quarta-feira, 12 de março de 2014

Emater ganha status de entidade filantrópica por mais três anos

Grupo de trabalho, ainda a ser formado, vai propor solução estruturante para a instituição


Ministra Tereza afirmou que decisão dá
segurança jurídica à entidade
de extensão rural
A Emater-RS deu um novo passo em relação à questão que envolve a filantropia da instituição. Ontem, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) concedeu o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) pelos próximos três anos ao órgão de extensão rural, adiando uma polêmica que se arrastava há alguns anos. A medida, que será publicada no Diário Oficial da União de hoje, é válida até março de 2017.


Com isso, durante este período, a Emater-RS estará isenta do pagamento de contribuição social. O anúncio foi feito pela ministra do MDS, Tereza Campello, ao governador do Estado, Tarso Genro, em Porto Alegre. A decisão é referente a requerimento feito pela entidade em 2003 e foi analisado à luz da legislação da época, pois, pelo enquadramento das leis atuais, a instituição não se enquadra como órgão de assistência social, ou seja, quando do pedido feito há 11 anos, a entidade teria direito ao certificado para os anos de 2004, 2005 e 2006, mas que não foi concedido naquele momento. “Essa decisão foi importante para nós. Junto com o governo do Estado, levantamos um conjunto de dados para que pudéssemos garantir uma segurança jurídica na tomada desta decisão”, explica a ministra.

Segundo Tereza, com este tempo de três anos o objetivo é trabalhar em uma solução definitiva para a entidade que dê conta do passivo da Emater-RS com as contribuições previdenciárias, que gira em torno de R$ 2 bilhões. Um grupo de trabalho composto por integrantes do governo federal e estadual vai propor uma solução estruturante para a instituição, levando em conta a atual Política Nacional do Sistema Único de Assistência Social. A ministra não quis adiantar quem deve participar, mas estima que haverá representantes do Tesouro Nacional. Uma das possibilidades, que não foi confirmada pela titular do MDS, poderá ser a anistia das dívidas. “São vários caminhos possíveis. Vamos certamente encontrar uma solução, pois é interesse de todos que querem o bem da agricultura familiar do Rio Grande do Sul”, salienta.

O presidente da Emater-RS, Lino De David, recebeu a notícia em Não-Me-Toque, onde participa da Expodireto Cotrijal. O dirigente comemorou a notícia e afirmou que este foi o primeiro passo para reestabelecer uma condição da entidade conquistada desde sua fundação, em 1955, e perdida em 1992. “Isto dá tranquilidade a nós e aos trabalhadores da entidade para continuarem o trabalho de promoção da assistência técnica. Mas o mais importante é a manutenção do serviço aos agricultores gaúchos, que continuarão a ser assistidos pela entidade”, ressalta.

No entanto, a dívida com a União ainda está indefinida por questões judiciais. Segundo o advogado que representa a entidade, Rodrigo Dalcin, o prazo para apresentar contrarrazões para o Ministério Público Federal expirava na meia noite desta terça-feira. O órgão foi o responsável por caçar a decisão da Ação Popular movida por entidades e políticos em defesa do direito à filantropia.

“O grande êxito deste ato para a ação judicial afirma tudo que a gente já tinha colocado na ação que protocolamos em 2011, que houve abusos dentro do processo de certificação em 2004, e que a entidade tinha este direito. Esta decisão do MDS nos ajuda para comprovar isso”, analisa.

Dalcin afirma que, mesmo com a decisão do governo de conceder a filantropia, não existe impeditivo de a Justiça executar a ação e cobrar o passivo. A Emater-RS possui escritórios em 493 dos 497 municípios gaúchos.

A estimativa é que atenda a cerca de 250 mil famílias de agricultores e pecuaristas familiares, quilombolas, indígenas, assentados da reforma agrária e pescadores artesanais, muitos em situação de vulnerabilidade social.



Fonte! Chasque de Nestor Tipa Júnior, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 12 de março de 2014. Retrato: Pedro Revellion / Palácio Piratini / Divulgação / JC. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Inadimplência está mais ligada a maus hábitos financeiros do que à falta de dinheiro

Os economistas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgaram uma avaliação, nesta quarta-feira, com dados obtidos pelo cruzamento de pesquisas divulgadas pelo SPC ao longo de 2013, todas encomendadas com o intuito de entender a relação do consumidor adulto brasileiro com o próprio dinheiro. A principal conclusão dos especialistas é que a situação de inadimplência no Brasil — ao contrário do que muitos pensam — está relacionada a maus hábitos de planejamento financeiro, e nem sempre à renda baixa.

