quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

2015 será o ano da renda fixa, diz especialista; conheça algumas opções

SÃO PAULO – Com a taxa básica de juros (Selic) beirando os 12% ao ano e a expectativa de mais altas nos próximos meses, a renda fixa promete ser uma das melhores opções para os investidores em 2015.

O diretor da Easynvest, Amerson Magalhães, destaca que os títulos pós-fixados, especialmente as LFT (Letras Financeiras do Tesouro), as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e o CDB (Certificado de Depósito Bancário) estão entre as modalidades mais vantajosas.

LFT protege das esperadas altas da taxa de juros

"Comprar uma LFT pode ser um bom negócio para o pequeno investidor, pois protege das futuras altas da Selic que são esperadas em 2015", afirma.

De acordo com o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (5), o mercado acredita que a taxa básica de juros termine o ano em 12,50%, o que indica uma alta de 0,75 ponto percentual ao longo do ano.

O valor mínimo para aplicação na LFT é de 10% de um título, que na última quinta-feira (8) custava R$ 6.554. Isso quer dizer que com R$ 655 já é possível aplicar nas LFT por meio do programa Tesouro Direto.

Para quem tem ao menos R$ 5.000, LCI e LCA são isentas de IR

Para quem tem pelo menos R$ 5.000 para investir, Magalhães indica as LCI e LCA, que são isentas de Imposto de Renda e possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para aplicações de até R$ 250 mil --o que permite ao investidor buscar por bancos médios e que pagam uma taxa melhor.

"A remuneração pode ultrapassar o CDI, o que representa uma rentabilidade muito superior àquela oferecida pela caderneta de poupança", diz.

CDB vale a pena se pagar mais de 100% do CDI

Já o CDB vale a pena se a instituição financeira oferecer uma remuneração acima de 100% do CDI, já que a aplicação sofre incidência de IR.

Por isso, Magalhães diz que é preciso garimpar os títulos que pagam uma taxa mais atrativa.
"Ao optar por uma corretora, o leque de opções para o investidor é significativamente ampliado, pois a corretora distribui títulos de várias instituições. Já os bancos, em sua grande maioria, oferecem títulos emitidos exclusivamente por eles", explica o executivo.
O CDB também possui garantia do FGC.

Investidor deve aplicar em diferentes instituições

O diretor do Easynvest aconselha, ainda, que o investidor compre títulos de instituições financeiras diferentes, para reduzir o risco de crédito e aproveitar a garantia do FGC.

"A diversificação dos investimentos em várias instituições é a melhor forma para o investidor aproveitar plenamente a garantia oferecida pelo FGC, além de simplificar a busca pelas melhores taxas", afirma.

Cuidado com a Bolsa

Para os investidores mais arrojados e que se interessam pelo mercado acionário, Magalhães sugere alguns cuidados.

Ele destaca que o primeiro semestre de 2015 ainda está envolto em muitas expectativas em relação aos ajustes macroeconômicos que serão feitos pela nova equipe econômica do governo Dilma, o que pode trazer instabilidade ao mercado.

"Se as mudanças forem promissoras, como a Bolsa sempre antecipa os acontecimentos podem surgir boas oportunidades para compra. Para quem não quer se arriscar muito, mas deseja se manter posicionado em ações, os ETFs, Fundos de Índices negociados pela Bovespa, devem ser considerados", diz.

Fonte! Chasque (reportagem) publicada no dia 09 de janeiro no sítio Uol Economia. Abra as porteiras clicando em: http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2015/01/09/2015-sera-o-ano-da-renda-fixa-diz-especialista.htm

Retrato! Arquivo pessoal do O Bolso da Bombacha 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Benefícios do INSS acima do salário mínimo têm reajuste de 6,23%

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.
Foto: Porthus Junior / Agência RBS.
Aposentados, pensionistas e segurados do INSS que ganham acima do salário mínimo terão reajuste de 6,23%. O índice foi publicado em portaria interministerial no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Este percentual é o fechamento de 2014 do INPC, índice de inflação calculado pelo IBGE e que considera famílias com renda menor. A inflação oficial do País é medida pelo IPCA, que fechou o ano em 6,41%.

