quinta-feira, 14 de maio de 2015

Além da filantropia da Emater


A luta para a Emater/RS obter a filantropia é justa, mas não basta. É preciso ir além e buscar o foco do custeio da Assistência Técnica e da Extensão Rural - Ater. A Constituição Federal (CF) de 1988 desenhou um novo quadro político para o tema, em que os constituintes decidiram nacionalizar o custeio da Ater. A execução das ações da Ater pode ser transferida para os estados, como consta no artigo 18, da Carta Magna. A quem cabe o custeio da Ater? Reza a CF que é competência privativa da União, entre outras, o direito agrário.

Cabe ao Congresso legislar sobre a Política Agrícola, que integra o capítulo III, do Título VII (Ordem Econômica e Financeira). O inciso IV, do art. 187, legislou sobre a Ater, como reza o texto constitucional, art. 187. A política agrícola será planejada e executada na forma da lei, com a participação efetiva do setor de produção, envolvendo produtores e trabalhadores rurais, bem como dos setores de comercialização, de armazenamento e de transportes, levando em conta a assistência técnica e extensão rural. A Lei Maior, no art. 23, confere à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios competência comum. Esse artigo não delegou a matéria da Ater, o que significa que os serviços de assistência técnica e extensão rural são da competência da União, e cabe a esta o custeio. O governo federal, em 1992, não entendeu o dever da União, relativamente ao inciso IV, quando extinguiu a Embrater, empresa estatal responsável nacionalmente, pela Ater. Quanto à pesquisa, a Embrapa até hoje cumpre sua função, mas ao dissolver a Embrater, a União não seguiu a CF.

Não importa a extinção da Embrater, pois a União continua vinculada e obrigada a manter o custeio da Ater, inclusive nos estados. Assim, só resta uma conclusão sobre a matéria: o Estado deve exigir da União não só a filantropia, mas todo custeio da Ater, fixado no orçamento para o ano 2015 em R$ 202 milhões.


Fonte! Chasque (artigo) de Vergílio Frederico Perius (advogado), publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 14 de maio de 2015. A fonte da arte é o sítio www.emater.tche.br

Câmara aprova emenda que cria alternativa ao fator previdenciário

Votação marcou primeira derrota importante do governo sobre o ajuste fiscal
Medida preovisória dá alternativa ao trabalhador | Foto: Wilson Dias / ABr / CP
Medida preovisória dá alternativa ao trabalhador
A Câmara dos Deputados aprovou, por 232 votos a 210 e duas abstenções, a emenda do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) à Medida Provisória 664/14, que dá alternativa ao trabalhador, na hora da aposentadoria, de aplicar a chamada regra 85/95 em vez do fator previdenciário.

A regra 85/95 prevê que a mulher poderá se aposentar quando a soma de sua idade aos 30 anos de contribuição for de 85 e, no caso do homem, a soma da idade a 35 anos de contribuição somar 95. Com essa regra, a aposentadoria seria integral em relação ao salário de contribuição. Para os professores, haveria diminuição de 10 anos nesses totais.

Os deputados já aprovaram o texto-base do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) para a MP, que muda as regras de pensão por morte, impondo carências e tempo de recebimento conforme a faixa de idade do beneficiário.

Antes da votação, o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), pediu à base aliada para seguir o compromisso assumido pelo governo, por meio de negociações com o vice-presidente Michel Temer, de que o assunto será tratado em 180 dias por meio de uma comissão que reúna representantes da sociedade, do governo e do Congresso.

Já o autor da emenda defendeu a aprovação por significar um avanço para o fim do fator. “O fator previdenciário reduz em 40% a aposentadoria dos trabalhadores e tem de acabar porque é uma grande injustiça”, afirmou Faria de Sá.

Esta é a primeira derrota importante do governo na votação das MPs do ajuste fiscal.