Como apontam as pesquisas, existe descontrole financeiro e inadimplência mesmo entre as famílias de renda elevada. Dados de quatro estudos indicam que pessoas com contas em atraso não têm necessariamente renda menor do que aquelas que pagam os compromissos em dia. Uma pesquisa encomendada em agosto de 2013 para traçar o perfil do consumidor inadimplente no país revelou que 16% da amostra de pessoas com contas em atraso há mais de 90 dias pertenciam às classes D e E (renda familiar inferior a R$ 905 por mês). No entanto, ao avaliar essa mesma concentração de consumidores de menor renda (classes D e E) entre a amostra de adimplentes, o percentual subiu para 22%.

_ De maneira geral, os estudos sugerem que consumidores adimplentes adotam práticas financeiras mais cautelosas e conservadoras, independentemente da classe social a qual pertencem.

Isso inclui hábitos como o de planejar os gastos, poupar dinheiro para uma emergência e o de não emprestar o próprio nome a terceiros _ explica a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues.

Faça o que digo, mas não faça o que faço

Dois estudos sobre a Educação Financeira do Brasileiro (fevereiro/2013) e sobre o Comportamento de Consumo no Brasil (outubro/2013) mostram que a maioria dos brasileiros (88%) se declara “muito controlado” ou “moderado” em relação aos hábitos de compra. No entanto, apesar da autoimagem de controlado em relação às compras, os consumidores relataram ao SPC Brasil diversas práticas que contradizem esse comportamento ideal: 59% já ficaram no vermelho por conta de gastos que não precisavam ter realizado e 69% dos consumidores já fizeram compras apenas para “se sentirem fortes, ricos ou poderosos”.

Além disso, em relação às finanças pessoais, o consumidor mostra-se, no geral, pouco preparado para qualquer emergência financeira: 42% dos adultos entrevistados declararam que não guardam qualquer quantidade de dinheiro para uma situação de emergência.

_ Em muitos casos, os estudos sugerem que adoção de hábitos simples de planejamento financeiro poderia ter evitado a situação inadimplência. E comportamentos impulsivos de compra e hábitos de risco foram detectados em todos os extratos sociais _ afirma Luiza.

Diferenças de comportamento

Os adimplentes não somente possuem posturas menos arriscadas como também têm hábitos ligados a um bom planejamento financeiro. As pesquisas do SPC Brasil relevam que, com relação aos adimplentes, 76% fazem lista de compras antes de ir ao supermercado, 83% pesquisam preços antes de comprar qualquer produto ou serviço, 63% acompanham mensalmente das suas receitas e despesas (seja em uma caderneta ou planilha) e 17% buscam informações sobre questões financeiras com frequência.

Em contrapartida, quando consideramos o grupo dos inadimplentes, tais percentuais caem respectivamente para 61%, 66%, 38% e 3%.Ainda com relação às diferenças de postura frente ao endividamento, outro ponto a ser destacado é que, ao contrário dos inadimplentes, os adimplentes vêem as dívidas como evitáveis. Dentre os adimplentes, 93% evitam dívidas, seja controlando os impulsos de compra (37%), seja fazendo planejamento financeiro (56%). Além disso, 35% desse grupo fazem fundo emergencial (dinheiro guardado para emergências).

Já com relação aos inadimplentes, 54% afirmam que a dívida que têm atualmente não poderia ter sido evitada — já que ocorreu por motivo alheio a sua vontade (como desemprego) — e apenas 38% afirmam que a falta de controle financeiro foi o principal motivo para o endividamento.

Inadimplentes tendem a se arriscar mais

Os inadimplentes também adotam posturas mais arriscadas em relação a empréstimo de nome: 20% dos entrevistados desse grupo revelaram que têm o hábito de emprestar o próprio nome a terceiros para que estes possam fazer compras. Destes, 96% não tomam nenhuma precaução (como pedir uma nota promissória a quem emprestou o nome). No grupo dos adimplentes, apenas 9% têm esse hábito, dos quais 69% não tomam nenhuma precaução (os demais 31% são precavidos e exigem algum tipo de garantia).

Eles também tendem a buscar mais crédito em lojas e menos em bancos: 53% dos consumidores negativados possuem cartão de loja, enquanto que o percentual cai para 46% quando comparados com os não negativados. Além disso, segundo os estudos, 53% dos consumidores inadimplentes possuem cartão de crédito de banco, enquanto que 61% dos adimplentes dispõem desse mesmo recurso.

Para os economistas, as pesquisas feitas pelo SPC Brasil mostram que o brasileiro ainda necessita de educação financeira mais aprofundada.

_ Os resultados apontam para uma alta frequência de consumidores impulsivos, levados pela moda, propaganda ou desejo de autoafirmação. Além disso, a inadimplência parece estar ligada, em muitos casos, à falta de hábitos simples de planejamento financeiro e de precaução contra emergências”, explica Luiza.

Fonte! Chasque (matéria) de Maria Isabel Hammes, publicado no Blog da Bela, no dia 23 de janeiro de 2014. Abra as porteiras clicando em http://wp.clicrbs.com.br/blogdabela/2014/01/23/inadimplencia-esta-mais-ligada-a-maus-habitos-financeiros-do-que-a-falta-de-dinheiro/?topo=13,1,1,,,9.