Uma aposentadoria de R$ 1,5 mil, por exemplo, terá um adicional de R$ 93,45, passando a R$ 1.593,45. Quem ganha o salário mínimo, passou a receber R$ 788,00, que teve um reajuste maior.
O reajuste vale a partir de primeiro de janeiro. O teto do benefício passou para R$ 4.663,75.

Fator de reajuste:
foto blog
Tabela de contribuição:
tabela inss

Fonte! Chasque (postagem) de Giane Guerra, publicado no sítio Acerto de Contas no dia 12 de janeiro de 2014. Abra as porteiras: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2015/01/12/beneficios-do-inss-acima-do-salario-minimo-tem-reajuste-de-623/?topo=52,1,1,,171,77

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Cuias menores para diminuir preço amargo da erva-mate


Consumo no Estado caiu 20% em 2014, justamente no momento em que produtores gaúchos voltaram a investir na cultura

 No Mercado Público da Capital, banca teve queda de 40% na 
venda de erva-mate em 2014 Foto: Diego Vara / Agencia RBS

O preço mais amargo do chimarrão há pouco mais de um ano fez os gaúchos mudarem seus hábitos na hora de apreciar a bebida-símbolo do Rio Grande do Sul. O tradicional topete de erva-mate praticamente desapareceu das cuias, que também diminuíram de tamanho.

A alteração no comportamento reduziu em 20% o consumo no Estado em 2014, segundo o Sindicato das Indústrias de Erva-Mate do Estado (Sindimate), justamente quando os produtores dobraram o rendimento por hectare ao investir em adubação e manejo de ervais praticamente abandonados.

A escassez de matéria-prima em 2013, reflexo do baixo valor pago aos produtores por muitos anos e  dos poucos investimentos na cultura, fez o preço da erva-mate aumentar em mais de 200% para os consumidores. No campo, os agricultores viram a arroba da folha (equivalente a 15 quilos) passar de R$ 8 para R$ 32 naquele período. Com o quilo do produto custando mais de R$ 15 no varejo, os consumidores adaptaram seus hábitos.

– O gaúcho não deixou de tomar chimarrão, só reduziu a quantidade de erva na cuia – diz o presidente da Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas), Antonio Longo, confirmando a redução no uso do produto no último ano.

Cuias menores e erva na altura da borda fizeram cair em mais de 1,5 milhão de quilos o consumo mensal no Estado – estimado em 8 milhões de quilos pelo Sindimate. No Brasil, o consumo mensal é de cerca de  15 milhões  de quilos de erva-mate.

A baixa refletiu diretamente no preço pago ao produtor, que caiu para menos de R$ 15 por arroba nos últimos meses. Essa redução, porém, não chegou na mesma proporção aos supermercados, diz a Agas. A explicação, segundo o presidente do Sindimate, Gilberto Heck, é a defasagem gerada pela alta de 400% da matéria-prima, que não foi repassada integralmente ao consumidor. O quilo da erva varia hoje entre R$ 7 e R$ 15, conforme o Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate).
– Tivemos um desequilíbrio momentâneo, e o cenário se estabilizou. Oferta e consumo estão equiparados, com preços justos para o mercado – analisa Gilberto Heck,  presidente do Sindimate.

Porongo menor

No Rancho Gaúcho, banca 16 do Mercado Público de Porto Alegre, as vendas de erva-mate tiveram redução de 40% em 2014.

– Recentemente, o preço baixou alguns centavos, mas não o suficiente para a retomada no consumo – diz Roberson Groff, gerente da banca, que percebeu aumento nas vendas de cuias menores.

Enquanto o preço da erva não cair, a tendência é de que a procura por cuias pequenas persista. Produtor de 10 hectares de porongo em Santa Maria, Edemilson Guimarães Xavier, 35 anos, cultivou a planta em carreiras mais próximas e controlou o adubo nesta safra para garantir a produção de plantas menores.

– O mercado não quer mais cuias graúdas, com capacidade para 300 gramas de erva. As de 100 gramas são as que mais se vende hoje – confirma Xavier, morador do distrito de Arroio do Só, um dos principais polos de produção de porongo e cuias no Estado.

Plantados em setembro do ano passado, os porongos começarão a ser colhidos em março para, então, serem transformados em cuias.  Se depender da baixa de preço e dos consumidores, tendem a ser cada vez menores.



