Conheço um sujeito que defende a seguinte tese: o homem nasce para aposentar-se. Alguns não chegam lá. Outros, arrependem-se de ter chegado. A pessoa perde dois terços do salário, fica sem saber o que fazer e ainda vê a sua remuneração mensal ser devorada pela falta de reajustes adequados. Um aposentado pessimista me disse assim: “Quando a gente escapa do câncer, cai no fator previdenciário ou na indigência”. Só levando na brincadeira. O assunto é muito sério. Luiz Inácio é campeão de popularidade e fez muita coisa boa, mas parece que se esqueceu completamente dos aposentados. Por quê? Talvez por ter ouvido mais o Sarney do que o Paulo Paim.
Aposentado vota. O pior de tudo é suportar os discursos dos neoliberais sobre o rombo da Previdência Social. Eu já ouvi empresário de papo para o ar na praia sustentando que o justo é trabalhar 44 horas por semana até os 70 anos de idade. Depois, é só correr para abraço. Mortal. Estamos vivendo mais. Temos de trabalhar mais tempo. Mas precisamos também ter coragem de falar bem alto: não viemos ao mundo só para trabalhar. Existe vida inteligente e legal fora dos ambientes de trabalho. Mais grave no Brasil do que o buraco da Previdência é a sonegação de impostos. A mesma gravidade que tem o mau uso pelos governos do nosso dinheiro. Ah, como eles sabem fazer isso. Que performance! Se todos os que não pagam seus impostos forem enquadrados e acabar a corrupção, deve dar para cobrir o tal rombo da Previdência Social.
Tem muito neoliberal sonhando com uma volta ao passado. Amariam acabar com férias pagas, 13 salário, FGTS e outras vantagens que lhes diminuem os lucros. É gente que adora o modelo chinês, muito parecido com o capitalismo do século XIX, e está furiosa com Obama por causa das novas leis de proteção à saúde. Nada como o trabalho semiescravo, sem reclamações ostensivas nem greves ou sindicatos desordeiros. O aumento da expectativa média de vida incomoda muito patrão moderno. É uma chatice. O cara se aposenta e fica vivo um tempão, vendo TV de tarde, dando gastos para o Estado, ocupando leitos nos hospitais, sobrecarregando o sistema, obrigando a que se pratique uma carga tributária elevada.
Ainda não desisti de ser um líder da dimensão de Lênin. Começo corrigindo Karl Marx e lançando um “Manifesto dos Aposentados”. O motor da história não é a luta de classes, mas a luta dos aposentados por uma vida digna depois de tanto trabalho. O sujeito universal da história não é proletariado, mas o aposentado em ação para sobreviver. É por isso que eu digo: “Aposentados, uni-vos, formai vossos batalhões. Às armas, aposentados, contra o fator previdenciário e outros fatores nocivos”. Li, num manual de aplicação do fator previdenciário, a seguinte explicação: “Quanto maior a expectativa de vida do segurado, menor o valor do benefício”. Uau! Viver mais é um péssimo negócio. Não traz benefício algum. Dá trabalho. Vive-se por teimosa. Vou corrigir Marx de novo: um espectro ronda por aí. É o espectro do aposentado.
Fonte! Chasque postado por Juremir Machado da Silva, em sua coluna, no Correio do Povo de Porto Alegre - RS, no dia 13 de abril de 2010 - http://www.correiodopovo.com.br./
Crédito: ARTE RODRIGO VIZZOTTO
sexta-feira, 16 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A LUTA PELO FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO
A reforma da previdência aprovada em 1998, no final do primeiro mandato do Presidente Fernando Henrique, com o advento da Emenda Constitucional nº 20, promoveu várias alterações no Regime Geral da Previdência Social. E em decorrência destas mudanças foi aprovada a Lei nº 9.876 de novembro de 1999, que introduziu uma nova fórmula de cálculo do benefício da aposentadoria por tempo de serviço do setor privado, também designado de Fator Previdenciário.
Este sistema leva em conta a idade do trabalhador no momento da aposentadoria, o tempo de contribuição e a expectativa de vida da população. É um redutor que estimula o trabalhador a se manter mais tempo no sistema dos contribuintes, adiando a aposentadoria integral.
A nova sistemática conjuga quatro aspectos na sua estruturação para o cálculo do benefício previdenciário. Considera a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição do trabalhador, uma alíquota extraída das contribuições do trabalhador e do empregador e, ainda, o possível tempo de vida do beneficiário a partir da aposentadoria, este aspecto é chamado de Expectativa de Sobrevida (tabelado pelo IBGE). Ocorre que estes elementos são conjugados em uma fórmula matemática, na qual a idade e o tempo são aspectos positivos (entram como grandeza absoluta), a Expectativa de Sobrevida é um aspecto negativo, pois está em um denominador da fórmula como grandeza absoluta (viver mais após a aposentadoria significa receber um benefício menor) e, por último, a alíquota de 0,31 (referente a contribuição de 11% do empregado mais 20% do empregador) por entrar na fórmula como um fator decimal em uma multiplicação é extremamente negativo.
Este é um tema que aflige a todos os cidadãos deste país vinculado ao Regime Geral da Previdência Social, na medida em que o Fator previdenciário é um mecanismo atuarial que relaciona a idade da aposentadoria com a expectativa de vida. Assim, de uma maneira geral, quanto mais cedo (em termos de idade) a pessoa se aposenta, menor será o benefício recebido, pois a expectativa de vida aumenta.
