domingo, 22 de janeiro de 2017

Quem gasta sem regra, morre sem honra

Desde que eu era pequeno ouço minha avó repetir essa frase “quem gasta sem regra, morre sem honra“. A frase é auto-explicativa, mas há mais coisas aí do que nossos olhos podem ver.

Honra

Honra virou quase uma palavra mítica, que tem ótimo efeito na boca dos galãs do cinema em filmes épicos, onde a honra dos “bons moços” é mais importante do que qualquer outra coisa mundana.
Nos dias de hoje, poucas pessoas tem qualquer relação com honra, justamente por enxergarem nessa palavra algo ultrapassado ou romântico.

Porém, a coisa é muito mais simples do que se imagina, e tem mais relação com nosso comportamento cotidiano do que com cavaleiros em armaduras brilhantes.

Por exemplo, honrar compromissos simples, como chegar na hora ou pagar as contas, falam muito mais sobre você do que imagina. É dessa honra que estamos falando, ser exemplo e não comprar o exemplo. Em um país com tantos endividados ter seu nome e crédito em ordem não é mesmo uma honra?

Ebook gratuito recomendado: Do Endividamento ao Investimento

Regra?

Qual seria então a regra para gastar? Simples, aquela da qual falo sempre: “gaste sempre menos do que ganha“, ou no limite, “apenas” (nem um centavo a mais) do que ganha. Quem gasta o que tem, não deve nada a ninguém.

O contrário, acaba sempre em desastre financeiro. E é aí que tantas pessoas “morrem sem honra”; com o nome sujo, devendo com fama de “má pagadora”. Sem contar o fato dos herdeiros acabarem prejudicados na hora de receber a herança (quando existe alguma).
Veja, ninguém está falando em “não gastar nada“, mas, gastar dentro dos seus limites financeiros e orçamentários, que podem ir além da “regra de ouro”.

Crie suas próprias regras

Respeitando a máxima “de gastar menos do que se ganha“, você pode definir um conjunto de regras próprias para prosperar e jamais perder a honra. Isso é, metas, limites, objetivos e planos de investimentos, não só para jamais dever nada a ninguém, mas também enriquecer.

Defina, por exemplo, limites de gastos para cada tipo de despesa e estabeleça metas de economia. Assim, cada vez vai poupar mais, investir mais e ficar mais perto da tão sonhada “independência financeira”.

Conclusão

Sempre mantenha essas frases vivas em sua memória:
  • “Gaste sempre menos do que ganha.”
  • “Quem gasta apenas o que tem, não deve nada a ninguém.”
  • “Quem gasta sem regra, morre sem honra”.
De forma muito simples, a tal “regra” se trata de “limite”. E quem não impõe limites a si mesmo, sobretudo, financeiros, terá sua honra afetada em algum ponto da viagem.

Acredite amigo, nem os mais ricos gastam sem limite. Aliás, esse é o grande segredo da maioria para manterem-se ricos.

Eu fico por aqui, sempre lhe desejando que conheça bem e respeite seus limites, para que viva uma vida plena e próspera. Nos vemos em breve.

Fonte! Chasque (postagem) de Renato de Vuono, publicado no Sítio Dinheirama. Abra as porteiras clicando em

sábado, 21 de janeiro de 2017

Uma nova forma de olhar para o consumismo

Muitas vezes, em tempos de dificuldade financeira as pessoas sentem uma necessidade maior de consumir. Será que essa necessidade é real? Comprar mais faz uma pessoa, de fato, feliz ? A experiência de quem não passa por dificuldades diz que não.

Graham Hill é um rico empresário que tinha uma vida luxuosa. Ele percebeu que as coisas materiais apenas consumiam a sua vida e o seu tempo. Hoje, o Incrível.club te convida a ler parte de sua reflexão sobre este tema.
 
Moro em um apartamento de 39 metros quadrados. Durmo em uma cama embutida. Tenho 39 camisas e 10 pratos. Quando recebo visitas, abro uma mesa dobrável. Não tenho DVD e minha coleção de livros, hoje, tem apenas 10% da original.

Percorri um longo caminho desde o final dos anos 90, quando um projeto de sucesso relacionado à Internet se transformou em uma fonte enorme de dinheiro. Então, comprei uma casa e a enchi de coisas, como aparelhos eletrônicos e automóveis.