Adubação e manejo permitem dobrar o rendimento de ervais
Deixados de lado por anos, devido ao baixo retorno da cultura, os ervais gaúchos foram recuperados recentemente com adubação, manejo do solo e podas. Os investimentos em tecnologia fizeram com que a produtividade média do Estado saltasse de 400 arrobas por hectare, em 2013, para mais de 800 arrobas por hectare no ano passado, conforme dados da Emater.

Com 20 hectares plantados em Ilópolis, no Vale do Taquari, o produtor Cleber Gabiatti, 32 anos, começou a investir nos ervais em 2013, quando o preço da arroba chegou a quadruplicar. Desde então, passou a corrigir o solo com calcário, usar adubação verde (nabo, aveia e ervilhaca) e aperfeiçoar o sistema de poda. O resultado: a produtividade média saltou de mil arrobas para 1,8 mil arrobas por hectare.

– Procuramos assistência técnica, para melhorar a nossa produção, tanto em qualidade quanto em rendimento – conta Gabiatti, que trabalha ao lado da mulher Viviane Durigon e dos pais Dário e Neiva Gabiatti.

 
Em Ilópolis, Cleber Gabiatti fez a produtividade nos 
ervais crescer de 1 mil para 1,8 mil arrobas por
hectare (Foto: Lidiane Mallmann, especial

Ao mudar o sistema de poda, por exemplo, a família conseguiu fazer brotar mais galhos por planta. A produção é vendida para a ervateira Ximango, de Ilópolis, com a qual mantém parceria há anos. Mesmo com o preço quase pela metade em relação há um ano, em torno de R$ 15, os Gabiatti pretendem seguir investindo nos ervais.

– Hoje pode estar ruim, e amanhã bom. Temos de estar preparados – avalia Cleber.
Ao todo, 13 mil produtores rurais cultivam erva-mate no Estado.
Melhoramento genético é desafio
Com mais de 30 mil hectares de erva-mate plantados, além de outros 7 mil hectares que deverão estar prontos para colher em cinco anos, o Estado não tem variedade da planta registrada e identificada. O quadro pode mudar com convênio firmado no fim de dezembro entre Ibramate e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O trabalho pretende catalogar e fazer o georreferenciamento das árvores superiores nativas que ainda são remanescentes das florestas, habitam as matas ou estão em lavouras.

– Este será o início de um grande programa de melhoramento genético da erva-mate – destaca o diretor-executivo do Ibramate, Roberto Magnos Ferron.

Com ervais uniformes, controle de polinização e alta produtividade, Machadinho poderá ser o primeiro município gaúcho a registrar uma cultivar da planta, pois já está com pedido encaminhado. Com inscrição e identificação, os produtores de mudas poderão gerar sementes de origem conhecida.

– A planta erva-mate é perene, propícia para receber investimento em manejo e genética – destaca Ilvandro Barreto de Melo, assistente técnico regional da Emater.

Os produtores que investirem em tecnologia, segundo Melo, terão mercado garantido, independentemente de oscilações. Ele também acrescenta que a orientação da Emater aos produtores é para que não busquem aumentar a área plantada, mas sim invistam nos ervais já cultivados para expandir o rendimento por hectare.

Ao todo, existem 230 indústrias ervateiras no Estado, com destaque aos polos do Alto Taquari e de Machadinho.

Uruguai também reduz o consumo

Além da alta no preço, suspeita da presença de metais 
como chumbo e cádmio em erva-mate produzida no Brasil 
pesou na queda da procura pelo produto 
 (Foto: Arivaldo Chaves, BD, 8/9/2004)

Maior comprador da erva-mate do Brasil – cerca de 40% da produção nacional – o Uruguai também reduziu o consumo após a escalada de preços do produto no mercado brasileiro. No país onde cada habitante consome em média 11 quilos por ano, dois quilos a mais do que a média gaúcha, a importação do Brasil caiu 25% em 2014, conforme o Sindicato das Indústrias de Erva-Mate do Estado (Sindimate).

O Uruguai não tem clima e solo apropriados para fazer o cultivo da planta, apesar de ser o campeão entre países que consomem mate, por isso é dependente da matéria-prima produzida no Brasil, na Argentina e no Paraguai. No ano passado, quando o preço da erva dobrou nas indústrias brasileiras, o presidente Pepe Mujica chegou a declarar que o aumento representava uma "catástrofe à população uruguaia".