Fonte! Chasque (matéria) veiculado no sítio oficial do jornal Correio do Povo de Porto Alegre, no dia 13 de maio de 2015. Abra as porteiras:  http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/556341/Camara-aprova-emenda-que-cria-alternativa-ao-fator-previdenciario

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Fábrica da GM em Gravataí suspende fabricação


Falta de acordo sobre frete com transportadoras ocasionou lotação do estoque
Fabricação foi suspendida na GM de Gravataí  | Foto: Divulgação / CP Memória
Fabricação foi suspendida na GM de Gravataí
 | Foto: Divulgação / CP Memória
Com a capacidade do seu pátio em Gravataí esgotada (7 mil veículos) e uso de dois pátios extras — Velopark, em Nova Santa Rita, e autódromo de Tarumã, em Viamão — a fábrica gaúcha da General Motors (GM) decidiu suspender a produção na terça-feira. A unidade, que opera em três turnos de trabalho, não chegou a iniciar o segundo turno, às 15h. A suspensão é temporária. Em nota, a GM lamentou a dificuldade de chegar a um acordo sobre fretes com as transportadoras Tegma e Transzero. 

Ambas as empresas paralisaram a retirada de carros produzidos na montadora. No comunicado, a GM cita ter fechado negociação com todas as transportadoras de veículos nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, no interior de São Paulo. Carros chegaram a ser armazenados nas áreas de estacionamento de dois autódromos da Região Metropolitana, Tarumã (Viamão) e Velopark (Nova Santa Rita).

“Neste momento de dificuldades no mercado brasileiro, em que todos precisam unir esforços para superar os desafios e contribuir para a retomada da economia, nosso objetivo comum com todos os parceiros, fornecedores, transportadores e sindicato é manter a unidade operando em três turnos e esta ação unilateral vai forçar a parada da linha de produção”, diz a nota.

A GM/RS reafirma seu compromisso de continuar as negociações sobre o custo do frete. “Esperamos alcançar um acordo que não comprometa a competitividade dos produtos Chevrolet no mercado brasileiro”, finaliza a nota. Os trabalhadores do complexo automotivo, porém, estão preocupados com a possibilidade de o impasse produzir demissões, caso não ocorra um acordo no curto prazo. O desaquecimento das vendas de veículos novos é outro agravante.

Fonte! Chasque (matéria) veiculado no Sítio oficial do Jornal Correio do Povo de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 2015. Abra as porteiras: http://correiodopovo.com.br/Noticias/556241/Fabrica-da-GM-em-Gravatai-suspende-fabricacao

Sartori deve alterar calendário de pagamentos do funcionalismo

Sugestão do governo do RS é remunerar servidores no quinto dia útil
Sartori deve alterar calendário de pagamentos do funcionalismo | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória
Sartori deve alterar calendário de pagamentos do funcionalismo
O governador José Ivo Sartori (PMDB) deverá alterar o calendário de pagamentos dos salários do funcionalismo, dando forma à ameaça que tem gerado incertezas desde o início de seu governo. A ideia foi exposta nessa segunda-feira em reunião com dirigentes partidários e consiste em transferir o modelo atual, que remunera nos últimos três dias do mês, para o quinto dia útil, como ocorre na iniciativa privada.

O encontro aconteceu durante a tarde, a portas fechadas, no gabinete do governador, no Palácio Piratini. Participaram do encontro os presidentes dos aliados com maior representatividade na Assembleia: Adilson Troca, do PSDB, que tem quatro deputados; Celso Bernardi, do PP, que tem sete assentos no Parlamento; e Pompeo de Mattos, do PDT, cuja bancada é composta por oito deputados. Além deles, o presidente do PSB, Beto Albuquerque, aliado de Sartori desde o primeiro turno das eleições, e Ibsen Pinheiro, o principal articulador do governador junto aos peemedebistas.

Desde março, o governo tem indicado o atraso de salários como medida para ajustar o fluxo do caixa. Diante de protestos e ações judiciais, Sartori havia optado por recuar nestas ocasiões. A medida deverá ser anunciada neste mês.

Fonte! Chasque (matéria) veiculado no sítio do jornal Correio do Povo, no dia 12 de maio de 2015. Abra as porteiras:  http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/556163/Sartori-deve-alterar-calendario-de-pagamentos-do-funcionalismo

Retrato!  Tarsila Pereira / CP

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sistema Único de Saúde entra em coma induzido

Não é de hoje nem culpa desse ou daquele governo. Mas o fato é que o Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em coma induzido há alguns anos. Tem respirado por aparelhos ligados a oxigênio financeiro, com espasmos oficiais. Pois, após a traqueostomia a que o SUS foi submetido pela absoluta falta de recursos federais, e aqui no Rio Grande do Sul, a situação do paciente SUS escancarou a sua gravidade.

Como mais de 50 milhões de brasileiros têm planos de saúde privados - e também nestes nota-se uma demora cada vez maior no atendimento para consultas eletivas -, apenas as classes menos favorecidas reclamavam.

A Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), muito atacada pela oposição de então, foi abolida pela nova oposição justamente quando os que eram contra antes chegaram ao Palácio do Planalto. Na época, em que foi extinta, rendia R$ 40 bilhões ao ano, que deveriam ir para a saúde.

Aclamado como "a mais ampla cobertura de saúde gratuita do mundo", o SUS sofreu, no século XXI, as dificuldades do seu gigantismo e do avanço da medicina. Nos últimos anos, a indústria brasileira de produtos e equipamentos médico-hospitalares deu salto de qualidade e de arrojo que a fazem potencialmente competitiva. A aproximação com 'clusters médicos' internacionais, onde a integração entre indústria, área de pesquisa e poder público tem gerado avanços importantes para a saúde, começa a ser replicada aqui e a transformar a vocação produtiva de algumas regiões do País.

Mas máquinas para o chamado diagnóstico por imagem são caras e exigem bons recursos humanos e materiais. Na Capital, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), não serão mais construídas, ficando apenas aquelas que já estão em funcionamento ou em fase final de acabamento. Segundo noticiado pela Secretaria da Saúde de Porto Alegre, não tinham resolutividade. Agora, a crise chegou nos chamados hospitais filantrópicos, acendendo o sinal não amarelo, mas o vermelho.

A Santa Casa de Porto Alegre tem 600 leitos para o SUS e fará menos consultas. Como ficará? Na crise global, o governo federal cortou impostos e incentivou o consumo. Mas isso, como os remédios, tinha prazo de validade. Saciada a demanda reprimida, veio a inação pelas compras. Simultaneamente, Brasília perdeu arrecadação. Agora, tem que repor impostos e rever benefícios. É antipático, mas qual é a outra solução? Enfim, se os governos federal e estadual desligarem os aparelhos que levam o oxigênio financeiro à saúde pública, milhares sofrerão, e o paciente SUS morrerá.

Algo precisa ser feito para repor o modelo em condições razoáveis. A chamada "ambulancioterapia", hoje, foi substituída por ônibus que trazem pacientes às dezenas para os grandes hospitais da Capital, especialmente o Clínicas, o complexo Conceição e a Santa Casa, além dos particulares com parcela de atendimento pelo SUS.

O prefeito José Fortunati alertou que a rede de saúde de Porto Alegre atende 60% de pessoas do Interior do Estado e tão somente 40% da Capital. É a prova de que algo está errado na distribuição hospitalar gaúcha. Prefeituras, com ajuda federal e estadual, devem criar consórcios para hospitais de média e grande complexidade atenderem em polos regionais.

Como está, nada reverterá o óbito do SUS. Quem quer ser o assinante desse atestado terrível, como se a morte não fosse algo tão temido? Algo deve ser pensado e executado logo. E a eutanásia não é tolerada no Brasil, sabemos, mesmo quando a hipocrisia impera em alguns círculos políticos.


Fonte! Este é o editorial do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), da edição do dia 07 de maio de 2015.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Atitude 85! Divisor de águas no nosso rancho: abril de 2008!

Com educação financeira mas sem perda
qualidade de vida como diz Gustavo
Cerbasi

Bueno! A certa altura da vida começamos a nos preocupar, pois eu não tinha o hábito de ler chasques (matérias) das páginas de economia dos jornais gaúchos e nem nos sítios sobre o tema na internet. E tudo começou com com uma "janela" no portal Pop. Era o sítio do Dinheirama, do educador financeiro Conrado Navarro.

Começamos a nos preocupar, pois estávamos aos poucos envelhecendo. Eu estava participando de um fundo de pensão, mas a esposa não tinha nada parecido com investimentos para fins de aposentadoria complementar... E muito menos as nossas duas filhas....

Naquela época os grandes bancos cobravam taxas absurdas de administração e de carregamento para os produtos VGBL e PGBL. Mesmo assim fizemos os investimentos iniciais no Bradesco: para mim, para a esposa Marilene e para as crianças - a Bibiane com 16 para 17 anos e a Ana Paula com 12 anos. Ao longo do tempo já aconteceram duas portabilidades: primeiro para a Icatu e depois para a Mapfre, onde os valores da taxa de administração e de carregamento eram menores (bem menores que as do Bradesco).

