domingo, 16 de agosto de 2020

Geração trilionária ao seu alcance

Segmento de mais de 55 é a geração que mais consome no Brasil /FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC

Em 2019, o segmento 55 consumiu a bagatela de R$ 1,8 trilhão no Brasil. Esse montante representa mais de 20% do PIB - disparado é a geração que mais consome no Brasil. Tem renda estável, a maioria já consolidou patrimônio e muitos gastam menos do que recebem. Surpreendem ao praticar um estilo de vida e hábitos de consumo que há décadas eram associadas aos jovens. Namoram online e têm vida sexual ativa; trabalham; fazem acontecer; continuam curtindo músicas, cultura e sempre ávidos por aprender. Segundo o IBGE, ao menos um em cada quatro brasileiros acima de 60 anos está conectado. Apesar de não serem digitais, interagem nas redes sociais com naturalidade, em especial no Facebook.

Atentos aos cuidados pessoais, saudáveis, praticam exercícios, celebram os bons momentos, viajam e são conhecidos como consumidores 3 em 1, porque consomem para si, os filhos e o netos. No entanto, mesmo tendo essa capacidade impressionante de consumo, são os que recebem a menor atenção tanto das marcas da indústria e do varejo, quanto da área de serviços. As mulheres 55 são ativas, articuladas, empoderadas, potenciais compradoras de moda, calçados, spas, produtos para pele e cabelos, clínicas, óticas, joias, cursos e viagens. Junto com seus companheiros, estão na busca por um espaço mais adequado para essa nova etapa da vida.
 
Já os homens são fortes compradores de imóveis, carros, motos e investidores de risco moderado. Os casais 55 deveriam ser mais estudados pelas empresas em geral, em especial com maior atenção pelo mercado imobiliário, seja na oferta de apartamentos maiores ou menores, casas de praia ou, agora mais recentemente, visando a condomínios na região metropolitana. Por ser uma faixa muito ampla, considerando a nova longevidade, é estratégico saber compreender a diferença entre a geração prateada (55 a 75 anos) e a geração nuvem branca (acima de 76 anos).
 
No momento em que faltam consumidores para as empresas de uma maneira geral, cabe fazer um alerta: considerem a geração 55.

As mais diferentes pesquisas confirmam: é o segmento mais estável de todos. Apesar da crise, mantém-se investindo e consumindo. O desafio é conseguir criar ofertas de produtos e serviços que sejam relevantes e, principalmente, saber se comunicar e se conectar com eles. E o mais interessante: Porto Alegre é a cidade que tem, proporcionalmente, o maior número de pessoas acima de 55 anos no Brasil.
 
Fonte! Chasque (post) de João Satt - Estrategista e CEO do G5, publicado na página "Opinião", da edição do dia 31 de julho do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), também acessível nos potreiros da Internet: www.jornaldocomércio.com

Caxias do Sul se destaca pela geração de energia solar

Cidade está entre as 10 principais do Brasil com maior potência instalada a partir das placas fotovoltaicas / francisco stuckert/divulgação/jc 

Caxias do Sul está entre os 10 municípios brasileiros - único representante do Sul do país - com maior potência instalada de energia solar, totalizando 973 projetos e 15.879,28 quilowatts (kW) implantados nos segmentos comercial, residencial e de propriedades rurais. Dos 973 projetos em funcionamento, 928 foram instalados desde 2018, o que mostra um aumento na preferência por esse tipo de geração de energia. O primeiro lugar é ocupado pela cidade do Rio de Janeiro.

Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), referentes ao mês de julho deste ano. Uma parcela expressiva deste crescimento foi através da Linha de Crédito de Energia Solar do Sicredi, que disponibilizou cerca de R$ 25 milhões para 273 projetos na cidade. "Neste ranking, Caxias do Sul e Uberlândia (MG), a segunda colocada, são os únicos municípios que não são capitais. A cidade gaúcha tem grande potencial para energia solar, devido à quantidade de indústrias, comércio e um interior com forte atuação no agronegócio, todos segmentos consumidores de energia elétrica", acrescenta Jonas Rauch, gerente de Negócios da cooperativa.

O município também ocupa a primeira posição em potência instalada entre as 21 cidades que abrangem a área de ação da cooperativa, que se tornou referência em energia solar, sendo seguido por Novo Hamburgo, com 851 projetos solares e 11.460,26 quilowatts (kW). Já são 1,4 mil projetos solares financiados pela cooperativa na sua área de abrangência - destes, 52% são residenciais - com liberação de R$ 110 milhões em recursos.

