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terça-feira, 19 de julho de 2022

Mudança na lei de minigeração de energia aumenta competitividade da fonte solar

Brasil já conta com mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos/George Campos/USP/divulgação/JC

 
A recente queda de dois vetos na Lei 14.300, que estipulou o marco legal da minigeração de energia elétrica para consumo próprio, diminuirá custos e ampliará as possibilidades de instalações dessa natureza, prática que se desenvolveu no Brasil especialmente pela propagação de sistemas fotovoltaicos. O Congresso Nacional retirou os impedimentos desses projetos serem enquadrados nos benefícios do Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) e também expandiu a possibilidade de implantação de usinas solares sobre a superfície de lâminas d’agua (como reservatórios, barragens e lagos – naturais ou artificiais).

O conselheiro nacional da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) e sócio-diretor da Noale Energia, Frederico Boschin, explica que, antes do veto cair, o projeto de minigeração distribuída não era caracterizado como um empreendimento de infraestrutura, o que impossibilitava o acesso ao Reidi. O enquadramento nesse regime, recorda Boschin, era um pleito antigo do setor.

Ele detalha que o Reidi possibilita a isenção de PIS e Cofins na aquisição e importação de equipamentos e serviços. Segundo o sócio-diretor da Noale Energia, isso significa uma exoneração de 9,25% desses encargos. O integrante da ABGD espera que a redução de custos seja transferida para toda a cadeia fotovoltaica, com o barateamento dos aparelhos. “Em uma usina de R$ 4 milhões, estamos falando de um corte de quase R$ 400 mil”, frisa.
 
Já a vice-presidente de Geração Distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, acrescenta que a minigeração de energia elétrica sendo classificada como iniciativa de infraestrutura fará com que se ampliem as possibilidades de financiamento para esses empreendimentos. “Isso vai ajudar a tornar o setor mais atrativo”, enfatiza.
 
Bárbara considera que deve haver uma aceleração de projetos fotovoltaicos com as medidas. Atualmente, conforme dados da Absolar, são mais de 1 milhão de sistemas de geração distribuída solar instalados no Brasil. Esse tipo de geração totaliza uma potência instalada de cerca de 11,3 mil MW no País, o que representa em torno de 6% de participação na matriz elétrica nacional. Ainda de acordo com a entidade, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 86,2 bilhões em novos investimentos, R$ 22,8 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e proporcionou mais de 479,8 mil empregos acumulados desde 2012. Com isso, também evitou a emissão de 23,6 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade,
 
Sobre a maturação da legislação do setor, Bárbara diz que falta agora a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regular a Lei 14.300, que foi publicada há mais de seis meses.
 
Na visão da Absolar, o marco legal da geração própria de energia renovável traz mais segurança jurídica ao setor e aos consumidores brasileiros. “A energia solar é atualmente uma das melhores alternativas para fugir das bandeiras tarifárias e, assim, aliviar o bolso do cidadão e do empresário neste período de contas de luz elevadas”, diz o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk. Para ele, o crescimento do setor fotovoltaico é também fundamental para a retomada econômica e sustentável do País, pois trata-se de uma fonte que gera muitos empregos de qualidade, com uma energia limpa, abundante e acessível.
 
Já quanto à derrubada do outro veto que foi imposto à norma, que limitava a implantação em superfície de lâmina d’água a uma única usina solar, de até 5 MW, Boschin comenta que a medida possibilitará o desenvolvimento da prática da “hibridização” da geração de energia. Ou seja, a perspectiva é que muitos empreendedores de hidrelétricas aproveitem as áreas de seus reservatórios para implementarem “ilhas” flutuantes com painéis fotovoltaicos.
 
O conselheiro nacional da ABGD ressalta que para o Rio Grande do Sul essa é uma ação particularmente interessante, porque o Estado possui vários reservatórios e barragens que podem receber esses projetos. Ele argumenta que a vantagem de um empreendedor, que já conta com a operação de uma hidrelétrica, ao instalar uma usina solar em cima de seu reservatório é já ter área e conexão com a rede elétrica disponíveis. “Estamos buscando aqui a eficientização da geração de energia”, conclui Boschin.
 
