sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Após demissão, economista criou a maior corretora do país

Guilherme Benchimol, sócio fundador da XP Investimentos
Retrato: Ze Carlos Barretta/Folhapress
Fundador da XP Investimentos, maior corretora de varejo do Brasil, Guilherme Benchimol começou dando aula, em Porto Alegre, sobre o funcionamento do mercado de ações. Com R$ 3.000, abriu um clube de investimento que se tornou uma gestora de R$ 3 bilhões. Inspirada na americana Charles Schwab, a XP trouxe ao país o conceito de shopping de investimento, que compara e vende diferentes aplicações de butiques e bancos estrangeiros.

Eu trabalhava numa corretora carioca chamada Investshop, que pretendia se transformar em um shopping de investimento vendendo desde ações até aplicações de diferentes bancos.

Meu trabalho era convencer outras corretoras a reduzir custos operando por meio da plataforma do Investshop.

Em 2001, após a bolha da internet, o setor em que trabalhava acabou sendo extinto e eu fui demitido.
Com 24 anos, isso tira o chão. De aprendiz de executivo virei desempregado. Já estava formado (fiz economia na UFRJ) e me questionei se era mesmo bom naquilo.

Havia uma corretora em Porto Alegre, a Diferencial, que queria operar com a Investshop. Eles me chamaram para continuar o projeto, em que deixariam de ser corretora para operar como agente autônomo (uma espécie de vendedor de aplicações associado a uma corretora).

Lá, conheci o Marcelo Maisonnave, que se tornou depois meu sócio na XP. Falei: Marcelo, por que não fazemos a mesma coisa? Montamos um escritório de autônomo!

No começo, a minha decisão era: nunca mais quero ter chefe. A do Marcelo era: vou me juntar com esse cara, que deve saber o que faz.

Eu devia ter uns R$ 10 mil guardados. Compramos uns computadores usados e começamos a XP.

A marca XP foi criada em meia hora. Eu falava muito que queria criar uma empresa XPTO... Assim, ficou XP.

No começo, a vida da XP foi muito dura. Por um ano, faturamos R$ 1.000 por mês. Vendi meu carro, o Marcelo morava com os pais.

HORA DA VIRADA

A virada ocorreu quando começamos a fazer palestras sobre o funcionamento do mercado de ações. As pessoas queriam entender o que fazia as ações caírem. Era gratuito, no playground do prédio, e tinha um "coffee break" com suco de laranja.

Os cursos estavam enchendo e percebemos que podíamos cobrar. Começamos pedindo R$ 300. Depois de uma semana, a Bolsa subiu 10%! Pensamos: é esse o negócio da XP. Dar aula!

Tínhamos um estagiário que se formou, mas não podíamos contratá-lo porque não tínhamos dinheiro. Ele foi trabalhar no JPMorgan, ganhando R$ 2.000. Falamos a ele: se pintar uma oportunidade igual, chama a gente. Não ganhávamos nem isso.

A ESTAGIÁRIA

Ficamos só com uma estagiária, que ia se formar em seis meses. Bateu um desespero. Sem ela, não teríamos como continuar operando.

Então, surgiu a ideia: vamos botá-la como sócia!

Vendemos um sonho para ela se encantar com o projeto. Falamos: vamos ser a maior corretora do Brasil e você vai ter 10% da XP.

Naquela época, 10% de nada era nada. E ela topou!

Um tempo depois, quando a XP estava crescendo, me casei com a estagiária e ficou tudo em família. Anos depois, nos separamos.

Cumprimos a promessa feita a ela: de uma escola no playground do prédio viramos a maior corretora do país.

Em 2003, começamos a terceirizar o trabalho e montamos umas 30 filiais. Crescemos tanto que precisávamos ter uma corretora. Compramos a America Invest e pagamos com 5% das ações da XP.

Fui morar no Rio. O Marcelo ficou em Porto Alegre tocando a área dos autônomos.

Nossa gestora começou em 2005 como um clube de investimento com R$ 3.000: R$ 1.000 meu, R$ 1.000 do Marcelo e R$ 1.000 do meu pai. O clube virou um fundo e hoje tem R$ 3 bilhões.

Depois veio a crise de 2008. Felizmente, ainda éramos pequenos. Mas foi o bastante para ver que não se pode depender só da corretagem de ações. É como ter uma empresa de guarda-chuva. Precisa chover todos os dias.