Além da alta de preço, ajudou a reduzir o consumo do produto brasileiro no mercado vizinho a denúncia do Ministério da Saúde Pública do Uruguai da presença acima da quantidade permitida de metais como chumbo e cádmio em erva-mate brasileira. A informação motivou a abertura de inquérito do Ministério Público do Rio Grande do Sul para apurar o caso.

– A baixa no consumo brasileiro e uruguaio fez sobrar erva nas indústrias – reconhece o presidente do Sindimate, Gilberto Luiz Heck, acrescentando que o surgimento de novas ervateiras no Alto Taquari ajudou a aumentar o excedente.

Para o dirigente, o setor precisa reduzir a dependência do mercado gaúcho e uruguaio e buscar oportunidades para ampliar os negócios em outros Estados e no Exterior. Para expandir o consumo, a Caravana Mate Brasil irá divulgar o produto em todo o país.

– Os benefícios da erva-mate para a saúde ainda são desconhecidos de boa parte da população brasileira – destaca Roberto Magnos Ferron, diretor-executivo do Ibramate.
Ao todo, 95% da erva-mate consumida pelos uruguaios é de origem brasileira. O preço da erva-mate no Uruguai é inferior ao do Brasil, mesmo que o produto seja importado daqui. O quilo chegou a custar US$ 3(cerca de R$ 8 o quilo, na cotação atual) entre 2013 e 2014.

Chá-mate pode alavancar mercado

Para ampliar o mercado de erva-mate no Brasil, a indústria aposta em produtos que usam extrato da planta como matéria-prima (cerveja, cosméticos e chá-mate).

Só a Leão Junior SA, fabricante da bebida Matte Leão, consome mais de 2 milhões de quilos de erva por mês _ de um total de cerca de 15 milhões de quilos. Desde que foi comprada pela Coca-Cola Brasil, em 2007, a empresa vem ampliando a distribuição no país.

– Se a Coca-Cola levar o produto ao mundo todo, faltará matéria-prima. É uma empresa chave para alavancar o setor – diz Gilberto Heck, presidente do Sindimate.

Para produção da bebida, a folha da erva-mate é tostada, resultando em chá-mate concentrado. Hoje, o consumo de erva no país chega a 400 gramas per capita, puxado, principalmente, pelo chimarrão.

 Fonte! Chasque (reportagem) de Joana Colussi, publicado no sítio do Clic RBS (Campo e Lavoura) no dia 06 de janeiro de 2015. Abra as porteiras clicando em http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/campo-e-lavoura/noticia/2015/01/cuias-menores-para-diminuir-preco-amargo-da-erva-mate-4675823.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Manobra radical de um novo aposentado

A aposentadoria era um desejo que nunca se realizava. Seu Manuel sonhava com ela a cada noite. Nas tardes de conversa sob os cinamomos, tomando mate, falava dela como de um horizonte que abriria as portas do céu na sua vida: “O homem nasce para tomar chimarrão, criar bem os filhos e se aposentar”, filosofava. Um dia, quando ninguém mais esperava, a aposentadoria do Seu Manual chegou como um meteoro. Ele pegou o seu caniço, no melhor estilo aposentadoria de filme, e foi pescar na grande lagoa da sua infância. A aposentadoria para ele era isso: um retorno à infância – que era a lagoa –, à liberdade, aos prazeres do cotidiano (vadiar, jogar e pescar). Sem dever de casa nem tabuada ou afluentes do Amazonas. Uma semana depois, entediado e cheio de dores imaginárias, sonhava com a volta ao trabalho e jurava que seria readmitido por determinação legal.

– O governador vai requisitar a nossa volta – informava.

Meu amigo Celso Dias se aposentou neste começo de dezembro. Celso é bom de bola – dá chapéus e janelinhas como quem anda de bicicleta (mas eu faço mais gols do que ele), poeta, contista, cronista, tocador de pandeiro, boêmio, namorador e grande leitor. Tenho certeza de que não vai sofrer como Seu Manuel. A primeira medida de Celso depois da aposentadoria mostra que ele é um aposentado com atitude, o que muda tudo e abre um futuro inédito:

– Comprei um skate – disse quando telefonei para cumprimentá-lo.

