domingo, 24 de fevereiro de 2013

Emater/RS-Ascar recertifica marcas de erva-mate

Arquivo: Emater / RS
A Emater/RS, por intermédio da Gerência de Classificação e Certificação, recertificou as marcas de erva-mate Ximango Nativa, Tradicional e Moída Grossa, produzidas pela Ximango Indústria de Erva-Mate, localizada em Ilópolis, na região alta do Vale do Taquari. A auditoria foi realizada com base no novo Manual para Certificação da Qualidade do Processo de Produção da Erva-mate, que define os requisitos a serem atendidos de acordo com as etapas referentes ao processo produtivo, abrangendo práticas agrícolas, acompanhamento técnico, atividade de transporte, industrialização, gestão ambiental e da qualidade, além de aspectos relativos à segurança dos trabalhadores.
 
Através de análises físico-químicas e microbiológicas, também foram verificadas as condições higiênico-sanitárias das marcas certificadas. A conformidade dos critérios de atendimento descritos no Manual são pré-requisitos para a obtenção do Certificado e do direito de estampar o Selo de Qualidade Emater/RS nas embalagens dos produtos. O Certificado emitido pela Emater/RS-Ascar é válido por três anos, desde que mantidas as condições originais da certificação, que são verificadas, periodicamente, através de auditorias de manutenção e análises físico-químicas. “Para a Emater, é uma grande satisfação conferir este certificado à Ximango, que foi uma das primeiras indústrias a aderir à certificação e continuar neste trabalho constante de aperfeiçoamento e melhoria do processo produtivo da erva-mate”, ressalta o gerente da Classificação e Certificação, Carlos Weydmann.

Além de garantir a rastreabilidade nas diversas fases de produção, diferenciar e valorizar o produto no mercado interno, a certificação da qualidade da erva-mate também é uma das estratégias para conquistar novos mercados, principalmente visando à exportação. “Para ganhar competitividade, é imprescindível que o produto possua um certificado de qualidade”, frisa o coordenador do Núcleo de Certificação de Produtos da Emater/RS-Ascar, Deniandro Rocha.


A Certificação da Qualidade do Processo de Produção da Erva-mate realizada pela Emater/RS-Ascar é voluntária, pioneira no País, e foi criada com o objetivo de qualificar um dos produtos símbolo do Rio Grande do Sul. “Ao adquirir uma erva-mate com o selo de Qualidade Emater/RS, o consumidor tem a garantia que o processo de produção, desde a lavoura até o ponto de venda, observou rígidas regras sanitárias e de higiene”, afirma Carlos Weydmann.

Fonte! Chasque publicado no Sítio eletrônico do JA (Jornal Agora), de Rio Grande - RS, do dia 21 de fevereiro de 2013. Abra as porteiras: 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Os erros dos milionários

Conheça as mancadas financeiras de quem tem muito dinheiro, e saiba como evitá-las.


Nascido em 1916, no bairro carioca de Botafogo, Jorge Eduardo Guinle, mais conhecido por Jorginho Guinle, era herdeiro de uma das famílias mais ricas do Rio de Janeiro no início do século 20. O famoso playboy brasileiro morou no hotel Copacabana Palace (fundado por seu tio, Octávio Guinle, em 1923) e gastou boa parte de sua fortuna, estimada em quase US$ 100 milhões, com festas luxuosas, viagens pelo mundo, presentes e mulheres, muitas mulheres. Guinle desfrutou da intimidade de atrizes de Hollywood como Rita Hayworth, Marilyn Monroe e Ava Gardner. Gabava-se por nunca ter precisado trabalhar na vida e sua autobiografia foi titulada Um século de boa vida. 
 
50.jpg
Romário, Mike Tyson, Michael Jackson e Clodovil Hernandes:
exemplos de má gestão financeira
 
Guinle morreu aos 88 anos, em 2004, falido e morando de favor no hotel que já não pertencia mais à sua família. Histórias de pessoas que chegam a amealhar patrimônios bilionários, que depois são rapidamente dilapidados, são mais comuns do que se imagina. O ídolo pop Michael Jackson é o exemplo mais conhecido. Ao morrer, em 2009, suas extravagâncias haviam deixado para seus herdeiros uma dívida estimada em US$ 500 milhões. As estripulias do boxeador Mike Tyson, que desperdiçou seu dinheiro com limousines, mansões, festas e bichinhos de estimação nada baratos, como tigres-brancos, também ilustram a situação. 
 
51.jpg
Jorginho Guinle, o maior playboy do Brasil, nunca trabalhou
e gastou boa parte de sua fortuna com festas, viagens e mulheres
 
Entre os brasileiros, o falecido costureiro Clodovil Hernandes e o vivíssimo ex-jogador de futebol Romário, atual deputado federal pelo PSB-RJ, entram na lista dos que perderam muito dinheiro com má gestão financeira. Segundo consultores, extravagâncias, maus assessores e escândalos são os principais responsáveis pelos problemas financeiros de celebridades. Não são apenas famosos que perdem fortunas por erros na gestão do patrimônio. No Brasil, há pelo menos uma dezena de ex-ganhadores de prêmios de loteria que empobreceram em poucos anos. Mas também existem aqueles que construíram suas fortunas com suor e trabalho, ou simplesmente herdaram, e não souberam preservar o patrimônio conquistado. 
 
