segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

As mulheres poupam menos que os homens

As mulheres também têm um relacionamento com o dinheiro baseado em
“alta frequência e valores menores”. (Crédito: Reprodução)
Mulheres poupam menos que os homens na maior parte do mundo, mostra levantamento em 151 países feito pelo Banco Mundial em 2014. Uma das hipóteses é que existe uma “especialização do trabalho”, na qual é o marido quem cuida do dinheiro.

Mas, como mulheres solteiras também apresentam desvantagem, economistas sugerem outras causas. Entre elas está o menor conhecimento sobre finanças, a menor inclusão bancária – as contas não ficam nos nomes delas – e a menor independência para ir até o banco – seja por restrições culturais, seja pela dupla jornada, que lhes retira tempo útil.

É uma relação de mão dupla, diz Leora Klapper, economista-chefe da equipe de pesquisa em finanças e setor privado do Banco Mundial. Quando a conta está no seu nome, você precisa entender como as finanças funcionam, e isso traz mais resultado. As mulheres também têm um relacionamento com o dinheiro baseado em “alta frequência e valores menores”, na definição de Klapper.

Ou seja, fazem transações mais frequentes, com quantias menores, tanto na hora de pagar quanto na hora de guardar. Por isso, precisam de produtos adequados e tecnologia bancária móvel que permita transferir quantias com facilidade e fazer pagamentos eletrônicos.

Nos dados do Banco Mundial, a diferença na percentagem de brasileiros maiores de 15 anos que pouparam nos 12 meses anteriores à entrevista foi de 7 pontos: 28% dos homens, 25% das mulheres. Outro estudo, feito com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, indica que, mesmo quando as mulheres brasileiras são as chefes de família, há uma defasagem entre o que elas e os homens conseguem poupar.

Os pesquisadores do Ipea Marcos Antonio Coutinho da Silveira e Ajax Reynaldo Bello Moreira avaliaram dados das duas POFs mais recentes (2002/2003 e 2008/2009).

Eles consideram o resultado difícil de explicar, já que essas mulheres, em tese, precisam de “maior volume de poupança precaucionária, uma vez que enfrentam maior incerteza no mercado de trabalho e que a maioria delas não conta com o seguro potencial representado pela renda de um cônjuge”.

Segundo eles, a “ampla evidência empírica” de que as mulheres são mais avessas ao risco justifica um estudo mais aprofundado. (Folhapress)

Fonte! Chasque (matéria) veiculado no portal oficial do Jornal Os Sul de Porto Alegre (RS) em 11 de janeiro de 2017. Abra as porteiras clicando em 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Em 20 anos, a tabela do Imposto de Renda sofre defasagem de 83,12%

Atualmente, os contribuintes isentos são todos aqueles que possuem
renda tributável mensal inferior a R$ 1.903,98 (Foto: Banco de Dados)

A tabela do Imposto de Renda acumula defasagem de 83,12% desde 1996, segundo análise do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal). De acordo com o levantamento, se a tabela fosse corrigida pelos índices de inflação acumulados no período, a faixa de isenção para o tributo seria de até R$ 3.460,50.

Atualmente, os contribuintes isentos são todos aqueles que possuem renda tributável mensal inferior a R$ 1.903,98. Em nota divulgada à imprensa, o sindicato diz que a diferença de R$ 1.556,52 penaliza as camadas de mais baixa renda que estariam na faixa de isenção. A defasagem repercute também sobre as demais faixas de contribuintes.

Entre 1996 e 2016, a inflação registrada (283,87%) foi mais que o dobro da correção realizada pelo governo na tabela do imposto (109,63%). Nesse período, apenas cinco reajustes da tabela superaram a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Os contribuintes que têm rendimento tributável de R$ 4.000 por mês se veem obrigados a um recolhimento mensal de R$ 223,41 a mais do que se a tabela fosse corrigida. Ou seja, um valor 547,84% acima do que haveria caso fossem aplicadas as reposições inflacionárias. Em contrapartida, os contribuintes com renda mensal tributável de R$ 10 mil pagam a mais 62,03% do que deveriam. Assim, verifica-se em números que o ônus de não corrigir a tabela recai mais aos que ganham menos, afirma o sindicato.

O estudo levou em consideração a estimativa de 30 de dezembro do Boletim Focus, do Banco Central, para o fechamento do IPCA de 2016 em 6,36%. (Folhapress).

Fonte! Chasque (matéria) veiculado no portal oficial do jornal Os Sul de Porto Alegre, em 03 de janeiro de 2017. Abra as porteiras clicando em 

Os tipos de previdência disponíveis no Brasil (RGPS, RPPS, INSS e mais)

Muitos dizem que a previdência social é o “seguro” do trabalhador brasileiro. A previdência realmente garante renda ao trabalhador quando ocorre a inatividade, em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e… velhice.

Velhice? Isso mesmo, e esse é um dos maiores problemas da população brasileira que esta envelhecendo e tendo cada vez mais que se preocupar e se preparar para a aposentadoria.