Por esta razão, a lógica presente no Fator Previdenciário é prejudicial aos trabalhadores mais pobres e menos especializados, que, por força das circunstâncias, são levados a ingressarem mais cedo no mercado do trabalho e que, para garantir uma aposentadoria integral, devem permanecer mais tempo na ativa. No entanto, com o avançar da idade, a maioria deles não consegue emprego estável, fator que impossibilita a manutenção de contribuições regulares para a Previdência. Assim, diante da falta de oportunidades e da saúde precária decorrente do ingresso prematuro no mercado de trabalho, muitos trabalhadores decidem, a contragosto, antecipar a aposentadoria e, ao mesmo tempo, receberem uma aposentadoria reduzida.
Outrossim, salienta-se que esta sistemática poderá mudar, eis que tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PLS nº 296/03), de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), onde este propõe a extinção do fator previdenciário. Este Projeto já obteve aprovação no Pleno do Senado da República, e agora ele tramita na Câmara dos Deputados, já com parecer favorável na mais diversas comissões, devendo entrar em pauta de votação a qualquer momento.
Além disso, paralelamente o Governo Central está em negociação com as Centrais Sindicais e a Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil – COBAP, com proposta de não extinguir totalmente o Fator Previdenciário, mas fazer alterações na legislação, excluindo, por exemplo, o redutor pela expectativa de vida no cálculo. Até agora não se chegou a um concenso.
Ressalta-se que este critério, desde sua promulgação, vem sendo criticado pela doutrina especializada, na medida em que entendem que é uma forma antijurídica de se tratar a questão das aposentadorias no Brasil, apenando injustamente aqueles trabalhadores que iniciaram mais cedo sua vida no mercado de trabalho, sendo, portanto, acertado entendimento externado pelo Senado Federal que votou pela extinção desta fórmula.
Fonte! Este chasque é de autoria do Dr. Renê Engroff (retrato) - Advogado OAB/RS 48.888.
Este sistema leva em conta a idade do trabalhador no momento da aposentadoria, o tempo de contribuição e a expectativa de vida da população. É um redutor que estimula o trabalhador a se manter mais tempo no sistema dos contribuintes, adiando a aposentadoria integral.
A nova sistemática conjuga quatro aspectos na sua estruturação para o cálculo do benefício previdenciário. Considera a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição do trabalhador, uma alíquota extraída das contribuições do trabalhador e do empregador e, ainda, o possível tempo de vida do beneficiário a partir da aposentadoria, este aspecto é chamado de Expectativa de Sobrevida (tabelado pelo IBGE). Ocorre que estes elementos são conjugados em uma fórmula matemática, na qual a idade e o tempo são aspectos positivos (entram como grandeza absoluta), a Expectativa de Sobrevida é um aspecto negativo, pois está em um denominador da fórmula como grandeza absoluta (viver mais após a aposentadoria significa receber um benefício menor) e, por último, a alíquota de 0,31 (referente a contribuição de 11% do empregado mais 20% do empregador) por entrar na fórmula como um fator decimal em uma multiplicação é extremamente negativo.
Este é um tema que aflige a todos os cidadãos deste país vinculado ao Regime Geral da Previdência Social, na medida em que o Fator previdenciário é um mecanismo atuarial que relaciona a idade da aposentadoria com a expectativa de vida. Assim, de uma maneira geral, quanto mais cedo (em termos de idade) a pessoa se aposenta, menor será o benefício recebido, pois a expectativa de vida aumenta.
Por esta razão, a lógica presente no Fator Previdenciário é prejudicial aos trabalhadores mais pobres e menos especializados, que, por força das circunstâncias, são levados a ingressarem mais cedo no mercado do trabalho e que, para garantir uma aposentadoria integral, devem permanecer mais tempo na ativa. No entanto, com o avançar da idade, a maioria deles não consegue emprego estável, fator que impossibilita a manutenção de contribuições regulares para a Previdência. Assim, diante da falta de oportunidades e da saúde precária decorrente do ingresso prematuro no mercado de trabalho, muitos trabalhadores decidem, a contragosto, antecipar a aposentadoria e, ao mesmo tempo, receberem uma aposentadoria reduzida.
Outrossim, salienta-se que esta sistemática poderá mudar, eis que tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PLS nº 296/03), de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), onde este propõe a extinção do fator previdenciário. Este Projeto já obteve aprovação no Pleno do Senado da República, e agora ele tramita na Câmara dos Deputados, já com parecer favorável na mais diversas comissões, devendo entrar em pauta de votação a qualquer momento.
Além disso, paralelamente o Governo Central está em negociação com as Centrais Sindicais e a Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil – COBAP, com proposta de não extinguir totalmente o Fator Previdenciário, mas fazer alterações na legislação, excluindo, por exemplo, o redutor pela expectativa de vida no cálculo. Até agora não se chegou a um concenso.
Ressalta-se que este critério, desde sua promulgação, vem sendo criticado pela doutrina especializada, na medida em que entendem que é uma forma antijurídica de se tratar a questão das aposentadorias no Brasil, apenando injustamente aqueles trabalhadores que iniciaram mais cedo sua vida no mercado de trabalho, sendo, portanto, acertado entendimento externado pelo Senado Federal que votou pela extinção desta fórmula.
Fonte! Este chasque é de autoria do Dr. Renê Engroff (retrato) - Advogado OAB/RS 48.888.
domingo, 11 de abril de 2010
Habitação! Os riscos dos contratos de gaveta na compra da casa
A compra da sonhada casa própria pode se transformar em pesadelo quando existe o contrato de gaveta. Como é informal, o não cumprimento do acerto entre uma das partes pode gerar divergências que acabam sendo acertadas no Judiciário. A desembargadora do Tribunal de Justiça do RS Elaine Harzheim Macedo destaca que a única maneira de evitar problemas é realizando a transferência do contrato original para o nome do terceiro junto ao agente financeiro.