Para poupar. Pague-se primeiro

Dinheiro na mão é vendaval? 

Então, drible este ditado. Como? 

Pague-se primeiro! Em vez de esperar o fim do mês para guardar dinheiro, separe uma quantia para poupar assim que receber o salário no início do mês. Considere sua aplicação financeira como outra conta qualquer, que precisa ser paga.

E se atrasar o pagamento com a sua própria poupança? Ora, cobre juros de si mesmo! Obrigue-se a depositar um valor maior ainda para compensar o atraso. Só não vale passar muito da data para não perder o costume.

Fonte! Chasque de Giane Guerra, publicado no seu sítio Acerto de Contas no dia 28 de janeiro de 2014. Abra as porteiras: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2014/01/28/para-poupar-pague-se-primeiro/?topo=52,1,1,,171,e171.

Fonte do retrato! Adriana Franciosi / Agencia RBS.

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Chasque bem curto mas contundente. O mesmo acontece quando tu fazes uma compra a prazo. Em vez de te sujeitar ao juro abusivo do sistema financeiro tradicional, pega emprestado da tua poupança e devolve com juros. Afinal, tu mereces um bom juro, certo?

Leia o chasque aqui neste sítio publicado, onde o financiamento do meu carro teve o valor aportado de mim mesmo, onde a cada R$ 800,00 de devolução, devolvo mais R$ 200,00 de juros. Abra as porteiras clicando em http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/08/atitude-72-comprei-um-carro-parcelado-e.html.

Baita abraço

Valdemar Engroff 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Oito em cada dez brasileiros não sabem controlar suas despesas

Enquete feita por SPC e CNDL mostra que resultado varia pouco em todos os estratos sociais

Oito em cada dez brasileiros não sabem controlar suas despesas, aponta pesquisa Fabrizio Motta/Agencia RBS
Mais de um terço dos entrevistados afirmou não saber que contas teriam que pagar no mês.
 
Apesar do recuo da inadimplência para níveis históricos, o brasileiro ainda tem pouco conhecimento sobre as suas finanças, independentemente do estrato social. Oito em cada dez entrevistados não sabem como controlar as despesas, revela uma pesquisa nacional feita em dezembro com cerca de 650 pessoas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 

A enquete mostra que apenas 18% dos entrevistados têm bom conhecimento sobre as finanças pessoais. A economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, destaca que esse resultado praticamente se repete para todos os estratos sociais. Em 84% dos domicílios com renda mensal de até R$ 1.330, o chefe da família tem parcial ou nenhum conhecimento sobre as finanças da casa. Essa fatia cai para 86% no caso das famílias com rendimentos entre R$ 1.331 e R$ 3.140 e recua para 76% para aquelas com receita acima de R$ 3.141. Mas ainda é um porcentual alto. 

– O consumidor adulto se mostra muito pouco preparado em relação às finanças pessoais – afirma Luiza. 

A economista ressalta que há uma relação direta entre saldo negativo na conta corrente e o baixo conhecimento financeiro. Quase 70% daqueles que têm baixo ou nenhum conhecimento sobre as finanças pessoais termina o mês no vermelho ou no zero a zero na sua conta corrente. Esse resultado recua para 29% para aqueles que acompanham as suas receitas e despesas. 

Um dado que chamou a atenção é que mais de um terço dos entrevistados (36%) sabiam um pouco ou nada sabiam sobre as contas regulares que deveriam pagar este mês, com resultados muito parecidos para as três faixas de renda analisadas. No caso das despesas extras de início de ano, mais da metade (57%) não sabia exatamente quanto deveria gastar a mais. Há também falta de conhecimento do lado das receitas, com 40% dos entrevistados declarando não ter informações exatas sobre a renda. 

A principal dificuldade apontada pelos consumidores de todas as classes sociais para controlar as finanças pessoais foi a disciplina para registrar gastos e receitas com regularidade, com 39%. Mas fazer contas é tido como um problema para 6% dos entrevistados. Esse resultado dobra (12%) no caso do estrato com menor renda. 

Além da falta de controle das despesas e receitas, outras informações relevantes reveladas pela pesquisa são o ímpeto do consumidor para ir às compras e a falta de fôlego financeiro: 38% dos entrevistados informaram que às vezes, ou nunca, avaliam a sua situação financeira antes de adquirir um bem. 

A falta de reservas financeiras é nítida quando se avalia que mais da metade (55%) dos entrevistados não conseguiriam se manter por mais de três meses em situação de dificuldade. 

– Como o tempo de recolocação no mercado de trabalho é de sete meses, esse resultado é preocupante, se houver um tropeço no emprego – diz a economista. 

