domingo, 17 de dezembro de 2017

Muito prazer, eu sou crédito. Mas pode me chamar de dívida


Crédito! www.novotempo.com
Uma das facilidades proporcionadas pela Internet é a possibilidade de realização de operações bancárias sem ter que se deslocar à agência. Essa facilidade, no entanto, priva o banco de poder oferecer, de modo imediato (por exemplo, por meio de afixação de cartazes junto à boca do caixa onde você iria pagar uma conta), alguns de seus serviços mais lucrativos (obviamente para eles, bancos), como títulos de capitalização, empréstimos pessoais e seguros (que, na maioria dos casos, são desnecessários e inadequados ao seu perfil econômico).

Para compensar essa perda, o que o banco faz? Se você não vai ao banco, o banco vai até você! Exemplo prático que ocorreu comigo recentemente – e que talvez possa também ter ocorrido com você: ao acessar a minha conta bancária via Internet Banking, a primeira e “vistosa” mensagem que apareceu na tela do meu computador tinha o seguinte teor: “Parabéns! Você tem um crédito pré-aprovado de R$ 40.000,00 para comprar seu próximo veículo. Clique aqui e contrate AGORA”. 

Pooooooooxaaaa! Que “maravilha” de negócio é esse, não é mesmo? Dinheiro “fácil”, na mão, sem precisar de qualquer tipo de comprovante, afinal, já estava inclusive “pré-aprovado”. E tudo isso sem precisar ir até a agência. O crédito está a um clique de distância.

Conversa para boi dormir. 

Se você for educado financeiramente, irá interpretar direitinho a palavra “crédito” como sinônimo de “dívida”, uma dívida bem cara para fazer você se afundar pelos próximos 12, 24, 36 ou 48 meses, transformando a compra de um belo carro em dois carros – só que, nesse caso, como você está comprando com dinheiro alheio – do banco – você estará levando somente um carro. Pior: carro esse que, ao sair da concessionária, normalmente já perde de cara de 10 a 30% de seu valor de mercado.

O que estou querendo dizer? Simples: que você leia e interprete corretamente as palavras que estão sendo anunciadas por aí. Crédito é sinônimo de dívida, logo, deve ser lido como tal. Crédito consignado não passa de dívida consignada. Crédito imobiliário é dívida imobiliária. Cartão de crédito é, por óbvio, cartão de dívida. Crédito direto ao consumidor não passa de dívida direta ao consumidor. Crédito pessoal todo seu é dívida pessoal toda sua. Só sua. E dívidas precisam ser honradas, integralmente e no vencimento, sob pena de causarem muita dor de cabeça para você, tais como inscrição no SPC, cobrança judicial, telefonemas do seu “querido” banco etc. etc. etc.

Mas por quê os bancos e instituições financeiras usam a palavra “crédito”, ao invés da palavra “dívida”? Porque “crédito” é uma palavra bonita. Faz com que você se sinta importante. Dizer que você tem crédito com alguém significa dizer que você inspira confiança. Crédito é, assim, sinônimo de confiança. Só que, nas relações financeiras, também quer dizer a tomada de uma boa e nada insignificante dívida. As instituições financeiras costumam apelar aos sentimentos, apelar às emoções, para fisgar seus clientes mais incautos, e nada melhor do que fazer o cliente morder a isca do que juntar a expressão “você tem crédito” com um valor bem alto, que normalmente está acima de seus investimentos no banco. Tudo para dar a impressão de que você tem realmente tudo o que a propaganda do banco diz que você, na verdade, não tem.

Balela. Quando você, ao sair do Internet Banking de sua conta bancária, recebe um aviso de que tem um crédito pessoal pré-aprovado de R$ 20.000,00, isso nada mais significa do que você tem uma dívida pré-aprovada de R$ 20.000,00 – na verdade, a dívida é muito maior, porque você, se tomar o referido crédito, terá que devolver não só os R$ 20 mil, mas os R$ 20 mil acrescidos de todos os encargos financeiros que são cobrados nessa modalidade de empréstimo: juros, IOF etc. etc. etc.

Se você tem um limite de crédito de R$ 10 mil no cartão de crédito, isso nada mais significa do que dizer que você tem um limite de dívidas de R$ 10 mil.

Mas é lógico que as instituições financeiras não vão dizer para você algo como: “Parabéns! Você tem uma dívida pré-aprovada de R$ 40.000,00 para comprar seu próximo veículo. Clique aqui e contrate AGORA”. Porque dívida é uma palavra que assusta, causa temor, e faz as pessoas não assumirem um negócio. Mas a maioria, traída pelas próprias emoções, contrata mesmo assim essas inúmeras ofertas de crédito travestidas de dívidas, dos mais variados tipos. Por quê? Porque, fisgadas pelo apelo emocional das instituições financeiras, não souberam ler corretamente o significado e o conteúdo das palavras que são anunciadas. O resultado não é somente o acúmulo de dívidas e mais dívidas, mas também a destruição, lenta e gradativa, do próprio equilíbrio emocional, pois o estresse gerado pela existência de dívidas passa muito longe de compensar a alegria fugaz e momentânea de saber que tem um crédit… ooops, dívida, pré-aprovada ao alcance de “um clique de mouse”.