O que são contratos de gaveta?
São contratos onde o contratante do empréstimo habitacional repassa para um terceiro o pagamento da prestação do imóvel. É um acerto entre as partes, que não envolve o agente financeiro.
Existe risco nesta modalidade?
Sim. Como não existem regras estabelecidas entre o mutuário e o terceiro, todas as obrigações perante o agente financeiro competem ao primeiro. Qualquer problema com o atraso na prestação deverá ser acertado entre as partes. Muitas vezes, as divergências acabam no Judiciário.
Qual o cuidado no momento de fechar um contrato de gaveta?
Nesta modalidade, existe o risco de um mau contrato. O alienante porque fica vinculado a todas as responsabilidades do empréstimo e não poderá assumir outro financiamento para a compra da casa própria. No caso do terceiro, porque está pagando uma prestação em nome de outra pessoa.
Como fica a questão que envolve o seguro do financiamento?
Falecendo o mutuário, o seguro quitará o contrato do financiamento habitacional. Nesta situação, por não constar como beneficiário na apólice, o terceiro que pagava a prestação acertada no contrato de gaveta pode ficar sem o imóvel, caso a família do mutuário pleiteie o patrimônio.
Os agentes financeiros podem questionar o contrato de gaveta?
Para os bancos, isto não existe legalmente. A execução extrajudicial pela inadimplência será feita ao devedor original e não contra o terceiro.
Qual a posição do Judiciário em relação a estes contratos?
Cada ação tem sua característica. Às vezes, o prejuízo é de quem aliena e em outras oportunidades é de quem compra. A tendência é de que quem compra perde mais. É importante ressaltar que, se o adquirente cumprir com a sua parte e pagar as prestações, o Judiciário valida o contrato, inclusive perante o agente financeiro.
Os contratos de gaveta são informais?
A informalidade gera falta de segurança jurídica. A averbação não tem o poder de transferir a propriedade, mas torna público que existe o direito do terceiro sobre o imóvel.
Como o mutuário pode se precaver da inadimplência?
A forma mais adequada é provocar a transferência do contrato original para o nome do terceiro junto ao agente financeiro. Caso observe que os pagamentos não estão sendo realizados, o mutuário pode denunciar este contrato à Justiça, solicitando a rescisão do negócio e a retomada do imóvel.
Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre. Edição do dia 11 de abril de 2010 - http://www.correiodopovo.com.br/.
Retrato! Crédito para Assessoria tjrs / CP
O que são contratos de gaveta?
São contratos onde o contratante do empréstimo habitacional repassa para um terceiro o pagamento da prestação do imóvel. É um acerto entre as partes, que não envolve o agente financeiro.
Existe risco nesta modalidade?
Sim. Como não existem regras estabelecidas entre o mutuário e o terceiro, todas as obrigações perante o agente financeiro competem ao primeiro. Qualquer problema com o atraso na prestação deverá ser acertado entre as partes. Muitas vezes, as divergências acabam no Judiciário.
Qual o cuidado no momento de fechar um contrato de gaveta?
Nesta modalidade, existe o risco de um mau contrato. O alienante porque fica vinculado a todas as responsabilidades do empréstimo e não poderá assumir outro financiamento para a compra da casa própria. No caso do terceiro, porque está pagando uma prestação em nome de outra pessoa.
Como fica a questão que envolve o seguro do financiamento?
Falecendo o mutuário, o seguro quitará o contrato do financiamento habitacional. Nesta situação, por não constar como beneficiário na apólice, o terceiro que pagava a prestação acertada no contrato de gaveta pode ficar sem o imóvel, caso a família do mutuário pleiteie o patrimônio.
Os agentes financeiros podem questionar o contrato de gaveta?
Para os bancos, isto não existe legalmente. A execução extrajudicial pela inadimplência será feita ao devedor original e não contra o terceiro.
Qual a posição do Judiciário em relação a estes contratos?
Cada ação tem sua característica. Às vezes, o prejuízo é de quem aliena e em outras oportunidades é de quem compra. A tendência é de que quem compra perde mais. É importante ressaltar que, se o adquirente cumprir com a sua parte e pagar as prestações, o Judiciário valida o contrato, inclusive perante o agente financeiro.
Os contratos de gaveta são informais?
A informalidade gera falta de segurança jurídica. A averbação não tem o poder de transferir a propriedade, mas torna público que existe o direito do terceiro sobre o imóvel.
Como o mutuário pode se precaver da inadimplência?
A forma mais adequada é provocar a transferência do contrato original para o nome do terceiro junto ao agente financeiro. Caso observe que os pagamentos não estão sendo realizados, o mutuário pode denunciar este contrato à Justiça, solicitando a rescisão do negócio e a retomada do imóvel.
Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre. Edição do dia 11 de abril de 2010 - http://www.correiodopovo.com.br/.
Retrato! Crédito para Assessoria tjrs / CP
Avalie o custo dos planos de previdência
É importante analisar os custos que os planos de aposentadoria cobram do participante. São as chamadas "taxas de Carregamento" e "taxas de administração".
A taxa de carregamento é cobrada em cima do valor aplicado mensalmente e de acordo com dados da Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada), tem valor médio de 3%, podendo chegar a 5%. Por exemplo, se a taxa for de 3%, para cada R$ 100 aplicados, somente R$ 97 ficarão à sua disposição para acúmulo no fundo.
Já a taxa de administração é cobrada anualmente sobre o valor total da aplicação e varia de 1,5 a 2%. Se ao final do exercício, você tiver R$ 10.000 acumulados, esse valor é reduzido a R$ 9.800, se a taxa for de 2%. No caso de 1,5%, a soma seria de R$ 9.850.
