terça-feira, 21 de maio de 2013

A era do dolar barato chega ao fim


Cenário internacional possibilita a valorização da moeda norte-americana, que já acumula quase 2% nos últimos 30 dias

São Paulo — Com o crescente debate sobre quando o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, começará a retirar os bilhões de dólares que injeta diariamente na economia dos Estados Unidos, ganha força entre analistas e investidores a aposta de
que a era do dólar barato no mundo está chegando ao fim. Na semana que passou, o dólar subiu 0,54% em relação ao real, fechando em R$ 2,038, acumulando uma valorização de 1,9% nos últimos 30 dias.

Com base na cotação mais baixa neste ano,quando atingiu R$ 1,942 no dia 8 de fevereiro, a moeda americana já sobe 4,94%. Mas não é só em relação ao real que o dólar mostra força. Na última semana a alta sobre o iene foi de 3,07%. Sobre o euro a valorização chegou a 1,2%. Em relação às “moedas commodities” — divisas de países exportadores de matérias-primas, como soja e minério de ferro — o ganho foi de 3% sobre o dólar australiano e de 2,95% sobre o dólar da Nova Zelândia.

“O cenário internacional recente tem favorecido a valorização”, disse o economista-chefe do banco J.Safra e ex-secretário do Tesouro Nacional Carlos Kawall. O FMI prevê expansão de 1,9% da economia americana neste ano, mas economistas começam a revisar para cima a taxa. A expectativa é que, com a recuperação da economia americana, o Fed começará a reduzir o programa de compra de ativos de 85 bilhões de dólares ao mês, provocando alta nos juros de mercado, o que já torna as aplicações em dólar mais atraentes do que em outras moedas. “A liquidez internacional resultante das políticas de estímulo adotadas pelos principais bancos centrais (Fed nos EUA e Banco do Japão) facilitam o financiamento de nosso déficit em transações correntes”, observou Kawall. “Em um ou dois anos deve voltar a ser mais dominante o fundamento doméstico, que aponta para um crescimento do déficit em transações correntes, sugerindo um câmbio mais desvalorizado”, acrescentou.

Fonte! Chasque publicado nas páginas do Correio do Povo de Porto Alegre (RS), na edição do dia 20 de maio de 2013.

domingo, 19 de maio de 2013

Educação financeira nas empresas

Há anos vem se falando sobre a importância da educação financeira na vida das pessoas, mas, na prática, pouco mudou. Conforme reportagem do Jornal do Comércio de 14/05, 75% das pessoas afirmam ter conhecimentos financeiros, mas somente 52% delas os utilizam efetivamente no dia a dia. Educação financeira é muito mais que ter conhecimento sobre finanças, é aplicá-la no seu comportamento cotidiano de forma voluntária, sem sofrimentos e privações, como muitos ainda pensam. O princípio da educação financeira não é deixar de gastar dinheiro, mas sim, gastá-lo com qualidade de vida. É planejar seu futuro de forma a não deixar de viver bem o hoje, mas também sem esquecer-se do seu bem-estar no futuro. É ter objetivos  e correr atrás deles. É ter segurança, em caso de um imprevisto, como a perda de emprego. É investir no que deixa você feliz. Isso é educação financeira.

O mais preocupante é que a situação brasileira está muito distante disso: povo com alto endividamento (muitas vezes, impagáveis), consumo sem critérios, dependência do INSS para aposentadoria, entre outros males. Está na hora de as empresas passarem a investir na educação dos seus funcionários. Trabalhadores tranquilos financeiramente produzem mais, tem menos atrasos e faltas, são menos estressados, tem relacionamentos mais amigáveis com os colegas, possuem menos doenças físicas e mentais e são mais motivados, conforme pesquisas comprovaram.

Ainda hoje as empresas preocupam-se somente com a saúde física dos seus funcionários, deixando de lado as doenças emocionais, muitas vezes causadas por estresse financeiro, e que também é a causa de doenças físicas. As empresas ganham produtividade e as pessoas ganham saúde e tranquilidade.