Todos, sem exceção, cometeram alguns erros bem comuns. De acordo com Ernesto Leme, sócio responsável pela área de Wealth Management da Claritas Investimentos, é difícil mudar padrões de comportamento financeiro. “Existe o deslumbramento inicial, que vem acompanhado da dificuldade em gerir o patrimônio, muitas vezes por acreditar que, quando se tem dinheiro, não é necessário se preocupar com isso”, afirma Leme. Segundo ele, é importante que as pessoas entendam que, sem gestão, o dinheiro não dura para sempre. “Em geral, quem tem muito dinheiro não se preocupa com o futuro, e esse é um dos principais erros dos endinheirados”, afirma. A seguir, confira os principais erros de gestão de patrimônio segundo um estudo da Claritas:
 
52.jpg
 
Deslizes que valem milhões
 
Conheça os erros mais comuns dos milionários, segundo estudo da claritas investimentos:
 
1 Comprar brinquedos sofisticados
 
O primeiro equívoco é comprar ativos que geram despesas recorrentes. São brinquedos sofisticados como carros de luxo, iates, helicópteros e apartamentos no Exterior. Quem trabalhou tem direito a alguns prazeres, mas é preciso lembrar sempre que esses mimos vão criar despesas fixas mensais que consumirão parte da fortuna. Há casos em que o patrimônio que gera despesas chega a representar 30% ou 40% do total de ativos. O máximo recomendado é a mobilização de 10%. Imagine alguém que disponha de R$ 100 milhões. Se esse milionário possui cerca de R$ 30 milhões em brinquedos caros – e, em geral, pouco utilizados –, gastará em torno de 20% ao ano do valor com o capricho, sendo metade em depreciação, metade em manutenção. Imaginando que a outra parcela do patrimônio tenha sido investida a uma taxa real de 5% ao ano, depois do desconto do Imposto de Renda (15%), cerca de R$ 2,5 milhões foram subtraídos do total da fortuna.
 
53.jpg
 
2 Falta de planejamento tributário
 
Outro erro comum é desprezar o planejamento tributário, o que faz com que o endinheirado pague mais imposto do que deveria. Um exemplo é o do investidor que tem várias aplicações financeiras em bancos ou gestores diferentes, pois pagará Imposto de Renda separadamente sobre cada uma delas. Se agrupar seus investimentos em um fundo exclusivo, ele pagará menos imposto e ainda poderá compensar eventuais prejuízos, sem abrir mão da diversificação.
 
54.jpg
3 Falta de planejamento sucessório
 
É comum pensar que basta fazer um testamento para tornar tranquila a transferência dos bens para a família em caso de morte. Não é bem assim. Há muitos casos de famílias que, durante a fase de inventário, ficaram sem os recursos necessários para as despesas do dia a dia ou que tiveram que tomar empréstimos bancários para arcar com os custos do próprio inventário. É para isso que existem os planos de previdência, que não entram no inventário, estando disponíveis aos beneficiários imediatamente. Para planos com patrimônio acima de R$ 5 milhões, é possível formar um fundo exclusivo, com taxa de administração menor do que a média de 3% cobrada pelos planos abertos. 
 
55.jpg
 
4 Brincar no mercado
 
Além de perder dinheiro por não contar com a ajuda de especialistas, passar o dia focado nos investimentos pode causar prejuízos. É o caso do médico ou advogado que perderá caras horas de trabalho operando no homebroker. O custo de contratação de um profissional para gerir os investimentos é irrisório na comparação com as perdas que eles certamente irão sofrer.
 
56.jpg
 
5 Alavancagem
 
Alavancagem nada mais é do que usar uma liquidez que você não tem para investir. O resultado pode ser uma perda dupla: ter prejuízo com a operação no mercado de capitais e ainda ter de arrumar dinheiro para devolver a quem emprestou. Há casos de milionários com uma Ferrari na garagem e que, da noite para o dia, ficaram sem recursos para pagar a conta de luz.
 
57.jpg
 
 Fonte! Chasque de Patrícia Alves, publicado no sítio da Revista Isto É Dinheiro, no dia 15 de fevereiro de 2013. Abra as porteiras clicando em http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/112047_OS+ERROS+DOS+MILIONARIOS

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pouco dinheiro faz muita grana

Se você mudar pequenos hábitos, economizará o suficiente para trocar de carro, reformar sua casa e até comprar um novo imóvel
 
 - Crédito: Ilustrações: Cláudio Duarte
Você já se deu conta de que economizando uma graninha em happy hour poderia, em pouco tempo, trocar de carro? se deixasse de ir ao restaurante com os amigos uma vez por mês, guardaria dinheiro suficiente para, em dez anos, adquirir a casa própria ou comprar um apartamento maior? A lógica é simples. Quanto antes você começar a investir, maior será o volume acumulado — e estamos falando em menos de uma década.

A desculpa de que não sobra dinheiro para os investimentos não cola. lembre-se de um dos principais mandamentos de finanças pessoais: o importante não é quanto você ganha, mas como gasta seus recursos. Aos 25 anos, parte do salário, mesmo que ele ainda seja baixo, costuma ficar comprometida com outros objetivos: compra do carro, prestações da casa própria, pósgraduação e viagens. Ainda assim, é possível fazer sobrar algum trocado.

Quer saber como? A pizza com refrigerante em casa, toda semana, custa cerca de 40 reais, considerando o preço da pizza mais a taxa de entrega cobrados pelos restaurantes da zona oeste de são Paulo. essa quantia acumulada em um mês representa 160 reais. Ao longo de um ano, o valor somado com rendimento de 0,71% ao mês alcançaria 2 042 reais. em cinco anos, somaria 9 702 reais, segundo cálculos de clodoir Vieira, economista-chefe da souza Barros corretora, de são Paulo.
Para ele, quando não está sobrando grana para as metas futuras, é preciso repensar gastos que caíram na rotina (veja simulações nas tabelas desta reportagem). A relações-públicas paulistana Karina Louzada, de 34 anos, começou a poupar desde os 19 anos, seguindo a recomendação dos pais.

Todo mês, ela deposita uma parte de seus rendimentos em dois planos de previdência. O primeiro deles foi contratado em 1993, logo que Karina arranjou um estágio, no primeiro ano de faculdade. Nessa época ela depositava menos de 50 reais, dinheiro que economizava assistindo a filmes em casa em vez de ir ao cinema.

Em 2003, ela passou a contribuir também para um segundo plano, ambos de perfil conservador, com a carteira concentrada em renda fixa. Hoje, funcionária de uma seguradora com atuação mundial e com o salário bem maior do que na época em que era estagiária, Karina resolveu aumentar os depósitos mensais para 173 reais e 250 reais, respectivamente, nos diferentes planos.

Com base nessa realidade, a seguradora prevê que, aos 60 anos, ela terá uma renda mensal vitalícia de 1 500 reais, somando os dois benefícios. “A quantia complementará outros rendimentos que me programo para ter lá na frente, quando me aposentar”, afirma.
 















































Sem Imposto de Renda 

 Uma parte dos gastos com diversão pode ser revertida para o planejamento futuro e render muito no longo prazo, pois os ganhos sobre o capital sempre são reinvestidos (juro composto).

