quinta-feira, 24 de março de 2011

Atitude 43! Porto Alegre e o caos do lixo doméstico

Bueno! Porto Alegre para o meu orgulho é a capital do meu Estado. E estamos na semana do seu aniversário. Sabes-se que é uma das capitais onde mais se lê jornais, livros, revistas e é uma das capitais de Estado mais politizadas do país.

Mas nem tudo são louros.

Trabalho nas proximidades do Estádio Olímpico, no bairro Menino Deus. E a minha esposa trabalha no centro "velho", nas proximidades da Usina do Gazômetro. E na última segunda-feira, no final do expediente, fiquei esperando ela por quase uma hora para irmos pro nosso rancho (residência), que fica na região metropolitana. E na espera, dei uma caminhada pelas ruas próximas.

O que eu vi de lixo nas calçadas esperando o caminhão de coleta passar foi estarrecedor. E o mais estarrecedor foi ver lixo de banheiro, de cozinha, tudo misturado com garrafas pet, latinhas de cerveja e refrigerante, recipientes de produtos de limpeza, tudo que pode ser reciclado, indo tudo pra vala comum, pro aterro sanitário....

Vez por outra os catadores fazem a festa recolhendo o lixo reciclável, mas, se o caminhão passar antes deles chegarem com seus carrinhos, vai tudo pro aterro, onde vai levar anos, muitos anos pra se decompor e voltar pra natureza.

No retorno perguntei pra esposa quantas vezes o caminhão de lixo passava por estas ruas. Ela respondeu que passa todos os dias, o que, convenhamos é um privilégio para os moradores locais. Mas deixar o lixo todo misturado é falta de educação de parte da população.

Agora veja o que saiu no Jornal do Comércio de Porto Alegre, na coluna "Painel Econômico", por Danilo Ucha, na edição do dia de hoje. É ainda mais estarrecedor:

"A prefeitura coleta 1.100 toneladas/dia de lixo em Porto Alegre e, se a cidade não é mais limpa, se deve à falta de colaboração da população. O ponto de vista é do prefeito José Fortunati que, ao falar, ontem, na Federasul, lamentou que o porto-alegrense não tenha a mesma cultura dos japoneses. Em Tóquio, a prefeitura eliminou todas as lixeiras da cidade, por questão de segurança, e o japonês, quando tem algo para descartar, põe no bolso ou debaixo do braço e leva até o escritório ou residência para colocar no lixo. “Aqui, na rua Washington Luiz, há um prédio de classe média, no qual os moradores, com preguiça de descer até o térreo, jogam os sacos de lixo pelas sacadas”, contou".

Dando uma camperiada no sítio da prefeitura de Porto Alegre - http://www.portoalegre.rs.gov.br/, onde diz que a coleta do lixo orgânico é recolhido naquelas ruas (pesquisei a rua Gen Vasco Alves), de segunda à sábado, a partir das 18h. E em todos os bairros, o caminhão do lixo reciclável passa duas vezes por semana .Logo, não há motivo nenhum para a população não selecionar o lixo, separando o orgânico do reciclável.

Mas apesar de tudo isso, Porto Alegre ainda é exemplo em reciclagem. Leia o chasque (matéria ) a respeito, que é de 19 de março do ano passado, publicada no sítio Infosurhoy, que considera a capital gaúcha "a única capital brasileira com 100% de cobertura de coleta seletiva". Para lê-la, abra a cancela clicando em http://www.infosurhoy.com/cocoon/saii/xhtml/pt/features/saii/features/economy/2010/03/19/feature-02.

Nota! O que seria de Porto Alegre se a população colaborasse mais separando o lixo que produz?

A minha resposta: seria um paraíso!

Assim como os maus motoristas são punidos, onde as autoridades atingem o bolso da bombacha (aplicação multas e perda de pontos na carteira), os que sujam a cidade, os que não separam o lixo, um dia também sejam punidos de alguma ou outra forma, pois, lamentavelmente, muitas pessoas somente entram no tranco quando lhes são subtraidos os cobres (valores monetários), ou seja, quando lhes atingem o lugar mais frágil do seu corpo: o bolso da bombacha (ou a sua conta bancária)!

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!