Fonte! Chasque de Camila Bavaresco -
Develop Educação Financeira, publicado na edição do dia 17 de maio de 2013, do Jornal do Comércio de Porto Alegre

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vida do investidor está mais difícil

Rio — No momento em que fazer o dinheiro render em aplicações financeiras está difícil com a taxa básica de juros (Selic) em patamar baixo, a alta da inflação nos últimos meses tornou a vida do pequeno investidor ainda mais complicada. Nos produtos financeiros mais populares, o investidor está perdendo poder de compra. Descontados custos como taxa de administração e Imposto de Renda, o retorno real neste ano está negativo em 0,62% nos fundos de renda fixa e em 0,52% nos DI. Na prática, isso significa que o dinheiro investido no fim do ano passado compra agora menos produtos e serviços. 

Segundo especialistas, existem várias opções no mercado para proteger o dinheiro contra a corrosão da alta de preços. São produtos como fundos de inflação e Certificados de Depósito Bancários atrelados ao IPCA (o chamado CDB IPCA), que rendem o índice de preços oficial do país e mais juro prefixado.  

Existem ainda outras opções, que estão se popularizando: as debêntures de infraestrutura e fundos imobiliários. Mesmo as ações de empresas que têm facilidade em repassar o aumento de preços podem ser uma arma, como Ambev, BR Malls e CCR. 

Os fundos imobiliários costumam ser indicados contra a inflação porque seu patrimônio — lojas, escritórios, residências — têm contrato de aluguel reajustado pelo IGP-M. Esses fundos também não têm IR. Mas é preciso ler o regulamento para ver os riscos e verificar se há garantia de recompra das cotas.
 
Fonte! Chasque publicado nas páginas do jornal Correio do Povo de Porto Alegre - RS, edição do dia 13 de maio de 2013.

sábado, 11 de maio de 2013

Desaposentadoria, a esperança que não morre

Mesmo que alguns possam alegar que o texto e a sua ideia visem à própria causa, isso não se legitima quando temos mais de 20 milhões de aposentados e pensionistas no Brasil pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). É que a primeira seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que os trabalhadores aposentados têm o direito de renunciar ao benefício para requerer nova aposentadoria, em condição mais vantajosa, e que, para tanto, não precisam devolver o dinheiro que receberam da Previdência Social. É um raciocínio elementar, uma vez que a diferença a maior será paga somente a partir da publicação do acórdão do STJ e passará pelo crivo do Supremo Tribunal Federal. O fato é que temos cerca de 500 mil aposentados do INSS que continuaram ou continuam trabalhando bem além dos 35 anos de contribuição exigidos e que, assim mesmo, estão aposentados proporcionalmente. E, de mais a mais, convenhamos, com um teto de R$ 4.159,00, ninguém está preocupado, na terceira idade, em sair por aí fazendo aplicações em bolsa, comprando imóveis ou custeando, como muitos, estudos ou planos de saúde de filhos e netos.

Para o Superior Tribunal de Justiça, a renúncia à aposentadoria, para fins de concessão de novo benefício, não implica o ressarcimento dos valores percebidos. “Os benefícios previdenciários são direitos patrimoniais disponíveis e, portanto, suscetíveis de desistência pelos seus titulares, dispensando-se a devolução dos valores recebidos da aposentadoria a que o segurado deseja renunciar para a concessão de novo e posterior jubilamento”, assinalou o relator do caso, ministro Herman Benjamin. Está bem colocada, a frase dita pelo magistrado.

Em vários recursos julgados nos últimos anos, contrariando a posição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o STJ já vinha reconhecendo o direito à desaposentadoria. Em alguns casos, houve divergência sobre a restituição dos valores, mas a jurisprudência confirmou que a devolução não é necessária.

Agora, o STJ reitera a certeza de que o trabalhador que se aposentou proporcionalmente e continuou trabalhando - e contribuindo para a Previdência - pode desistir do benefício e pedir a aposentadoria integral, sem prejuízo do dinheiro que recebeu no período. Esse direito dos aposentados nunca foi aceito pelo INSS, que considera impossível a renúncia ao benefício e nega todos os pedidos na via administrativa.

A diferença entre os julgamentos anteriores e esse da primeira seção é que a decisão tomada no rito dos recursos repetitivos vai orientar os cinco tribunais regionais federais do País na solução dos recursos que ficaram à espera da posição do STJ. Resta, tão somente, a manifestação do Supremo Tribunal Federal. Pagando a diferença apenas a partir da decisão do STF, com certeza a Previdência não quebrará. Basta que não dê tantas isenções justamente para grupos melhor aquinhoados. Os aposentados que continuam trabalhando por opção, mas também por alguns reais a mais, agradecerão, penhoradamente.