Não obstante, de um jeito ou de outro, tudo isso ocupava a minha vida, ou pelo menos grande parte dela. As coisas que eu consumia acabaram me consumindo. Eu sei que a minha trajetória não é muito comum, afinal de contas, poucos conseguem ficar ricos antes dos 30, mas o meu relacionamento com as coisas materiais não era habitual.

Vivemos em um mundo de excessos de bens materiais, em um mundo de supermercados, shoppings enormes e lojas abertas 24 horas por dia. As pessoas de qualquer classe social podem ficar entupidas de coisas.

Não existe nenhum sinal de que estas coisas possam nos fazer felizes.

Demorei 15 anos para me desfazer do que não era necessário. Desta forma, comecei a viver mais plenamente, livre e melhor.

Tudo começou em 1998. Meu sócio e eu vendemos nosso negócio por um valor que eu jamais pensei que fosse ganhar em toda a minha vida.

Ao receber esse dinheiro, comprei uma casa de 4 andares. Emocionado com a possibilidade de consumir, comprei um novo sofá, óculos de 300 dólares, vários aparelhos eletrônicos e um CD player para 5 CDs. E, claro, um Volvo preto super potente.

Comecei a trabalhar com afinco em um novo negócio, e não tinha tempo para cuidar da casa. Foi aí que contratei Seven. Ele dizia que tinha trabalhado para Courtney Love. Ele se transformou em meu assistente de compras. Seu trabalho era andar pelas lojas de eletrônicos com uma câmera fotográfica e registrar o que, segundo ele, poderia me interessar. Em seguida, eu olhava as fotos e escolhia o que comprar.

Acontece que chega um momento em que a droga do consumismo para de emocionar. Perdi o interesse em tudo. O novo Nokia não me deixava feliz, e tampouco me satisfazia. Comecei a refletir sobre as mudanças na minha vida. Teoricamente, elas deveriam trazer felicidade, mas, ao contrário, me deixavam cada vez mais ansioso.

A vida ficou mais complicada. Tinha que cuidar de muitas coisas: grama, limpeza, carros, seguros, manutenção. Seven tinha muito trabalho... No final de contas, eu tinha um assistente de compras? Eu tinha me transformado nisso? Minha casa e minhas coisas se transformaram em meus novos chefes, e olha que eu não queria trabalhar para elas.

Tudo ficou ainda pior quando eu me mudei para Nova York por causa de negócios, e aluguei uma casa grande, digna de um empresário de TI. Tinha de ’recheá-la’ de coisas, o que levava tempo e esforço. E tinha também a casa em Seattle. Ou seja: duas casas. Decidi, então, ficar em Nova York, mas tive que voar muitas vezes de um lugar para outro para me desfazer das coisas que deixei e dar aquele assunto por encerrado.

Claro que eu tive sorte com o dinheiro, mas eu não sou o único.

A pesquisa «A vida em casa no século XXI» mostra a vida de 32 família de classe média. A necessidade de cuidar das coisas materiais causa a produção do hormônio da ansiedade. Sabe-se que 75% das famílias não podem colocar o carro na garagem porque ela costuma estar cheia de outras coisas.

Nosso amor por objetos materiais afeta quase todos os aspectos de nossas vidas. O tamanho de nossas casas aumenta na medida em que o número de moradores diminui. Nos últimos 60 anos, o espaço disponível para uma pessoa aumentou 3 vezes. Para quê? Para armazenar ainda mais coisas?

O que guardamos nas caixas durante uma mudança? Não sabemos até a hora de abri-las.

Essa tendência é muito interessante. Segundo dados do The Natural Resources Defense Council, 40% da comida comprada por um norte americano acaba na lata de lixo.

Essa dinâmica individualista e insaciável provoca consequências em escala mundial. O consumismo selvagem só seria possível em função de uma superprodução, incompatível com a capacidade do Planeta. Os IPhones também são responsáveis pelas terríveis mudanças na ecologia de áreas industriais da China. Uma produção que não mede consequências. É isso que te faz feliz?

A coisa não para por aqui. Há, também, os aspectos psicológico e social. As observações de Galen V. Bodenhausen, um psicólogo da Universidade de Northwestern, em Ilinois, relaciona o consumismo ao comportamento anormal e antissocial. A mentalidade consumista é negativa para qualquer pessoa, não importa quanto ela ganhe.

