Previsto
para março, ele promete rendimento atrelado à Selic e resgate 24/7 via
Pix, só que o Tesouro ainda não divulgou a remuneração exata
Ilustração: João Brito
O Tesouro Reserva é um novo título público, com lançamento marcado para março. A ideia é que ele funcione para reservas de emergência, ou seja, para guardar dinheiro que você precise usar a qualquer momento.
Qualquer momento mesmo: vai dar para comprar ou resgatar 24 horas por dia, sete dias por semana, com liquidação via Pix
– tal como os CDBs 24/7 e as “caixinhas” de banco. Pediu o resgate, o
dinheiro vem na hora, o que não acontece com outros títulos do Tesouro.
Rendimento: O Tesouro ainda não divulgou.
Anunciaram que ele vai acompanhar a Selic (hoje em 15%), mas falta o que
mais importa: qual será o percentual – se ele vai pagar 90%, 95%, ou
100% da taxa básica, por exemplo.
Investimento mínimo: R$ 1 – uma amostra de que o Tesouro Nacional quer tornar a aplicação popular.
Saldo que não cai: Esse vai ser o primeiro título
do Tesouro sem “marcação a mercado”. Significa o seguinte: o saldo ali
não cai, só sobe. Outro título, o Tesouro Selic,
também tem essa proposta, mas há ligeiras oscilações na valorização
diária – e, em casos raros, pequenas quedas de um dia para o outro. O
Tesouro Reserva será imune a esses soluços.
No fim, trata-se de um investimento pensado para competir com as caixinhas de banco e com a Caderneta dePoupança. Mas só vai dar para dizer se vale ou não a pena quando anunciarem o rendimento de fato.
Mesmo que a divilgação oficial, em março, diga que o rendimento será
de 100% da taxa básica (como acontece no Tesouro Selic), tudo vai
depender da taxa que o Tesouro Direto vai cobrar. Para os outros
títulos, ela é de 0,20% ao ano. Mantendo assim, com a Selic no patamar
atual, o rendimento ficaria em 98,5% do CDI.
Mas o Tesouro não informou qual será a taxa, ou se haverá isenção até uma certa quantia. No Tesouro Selic, a taxa é zero para saldos até R$ 10 mil.
Concorrer com a Poupança, de qualquer forma, não vai ser difícil. Se o
rendimento ficar acima de 75% do CDI, o Tesouro Reserva já vai bater a
Caderneta.
O Banrisul (BRSR6)
encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 656,9
milhões, o que representa um crescimento de 131% frente a igual período
de 2024. Já o lucro líquido em 2025 alcançou R$ 1,6 bilhão, 75,2% maior
que o registrado em 2024.
De acordo com o banco, os destaques positivos do ano foram o
incremento da margem financeira, o resultado favorável das outras
receitas e despesas operacionais e o aumento das receitas de prestação
de serviços
Por outro lado, houve aumento das perdas líquidas esperadas
associadas ao risco de crédito, das despesas administrativas e das
provisões cíveis, fiscais e trabalhistas, bem como pelo consequente
efeito tributário.
O retorno sobre o patrimônio (ROAE) ajustado anualizado subiu para
14,9% ao final do quarto trimestre em comparação aos 11% do mesmo
intervalo de 2024.
A margem financeira aumentou 8,6% em 12 meses, atingindo R$ 6,4
bilhões. As despesas administrativas subiram 5,2% em 12 meses, para R$
2,047 bilhões.
A carteira de crédito do alcançou R$ 65,016 bilhões ao final do
quarto trimestre de 2025 aumento de 4,8% ante um ano, refletindo,
especialmente, a ampliação no saldo de crédito comercial, câmbio e longo
prazo.
O patrimônio líquido alcançou R$ 11,178 bilhões no final de dezembro
de 2025, 7,3% superior a dezembro de 2024 refletindo fatores como a
incorporação dos resultados gerados, o pagamento de juros sobre capital
próprio e o provisionamento de dividendos, e a remensuração do passivo
atuarial referente aos benefícios pós-emprego.