Fonte! Esta chasque é o editorial do dia 10 de maio de 2013, da edição do Jornal do Comércio, de Porto Alegre - RS.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Aposente sua ideia de se aposentar

“Não importa se a estação do ano muda. Se o século vira, se o milênio é outro. Se a idade aumenta. Conserve a vontade de viver. Não se chega à parte alguma sem ela”. Fernando Pessoa. Por décadas, convivemos com a ideia que deveríamos trabalhar por cerca de trinta anos, construir carreira no Banco do Brasil, estudar nas clássicas, honradas e “seguras” carreiras de Medicina, Engenharia ou Direito. E, após anos de esforço, confortavelmente encaminhar a documentação ao INPS e sonhar com os tempos de descanso e recompensa, através da aposentadoria, ao lado de nossas esposas donas de casa. Não raramente, ainda nossos avós insistiam para que esse ciclo viesse a se repetir, por padrões de comportamento, geração após geração.

Se também se preocupassem em não aposentar a busca de informações e a atualização de um mundo contemporâneo, saberiam que, segundo dados da Previdência Social, apenas 1% dos trabalhadores consegue manter o mesmo padrão de vida após a aposentadoria, 46% dos aposentados dependem de parentes, 28% dependem de caridade e os outros 25% continuam trabalhando após a data prevista para se aposentar. Ou seja, de cada cem trabalhadores, apenas um manterá seu padrão de vida. Apenas um! “Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas, depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o” (Buda). Infelizmente, não é o caso da Previdência Social Brasileira, agora INSS. A instituição pode mudar o curso do futuro financeiro de seu povo. E para pior.

Fonte! Chasque de Marcelo Nobre, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição do dia 08 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Em Porto Alegre: Aprenda a Investir na Bolsa de Valores

(Clicar no chasque par aampliar....)
 
 
Bueno! A Dérivés Educação tem o maior programa de educação financeira do Brasil.
São cursos que atendem desde investidores iniciantes até os mais sofisticados, com tudo o que você precisa para entender o funcionamento do
mercado e diversificar seus investimentos de forma inteligente.

Esta é uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer e desvendar o universo da bolsa de valores.

Evento: Aprenda a Investir na Bolsa de Valores

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Horário: Das 19h às 22:30h 

Local: Dérivés Educação 
Endereço: Rua Antonio Carlos Berta, 475 - Sala 1101
Preço: R$350,00 (em até dez vezes sem juros - Visa ou Mastercard) 

Atenciosamente,

 Daniele Kofender
Dérivés Educação
(51) 3027-9424 | www.derives.com.br

 Rua Antônio Carlos Berta, 475 | 11º andar
Passo D'areia | CEP: 91340-020 | Iguatemi
Porto Alegre - RS
Chasque remetido por Dérivés Educação por chasque eletrônico (e-mail)

Ascar e Fapers garantem estabilidade previdenciária aos aposentados

“É mais um problema que estamos resolvendo das pendências que herdamos”, afirmou Pavan
“É mais um problema que estamos resolvendo das pendências que herdamos”, afirmou Pavan
Na tarde desta quarta-feira (24/4), a Ascar (Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural) e a Fundação Assistencial e Previdenciária da Extensão Rural do RS (Fapers) assinaram escritura pública de renegociação de dívida do déficit atuarial do Plano Geral Saldado (PGS), que nesta data supera R$ 70 milhões, a serem divididos entre as instituições. O contrato foi assinado pelo presidente da Emater/RS e superintendente geral da Ascar, Lino De David, pelo diretor Superintendente Provisório e de Seguridade da Fapers, Aluísio Santos Ribeiro, e pelo diretor de Crédito e Marketing do Banrisul, Guilherme Cassel, representando o presidente Túlio Zamin, instituição interveniente da dívida.

A partir de renegociação mediada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), “com homologação judicial e julgamento de mérito, reafirmamos o compromisso de dar estabilidade à Fundação, fortalecendo-a como a principal política de recursos humanos da nossa Instituição”, destacou De David. Segundo ele, ao longo dos últimos dois anos, “foi realizada uma grande negociação, na tentativa de ajustar o PGS de forma jurídica, técnica e financeira, pois ambas instituições apresentam condições de pagamento”. Assim, o acordo dá estabilidade às aposentadorias para os 704 participantes do Plano, sendo 335 já aposentados, na garantia de que receberão seus benefícios.