Minha atitude mudou após conhecer Olga. Me mudei para Barcelona com ela. Seu visto expirou e nós vivíamos em um apartamento pequeno e humilde, e estávamos muito felizes. Em seguida, percebemos que nada nos prendia na Espanha. Empacotamos um pouco de roupa, alguns objetos de higiene pessoal, nossos laptops e fomos viajar: Bangkok, Buenos Aires, Toronto e muitos outros lugares. Continuava trabalhando, mas, agora, meu escritório cabia na minha mochila. Me sentia livre e não tinha nenhuma saudade do carro e dos muitos aparelhos eletrônicos que tinha deixado em casa.
Minha relação com a Olga chegou ao fim, mas minha vida mudou para sempre. Tenho poucas coisas, mas me sobram tempo e dinheiro.

A nossa intuição sempre nos diz que o melhor da vida não são coisas, mas as relações, experiências e conquistas. São o resultado de uma vida feliz.

Não vou negar: gosto de coisas materiais. Estudei desenho industrial, me interesso por aparelhos eletrônicos, e também gosto de roupas e outras coisas. Mas toda a minha trajetória mostra que, a partir de um momento específico, a vontade de acumular objetos materiais é substituída pelas necessidades emocionais. É nelas que devemos nos apoiar.

Continuo sendo um empresário e, atualmente, desenvolvo a ideia de casas compactas. Casas criadas para melhorar as nossas vidas, e não consumi-las. Da mesma forma como os 39 metros quadrados onde eu moro, estas casas não demandam uma grande quantidade de material de construção, e não exigem muita manutenção. Desta forma, as pessoas podem economizar mais.

Durmo bem porque sei que não uso mais recursos do que preciso. Não tenho muitas coisas, mas tenho satisfação e prazer. Pouco espaço e muita vida.

Fonte: nytimes
Tradução a Adaptação: Incrível.club
Portada: Nathan Makan
Veja também:
12 ideias que adicionarão um par de metros quadrados à sua casa
Com orçamento baixo, casal constrói a casa dos seus sonhos


Nossa Fonte! Buscamos este chasque (postagem) no sítio Incrível.Club! Abra as porteiras clicando em https://incrivel.club/inspiracao-psicologia/uma-nova-forma-de-olhar-para-o-consumismo-99860/

Nota do O Bolso da Bombacha!

Esta é uma ideia fantástica, relatada por alguém que tem muito dinheiro e ele está certo! 

Nunca deveríamos nos apegar tanto às coisas materiais...... pois elas levam os nossos cobres (nosso dinheiro), muitas vezes  em forma de dívidas para dentro dos bolichos (para o comércio) e deixamos de aplicar estes cobres para o futuro, para os nossos projetos, nossos sonhos, entre os quais a nossa aposentadoria complementar.....

Valdemar Engroff

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Apenas 4% dos brasileiros poupam dinheiro para a aposentadoria, aponta estudo do Banco Mundial

No Brasil, o PIB per capita foi US$ 15,4 mil em 2015, semelhante ao da
Tailândia, em que 60% poupam para a velhice (Foto: AFP)
Preocupado porque o dinheiro da aposentadoria vai secar e você não tem reservas para garantir seu nível de vida até os 80, 90 ou 100 anos? Você não está sozinho. Em cada 100 brasileiros, só 4 separam recursos para os anos finais, o índice mais baixo das Américas e um dois piores do mundo. Em levantamento de 143 países feito pelo Banco Mundial, só 11 estão abaixo.

A imprevidência atinge até os brasileiros de renda mais alta, e não é uma questão de pobreza: o Brasil perde de nações como Congo, Maláui ou Togo, que têm PIB (Produto Interno Bruto) per capita próximo de US$ 1.000 em paridade de poder de compra, medida que permite melhor comparação entre os países.

No Brasil, o PIB per capita foi US$ 15,4 mil em 2015, semelhante ao da Tailândia, em que 60% poupam para a velhice. Os dados, de 2014, foram retrabalhados em 2016 visando especificamente a reserva para a idade avançada.

O estudo do Banco Mundial encontrou forte correlação entre a economia para a velhice e o hábito geral de poupança. Em países asiáticos, onde a maioria das pessoas faz reservas financeiras de forma regular, a porcentagem dos que poupam para os anos finais também é mais alta.