Na crise, você tem que ficar muito próximo dos clientes, que estão assustados. Normalmente, o profissional de investimento foge do cliente quando ele está perdendo dinheiro. É um erro.

Fomos a uma feira da corretora americana Charles Schwab. Ela funcionava como shopping de investimento. Focava no que o cliente precisava, enquanto o banco foca naquilo que quer vender.

Começamos a ver que o Brasil poderia seguir o mesmo caminho porque os clientes estão descontentes com os bancos. Resolvemos apostar na comparação de produtos, oferecendo fundos de diferentes casas.

Fizemos uma estrutura com todas as gestoras estrangeiras e butiques. Hoje, chegamos a captar R$ 500 milhões por mês. A meta é passar de R$ 5 bilhões neste ano. Estamos só começando.

Há 30 milhões de pessoas que investem nos bancos; 25 milhões na poupança. Tenho certeza de que todas elas poderiam investir melhor.

Fonte! Chasque (postagem), publicado no sítio da Folha de São Paulo, no dia 14 de outubro de 2013. Abra as porteiras clicando em http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1356164-fundador-da-xp-investimentos-transformou-escola-sobre-a-bolsa-na-maior-corretora-de-valores-do-pais.shtml.

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Gauchada amiga!

Já estive noutra corretora. Fui de mala e cuia pra XP em 2010 e mesmo sendo um pequeno investidor, para mim, não há corretora que mais investe em educação financeira neste país, pois para tu te tornares um bom investidor, é preciso o aprendizado. E a XP é mestre em educação financeira.

Abraços

Valdemar Engroff 

Herdeiros: cuidado com eles!!!!!

Outro dia eu estava ouvindo o excelente programa "Na Ponta do Lápis", com o Prof. Marcos Silvestre, na BandNews FM e ele tocou em um ponto fundamental para o momento em que finalmente alcançamos nossa independência financeira, que é como lidar com os parentes "abutres", considerando-se que normalmente nesta fase as pessoas estão alcançando ou já alcançaram a chamada terceira idade.

Em algumas famílias, nesta fase, os herdeiros começam a se "preocupar" demais com a vida financeira dos pais, avós, tios e outros idosos, de forma que acabam tomando conta dos bens deles, o que nos casos extremos pode provocar consequências nefastas como o empobrecimento desnecessário das vítimas, que vão parar em asilos ou serão maltratados nas casas dos parentes, inclusive aqueles que já cobiçavam seu patrimônio. A solução seria, segundo o Prof. Marcos Silvestre, que os idosos evitem que outras pessoas tenham informações sobre suas finanças além do necessário e principalmente que não seja estimulada a dependência financeira. Em resumo: os parentes tem que se virar como todo mundo. Uma ajuda aqui e ali, no máximo!

Outra observação extremamente pertinente do Prof. Marcos Silvestre é de que não somos obrigados a deixar um patrimônio para os herdeiros, exatamente o contrário do que comumente se pensa na nossa cultura. A escolha do que fazer com o dinheiro é exclusivamente sua, portanto, esteja à vontade inclusive para usar todo o dinheiro após sua aposentadoria. Você já educou seus filhos, inclusive financeiramente, já cumpriu sua obrigação, então, eles estão aptos a trilhar seus próprios caminhos.

Warren Buffett, o megainvestidor americano, que já determinou em testamento como seus bens devem ser destinados após sua morte, deixou quase todo o dinheiro para a fundação Bill & Melinda Gates, e para seus filhos, um percentual minimo de seu patrimônio, declarou: "quero dar a meus filhos bastante dinheiro para que possam fazer o que quiserem, mas não dinheiro o bastante para que não façam nada." Além disto, ele sempre educou os filhos a buscar seus próprios objetivos, evitando mantê-los amarrados à uma "promessa", no caso, a herança. Exemplos como este reforçam cada vez mais uma realidade, a de que cada um é responsável por seu destino financeiro e que dinheiro não cai do céu. 
 
Fonte! Este é um chasque de Marcelo Ferreira, publicado no sítio Enriqucimento Total, no dia 21 de março de 2012. Abra as porteiras: http://www.enriquecimentototal.com/2012/03/herdeiros-cuidado-com-eles.html.
 
