quarta-feira, 7 de julho de 2021

Construindo riqueza ao longo do tempo

Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de ações e derivativos do BTG Pactual digital e colunista da EXAME Invest | Foto: Divulgação
O ponto inicial é sabermos exatamente as fontes de receita e linhas de despesas ao longo do mês; só é possível administrar e controlar quando conhecemos a fundo os números

A imensa maioria dos brasileiros ainda não possui uma diretriz financeira pessoal clara, desde a organização das finanças pessoais até uma estratégia de investimentos.

Gosto de pensar que o fluxo de riqueza segue um grande funil, divido em três etapas: (1) equilibrar as finanças para gerar caixa; (2) construir uma reserva para investimentos; e (3) constituir patrimônio.

Quando falamos de equilíbrio, o ponto inicial é sabermos exatamente as fontes de receita e linhas de despesas ao longo do mês. Só é possível administrar e controlar quando conhecemos a fundo os números. Para isso, uma simples planilha com os detalhes de cada operação nos mostra exatamente o potencial de sobra de caixa ou as causas da falta de recursos no final do mês. Nessa questão, todos os detalhes fazem a diferença, desde renegociar uma grande dívida até reduzir o consumo mensal de luz.

O próximo passo é constituir a reserva de emergência, com um valor equivalente a seis meses do custo fixo mensal, como um “seguro” em caso de algum imprevisto (perda de emprego, acidente etc.). Essa reserva deve obrigatoriamente atender aos critérios de baixíssimo risco, altíssima liquidez e nenhum custo operacional. Um produto indicado é o fundo BTG Tesouro Selic Simples.

Veja como começar a investir com Jerson Zanlorenzi:

Além de atuar como uma proteção, a reserva de emergência traz um sentimento de segurança que é fundamental para o bem-estar financeiro. Sem dúvida, uma das razões pela qual os investidores não conseguem obter retornos satisfatórios em seus investimentos é o fator psicológico nas decisões, e essa reserva funciona como um para-choque nessa situação.

Com a rotina protegida com a reserva de emergência, é possível iniciar a reserva de investimento. Esse valor é reservado para possíveis investimentos de acordo com as oportunidades de mercado e não deve receber resgates, a não ser em grandes emergências. As classes de ativos podem ter um pouco mais de prazo, buscando um retorno mais atrativo e até um pequeno risco nos ativos.

A última e mais importante etapa: a construção da riqueza. Essa conta não recebe resgates até o momento final da aposentaria ou o objetivo completo. A grande magia dessa estratégia são os juros compostos e o reinvestimento de lucros que, com o passar dos anos, criam o modelo conhecido como bola de neve e trazem efeitos magníficos.

Arte com gráfico de juros compostos vs juros simples

Arte/EXAME (Arte/Exame)

Um fator muito importante é que o mercado é cíclico e passa por mudanças frequentes ao longo dos anos, fazendo necessário que esses investimentos na conta de riqueza sejam atualizados de acordo com as tendências de mercado.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio Exame Invest, no dia 23 de junho de 2021, com atualização em 27 de junho de 2021, por Jerson Zanlorenzi. Abra as porteiras clicando em https://invest.exame.com/opina/construindo-riqueza-ao-longo-do-tempo?fbclid=IwAR1duc8fJSmfb4OSjY0ALpAgE3M-x-TaAD3Nq_dL8cw1s2oQvapBjVj1VMk

*Jerson Zanlorenzi é o responsável pela mesa de ações e derivativos do BTG Pactual Digital. Já foi estrategista de ações e trabalhou em fundos exclusivos. Com mais de dez anos de experiência no mercado financeiro, se especializou em renda variável e atuou em mesas relevantes no mercado local. Possui dupla graduação em Administração e Ciências Contábeis pelo IBMEC-RJ.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Hábitos Econômicos e o Seu Planejamento Financeiro

É muito importante que tenha hábitos econômicos e os inspira em seu planejamento financeiro, viabilizando uma poupança. Veja dicas!

O planejamento financeiro pessoal pode ser feito a partir de um mapeamento de sua situação para que possa verificar qual é a melhor ação mediante suas finanças.

Sendo assim, para que você faça esse mapeamento é importante que verifique sua rotina, separando seus custos fixos de seus custos variáveis.

Alimente novos hábitos financeiros e inclua a poupança na sua rotina

Dessa forma, poderá direcionar valores para uma poupança, ainda que sejam valores baixos, pois em um primeiro momento é importante que você alimente novos hábitos financeiros, ao passo que a poupança seja um desses hábitos.

Dessa maneira, o planejamento financeiro pessoal se torna algo natural, embora no primeiro momento seja necessário que você faça um controle de rotina.