Fonte! Chasque (post) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), edição do dia 19 de julho de 2022, por Jefferson Klein. Também acessível no sítio oficial https://www.jornaldocomercio.com/economia/2022/07/855930-mudanca-na-lei-de-minigeracao-propria-de-energia-aumenta-competitividade-da-fonte-solar.html

sábado, 2 de janeiro de 2021

Geração fotovoltaica dobra no RS em 2020

Investimentos gaúchos em energia solar já superam R$ 2,3 bilhões, com criação de mais de 13 mil empregos

/Banco de Imagens Solled/Divulgação/JC

Nem mesmo a pandemia do coronavírus impediu que a geração de energia solar fechasse o ano com um crescimento vertiginoso no Rio Grande do Sul. A diretora da Solled Energia e coordenadora estadual da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Mara Schwengber, informa que a capacidade instalada de sistemas fotovoltaicos gaúchos em janeiro de 2020 era de 266 MW e a potência da geração distribuída no Estado (produção de energia pelo próprio consumidor, modelo que é 97% sustentado pela fonte solar) na última semana de dezembro chegou na casa de 546 MW, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 
O Rio Grande do Sul finaliza o ano superado apenas por Minas Gerais, com 858 MW, e São Paulo, com 551 MW. "Para 2021, e para os próximos anos, a gente ainda espera um crescimento exponencial, se tivermos uma segurança regulatória e não houver mudanças que prejudiquem o setor", adianta a diretora da Absolar. Mara destaca que a tendência é que cada vez mais o uso da energia solar seja pulverizado no Estado. Atualmente, as cidades gaúchas que mais se aproveitam desse recurso são Caxias do Sul (com 19,2 MW de capacidade instalada), Santa Cruz do Sul (16,1 MW) e Porto Alegre (14,4 W).
 
De acordo com a dirigente, a pandemia da Covid-19, no seu começo, em abril e maio, ocasionou algum impacto para as empresas que instalam sistemas fotovoltaicos, mas nos meses seguintes houve a retomada desse mercado. Mara argumenta que as pessoas ficaram mais em casa, aumentando o consumo de energia e passaram a pensar em investir na geração solar para diminuir esses gastos. Também o setor industrial, com a recuperação da economia, voltou a apostar nessa solução. Em média, a integrante da Absolar diz que o retorno do aporte feito em uma solução fotovoltaica, através do abatimento dos custos na conta de luz, ocorre em torno de quatro anos para uma residência e em aproximadamente sete anos para uma indústria.
 
A dirigente acrescenta que as empresas que trabalham na cadeia de instalação de equipamentos fotovoltaicos serão importantes para a recuperação da economia como um todo, pois é um segmento que propicia emprego e renda. No Estado, os investimentos em energia solar, até agora, já superaram R$ 2,3 bilhões, com mais de 13 mil novos empregos gerados e mais de R$ 619,8 milhões em arrecadação de tributos ao poder público. Uma prova do otimismo com o setor é a projeção da própria empresa de Mara, a Solled Energia, que espera um crescimento de faturamento de cerca de 30% para 2021.
 
A diretora da Absolar comenta ainda que, com o passar do tempo, foi possível verificar uma mudança quanto ao público-alvo das companhias que atuam nessa área. No início, ao se falar em energia solar, remetia-se fundamentalmente aos clientes residenciais, no entanto hoje muitas empresas estão adotando essa opção. Segundo Mara, as moradias ainda significam 69% do número de sistemas implementados, contudo se for considerada a potência instalada desses equipamentos, a classe industrial, de comércio e serviços já totaliza mais da metade da capacidade.
 