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Observação! Um chasque (postagem) de fundamento. Infelizmente vemos hoje filhos se aproveitando dos seus pais, já idosos, colocando-os em desconfortados empréstimos bancários, com débito automático, das suas - muitas vezes - parcas aposentadorias, fazendo com que, como tudo é em cadeia, piore a qualidade de vida destes aposentados. E o pior, empréstimos estes, que estes filhos, na maioria das vezes, não devolvem.
 
Abraços
 
Valdemar Engroff

Usar bem o dinheiro: uma lição que se aprende

Dicas de economia para crianças de 6 a 12 anos
Usar bem o dinheiro: uma lição que se aprende Reprodução/Reprodução
Retrato: Reprodução
Neste Dia das Crianças, você já sabe: não adianta mandar cartinha para o Papai Noel nem sair pela casa procurando um ninho escondido pelo coelho da Páscoa. Se você ganhar um brinquedo, um game, um eletrônico, quem tem de pagar a conta são seus pais, avós, tios ou padrinhos. Por isso, é possível que você tenha pedido uma coisa bem bacana e ter ganho outra, que parece mais ou menos. Isso pode ter acontecido porque o que você queria é muito caro ou, neste momento, passa da conta do que seus pais podem pagar. Não ter todo o dinheiro que a gente quer, na hora em que a gente quer, não é só problema. Também pode ser uma chance de aprender a lidar com dinheiro para que nunca falte, especialmente para o que é mais importante. Saber guardar, saber economizar, é uma lição que pode ser divertida e ajudar a tornar sua vida mais fácil no futuro. Veja algumas dicas nesta página.

As dicas:
6 a 8 anos

O PORQUINHO

— Na Páscoa, quando você ganha uma caixa de chocolate, não costuma comer tudo de uma vez, certo? Você guarda parte para mais tarde, quando voltar a ter vontade. Sem saber, está fazendo economia.
— Com o dinheiro é importante fazer o mesmo. Ao guardar todo mês um pouquinho, depois de um tempo você consegue juntar uma quantia maior. Essa economia permite comprar brinquedos melhores no futuro, por exemplo.
— Os lugares mais comuns para começar a guardar dinheiro são os cofres em formato de porquinho, mas uma latinha ou caixa de sapato podem servir.
NO SUPERMERCADO
— Quando você vai ao supermercado com seus pais é provável que tenha vontade de levar várias coisas para casa. Mas não basta só colocar dentro do carrinho, é preciso antes falar com seu pai ou sua mãe para ver se há necessidade.
— É que cada produto tem um preço. Uns custam pouco, outros, muito. Seus pais vão saber dizer se o que você quer é barato ou caro. E antes de ir embora, precisarão passar pelo caixa, que vai cobrar cada um dos objetos no carrinho.

8 a 10 anos

NA PONTA DO LÁPIS

— Antes de ir às compras, é importante fazer um planejamento de gastos. Por isso algumas pessoas fazem listas antes de ir ao supermercado, por exemplo.
— Se gastar muito no início do mês, pode faltar dinheiro para pagar as contas lá no final. Algumas compras exigem cuidados maiores, porque é preciso ainda mais planejamento. É o caso dos animais de estimação. Ao ganhar um cachorro ou gato, é necessário levar em consideração vários gastos: o primeiro é o preço que foi pago ao dono da loja para comprar o bichinho. O segundo é o valor que será gasto para vacinar, comprar ração e brinquedos para ele.

ABRINDO UMA CONTA

— O cofre ou o "porquinho" não são os únicos lugares onde é possível guardar dinheiro. Se você já tem alguma economia, pode pedir para os seus pais para abrir uma poupança em um banco. É uma maneira bastante segura de guardar o seu dinheiro.
— Uma vantagem de ter o dinheiro na caderneta é o rendimento. O banco paga uma quantia para você deixar o dinheiro guardado. Quanto maior o valor que você tem na conta, mais você recebe.

10 a 12 anos

CARTÃO TAMBÉM É DINHEIRO

— O cartão é uma maneira cada vez mais comum de fazer pagamentos. Apesar de ser feito de plástico e ter formato diferente, o cartão também é dinheiro e seu uso exige cuidado.