Se compararmos os custos de um plano de previdência com os de um fundo de investimento comum, podemos pensar, inicialmente, que trata-se de uma aplicação mais cara. Mas lembre-se: um plano de previdência é um seguro, por isso é feito por seguradoras, ligadas ou não a bancos. Ao fazer um PGBL ou um VGBL, você está comprando um investimento que traz um ingrediente importante: praticidade. Planos de previdência são indicador para quem não dispõem de tempo suficiente para administrar seu patrimônio ou simplesmente não tem interesse em fazer isso.
Fonte! Chasque publicado no sítio do Cadê o Dinheiro, no dia 9 de abril de 2010 - http://cadeodinheiro.blogspot.com/.
A taxa de carregamento é cobrada em cima do valor aplicado mensalmente e de acordo com dados da Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada), tem valor médio de 3%, podendo chegar a 5%. Por exemplo, se a taxa for de 3%, para cada R$ 100 aplicados, somente R$ 97 ficarão à sua disposição para acúmulo no fundo.
Já a taxa de administração é cobrada anualmente sobre o valor total da aplicação e varia de 1,5 a 2%. Se ao final do exercício, você tiver R$ 10.000 acumulados, esse valor é reduzido a R$ 9.800, se a taxa for de 2%. No caso de 1,5%, a soma seria de R$ 9.850.
Se compararmos os custos de um plano de previdência com os de um fundo de investimento comum, podemos pensar, inicialmente, que trata-se de uma aplicação mais cara. Mas lembre-se: um plano de previdência é um seguro, por isso é feito por seguradoras, ligadas ou não a bancos. Ao fazer um PGBL ou um VGBL, você está comprando um investimento que traz um ingrediente importante: praticidade. Planos de previdência são indicador para quem não dispõem de tempo suficiente para administrar seu patrimônio ou simplesmente não tem interesse em fazer isso.
Fonte! Chasque publicado no sítio do Cadê o Dinheiro, no dia 9 de abril de 2010 - http://cadeodinheiro.blogspot.com/.
Os prós e os contras da proposta de mudança do FGTS
A polêmica em torno da remuneração dos saldos das contas do FGTS ressuscita a discussão sobre velhos conhecidos da economia brasileira: a indexação e os juros fixos. Tanto o FGTS quanto a caderneta de poupança têm rentabilidade praticamente fixa, um resquício do período de hiperinflação.
Com a estabilidade da economia brasileira, ganha força o discurso de que esses resquícios precisam ser reavaliados. A expectativa da taxa básica de juros (Selic), atualmente de 8,75% ao ano, é de queda no longo prazo e isso acaba causando desequilíbrios na economia por conta da indexação. Os trabalhadores reclamam que a remuneração do FGTS (TR mais 3% ao ano) perde para inflação. Já os poupadores da caderneta, que recebem uma rentabilidade de TR mais 6% ao ano, sem incidência de IR, estão felizes com o rendimento.
Para evitar discrepâncias, é preciso uma discussão séria sobre o assunto. Isso vai ficar para o próximo governo. A atual proposta de mudança na remuneração do FGTS pode até aumentar a rentabilidade, mas encarece os financiamentos e ainda pode gerar pendências judiciais. O debate, porém, está contaminado pelo período eleitoral. Se a proposta andar no Congresso Nacional, não há dúvida de que nenhum parlamentar terá coragem de votar contra uma medida tão popular.
Por enquanto, a questão de fundo está sendo empurrada com a barriga. No ano passado, a equipe econômica ensaiou enviar para o Congresso projeto de lei mudando a remuneração da caderneta de poupança. A ideia morreu na praia. Ninguém quis arcar com uma proposta que iria diminuir a remuneração dos pequenos poupadores.
Fonte! Chasque publicado no sítio do Último Segundo, no dia 08 de abril de 2010 - http://www.ultimosegundo.ig.com.br/.
Com a estabilidade da economia brasileira, ganha força o discurso de que esses resquícios precisam ser reavaliados. A expectativa da taxa básica de juros (Selic), atualmente de 8,75% ao ano, é de queda no longo prazo e isso acaba causando desequilíbrios na economia por conta da indexação. Os trabalhadores reclamam que a remuneração do FGTS (TR mais 3% ao ano) perde para inflação. Já os poupadores da caderneta, que recebem uma rentabilidade de TR mais 6% ao ano, sem incidência de IR, estão felizes com o rendimento.
Para evitar discrepâncias, é preciso uma discussão séria sobre o assunto. Isso vai ficar para o próximo governo. A atual proposta de mudança na remuneração do FGTS pode até aumentar a rentabilidade, mas encarece os financiamentos e ainda pode gerar pendências judiciais. O debate, porém, está contaminado pelo período eleitoral. Se a proposta andar no Congresso Nacional, não há dúvida de que nenhum parlamentar terá coragem de votar contra uma medida tão popular.
Por enquanto, a questão de fundo está sendo empurrada com a barriga. No ano passado, a equipe econômica ensaiou enviar para o Congresso projeto de lei mudando a remuneração da caderneta de poupança. A ideia morreu na praia. Ninguém quis arcar com uma proposta que iria diminuir a remuneração dos pequenos poupadores.
Fonte! Chasque publicado no sítio do Último Segundo, no dia 08 de abril de 2010 - http://www.ultimosegundo.ig.com.br/.
Ações como formação de patrimônio
Embora o folclore do mercado destaque sempre casos de investidores que tiveram grandes ganhos no curto prazo na bolsa, não deve ser esta a expectativa de quem decide investir em ações.
Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na sua aquisição de ações recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos.
É recomendável que o investidor diversifique seus investimentos entre várias opções de poupança. E dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos, ou seja, o dinheiro que sobra para um investimento de longo prazo, para formação de patrimônio ou para uma poupança de 5, 10 ou 15 anos.
É importante também que o investidor seja bem assessorado ao decidir suas aplicações. Acompanhar o noticiário econômico, seguir as publicações legais das companhias, acessar informações específicas requerem esforço e conhecimentos técnicos especializados.
As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles o investidor poderá se informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter melhores resultados.
O investidor pode ainda buscar orientação sobre formas coletivas de investimento, como clubes e fundos de investimento, sob a administração de instituições e intermediários financeiros. Caso o investidor opte por deles participar por meio da aquisição de quotas, a decisão de quando, como e onde aplicar no mercado acionário os recursos dos vários quotistas é de responsabilidade dessas instituições e intermediários. Mensalmente, o investidor recebe o extrato demonstrativo de sua posição e pode, a qualquer momento, informar-se sobre a evolução das quotas, calculada e divulgada diariamente.
Enfim, não importa a forma pela qual se invista, se individual ou coletivamente. O importante é saber que a ação é, principalmente, uma alternativa de formação de patrimônio.
Fonte! Chasque publicado no dia 7 de abril de 2010 no sítio do Guia do Dinheiro http://guiadodinheiro.powerminas.com/
Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na sua aquisição de ações recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos.
É recomendável que o investidor diversifique seus investimentos entre várias opções de poupança. E dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos, ou seja, o dinheiro que sobra para um investimento de longo prazo, para formação de patrimônio ou para uma poupança de 5, 10 ou 15 anos.
É importante também que o investidor seja bem assessorado ao decidir suas aplicações. Acompanhar o noticiário econômico, seguir as publicações legais das companhias, acessar informações específicas requerem esforço e conhecimentos técnicos especializados.
As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles o investidor poderá se informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter melhores resultados.
O investidor pode ainda buscar orientação sobre formas coletivas de investimento, como clubes e fundos de investimento, sob a administração de instituições e intermediários financeiros. Caso o investidor opte por deles participar por meio da aquisição de quotas, a decisão de quando, como e onde aplicar no mercado acionário os recursos dos vários quotistas é de responsabilidade dessas instituições e intermediários. Mensalmente, o investidor recebe o extrato demonstrativo de sua posição e pode, a qualquer momento, informar-se sobre a evolução das quotas, calculada e divulgada diariamente.
Enfim, não importa a forma pela qual se invista, se individual ou coletivamente. O importante é saber que a ação é, principalmente, uma alternativa de formação de patrimônio.
Fonte! Chasque publicado no dia 7 de abril de 2010 no sítio do Guia do Dinheiro http://guiadodinheiro.powerminas.com/
Previdência Privada movimenta R$ 38,8 bilhões em 2009
Os planos de previdência privada estão cada vez mais populares no Brasil. Somente em 2009, foram injetados R$ 38,8 bilhões no setor, crescimento de 21,7 % em relação a 2008. De acordo com a revista AméricaEconomia, os planos de investimento tipo PGBL e VGBL são os preferidos das classes mais baixas, principalmente a C. "Essas pessoas querem investir principalmente no futuro de seus filhos, já que não tiveram a oportunidade de crescer em um país com a economia estabilizada", afirma o gerente de inteligência de mercado da BrasilPrev, Sandro Bonfim. Os principais motivos deste crescimento são a estabilidade econômica do país, a superação do trauma da inflação - que facilita o planejamento a médio e longo prazo - e o aumento da expectativa de vida.
Até o início da década, o foco de quem fazia uma previdência era a aposentadoria, mas este perfil mudou e atualmente, os investimentos visam a gerar uma renda a longo prazo, como pagar a universidade ou cursos no exterior para seus descendentes ou guardar despesas médicas na velhice. Já está em discussão, entre o governo e empresas do setor, uma proposta para lançar planos voltados à saúde e à educação, com incentivo fiscal. Os chamados PrevSaúde e PrevEducação seriam isentos da tributação que incide no imposto de renda dos rendimentos caso o investidor comprovasse os gastos nessas áreas.
Fonte! Chasque publicado no dia 08 de abril no sítio da Academia Brasileira de Direito - http://www.abdir.com.br/.
Até o início da década, o foco de quem fazia uma previdência era a aposentadoria, mas este perfil mudou e atualmente, os investimentos visam a gerar uma renda a longo prazo, como pagar a universidade ou cursos no exterior para seus descendentes ou guardar despesas médicas na velhice. Já está em discussão, entre o governo e empresas do setor, uma proposta para lançar planos voltados à saúde e à educação, com incentivo fiscal. Os chamados PrevSaúde e PrevEducação seriam isentos da tributação que incide no imposto de renda dos rendimentos caso o investidor comprovasse os gastos nessas áreas.
Fonte! Chasque publicado no dia 08 de abril no sítio da Academia Brasileira de Direito - http://www.abdir.com.br/.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Atitude 1: O nosso destino não seria permanecer na roça!
Bueno! Este senhor do retrato abaixo é o seu Waldomiro Afonso Engroff, meu pai, que está se encaminhando para comemorar os seus 77 anos de vida no dia 20 de abril do corrente ano. E esta senhora ao seu lado é a minha mãe, Maria Hedy Engroff, que fará 72 anos no dia 15 de junho. Eles são casados há 52 anos.