Fonte! Chasque (post) de Jefferson Klein, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), na edição do dia 30 de dezembro de 2020.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Após economia de R$ 11 mil com sistema fotovoltaico, família amplia investimento em energia solar

Redução de quase 100% na conta de luz serviu de combustível para moradores de Alvorada comprarem mais um sistema de energia solar fotovoltaico 

Em pouco mais de três anos, os moradores de uma casa do bairro Jardim Algarve, em Alvorada, já economizaram mais de R$ 11 mil com a geração de energia solar. Desde a instalação do sistema fotovoltaico, que ocorreu no início de 2017, o valor da conta de energia elétrica foi reduzido para a taxa mínima – na média, ao custo de aproximadamente R$ 50. De acordo com os cálculos da equipe de monitoramento da Elysia, empresa responsável pelo projeto, a residência já deixou de emitir cerca de 2 toneladas de CO2 na atmosfera.

Como funciona a energia solar?

A estimativa dos técnicos da Elysia projeta que o retorno do investimento deve ser atingido já no próximo ano. Momento em que o sistema completará cinco anos de operação. Em 2021, portanto, a família já terá atingido o valor investido com a economia na conta de energia elétrica. E ainda terá pela frente ao menos 20 anos de funcionamento pleno do sistema fotovoltaico. Para imóveis residenciais, a média de payback (retorno do investimento) tem ficado em torno de 4,5 anos. Com o crescimento da inflação energética no Brasil, esse tempo deve diminuir ainda mais nos próximos anos.

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Um acerto financeiro e ambiental

Valdemar Engroff, proprietário do imóvel, considera um acerto ter apostado na energia solar em um período em que a tecnologia ainda estava no início de sua expansão no Brasil. “Hoje geramos a própria energia de uma forma sustentável e vemos a economia bater na porta todo final de mês, quando chega a fatura da conta de energia elétrica. É uma dupla sensação satisfatória: economizar dinheiro e ajudar o planeta”, afirma Engroff. 

A residência de Engroff conta com um sistema de 2,52 kWp, cuja potência de geração é de 290 kWh/mês, na média anual. A quantidade energética é suficiente para a família atingir a independência energética. No local, foram instalados oito painéis e um inversor solar.

Impacto positivo motivou aquisição de mais um sistema 

Vendo de perto as diversas vantagens econômicas e ambientais colhidas pela família, a filha de Valdemar, Bibiane Engroff, também decidiu aderir à geração fotovoltaica. A residência da primogênita, que também fica em Alvorada, recebeu a instalação de um sistema fotovoltaico composto por 9 painéis solares. É o suficiente para atender a toda a demanda energética da casa – e se tornar autossuficiente na geração de energia elétrica.

Energia solar vem se popularizando no Brasil

Desde a chegada do energia solar ao Brasil, que ocorreu após a publicação da Resolução Normativa 482, de 2012, a tecnologia fotovoltaica vem crescendo a passos largos. Antes considerada uma energia de difícil acesso para a população em geral, em razão dos valores mais altos de investimento, a energia solar vem se popularizando e tornando-se acessível para diversas famílias. Esse fenômeno vem ocorrendo por conta das diversas opções de financiamento disponíveis no mercado. Além da queda do preço dos insumos do sistema fotovoltaico, que chegou a uma redução de 75% nos últimos dez anos.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil atingiu recentemente mais um recorde na capacidade instalada em energia solar. O país já conta com 255 mil sistemas fotovoltaicos instalados, que acumulam investimentos de R$ 15,2 bilhões desde 2012, ano em que a tecnologia foi liberada. Com isso, o Brasil atingiu a marca histórica de 3 gigawatts (GW) de capacidade instalada de sistemas de geração de energia solar distribuída. 

Apesar da marca expressiva, a tecnologia fotovoltaica distribuída representa apenas 0,4% das unidades consumidores existentes no Brasil, atualmente da ordem de 84,4 milhões.

De acordo com a entidade, dos 255 mil sistemas instalados, a maior parte (72,4%) está relacionada a consumidores residenciais. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (18%), consumidores rurais (6,6%), indústrias (2,6%) e poder público (0,4%). Em potência instalada, o setor de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica distribuída, com 39,5% da capacidade. Os consumidores residenciais estão logo em seguida, com 38,5%.