Nesse caso, um dos produtos financeiros mais rentáveis é a previdência complementar. Muita gente ainda acha que o investimento em previdência é só para a aposentadoria. Esse produto financeiro oferece diversas vantagens para o pequeno poupador. Uma delas é tributária.

O imposto que incide sobre as aplicações de previdência é menor em relação às outras modalidades. Se você busca segurança em suas aplicações e pode deixar a grana render por mais de dez anos, para que as compensações tributárias realmente valham a pena, este é um investimento quase imbatível.

Uma simulação feita com 200 reais ao mês em plano de aposentadoria balanceado para jovens de perfil arriscado (com até 49% de renda variável em carteira) somaria 107 500 reais em dez anos, conforme cálculos da empresa Towers Watson, líder global de serviços profissionais.

É dinheiro suficiente para reformar com tranquilidade sua casa ou comprar um pequeno apartamento no interior. Uma das vantagens dos produtos de previdência Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é a ausência de incidência de Imposto de Renda (IR) durante os depósitos.

“Em dez anos com depósitos regulares, a taxa de administração do plano (se não superior a 1% ao ano) pode ser compensada pela rentabilidade livre de impostos durante os aportes”, explica Evandro Oliveira, consultor sênior da área de previdência da Towers Watson.

A partir dos 35 anos, as despesas fixas aumentam em função de moradia, carro e família. Ainda assim, seu salário tende a ser maior do que no início da carreira. É a hora de priorizar o aumento da reserva no investimento, principalmente se você começou com pouco.

Aportes de 800 reais em um plano de aposentadoria de perfil moderado (renda variável até 15%) somariam 229 600 reais em dez anos, segundo cálculos da Towers Watson. Com essa grana você pode comprar uma nova casa ou apartamento, ou então trocar de imóvel, se você busca uma moradia mais espaçosa.
 
Depois dos 40 

 Aos 45 anos, a recomendação é que o investidor assuma menos riscos porque seus compromissos financeiros e pessoais são maiores. Teoricamente, nessa etapa de vida a pessoa está no auge da carreira e seria possível poupar um pouco mais. Se aplicar 1 500 reais mensais em um plano de previdência conservador (100% em renda fixa), passada uma década, dos 45 aos 54 anos, essa reserva atingiria 241 700 reais. O cálculo para o acúmulo de recursos, entre 25 e 54 anos, considerou a migração da grana nas diversas fases da vida: da mais arriscada, no fim de dez anos, para a carteira moderada.

Novamente, passados dez anos, a pessoa migra do moderado para assumir uma carteira mais conservadora. Somando todos os valores acumulados em cada uma das etapas, ela chegará ao fim do período com 578 800 de reserva e poderá planejar tranquilamente o que fazer com o dinheiro.

O recurso não deve ser encarado como a reserva que você deve formar durante a fase mais produtiva de sua vida — ele representa as pequenas economias que são feitas ao longo dos anos, sem prejudicar seu padrão de vida e que vão lhe garantir grandes prazeres no futuro. É um bom dinheiro que exige somente economizar um pizza por semana ou uma ida ao restaurante por mês.
 
Como multiplicar seu dinheiro

Com depósitos mensais fixos você obtém uma boa grana ao fim de 10 anos. Os aportes sobem conforme a idade, porque sua capacidade de poupança tende a aumentar

Fonte! Chasque publicado no sítio da Revista Você S/A, por Adrina Aguilar, em 10 de julho de 2012. Abra as porteiras clicando em: http://vocesa.abril.com.br/organize-suas-financas/materia/dinheiro-planejamento-pouco-dinheiro-faz-muita-grana-704962.shtml?utm_source=redesabril_vocesa&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_vocesa.

As ilustrações contidas no chasque são de Claudio Duarte.
...................................
Observação 1 - Para conseguir ver o conteúdo da última ilustração, clicar para ampliar.

Observação 2 - Um pouco de educação financeira é o suficente para perceber que as torneiras financeiras precisam ser fechadas. Segundo estes passos, do que tu NÃO deves fazer e os passos para fazer o dinheiro render estão muito bem explicados neste chasque.

Já vi em minimercado, o vivente comprar três latões de cerveja gelada .... e pagar com cartão de crédito.... no meio da semana.... é claro que isto nunca se deve fazer!

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Atitude 68! Comparação: Atleta profissional x torcedor de arquibancada!

Bueno! A Revista Isto É Dinheiro, edição  nº 796, do dia 16 de janeiro do corrente ano traz um chasque (reportagem) que me chamou atenção: "Ele Pilota o Dinheiro dos Atletas".

Crédito: Cultura Mix - http://www.culturamix.com.br
O chasque nos traz histórias de atletas, das mais variadas modalidades esportivas, que, ao ganhar "rios de dinheiro" (muito), guardam parte do muito que ganham para fins de aposentadoria. E o profissional da área de finanças citado é Pedro Boesel, que nos esportes é piloto de corridas e nas finanças é diretor da XP Sports, que é "uma divisão da corretora carioca especializada na gestão de fortuna de atletas e em menos de um ano já administra R$ 18 milhões do patrimônio pessoal de 42 atletas, de modalidades como Stock Car, MMA e futebol".

Sabemos todos que nas mais diversas modalidades esportivas, em especial no futebol profissional, muitos atletas, gabaritadas pelo seu talento dentro das quatro linhas, depois de pendurar as chuteiras, não enxergam nenhuma luz no final do túnel, pois, não se prepararam para a aposentadoria, ou seja, gastaram seus gordos ganhos com passivos patrimoniais, como mansões, carrões, e todo tipo de investimentos que não trazem renda.