A assinatura foi acompanhada pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, pela diretora administrativa da Emater/RS e superintendente administrativa da Ascar, Silvana Dalmás, entre outras autoridades e representantes das instituições.

“É mais um problema que estamos resolvendo das pendências que herdamos”, afirmou Pavan, ao observar a existência de um déficit atuarial do fundo de previdência que, “depois de longas tratativas feitas pela direção da Ascar/Emater e aprovado pelo Conselho Deliberativo, hoje podemos assinar esse acordo que garante aos trabalhadores da Emater a aposentadoria básica e a complementar”.

Para Ribeiro, diretor superintendente da Fapers, “encerramos a negociação após quase 24 meses de busca de uma solução viável de uma dívida, que criava um clima de insolvência à fundação, hoje com 32 anos de atuação”, disse, ao destacar sua expectativa de fortalecimento da Fundação.

Fonte! Chasque de Adriane Bertoglio Rodrigues, publicado no sítio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, no dia 24 de abril de 2013. Abra as porteiras: http://www.sdr.rs.gov.br/conteudo.php?cod_conteudo=3303&cod_menu=2

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Discovery exibirá documentário sobre a boate Kiss

O canal Discovery pretende apresentar um documentário entitulado “Tragédia em Santa Maria”, uma produção da Mixer que conta o relato das vítimas e os acontecimentos do incêndio na Boate Kiss, que matou 241 pessoas.

Há três meses os olhos do Brasil e do mundo se voltaram para uma boate de Santa Maria, onde os jovens se divertiam como qualquer jovem faz, e por causa de atitudes sem segurança, iniciou-se um incêndio que viria a matar quase 250 pessoas. O programa vai ao ar em 27 de abril, às 21h30. Nele você verá a reconstituição dos momentos de terror vividos pelos jovens no Rio Grande do Sul.

No documentário você verá como está a vida dos envolvidos na tragédia, as condições de segurança do local e como tudo começou. Alguns salvamentos e histórias vividas naquela noite ganharão uma reconstituição.

O programa mostrará todo tipo de depoimento, até o terror da ex-funcionária da boate que, para tentar se salvar, colocou a cabeça para dentro do freezer. E outros jovens contam como ajudaram a salvar as vítimas antes da chegada do corpo de bombeiros. No programa também veremos como andam as investigações e quem são os possíveis responsáveis da tragédia.

Fonte! Este é um chasque  (postagem) de Jéssica Veridiana, publicado no dia 22 de abril de 2013 no sítio POP. Abra as porteiras: http://blogs.pop.com.br/tv/discovery-exibira-documentario-sobre-a-boate-kiss/.

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Nota! O Bolso da Bombacha é um sítio que trata das finanças pessoais para, primeiramente, os tradicionalistas do Rio Grande e do Brasil.

Perder dinheiro no mercado financeiro faz parte da estratégia de qualquer investidor, mas não há no Rio Grande do Sul tristeza maior do que esta: a da perda de 241 vidas humanas, de jovens que tinham uma vida inteira pela frente, cujos sonhos foram interrompidas bruscamente por este incêndio em Santa Maria.

Este canal de TV, vem em boa hora com esta proposta. Estou ansioso para ver este documentário, que será exibido dia 27 de abril, às 21h30min.

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

Na arena financeira espanhola, o touro vence

A que ponto de desorganização econômico-financeira chegou a Espanha, depois da Grécia, da Irlanda, de Portugal e mesmo da Itália e da França. Até agora, salvaram-se, ali, ali, o Reino Unido e, mais ainda, a Alemanha, sempre austera e disciplinada, é forçoso reconhecer. No entanto, a Espanha é o símbolo da crise da União Europeia (UE), após a turbulência de 2008 nos Estados Unidos (EUA). Pois a Espanha que reimplantou a monarquia e ficava noticiando sobre os seus “reais”, imitando a realeza inglesa, algo anacrônico, mas que rende muitos milhões de euros em turismo, até mesmo por conta dos periódicos escândalos que assustam o Reino Unido, mas para o deleite dos tabloides sensacionalistas. Depois de duas décadas em que se transformou no destino preferido de estudantes, turistas e políticos de boa parte do mundo, incluindo os brasileiros, a Espanha desabou fragorosamente. E, tudo indica, o retorno ao primeiro time será longo e doloroso.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha deve se reduzir entre 1,0% e 1,5% este ano e crescer ligeiramente em 2014. Por isso, a Espanha apresentará novos planos orçamentários para os próximos anos, que darão mais ênfase ao crescimento econômico do que à redução do déficit orçamentário. O governo espanhol está negociando com autoridades da União Europeia metas de déficit menores do que com as quais o país se comprometeu para os próximos anos. De acordo com a meta atual, a Espanha precisa reduzir seu déficit orçamentário abaixo de 3% do PIB, limite estabelecido para os países da UE no ano que vem.

