quinta-feira, 25 de junho de 2020

RENDA VARIÁVEL: 7 dicas para não cair no vermelho


Com a pandemia do Convid-19, o número de desempregado com carteira assinada, a famosa CLT, vem aumentando a cada dia.

Ter RENDA VARIÁVEL é mais que uma tendência de remuneração, mesmo para os assalariados, que com esse NOVO NORMAL, devem passar a ter ganhos atrelados a resultados dos seus trabalhos.
Eu falei a expressão “NOVO NORMAL”, que vem sendo muito usada nos últimos meses, quando se percebeu que o Coronavírus havia impactado de forma infalível toda sociedade global.

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E AGORA Precisamos nos readequar ao esse novo normal.

7 dicas para você que conta com uma RENDA VARIÁVEL, ou seja, cada mês é uma situação diferente e um ganho também diferente.


1- CONHEÇA SUAS ALTERNATIVAS DE RENDA:

Se organizar as contas já é um desafio para quem sabe quanto vai receber todo mês, imagina para você que tem salário variável.

Portanto, a disciplina com o dinheiro de quem tem RENDA VARIÁVEL deve ser rigorosa. A primeira coisa a ser feita é mapear todas as alternativas de renda. Por exemplo um dentista pode dividir ou alugar  espaço de seu consultório.

2- DIVERSIFIQUE SUA CLIENTELA:

Busque diversificar a origem de sua receita e também de sua clientela. Isso evita uma dependência excessiva de uma única fonte de dinheiro.

3- SEPARE 10% DE SUA RENDA MENSAL PARA INVESTIR EM APLICAÇÕES CONSERVADORAS:

Mesmo que no começo o dinheiro seja pouco, procure economizar ao máximo que puder e tirar ao menos 10% do que ganha para guardar e montar uma reserva de emergências.

4- TENHA UMA RESERVA FINANCEIRA:

Como os profissionais autônomos não tem seguro-desemprego é importante  ter guardado ao menos o valor de 6 meses de suas contas mensais. Antes de querer investir em um novo negócio, monte uma carteira para os momentos de dificuldade.

5- FAÇA UM  SEGURO DE VIDA:

Faça um seguro que cubra, não apenas a invalidez permanente, mas também acidentes temporários.

6- TENHA OBJETIVOS E METAS CLARAS E ALCANÇÁVEIS

Quem tem RENDA VARIÁVEL tem a oportunidade de aumentar essa renda, quando quiser e puder. Por exemplo, trabalhando mais horas, aumentado as metas de vendas. Agora, é preciso ter cuidado e não se frustrar com metas muito ambiciosas. Lembre-se que é necessário determinar objetivos que possam ser alcançáveis.

7- NÃO FAÇA  DÍVIDAS:

Evite ao máximo fazer dívidas, contando com o dinheiro que ainda não recebeu. Às vezes o autônomo tem uma expectativa de renda mais alta e acaba que o negócio não dá certo e o dinheiro não chega. Ou seja, primeiro recebe depois gasta.

Aliás, essa máxima, primeiro ganha e depois gasta, vale para todo mundo.

IMPORTANTE

A RENDA VARIÁVEL tem muitas vantagens, mas é preciso ser cauteloso e muito rigoroso com as finanças pessoais e com o fluxo de caixa. 

Odete Reis! Educadora Financeira Comportamental e Motivacional e Palestrante, tem MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FMU, graduação em Gestão Financeira pela Uniesp. Mentora da “Metodologia $IM”. Coautora do Livro “Excelência no Secretariado” com o artigo “Diga $IM para você, para seu dinheiro e realize seus sonhos”. Colaboradora da TV Diário, afiliada Rede Globo e Rádio Metropolitana AM 1070.

Fonte! Chasque (post) é da minha amiga Odete Reis, publicado no seu sítio em 24 de junho de 2020. Abra as porteiras clicando em https://odetereis.com.br/renda-variavel-7-dicas-para-nao-cair-no-vermelho/ 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Aposentado e cheio de vida

Teremos uma vida longa após a aposentadoria, faça planos para se manter útil e ativo
 
Aposentadoria assusta, tanto pela perspectiva da velhice quanto pela inatividade, deixar de pertencer a um emprego ou empreendimento de uma vida inteira.
 
A palavra aposentadoria deriva de pousar, do latim "pausare", "parar para descansar". No sentido figurado, "que não é mais utilizado", "que perde a serventia".
 
Talvez o significado, pouco atraente, ajude a entender por que muitos se recusam a pensar na aposentadoria e se preparar emocional e financeiramente para essa fase da vida.
 
Nestes tempos de pandemia, retomei o hábito saudável da leitura, sempre útil para novos conhecimentos e reflexões. A inspiração para o artigo de hoje veio do livro "Ikigai, os Segredos dos Japoneses para uma Vida Longa e Feliz". Nele, os autores Héctor García e Francesc Miralles relatam o estilo de vida dos japoneses centenários, que ultrapassam a casa dos cem anos de idade ativos e satisfeitos até o fim da vida.
 