VIAJANDO PARA OUTRO PAÍS

— Existem diferentes maneiras de pagar. As mais comuns são as moedas, para pequenas quantias, e as cédulas de papel, para valores um pouco maiores. Essas duas maneiras existem há centenas de anos e são utilizadas em praticamente todos os lugares do mundo.
— A maioria dos países tem uma moeda própria. No Brasil, é o real, nos Estados Unidos, o dólar. Outros países preferem ter a mesma moeda. É o caso da França, da Alemanha, da Itália e outras nações da Europa. Todas elas utilizam o euro.
— Cada país só aceita a sua moeda, geralmente. Por isso, quando uma família decide viajar para outro país nas férias, por exemplo, precisa antes comprar a moeda desse país. Se for para Paris, precisa comprar euros. Se for para a Disney, nos Estados Unidos, precisa comprar dólares.
— A casa de câmbio é o local que faz a troca de uma moeda por outra.

Dicas para os pais:

MODELO PARA O FILHO

— Educação financeira começa em casa. As primeiras lições não precisam necessariamente envolver dinheiro. Fechar a torneira ao escovar os dentes, apagar a luz ao sair do quarto e comer toda a refeição são exemplos importantes para evitar desperdícios.
— Dizer não é preciso. Com os estímulos ao consumo cada vez mais fortes, é importante mostrar que nem tudo está ao alcance. Cabe ao adulto ensinar a diferença entre querer e precisar.
— Não misture compras com passeio. As crianças adoram surpresas e encontrar ambientes novos, desde que sejam estimulantes.
— O dia de compras deve ser encarado com responsabilidade. A criança deve aprender a importância de pesquisar os produtos e comparar os preços. É a semente para a criança aprender a planejar seus gastos no futuro.
— As crianças precisam entender como o dinheiro chega em casa. Ao mostrar que trabalhamos e depois recebemos o salário, ajudamos o pequeno a entender a importância do dinheiro.
— Situações de rotina, como compras no supermercado, podem se transformar em uma aula de finanças. Tenha o hábito de sempre carregar uma lista das compras, pois as crianças associam a lista às necessidades de consumo básico.
— Os hábitos e a educação recebida em casa são pontos fortes na formação do pequeno consumidor.

Fonte! Este chasque foi publicado na página eletrônica de Zero Hora de Porto Alegre, no dia 12 de outubro de 2013. Abra as porteiras clicando em http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/10/usar-bem-o-dinheiro-uma-licao-que-se-aprende-4299010.html

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tribunal autoriza desaposentação para obtenção de aposentadoria mais vantajosa

Um trabalhador aposentado de Minas Gerais poderá renunciar ao benefício previdenciário para obter uma nova aposentadoria, financeiramente mais vantajosa. A decisão, tomada pela 2.ª Turma do TRF da 1.ª Região, reforma sentença proferida pelo Juízo da 21.ª Vara Federal em Belo Horizonte.

O aposentado recorreu ao Tribunal para reverter o entendimento de primeira instância, favorável ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que havia negado o pedido de renúncia. Argumentou que, mesmo após ter se aposentado, continuou a exercer suas atividades sob o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Por isso, voltou a pleitear a desaposentação e o aproveitamento das contribuições recolhidas no período para a obtenção do novo benefício.

Ao analisar o caso, a relatora da ação no TRF, desembargadora federal Neuza Alves, deu razão ao segurado. No voto, a magistrada citou o artigo 96 da Lei 8.213/91, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social. Explicou que o dispositivo legal impede a utilização do mesmo tempo de serviço para obtenção de benefícios simultâneos em sistemas distintos, e não a renúncia a uma aposentadoria e a concessão de certidão de tempo de serviço para obtenção de aposentadoria estatutária.

Diante disso, e por considerar a aposentadoria um direito patrimonial disponível, Neuza Alves entendeu ser legal a desaposentação para fins de aproveitamento de contribuição e concessão do novo benefício, seja no mesmo regime ou em regime diverso. “Isso não implica devolução dos valores percebidos durante o tempo em que [a primeira aposentadoria] foi usufruída, pois enquanto o segurado esteve nesta condição fazia jus ao benefício”, pontuou baseada, também, em decisões anteriores do TRF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O termo inicial da nova aposentadoria deve ser fixado a partir da data do requerimento administrativo ou, na falta deste, a partir da citação. Já a correção monetária obedecerá ao disposto no Manual de Orientação de Procedimentos para Cálculos na Justiça Federal, acrescida do índice IPCA-E após a entrada em vigor da Lei n° 11.960/2009 e de juros de mora.