Controle feito por um aplicativo de finanças 

 Esse controle pode ser feito por um aplicativo de finanças, ou ainda você pode utilizar uma planilha de excel ou até mesmo anotar em um caderno, o que importa é que você faça um controle de seus gastos de rotina, para que possa verificar quais são as ações que podem ser tomadas dentro da sua situação.

Trocas viáveis financeiramente

Por exemplo, você pode realizar trocas inteligentes no que diz respeito às finanças. Como o cartão de crédito tarifado pode ser trocado por um cartão de crédito sem anuidade, ou ainda, você pode fazer o mesmo tipo de troca com a sua conta corrente. 

Uma vez que os bancos fornecem contas digitais e você não perde a usabilidade dos produtos financeiros. Além disso, você pode cancelar uma TV a cabo e assinar um streaming, dentre outras trocas pertinentes em sua rotina.

Valores baixos economizados e novos hábitos viabilizados 

Certamente, os valores economizados serão baixos, porém você deve direcionar tais valores para uma poupança, pois ainda que sejam valores baixos, é fundamental que você tenha esse controle de modo que tais valores sejam viabilizados como fatores econômicos.

Tenha disciplina e constância para que seus novos hábitos se tornem orgânicos

Assim você irá alimentar hábitos econômicos de maneira natural. Por isso, o foco do seu planejamento financeiro deve ser em seus hábitos. Uma vez que você tenha a economia dentro da sua rotina, será mais fácil viabilizar uma poupança e amparar seus próprios projetos pessoais.

No entanto, entenda que nenhuma mudança precisa ocorrer de forma linear. Porém, o importante é que você tenha disciplina e constância para que seus novos hábitos se tornem orgânicos.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio Notícias Concursos, por Verônica Stivanim, em 03 de julho de 2021. Abra as porteiras clicando em https://noticiasconcursos.com.br/habitos-economicos-e-o-seu-planejamento-financeiro/?_gl=1*r5e8kd*_ga*YW1wLWt2VndNT3pCMlkwdTRQaWVKcFlvcDNoWGE3T1pyWDZHQWFLN2JjN0NMSTZhLUk3X1hsOUNPVnZ6djduX0tIclY.&fbclid=IwAR1E00eEekIfEBoaCk1zoVeAKYQPTY8XsANEof0VAJyJRMvvXOWXK8_FIrw

domingo, 4 de julho de 2021

Investimentos Inteligentes: as principais ideias do livro de Gustavo Cerbasi

Créditos! Instagran

Investimentos Inteligentes, de Gustavo Cerbasi, é uma obra extremamente útil para o investidor iniciante. Em pouco menos de 300 páginas, o autor apresenta diversas formas de investimentos e situações cotidianas das finanças pessoais.

Basicamente, o livro nos mostra a importância que fazer investimentos inteligentes tem para que se possa garantir tranquilidade financeira no futuro.

A seguir, confira alguns dos principais ensinamentos do livro!

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Investimentos Inteligentes: principais ideias do livro

Antes de mais nada, Cerbasi nos fala sobre a necessidade de organizar as finanças pessoais. Para isso, o primeiro passo é livrar-se das dívidas, para que se possa formar a reserva de emergência e, desse modo, estabelecer um orçamento familiar.

Depois de ordenadas as finanças e formado o fundo de emergência, é preciso pensar em como fazer o dinheiro crescer. Mas isso só será possível se forem escolhidos os investimentos mais adequados ao perfil e ao objetivo do investidor.

Afinal, o que é investimento?

Esse é um dos primeiros pontos abordados pelo autor quando começa a falar em rentabilizar o patrimônio.

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Existe uma grande diferença entre investir e guardar dinheiro. De acordo com Cerbasi, investir não é somar, mas sim multiplicar o capital. Isso significa que se deve buscar a maior rentabilidade possível, para que os lucros acumulados aumentem o patrimônio de forma considerável com o passar do tempo.

Para ilustrar a diferença entre investimento, acumulação e consumo, o autor mostra exemplos bem acessíveis. Veja alguns deles

Imóveis

O livro se refere a um casal que, de forma incorreta, diz estar “investindo” em um imóvel para a sua moradia.

Você pode se perguntar: mas por que essa afirmação estaria errada? Afinal, imóveis não são investimentos?

A resposta é simples: um imóvel destinado à moradia não pode ser considerado um investimento. Isso porque o dinheiro gasto com ele não tem o objetivo de ser multiplicado, mesmo que isso possa acontecer no futuro.

Da mesma forma, se você comprar um imóvel para morar e ele se desvalorizar, pouca diferença isso fará na sua vida. Desde que, é claro, ele esteja servindo ao seu propósito de moradia.

Moeda estrangeira

Segundo Cerbasi, outro erro que algumas pessoas cometem é se referirem a moedas estrangeiras como investimentos. Para ele, nem mesmo o dólar, a moeda mais forte do mundo, pode ser considerado um investimento.