O conceito da palavra "ikigai", uma junção de termos que significam "vida" e "valer a pena", parece ser uma das razões para a extraordinária longevidade dos japoneses, sempre em busca de um propósito para sua existência.
 
Um dos segredos dessa vida longeva e feliz, além da alimentação saudável e da prática de exercícios físicos, é o fato de que eles não se aposentam, seguem trabalhando naquilo que gostam de fazer. Costumam manter ao menos duas atividades ao longo da vida. Quando uma delas se esgota, a outra se mantém.
 
Não existe na língua japonesa uma palavra que signifique "aposentar-se", no sentido de retirar-se para sempre, como temos no Ocidente. Muitos se dedicam, por exemplo, à horticultura, que, além de mantê-los ativos, fazendo o que gostam de fazer, permitirá uma fonte de renda ou de troca, uma atividade que pode ser mantida quando o vínculo de um trabalho formal deixar de existir.
 
Vamos voltar para o tema da aposentadoria e tentar entender a negação em relação ao assunto. Aposentadoria remete à velhice. Velhice remete à morte. Embora ambas sejam naturais e façam parte da vida, não é prazeroso pensar nem em uma coisa nem em outra.
 
Talvez essa seja a razão pela qual muitos se recusam a pensar no assunto e preferem seguir vivendo pensando no presente, dando pouca ou nenhuma atenção ao futuro.
 
Não pensar na morte não altera a certeza de que morreremos um dia, só não sabemos quando. Se planejamos a aposentadoria, podemos decidir como será nossa velhice, como nos manteremos ativos, físico, mental e espiritualmente, nessa fase da vida, como nos ensinam os longevos cidadãos japoneses, especialmente os habitantes do povoado Ogimi, uma área rural de 3.000 habitantes da ilha de Okinawa.
 
Ikigai é um conceito japonês que, segundo um filósofo francês, pode ser entendido como razão de ser, o ponto em que paixão, missão, vocação e profissão se encontram e a chave para uma vida longa e feliz.
 
Um dos segredos dos habitantes desse povoado é a sensação de pertencimento à comunidade. Desde pequenos eles praticam o trabalho em equipe, que os ensina a ajudar uns aos outros.
 
Os tempos de pandemia e isolamento são perfeitos para refletirmos sobre o nosso ikigai, propósito para acordar todas as manhãs com disposição e alegria. E refletir como nossas atitudes e recursos podem ajudar a moldar o mundo que queremos ver.
 
Fonte! Chasque (post) da planejadora financeira Márcia Dessen, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 09 de junho de 2020.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Reserva para uma vida melhor

Troque o medo pela esperança e adote um novo nome para a reserva de emergência

Não foram poucas as vezes em que escrevi sobre a importância de termos uma reserva de emergência para enfrentar períodos de escassez, desemprego ou doença que nos impede de trabalhar e ganhar dinheiro.

Embora importante, é fato a resistência das pessoas em adotar a prática de destinar parte da renda, do salário, para formar essa reserva.

Talvez o problema esteja na abordagem, na forma como os argumentos vêm sendo apresentados. Mudar a perspectiva, o nome, talvez ajude a alterar o comportamento das pessoas, despertar a percepção acerca da importância, do motivo pelo qual devem economizar, poupar, guardar dinheiro.

Aqui entre nós, reserva de emergência não é um bom nome. Uma situação de emergência não apenas não atrai, como nos afasta dessa prática. Embora seja importante nos prepararmos para enfrentar uma emergência, pensar nela não é uma coisa agradável. A forma mais fácil de afastar o medo, é não pensar nele, achar que não vai acontecer conosco.

Então vamos mudar a perspectiva, a maneira de refletir sobre o assunto, pensar em poupar para realizar os sonhos, o dinheiro da felicidade, da esperança, da autonomia, de fazer as coisas que queremos ou precisamos, sem depender de ajuda externa. 

Desemprego, outra situação que queremos manter longe. Ninguém quer antever a perda do contrato de trabalho, nossa única fonte de renda; dor e sofrimento só de pensar nessa possibilidade. Que tal olhar pela perspectiva de liberdade, de escolher fazer o que queremos, em vez de ficar preso a um trabalho pouco gratificante, que não nos motiva a sair de casa para o trabalho todos os dias? 

Doença? Nem preciso dizer quão negativo o impacto na nossa vida e nas nossas finanças. Mais uma vez vamos focar no outro lado da moeda, investir na saúde, no bem-estar, no conforto e segurança de termos capacidade financeira para cuidar da vida e zelar por ela.

Crise econômica, no país e no mundo, situações que não temos a menor chance de prever ou evitar, outra situação que pode prejudicar ou impossibilitar a geração de renda, especialmente a de empreendedores, formais ou informais, dependentes de uma economia pungente para manter os negócios de vento em popa.