O voto foi acompanhado pelos outros dois magistrados que compõem a 2.ª Turma do Tribunal. Fonte: TRF1/ Processo n.º 0001084-97.2012.4.01.3800
 
Buscamos este chasque (postagem) no sítio Saber Direito Previdenciário. Abra as porteiras clicando em http://www.saberdireitoprevidenciario.com.br/tribunal-autoriza-desaposentacao-para-obtencao-de-aposentadoria-mais-vantajosa/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sem planejar aposentadoria, ex-executivo frita hambúrgueres

Ex-vice presidente de marketing da Oral-B esqueceu de planejar sua aposentadoria e agora vive de dois empregos e ganhando pouco mais que o salário mínimo
Aposentadoria tranquila: especialistas em investimentos recomendandam poupar entre dez e vinte vezes a renda salarial anual para a manutenção
de seus padrões de vida na velhice
      
Nova York - Parece outra vida. No auge da sua carreira corporativa, Tom Palome tinha um salário de seis cifras e viajava a trabalho para a Europa na primeira classe.

Hoje, o ex-vice presidente de marketing da Oral-B, de 77 anos, concilia dois empregos de meio período: um como demonstrador de comida em Sam’s Club por US$ 10 a hora e outro cozinhando hambúrgueres e servindo bebidas na churrascaria de um clube de golfe por pouco mais que o salário mínimo.

Como muitos americanos, embora Palome tenha trabalhado duramente toda sua carreira, pago sua hipoteca e a faculdade dos seus filhos, ele não economizou o suficiente para a aposentadoria. Mesmo muitos baby boomers prósperos, que estão chegando ao final das suas carreiras, não pouparam entre dez e vinte vezes a renda salarial anual, soma recomendada pelos especialistas em investimentos para a manutenção de seus padrões de vida na velhice.

Para as famílias de classe média, cuja renda oscila entre aproximadamente entre US$ 50.000 e US$ 100.000, o panorama é especialmente sombrio. Quando se desencadeou a crise financeira de 2008, o pouco que Palome tinha poupado – US$ 90.000 – evaporou-se e de repente ele percebeu que precisava de dinheiro para manter seu estilo de vida. Com anos, se não décadas, por viver ainda, Palome aceitou os empregos que pôde encontrar.

O vigoroso e eternamente otimista avô se considera um felizardo. Ele é abençoado com uma boa saúde, afirma. Ele pode trabalhar, viver independentemente e manter sua dignidade, mesmo tendo que esfregar o chão da churrascaria do clube antes de voltar para casa, às 20h, para descansar.

“Faz parte do trabalho”, disse Palome. “Você tem que respeitar seu emprego e não ser negativo – ou não fazê-lo”.

Enfrentando a realidade

Há tempos que os americanos com baixa renda têm que se virar na velhice, dependendo principalmente da previdência social. Já a classe média, com seus aposentados mais educados e com mais recursos, deveria estar mais bem preparada. Alguns até teriam o luxo de redefinirem suas vidas concebendo a aposentadoria com seus próprios termos. Pelo menos é o que diz a cultura popular.

A realidade costuma ser muito diferente. Cada vez mais idosos que foram gerentes corporativos e profissionais durante boa parte das suas carreiras estão concorrendo por empregos mal pagos. Para essa crescente faixa de idosos com poupanças magras, é o fim da aposentadoria.

Aproximadamente 7,2 milhões de americanos de 65 anos de idade ou mais tinham um emprego no ano passado, um aumento de 67 por cento em relação há uma década, segundo dados do governo. Contudo, 59 por cento das famílias lideradas por pessoas dessa faixa etária atualmente não possuem ativos de contas de aposentadoria, segundo dados da Reserva Federal analisados pelo Instituto Americano de Previdência de Aposentadoria.

Mobilidade descendente

“As pessoas que desenvolveram carreiras bem sucedidas, enviaram seus filhos à universidade e economizaram o que puderam e continuam confrontando a mobilidade descendente”, afirma Teresa Ghilarducci, economista em The New School que estudou as finanças dos idosos.

E logo tudo piorará. Correndo atrás das legiões atuais de idosos encontra-se a geração de baby boomers, que começou a completar 65 anos em 2011 e está chegando a essa idade a um ritmo de 8.000 pessoas por dia. São a primeira geração da qual se espera que financie a própria aposentadoria, mesmo vivendo mais tempo.

Eles também estão ficando sem dinheiro. As pensões pagas pelas companhias são quase uma coisa do passado, substituídas nas últimas três décadas pelas contas 401 (k), financiadas e gerenciadas principalmente pelos próprios funcionários. A mediana de balanços de contas 401 (k) para famílias lideradas por pessoas dentre 55 e 64 anos de idade com contas de aposentadoria era de US$ 120.000 em 2011, segundo o Centro de Pesquisa sobre Aposentadoria da Boston College.