Muito já se falou (e se fala) sobre aposentadoria (privada ou não) aqui no Dinheirama. O link abaixo mostra muito conteúdo sobre isso. Hoje vamos explicar as possibilidades e tipos de aposentadoria existentes no Brasil.

Previdência Privada

Trata-se de um dos mais tradicionais tipos de planos que podemos adquirir. De maneira facultativa, o cliente verifica as melhores condições dos planos, o benefício fiscal, quanto pode pagar por mês e dá inicio ao seu plano.

Pode-se fazer portabilidade (migrar de uma empresa para outra) e alterar a data de aposentadoria a qualquer momento. Muitas empresas, nacionais e multinacionais, possuem seus próprios planos de previdência complementar e oferecem esse benefício aos seus colaboradores.

As empresas incentivam inclusive fazendo contribuições ao plano e estipulando as chamadas regras de “vesting”, ou regras de desligamento nos casos de desligamento de um colaborador.

Em uma recente pesquisa com as melhores empresas para se trabalhar, o benefício da previdência privada foi citado em quase 100% das empresas como sendo um dos melhores benefícios oferecidos, superando em muitos casos o benefício de plano de saúde, por exemplo.

Os planos empresariais servem, inclusive, para reter os bons profissionais e são uma excelente ferramenta para a área de Recursos Humanos.  Muitos planos se tornam tão grandes em volume de recursos financeiros que necessitam inclusive de pessoas especializadas nas empresas para serem administrados (planos como PREVI e PETROS são exemplos disso).

Previdência Social

Nesse caso, a previdência é institucional e obrigatória. O regime de previdência dos servidores públicos pode ser mantido pelos entes públicos da Federação (Estados, Distrito Federal e Municípios), sendo, neste caso, denominado de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 

Já o regime de previdência dos servidores públicos não filiados ao Regime Próprio de Previdência Social é o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), gerido pela autarquia federal denominada de Instituto Nacional do Seguro Social, famoso INSS.

Chama-se de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) exatamente porque ele é estabelecido por cada ente federativo e assegura, a todos os servidores titulares de cargo efetivo, pelo menos os benefícios de aposentadoria e pensão por morte.

Cada ente público da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) pode ter o seu plano, cuja finalidade é organizar a previdência dos servidores públicos, tanto daqueles em atividade, como daqueles já aposentados e também dos pensionistas.

Desta forma, temos de um lado o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), cuja gestão é efetuada pelo INSS, que vincula obrigatoriamente todos os trabalhadores do setor privado e também os servidores públicos não vinculados a regimes próprios de previdência social. E de outro lado, o RPPS, cujas normas básicas estão previstas no artigo 40 da Constituição Federal, na Lei 9.717/98.

Nós dissemos acima que os entes públicos “podem ter” o seu RPPS porque no Brasil existem muitos Municípios que não instituíram regimes próprios. Desta forma, os servidores desses Municípios ficam vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (gestão pelo INSS).

Pensando no retorno e na proposta de valor (melhor rentabilidade e gestão profissionalizada), assim como nos planos de previdência privada, os RPPS devem seguir normas e são fiscalizados pelos órgãos competentes. Afinal, uma boa gestão desses planos é que vai garantir os benefícios aos trabalhadores no futuro.

Nos casos dos RPPS, a Resolução CMN 3922/2010 é que dispõe sobre as aplicações dos recursos. Tal Resolução é que diz quais os tipos de investimentos que os gestores podem ou não fazer.

Conclusão

Casos de má gestão de recursos de trabalhadores em produtos voltados para aposentadoria têm sido comuns no Brasil e no mundo, e por isso é importante entender melhor as regras de cada alternativa e como elas funcionam, principalmente por aqui.

Se você tem alguma dúvida específica em relação ao tema, use o espaço de comentários abaixo para redigi-la e manteremos contato. Obrigado e até a próxima!

Fonte! Chasque (postagem) de Abrahão Rodrigues, no sítio Dinheirama. Abra as porteiras clicando em

Precisamos falar sobre Aposentadoria e Reforma da Previdência Social

Assunto polêmico e que está muito relacionado à educação financeira.

Essa tal reforma da previdência, em minha opinião, é necessária para controle dos gastos do governo. Não tem para onde correr! Fazendo uma pequena reflexão, já conseguimos perceber que a conta não vai fechar.

A população está ficando cada vez mais velha. A expectativa de vida vem crescendo, portanto, os aposentados da previdência social irão receber aposentadoria por mais tempo.

A taxa de natalidade está cada vez menor, logo, no futuro teremos menos pessoas ativas no mercado de trabalho contribuindo para a previdência social.

Ebook gratuito recomendado: O Novo Aposentado

Mais pessoas recebendo, menos pessoas contribuindo

O resultado é certo! Se continuar como está, a previdência social não terá dinheiro para bancar os futuros aposentados.

Claro! Concordo que só isso não resolverá o problema de gastos do governo, mas outros gastos também têm que ser cortados o mais rápido possível, e a corrupção é um deles.

