segunda-feira, 13 de março de 2017

A imoral e desumana Previdência Social



Em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas), com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários), gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 138,1 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.372,76).

Em 2016, o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos), União, 26 estados, DF e 2.087 municípios mais ricos, com apenas 9,8 milhões de participantes (6,2 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários), gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 126,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 12.877,55).

Em 2016, a Previdência Social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 264,3 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (Cofins e CSSL), que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela Previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa.

Essa bomba-relógio foi montada de longa data, e até hoje, sem nenhuma indignação da sociedade brasileira, agora somente nos resta assistirmos à falência total do sistema, começando pelos estados e municípios, o INSS, que já vem falindo paulatinamente de longa data, ou seja: se aposenta com um valor em salários-mínimos e, em 10 anos, o segurado estará recebendo a metade do valor em salários-mínimos. E a União, como sempre o Brasil foi um país totalitário e centralizador, jamais será atingida. 

Fonte! Chasque (artigo) do Analista Financeiro Ricardo Bergamini, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição impressa do dia 1º de março de 2017.