A escassez de controle dos brasileiros sobre as suas finanças ocorre num momento em que os índices de inadimplência registram baixas históricas. Na avaliação de Luiza, esse cenário não é contraditório com a falta de rigor nas finanças pessoais porque o principal fator, na sua opinião, que levou ao recuo do calote foi a cautela do sistema financeiro na aprovação de novos créditos.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado no sítio eletrônico do Jornal Zero Hora de Porto Alegre (RS), no dia 28 de janeiro de 2014. Abra as porteiras clicando em http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2014/01/oito-em-cada-dez-brasileiros-nao-sabem-controlar-suas-despesas-aponta-pesquisa-4402412.html#.

Fonte do retrato! Fabrizio Motta / Agencia RBS.

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Observação! Não tive a oportunidade de participar desta pesquisa, mas aqui no meu rancho (minha acasa, minha família), o orçamento doméstico fará em abril deste ano cinco anos de implantação. Nele eu sei quanto é gasto todo o mês. Contabilizo as entradas de dinheiro e as saídas (todas = investimentos mais gastos), chegando no final do mês na cor azul e com a sensação do dever cumprido.

Sei quanto me custa cada filha (tenho duas)... Seu quanto eu custo e sei quanto custa a esposa, falando em termos financeiros (finanças pessoais).

Cada um tem uma planilha ecxel. Estas quatro planilhas mensais são transportadas para uma planilha DiSOP, criada pelo contador e educador financeiro Reinaldo Domingues, que criou grupos, tais como:
1 - Receitas - todas as entradas de dinheiro, proveniente de salários e de outras fontes;
2 - Ativos, tais como imóveis e veículos;
3 - Metas - todos os investimentos financeiros, como a tradicional poupança, previdência privada, fundos imobiliários, até o tradicional cofrinho que fica dentro do armário....;
4 - Gastos na residência (água, luz, telefone, internet, supermercado, manutenção, etc....);
5 - Gastos pessoais, onde citamos o INSS, o IRRF, as tarifas bancárias, condução, vestuário, seguros, etc....;
6 - Instrução - tudo que envolve a escola / faculdade, como as mensalidades, material escolar, transporte escolar, etc....;
7 - Veículos - todas as despesas referentes, como o combustível, peças, pedágios, lavagens, IPVA, seguro total, etc....;
8 - Outras despesas, como salão de beleza, gastos com diversão, viagens, bailes e fandangos, salão de beleza, despesas com burocracia, com animais, etc.... 

Baita abraço

Valdemar Engroff 

Conheça o carro elétrico made in Rio Grande do Sul

Empresário de Lajeado recebeu há pouco placas que autorizam modelo com duas horas de autonomia a circular nas ruas

Conheça o carro elétrico made in RS Cesar Lopes/Especial
Dresch, o inventor do pequeno veículo, é chamado de Henry Ford do Vale do Taquari

De longe, parece um carro de criança, daqueles de parque de diversão. De perto, mais ainda. Com pouco mais de um metro de largura e menos de 2 metros de comprimento, o modelo elétrico criado em Lajeado é pequeno mas tem ambição.

À espera de incentivos, João Alfredo Dresch, 68 anos, inventor do veículo e empresário aposentado, pretende transformar sua criação no primeiro da categoria fabricado em escala comercial no país. A ideia surgiu durante uma viagem à Itália, em 2009, ao ver carros elétricos circulando. Dresch aproveitou para visitar fábricas e, mesmo sem conseguir arrancar detalhes sigilosos nem ter formação superior específica, decidiu criar o seu.

– Não tive parâmetro, mas decidi que queria um carro elétrico compacto para uso próprio. Pedi ajuda a um amigo engenheiro e outro mecânico e, em 11 meses e meio, finalizamos – conta Dresch, que foi apelidado de Henry Ford do Vale do Taquari.

Um molde em tamanho real foi feito de papelão, depois todo em madeira. Por último, foi revestido de fibra, para por fim ganhar estrutura de aço.

– Quando ficou pronto, fui entrar no carro e não consegui. A porta tinha ficado pequena. Tivemos de cortar a parte da frente e aumentar o comprimento em uns 15 centímetros – relembra o bem-humorado inventor.

No final de 2010, com investimento total de R$ 40 mil, o modelo estava pronto, pintado em "vermelho tangerina", segundo descrição e escolha do próprio Dresch. Tinha ganho farolete de moto de baixa cilindrada, espelho de caminhão cortado ao meio e 14 baterias de jet ski, carregáveis em qualquer tomada 110 V ou 220 V. Duas horas conectado na luz rendem duas horas de autonomia nas ruas.
Os bancos foram retirados de uma Meriva capotada, revestidos em couro vermelho e branco com o nome JAD, inicias do criador. Sem maçanetas – o que, segundo Dresch, dificulta furtos –, abre, tranca e fecha os vidros por controle remoto. O JAD tem as vantagens de qualquer carro elétrico: não polui, é isento de IPVA e tem baixo custo de rodagem, cerca de R$ 0,10 por quilômetro. Um popular gasta, em média, três vezes mais com combustível. 