Comecei a ler e "debulhar" (ler) chasques (textos) nas páginas de finanças pessoais na internet e me empolguei. Participei de eventos de educação financeira da Expomoney. Mas, até hoje não descobri por que este, que era o maior evento de educação financeira da América Latina simplesmente acabou e não veio nenhum evento similar em seu lugar....

Mas se formos fazer uma viagem para o passado recente.... voltando para abril de 2008, diríamos que foi neste mês/ano que damos o pontapé inicial no orçamento doméstico. Tudo anotado em planilhas. Uma para cada integrante da família. Planilha simples com 5 colunas: data, discriminação, coluna entradas de valores, outra de saídas e mais uma de saldos. As colunas da esposa e das filhas migravam com suas entradas, saídas e saldos para a minha e no final do mês, o saldo final deveria corresponder ao meu saldo bancário (sempre com poucos cobres/dinheiro mas sempre no azul), mais as moedas e notas de dinheiro do bolso da bombacha, mais o saldo da minha conta ticket alimentação. Simples assim...

Educação financeira andando junto
com a tradição gaúcha (foto de 2005)
Em 2009, a partir de janeiro, paralelo a estas planilhas, baixamos a planilha DiSOP do contador e educador financeiro Reinaldo Domingues e acrescentei nas planilhas do excel uma sexta coluna onde transcrevi uma espécie de conta contábil, tal qual estão na planilha do Reinaldo Domingues. 

Esta planilha DiSOP classifica em primeiro plano os tipos de receitas. A seguir, os investimentos financeiros (metas) e os investimentos patrimoniais (ativos - imóveis por exemplo). As despesas são classificadas em: residenciais, de instrução, pessoais, com veículos e outras despeas.

Também em 2009 nos divorciamos do cartão de crédito. Estávamos  literalmente casados com ele há 16 anos. Fizemos o cartão pra ajudar o nosso time do coração - o Grêmio (mas com certeza o maior beneficiário não era o meu time e sim a instituição financeira do cartão). Hoje não faríamos mais isso.... mas naquela época quisemos "ajudar o clube". 

Sempre pagamos em dia as faturas mas vez por outra resvalávamos nas compras por impulso com o posterior arrependimento. Mas aí o estouro no bolso da bombacha já estava sacramentado... Depois disso as compras por impulso foram literalmente zeradas. E em vez destas, entraram os parcelamentos periódicos e mensais dos investimentos.... Entravam as receitas via salário e lá eram baixados os valores do saldo bancário para investimentos mensais e o incremento da reserva de emergências, que muitas vezes foi usada nas horas do sufoco.... E isto continua acontecendo até os dias atuais, periodicamente.

Hoje a reserva de emergência está aquém da que é recomendada pelos educadores financeiros. Eles projetam que se deva ter entre três e cinco vezes o salário bruto em reserva de emergência. Atualmente devemos ter em torno de 20% disso, mas já fomos salvos várias vezes por esta....

A última foi no domingo de carnaval. Fui buscar de carro a esposa no centro de Porto Alegre. Imagina uma cidade deserta. E como diz o humorista gaúcho Paulinho Mixaria "e murtiprica". Fomos literalmente atropelado por uma moto, em manobra proibida, numa grande avenida (não tinha outro veículo transitando) e esta destruiu toda a lateral direita do meu veículo, desde o farol, passando pelo para-lama dianteiro e as duas portas (inutilizada a porta da frente e arranhada a porta de trás). 

Sorte que tínhamos adiantado o pagamento do seguro, que começou a vigorar no dia 13 de fevereiro. Pagamos no dia 11 mas o vencimento era até o dia 20. E o sinistro foi dia 15.... 

A seguradora foi acionada e o veículo foi para os reparos. Sem o seguro os reparos arrebentariam com certeza com a nossa reserva de emergência. A franquia (vinda desta reserva de emergências) nos custou R$ 1.042,00.