A revista traz dados estarrecedores, onde "cerca de 50% dos atletas entram em falência depois de três anos de aposentadoria e o número sobe para 80% depois de cinco anos". Também traz uma tabela de investimentos para fins de aposentadoria, para quem ganha R$ 150 mil mensais, poupando 30% deste valor, com rendimento médio de 0,9% mensais:

Poupando por cinco anos:
> Valor acumulado: R$ 3,56 milhões
> Renda mensal vitalícia: R$ 32,35 mil
Poupando por dez anos:
> Valor acumulado: R$ 9,67 milhões
> Renda mensal vitalícia: R$ 87,8 mil
Poupando por quinze anos:
> Valor acumulado: R$ 20,16 milhões
> Renda Mensal Vitalícia: R$ 183,35 mil

Fora das quatro linhas

Bueno! Não sou atleta. Nunca joguei futebol nem em campo de várzea e milhões de gaúchos e brasileiros não são atletas e nunca serão. Estes, no máximo, estarão FORA das quatro linhas. Poderão estar nas arquibancadas dos estádios, dos ginásios, dos autódromos, torcendo (e ajudando a manter as instituições esportivas, seu time, seus ídolos, etc)...

E estes NÃO ganham RIOS DE DINHEIRO como um pequeno percentual de atletas profissionais ganha, como os atletas de ponta do futebol brasileiro e mundial.

Salientamos também que a vida produtiva dentro das quatro linhas de um atleta varia de doze até vinte anos (ou mais). É o espaço de tempo que este atleta tem para se preparar pra quando parar na atividade esportiva. No meu caso e no da grande maioria, deve-se trabalhar no mínimo 35 anos e, com esta qualidade de vida atual, apareceu a longevidade, fazendo com que a gente viva mais e mais.

Vivendo mais, NÃO PODEMOS FAZER como os atletas relapsos com o seu dinheiro. É preciso investir desde o recebimento do seu primeiro ordenado, do seu primeiro emprego, PARA FINS DE APOSENTADORIA.

Só que infelizmente a grande maioria ainda não acordou para este detalhe e não faz este investimento, fruto da falta de educação financeira.

Vamos diminuir os valores projetados pela Revista Isto É Dinheiro (acima), para quem ganha R$ 150 mil. Digamos que tu ganhes muito bem (R$ 15 mil mensais), poupando 30% deste valor, com rendimento médio de 0,9% mensais, então:


Meus pais: Seu Valdomiro com 79 anos e Maria Hedy com 74 anos de idade
 Poupando por cinco anos:
> Valor acumulado: R$ 356 mil
> Renda mensal vitalícia: R$ 3,235 mil
Poupando por dez anos:
> Valor acumulado: R$ 967 mil
> Renda mensal vitalícia: R$ 8,78 mil
Poupando por quinze anos:
> Valor acumulado: R$ 2,016 milhões
> Renda Mensal Vitalícia: R$ 18,335 mil

Vamos agora projetar para o torcedor que ganha pouco: apenas R$ 1.500,00 mensais, também investindo 30% e tendo um rendimento médio também de 0,9% mensais:

Poupando por cinco anos:
> Valor acumulado: R$ 35,6 mil
> Renda mensal vitalícia: R$ 323,50
Poupando por dez anos:
> Valor acumulado: R$ 96,7 mil
> Renda mensal vitalícia: R$ 878,00
Poupando por quinze anos:
> Valor acumulado: R$ 201,6 mil
> Renda Mensal Vitalícia: R$ 1,833 mil

Devemos lembrá-lo que, se começares a investir desde o primeiro salário, vais investir no mínimo 35 anos, podendo passar até dos 40 anos investindo. Aí muda de figura o valor acumulado pra quando tu realmente parares de trabalhar.


Outro dado que devemos levar em conta o que trouxe a mesma revista, da edição 775, de 15 de agosto de 2012: "o investidor deve economizar 300 vezes a renda mensal para se aposentar". Este mesmo dado foi trazido por Augusto Saboya, em palestra na Expo Money Porto Alegre,em dezembro de 2011.


Num raciocínio rápido, concluímos que:
1 - Para uma aposentadoria complementar de R$ 1.000,00, o capital necessário é de R$ 300 mil;
2 - O capital de R$ 600 mil nos garante uma aposentadoria complementar de R$ 2.000,00 e assim por diante. Basta fazer a projeção.

E então! Não vais te preparar para ter uma aposentadoria complementar???? Vais depender somente do benefício do INSS??? 

Cuidado! Pensando assim, tu vais depender financeiramente dos teus filhos na velhice (e dos teus genros e noras), assim com eu e meus irmãos  estamos dando guarida aos nossos pais, que são aposentados somente com um salário mínimo cada, ou seja, são condenados à pobreza permanente.

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Saiba cuidar do seu dinheiro depois da aposentadoria

Os aposentados precisam ficar atentos com o crédito consignado


SÃO PAULO – Os cuidados com o orçamento e a preparação para a aposentadoria são assuntos muito discutidos por diversos educadores financeiros. No entanto, pouco se fala sobre as finanças pessoais depois de se aposentar. Para o professor e coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, Reginaldo Gonçalves, o maior problema quando se para de trabalhar é a redução da renda e a adaptação com a nova condição financeira.

Primeiramente, a pessoa precisa remodelar seu orçamento, aprendendo a gastar menos ou, em alguns casos, procurando outra atividade profissional para complementar a renda. Lembrando-se de atentar às necessidades básicas que são saúde – pois os planos de saúde costumam ser mais caros conforme a idade do beneficiado, além de os gastos com remédios –, moradia e alimentação.

Segundo o professor de Finanças da MetroCamp, Flávio Nunes Almeida, os cuidados principais são os mesmos de quando se está trabalhando. Ou seja, nunca gastar mais do que recebe e planejar os gastos. “Nos pagamentos a prazo programe o pagamento para uma época próxima ao recebimento do benefício da aposentadoria, pois, dessa forma, a pessoa não fica muito tempo sem dinheiro na conta”, explica. Outra opção é procurar realizar pagamentos à vista, para conseguir alguns descontos.
Se adaptar ao novo orçamento é fundamental para uma aposentadoria saudável (Getty Images)

Emergências

 Uma orientação comum para ter um orçamento saudável é juntar uma quantia de dinheiro para emergências. Porém, Gonçalves lembra que a preferência é que esse dinheiro seja acumulado antes da aposentadoria, para poder utilizar o benefício com as necessidades principais e, quando possível, com sonhos de consumo, como viagens.