Diante de uma forte pressão da UE e de investidores internacionais, a Espanha conseguiu reduzir seu déficit orçamentário para 7,0% no ano passado, de 9,0% do ano anterior. Contudo, o intenso corte de gastos e o aumento dos impostos têm um custo muito alto, o que dificulta o crescimento econômico. 

Porém, quem mais tem sofrido é o povo, pois a Espanha tem grande número de famílias despejadas. E a polícia, cumprindo determinações judiciais, tem sido implacável. Um cidadão que há meses não paga a hipoteca afirmou que, durante a desocupação forçada, aquele foi o momento mais humilhante da sua vida, quando a polícia retirou do imóvel ele, a mulher e três filhos pequenos. Realmente, é triste, mas é a lei, inexorável, do modelo adorado pelos espanhóis até alguns anos passados. Hoje, passeatas pedem até o fim da monarquia, considerada anacrônica e gastadora de dinheiro público sem qualquer serventia, o que parece uma obviedade no mundo atual. Vizinhos dos despejados insultam os oficiais de Justiça e os policiais que conduzem os despejos, batendo panelas. Entre berros, choros, empurrões e muito nervosismo, mais uma família era colocada no olho da rua. Há um exército de despejados das próprias casas na Espanha. Os apartamentos comprados em 2005, época ainda da bonança financeira espanhola, hoje não podem ser pagos, pelo desemprego e os baixos salários. Na arena financeira da Espanha, o touro está vencendo a corrida, como no filme Sangue e areia, estrelado por Tyrone Power. Mas antes era ficção. Hoje, é realidade.

Fonte! Este chasque é o editorial do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), da edição do dia 24 de abril de 2013.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Corte de gastos começa com alimentação e lazer

Você gasta mais do que ganha? Você fica contando os dias que faltam para receber o salário? Ou será que o limite do seu cartão de crédito e do cheque especial estão estourados ? 

Então, você precisa tomar algumas atitudes depressa.

Primeiro você precisa saber para onde é que o seu dinheiro está indo, e para isso, o melhor é ter papel e caneta na mão. 

Eu não vou dar aquela velha receita chata para anotar todas as despesas do dia a dia, mas você precisa saber pelo menos, quais são os grandes gastos na semana e também no mês. Daí então, você vai precisar aumentar sua renda ou então cortar os seus gastos. O melhor mesmo é fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Na hora de cortar gastos, você deve ficar de olho no custo da alimentação fora de casa. O lazer também é um item cada vez mais caro.

E sempre você vai encontrar alternativas simples, baratas e até mais saudáveis , tanto na alimentação quanto no lazer .

Um exemplo: levar comida de casa para o trabalho. Você tem vergonha? 

Ainda na semana passada eu soube que um dos mais ricos e famosos empresários brasileiros faz exatamente isto. Ele leva comida feita na sua própria casa para o trabalho. 

No caso dele, não é por economia mas para garantir uma boa saúde. Ele já passou dos 80 anos e está super bem.

E, quanto ao lazer, que tal começar a ler livros.

Eu não conheço nenhum lazer mais apaixonante e ao mesmo tempo seguro do que ler um bom livro. 



E, contraditoriamente, ler livros é barato e chique. Pense nisto.

Mauro Halfeld, para CBN


Fonte! Trago este chasque que achei muito importante (que é a transcrição de um comentário de Mauro Halfeld). Busquei o mesmo no sítio O Dinheiro é Meu, de Luciane Soares, lá publicado no dia 26 de março de 2013. Abra as porteiras: http://odinheiroemeu.blogspot.com.br/