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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Recebi meu primeiro salário

Celebre, você conseguiu seu primeiro emprego. Aprenda a lidar com seu dinheiro

Créditos! https://www.focus.jor.br/


Recentemente, participei de um bate-papo com estagiários, jovens celebrando o primeiro emprego, investindo nos estudos para acelerar a carreira e apreensivos com o desafio de bancar suas próprias despesas.
 
Receber o primeiro salário é uma sensação incrível. Ainda me recordo de quando recebi o meu, aos 15 anos de idade, e o entreguei todinho para minha mãe, que fazia mágica com o pouco dinheiro que tínhamos. Certamente o exemplo dela me ensinou muito.
 
O salário chega sem manual de instrução. A lista de compromissos e desejos é grande, e provavelmente demanda mais dinheiro do que o salário, especialmente o primeiro, é capaz de pagar.
 
Compartilhei com os jovens minha experiência em observar que as pessoas que se dão bem com as finanças ao longo da vida não são as que ganham muito, mas as que gastam pouco, e planejam antes de gastar.
 
O primeiro passo do planejamento financeiro tem muito a ver com autoconhecimento, entender como nos relacionamos com o dinheiro, nossos hábitos de consumo, as coisas que são importantes na nossa vida.
 
Válido lembrar que o dinheiro não tem significado algum, o que importa é o que fazemos com ele. O dinheiro não tem valor em si mesmo, é apenas um meio para realizar nossos sonhos. Se colocarmos propósito, significado, nas coisas que queremos comprar ou realizar, maiores serão as chances de fazermos boas escolhas.
 
Cada um desses jovens terá o desafio de equilibrar o presente e o futuro, terá vida longa e será seu próprio provedor. Sugeri que construam um patrimônio gerador de renda de tal forma que não se tornem reféns do seu próprio trabalho. Que possam parar de trabalhar um dia e viver dos rendimentos proporcionados pelo patrimônio que sabiamente construíram.
 
A vida é feita de escolhas. Com dinheiro, não é diferente. Para reduzir a chance de errar, algumas dicas valiosas:
 
Nunca gaste mais do que você ganha.
 
Organize as despesas, separe o que precisa, suas necessidades, do que você quer, seus desejos.
 
Estabeleça limites e pare quando o dinheiro acabar. Não gaste antecipadamente o dinheiro que você ainda não tem.
 
Não faça dívidas, principalmente as impagáveis, contraídas com o crédito rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Esse tipo de dívida financia consumo e não constrói riqueza.
 
Use crédito para construir patrimônio: casa própria, seu próprio negócio, seus estudos, são bons exemplos.
 
Não tenha um carro, principal vilão do orçamento.
 
Pague a você mesmo em primeiro lugar, comece com pelo menos 10% do salário e aumente sempre que puder.
 
Aprenda a economizar. Guarde primeiro, gaste depois. Tenha disciplina, guarde sempre, não espere sobrar, não vai sobrar.
 
Investir não é fácil, dá trabalho e requer muito conhecimento. Estude, pesquise e aprenda a investir.
Se você não entender o produto a ponto de explicar em detalhes para um amigo ou parente, não invista.
Não existe investimento sem risco! Conheça e entenda os principais riscos dos investimentos em ativos financeiros: risco de crédito, risco de liquidez, risco de mercado.
 
Não existe o melhor investimento. Existe o mais adequado para atingir seu objetivo, respeitando seu nível de tolerância a risco.
 
Não acredite em milagres, se parece bom demais pra ser verdade, mantenha distância! Consulte somente fontes confiáveis, sempre.
 
Fonte! Chasque (post) da planejadora financeira Márcia Dessen, nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição do dia 21 de setembro de 2020, na coluna "Opinião".

domingo, 16 de agosto de 2020

Geração trilionária ao seu alcance

Segmento de mais de 55 é a geração que mais consome no Brasil /FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC

Em 2019, o segmento 55 consumiu a bagatela de R$ 1,8 trilhão no Brasil. Esse montante representa mais de 20% do PIB - disparado é a geração que mais consome no Brasil. Tem renda estável, a maioria já consolidou patrimônio e muitos gastam menos do que recebem. Surpreendem ao praticar um estilo de vida e hábitos de consumo que há décadas eram associadas aos jovens. Namoram online e têm vida sexual ativa; trabalham; fazem acontecer; continuam curtindo músicas, cultura e sempre ávidos por aprender. Segundo o IBGE, ao menos um em cada quatro brasileiros acima de 60 anos está conectado. Apesar de não serem digitais, interagem nas redes sociais com naturalidade, em especial no Facebook.

Atentos aos cuidados pessoais, saudáveis, praticam exercícios, celebram os bons momentos, viajam e são conhecidos como consumidores 3 em 1, porque consomem para si, os filhos e o netos. No entanto, mesmo tendo essa capacidade impressionante de consumo, são os que recebem a menor atenção tanto das marcas da indústria e do varejo, quanto da área de serviços. As mulheres 55 são ativas, articuladas, empoderadas, potenciais compradoras de moda, calçados, spas, produtos para pele e cabelos, clínicas, óticas, joias, cursos e viagens. Junto com seus companheiros, estão na busca por um espaço mais adequado para essa nova etapa da vida.
 
Já os homens são fortes compradores de imóveis, carros, motos e investidores de risco moderado. Os casais 55 deveriam ser mais estudados pelas empresas em geral, em especial com maior atenção pelo mercado imobiliário, seja na oferta de apartamentos maiores ou menores, casas de praia ou, agora mais recentemente, visando a condomínios na região metropolitana. Por ser uma faixa muito ampla, considerando a nova longevidade, é estratégico saber compreender a diferença entre a geração prateada (55 a 75 anos) e a geração nuvem branca (acima de 76 anos).
 
No momento em que faltam consumidores para as empresas de uma maneira geral, cabe fazer um alerta: considerem a geração 55.

As mais diferentes pesquisas confirmam: é o segmento mais estável de todos. Apesar da crise, mantém-se investindo e consumindo. O desafio é conseguir criar ofertas de produtos e serviços que sejam relevantes e, principalmente, saber se comunicar e se conectar com eles. E o mais interessante: Porto Alegre é a cidade que tem, proporcionalmente, o maior número de pessoas acima de 55 anos no Brasil.
 
Fonte! Chasque (post) de João Satt - Estrategista e CEO do G5, publicado na página "Opinião", da edição do dia 31 de julho do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), também acessível nos potreiros da Internet: www.jornaldocomércio.com