Portanto, meus amigos, procurem ler as ofertas de crédito anunciadas aos milhares com as lentes da educação financeira: crédito é sinônimo de dívida, e como tal deve ser analisada. E, na medida do possível, evitada também. 

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!


Fonte! Este chasque é do meu amigoGuilherme, que é autor do blog Valores Reaiswww.valoresreais.com . Este chasque foi publicado no sítio Clube do Pai Rico, em 26 de março de 2012. Abra as porteiras clicando em http://www.clubedopairico.com.br/colunistas-muito-prazer-eu-sou-credito-mas-pode-me-chamar-de-divida/11399?utm_source=ReviveOldPost&utm_medium=social&utm_campaign=ReviveOldPost

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Nosso comentário! 

O mundo comercial em geral, inventou as datas. Os bolichos (o comércio) aderiu e desfere "tiros morteiros e certeiros" via publicidade pesada (e a população bombardeada adere), a comprar o que não quer, o que não precisa, para se arrepender logo depois.... compras por impulsos, dívidas desnecessárias que fragilizam o orçamento do vivente, por ter aderido "aos apelos" da campanha publicitária.

Fizemos um chasque que está aqui no sítio. E adotamos como símbolo da frugalidade do homem de bombacha, da prenda gaúcha, a alpargata..... Abra as porteiras clicando em: http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2014/08/atitude-83-um-simples-par-de-alpargatas.html

Por que a América Latina continua construindo shoppings enquanto os EUA estão abandonando o modelo

Setor continuará crescendo na América Latina, ainda que a uma taxa menor, diz consultor
Existem cerca de 1,9 mil shoppings na América Latina. E tudo indica que haverá cada vez mais.

Na última década, o setor cresceu em média cerca de 5% ao ano, o equivalente a 100 empreendimentos novos anualmente, segundo estudo realizado pela consultoria americana Lizan Retail Advisors. O levantamento inclui centros comerciais alugados com mais de 10 mil m².

Apesar de o ritmo de crescimento ter desacelerado neste ano, é na América Latina que o setor vem apresentando seu melhor desempenho na última década.

E, de acordo com o levantamento, o Brasil é o segundo país com mais centros comerciais desse tipo (cerca de 600, segundo o estudo), atrás apenas do México (com cerca de 650).

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) prevê a inauguração de quase 30 centros comerciais no país até o fim do ano que vem, sendo a maioria fora dos grandes centros metropolitanos - uma tendência do setor no Brasil.
Ainda segundo a Abrasce, o setor faturou R$ 157,9 bilhões em 2016 no país. 

Estudo afirma que escassez de espaços públicos seguros leva consumidor a buscar shoppings 
 
As projeções indicam que o México manterá a liderança até pelo menos 2025, quando deve alcançar a marca de 760 shoppings construídos, segundo estimativas do Grupo de Inteligência de Mercado para a América Latina do Conselho Internacional de Centros Comerciais (ICSC, na sigla em inglês).

A expansão da classe média, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o aumento dos investimentos estrangeiros estão entre os fatores que influenciam a multiplicação dos shoppings - modelo comercial que, paradoxalmente, está retrocedendo nos Estados Unidos.

No último ano, calcula-se que tenham sido construídos cerca de 50 shoppings na América Latina - número que, apesar de baixo na comparação com outros anos, não indica uma tendência de queda a longo prazo, segundo estimam analistas de mercado.

"O desenvolvimento de centros comerciais continuará crescendo na América Latina, ainda que a uma taxa menor", diz à BBC Jorge Lizan, diretor-executivo da Lizan Retail Advisors.

"O México definitivamente sai na dianteira, tanto em número de projetos como na sofisticação deles. Colômbia, Peru e Chile são outros países onde essa indústria segue crescendo. No Brasil, o setor não está crescendo neste momento por conta da recessão econômica, mas os empreendedores estão focados em estabilizar e consolidar seus portfólios", explica.

México e Brasil são os países latino-americanos com o maior número de shoppings 
 
Em relação à Argentina, Lizan acredita que o país "sairá da crise nos próximos dois anos e começará a desenvolver novos projetos de centros comerciais".