Dívidas

 Os bancos costumam facilitar e até induzir os aposentados a adquirirem crédito consignado, por conta de a pessoa ter uma renda contínua com o benefício. Por isso, ambos os professores recomendam prestar atenção quando se vai pedir um empréstimo e buscar orientação de alguém de confiança para ajudar na decisão. Almeida ainda lembra que alguns filhos se aproveitam da incapacidade dos pais de acompanhar suas próprias economias e fazem dívidas em nome dos aposentados.

Fonte! Chasque de Juliano Américo Lourenço da Silva, publicado no Sítio da IMFOMONEY, no dia 24 de janeiro de 2013. Abra as porteiras: http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/noticia/2665131/saiba-cuidar-seu-dinheiro-depois-aposentadoria.

Como se preparar para uma aposentadoria tranquila com investimentos?

Para ter uma boa aposentadoria é preciso saber o quanto é necessário para se manter mensalmente sozinho          


SÃO PAULO – O sonho de muitas pessoas é se aposentar em algum lugar tranquilo, com qualidade de vida e dinheiro para realizar viagens e outros objetivos que não foram possíveis durante o tempo em que elas trabalhavam. Nesta quinta-feira (24) é comemorado o Dia do Aposentado e especialistas ouvidos pelo InfoMoney apontam o melhor jeito de conseguir realizar este sonho é se preparando desde cedo, planejando e investindo.

“O primeiro passo para se preparar para a aposentadoria é se perguntar por quanto tempo você conseguiria manter seu padrão de vida se não estivesse mais recebendo salário”, coloca o presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos. Afinal de contas, esse deve ser o princípio básico de uma aposentadoria: conseguir se manter apenas com aquilo que foi acumulado. Portanto, é importante fazer as contas de quanto você precisa investir por mês para se manter sem o auxílio de outras pessoas no momento em que decidir parar de trabalhar. Mas aonde é possível investir para acumular esse dinheiro?

Pensando em uma pessoa mais jovem que possui mais tempo para se preparar, a sugestão do Coordenador do Investmania, Thiago Pessoa, é montar uma carteira com 20% em ações ou ETFs (Exchange Traded Funds) e 80% em títulos do Tesouro Direto, mesclando papéis prefixados e atrelados à inflação. Os títulos indexados à inflação de prazo mais longo são sempre muito indicados para quem pretende usar o dinheiro para se aposentar. Isso porque eles garantem ganho real (acima da inflação) com um risco de crédito muito baixo, além de os custos também serem inferiores à maioria dos fundos de investimentos e planos de previdência privada. Estes títulos possuem volatilidade no meio do caminho (o seu valor de face muda de acordo com mudanças econômicas e influenciados pela oferta e procura), mas para quem só pretende resgatar quando o título vencer, eles são uma boa opção.
Planejamento e investimentos constantes são essenciais para se aposentar sem dores de cabeça (Getty Images)
Já no caso de uma pessoa mais velha e que está mais próxima da idade da aposentadoria, o ideal é não arriscar muito com as ações. Para Domingos, aplicações como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), títulos do Tesouro e ouro são as alternativas mais interessantes. Outra possibilidade é adquirir um imóvel. “Nesse caso, o aluguel é uma garantia de renda a mais quando para quando essa pessoa se aposentar”, pontua.

Carteira diversificada ou plano de previdência privada?Ao pensar no longo prazo, muitas pessoas ficam em dúvida se deveriam aplicar em um plano de previdência privada ou em uma carteira diversificada. Conforme indicam os especialistas, caso o investidor seja mais jovem, vale a pena aderir a um plano de previdência privada.

“O plano de previdência é muito bom para o jovem ou um pai que está fazendo para um filho, porque é um investimento de longo prazo. Para uma pessoa mais velha, o melhor é ir para um fundo, por exemplo, com a menor taxa de administração possível e com posições em ações e títulos públicos”, coloca Pessoa.

Complementando a fala de Pessoa, Domingos aponta que, caso o investidor escolha um plano, deve buscar por um que seja isento da taxa de carregamento e possua taxa de administração próxima de 1% para valer a pena. Já no caso do fundo de investimento, ele sugere um que seja mais moderado, com menos alocação em ações. “É importante estar acompanhado de um especialista para ele apresentar no que o fundo está lastreado e evitar que seja de ações, que não condiz com o objetivo de uma aposentadoria, já que a bolsa é bastante volátil”, diz.

O investidor que pretende fazer um plano de previdência privada também precisa se atentar para os dois tipos disponíveis: o PGBL (Plano Gerador Benefício Livre) ou um VBGL (Vida Gerador Benefício Livre). A principal diferença está nos benefícios fiscais. Quem contrata um PGBL pode deduzir até 12% da renda tributável no ano no imposto de renda. Por isso, este tipo de plano é indicado para aqueles que entregam a declaração completa do imposto de renda, que permite deduções específicas.

Já o VGBL não oferece nenhuma vantagem de dedução durante a fase de acumulação - ou seja, a fase em que ainda está aplicando no plano. Em compensação, tem este benefício no momento do resgate. Isso porque, no VGBL, o imposto incide apenas sobre os rendimentos obtidos e não sobre o valor total acumulado, como acontece no PGBL.  Fonte! Chasque publicado no sítio INFOMONEY, por Gabriela D'Andreia, no dia 24 de janeiro de 2013. Abra as porteiras: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/previdencia/noticia/2664828/como-preparar-para-uma-aposentadoria-tranquila-com-investimentos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Como fugir dos micos que bancos oferecem aos investidores?

Veja como fugir de algumas armadilhar e enganações que muitos bancos lançam para cumprir suas metas
Armadilha de dinheiro: para virar o jogo, a primeira coisa a ser feita é correr atrás de informação
São Paulo - Recentemente, uma leitora nos enviou uma mensagem com um desabafo sobre os tipos de investimento que os bancos de varejo oferecem para seus clientes. Dizia ela que, “muitas vezes, as grandes instituições oferecem produtos para cumprimento de metas, e não olham a real necessidade das pessoas”.

