sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os Gastos dos Brasileiros

Uma pesquisa realizada pelo Credit Suisse revelou que os brasileiros estão gastando muito e poupando pouco. A maior parte das compras se refere a itens não essenciais no varejo, os chamados supérfluos. O Credit Suisse é um banco de investimentos e assessoria econômica com sede em Zurique e com agências em vários países, inclusive no Brasil. Um dos objetos de desejo dos consumidores é o automóvel, o que coloca o país em destaque em relação a consórcios e a empréstimos para essa aquisição. Também os imóveis apresentam alto índice de procura, dada a segurança oferecida pelo bem. Com isso, cada vez mais há demanda de crédito para que se essas negociações sejam empreendidas.

Esse comportamento vem colocando em xeque aquela máxima que diz que é mais prudente amealhar primeiro os recursos para gastar depois, de modo que seja possível, com o dinheiro na mão, conseguir melhores condições. Quando há apenas uma expectativa de recebimento dos recursos, as instituições financeiras acabam por tornar mais onerosa a operação, como forma de serem ressarcidas por eventuais prejuízos.

Durante a crise econômica de 2008/2009, o então presidente Lula fez um apelo para que a população não diminuísse o índices de consumo. O objetivo era manter o mercado aquecido. Isso também é uma função da concessão de crédito, que faz com que haja uma movimentação crescente de fluxos financeiros capazes de incentivar novos investimentos e auxiliar no incremento do Produto Interno Bruto (PIB).

Diante dessa conjuntura em que os consumidores se sentem motivados, o mais importante é saber se eles poderão manter todos os seus contratos e se irão conseguir repor os valores gastos. Para tanto, é necessário que estejam bem inseridos, capacitados e aperfeiçoando-se no mercado de trabalho. O dominó da economia exige cautela.

opiniao@correiodopovo.com.br


Fonte! O presente chasque é o Editorial do Correio do Povo de Porto Alegre - RS, publicado na edição do dia 20 de janeiro de 2010.


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Nota do Sítio! Concordo com vários leitores que aqui vem tomar o seu mate e já deixaram a sua opinião: a situação poderá mudar a partir do momento que tivermos disciplinas de Educação Financeira nas escolas e deve ser desde cedo, nas séries do Ensino Fundamental e Médio.


Baita abraço


Valdemar Engroff - o gaúcho taura.