Acho que ele falou “vou comprar um skate”, mas isso tiraria um pouco da força da decisão. Fiquei babando de admiração. Comentei:

– Isso é que é uma manobra radical.

Celso é um aposentado consciente e responsável. Mostrou o quanto está preparado para essa nova e inquietante etapa da vida:

– Um pranchão, sabe? Um skate de andar pra frente e pra trás.

– Ah, tem isso?

– Tem. E tem aqueles skates pequenos de manobras ousadas.

– Esse vem depois? – instiguei.

– Vai depender da minha evolução.

Acho que ele não falou evolução. Mas fica melhor na crônica, que tem suas leis e não pode ou não deve ser contrariada na sua lógica. Celso vai fazer algo que nunca terei coragem, embora sonhe com isso tanto quanto Seu Manoel sonhava com a aposentadoria: ser skatista. Meu amigo Celso Dias (ele assina também Celso Dias e Noites ou Celso Noites e Dias dependendo da época) domina uma arte em extinção. É, como dizem os franceses, um “causeur”. Décio Freitas, de quem sinto saudades quase todo dia, era um grande “causeur”. O “causeur” é um conversador. Mas não de fiado. Um artista da conversação. Celso reúne quatro condições ideais para a aposentadoria: é “causeur”, “flâneur” (passeador), escritor e leitor.

Imagino Celso dando cursos, dentro de alguns anos, sobre como ser um aposentado feliz. Celso foi meu colega na antropologia e meu aluno na comunicação. Quero ser seu aluno de aposentadoria feliz. Só não me atreverei no skate. Nem no pranchão. Sou tímido. Também não atacarei no pandeiro. Não tenho ritmo. Celso também é bom de samba. Como se aposentou como funcionário público, não será consumido pelo fator previdenciário. A minha visão da aposentadoria depende dele.

Fonte! Este chasque (texto) é de Juremir Machado da Silva, publicado no Sítio Oficial do Correio do Poro de Porto Alegre, no dia 08 de dezembro de 2014. Abra as porteiras clicando em http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6755


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Nota da O Bolso da Bombacha

Mesmo sendo uma crônica, devemos levar em conta que sempre precisamos, ao longo da vida nos preparar com uma aposentadoria complementar, principalmente que não for funcionário público, pois o benefício do INSS, com certeza será insuficiente.

Valdemar Engroff

 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Expectativa de vida das gaúchas é de 80,3 anos


Esperança da população brasileira ao nascer já é de 74,9 anos

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Pesquisa aponta que diferença entre os sexos vem aumentando nas últimas décadas no País
Pesquisa aponta que diferença entre os sexos vem aumentando nas últimas décadas no País
No intervalo de apenas um ano, os brasileiros ganharam, em média, quase quatro meses a mais de expectativa de vida. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem, a esperança de vida ao nascer da população do País atingiu 74,9 anos em 2013, 3 meses e 15 dias a mais do que em 2012. Para a população masculina, o aumento foi de três meses e 29 dias. Os homens, porém, têm uma expectativa menor. Passou de 71 anos em 2012 para 71,3 anos em 2013. Já para as mulheres, subiu de 78,3 anos para 78,6. No Estado, as mulheres apresentaram, no ano passado, expectativa de vida maior do que a média do Brasil, chegando aos 80,3 anos. A diferença em comparação com os homens é grande, sendo a média deles de 73,4. Já a idade da população gaúcha em geral ficou em 76,9 anos.

A unidade da federação com maior expectativa ao nascer para ambos os sexos, em 2013, foi Santa Catarina, com 78,1 anos. Santa Catarina também foi o estado com maior esperança de vida para os homens (74,7 anos), e para as mulheres (81,4 anos). Juntam-se à Santa Catarina os estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, cujas mulheres ultrapassaram a barreira dos 80 anos. As informações estão nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2013, que apresentam as expectativas de vida até os 80 anos e são usadas pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime-Geral de Previdência Social.

Em 1980, a expectativa de vida ao nascer no Brasil para a população de ambos os sexos era de 62,5 anos, uma diferença de 12,4 anos em relação ao apurado em 2013. Assim, ao longo de 33 anos, incrementou-se, anualmente, em uma média de quatro meses e 13 dias. O ganho observado no período foi maior para as mulheres (12,9 anos) do que para os homens (11,7 anos). A diferença entre os sexos também vem aumentando. Em 1980, a diferença entre as expectativas era de 6,1 anos a mais para as mulheres e, em 2013, foi de 7,3 anos.