Assim como ela, outros leitores se queixam da falta de variedade em opções para investir. Quem não tem cacife para acessar o segmento de alta renda dos bancos de varejo, que oferece melhores oportunidades de investimento, acaba tendo como únicas alternativas a nova caderneta de poupança, com seu rendimento modesto, ou um plano de previdência. Se pesquisar, o investidor vai encontrar talvez um fundo DI e um fundo de ações da Petrobras e da Vale, apesar das dezenas de carteiras oferecidas para o varejo de alta renda. Ou um CDB que mal paga o rendimento da poupança.

Sem falar em algumas aplicações como o título de capitalização, que devolve o dinheiro investido apenas corrigido pela inflação, sem o rendimento de juros, e depois de um longo período. O atrativo desse tipo de aplicação costuma ser o sorteio de carros, ou prêmios em dinheiro, e não o rendimento em si. Por isso, muitos consultores financeiros nem consideram os títulos de capitalização como investimento.

Algumas dessas aplicações são interessantes para quem tem renda muito baixa, pouco conhecimento de investimentos, ou muita dificuldade em poupar, pela falta de organização do orçamento. O problema é que elas tendem a cobrar taxas de administração muito altas, às vezes superiores a 3%, e entregam uma rentabilidade baixa se comparada à de outras aplicações às quais o varejo não tem acesso. Não é raro ver uma aplicação cujo rendimento mal dá conta de compensar a inflação, se forem descontadas as taxas e os impostos.

A tributação é outro problema. Alguns gerentes ligam para oferecer aos clientes aplicações em fundos de previdência como opção para os fundos de renda fixa, que os bancos deixaram de oferecer ao varejo. Lembram da vantagem que a previdência tem ao não estar sujeita ao come-cotas, que faz o investidor pagar o imposto sobre o rendimento a cada seis meses, antes de sacar.

Mas não deixam claro que a aplicação tem imposto de renda maior, de até 35% nos dois primeiros anos de aplicação, para 22,5% a 15% dos fundos normais. A alíquota só se torna vantajosa após 10 anos. Afirmam apenas que é para o dinheiro de “longo prazo”, esquecendo que no Brasil isso significa pouco mais de um ano.

Além disso, não mencionam que os fundos de previdência para varejo cobram em média 3% ao ano de taxa de administração, quase metade da taxa de juros básica de 7,5%. E não deixam claro que o investidor paga ainda outra taxa, o chamado carregamento, que ”come” até 5% de cada aplicação feita no fundo.

Corra atrás de informação

A dúvida da leitora, que também pode ser a sua, é: como ter acesso a melhores opções de investimentos mesmo sem ter uma renda que me dê acesso ao segmento de alta renda dos bancos de varejo? O consultor financeiro Mauro Calil, criador da Academia do Dinheiro, lembra que, como diz a leitora, “os bancos de varejo oferecem investimentos de acordo com as metas de captação do gerente”. “Títulos, CDB, tudo isso está dentro das metas, mas isso nem sempre coincide com a necessidade do cliente”, afirma.

A tributação é outro problema. Alguns gerentes ligam para oferecer aos clientes aplicações em fundos de previdência como opção para os fundos de renda fixa, que os bancos deixaram de oferecer ao varejo. Lembram da vantagem que a previdência tem ao não estar sujeita ao come-cotas, que faz o investidor pagar o imposto sobre o rendimento a cada seis meses, antes de sacar.

Em vez de um banco…

O segundo passo recomendado por Calil é “fugir da grande rede varejista de bancos”. Para quem já tem um conhecimento melhor do mercado financeiro, a dica é procurar uma corretora de valores. “Lá há aplicações tão sofisticadas quanto as do varejo de alta renda dos bancos, mas elas são acessíveis ao público com renda menor”, observa.

É possível encontrar, por exemplo, aplicações como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), que têm como grande atrativo a isenção do imposto de renda sobre os rendimentos, ou CDBs de bancos menores, que costumam ter uma rentabilidade melhor em relação ao CDI. Para evitar o risco de quebra do banco emissor, basta o investidor aplicar em LCI ou em CDB até o limite de R$ 70 mil por CPF, valor protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Há ainda grande diversidade de fundos de investimentos que atendem a diferentes necessidades dos investidores.

Além disso, Calil lembra que, ao se investir em uma corretora, os custos com que o cliente vai arcar são “muito mais transparentes do que nos bancos”. Ele alerta, entretanto, que é preciso estudar cada aplicação antes de escolher, “para ver se ela não vai destruir a rentabilidade acumulada com suas taxas e impostos cobrados”. “Nos grandes bancos, tudo se resume a taxas de administração, mas tem muitos outros encargos embutidos nelas, e nem sempre o cliente fica sabendo.”

Fonte! Chasque de Eduardo Tavares, publicado no sítio do Portal Exame.com, no dia 23 de janeiro de 2013. Abra as porteiras: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/como-fugir-dos-micos-que-bancos-oferecem-aos-investidores?page=1.

.......................................

Nota do sítio O Bolso da Bombacha! 

Ainda mantenho em agente financeiro (banco) a conta-corrente tradicional e conta poupança exclusivamente para reservas de emergência. Fora isso tenho participação em um Fundo Fechado de Pensão (Fapers). O restante, os meus investimentos, da esposa e das filhas, está tudo canalizado num shopping financeiro (da Corretora XP).

Entenda  o que é um shopping financeiro, lendo este chasque (mensagem) da própria corretora:

"A XP traz para o mercado o conceito de shopping financeiro. Como a maior corretora independente do país, só ela pode oferecer as melhores marcas e produtos financeiros do mercado. Investir com a XP é tão seguro quanto investir com um banco. Portanto, se você não conhece  nossos produtos, compare. Aqui você pode investir em ações, futuros, renda fixa, fundos, fundos imobiliários, seguros e previdência. Tudo em uma única conta, em um só lugar.

Baitaa abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A luta pelo fim do Fator Previdenciário


Dr. Renê Engroff
A reforma da previdência aprovada no ano de 1998, no final do primeiro mandato do Presidente Fernando Henrique, com o advento da Emenda Constitucional nº 20, promoveu várias alterações no Regime Geral da Previdência Social. E em decorrência destas mudanças foi aprovada a Lei nº 9.876 de novembro de 1999, que introduziu uma nova fórmula de cálculo do benefício da aposentadoria por tempo de serviço do setor privado, também designado de Fator Previdenciário.