Insuficiente

Essas poupanças fornecerão US$ 4.800 por ano, supondo que os idosos retirem 4 por cento anualmente, a soma recomendada pelos especialistas em aposentadoria a fim de garantir que os aposentados não fiquem sem dinheiro durante sua vida.

“O atual sistema de poupança para aposentadoria não está funcionando, e isso está entrando em crise porque os americanos que completam 65 anos com boa saúde agora vivem pelo menos mais duas décadas”, disse Larry Fink, presidente da BlackRock Inc., a maior gerente de ativos do mundo.

“A longevidade deveria ser uma bênção, mas se você não a planejou, você terá que trabalhar por muito mais tempo do que você já sonhou”, disse Fink. “Ou você deverá ser bom com seus filhos, porque provavelmente tenha que morar com eles”.

Sendo independente

Isso é a última coisa que Tom Palome deseja fazer – mesmo apesar de que seus filhos já tenham lhe oferecido hospedá-lo. Após décadas mantendo seu corpo em boa forma – com 1,74 m., ele pesa uns saudáveis 77 quilos – e com seu cabelo tingido de castanho escuro, as pessoas costumam acreditar que ele tem 60 anos. Ele não pensa abandonar sua independência.

Palome ganha aproximadamente US$ 80 por dia de trabalho - US$ 7,98 por hora em salários e mais gorjetas.

“Em uma semana ganho o que eu ganhava em uma hora”, disse Palome, acrescentando que ele entende que os idosos tenham dificuldades para manter ou arrumar empregos com salários médios.

Previdência social

Palome, que afirmou que seus empregos o mantém ativo e o fazem aprender coisas novas, poderia sobreviver sem trabalhar. Ele recebe US$ 1.200 da previdência social e uma pensão mensal de US$ 600 do seu último emprego corporativo. Contudo, os US$ 1.400 que ele ganha com seus salários lhe permitem economizar mais e permitir-se uns extras. Ele vai ao teatro, paga passagens aéreas para visitar os filhos e netos e ocasionalmente sai de férias.

Quando era jovem, Palome obteve um emprego na Shulton Co., a fabricante da loção pós-barba e colônia Old Spice, e depois mudou-se à Yardley of London, como gerente da marca. Seu grande avanço chegou em 1975, quando foi recrutado pela The Cooper Cos., como vice-presidente de marketing para a companhia de cuidado dental Oral-B.

Esse emprego lhe deu um salário de quase seis cifras e uma vida de executivo aos 39 anos. Ele viajava na primeira classe para os escritórios da Cooper nos EUA e na Inglaterra, na Suécia e na Alemanha. Ele ajudou a obter o apoio do Comitê Olímpico Americano à escova de dente da Oral-B. E tinha um armário cheio de ternos. Nos finais de semana, jogava golfe com outros executivos.

Nos anos de esplendor, Palome possuía muitos clientes e ganhava aproximadamente US$ 120.000. Embora ele tenha poupado para a faculdade dos filhos e ajudado seus pais na velhice, ele não pensava na aposentadoria.

“Nunca achei que eu fosse viver tanto”, explica Palome.

Sem poupança

Como era trabalhador autônomo, Palome não possuía uma conta 401(k) e nunca teve uma Conta Individual de Aposentadoria, isenta de impostos nos EUA. Somente por volta de metade dos trabalhadores do setor privado possuía algum tipo de cobertura de um plano de aposentadoria patrocinado por funcionários em 2011, e menos de 40 cento deles participavam ativamente delas, segundo o Instituto de Pesquisa de Benefícios para Funcionários.

Muitos dos que agora se aproximam à aposentadoria começaram a poupar muito tarde, ou pararam de fazê-lo quando eles ou seus cônjuges perderam seus empregos. Com frequência, eles também realizaram investimentos que não renderam os melhores resultados ou saíram do mercado acionário depois que a crise pulverizou suas poupanças, perdendo a recuperação.

Se há algo do que Palome se arrepende, é não ter procurado um melhor assessoramento sobre investimentos para aposentadoria em algum momento. “Pensei que pudesse fazê-lo sozinho”, conta.