Na Tailândia, 80% da população declara ter poupado algum dinheiro nos 12 meses anteriores. No Brasil, são 28% (o 14º pior índice no mundo).

Executivos do setor atribuem isso à herança do período de inflação descontrolada que durou até os anos 1990. “Há 20 anos, mal era possível planejar para o fim do mês”, diz Paulo Valle, vice-presidente da Fenaprevi, federação do setor de previdência privada.

Conhecer as causas não basta, porém. A educação financeira, por exemplo, tem alta correlação com poupança. Mas estudos indicam que mesmo os mais ricos e escolarizados ignoram conceitos como diversificação, juros compostos, custo-benefício e a relação entre risco e lucro.

O investimento em educação financeira, portanto, é alto e obtém pouco resultado duradouro, segundo as pesquisas. São as ações diretas sobre o comportamento que alcançam êxito maior e mais rápido, diz Leora Klapper, economista-chefe do time de pesquisa em finanças e setor privado do Banco Mundial.

Ter sua própria conta bancária é um fator importante, principalmente se houver facilidade para transferir recursos e fazer investimentos.

Klapper relata experiências em Gana e em Bangladesh, em que cidadãos recebem no dia do pagamento um lembrete para poupar. Em Gana, 55% têm o hábito de poupar e 13% economizam para a velhice. No país asiático, são 24% e 6%, respectivamente.

Políticas públicas também são fundamentais para a transição da seguridade social para um modelo de planos privados, argumenta uma das principais especialistas em previdência e educação financeira do mundo, a professora Olivia Mitchell, de Wharton, a escola de negócios da Universidade da Pensilvânia. (Folhapress)

Fonte! Chasque (matéria ) veiculado no portal oficial do Jornal O Sul de Porto Alegre (RS), eme 08 de janeiro de 2017. Abra as porteiras clicando em

Nota! Eu, minha esposa e as nossas filhas fizemos parte destes 4%. Lamentavelmente o nosso país ainda não despertou para o longo prazo, para o futuro, para a velhice (que pode estar distante). Ainda vivemos e muito com o imediatismo e o consumo desenfreado realizado por impulso e não existe a política do poupar antes para comprar depois e com descontos. Muito menos existe a política de investir para se aposentar com uma segunda aposentadoria (complementar)....

Valdemar Engroff  

Tesouro Direto: ótimo investimento, mesmo com os juros em queda

A taxa de juros do nosso país, depois de subir muito em 2015 e se manter elevada em 2016, agora começa a cair. As expectativas do mercado apontam para mais reduções.
Com isso, muitas pessoas estão com dúvidas se continua sendo interessante investir em títulos públicos do programa Tesouro Direto. Sim, continua sendo interessante; e antes que você pergunte, já vamos te dizer: sempre será melhor que a poupança.

No entanto, ainda tem muita gente com dinheiro na poupança porque não sabe sequer o que são os títulos públicos, como comprá-los, entre outras questões.

Entendendo melhor os títulos públicos

Os títulos públicos são instrumentos financeiros de renda fixa emitidos pelo governo federal. O objetivo do governo é obter dinheiro de qualquer pessoa ou empresa para financiar suas despesas.

Em outras palavras, você “empresta dinheiro” ao governo e ele te devolve este montante depois de um tempo com um adicional de pagamento de juros, que é o seu retorno do investimento.

Todos os títulos do Tesouro Direto têm uma data de vencimento, que é a data em que o Tesouro Nacional quita suas obrigações financeiras com os investidores.

É o dia do resgate do valor do título. Mas isso não quer dizer que você não possa sacar seu dinheiro antes. Sim, você pode. E sabemos que o país está em uma situação bastante complicada, mas o Tesouro continua sendo um ótimo investimento.


Além de ser uma opção de investimento segura, o Tesouro Direto tem outras vantagens:
  • Desde 2015 o Tesouro passou a ter liquidez diária, ou seja, você pode vender no mesmo dia em que decidir fazê-lo.
  • O Tesouro Direto permite programar o investimento, o que ajuda na disciplina para investir. Em contato com o banco ou com a corretora, você pode programar uma espécie de “débito automático”, ou “aplicação automática”.
  • O rendimento do investimento é bom. Como o Brasil ainda tem uma inflação alta, os títulos do Tesouro que acompanham tal índice pagam bem.
  • É bem fácil de aplicar e você pode fazê-lo por conta própria. Você precisa apenas ter uma conta em um banco ou em uma corretora para começar.

