quarta-feira, 16 de junho de 2010

Lula garante 7,7% para os aposentados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu aprovar o aumento de 7,7% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo, aprovado pelo Congresso. Mantega informou também que o presidente decidiu vetar o fim do fator previdenciário (mecanismo que inibe aposentarias precoces), também aprovado pelo Congresso. Segundo o ministro, a decisão de sancionar o reajuste dos aposentados tem um impacto fiscal de R$ 1,6 bilhão, que será compensado com corte de despesas no orçamento neste ano.

Mantega afirmou que o governo tem o compromisso de cumprir a meta de superávit primário do setor público de 3,3% do PIB em 2010. De acordo com o ministro, os cortes a serem feitos no orçamento não atingirão os investimentos públicos.

O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, afirmou que o pagamento do novo benefício aos aposentados será retroativo a janeiro e ocorrerá neste mês ou em julho. Mas Mantega ressaltou que a forma de pagamento não foi definida. Líderes da oposição, centrais sindicais e representantes de aposentados elogiaram a decisão do reajuste, mas criticaram a manutenção do fator previdenciário.

Entidades de classe comemoram índice

A aprovação do reajuste de 7,72% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo foi comemorada por entidades de classe e por centrais sindicais. Em nota, a Força Sindical afirmou que o aumento beneficiará mais de 8 milhões de aposentados e injetará R$ 6,7 bilhões na economia. Apesar disso, segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do RS (Fetapergs), Osvaldo Fauerharmel, não haverá um aumento representativo. Ele lembrou que, dos 7,72% aprovados, os aposentados já recebem 6,14%.

A manutenção do fator previdenciário (que inibe aposentadorias precoces) foi alvo de críticas por parte das entidades. Segundo a CUT, é um "perverso mecanismo". Já a Força Sindical afirmou que vai sugerir ao governo a instalação de uma comissão para discutir um substituto ao atual método. O dirigente da Fetapergs também ressaltou a importância de se continuar lutando para extinguir o fator previdenciário.

Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre - RS. Edição do dia 16 de junho de 2010 - http://www.correiodopovo.com.br/.