Não sei como eles conseguiram, mas, meu pai, com apenas dois anos de escola e a mãe com um pouco mais de estudo, eram pequenos agricultores no atual município de Salvador das Missões (RS) e conseguiram criar os seus seis filhos, somente com os proventos da lavoura e pequenos lotes de criação, como porcos, aves, e principalmente o leite que era o único produto que dava renda mensal. De resto, o sustento vinha da lavoura, num lote próprio de 21,5 hectares mecanizáveis, estando incluído um potreiro para o gado (em torno de cinco hectares). E, como acontece ainda hoje, a boa safra dependia de dois fatores: do tempo, ou seja, com chuva suficiente e sem as intempéries climáticas como os temporais e ciclones e do preço final favorável.
Quando eu era guri, a produção (onde o produto principal era a soja) era vendida no bolicho (pequenos comerciantes da comunidade). Na venda eram descontadas as compras dos mantimentos e insumos que foram comprados ao longo do ano para serem quitados após a safra. Éramos pobres e estudávamos na escola estadual. E o círculo vicioso da época era os pais ganharem a vida na agricultura de subsistência e os filhos, geralmente seguindo o mesmo caminho, pois, estudar, não era “um bom investimento”.
Mas o meu pai foi categórico: sugeriu que os seus filhos fossem estudar, pois ele não teria dinheiro pra compra um palmo de terra que fosse para eles poderem dar rumo na vida. Desta atitude, os filhos enfrentaram o êxodo rural, se aventurando na cidade grande e se encaminharam na vida: nos estudos e na vida profissional.
Se não fosse a atitude dos meus pais, em encaminhar os filhos para os estudos somente com a sua palavra e vontade e sem dinheiro, hoje estaríamos sobrevivendo na agricultura de subsistência, em algum pedaço de terra arrendado, ou em um pedaço de terra adquirido com financiamento bancário e sempre rezando para chover na época em que a plantação mais precisa de chuva para dar uma boa safra.
Para encerrar, dos seus quatro filhos (peões):
- um é bacharel em ciências contábeis
- um é bacharel em ciências da computação e está fazendo MBA
- um é bacharel em ciências jurídicas
- apenas um não fez ou está fazendo curso superior.
Das filhas (prendas):
- uma é graduada e pós-graduada em letras e literatura brasileira
- outra está fazendo faculdade de Produção Industrial, sendo que retomou os estudos depois dos 40 anos de idade.
Não sei como eles conseguiram, mas, meu pai, com apenas dois anos de escola e a mãe com um pouco mais de estudo, eram pequenos agricultores no atual município de Salvador das Missões (RS) e conseguiram criar os seus seis filhos, somente com os proventos da lavoura e pequenos lotes de criação, como porcos, aves, e principalmente o leite que era o único produto que dava renda mensal. De resto, o sustento vinha da lavoura, num lote próprio de 21,5 hectares mecanizáveis, estando incluído um potreiro para o gado (em torno de cinco hectares). E, como acontece ainda hoje, a boa safra dependia de dois fatores: do tempo, ou seja, com chuva suficiente e sem as intempéries climáticas como os temporais e ciclones e do preço final favorável.
Quando eu era guri, a produção (onde o produto principal era a soja) era vendida no bolicho (pequenos comerciantes da comunidade). Na venda eram descontadas as compras dos mantimentos e insumos que foram comprados ao longo do ano para serem quitados após a safra. Éramos pobres e estudávamos na escola estadual. E o círculo vicioso da época era os pais ganharem a vida na agricultura de subsistência e os filhos, geralmente seguindo o mesmo caminho, pois, estudar, não era “um bom investimento”.
Mas o meu pai foi categórico: sugeriu que os seus filhos fossem estudar, pois ele não teria dinheiro pra compra um palmo de terra que fosse para eles poderem dar rumo na vida. Desta atitude, os filhos enfrentaram o êxodo rural, se aventurando na cidade grande e se encaminharam na vida: nos estudos e na vida profissional.
Se não fosse a atitude dos meus pais, em encaminhar os filhos para os estudos somente com a sua palavra e vontade e sem dinheiro, hoje estaríamos sobrevivendo na agricultura de subsistência, em algum pedaço de terra arrendado, ou em um pedaço de terra adquirido com financiamento bancário e sempre rezando para chover na época em que a plantação mais precisa de chuva para dar uma boa safra.
Para encerrar, dos seus quatro filhos (peões):
- um é bacharel em ciências contábeis
- um é bacharel em ciências da computação e está fazendo MBA
- um é bacharel em ciências jurídicas
- apenas um não fez ou está fazendo curso superior.
Das filhas (prendas):
- uma é graduada e pós-graduada em letras e literatura brasileira
- outra está fazendo faculdade de Produção Industrial, sendo que retomou os estudos depois dos 40 anos de idade.
7 dicas para fazer uma Previdência Privada
Vejam sete dicas ao fazer uma previdência privada:
· primeiro, fuja de instituições sem tradição e com mau histórico no mercado;
· segundo, não aceite taxa de administração do patrimônio superior a 2,5%. Mesmo abaixo disso, olhe a rentabilidade do plano. Não adianta pagar taxas baixas se o plano rende pouco;
· terceiro, não faça projeções de que o dinheiro vá render mais que inflação mais 8%. Você pode se frustrar lá na frente com o valor da aposentadoria;
· quarto, não aplique só em renda fixa. Diversifique. E, no longo prazo, fundo de ações rende mais;
· quinto, não resgate o dinheiro por nenhum motivo e opte por uma renda vitalícia na hora de receber. A aposentadoria será um pouco menor, mas o risco de você viver mais fica com a seguradora;
· sexto, não confie em quem não sabe responder a segunda pergunta sobre previdência.. Entregue seu futuro a quem entende do assunto.