Elimine todas as suas dúvidas

O site oficial do Tesouro Direto é bastante claro e explica detalhes sobre seu funcionamento.

Você pode olhar os títulos atualmente disponíveis para compra, como o Tesouro IPCA+ (que antes se chamava NTN-B) ou o Tesouro Selic (que antes se chamava LFT).  Não se assuste com os preços de compra, é possível comprar apenas uma fração dos títulos.

Agora você já sabe um pouco mais sobre os títulos públicos, mas ainda pode haver algumas dúvidas:
  1. Quais são os riscos do Tesouro Direto?
  2. Devo investir pelo banco ou pela corretora?
  3. Por quê o Tesouro é melhor que a poupança?
  4. Qual é o melhor título para eu comprar?
Hoje você vai encontrar essas respostas e algumas outras no relatório especial (e gratuito) sobre Tesouro Direto, que disponibilizamos para você.

Para acessá-lo, basta clicar aqui e seguir as instruções para obter a sua cópia, afinal, construir riqueza depende do seu planejamento e das suas escolhas sobre onde investir e como poupar. Desejamos à você uma vida próspera!

Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Fonte! Chasque (postagem) da Empiricus Research, publicado no sitio Dinheirama, em 14 de janeiro de 2017. Abra as porteiras clicando em

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

À luz do sol

Na região de Santa Rosa, o uso de energias alternativas se consolida como uma opção inteligente para diminuição de custos na propriedade.
 

Na propriedade da família Rex, de Horizontina, o sol é mais que luz. É energia. E dinheiro. Eles fazem parte de um número cada vez maior de produtores rurais que aderiram às energias alternativas como uma forma de produzir alimentos com menor custo e maior sustentabilidade.Na produção hidropônica de verduras da família, as células fotovoltaicas se tornaram uma forma de reduzir os custos na conta de luz. A estimativa é de produção em torno de 32 kw por ano, que são enviados à rede, e posteriormente descontados da conta de luz. “A primeira ideia foi de reduzir custos e também para colaborar com o meio ambiente. E esse dinheiro da energia que a gente paga, por exemplo, para a concessionária ou para o fornecedor de energia, agora vamos economizar. A gente investe aqui mesmo na propriedade. O valor não sai daqui”, explica o produtor Gilmar Rex, que trabalha na propriedade com a esposa, um filho e a nora.
 
Para a instalação do sistema com 80 placas fotovoltaicas, a família utilizou recursos próprios e financiou outros R$ 80 mil, via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Eco), com projeto de crédito elaborado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, de Horizontina, Neimar Freddi. O Pronaf oferece linha de crédito para financiamento de energias alternativas, com prazo de até 10 anos para a devolução do capital e juros.

O uso de tecnologias alternativas para a geração de energia em propriedades e residências tem se popularizado cada vez mais no noroeste gaúcho, Além de ampliar a eficiência da geração de energia em alguns casos, contribui para a redução na conta da energia elétrica.

Esse interesse, como lembra o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, na área de Manejo de Recursos Naturais, engenheiro agrônomo Marco André Junges, revela uma condição em que a energia tem sido um dos itens que mais demanda custos na produção agropecuária, de modo especial, na irrigação, na manutenção da temperatura em instalações animais, na produção de rações para avicultura e suinocultura, no resfriamento e aquecimento de água para a higienização dos equipamentos da sala de ordenha, entre outras situações.

A energia extra produzida nas propriedades pode ser disponibilizada diretamente na rede, o que gera descontos na conta de energia elétrica. Isso porque a legislação brasileira permite a produção e injeção de energia nas redes normais, utilizando-a de forma compensatória, ou seja, em meses de produção maior que o consumo, o excedente deposita-se em uma espécie de “banco de energia”, para que seja utilizada em meses com produção menor em relação ao consumo.
 
O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Flávio Joel Baz Fagonde, lembra que são diversas as tecnologias que têm sido divulgadas na região e podem facilitar e qualificar o trabalho e a vida no ambiente rural, desde o aproveitamento de placas fotovoltaicas até a implantação de biodigestores. Outras informações podem ser obtidas nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.
 
Fonte! Chasque (matéria) produzido pelo Escritório Regional de Santa Rosa (da Emater/RS-Ascar), publicado no Jornal da Emater, edição 2, de dezembro de 2016.