Este sistema leva em conta três fatores:  
a) a idade do trabalhador no momento da aposentadoria,  
b) o tempo de contribuição e 
c) a expectativa de vida da população.

Em suma, o Fator Previdenciário é um redutor da Renda Mensal Inicial da aposentadoria e que tem por finalidade precípua de estimular o trabalhador a se manter mais tempo no sistema dos contribuintes, adiando a aposentadoria integral.

A nova sistemática conjuga quatro aspectos na sua estruturação para o cálculo do benefício previdenciário. Considera a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição do trabalhador, uma alíquota extraída das contribuições do trabalhador e do empregador e, ainda, o possível tempo de vida do beneficiário a partir da aposentadoria, este aspecto é chamado de Expectativa de Sobrevida (tabelado pelo IBGE). Ocorre que estes elementos são conjugados em uma fórmula matemática, na qual a idade e o tempo são aspectos positivos (entram como grandeza absoluta), a Expectativa de Sobrevida é um aspecto negativo, pois está em um denominador da fórmula como grandeza absoluta (viver mais após a aposentadoria significa receber um benefício menor) e, por último, a alíquota de 0,31 (referente a contribuição de 11% do empregado mais 20% do empregador) por entrar na fórmula como um fator decimal em uma multiplicação é extremamente negativo.

Este é um tema que aflige a todos os cidadãos deste país vinculado ao Regime Geral da Previdência Social, na medida em que o Fator previdenciário é um mecanismo atuarial que relaciona a idade da aposentadoria com a expectativa de vida. Assim, de uma maneira geral, quanto mais cedo (em termos de idade) a pessoa se aposenta, menor será o benefício recebido, pois a expectativa de vida aumenta.

Por esta razão, a lógica presente no Fator Previdenciário é prejudicial aos trabalhadores mais pobres e menos especializados, que, por força das circunstâncias, são levados a ingressarem mais cedo no mercado do trabalho e que, para garantir uma aposentadoria integral, devem permanecer mais tempo na ativa. No entanto, com o avançar da idade, a maioria deles não consegue emprego estável, fator que impossibilita a manutenção de contribuições regulares para a Previdência Social. Assim, diante da falta de oportunidades e da saúde precária decorrente do ingresso prematuro no mercado de trabalho, muitos trabalhadores decidem, a contragosto, antecipar a aposentadoria e, ao mesmo tempo, receberem uma aposentadoria reduzida.

Outrossim, salienta-se que esta sistemática já foi alvo de mudança em sua legislação, vez que tramitou e foi aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PLS nº 296/03), de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), onde propõe a extinção do fator previdenciário, com o retorno do sistema convencional vigente anteriormente a entrada em vigor da Lei que instituiu o Fator Previdenciário.


Este Projeto obteve aprovação no Pleno do Senado da República e também foi aprovado na Câmara dos Deputados.

Contudo, o Projeto de Lei foi VETADO pelo Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, por entender que o projeto é inconstitucional, ante o fundamento de que “O dispositivo, da forma como aprovado, não atende ao disposto no art. 195, § 5o, da Constituição, que exige a indicação da correspondente fonte de custeio total para o aumento de despesa gerado pela extinção do fator previdenciário.”.

A matéria retornou ao Congresso Nacional para apreciação e votação do Veto Presidencial, que em votação manteve o Veto ao projeto de lei.

Considerando que a sistemática do cálculo das aposentadorias pelo fator previdenciário é excessivamente onerosa ao trabalhador e atendendo a demanda legítima da sociedade, as Centrais Sindicais em conjunto com a Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil – COBAP – estão em negociação com o Governo Federal, com propostas de um Projeto de Emenda Constitucional, instituindo a substituição da fórmula de cálculo do fator Previdenciário.

A proposta em discussão na Câmara dos Deputados propõe a substituição do fator Previdenciário quando a soma da idade e do tempo de contribuição do trabalhador somar 85, para mulheres, e 95, para homens. Mas já houve discussões nos últimos meses sobre a possibilidade de fixar uma idade mínima para a aposentadoria.

A grande vantagem dessa fórmula é que, no cálculo da aposentadoria, não entra a expectativa de vida. Com isso, o governo não poderá mudar a fórmula periodicamente, como é feito com o Fator Previdenciário sempre que o brasileiro, na média, passa a viver mais tempo. No entanto, na fórmula ficaria preservado o tempo mínimo de contribuição de 30 anos para mulher e 35 anos para homem.

Outro benefício que esta nova fórmula pode trazer aos trabalhadores seria a elevação da aposentadoria paga através da exclusão de 40% das menores contribuições do trabalhador no cálculo do benefício. Hoje, são excluídas apenas 20%, e o valor recebido reflete a média de 80% das contribuições. Com esse corte maior, a média do cálculo para a aposentadoria também subiria.

Os sindicalistas pretendem convencer a Presidente Dilma Rousseff que este projeto é a melhor alternativa para resolver o impasse do fator previdenciário. O governo tem dúvidas sobre a viabilidade financeira da fórmula 85/95 e teme que o fim do fator previdenciário provoque um rombo na Previdência. Mas líderes dos maiores partidos na Casa já admitem que a votação deste Projeto deve ficar para 2013.

Estejamos atentos aos desdobramentos das negociações entre Executivo, legislativo e Centrais Sindicais, para, enfim, termos aprovado um Projeto de Lei que crie uma fórmula de cálculo em substituição deste malfadado Fator Previdenciário.

