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domingo, 13 de junho de 2021

XP quer começar a aumentar seus investimentos em criptomoedas

Créditos! https://www.infomoney.com.br

A XP é uma corretora, criada por Guilherme Benchimol, que depois de montar a Xdex em 2018 para trabalhar com a compra e venda das criptomoedas, encerrou as atividades no ano passado e agora se dedica em novos projetos de montar uma nova plataforma. A ideia da XP é usar ativos desse setor para atrair novos investidores.

Com uma das maiores plataformas de investimentos, as criptomoedas se tornam uma estratégia, para voltar ao mercado,  principalmente agora que as moedas digitais passaram a ter condições favoráveis, mesmo estando ainda instável no mercado. De acordo com os associados da empresa, que pertencem a XP Controle, a antiga corretora, Xdex, fechou por ter dificuldades em empreender dentro de um mercado que não possui regulamentação.

Nova oportunidade para montar corretora de criptomoedas

Atualmente os investimentos em criptomoedas se popularizaram, e existem milhões de pessoas investindo nesse ativo, e isso foi o que atraiu a atenção da empresa, para voltar a criar um projeto voltado para esse tipo de negócio. Uma das questões levantadas pela nova corretora, seria sobre seu outro sócio, o Banco Itaú, que vetou a ideia, e possui cerca de 49% das ações da XP.

Mesmo que o Banco não tenha autonomia para cancelar a ideia, é perigoso que um dos maiores bancos do Brasil, não aprove a ideia da XP de começar a comercializar ativos em criptomoedas. Ao ter que repassar a participação, os acionistas poderiam abrir novas portas.

A XP ainda não tomou a decisão final sobre a montagem de uma nova corretora, mas as apostas em criptomoedas são fortes, e de acordo com algumas fontes, quando a decisão for tomada não vai demorar muito para acontecer. A empresa tem a visão de se regularizar o quanto antes com o Banco Central sobre o assunto e tudo deve ser esclarecido para começar com seus interesses e entrar no mercado de moedas digitais com valores acessíveis.

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio Brasil 123. Abra as porteiras clicando em: https://brasil123.com.br/xp-quer-comecar-a-aumentar-seus-investimentos-em-criptomoedas/, por Daiane Souza, em 04 de junho de 2021.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Novas faces das pirâmides financeiras no Brasil: o golpe dentro do golpe

Créditos! https://www.blancoadvocacia.com.br


São crescentes no Brasil os golpes chamados de pirâmide financeira.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou recentemente ter encaminhado cerca de 260 comunicados de indícios criminosos ao Ministério Público até o mês de setembro último, um recorde nos últimos cinco anos. A Comissão também aplicou R$ 926,1 milhões em multas no período. Desse total, 139 comunicados são relativos a formações de pirâmides financeiras. Apenas no terceiro trimestre, foram 36 esquemas de pirâmide detectados pela órgão regulador.

Os números refletem que, em que pese a prática de pirâmide financeira ser proibida e configurar crime, os golpistas não estão intimidados com as ações da autoridades.

Tal fato ocorre em virtude do advento das criptomoedas que, com seu crescimento exponencial e volatilidade de rendimentos, abriu um caminho fértil para golpistas “fisgar” vítimas sob a promessa de retorno expressivo de dinheiro em um curto espaço de tempo.

Com modos usuais, as pirâmides financeiras e esquemas “Ponzi” costumam ter fases comuns que iniciam com uma euforia quando o número de investidores está crescendo, e os mais antigos estão sacando, passando por uma segundo fase, onde os investimentos se estabilizam e a empresa começa a atrasar os saques. Uma terceira fase ocorre quando o golpista não consegue pagar os resgates e cria justificativas, como problemas operacionais e até ataques de hackers ou desvios de recursos.

Já numa quarta fase, o golpista vai enrolando os investidores e afirma que os valores serão pagos, mas os problemas operacionais não permitem, então ele pede mais uma semana, um mês ou alguns dias, desembocando em uma fase final. É quando existe uma admissão de quebra e o criminoso oferece um contrato de confissão de dívida para o investidor, dando a ilusão que a vítima terá uma garantia de que receberá o dinheiro de volta. Esse são os caminhos do golpe.

Porém, recentemente, foram identificados em vários esquemas fraudulentos, com uma nova fase, uma espécie de “spin off” do golpe, onde se aproveitando da possibilidade de converter milhões de reais em criptomoedas, o vigarista consegue sair do país com uma fortuna em um pendrive, deixando contas vazias para burlar execuções judiciais dos credores, que não obtêm êxito na sua pretensão.

Nessa nova etapa, ao invés de finalizar com um termo de confissão de dívidas, dando a ilusão de uma garantia de recebimentos para as vítimas que nunca receberão, os golpistas anunciam um acordo como uma forma de inibir ações judiciais. A narrativa deste acordo, geralmente, vem acompanhada de ataques aos advogados das vítimas, que são colocados como os grandes culpados pelas dificuldades de não se efetuarem os pagamentos.

A partir daí, os golpistas iniciam uma grande divulgação de pequenos pagamentos, ínfimos no montante da dívida, mas com muito marketing para demonstrar boa-fé, inclusive para as autoridades. Muitos desses pagamentos são feitos a membros da própria organização que tem como trabalho divulgar ao maior número de pessoas que a promessa esta sendo cumprida. Como uma anestesia generalizada, esse golpe dentro do golpe tem um efeito imediato nos credores que mais uma vez se tornam vulneráveis, mesmo estranhando o fato de não estarem na lista dos que tiveram a dívida liquidada.

Diante desse estado de letargia cercada por muito marketing, os golpistas se aproveitam para oferecer uma nova oportunidade de negócios, sem mesmo honrar os compromissos antigos, uma plataforma mundial que irá revolucionar o mercado e que com investimentos nesse novo negócio, os rendimentos contribuirão para a quitação total da dívida. Como um ciclo infinito que se retroalimenta, o golpe volta pra primeira fase, e tudo se reinicia numa enorme euforia coletiva até chegar novamente a fase do caos e desespero, onde famílias são devastadas pela perda de economias de toda uma vida.

É urgente a necessidade de um basta nessa situação e para a obtenção de resultados práticos devem ser adotadas medidas necessárias, tais como busca e apreensão, remoção de coisas e pessoas, perdimento do proveito do crime, impedimento de atividade, além de requisição de força policial, evitando que o ciclo se reinicie e perdure devastando economias de maneira criminosa.

Fonte! Chasque (post) de Jorge Calazans, publicado no sitio Empresas & Negócios em 18 de janeiro de 2021. Abra as porteiras clicando em https://jornalempresasenegocios.com.br/negocios/novas-faces-das-piramides-financeiras-no-brasil-o-golpe-dentro-do-golpe/

Jorge Calazans é advogado especialista na área criminal, é Conselheiro Estadual da Anacrim e sócio do escritório Calazans & Vieira Dias Advogados, com atuação na defesa de vítimas de fraudes financeiras.