– Esse aqui tu estacionas em qualquer lugar, porque ocupa o espaço de uma moto no estacionamento oblíquo e cabem três no lugar de uma vaga de carro tradicional – compara.

Ficha técnica

Tamanho: 1,20 metro de altura, 1,05 metro de largura e 1,95 metro de comprimento
Peso: 295 quilos
Capacidade: duas pessoas
Motor: elétrico, tem rolamento especial de 5 CV
Velocidade máxima: 70km/h
Equipamentos: cinto de segurança, freio a disco nas quatro rodas, extintor de incêndio, freio de mão, estepe e carregador de bateria para tomadas convencionais 110 V ou 220 V
Bateria: 14 baterias de gel, com vida útil de até cinco anos
Autonomia: após duas horas carregando, o carro anda por duas horas
Especificidades: não é automático e não tem marcha, tem apenas freio e acelerador. A ré é acionada por um botão que inverte a polaridade do motor
Custo de rodagem: cerca de R$ 0,10 por quilômetro (valor gasto com energia elétrica)
Valor de venda: estimado entre R$ 15 mil e R$ 18 mil


O dinheiro que faz falta

Só dois anos e meio depois de finalizado e com dois guinchamentos por circular sem documentos, o carro elétrico de Lajeado foi aprovado pelo Detran. As placas JAD-0713 chegaram há poucas semanas. Desde então, já rodou até pelo Litoral Norte, despertando curiosidade.

– Se ganhasse R$ 1 por foto, já dava para pagar o projeto da geração 2 – brinca Dresch.
Estimado em R$ 450 mil, o projeto foi pedido a especialistas em São Paulo, mas parou por falta de recursos. Com o novo sócio, o engenheiro automotivo Marcos Büneker, que trabalhou na Volkswagen e na Mercedes-Benz, Dresch cogita ajuda de investidores privados, mas mira nos governos federal e estadual.

– O governador (Tarso Genro) foi à China e anunciou que traria uma montadora de carros elétricos, mas nós temos dificuldade até para agendar reunião – reclama Büneker.

A Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) assegura que os inventores foram recebidos e apresentados a "instrumentos de apoio", como financiamento de bancos públicos e incentivos fiscais. Jayme Buarque de Hollanda, presidente do conselho diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), confirma que ainda não existe fabricante de carros elétricos neste nicho, apenas de transporte coletivo e de golf. 

– Ainda é artesanal, mas daqui a 10 anos será o novo paradigma no transporte – prevê Hollanda.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado no sítio eletrônico do Jornal Zero Hora de Porto Alegre (RS), por Vanessa Kennenberg, no dia 31 de janeiro de 2014. Abra as porteiras clicando em http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2014/01/conheca-o-carro-eletrico-made-in-rs-4406791.html.

Fonte do Retrato! Cesar Lopes / Especial. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A polêmica da picanha!

Qual é o tamanho real da estrela do churrasco?

Esta é uma pergunta frequente que se intensifica nesta época do ano devido às férias, período em que o prato ocupa mais lugar no cardápio. É considerada uma carne de fácil preparo e suculenta devido à maciez conferida pela gordura na "capa" ou "entremeada", o chamado marmoreio. Quanto ao sabor, classificada por muitos como inigualável, não há dúvida, mas quanto ao peso, é exatamente ao contrário.

Há quem diga que a picanha não pode pesar mais de 1,5 kg. Há também aqueles que afirmam categoricamente que não pode chegar a 1 kg. Com a palavra os especialistas.

O consultor do Sebrae e Senar, Marcelo Bolinha, conhecido por ministrar apresentações na Vitrine da Carne Gaúcha na Expointer, diz que a fronteira foi estabelecida na terceira veia que atravessa a carne e o peso depende do tamanho do animal. A picanha equivale a 1,1% do peso total da carcaça bovina. Hoje consumimos o novilho precoce, com um peso médio de carcaça de 230 kg. Portanto, a picanha desses animais de raças britânicas tem em torno de 1,2 kg. Mas, há animais maiores, casos excepcionais, que podem produzir uma picanha de 1,5 kg.

De acordo com o frigorífico Silva, de Santa Maria, que abate animais de raças europeias Angus, Hereford, Braford e Brangus, o tamanho das picanhas das marcas é de 1,1 kg. Eles colocam 30.000 picanhas no mercado a cada mês. Aqui temos ainda a raça Devon que compõe o seleto grupo das britânicas. No Centro-Oeste, onde está o maior rebanho bovino do país, as raças predominantes são as zebuinas, mais resistentes ao calor intenso.

Marcelo Bolinha concorda que servir uma picanha enobrece o churrasco. É um glamour equivalente ao custo do quilo, que chega a ultrapassar R$ 100,00. Ele sugere opções para substituir a picanha sem comprometer a qualidade do churrasco: maminha com valor entre R$ 18,00 e R$ 30,00 o quilo e alcatra, entre R$ 22,00 a R$ 30,00 o quilo.