Rio Grande do Sul é terceiro polo de energia solar do Brasil

Até dezembro de 2019, foram instaladas 12,1 mil unidades de geração fotovoltaica no Rio Grande do Sul, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O volume representa expansão de 142% em relação a 2018. Esse dado consolida o Estado como o terceiro maior polo produtivo do país, com 19,6 mil usinas ativas, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo. 

Os clientes residenciais são os protagonistas da expansão das estruturas de energia limpa no país, conforme a Aneel. No Rio Grande do Sul, eles respondem por 66% dos pontos em operação. No entanto, a maior potência instalada está entre os clientes comerciais, hoje responsáveis por 44% do total.  

Com a presença cada vez mais frequente dos painéis fotovoltaicos nos municípios gaúchos, a potência instalada quase quadruplicou entre dezembro de 2018 e o mesmo mês do ano seguinte, passando de 62,4 mil quilowatts (kW) para 234,1 mil kW, conforme a Aneel.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial da Elysia Energia Solar no dia 16 de agosto de 2020. Abra as porteiras clicando em: https://elysia.com.br/sistema-energia-solar-alvorada/?fbclid=IwAR0BbMsghWL6K-3EottToBiwgvUHOIFZ1E7aYKfBJgvFQZchwaQxRWh1zCc

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Nosso primeiro projeto..... abra as porteiras clicando em:  https://obolsodabombacha.blogspot.com/2017/08/atitude-94-energia-fotovoltaica-chegou.html

Saudações

Valdemar Engroff 

domingo, 16 de agosto de 2020

Caxias do Sul se destaca pela geração de energia solar

Cidade está entre as 10 principais do Brasil com maior potência instalada a partir das placas fotovoltaicas / francisco stuckert/divulgação/jc 

Caxias do Sul está entre os 10 municípios brasileiros - único representante do Sul do país - com maior potência instalada de energia solar, totalizando 973 projetos e 15.879,28 quilowatts (kW) implantados nos segmentos comercial, residencial e de propriedades rurais. Dos 973 projetos em funcionamento, 928 foram instalados desde 2018, o que mostra um aumento na preferência por esse tipo de geração de energia. O primeiro lugar é ocupado pela cidade do Rio de Janeiro.

Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), referentes ao mês de julho deste ano. Uma parcela expressiva deste crescimento foi através da Linha de Crédito de Energia Solar do Sicredi, que disponibilizou cerca de R$ 25 milhões para 273 projetos na cidade. "Neste ranking, Caxias do Sul e Uberlândia (MG), a segunda colocada, são os únicos municípios que não são capitais. A cidade gaúcha tem grande potencial para energia solar, devido à quantidade de indústrias, comércio e um interior com forte atuação no agronegócio, todos segmentos consumidores de energia elétrica", acrescenta Jonas Rauch, gerente de Negócios da cooperativa.

O município também ocupa a primeira posição em potência instalada entre as 21 cidades que abrangem a área de ação da cooperativa, que se tornou referência em energia solar, sendo seguido por Novo Hamburgo, com 851 projetos solares e 11.460,26 quilowatts (kW). Já são 1,4 mil projetos solares financiados pela cooperativa na sua área de abrangência - destes, 52% são residenciais - com liberação de R$ 110 milhões em recursos.

Nem a crise gerada pela pandemia da Covid-19 está freando a expansão da energia solar distribuída no Brasil, que cresceu mais de 90% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, segundo a Aneel. Mesmo com o aumento do consumo, pelo fato das pessoas estarem mais tempo dentro de casa, quem já tinha o sistema solar instalado continuou economizando até 95% na conta de energia elétrica.

Com boas perspectivas, reforçadas pela grande disponibilidade da luz do Sol no país, a Absolar acredita que a fotovoltaica deve continuar crescendo, alavancar a geração de empregos e ainda contribuir para a retomada da economia no Brasil pós-pandemia. "É importante procurar empresas de confiança no segmento, solicitar orçamento em mais de uma delas, aproveitar a atual legislação que traz muitos benefícios e prevê mudanças em 2021. A economia que vem do céu é para todos", sinaliza Rauch.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado no Caderno Jornal Cidades, encartado na edição do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), edição do dia 21 de julho de 2020.