· Por fim, consulte um especialista para escolher a tabela de imposto de renda certa.
Fonte! Chasque publicado no dia 9 de abril de 2010, no sítio (blog) do Follador - http://blogs.band.com.br/follador/
· primeiro, fuja de instituições sem tradição e com mau histórico no mercado;
· segundo, não aceite taxa de administração do patrimônio superior a 2,5%. Mesmo abaixo disso, olhe a rentabilidade do plano. Não adianta pagar taxas baixas se o plano rende pouco;
· terceiro, não faça projeções de que o dinheiro vá render mais que inflação mais 8%. Você pode se frustrar lá na frente com o valor da aposentadoria;
· quarto, não aplique só em renda fixa. Diversifique. E, no longo prazo, fundo de ações rende mais;
· quinto, não resgate o dinheiro por nenhum motivo e opte por uma renda vitalícia na hora de receber. A aposentadoria será um pouco menor, mas o risco de você viver mais fica com a seguradora;
· sexto, não confie em quem não sabe responder a segunda pergunta sobre previdência.. Entregue seu futuro a quem entende do assunto.
· Por fim, consulte um especialista para escolher a tabela de imposto de renda certa.
Fonte! Chasque publicado no dia 9 de abril de 2010, no sítio (blog) do Follador - http://blogs.band.com.br/follador/
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Especialistas dão dicas a quem terá que ajudar financeiramente os pais
Alguns jovens já se planejam e guardam dinheiro para contribuir no futuro. Consultores recomendam pagar plano de saúde e gastos da casa dos pais.
Muitos jovens, além de se preocuparem com a própria aposentadoria, olham com preocupação também para a saúde financeira dos pais. Quem já sabe que terá que ajudar financeiramente os pais quando estes se aposentarem ou pararem de trabalhar pode se preparar para isso. O G1 ouviu especialistas em finanças pessoais que deram dicas para quem está nessa situação.
O administrador Leonardo Milane: conta especial para guardar dinheiro para o futuro da mãe. (Foto: Daigo Oliva/G1)
Nas próximas décadas, muitos dos novos idosos terão uma aposentaria complementar, mas na geração que está se aposentando agora, isso ainda não é comum, segundo Marcos Crivelaro, consultor e professor da Faculdade Módulo. E com a idade, aumentam os gastos com saúde: “a ajuda aos pais idosos acaba saindo geralmente da reserva dos filhos mais responsáveis ou com maior renda”, diz ele.
O consultor diz que hoje não existem produtos específicos no mercado para quem quer fazer um investimento para ajudar os pais. “Se a pessoa identificar que vai acontecer essa situação, pode fazer um plano de aposentadoria com os pais como beneficiários”, diz Carla dos Santos, consultora de finanças pessoais. Segundo ela, porém, o problema é que, quando os pais já estão com 50 ou 60 anos, o tempo disponível não permite uma acumulação de recursos suficientes para uma aposentadoria complementar.
Para Carla, o melhor que os filhos podem fazer é garantir um plano de saúde para os pais: “encaixe-os no seu plano, faça um plano familiar ou coloque no plano de saúde da empresa”, diz ela. “É muito difícil saber com quanto você terá que contribuir lá na frente, pois não sabe por quanto tempo ainda seus pais vão trabalhar, quais serão os gastos no futuro. Mas o plano de saúde vai dar uma tranquilidade lá na frente”, diz ela.
Quem se preocupa com o futuro financeiro do pai e da mãe ainda esbarra em outro problema: a resistência de muita gente em conversar sobre dinheiro com os filhos. “Muitos têm a reação de dizer ‘eu te criei, você agora vai querer me ensinar’”, diz Carla.
Por isso, Crivelaro também sugere ajudar de uma forma que se evite dar dinheiro diretamente aos pais. “Quando os filhos casam e saem de casa, podem continuar pagando algumas despesas para os pais para que eles possam manter uma qualidade de vida, como TV a cabo, internet, assinaturas de jornais e revistas, pagar uma viagem de férias”, diz o consultor. “Isso vai dando benefícios aos idosos sem criar uma ruptura entre pais e filhos.”
Pais e sogros
A professora universitária Luiza Rodrigues, 27, diz que antes mesmo de seu casamento com o advogado Vinícius já tinha um quadro claro da situação financeira de seus pais e seus sogros. “Um dos problemas é meu pai, que eu sei que vamos ter que sustentar. Fizemos um cálculo de quanto deve ser necessário para ele se aposentar e estou guardando dinheiro para isso sem ele saber”, conta ela, que diz ser impossível conversar com o pai sobre o assunto.
Já o sogro de Luiza vai se aposentar daqui a cerca de dez anos e não tinha dinheiro guardado. “Foi bem difícil de conversar com eles [sogro e sogra] sobre isso. Eles acharam intrusivo”, conta ela. Luiza e o marido propuseram um acordo: sempre que o sogro e a sogra depositarem um valor na conta para a aposentadoria, Vinícius e Luiza depositam o mesmo valor. “Eu penso que, se esperarmos, vamos gastar mais no futuro”, diz ela sobre a preocupação com a aposentadoria dos pais e sogros.
Patrimônio
O administrador Leonardo Milane investe parte de seu dinheiro para seu próprio futuro, mas tem uma conta separada para formar um patrimônio para sua mãe.
“Para ela, invisto em ações de empresas com dividendo alto”, diz ele, que também paga a parcela do apartamento no qual os dois moram. “É para daqui a dez anos mais ou menos, para o futuro da minha mãe. Sou filho único e pela situação tenho que ter um planejamento mais conservador”, explica ele.
