meu saldo bancário (sempre com poucos cobres/dinheiro mas sempre no azul), mais as moedas e notas de dinheiro do bolso da bombacha, mais o saldo da minha conta ticket alimentação. Simples assim...

Educação financeira andando junto
com a tradição gaúcha (foto de 2005)
Em 2009, a partir de janeiro, paralelo a estas planilhas, baixamos a planilha DiSOP do contador e educador financeiro Reinaldo Domingues e acrescentei nas planilhas do excel uma sexta coluna onde transcrevi uma espécie de conta contábil, tal qual estão na planilha do Reinaldo Domingues. 

Esta planilha DiSOP classifica em primeiro plano os tipos de receitas. A seguir, os investimentos financeiros (metas) e os investimentos patrimoniais (ativos - imóveis por exemplo). As despesas são classificadas em: residenciais, de instrução, pessoais, com veículos e outras despeas.

Também em 2009 nos divorciamos do cartão de crédito. Estávamos  literalmente casados com ele há 16 anos. Fizemos o cartão pra ajudar o nosso time do coração - o Grêmio (mas com certeza o maior beneficiário não era o meu time e sim a instituição financeira do cartão). Hoje não faríamos mais isso.... mas naquela época quisemos "ajudar o clube". 

Sempre pagamos em dia as faturas mas vez por outra resvalávamos nas compras por impulso com o posterior arrependimento. Mas aí o estouro no bolso da bombacha já estava sacramentado... Depois disso as compras por impulso foram literalmente zeradas. E em vez destas, entraram os parcelamentos periódicos e mensais dos investimentos.... Entravam as receitas via salário e lá eram baixados os valores do saldo bancário para investimentos mensais e o incremento da reserva de emergências, que muitas vezes foi usada nas horas do sufoco.... E isto continua acontecendo até os dias atuais, periodicamente.

Hoje a reserva de emergência está aquém da que é recomendada pelos educadores financeiros. Eles projetam que se deva ter entre três e cinco vezes o salário bruto em reserva de emergência. Atualmente devemos ter em torno de 20% disso, mas já fomos salvos várias vezes por esta....

A última foi no domingo de carnaval. Fui buscar de carro a esposa no centro de Porto Alegre. Imagina uma cidade deserta. E como diz o humorista gaúcho Paulinho Mixaria "e murtiprica". Fomos literalmente atropelado por uma moto, em manobra proibida, numa grande avenida (não tinha outro veículo transitando) e esta destruiu toda a lateral direita do meu veículo, desde o farol, passando pelo para-lama dianteiro e as duas portas (inutilizada a porta da frente e arranhada a porta de trás). 

Sorte que tínhamos adiantado o pagamento do seguro, que começou a vigorar no dia 13 de fevereiro. Pagamos no dia 11 mas o vencimento era até o dia 20. E o sinistro foi dia 15.... 

A seguradora foi acionada e o veículo foi para os reparos. Sem o seguro os reparos arrebentariam com certeza com a nossa reserva de emergência. A franquia (vinda desta reserva de emergências) nos custou R$ 1.042,00.

Temos como regra no nosso rancho, na nossa casa, na nossa vida:

1 - O parcelamento radicalmente não existe, salvo exceções onde estão excluídas todas as instituições financeiras. Exemplo recente foi o financiamento do veículo novo, onde o agente financeiro éramos nós mesmos. Baixamos o valor das aplicações e fomos nos devolvendo, desde julho de 2013 até o início de abril deste ano, quando liquidamos tudo (dívida totalmente paga). Leia o chasque (postagem) a respeito. Abra as porteiras clicando em: http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/08/atitude-72-comprei-um-carro-parcelado-e.html 

2 - A manutenção, mesmo que de forma precária, da reserva de emergências é necessária;

3 - Sem o cartão de crédito, acabaram as compras de tralhas que só enchiam as varandas, as prateleiras e traziam arrependimento e o estouro no bolso da bombacha posteriormente;

4 - Já citamos em outra oportunidade.... começamos tarde (eu e a esposa) com investimentos para fins de aposentadoria. Continuamos investindo para não ter somente o benefício do INSS, mais conhecido como "Isso Nunca Será Suficiente".... e quem se aposentar somente com esta fonte de renda, logo logo saberá que esta renda nunca será suficiente. Mas aí chirú (meu amigo), poderá ser tarde demais!

Recomendo a página que citamos no início deste chasque (Dinheirama). Abra as porteiras clicando em www.dinheirama.com. Abra as porteiras dos demais sítios recomendados no O Bolso da Bombacha. 

Baita abraço

Valdemar Engroff