No entanto, ele está orgulhoso dos seus feitos. Ele construiu uma carreira no marketing, criou uma família após a trágica morte da sua esposa e ajudou seus filhos a começarem suas vidas.

“Não vou sentar nos lauréis e falar que eu era executivo, ganhava um salário de seis cifras e viajava pelo mundo”, disse Palome. “Eu digo às pessoas que eu faço demonstrações de comida e cozinho pratos rápidos. Não tenho problema com isso. O que é importante é que eu posso trabalhar hoje”.

Fonte! Chasque de Carol Hymowitz, da Bloomberg, publicado no sítio da Exame.com em 23 de setembro de 2013. Abra as porteiras clicando em http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/aposentadoria/noticias/sem-planejar-aposentadoria-ex-executivo-frita-hamburgueres .

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Observação! Ponha o dedo na moleira e ponha o seu dinheiro a render..... Ponha parte dos seus ganhos em investimentos para este fim: a tua aposentadoria complementar, poi se vais depender do SUS e do INSS, estarás perdido, vais pra sargeta, vais depender dos teus filhos, teus netos..... teus genros e noras....

Se achas cedo..... cedo nada.... comece agora, mesmo que tenhas somente 18 anos. Tens a vida todo para acumular, com o menor valor que seja, pois o exemplo americano deste chasque (desta postagem) é doloroso. E sabemos de antemão que a tendência é a gente viver mais e mais e o INSS pagar aos aposentados menos, cada vez menos...

Valdemar Engroff - o gaúcho taura         

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Atitude 74! Cooperativa de Crédito Mútuo CRESAL comemora 30 anos!

Símbolo universal do cooperativismo
Bueno! A ONU escolhei o ano de 2012 para ser o ano internacional do cooperativismo e no nosso meio, elas atuam nos mais diversos ramos da economia, em especial aqui no Estado do Rio Grande do Sul. 

E de acordo com o chasque (reportagem) publicado no jornal Correio do Povo de Porto Alegre (RS), na edição do dia 07 de julho do ano passado, "as cooperativas respondem por 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e cumprem um papel fundamental no desenvolvimento do país. No Brasil, cerca 33 milhões de brasileiros estão envolvidos com as atividades do sistema em 13 áreas de atuação, sendo que 10 milhões se envolvem diretamente com as 6.586 cooperativas em atuação em todo o território nacional".  

E segundo este mesmo jornal, "No Rio Grande do Sul, o quadro é também alentador. São cerca de 2 milhões de associados, gerando 52 mil empregos diretos e apresentando um faturamento de R$ 27 bilhões por ano. É um setor dinâmico que gera grande parcela de tributos que são recolhidos ao Erário.O cooperativismo, marcado pelo associativismo, mostra-se cada vez mais como um protagonista das economias gaúcha e brasileira. Por conta de sua contribuição, deve ser estimulado e receber a devida atenção do poder público".

E um dos segmentos que mais prosperou no Rio Grande do Sul, além das cooperativas de produção - em especial do ramo do agronegócio, é o cooperativismo de Crédito e Nova Petrópolis leva título de "Capital Nacional do cooperativismo", regulamentado pela lei federal 12.205/2010, e apresenta um roteiro histórico-cultural, que reconstitui os passos do Cooperativismo na região, iniciados em 1902 pelo Padre Theodor Amstad, através da fundação da atual Sicredi Pioneira, a mais antiga cooperativa de crédito da América latina.

E em termos de crédito mútuo, podemos definir que "o seu quadro social é formado por pessoas que exerçam determinada profissão ou atividades comuns, ou estejam vinculadas à determinada entidade e, excepcionalmente, por pessoas jurídicas que, na forma da lei, se conceituem como micro ou pequena empresa que tenham por objeto as mesmas ou correlatas atividades econômicas das pessoas físicas ou, ainda, aquelas sem fins lucrativos, exceto cooperativas de crédito". Esta é uma definição que colhemos no sítio da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

E neste segmento cooperativo nós enquadramos a CRESAL. E de acordo com a sua história, "em 20 de dezembro de 1983, formou-se na sede do escritório da Central ASCAR EMATER RS a CRESAL, (Cooperativa de Economia Crédito Mútuo dos Servidores da ASCAR/EMATER/RS Ltda.), com objetivo de solucionar problemas financeiros e creditícios de seus associados. A realização da Assembleia geral Ordinária de Constituição da Cooperativa, deu-se com a assinatura de 61 pioneiros que, com visão de futuro, assinaram a Ata e integralizaram o montante de CR$ 7.012,00 (sete mil e doze cruzeiros), como quotas-capital, para dar inicio à formação do capital social". 