Tem ainda outros cortes que podem fazer bonito no churrasco: contrafilé, vazio e entrecot. E claro, a costela, corte consumido prioritariamente pelos gaúchos. A demanda é tão grande que houve momento em que importamos costela até de Rondônia e do Acre para abastecer nosso mercado.

Mas a picanha pode ser classificada como uma grande paixão ao ponto de justificar um investimento três vezes maior do que o do filé mignon, corte totalmente aproveitado.

Dica: fique atento para não levar um contrapeso de coxão de fora na picanha, já que os cortes são vizinhos. No coxão é possível identificar seis veias.

Bom churrasco, com picanha ao aponto.

Fonte! Chasque publicado nas páginas do Jornal Metro de Porto Alegre (RS), na coluna AgroMetro, por Lizemara Prates, na edição do dia 08 de janeiro de 2014.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Justiça de Novo Hamburgo manda corrigir FGTS pela inflação

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS.
A Justiça Federal de Novo Hamburgo deu decisão favorável à ação de um morador do município e mandou a Caixa Econômica Federal usar a inflação pelo INPC na correção monetária das contas do FGTS. Segundo a juíza da 2ª Vara Federal, Maria Cristina Ferreira e Silva, o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que a Taxa Referencial de Juros, usada pelo banco, não é índice de correção monetária, mas o “custo primário de captação dos depósitos a prazo fixo”.

A magistrada também destacou que a obrigação de manutenção do valor real dos depósitos do FGTS está prevista na Lei nº 8.036/90.

- Quando o rendimento da TR é igual ou próximo a zero, verifica-se ilegalidade por afronta ao referido dispositivo. O FGTS é patrimônio do trabalhador, e que, nessa perspectiva, não pode ser utilizado para subsidiar políticas públicas sem a devida reposição das perdas inflacionárias, sob pena de configurar confisco.

O índice que melhor reflete o objetivo da lei que instituiu o benefício é o INPC, acrescentou ela. É calculado pelo IBGE e usado para corrigir salários e benefícios previdenciários.

A sentença manda a Caixa recalcular os rendimentos das contas do autor vinculadas ao FGTS, usando o INPC em substituição à TR. O banco também deverá depositar as diferenças apuradas desde janeiro de 1999, acrescidas de juros de mora de 1% ao mês a partir da citação.  Cabe recurso.

Leia mais:
Entrevista: Juiz mineiro defende correção do FGTS pela inflação
Extrato completo do FGTS pode ser consultado pela internet
Diferença entre financiamentos imobiliários pode chegar a R$ 368 mil
Justiça lança programa que calcula perdas do FGTS
Dois milhões de trabalhadores podem ser beneficiados por ações contra perdas do FGTS

Fonte! Chasque (texto) publicado por Giane Guerra no sítio Acerto de Contas, no dia 30 de janeiro de 2014. Abra as porteiras: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2014/01/30/justica-de-novo-hamburgo-manda-corrigir-fgts-pela-inflacao/?topo=52,1,1,,171,e171

Fonte retrato! Marcos Porto / Agência RBS.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Atitude 80! Fecha-se o círculo: terceiro jubileu de prata é hoje!

Bueno! Hoje é um dia muito especial na minha vida e na vida da minha família.

Janeiro de 1989 foi abençoado e isso faz 25 anos.

Capelinha onde casamos....
Foi naquele dia 02 de janeiro que comecei a trabalhar. 

Foi naquele dia 05 de janeiro que aconteceu a colação de grau no curso de Ciências Contábeis, formado na UNISINOS. 

E foi naquele dia 28 de janeiro que eu disse sim para Marilene Centenaro Engroff, lá no interior do município mais italiano do Rio Grande do Sul - Montauri, na comunidade Linha 17 São Pedro. Portanto, estamos comemorando hoje as nossas Bodas de Prata...

Num fandango em algum galpão de CTG. Décadas 1990/2000
 
Nossas filhas....

 
Família

Fandango no CTG Amaranto Pereira - janeiro/14

Agradeço à Marilene que sempre esteve e continua do meu lado e por que não dizer, muitas vezes está à minha frente. 

Agradeço  às filhas, que fazem parte da nossa felicidade: a Bibiane e a Ana Paula.  

Agradeço aos nossos amigos e familiares, que nos acompanham nesta jornada há muitos anos. Muitos nos acompanham muito além destes 25 anos da nossa união, em especial aos nossos pais, irmãos, cunhados, sobrinhos, tios e primos. Também os tradicionalistas, os devotos de Santa Hedviges, os diretores, os comunicadores e os ouvintes da Rádio Acácia FM 87,9, a primeira rádio legalizada de Alvorada.