Os ativos totais alcançaram R$ 163,470 bilhões em dezembro de 2025,
com crescimento de 10,9% frente à mesma etapa do ano anterior. O índice
de Basileia ficou em 19,5% em dezembro de 2025.
Edson Franco: "Houve um claro desincentivo à poupança previdenciária" FenaPrevi/Divulgação/JC
A
captação líquida dos planos de previdência privada aberta em 2025
chegou a R$ 4 bilhões, representando uma queda de 93,5% em relação ao
montante de 2024. O dado consta no relatório da Federação Nacional de
Previdência Privada e Vida.
O
total de aportes do ano passado foi de R$ 157,1 bilhões, uma retração
de cerca de 20% na mesma base de comparação (o equivalente a uma
diminuição de quase R$ 40 bilhões em aportes). Ao mesmo tempo, os
resgates aumentaram, somando R$ 153,2 bilhões, uma alta de 13,2%.
Segundo
o presidente da FenaPrevi, Edson Franco, os resultados de 2025
comprovam o impacto da cobrança do IOF nos planos VGBL. “Houve um claro
desincentivo à poupança previdenciária, gerado por tal medida. Nos
planos VGBL saímos de uma captação líquida de quase R$ 60 bi para pouco
mais de 3 bilhões de reais. Vale ressaltar que em todos os meses em que a
cobrança do IOF esteve em vigor a captação líquida ficou negativa”.
Franco
aponta que estes são os piores resultados da série histórica. “É um
volume de recursos que deixou de ser alocado para aumentar a proteção
financeira de longo prazo das famílias e que dificilmente voltará para o
sistema. Tais resultados transformam 2025 no pior ano para a
previdência privada aberta no Brasil. Uma perda para a sociedade e para a
economia do país”, enfatiza.
O
setor encerrou 2025 administrando R$ 1,8 trilhão em ativos, o
equivalente à, aproximadamente, 14% do PIB brasileiro. Mais de 11
milhões possuem planos de previdência aberta no país. O relatório da
FenaPrevi aponta que 88% do total arrecadado em 2025 foi destinado aos
planos VGBL; enquanto outros 10% foram aportados em planos PGBL e os 2%
restantes nos Tradicionais.
CNseg figura entre as Top 5 no ranking Focus de curto prazo
A Confederação
Nacional das Seguradoras alcançou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto
Prazo Anual (2025) do Boletim Focus, divulgado em janeiro de 2026 pelo
Banco Central do Brasil. No levantamento, a entidade obteve nota final
de 8,4457, posicionando-se entre as instituições com maior precisão nas
projeções macroeconômicas de curto prazo.
Resseguro
O
9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro acontece nos dias 19 e 20 de
maio de 2026, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. O evento
promovido pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros e pela
Confederação Nacional das Seguradoras é considerado o principal fórum
estratégico de resseguro da América Latina. As inscrições do primeiro
lote, com valor promocional, seguem abertas até 13 de fevereiro.
Dica de segurança
Realizar um checkup no
carro é a melhor forma de prevenir acidentes nas estradas. Em épocas de
grande movimentação, as rodovias registram tráfego maior de veículos e
também um número elevado de acidentes, sendo que muitos deles são
ocasionados devido à falta de medidas básicas de segurança.
Tudo o que vale a pena nessa vida demanda esforço. É um princípio
básico de ação comportamental, que se aplica a uma variada gama de
aspectos da vida, mas principalmente na área financeira. A lei da
inércia, quando aplicada ao seu bolso, é cruel: se você não exercer uma
força contrária e consciente de organização, o dinheiro tenderá
naturalmente a desaparecer. Acreditar que a saúde financeira surgirá do
acaso, ou que “no final tudo dá certo” sem planejamento, é o primeiro
passo para se tornar refém das circunstâncias.