Temos como regra no nosso rancho, na nossa casa, na nossa vida:

1 - O parcelamento radicalmente não existe, salvo exceções onde estão excluídas todas as instituições financeiras. Exemplo recente foi o financiamento do veículo novo, onde o agente financeiro éramos nós mesmos. Baixamos o valor das aplicações e fomos nos devolvendo, desde julho de 2013 até o início de abril deste ano, quando liquidamos tudo (dívida totalmente paga). Leia o chasque (postagem) a respeito. Abra as porteiras clicando em: http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/08/atitude-72-comprei-um-carro-parcelado-e.html 

2 - A manutenção, mesmo que de forma precária, da reserva de emergências é necessária;

3 - Sem o cartão de crédito, acabaram as compras de tralhas que só enchiam as varandas, as prateleiras e traziam arrependimento e o estouro no bolso da bombacha posteriormente;

4 - Já citamos em outra oportunidade.... começamos tarde (eu e a esposa) com investimentos para fins de aposentadoria. Continuamos investindo para não ter somente o benefício do INSS, mais conhecido como "Isso Nunca Será Suficiente".... e quem se aposentar somente com esta fonte de renda, logo logo saberá que esta renda nunca será suficiente. Mas aí chirú (meu amigo), poderá ser tarde demais!

Recomendo a página que citamos no início deste chasque (Dinheirama). Abra as porteiras clicando em www.dinheirama.com. Abra as porteiras dos demais sítios recomendados no O Bolso da Bombacha. 

Baita abraço

Valdemar Engroff

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Governo Sartori vai propor alterações para aposentadorias de futuros servidores

Objetivo é evitar a aposentadoria precoce
Foto: Caco Konzen / Especial


Entre as medidas de correção das finanças estaduais preparadas pelo governo José Ivo Sartori, está a alteração das regras previdenciárias dos servidores públicos. O objetivo é evitar a aposentadoria precoce. A informação foi revelada pelo vice-governador José Paulo Cairoli na tarde desta terça-feira, em Lajeado, na penúltima etapa da Caravana da Transparência do Palácio Piratini.

A proposta de alteração nas regras deverá valer somente para futuros servidores, sem mexer nos direitos dos atuais funcionários.

— Temos hoje um crescimento maior de servidores inativos do que de ativos. Isso já vem de 25 anos. Se nada for feito, como vai ficar? O nosso compromisso é plantar uma semente de mudança. Os resultados disso só vão aparecer lá na frente. Mas isso é evidente, vamos trabalhar para isso (mudar regras de aposentadoria). Muitas coisas poderão ser feitas de forma semelhante às mudanças já feitas pelo governo federal — disse Cairoli. 

Ele ainda garantiu que o projeto de lei deverá ser enviado em breve à Assembleia Legislativa.
— Estamos formatando, mas é neste semestre que se pretende fazer — afirmou. 

Na apresentação que fez sobre a crise financeira em um auditório com 200 pessoas — entre líderes políticos, comunitários e empresariais do Vale do Taquari —, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, destacou que 46,6% dos servidores que constam na folha de pagamento estão na ativa. Os 53,4% restantes estão aposentados. Ele ainda informou que, somente em 2014, o déficit da previdência foi de R$ 7,2 bilhões — dinheiro que o Estado precisou aportar para garantir os pagamentos dos salários. 

A pauta promete ser polêmica. No Rio Grande do Sul, professores e policiais contam com as chamadas aposentadorias especiais, que permitem a progressão à inatividade de forma considerada precoce, muitos em torno de 50 anos de idade. 

No discurso de abertura da caravana, o governador José Ivo Sartori disse que a situação das finanças públicas é grave e pediu união para o enfrentamento da situação. Ele, contudo, não detalhou as medidas que deverão ser enviadas pelo governo à Assembleia. 

— Quanto à realidade financeira, é bom que sejamos bem francos. É grave a situação e, com certeza, vai levar muito tempo para resolver. Estamos aqui para compartilhar a realidade. Não gostamos de vender ilusões. Não vamos deixar o Estado inerte, não vamos ficar apenas nos lamentando — garantiu Sartori. 

Ele ainda afirmou que "está sendo feito um esforço diário para manter os salários dos servidores em dia", mas não confirmou que o pagamento de abril poderá ocorrer normalmente, sem o expediente do parcelamento. Sartori se retirou da reunião após a sua fala devido a uma viagem ao Mato Grosso do Sul, onde participará, entre hoje e amanhã, da reunião do Codesul. 

Com uma linguagem didática, utilizando termos populares para traduzir complexos temas financeiros, Feltes foi aplaudido ao final da explanação e, depois, cumprimentado pessoalmente por uma dezena de pessoas. Feltes admitiu que o objetivo é ganhar o apoio da população para a aprovação de projetos de reestruturação financeira.