Um agradecimento especial a Deus nosso patrão maior que nos abençoou no dia 28 de janeiro de 1989.... Este gesto será repetido na noite de amanhã, dia 29, na Santa Missa, na paróquia Santa Hedviges, em Alvorada, às 19h.

Mais dados sobre os "jubileus", basta abrir as porteiras clicando em http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/11/atitude-77-tres-vezes-bodas-de-prata.html.

Valdemar Engroff
Marilene Centenaro Engroff
Bibiane Centenaro Engroff
Ana Paula Centenaro Engroff

Mais de 400 mil veículos foram financiados no Rio Grande do Sul em 2013

Financiado? Sim... por mim....
Foram realizados 436.160 financiamentos de veículos novos e usados no acumulado de 2013 no Rio Grande do Sul, conforme levantamento da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG). Os números contemplam os veículos comercializados por crédito direto ao consumidor (CDC), leasing e autofinanciamento (consórcio).

Os números de financiamentos de veículos são extraídos do SNG, uma base privada de alcance nacional que reúne as informações sobre restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de concessão de crédito. Na Região Sul, foram realizados 1,4 milhão de financiamentos em 2013.

Fonte! Este é um chasque postado por Louse Bragado, publicado no dia 24 de janeiro no Blog da Bela. Abra as porteiras clicando em http://wp.clicrbs.com.br/blogdabela/2014/01/24/mais-de-400-mil-veiculos-foram-financiados-no-rio-grande-do-sul-em-2013/?topo=13,1,1,,,13.

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Observação

Dei uma camperiada em sítios especializados no senhor Google mas não obtive êxito, pois, eu gostaria de traçar um comparativo aqui no Rio Grande do Sul, entre as compras parceladas dos veículos em 2013, com as compras à vista, para ver o percentual que possa existir entre os dois tipos de mercado: vendas à vista e vendas a prazo.

Quero crer que tendo estes dados, será uma goleada em favor da venda a prazo, pois, não existe incentivo para a economia do agora (leia-se poupança) para a compra depois e com o dinheiro no bolso da bombacha (à vista com barganhas para conseguir descontos).

Meu carro não entrou neste chasque da Louse, pois não foi financiado pelo sistema financeiro para este fim. Eu mesmo o financiei, onde peguei dinheiro emprestado sim, mas de mim mesmo e estou devolvendo com juros altamente salgados (pois ei mereço ganhar um juro alto, nem que seja de mim). Em hipótese alguma, pago juros ao sistema financeiro tradicional para comprar um veículo ou outro bem qualquer. 

Se quiseres, fiz um chasque que tu podes ler. Basta abrir as porteiras clicando em http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/08/atitude-72-comprei-um-carro-parcelado-e.html.

Fonte do retrato! Meu arquivo pessoal

Baita abraço

Valdemar Engroff 

Justiça condena Caixa a reajustar FGTS pela inflação

Primeiras sentenças favoráveis aos trabalhadores saíram neste mês


Nara esclarece que as perdas precisam ser avaliadas individualmente
A Caixa Econômica Federal, que é ré em 29.350 ações solicitando correção nos valores depositados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação, sofreu as primeiras perdas na Justiça neste mês. Embora tenha obtido sentenças favoráveis em 13.664 dessas ações, cinco decisões recentes deram ganho de causa aos trabalhadores, condenando a Caixa a ressarcir perdas de rentabilidade decorrentes do reajuste atualmente adotado pela instituição, que é gestora do FGTS. A Caixa afirmou por nota que vai recorrer de todas as decisões.

O motivo que tem incitado tantas ações são os reajustes aplicados ao saldo do FGTS, que é composto por todos os depósitos feitos pelas empresas, obrigadas a recolher 8% do salário de cada funcionário para integrar o fundo. Para os trabalhadores, o saldo individual é reajustado pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. A correção, no entanto, tem ficado abaixo da inflação desde 1999, quando os percentuais da TR ficaram estagnados em patamares próximos de zero. Essa reposição, quando comparada à inflação do período, tem feito os valores perderem rentabilidade. As perdas para os trabalhadores, de acordo com o Instituto FGTS Fácil, superam os R$ 160 bilhões. 

Toda essa relação foi destrinchada pelo juiz substituto da 2ª Vara Cível de Foz do Iguaçu, Diego Viegas Veras, na primeira ação que condenou a Caixa a ressarcir as perdas de um trabalhador. A sentença de Veras concorda com uma das alegações da Caixa sobre o reajuste: a de que a aplicação da TR como índice de correção dos saldos está prevista em lei. Mas o juiz pondera que os juros têm o objetivo de remunerar o capital, mas que, no caso do FGTS, não chegam a repor o poder de compra perdido para a inflação. 

Veras condenou a Caixa a pagar ao autor da ação “os valores correspondentes à diferença de FGTS em razão da aplicação da correção monetária pelo IPCA-E desde janeiro de 1999 em diante até seu efetivo saque, cujo valor deverá ser apurado em sede de cumprimento de sentença. Caso não tenha havido saque, tal diferença deverá ser depositada diretamente na conta vinculada do autor”. A decisão foi replicada a outras três ações sentenciadas pelo juiz.