Então vamos pensar na reserva financeira para explorar oportunidades, de abrir ou expandir o próprio negócio, de criar uma fonte de renda alternativa ao trabalho formal que não pretendemos manter. O dinheiro poupado ajuda a alçar voo, mas também pode ser a tábua de salvação para atravessar águas turbulentas. 

Encontre um novo significado e motivação para guardar dinheiro e sentir-se seguro. Dê um nome que represente o sonho que você quer realizar. Cuide desse sonho, cultive esse projeto, coloque um pouco de dinheiro nesse sonho sempre que puder. 

Ele é mais importante do que todas as contas que você paga, algumas relevantes, tão importantes quanto, mas todas tiram dinheiro do seu bolso, enquanto pagar pelo seu sonho, em parcelas, deposita esperança e dinheiro no que você deseja realizar na vida.

Pé-de-meia, tábua de salvação, meu sossego, paz de espírito, projetos de vida, cofrinho dos sonhos, chame como quiser, desde que contenha a chave, o gatilho que fará você investir em você, hoje e amanhã, priorizar o que é realmente importante na sua vida. 

A trajetória é desafiadora, haverá tropeços ao longo do caminho, e essa reserva será útil nesses momentos também. Recomponha essa reserva tão logo a condição financeira anterior seja recuperada, mantendo o conforto e o bem-estar de estar prevenido.

Fonte! Chasque (post) da educadora financeira Márcia Dessen, na sua coluna semanal "Opinião", publicada nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 27 de abril de 2020.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Previc: Grandes fundos de pensão têm liquidez para honrar compromissos sem precisar vender ativos agora



Setor avalia adoção de medidas para minimizar os impactos da crise do coronavírus à sua base de segurados, como o saque de uma parte dos recursos
Poupar para a aposentadoria
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Brasil tem cerca de 250 fundos de pensão, planos fechados de previdência complementar oferecidos por algumas empresas aos seus empregados. Juntas, essas entidades somam quase R$ 1 trilhão em investimentos no mercado, e pagam anualmente aproximadamente R$ 60 bilhões em benefícios para cerca de 860 mil aposentados.

Diante da intensa e veloz realização nos mercados com a disseminação do coronavírus, a primeira preocupação do órgão regulador do sistema da previdência complementar fechada, a Previc, foi em relação à liquidez dos fundos de pensão.

A autarquia buscou contato, em um primeiro momento, com as maiores fundações do país, como Previ, do Banco do Brasil, Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa (que juntas somam cerca de R$ 365 bilhões em ativos), para entender se elas conseguiriam manter o fluxo de pagamento dos benefícios sem precisar vender ativos no curto prazo em um momento desfavorável do mercado, já que se tratam de investimentos com caráter de longo prazo.

“Esse não é um risco entre os fundos de pensão com que conversamos. Eles têm níveis de caixa suficientes para honrar seus compromissos”, afirmou Lucio Capeletto, superintendente da Previc, durante live promovida nesta quarta-feira (22) pela XP Investimentos.

Capeletto disse também que a Previc estuda permitir o saque de uma parte da poupança previdenciária como forma de atenuar os impactos da crise para os aposentados. Na maior parte dos casos, o participante de um plano de um fundo de pensão só pode ter acesso aos recursos quando se aposenta ou quando decide sair do fundo antes do prazo inicialmente acordado. No entanto, a capacidade de liquidez de curto prazo do sistema tem sido avaliada antes que a decisão seja tomada.

Mudanças na direção do leme
 

Ajustes em caráter extraordinário nas políticas de investimentos, que as fundações elaboram todos os anos para nortear sua atuação no mercado, também devem ser autorizados diante do novo contexto.
“Por se tratar de um desenquadramento passivo, que ocorre quando a alocação determinada pela política em uma classe fica acima ou abaixo do previsto pelas flutuações do mercado, há o prazo de 720 dias para o reenquadramento”, disse Capeletto. “Contudo, ninguém gosta da situação de ficar desenquadrado com perspectivas tão diferentes daqui para frente.”

Também presentes na live, os consultores de investimentos Everaldo França, da PPS, e Guilherme Benites, da consultoria Aditus, sugeriram aos clientes fundos de pensão uma gradual recomposição da carteira de ações, que tiveram perdas similares ao tombo do mercado em março. Ambos ressaltaram, contudo, que percalços no meio do caminho não podem ser descartados.

“Uma leva de fundos foi reaberta para captação, o que pode facilitar a vida de fundações que querem aumentar a posição em renda variável com casas já conhecidas”, disse Benites, que destacou também as oportunidades que existem em títulos públicos e privados de renda fixa.

“O que ajudou a amenizar as perdas foram as posições em fundos de participações, de baixa liquidez, e que, portanto, não têm a remarcação diária das cotas”, afirmou França. A diversificação internacional foi outra opção lembrada pelo consultor da PPS. “Todas as Bolsas caíram, mas a intensidade da queda nos mercados desenvolvidos foi menor do que a observada localmente.”