A advogada Flávia Gatti já ajuda os pais, pagando o plano de saúde deles, que não têm previdência privada. “Eles sabiam que a aposentadoria pública não seria alta, mas não conseguiram se preparar e não têm dinheiro guardado”, diz ela.
Ela diz que gostaria de ter pensado há dez anos em se preparar para ajudar os pais. “Eu e meu marido temos previdência privada, mas na época dos meus pais não tinha essa cultura”, diz ela, que também é filha única e se preocupa com a possibilidade de ter que gastar mais no futuro para ajudar o pai e a mãe.
Fonte! Chasque publicado no Portal G1, de autoria de Paulo Leite, no dia 04 de abril de 2010 - http://www.g1.globo.com/, na seção Economia e Negócios - Seu Bolso.
Muitos jovens, além de se preocuparem com a própria aposentadoria, olham com preocupação também para a saúde financeira dos pais. Quem já sabe que terá que ajudar financeiramente os pais quando estes se aposentarem ou pararem de trabalhar pode se preparar para isso. O G1 ouviu especialistas em finanças pessoais que deram dicas para quem está nessa situação.
O administrador Leonardo Milane: conta especial para guardar dinheiro para o futuro da mãe. (Foto: Daigo Oliva/G1)
Nas próximas décadas, muitos dos novos idosos terão uma aposentaria complementar, mas na geração que está se aposentando agora, isso ainda não é comum, segundo Marcos Crivelaro, consultor e professor da Faculdade Módulo. E com a idade, aumentam os gastos com saúde: “a ajuda aos pais idosos acaba saindo geralmente da reserva dos filhos mais responsáveis ou com maior renda”, diz ele.
O consultor diz que hoje não existem produtos específicos no mercado para quem quer fazer um investimento para ajudar os pais. “Se a pessoa identificar que vai acontecer essa situação, pode fazer um plano de aposentadoria com os pais como beneficiários”, diz Carla dos Santos, consultora de finanças pessoais. Segundo ela, porém, o problema é que, quando os pais já estão com 50 ou 60 anos, o tempo disponível não permite uma acumulação de recursos suficientes para uma aposentadoria complementar.
Para Carla, o melhor que os filhos podem fazer é garantir um plano de saúde para os pais: “encaixe-os no seu plano, faça um plano familiar ou coloque no plano de saúde da empresa”, diz ela. “É muito difícil saber com quanto você terá que contribuir lá na frente, pois não sabe por quanto tempo ainda seus pais vão trabalhar, quais serão os gastos no futuro. Mas o plano de saúde vai dar uma tranquilidade lá na frente”, diz ela.
Quem se preocupa com o futuro financeiro do pai e da mãe ainda esbarra em outro problema: a resistência de muita gente em conversar sobre dinheiro com os filhos. “Muitos têm a reação de dizer ‘eu te criei, você agora vai querer me ensinar’”, diz Carla.
Por isso, Crivelaro também sugere ajudar de uma forma que se evite dar dinheiro diretamente aos pais. “Quando os filhos casam e saem de casa, podem continuar pagando algumas despesas para os pais para que eles possam manter uma qualidade de vida, como TV a cabo, internet, assinaturas de jornais e revistas, pagar uma viagem de férias”, diz o consultor. “Isso vai dando benefícios aos idosos sem criar uma ruptura entre pais e filhos.”
Pais e sogros
A professora universitária Luiza Rodrigues, 27, diz que antes mesmo de seu casamento com o advogado Vinícius já tinha um quadro claro da situação financeira de seus pais e seus sogros. “Um dos problemas é meu pai, que eu sei que vamos ter que sustentar. Fizemos um cálculo de quanto deve ser necessário para ele se aposentar e estou guardando dinheiro para isso sem ele saber”, conta ela, que diz ser impossível conversar com o pai sobre o assunto.
Já o sogro de Luiza vai se aposentar daqui a cerca de dez anos e não tinha dinheiro guardado. “Foi bem difícil de conversar com eles [sogro e sogra] sobre isso. Eles acharam intrusivo”, conta ela. Luiza e o marido propuseram um acordo: sempre que o sogro e a sogra depositarem um valor na conta para a aposentadoria, Vinícius e Luiza depositam o mesmo valor. “Eu penso que, se esperarmos, vamos gastar mais no futuro”, diz ela sobre a preocupação com a aposentadoria dos pais e sogros.
Patrimônio
O administrador Leonardo Milane investe parte de seu dinheiro para seu próprio futuro, mas tem uma conta separada para formar um patrimônio para sua mãe.
“Para ela, invisto em ações de empresas com dividendo alto”, diz ele, que também paga a parcela do apartamento no qual os dois moram. “É para daqui a dez anos mais ou menos, para o futuro da minha mãe. Sou filho único e pela situação tenho que ter um planejamento mais conservador”, explica ele.
A advogada Flávia Gatti já ajuda os pais, pagando o plano de saúde deles, que não têm previdência privada. “Eles sabiam que a aposentadoria pública não seria alta, mas não conseguiram se preparar e não têm dinheiro guardado”, diz ela.
Ela diz que gostaria de ter pensado há dez anos em se preparar para ajudar os pais. “Eu e meu marido temos previdência privada, mas na época dos meus pais não tinha essa cultura”, diz ela, que também é filha única e se preocupa com a possibilidade de ter que gastar mais no futuro para ajudar o pai e a mãe.
Fonte! Chasque publicado no Portal G1, de autoria de Paulo Leite, no dia 04 de abril de 2010 - http://www.g1.globo.com/, na seção Economia e Negócios - Seu Bolso.
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