Depois disso, mais uma sentença, em Minas Gerais, deu ganho ao autor, exigindo ressarcimento por parte do banco. A previsão é a de que esses fatos gerem um efeito em cadeia, ampliando o número de ações concedidas aos trabalhadores e o número de pedidos de revisão ajuizados. “Talvez em quatro meses tenhamos um milhão de ações novas”, estima o presidente do Instituto FGTS Fácil, Mario Avelino. A advogada e contadora Nara de Oliveira, que conduz mais de 400 ações no Rio Grande do Sul, destaca que cada trabalhador pode ter sofrido perdas consideráveis, acima, inclusive, de 80% do total depositado no fundo. Cada caso é um caso, no entanto, reforça, lembrando que só com o extrato do FGTS é possível avaliar as perdas de rendimentos.

Mudança pode impactar no financiamento imobiliário

No final do ano passado, a Caixa Econômica Federal manifestou-se por nota sobre a queixa dos trabalhadores e o ingresso de ações judiciais solicitando ressarcimento das perdas. O banco esclareceu que “a substituição da TR por outro índice levará automaticamente à atribuição destes mesmos índices aos contratos firmados pelo FGTS”. O efeito da mudança do índice é inquestionável. Diretamente, todos os mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) seriam impactados.

O presidente da Associação Brasileira dos Corretores de Empréstimo e Financiamento Imobiliário (Abracefi), Marcelo Prata, esclarece que, de fato, é inevitável o reflexo no financiamento imobiliário. Os juros aplicados atualmente para compra de imóvel pelo SFH variam de 8% a 10%, de acordo com a instituição credora. Prata estima que, havendo mudança no índice, os juros podem passar de 15%. 

Ainda assim, Mario Avelino, presidente do Instituto FGTS Fácil, avalia que, caso o índice de reajuste do FGTS passe a ser feito por indicador da inflação, os trabalhadores serão os maiores beneficiados, mesmo com o peso sobre o crédito imobiliário. A relação é diretamente proporcional, esclarece: “o índice vai aumentar, mas o saldo no FGTS também vai subir”.

Os prejudicados, no entanto, são muitos, tantos quantos têm se beneficiado do fundo. Basta observar os rendimentos do FGTS ao longo dos anos e contrapor com os dos cotistas do fundo (os trabalhadores). Em 2003, por exemplo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 10,38%, já o retorno do FGTS foi de 14,6%, enquanto o dos trabalhadores foi de 7,6%. “Na atualização mensal, o governo está confiscando os valores depositados no fundo e isso é um fato contínuo”, argumenta. “A mudança no reajuste vai diminuir os rendimentos do fundo e as margens de lucro dos bancos. Ou seja, quem vai perder é um grupo que atualmente é beneficiado. Já o trabalhador, com a mudança, vai apenas deixar de perder”.

Como funcionam as ações

Quem pode pedir reembolso das perdas?
Todo trabalhador com carteira assinada e valores depositados nas contas do FGTS entre 1999 e 2013. A regra vale tanto para quem tem conta ativa quanto inativa, ou seja, mesmo que tenha retirado o saldo por desligamento da empresa ou para usá-lo em qualquer uma das condições definidas pela Caixa, como para compra de imóvel. Aposentados também podem requerer a diferença relativa ao tempo trabalhado, desde que compreendido entre 1999 e 2013.

Como é feito o cálculo dos valores?
De acordo com o período em que o trabalhador teve valores depositados na conta do FGTS, é avaliado se os depósitos foram feitos entre 1999 e 2013, período em que a TR tem rendido abaixo da inflação. Em cima desses valores, é feito o cálculo de quanto deveria ter rendido o FGTS caso fosse reajustado com base no INPC. A diferença entre os dois valores (o recebido e o que deveria ter sido recebido em caso de rendimento de acordo com a inflação) vai ser o montante requerido pelo processo.

Quais são os documentos necessários?
O trabalhador precisa de RG, CPF, carteira de trabalho e extrato do FGTS (de todas as contas, ou seja, relativo a cada empresa em que trabalhou). O extrato é solicitado gratuitamente em qualquer agência da Caixa Econômica Federal e o prazo para entrega do extrato é de cinco dias úteis.

É melhor entrar com ação individual ou coletiva?
Em geral, a ação coletiva onera menos o trabalhador e vale a pena para quem tem um saldo pequeno a receber. Por outro lado, na ação individual, o advogado dedica-se apenas à solicitação referente aquele cliente e o retorno tende a ser mais rápido.

Fonte! Chasque (reportagem) de Marina Schmidt, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS, edição do dia 27 de janeiro de 2014.   

Crédito do retrato! Antônio Paz / Jornal do Comércio.