Na contramão dos EUA

 

Segundo o Banco Mundial, a classe média latino-americana cresceu vertiginosamente na última década, o que permitiu maior segurança financeira a milhões de pessoas, assim como mais acesso a crédito, estimulando progressivamente o consumo interno. No Brasil, esse crescimento foi interrompido pela crise dos últimos anos.

"Quando a classe média dos Estados Unidos cresceu, entre 1945 e 2005, isso se refletiu na compra de carros e na construção de shoppings. A versão latino-americana segue um roteiro parecido", afirmou o pesquisador urbanístico Nolan Gary em artigo publicado recentemente no site CityLab.

"Dado que o varejo enfrenta dificuldades nos Estados Unidos ante o aumento do comércio online e o estancamento dos salários desde 2008, as redes de shopping, os empreendedores e investidores americanos têm muitos motivos para buscar oportunidades no sul (do continente)", acrescenta.

Compras online são uma das principais ameaças à sobrevivência dos centros comerciais 
 
Ainda que as compras online também tenham decolado na América Latina, a modalidade cresce em velocidade bem menor do que nos Estados Unidos, e por diferentes razões - em alguns locais, por exemplo, o sistema de entrega não é fácil ou eficiente.

Para Lizan, outra diferença é que existe uma escassez de espaços públicos seguros destinados a lazer e compras na América Latina. Segundo ele, isso faz com que os shoppings sejam uma alternativa - ainda que muita gente torça o nariz para a ideia, uma vez que o lazer no shopping está instrinsicamente ligado ao consumismo.

A 'morte do shopping'

 

A questão da "morte dos shoppings" nos Estados Unidos é recorrente na imprensa local. Dezenas de centros comerciais fecharam as portas na última década, e estima-se que um quarto dos 1,1 mil "malls" existentes no país podem ser extintos nos próximos anos.

A estratégia de parte dos empreendimentos locais que se mantêm abertos é ampliar a oferta de experiências aos clientes, em vez de oferecer apenas opções de compras.

Dezenas de centros comerciais fecharam as portas nos Estados Unidos nos últimos anos 
 
E quanto ao resto do mundo? No Oriente Médio e na Ásia, registra-se um crescimento significativo dos shoppings, assim como em alguns países europeus.

"O problema é que nos Estados Unidos houve um boom de construções de shoppings entre as décadas de 1960 e 1990. Foram construídos mais metros quadrados de varejistas do que o necessário", argumenta Lizan. 

"Por isso, fala-se hoje de um ajuste, que é agravado pelas vendas online, pela Amazon e pelas mudanças nos hábitos (do consumidor)."

A dúvida, agora, é se os shoppings vão conseguir se adaptar à concorrência online e como a geração atual de milennials responderá às ofertas do mercado.

Fonte! Sítio oficial da BBC Brasil, por Cecília Barria (BBC Mundo) em 10 de dezembro de 2017! http://www.bbc.com/portuguese/geral-42245404?ocid=socialflow_twitter

Fonte do retrato!  Getty Images

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pioneira no uso do colostro na alimentação humana é homenageada


Mara foi destaque no Parlamento
BRUNA BUENO/DIVULGAÇÃO/JC

A médica veterinária e extensionista da Emater-RS-Ascar, Mara Helena Saalfeld, foi homenageada pela pesquisa pioneira na utilização do colostro bovino na alimentação humana, ontem, durante o Grande Expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa. A homenagem foi uma proposição do deputado Ronaldo Santini (PTB).

Em 1998, Mara começou a trabalhar como instrutora dos cursos de inseminação artificial em bovinos de leite no Centro de Treinamento da Emater-RS em Canguçu. Observando a quantidade de colostro que era desprezado, ela começou a estudar formas de armazenar esse colostro, descartado no Brasil desde 1950, por não ter valor comercial.

No Brasil, cerca de 2 bilhões de litros de colostro eram jogados no lixo. Além de desperdiçar esse importante alimento, havia a contaminação do meio ambiente. Cada terneira criada com a silagem de colostro representava um lucro equivalente à venda de mil litros de leite. Em 2007, com a descoberta, Mara ganhou o Prêmio Tecnologia Social, da Fundação Banco do Brasil, Unesco e Petrobras, o que lhe deu a oportunidade de cursar o doutorado em Biotecnologia, na Universidade Federal de Pelotas.

Em 29 de março de 2017, o presidente da República assinou o Decreto nº 9.013 com o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, liberando o uso do colostro no Brasil.

Fonte! Chasque (matéria) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre – RS, edição do dia 29 de novembro de 2017.

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Aproveitamos para parabenizar a colega de trabalho por esta importante homenagem, que é consequência de muita dedicação, trabalho e estudo.

Valdemar Engroff
Classificação e Certificação
Escritório Central – Emater RS - Ascar
Porto Alegre - RS