Adquirir moedas estrangeiras pode, no máximo, proteger o patrimônio da desvalorização cambial. No entanto, a economia mostra que, por mais que uma moeda apresente tendência de se valorizar sobre outras, isso acaba sendo passageiro com o decorrer dos anos. Além disso, essas moedas também estão sujeitas à inflação dos respectivos países.

Previdência

Esse é mais um mito abordado por Cerbasi no livro. É comum vemos títulos de capitalização sendo oferecidos como investimentos em algumas instituições financeiras.

Normalmente, isso acontece quando o cliente reclama para o seu gerente que não têm disciplina suficiente para economizar um valor mensal para investir. Ou seja, esses títulos servem muito mais como uma poupança forçada do que, propriamente como um investimento. Para Cerbasi, a capitalização é um tipo de “loteria”, que devolve ao poupador parte do que foi investido depois de determinado período. E, durante a vigência do plano, dá o direito de concorrer a prêmios. Basicamente, acaba sendo essa a vantagem de um título de capitalização.

Por isso, não dá para considerar a capitalização como investimento.

Não espere sobrar dinheiro para poupar

Mais importante do que o valor, é a regularidade com que se faz o investimento. Por isso, para que uma carteira cresça e tenha sucesso no longo prazo, o maior segredo é o foco e a disciplina no sentido de manter aportes mensais.

Mas afinal, qual é o melhor investimento para o meu dinheiro?

Para Cerbasi, essa é a pergunta de um milhão de dólares e, para a qual, não há uma resposta única.

Tudo dependerá do perfil, experiência e disponibilidade do investidor para escolher os ativos e acompanhar o desempenho da carteira. Para pessoas que não possuem muito tempo disponível (ou mesmo experiência), os fundos de investimento são alternativas interessantes. Isso por causa de sua praticidade e pelo acompanhamento de um gestor profissional. Já quem conhece e se dedica ao mercado financeiro, pode assumir mais riscos em renda variável, investindo em ações ou em outros ativos do mercado de capitais.

Independentemente do contexto, duas coisas são muito importantes: a diversificação da carteira e a escolha do melhor custo benefício entre as corretoras.

Essas foram algumas das ideias principais do livro de Gustavo Cerbasi. Se você gosta de livros sobre investimentos e empreendedorismo, dê uma olhada nas sugestões que a EQI preparou no artigo abaixo! 

24 livros para inspirar investidores e empreendedores  

Fonte! Chasque (post) de Carla Carvalho, publicado no sítio Eu Quero Investir, no dia 27 de junho de 2021. Abra as porteiras clicando em https://www.euqueroinvestir.com/investimentos-inteligentes-as-principais-ideias-do-livro-de-gustavo-cerbasi/?fbclid=IwAR03KW_k8kemBLtqvl0sRQyQRBYrJdPJDL1Ang7rI7BJGRv8AjoVs5ysWvM

Carla Carvalho Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia. 


O aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) na proposta de reforma tributária beneficia todos, não só quem é isento. Mas uma mudança em outra regra do IR fará parte dos contribuintes pagar mais imposto. Trata-se do fim do desconto de 20% para milhões de brasileiros que fazem a declaração simplificada. Com a reforma, só terá o desconto quem ganha até R$ 3.333 por mês. Se as novas regras forem aprovadas pelo Congresso, um trabalhador com salário bruto de R$ 4.500, por exemplo, ficará sem restituição, de acordo com cálculos da Seteco Consultoria Contábil feitos a pedido do UOL. Na prática, ele vai pagar R$ 1.057 a mais de IR do que paga hoje. A conta considera que o cont... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/07/03/reforma-imposto-de-renda-tabela-declaracao-simplificada-irpf.htm?fbclid=IwAR3sJdXrPvwXXDmRJCRGsSe5C4lkN-SWtZOVPVP3ZDfcjOQY-yrbjoc9thk&cmpid=copiaecola
O aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) na proposta de reforma tributária beneficia todos, não só quem é isento. Mas uma mudança em outra regra do IR fará parte dos contribuintes pagar mais imposto. Trata-se do fim do desconto de 20% para milhões de brasileiros que fazem a declaração simplificada. Com a reforma, só terá o desconto quem ganha até R$ 3.333 por mês. Se as novas regras forem aprovadas pelo Congresso, um trabalhador com salário bruto de R$ 4.500, por exemplo, ficará sem restituição, de acordo com cálculos da Seteco Consultoria Contábil feitos a pedido do UOL. Na prática, ele vai pagar R$ 1.057 a mais de IR do que paga hoje. A conta considera que o cont... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/07/03/reforma-imposto-de-renda-tabela-declaracao-simplificada-irpf.htm?fbclid=IwAR3sJdXrPvwXXDmRJCRGsSe5C4lkN-SWtZOVPVP3ZDfcjOQY-yrbjoc9thk&cmpid=copiaecola