O IBGE revela ainda que a taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade) no ano passado ficou em 15 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até cinco anos de idade) ficou em 17,4 por mil. Em 1980, a taxa infantil estava próxima dos 70 por mil nascidos vivos. Outro dado importante é que os índices de mortalidade são maiores na população masculina desde o instante do nascimento. A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 16,3 para cada mil nascidos vivos. Para o sexo feminino, o índice foi de 13,7 por mil, uma diferença de 2,6 óbitos. Assim, a mortalidade infantil para os meninos é 1,2 vez maior do que para as meninas.

Entre um e dois anos de idade, o índice passa para 1,3 vez, mantendo-se neste nível até os noves anos. A partir dessa idade, cresce até atingir o valor máximo entre os 22 e 23 anos, quando um homem de 22 anos tem 4,6 vezes mais chances de não atingir os 23 anos do que uma mulher.

Maior longevidade exigirá mais trabalho até a aposentadoria

Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o número de dias de contribuição necessários para que o trabalhador possa se aposentar recebendo os valores praticados atualmente também aumentou. É que a expectativa é um dos elementos que causam impacto no fator previdenciário, usado para calcular o valor das aposentadorias por tempo de contribuição.

Além da expectativa, o cálculo do fator considera ainda a alíquota de contribuição, a idade do trabalhador e o tempo de contribuição à Previdência Social. O novo fator incidirá sobre os benefícios requeridos a partir de ontem.

Segundo a nova Tabela de Expectativas de Sobrevida e Fator Previdenciário 2000-2015, um segurado com 55 anos de idade e 35 de contribuição que requerer a aposentadoria agora, vai ter que contribuir por mais 79 dias corridos para manter o valor de benefício que tinha como base a tabela anterior.

Fonte! Chasque (matéria) veiculado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre, edição do dia 02 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Governo reafirma compromisso de reajustar tabela do IR em 2015

Decisão foi implementada por MP, que perdeu a validade no fim de agosto. 
Mantega disse que enviaria ao Congresso, o que ainda não aconteceu.

O Ministério da Fazenda reafirmou nesta segunda-feira (23) o compromisso de reajustar a tabela do Imposto de Renda em 4,5% em 2015 - medida que foi anunciada, antes das eleições presidenciais, por Dilma Rousseff.

A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República divulgou a mesma posição: "O governo não abre mão da correção da tabela, mas não definiu o formato e quando vai enviar ao Congresso".

Sem a correção da tabela do Imposto de Renda, o trabalhador pode pagar mais imposto. O reajuste da tabela em 4,5% para 2015 estava em vigor até 29 de agosto deste ano, por meio da medida provisória 644, que foi enviada ao Congresso por ocasião do Dia do Trabalho. Entretanto, ela perdeu validade porque não foi votada pelo Legislativo.

No início de setembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se comprometeu a enviar um novo dispositivo ao Congresso Nacional para reajustar a tabela do IR no próximo ano. Entretanto, até o momento, isso ainda não aconteceu.

"Vamos resolver isso com alguma nova lei. Isso vamos verificar. Não vamos deixar sem essa revisão da tabela. Ainda não tem uma definição como vamos encaminhar isso", disse o ministro da Fazenda no início de setembro.

Apesar de questionado, o Ministério da Fazenda não informou nesta segunda-feira (23) porque a medida não foi enviada ao Legislativo e nem quando isso acontecerá. A previsão é de que o Congresso Nacional entre em recesso no dia 23 de dezembro.

A tabela do Imposto de Renda é corrigida anualmente em 4,5% desde 2007. O percentual de 4,5% é o que o governo estabelece como meta para a inflação anual.

Representantes dos trabalhadores, porém, têm pedido nos últimos anos uma correção maior da tabela, alegando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência no sistema de metas de inflação, tem ficado acima da meta central.

Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido do G1, e divulgado no início deste ano, aponta que a tabela do IR acumula defasagem de 61,42%, considerando o período de 1996 a 2013.