Nem a crise gerada pela pandemia da Covid-19 está freando a expansão da energia solar distribuída no Brasil, que cresceu mais de 90% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, segundo a Aneel. Mesmo com o aumento do consumo, pelo fato das pessoas estarem mais tempo dentro de casa, quem já tinha o sistema solar instalado continuou economizando até 95% na conta de energia elétrica.

Com boas perspectivas, reforçadas pela grande disponibilidade da luz do Sol no país, a Absolar acredita que a fotovoltaica deve continuar crescendo, alavancar a geração de empregos e ainda contribuir para a retomada da economia no Brasil pós-pandemia. "É importante procurar empresas de confiança no segmento, solicitar orçamento em mais de uma delas, aproveitar a atual legislação que traz muitos benefícios e prevê mudanças em 2021. A economia que vem do céu é para todos", sinaliza Rauch.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado no Caderno Jornal Cidades, encartado na edição do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), edição do dia 21 de julho de 2020.

sábado, 15 de agosto de 2020

Um tiro no escuro

Fé, sorte, acaso, esperança, ingredientes necessários para lucrar investindo em COE

Taxa de juros baixa, investidor preocupado em melhorar sua rentabilidade, contexto suficiente para a criatividade e a oferta de alternativas excêntricas de investimento.

O COE, com estruturas cada vez mais sofisticadas, continua na abordagem comercial dos assessores de investimento. É admirável a capacidade de simplificar operações extremamente complexas, comunicando somente o cenário favorável, omitindo a baixa probabilidade de esse cenário acontecer.

Vale lembrar que o COE é um certificado de uma operação estruturada que tem data de entrada e de saída. Os prazos tendem a ser longos, sem liquidez, ou seja, não é possível sair antes do vencimento.

São várias as modalidades distribuídas no mercado, utilizando ativos subjacentes diversos. O exemplo utiliza uma operação de 48 meses que aposta na alta do S&P 500, um dos índices da Bolsa norte-americana, com rentabilidade mínima garantida entre 10% e 14%.

Olhando para a baixíssima taxa do CDI, José ficou logo animado com a perspectiva de ganhar 10% e ter o capital garantido, ou seja, hipótese de perda eliminada. "Se subir, você ganha, se cair, você não perde", argumento do vendedor que ficou na cabeça de José.

Parece uma proposta interessante, mas não resiste a uma análise mais atenta. O primeiro ponto de atenção que talvez tenha passado despercebido é que a rentabilidade garantida é acumulada, em quatro anos. Se for de 10%, dentro da faixa prometida, significa dizer que ele ganhará a Selic de hoje congelada por quatro anos.

E não é essa a expectativa do mercado. Segundo o relatório Focus do Banco Central de 10/7, a estimativa das instituições financeiras para a taxa Selic, no fim de cada período, é: 2% em 2020; 3% em 2021, 5% em 2022 e 6% em 2022.

Se as estimativas estiverem corretas, a Selic acumulada em quatro anos será ao redor de 17%. Evidente que se trata de um exercício de futurologia e, independentemente da taxa que efetivamente veremos, é baixíssima a chance de que a taxa Selic permaneça no patamar atual pelos próximos quatro anos.

Sendo assim, a proposta perde um pouco do seu encanto. "Ah, mas eu posso ganhar bem mais se o índice subir", pondera José. Verdade, entretanto, a janela de oportunidade é estreita, bem menor do que ele imagina. Mas essa ponderação não fez parte da conversa que tiveram.

Observe a simulação da rentabilidade potencial desse COE de quatro anos considerando três cenários distintos.

Cenário 1: se o índice cair, ou subir entre 10% e 14%, essa será a remuneração de José. Pouco provável que seja superior à Selic acumulada no período.

Cenário 2: se o índice subir entre a remuneração mínima (de 10% a 14%) e o limitador de ganho (de 40% a 50%), a remuneração será a valorização do ativo. Esse é o cenário ideal.

Cenário 3: se o índice subir acima do limitador de ganho, a remuneração será exatamente o limitador de ganho máximo. Ou seja, José fica com parte da valorização.

A janela de oportunidade se abre no cenário 2, e, quanto mais próxima do limitador do ganho, melhor. Importante lembrar que a mensuração do resultado será feita no dia do vencimento da operação. Se o índice atingir a meta antes dessa data, nada acontece.