Também concordo que tem muito a ser discutido sobre essa reforma e que muitos dependem e dependerão da previdência social para sobreviverem no futuro. Portanto, a classe mais pobre da população não pode ser a mais prejudicada.

Porém, a maioria das pessoas não quer ir a fundo para levantar soluções que possam resolver o problema, nem mesmo ler para conhecer a realidade das questões sobre este assunto, para que se possa ter uma discussão mais profunda.

A primeira coisa a se fazer é começar a se interessar por política. Por que? Ora, muitas consequências das escolhas de nossos políticos eleitos (por nós) são refletidas em nossas vidas, diretamente ou indiretamente. A reforma previdenciária será apenas uma delas.

Aposentadoria em foco

A questão é sempre a mesma: “Vamos ter que trabalhar até morrer”, “Nunca vou me aposentar”, “Os políticos não querem diminuir seus salários, só acabar com a nossa aposentadoria”, etc…

Enfim, o fato é o seguinte: O povo se acostumou a depender do governo para se “aposentar” e parar de trabalhar.

Antigamente não tinha informação, mas hoje é diferente. O povo brasileiro precisa mudar essa cultura imediatamente antes que seja tarde demais e fique sem aquele pique para trabalhar e construir sua própria “aposentadoria” para viver tranquilamente a velhice.

E acredite! Esse papo aqui é para quem está começando a vida e também é para você que se acha velho demais.

Você pode estar com 50 anos, mas lembre-se que poderá viver até os 100 anos! Seguindo esse raciocínio, você ainda está na metade de sua vida, ainda tem tempo para mudar as coisas.

Atitude para elaborar e seguir um bom planejamento e controle financeiro! Isso é uma das coisas que o povo precisa para se “aposentar”, e não só ficar dependendo do governo.

Mudança de hábito já!

Comece lendo um bom livro sobre finanças pessoais, caminhe para tomar as rédeas de suas finanças, faça um bom planejamento financeiro e termine construindo sua própria “aposentadoria”.

Atualmente há um novo conceito de “aposentadoria”. Indico a leitura do livro “Adeus, aposentadoria” do Gustavo Cerbasi, e também do ebook gratuito do Dinheirama, “O Novo Aposentado“, para fixar esse novo conceito que veio para ficar. Só não vê quem não quer.

Basicamente o “novo aposentado” pode continuar trabalhando, mas não precisa. Isso é independência e liberdade para escolher o que você quer fazer da sua vida.

Já ouço a pergunta: “Como vou construir minha própria aposentadoria, se mal consigo pagar minhas dívidas“?

Ah meu amigo, existem perguntas que não há respostas prontas, mas você pode e deve ir em busca delas.

Talvez a resposta esteja em você perceber que consegue pagar aquela parcela de seu smartphone de última geração ou então do seu carro zero km, mas só não consegue poupar e investir para sua independência financeira.

Entretanto, como eu disse antes, quem tem que buscar essas respostas é você mesmo.

Estamos na era da informação e as pessoas só querem saber e repassar informações superficiais (aquelas mensagens de grupos de WhatsApp e Facebook que se você não repassar ou não compartilhar em três dias, você nunca mais se aposentará).

Não podemos nos contentar com isso!

Temos que ir atrás de conhecimento mais aprofundado. Nunca se teve tanto conhecimento disponível e tanto conteúdo de qualidade, que pode ser adquirido gratuitamente ou por um preço bem baixo e justo através da internet.

Uma coisa é certa. Se você não for atrás da sua aposentadoria, ninguém vai atrás dela pra você. Você pode até contar com o governo, mas se eu fosse você, eu não contaria com isso!

Não penso que a aposentadoria da previdência social deva ser descartada totalmente, mas sim, penso nela como um plano B.

Além disso, muitas pessoas, assim como eu, são obrigadas a contribuir para a previdência social do governo. Outras podem, e até acho que devem contribuir com pelo menos um salário mínimo para garantir o plano B.

Sou servidor público federal e sou obrigado a contribuir pelo Regime Próprio da Previdência Social. Óbvio que eu espero poder usufruir disso algum dia.

Temos o dever de lutar por nossos direitos

Todos nós devemos entrar nessa discussão da reforma previdenciária!

Na regra atual, para os novos servidores públicos federais se aposentarem, eles devem ter no mínimo 60 anos de idade. Após essa reforma, vai saber qual será a idade mínima.

Espero estar gozando de boa saúde para trabalhar até lá. Anseio não depender do governo para ter uma vida digna aos meus 60 anos de idade ou mais. Quem sabe quando eu chegar lá eu não possa escolher se continuo trabalhando ou não?!

Então você tem duas opções: a de ficar choramingando e reclamando do governo que vai deixar sua “aposentadoria” cada vez mais distante e menor em termos de remuneração, ou mudar sua visão agora e tomar um novo rumo na sua vida.

A escolha é só sua, de mais ninguém. Até mais!

Fonte! Chasque (postagem) de Bruno Cardoso, publicado no sítio Dinheirama. Abra as porteiras clicando em