Para chegar ao percentual de 61,42%, o estudo confrontou as correções feitas pelo governo na tabela do IR para pessoas físicas ao longo dos últimos 18 anos (89,96%) com a variação da inflação oficial do país, medida pelo IPCA. Considerando apenas os últimos dez anos, a defasagem na tabela de cálculo do IR é de 15,69%.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado no sítio do G1, por Alexandre Martello, no dia 24 de novembro de 2014. Abra as porteiras: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2014/11/fazenda-reafirma-compromisso-de-reajustar-tabela-do-ir-em-2015.html


domingo, 16 de novembro de 2014

Terceira idade: seis em cada dez pessoas não têm dinheiro guardado

Terceira idade e o dinheiro

Seis em cada dez consumidores com mais de 60 anos não têm qualquer reserva de dinheiro e muito menos investimentos. A pesquisa é do portal Meu Bolso Feliz.

A situação é ainda mais comum entre os entrevistados com baixa escolaridade e aqueles das Classes D e E.


O dado não surpreende, mas leva à reflexão. A juventude deveria ser a época em que as pessoas engordam o cofrinho para chegarem à terceira idade tranquilas, com segurança e podendo aproveitar essa fase tão especial da vida.

Só que o que vemos por aí são aposentados não tendo dinheiro para comprar nem o básico do mês. Quando há alguma emergência, principalmente de saúde, acabam tendo que recorrer a empréstimos com juros altíssimos sem a menor esperança de conseguir pagar.

Não importa a classe social. É preciso que parte da renda do mês seja guardada. Quanto mais cedo a pessoa começa, menos precisa guardar para ter uma quantia adequada quando se aposentar.
Foto: Fernando_Ramos / Agencia RBS.
                               Foto: Fernando_Ramos / Agencia RBS.

Mais alguns dados:

- Somente quatro em cada dez pessoas com mais de 60 anos sabem calcular os juros de empréstimos.

- 40% dos entrevistados fazem o controle do dinheiro “de cabeça” e outros 14% admitem não manter controle algum sobre as próprias finanças.


- Um terço das pessoas na terceira idade já tiveram o nome incluído em cadastros de inadimplente. A causa mais comum é ter ajudado parentes amigos. Isso é super arriscado!


Fonte! Chasque (postagem) publicado no sítio Acerto de Contas, por Giane Guerra, em 28 de outubro de 2014. Abra as porteiras: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2014/10/28/terceira-idade-seis-em-cada-dez-pessoas-nao-tem-dinheiro-guardado/?topo=52,1,1,,171,e171

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Nota do O Bolso da Bombacha! 

Sem aposentadoria complementar, que é a capitalização para este fim ao longo da tua vida, terás uma velhice miserável, pois, com o aumento da renda, aumenta a expectativa de vida, fazendo com que a tendência do valor da aposentadoria oficial diminua....

É se capitalizar ou entrar pra miserabilidade.... O vivente escolhe.... pois não tem mágica com o dinheiro....

Valdemar Engroff

sábado, 15 de novembro de 2014

Fundos Imobiliários são Renda Variável. Por isso compre agora

Você nunca irá encontrar uma pessoa bem sucedida declarando que o segredo de seu sucesso foi ter investido na caderneta de poupança. O mais comum será o sucesso empresarial, ou seja, empreendedores que fundaram e construíram grandes negócios. Mas isso é de fato para poucos.

Uma característica comum, em todos os milionários e bilionários, é possuir imóveis. Desde sua casa própria, até o investimento imobiliário. 

Ao constatar isso, naturalmente concluímos que só se faz negócios imobiliários com muito dinheiro, dedicação e esforço. Porém, após o advento e popularização dos fundos de investimentos imobiliários (FII), este ativo, presente no portfólio de qualquer milionário, ficou acessível a qualquer um. Cotas de fundos altamente rentáveis são vendidas a R$100,00 ou R$200,00. Só não aproveita quem ignora o fato.

Outras questões e preocupações surgem, principalmente para aqueles que já conhecem os FII e investiram nos últimos dois ou três anos, como a recente desvalorização das cotas. E é justamente aí que se diferencia o homem comum daqueles que sabem formar fortunas.

O homem comum investe sem muito conhecimento e, via de regra, acompanhando o desempenho de um passado recente, e tomando isto como verdade a ser e reproduzida no futuro próximo. Trocando em miúdos, acredita que a rentabilidade passada é garantia de rentabilidade futura, seja ela positiva ou negativa. A consequência desta crença é especialmente desastrosa em investimentos de renda variável pois, o pequeno investidor irá comprar na alta e vender na baixa. O oposto do que deveria fazer.