Fonte! Chasque do Dr. Renê Engroff (Advogado OAB/RS 48.888)

Os planos de saúde e a saga dos aposentados

Para abater mais a autoestima dos “velhinhos”, só falta que um dos planos de saúde privados barrados pelo Ministério da Saúde seja aquele em que o aposentado esteja associado. Um casal acima de 60 anos dispende em torno de R$ 1.300,00 por plano com direito a consultas (mais um plus em dinheiro), exames laboratoriais e complementares e internação hospitalar em quarto semiprivativo, com 48,66 milhões de brasileiros no modelo privado. Os que têm entre 65 e 75 anos agora, quando eram jovens, julgavam que chegar aos 70 anos era inimaginável. E os que tinham esta idade provecta estavam estereotipados como pessoa alquebrada, sustentando-se com o auxílio de uma bengala, óculos de grossas lentes e aparelhos de audição. Os mais educados diziam que a sabedoria vinha com a experiência de vida. Hoje, graças aos medicamentos, às orientações médicas, alimentação saudável e até mesmo à moda, que não mais distingue mães de filhas nem avós de netas, temos muita gente com mais de 60 anos em plena forma. Tão bem que, para complementar a aposentadoria de, no máximo, R$ 4.159,00 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), continuam trabalhando. Mas quem permanece na ativa sendo aposentado normalmente tem dois objetivos: complementar a parca renda do INSS, amor pelo que faz e, muitas vezes, ajudar filhos ou netos a pagar uma faculdade ou a prestação de imóvel.

Para alguns, ser idoso é um privilégio dado por Deus, então, gostam de ser velhos. Claro, a opção é ficar pelo “meio do caminho”, ou seja, morrer antes. Muitos lembram que estudavam à noite para trabalhar durante o dia. Era uma trajetória de luta pela sobrevivência. Casamento, carreira profissional, filhos e netos, eis o roteiro da maioria dos hoje “sessentões”. Muitos se aposentaram pela Previdência Social. Por terem contribuído sobre 20 salários-mínimos, esperavam uma aposentadoria que viesse a ser compatível com a contribuição pelo teto máximo. Ledo engano! A Constituinte de 1988 reduziu o teto para dez salários-mínimos. Então, a tão sonhada e justa ociosidade veio com poucos valores, o mínimo está em R$ 678,00 e é recebido por 20 milhões de beneficiários do INSS, enquanto 9,2 milhões ganham acima desse valor.

Há quem diga que foi um desastre de proporções insuportáveis. Entrou governo e saiu governo, e novas leis sobre a Previdência Urbana, até hoje superavitária, e os valores das aposentadorias foram achatados. Os trabalhadores contribuíram compulsoriamente durante 35 anos para a Previdência  esperando um final de vida compatível com o nível de seus descontos. Assim mesmo, os rendimentos da população idosa no País atingiram R$ 402,3 bilhões em 2012. Isso é mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Peru em 2010. Sete em cada dez brasileiros com 60 anos ou mais pertencem à nova classe média, e, dos 22,3 milhões de pessoas idosas no Brasil, o Sudeste fica com a maior parte: 46,6%. Nordeste aparece em seguida (26,3%), seguido pelo Sul (15,3%), Centro-Oeste (6,5%) e Norte (5,3%). As mulheres são a maioria desta população, ou 55,5% dos brasileiros com mais de 60 anos. E cerca de 3,3 milhões de idosos aposentados continuam trabalhando, sendo 2,2 milhões de homens e 1,1 milhão de mulheres. É a realidade. 


Fonte! Chasque publicado na coluna "Editorial" do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição do dia 14 de janeiro de 2013.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Atitude 67! Chegaram os meus primeiros carnês de 2013!!!!

Bueno! Boleio a perna pra te dar um oh de casa e te convidar para um mate.

Nesta primeira prosa de 2013, vamos abordar um assunto que muitas vezes assusta a gauchada. Assusta pois quando não há controle dos cobres (dinheiro); quando não há um orçamento doméstico atualizado diariamente em planilhas mensais; quando os gastos são maiores que a renda familiar, somado ao falso status que a sociedade muitas vezes nos impõe, de ir às compras que nem cavalo quando dispara e sem freio no buçal, o resultado é um grande desastre financeiro no bolso da bombacha.

E aí, estarás a um passo de ver o estouro na tua conta bancária e se o vivente gosta de "colecionar carnês", vai chegar o momento em que vai "sortear" pagamentos no início do mês. Como se diz aqui no Rio Grande do Sul: "aí a vaca foi pro brejo", ou, "se foi o boi com as cordas"....

Bueno! Dali apor diante, estarás a um passo da bola de neve e da tua própria insolvência.

Este é o lado ruim dos CARNÊS, da compra desenfreada, da falsa compra proposta em dez, doze ou mais parcela sem juros. 

Falsa pois não existe parcelamento sem juros. E se existe, deve existir um bom desconto pra quem se propõe a pagar à vista e podem acreditar, quanto maior o bolicheiro (o comerciante), menores são as chances de tu conseguires barganhar um bom desconto, mínimo que seja.

Mas, aqui no nosso rancho (na nossa humilde residência....), em dezembro recebemos os nossos carnês de 2013. Eram esperados desde o início daquele mês, de minha parte, com certa ansiedade. São quatro carnês, com doze parcelas mensais cada, com vencimento no dia dez do mês seguinte (meu, da esposa e das duas filhas).

Mas são carnês que eu enquadro como NOSSOS PAGAMENTOS, onde, quando recebemos os nossos proventos mensais, NÓS NOS PAGAMOS PRIMEIRO.

São carnês de PREVIDÊNCIA PRIVADA - da Mapfre Seguros, onde religiosamente depositamos alguns cobres pensando no futuro, para quando a velhice nos disser "oh de casa! Cheguei pra te fazer companhia e pra tomar mate"....

No mercado financeiro os produtos VGBL e PGBL são  os que mais crescem , apesar da queda dos juros no mercado (Selic). O importante, se investir em produtos deste naipe (VGBL e/ou PGBL), deve-se procurar no sistema financeiro, entidades que não tenham taxas administrativas e de carregamento muito salgadas (altas). 

Mas aqui deixamos um chasque (lembrete): nunca se deve jogar todos os ovos numa única cesta, ou seja, NUNCA se deve investir em um único produto financeiro (invista em alguns produtos, entre os conservadores como a velha poupança, até os de maior risco, como o mercado acionário), pois o risco de investir tudo num produto ou numa única instituição financeira, é o que fundo garantidor não cobre (acima dos R$ 70.000,00 para a grande maioria destes produtos financeiros), quando na falência desta instituição financeira, ou quando há uma perda de valor no mercado deste produto financeiro onde estás investindo (como a queda vertiginosa do valor de uma ação na bolsa de valores. No mercado de ações, o fundo garantidor não cobre um níquel sequer... e isso faz parte do risco do próprio negócio / investimento).

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!