Ficou interessado? Você dará um tiro no escuro, a quatro anos de distância. O alvo, o SPX Index, deve estar na altura delimitada, nem acima nem abaixo. Tem que ter muita fé em que o índice vai valorizar exatamente nesse intervalo. Talvez não seja uma questão de sorte, de fé ou de esperança, mas de pura obra do acaso. 

Fonte! Chasque (coluna) "Opinião Econômica", por Márcia Dessen, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 20 de julho de 2020.

Fonte da arte! Blog Trader Brasil. Abra as porteiras clicando em https://blog.traderbrasil.com/2016/05/02/o-que-sao-coe-certificado-operacoes-estruturadas/

sexta-feira, 24 de julho de 2020

FAPERS! Compromisso com o participante

O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) publicou no dia seis de abril do corrente ano comunicado  às Entidades Fechadas de Previdência Complementar -EFPC para enfrentamento da crise gerada pela pandemia do COVID-19. O documento contém recomendações de ações a serem tomadas visando diminuir as consequências para participantes e assistidos, patrocinadores e as EFPC, bem como garantir o apropriado funcionamento do sistema e proteger a poupança previdenciária.

Diante do comunicado citado acima e em consonância com as ações previstas no Planejamento Estratégico da Fundação, a Diretoria Executiva intensificou a comunicação com seus participantes e assistidos.

O foco da comunicação foi a divulgação de informações técnicas e objetivas quanto aos reflexos causados pela Covid-19 nas EFPC, e em especial para a FAPERS. Têm sido publicadas no site e nas redes sociais da Fundação matérias abordando os impactos da epidemia da Covid-19, dentro do contexto da economia nacional e mundial, com foco principal nas EFPC. Também foram publicados panoramas realizados pelo  Consultor de Investimentos da FAPERS, Marco Martins, bem como, realizadas duas lives com o referido consultor.

Desde o mês de março, o desempenho dos investimentos dos planos de benefícios refletiu os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia mundial, em decorrência da queda da atividade global. Todas as classes de ativos foram afetadas, e os retornos dos investimentos dos planos de benefícios têm sido distintos entre si em decorrência dos diferentes segmentos e prazos de aplicação em cada investimento. A diversificação da carteira de investimentos da Fundação, construída para enfrentar uma nova realidade econômica de juros baixos, permite amortecer, em grande parte, o impacto destes movimentos bruscos e alavancar uma retomada da rentabilidade em um curto espaço de tempo.

Diante de tal contexto, a  Política de Investimentos da FAPERS neste momento não necessita  ser alterada, pois mesmo com a forte oscilação dos mercados  e os limites de risco dos fundos imobiliários e dos fundos de renda variável terem ultrapassado seus parâmetros, não é prudente alterar estes limites por se tratar de uma crise mundial e sistêmica. Quanto aos demais limites constantes na política, como os por classes de ativos, já foram estabelecidos para privilegiar estratégias para diversos cenários econômicos.

Ainda em atendimento às recomendações do CNPC, após consulta jurídica, esta Diretoria concedeu a opção de postergação do pagamento de parcelas dos empréstimos já contratados junto à FAPERS, mediante realocação das referidas parcelas para o final do contrato, com a aplicação da atualização dos encargos contratuais no saldo devedor.

O último item da recomendação do CNPC refere-se à implementação de plataformas eletrônicas e a incorporação de documentos digitais. As reuniões dos órgãos de administração e fiscalização da FAPERS têm sido realizadas via videoconferência, bem como os atendimentos individuais aos participantes.

Fruto do trabalho realizado neste primeiro semestre por esta Diretoria, percebe-se a valorização da importância da previdência complementar no contexto atual e foco no futuro, com adesão de mais dois novos participantes no mês de junho.

A equipe da  FAPERS  está qualificada para prestar o melhor atendimento possível aos seus participantes e assistidos, por isso em caso de dúvidas não hesite em nos contatar: fapers@fapers.org.br ou  51 3231.74.44.

Fonte! Chasque (post), publicado no sítio oficial da FAPERS - Fundação Assistencial e Previdenciária da Extensão Rural no Rio Grande do Sul, em 21 de julho de 2020. Abra as porteiras clicando em: https://fapers.org.br/new-portal/2020/07/compromisso-com-o-participante/