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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Geração Trilionária - parte 3

Pessoas com mais de 55 anos são compradores 3 em 1: compram para si, para os filhos e os netos / FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC

A internet tornou-se o destino natural para quem quer vender qualquer coisa. É sedutor ao anunciante a possibilidade de colocar sua marca, seus produtos na palma da mão dos consumidores.

Contudo, são poucos ainda que reconhecem o gigantesco potencial de consumo das pessoas de mais de 55 anos, e o quanto a hipersegmentação é mais econômica e assertiva para vender o que você quer, para quem de fato tem necessidade e reconhece valor no que você tem para oferecer.

A geração prateada representa 42% do consumo entre as famílias brasileiras, é a maior compradora em quase todas as categorias de produtos: imóveis de médio a alto padrão, condomínios horizontais, mercado financeiro, seguros, carros de luxo, joias, armações de óculos sofisticadas, médicos, hospitais de padrão internacional, moda, vinhos famosos, relógios, calçados, planos de saúde top de linha, eletroeletrônicos high end, cozinhas planejadas etc.
 
O mais importante nisso tudo é que são compradores 3 em 1: compram para si, para os filhos e netos. Não estranhe se um participante da geração prateada entrar na sua loja e comprar dois carros, um para ele e outro, mais econômico, para o filho. Ou trocar de imóvel e, ao mesmo tempo, comprar uma casa maior para reunir, nos finais de semana, os filhos e netos. Analisando esse potencial, identificamos os dois principais desafios atuais para uma marca que deseja vender seus produtos para a geração prateada.
 
1. Localização: identificar canais de acesso que conectem diretamente a marca/produto com as pessoas 55 . Por inexistir um espaço, no ambiente digital, com o qual a geração prateada se identifique, ela acaba dedicando boa parte do tempo garimpando, nas redes sociais, oportunidades que atendam seus desejos e necessidades. A falta de um endereço as torna difíceis de localizar.
 
2. Abordagem: existe muito preconceito e muita desinformação sobre como dialogar com pessoas que receberam um bônus de mais 30 anos de vida. A atriz Jane Fonda fez uma apresentação maravilhosa, "O terceiro ato da vida", no TED Talks. Recomendo muito assistir. Uma pessoa de 60 anos, hoje, tem cabeça, comportamento e um dia a dia inimaginável para alguém da mesma idade há duas décadas. As marcas se atrapalham fazendo narrativas sem cor nem identificação.
 
72% das pessoas da geração prateada querem viver de verdade e, principalmente, consumir marcas que as valorizem, respeitem e reconheçam.
 
Custa muito caro atingir as pessoas erradas, que não têm interesse ou dinheiro para comprar o que você tem a oferecer. Vale buscar a hipersegmentação, que sai muito mais barato. No final do dia, não é pagar mais caro para impactar, e sim não desperdiçar sua verba com quem, tão cedo, não vai poder comprar.
 
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Fonte! Chasque (post / artigo), de João Satt - Estrategista e CEO do G5, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), edição do dia 01 de setembro de 2020.

domingo, 16 de agosto de 2020

Geração trilionária ao seu alcance

Segmento de mais de 55 é a geração que mais consome no Brasil /FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC

Em 2019, o segmento 55 consumiu a bagatela de R$ 1,8 trilhão no Brasil. Esse montante representa mais de 20% do PIB - disparado é a geração que mais consome no Brasil. Tem renda estável, a maioria já consolidou patrimônio e muitos gastam menos do que recebem. Surpreendem ao praticar um estilo de vida e hábitos de consumo que há décadas eram associadas aos jovens. Namoram online e têm vida sexual ativa; trabalham; fazem acontecer; continuam curtindo músicas, cultura e sempre ávidos por aprender. Segundo o IBGE, ao menos um em cada quatro brasileiros acima de 60 anos está conectado. Apesar de não serem digitais, interagem nas redes sociais com naturalidade, em especial no Facebook.

Atentos aos cuidados pessoais, saudáveis, praticam exercícios, celebram os bons momentos, viajam e são conhecidos como consumidores 3 em 1, porque consomem para si, os filhos e o netos. No entanto, mesmo tendo essa capacidade impressionante de consumo, são os que recebem a menor atenção tanto das marcas da indústria e do varejo, quanto da área de serviços. As mulheres 55 são ativas, articuladas, empoderadas, potenciais compradoras de moda, calçados, spas, produtos para pele e cabelos, clínicas, óticas, joias, cursos e viagens. Junto com seus companheiros, estão na busca por um espaço mais adequado para essa nova etapa da vida.
 
Já os homens são fortes compradores de imóveis, carros, motos e investidores de risco moderado. Os casais 55 deveriam ser mais estudados pelas empresas em geral, em especial com maior atenção pelo mercado imobiliário, seja na oferta de apartamentos maiores ou menores, casas de praia ou, agora mais recentemente, visando a condomínios na região metropolitana. Por ser uma faixa muito ampla, considerando a nova longevidade, é estratégico saber compreender a diferença entre a geração prateada (55 a 75 anos) e a geração nuvem branca (acima de 76 anos).
 
No momento em que faltam consumidores para as empresas de uma maneira geral, cabe fazer um alerta: considerem a geração 55.

As mais diferentes pesquisas confirmam: é o segmento mais estável de todos. Apesar da crise, mantém-se investindo e consumindo. O desafio é conseguir criar ofertas de produtos e serviços que sejam relevantes e, principalmente, saber se comunicar e se conectar com eles. E o mais interessante: Porto Alegre é a cidade que tem, proporcionalmente, o maior número de pessoas acima de 55 anos no Brasil.
 
Fonte! Chasque (post) de João Satt - Estrategista e CEO do G5, publicado na página "Opinião", da edição do dia 31 de julho do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), também acessível nos potreiros da Internet: www.jornaldocomércio.com