Fonte! Chasque (reportagem) de Carlos Rollsing, publicado no sítio oficial do jornal Zero Hora, no dia 14 de abril de 2015. Abra as porteiras clicando em   http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/04/governo-sartori-vai-propor-alteracoes-para-aposentadorias-de-futuros-servidores-4739902.html?utm_source=social&utm_medium=clicrbs&utm_campaign=facebook

domingo, 26 de abril de 2015

Juro do cheque especial chega a 220%

Em 12 meses, o rotativo teve a taxa elevada em 27,1 pontos percentuais

Diante do atual ciclo de alta dos juros implementado pelo Banco Central, o crédito aos consumidores e empresas tem ficado cada vez mais caro. Em março, a taxa média do cheque especial atingiu 220,4% ao ano, o maior nível em quase 20 anos - em dezembro de 1995, o nível chegou a 242,23% ao ano. Essa tendência de alta, segundo dados do BC, está em praticamente todas as modalidades de crédito e, com isso, a taxa média das operações com recursos livres bateu recorde, atingiu 40,6% ao ano no mês passado.

As linhas mais caras foram as que mais subiram. O cheque especial, que perde apenas para o rotativo do cartão de crédito nesse ranking das maiores taxas, apresentou elevação de 6,2 pontos porcentuais apenas no mês; no trimestre, a alta foi de 19,4 pontos porcentuais. No acumulado de 12 meses, os juros do cheque especial subiram 61 pontos.

O rotativo do cartão de crédito ficou com taxa de 342,2% ao ano em março e mais uma vez ficou como a modalidade com encargos mais pesados. Um mês antes, em fevereiro, os juros dessa opção eram 7,6 pontos porcentuais menores, estavam em 334,6% ao ano. Em 12 meses, o rotativo teve a taxa elevada em 27,1 pontos porcentuais. Para Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC, esse movimento de alta das taxas ocorre em um cenário de inadimplência em baixa. Para as famílias, o nível de calote entre fevereiro e março apresentou uma ligeira elevação ao passar de 5,3% para 5,4% - essa taxa corresponde apenas às operações com crédito livre. As empresas ficaram com o nível de inadimplência estável em 3,5% entre um mês e outro.

Maciel observou que os consumidores, diante da alta das taxas, têm migrado de linhas mais caras para outras mais baratas. "Para pessoa física, houve aumento importante das operações de crédito consignado, principalmente para aposentados", relatou. "O crédito consignado representa um terço do crédito para os consumidores, com uma elevação acima da média para pessoa física." Crescimento Os dados divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo BC mostram também que o estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,2% em março ante fevereiro e chegou a R$ 3,060 trilhões. Embora a economia esteja praticamente estagnada, a tomada de financiamentos no País continua em expansão moderada, a um ritmo de 11,2% em 12 meses até o mês passado.

Segundo Maciel, as operações de crédito em março mostraram um aumento maior do que o registrado em fevereiro e janeiro em função de uma sazonalidade do ciclo econômico. "O dinamismo da economia brasileira tem esse padrão crescente nos primeiros meses do ano e o crédito acompanha essa evolução", afirmou. "A nossa previsão para a expansão do crédito noano segue em 11%." Maciel chamou atenção para o crescimento em 12 meses no crédito livre para pessoa jurídica, que chegou a 5,1% em março.

Em dezembro do ano passado, essa expansão era de 3,8%. "O primeiro trimestre de 2015 foi melhor no crédito para as empresas do que os três primeiros meses do ano passado. Em parte, isso decorre da evolução do câmbio", avaliou. Segundo ele, houve crescimento expressivo no financiamento às exportações e nos repasses externos, com altas de 2,8% e 13,8% em março, respectivamente.Ele destacou que a carteira do BNDES para empresas, que representa quase três quartos do total do crédito direcionado para pessoas jurídicas, teve crescimento de 2,2% em março e de 16,3% em 12 meses. Esse movimento, explicou, foi influenciado pela variação do dólar.


Fonte! Chasque (matéria) publicado no sítio oficial do jornal Correio do Povo de Porto Alegre (RS) no dia 24 de abril de 2015. Abram as porteiras clicando em

Créditos do retrato: www.tribunainternet.com.br

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Observação! Na minha opinião, o estorvo no meu bolso da bombacha se chamava cartão de crédito. 