Concluindo quero te dar uma dica, uma dica de quem passou alguns dias estudando os FII disponíveis e as novas capitalizações que estão ocorrendo neste momento. Vi ótimas oportunidades, pechinchas imobiliárias formadas com a recente queda da bolsa, que geram renda mensalmente da ordem de 1% ao mês ou, outro FII, com benchmark de IGPM + 6% ao ano. Deste em particular, posso dizer que tomei gosto especial pois tem perspectiva de elevação de renda e proteção de capital, por conta do natural aumento inflacionário e atualização dos aluguéis. 

Fale com seu agente ou especialista em investimentos mas não espere o preço baixo passar, OK?

Fonte! Chasque (postagem) de Mauro Calil, publicado no sítio Portal Exame no dia 13 de novembro de 2014. Abra as porteiras clicando em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/etiqueta-financeira/2014/11/13/fundos-imobiliarios-sao-renda-variavel-por-isso-compre-agora/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Onde guardar o dinheiro?

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.
Foto: Porthus Junior / Agência RBS.
Com as oscilações do mercado e incertezas políticas ainda, qual o melhor investimento? Pier Mattei, sócio da Monte Bravo Investimentos responde:

Mattei – O momento para se investir em renda fixa não poderia ser melhor. Tivemos novo aumento da taxa de juros e as projeções seguem sendo de novos aumentos. Isso torna ainda mais atrativos investimentos conservadores em renda fixa.

Acerto de Conta$ – Onde para aplicar R$ 1 mil?

Mattei – Para quem está começando a juntar dinheiro e pensa no longo prazo é a previdência privada. Para quem pretende resgatar no curto prazo, a sugestão é procurar um fundo de renda fixa, mas a taxa de administração tem que ser menor que 1% ao ano. Se não consegui, a saída é a poupança mesmo.

Acerto – E R$ 10 mil?

Mattei – É possível aplicar em fundo de renda fixa (novamente importante atentar a taxa de administração), CDB e títulos públicos ou privados. São excelentes alternativas para se proteger da inflação. Dependendo do banco, o investidor já pode pedir as chamadas letras (LCI/LCA) que têm a mesma segurança da poupança, mas rendem mais.

Acerto – E, para terminar, onde colocar R$ 100 mil?

Mattei – Para quem já possui uma reserva maior acumulada, diversificar se torna mais fácil ainda. Sugerimos muito ter pelo menos uma parcela em LCI/LCA ou Letra de Câmbio e outra em títulos públicos ou privados. Preferência por debêntures incentivadas pela isenção de Imposto de Renda caso o aplicador seja pessoa física. Caso o investidor aceite algum tipo de risco, o mercado oferece fundos multimercados capazes de diversificar e entregar resultados acima até das tradicionais aplicações de renda fixa. Incluem ações.

Fonte! Chasque (postagem) de Giane Guerra, publicado no sei sítio "Acerto de Contas", no dia 11 de novembro de 2014. Abra as porteiras clicando em: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2014/11/11/onde-guardar-o-dinheiro/?topo=52,1,1,,171,e171

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Primeira previdência privada

Deve sair ainda neste mês a publicação pela Escola Nacional de Seguros do Rio de Janeiro (Funenseg) do inédito estudo sobre a história da primeira previdência privada do Brasil, objeto da dissertação de mestrado acadêmico do bem-sucedido criador e durante duas décadas diretor-geral da Luterprev de Porto Alegre, Éverson Oppermann. Seu título e subtítulo resumem o conteúdo: Itinerários da Primeira Previdência Privada do Brasil – De uma iniciativa eclesial (1864) à consolidação de uma entidade aberta de previdência complementar sem fins lucrativos (1993). 

A pesquisa será livro-texto da Escola Nacional de Seguros, sua apresentação e prefácio são dos vice-presidentes da Confederação Nacional de Seguros, Paulo Marraccini, vice-presidente da Allianz, e Pedro Bulcão, presidente da seguradora Sinaf.

Fonte! Chasque de Afonso Ritter, publicado em sua coluna "Observador", no Jornal do Comércio de Porto Alegre, na edição do dia 10 de novembro de 2014.