Vivemos em uma era desenhada para capturar
nossa atenção e nossos recursos a cada segundo. O marketing agressivo, a
facilidade do crédito e a cultura do “eu mereço” criam um ambiente onde
gastar é o padrão e poupar é a exceção. Se você não assumir o papel de
diretor executivo da sua própria vida – uma espécie de CEO de si mesmo –
o dinheiro encontrará, sozinho, uma rota de fuga. Ele escoará para
assinaturas que você não usa, taxas bancárias que você nem percebe, ou
para a satisfação de desejos momentâneos que, sejamos honestos, trazem
uma euforia que dura menos do que o tempo de pagar a fatura do cartão.
Muitas pessoas fogem do controle de gastos
porque associam a palavra “controle” à privação, avareza ou sofrimento.
Essa é uma visão distorcida. O orçamento não é, como muitos
equivocadamente pensam, uma camisa de força, mas sim um instrumento de
liberdade. Quando você sabe para onde seu dinheiro vai, você ganha o
superpoder de realocar recursos do que é irrelevante para o que é
essencial. Controlar gastos é, na verdade, respeitar o seu próprio suor.
É garantir que as horas de vida que você dedicou ao trabalho se
transformem em construção de patrimônio e experiências reais, e não em
lixo acumulado.
A falta de gestão financeira gera um ruído de
fundo constante na mente. É a ansiedade de não saber se haverá o
suficiente para uma emergência, ou a frustração de ver anos passarem sem
a realização de grandes sonhos, como a casa própria ou uma viagem em
família. Quem não controla o dinheiro acaba sendo controlado por ele,
vivendo para pagar contas, em um ciclo interminável de “corrida dos
ratos”. Por outro lado, a disciplina financeira traz um benefício
invisível, mas valioso: a paz de espírito. Dormir tranquilo, sabendo que
você tem uma margem de segurança, é o verdadeiro luxo da vida moderna.
Conclusão
Portanto, comece hoje. Não espere o “momento
ideal” ou um aumento de salário para organizar a casa. A riqueza não é
definida apenas pelo quanto você ganha, mas principalmente pelo quanto
você mantém e multiplica, com constância e disciplina.
Encare o controle financeiro não como uma
tarefa burocrática chata, mas como um ato de amor próprio e
responsabilidade com o seu futuro. Assuma o comando agora, direcione
cada centavo com intencionalidade e lembre-se sempre: ou você diz ao seu
dinheiro para onde ir, ou ele decidirá por conta própria ir embora
Nosso comentário: "Buenas! Comecei com o controle em uma planilha em excel que eu mesmo fiz, com apontamentos de todas as entradas (salários e afins) e t0das as saídas (despesas). E comecei a guardar dinheiro com foco.
Minha planilha, em abril deste ano entra na maioridade - 18 anos. Fiz sobrar e investi valores para mim, pra esposa e pras crianças (minhas duas filhas). Já estamos colhendo resultados...."
Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais
A matemática do envelhecimento, somada ao peso
crescente do salário mínimo sobre os benefícios, empurra o País para
outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadorias mais tardias,
benefícios menores e critérios mais rígidos. (Imagem: HuePhoto em Adobe
Stock)
A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,6% reacende um problema que o País tenta evitar há anos, porque o crescimento fraco não derruba apenas expectativas econômicas, ele pressiona um sistema que já opera no limite.
Enquanto o debate político continua distraído por disputas imediatas, o Brasil envelhece em silêncio, vive mais, tem menos filhos, reduz a base de contribuintes e amplia a de beneficiários, enquanto o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
permanece preso a um desenho que pertence a outra época, quando havia
jovens suficientes para sustentar quem já tinha saído do mercado de
trabalho.
O País envelhece antes de enriquecer e essa combinação é explosiva porque a conta não fecha para nenhum modelo previdenciárioque
depende do fluxo atual para pagar o benefício futuro. O número de
pessoas que entra no mercado formal não cresce no ritmo necessário para
sustentar quem está saindo, enquanto cada ano adicional de expectativa de vida
adiciona uma pressão que não aparece nos discursos públicos, mas que se
acumula nos cálculos técnicos e nas projeções internas do governo.