Certa feita me perguntei: para que "estou casado com este cartão"? Parece casamento com separação de bens, pois veja:

1 - Os juros são estratosféricos quando pago no dia seguinte ao do vencimento. Pontos e dinheiro para a instituição financeira do cartão;

2 - Todo estorvo procura uma oportunidade. Quantas compras supérfluas minhas foram feitas com arrependimento posterior? Te respondo: inúmeras, várias. Se arrependimento matasse....;

3 - Com a chegada da educação financeira no minha família em 2008, providenciei o divórcio de um casamento que estava durando e estava bom (mas apenas para a instituição financeira) por longos 16 anos.....

4 - Em separação amigável, começou a sobrar mais dinheiro para investir e zerei as compras impulsionadas pelo dito cartão. Te digo que não faz falta no meu bolso da bombacha....

Valdemar Engroff 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O e-mail de um aposentado: vida boa na melhor idade!


Créditos: www.noticias.band.uol.com.br
Oi, filho! Hoje acordei um pouquinho mais tarde. O despertador do meu smartphone (R$ 2 mil) tocou no horário de sempre, mas… estava friozinho lá fora, e a cama tão quentinha! Delícia este colchão anatômico que compramos mês passado (R$ 2,5 mil). A janela anti-ruídos do nosso quarto (R$ 1,8 mil) deixa o ambiente tão silencioso! E aquele ar-condicionado que mandamos instalar
(R$ 4 mil)? Uma beleza, a temperatura fica sempre nos 24 graus, bem como eu e sua mãe gostamos. Aliás, ela já tinha levantado, estava na cozinha “esmagando gelatinas” (ela adora isso… risos!) no tablet novo (R$ 1,5 mil).

Topas? Ela me propôs fazermos o desjejum na padaria, depois da nossa caminhada no parque. Antes, comemos só uns damascos secos, de lamber os beiços (R$ 70/kilo)! Bem, depois de cinco voltas (isso dá quase 10km!), fomos à padaria para “aquele” café da manhã (R$ 45,00/kg). Saindo de lá fui para minha massagem (R$ 120/sessão): aquela japonesa… vou te contar… mãos de anjo! Sua mãe foi fazer as unhas naquele salão que pinta florzinhas tão delicadas (R$ 66). Quando passei para pegá-la e vi aquela coisa meiga, lembrei-me do nosso primeiro buquê: passei na floricultura e dei-lhe outro igualzinho (R$ 45)!

Dolce far niente. Fomos almoçar na cantina perto de casa: que polpetta deliciosa (R$ 53,00/prato)! Depois fomos à creche que a gente ajuda, levar uns casacos de frio que compramos para as crianças (R$ 30/cada). Tão fofinhos… lembramos de você pequenino! Ainda deu tempo de pegar um cineminha (R$ 25/bilhete). Sua mãe quase brigou comigo por causa da pipoca amanteigada (R$ 12/copo), mas acabou me liberando com um beijo na bochecha: “Tudo pra ver meu garotão feliz!”. Amo quando ela diz isso.

O futuro, meu filho! Ah, o futuro! É lá (é aqui!) que está a melhor idade, pode acreditar no teu velho! Então se cuida, para chegar onde a gente chegou! Beijo grande do teu pai! (Fui! Estou animadíssimo para ver o show do Mc Cartney! Sua mãe está usando aquele vestido preto de veludo com os sapatos dourados de salto que dei a ela no nosso último aniversário de casamento: ela está uma gatona!).

Realidade. Em pesquisa recente com aposentados brasileiros, 38% afirmaram que teriam começado a poupar mais cedo; 47% teriam gastado bem menos do que o fizeram; 25% teriam priorizado a aposentadoria em vez de outras coisas; e 26% teriam quitado suas dívidas mais cedo. É… o futuro…

Fonte! Este chasque é a coluna semanal "Na Ponta do Lápis", de Marcos Silvestre, publicado no Jornal Metro de Porto Alegre (RS), do dia 09 de abril de 2015.

Silvestre é Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas, é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site
www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

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Gauchada do Rio Grande e desta terra em redor que chamamos de mundo.... Por meio deste chasque dá pra perceber que não é tão difícil entrar para uma realidade destas, pois a mesmice é o contrário, ou seja, problemas financeiras na vida dos aposentados.... então arregacem as mangas na juventude e se preparem para poder ir em muitos e muitos fandangos (bailes gaúchos em galpões de Centros de Tradições Gaúchas) na terceira idade.... e muito mais.... 

Baita abraço

Valdemar Engroff