É esse descompasso que explica por que a Previdência Social
já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar, em ciclo contínuo, a
barreira de R$ 1 trilhão anuais. E ainda existe um dado que desmonta a
ilusão de que o problema se resolve com gestão: cada aumento de R$ 1 no
salário mínimo cria R$ 420 milhões adicionais de despesa previdenciária.
Não há eficiência administrativa capaz de neutralizar uma aritmética
desse tamanho. Com uma população que vive mais e contribui menos, o
gasto cresce automaticamente, mesmo quando a economia não cresce junto.
Salário mínimo e indexação: a despesa automática que ninguém quer discutir
A discussão pública tenta suavizar esse cenário como se fosse apenas um impasse fiscal ou conjuntural, mas não é. As despesas obrigatórias sobem porque há mais aposentados,
porque eles vivem mais tempo, porque a base de contribuintes diminui e
porque as regras ainda seguem uma lógica de país jovem. O dilema é
matemático, não ideológico: menos contribuintes sustentando mais
beneficiários. Nenhum discurso eleitoral corrige isso, porque o problema
está na estrutura, não na narrativa.
O juro alto, repetidamente tratado como vilão, reflete essa engrenagem. Com um Estado amarrado a gastos que crescem sozinhos e um PIB que não acompanha, o risco sobe, o financiamento fica mais caro e a política monetáriase torna o único instrumento capaz de evitar que a inflação escape. A Selicelevada não é um acidente, mas uma compensação. Enquanto a política fiscalnão encara a realidade demográfica, oBanco Central (BC) continua pagando a conta com juros altos.
A última reforma da Previdência adiou o colapso, mas não o eliminou. Criou fôlego, não sustentabilidade. E esse fôlego tem prazo.
A matemática do envelhecimento, somada ao peso crescente do salário mínimosobre os benefícios, empurra o País para outra reforma, inevitável e mais dura, com aposentadoriasmais tardias, benefícios menores
e critérios mais rígidos. Não por vontade política, mas porque a
aritmética não oferece alternativa. E, diante do ritmo atual de
envelhecimento, já existe quem projete a idade mínima avançando muito
além do que parece razoável hoje.
Por que a aposentadoria aos 75 anos não é provocação gratuita
As regras de transição estão previstas na Reforma da Previdência. (Foto: Adobe Stock)
Se nada mudar, o Brasil pode caminhar para uma realidade em que se aposentar aos 75 anos deixe de ser provocação e passe a ser necessidade fiscal.
Não porque alguém queira, mas porque a conta simplesmente não fecha com
o volume de idosos que o País terá nas próximas décadas.
A experiência internacional confirma a direção. Países ricos, com produtividade alta e renda elevada, precisaram revisar seus sistemas múltiplas vezes. Itália, França, Alemanha e Espanha
enfrentam há anos protestos justamente porque não conseguiram escapar
da mesma equação: mais idosos, menos jovens, pressão crescente. A
diferença é que esses países ficaram velhos depois de enriquecer. O
Brasil faz o contrário, o que torna o ajuste mais pesado, mais urgente e
mais difícil de administrar sem dor social.
Por isso, depender apenas do INSS deixou de ser planejamento e passou
a ser risco. A Previdência não está colapsada, mas está pressionada por
forças que não mudam com discursos, decretos ou promessas. A demografia
não negocia e a conta não espera. Guardar dinheiro, nesse contexto, deixa de ser conselho financeiro e se torna necessidade prática.
O País caminha para aposentadorias mais tardias, mais tempo de contribuição e menor garantia de benefício integral. E, se a idade mínima continuar avançando na velocidade que o envelhecimentoimpõe, quem tem 30 ou 40 anos hoje pode, de fato, enfrentar uma aposentadoria que chega perto dos 75 anos.
O Brasil pode empurrar a discussão, suavizar a retórica, adiar a
decisão e colocar remendos temporários, mas não pode escapar da equação
que estrutura o problema. E, quando ela finalmente estourar, cada
indivíduo estará onde sempre esteve: responsável pela própria margem de
segurança.