Portanto, o ano de 2013 é o ano do trigésimo aniversário desta pujante cooperativa de crédito mútuo, da qual faço parte deste 1993, onde o produto financeiro principal oferecido ao seus mais de 600 associados sempre foi o Empréstimo a juros módicos, prazos flexíveis, sem burocracia, atendimento personalizado e agilidade na liberação dos cobres (dinheiro/crédito).

Praticamente construí meu rancho (casa) com os valores que a CRESAL me emprestou. Levei dez anos para terminar o meu rancho e não precisei utilizar o Sistema Financeiro da Habitação, onde deveria penhorar o meu nome por até trinta anos e onde, pagaria no mínimo duas vezes o valor venal da casa construída (pronta para morar). Em dez anos, depois de vários e sucessivos empréstimos pagáveis entre 18 e 24 meses, meu rancho estava pago e terminado.

E, como dizem os estatutos, em março do ano seguinte, em Assembleia Geral, as SOBRAS são divididas entre os seus associados. As sobras são distribuídas para:
1 - Remunerar o capital social de cada associado;
2 - Remunerar os associados tomadores de empréstimos;
3 - Remunerar os associados aplicadores.

Isto quer dizer que, uma pequena Cooperativa como a Cresal, pode ser a solução para os seus associados, pois ali tu és "dono", de acordo com a quantidade de cotas-capital que tu tens.

Hoje a Cresal também oferece o produto Aplicação, em duas modalidades: depósito avulso e o depósito programado (mensal), onde o associado tem a opção de aplicar o seu dinheiro que lhe rende juros e correção, com base no CDI. Também tem os empréstimos com taxas diferenciadas para quitar com vantagens o IPTU, IPVA e seguros.

E mais recentemente, tem um plano de convênio médico, via UNIMED, direcionado para filhos de associados, que não são contemplados pelo plano Unimed que a empresa oferece (onde o limitador é a idade: 21 anos ou 24 anos quando for acadêmico universitário).

Além disso criou a Central de Seguros Cresal, onde oferece a preços diferenciados, entre outros, o seguro para veículos, de vida, residencial e a previdência privada

Visite o sítio da CRESAL. Abra as porteiras clicando em www.cresal.coop.br.

Valdemar Engroff - o gaúcho taura

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Letras de Crédito Imobiliário (LCI): atratividade e principais características

Letras de Crédito Imobiliário (LCI): atratividade e principais característicasUma redução na taxa de juros faz com que o setor imobiliário se torne mais atrativo por duas razões: primeiro, porque este se destaca frente à perda de interesse pelos produtos de renda fixa; e em segundo lugar por favorecer os financiamentos imobiliários em decorrência da maior abrangência destes e da maior liquidez dos títulos voltados para o longo prazo.

Letras de crédito imobiliário (LCI)

As LCI’s são títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários assegurados por hipotecas ou por alienação fiduciária de um bem imóvel, que dão aos seus titulares direitos de crédito pelo valor nominal, juros e correção monetária.

Os bancos comerciais, múltiplos e a Caixa Econômica Federal têm autorização do Banco Central para realizar operações de crédito imobiliário mediante a emissão de letras de crédito imobiliário.

Em outras palavras, as instituições financeiras mencionadas anteriormente fazem uso de parte de suas carteiras de créditos imobiliários como lastro para as aplicações financeiras sugeridas aos seus clientes, sendo que os montantes captados são direcionados para o financiamento de habitações.

Prazos

O prazo de vencimento das LCI’s é restrito ao período das obrigações imobiliárias que foram utilizadas como referência para o lançamento dos títulos. No caso da Caixa Econômica Federal, instituição mais ativa em crédito imobiliário no Brasil, o prazo mínimo é de 2 meses e o máximo de 25 meses.

Tributação

As LCI’s são bastante atrativas no quesito tributação por inúmeras razões: desde 2004, o produto é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas e condomínios residenciais e comerciais. Porém, para as pessoas jurídicas a incidência do imposto é a mesma para os produtos de renda fixa, começando com alíquotas de 22,5% para aplicações de até 180 dias e de 15% para investimentos por períodos superiores a 720 dias.

Desvantagem

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, exige valor mínimo para aplicação de R$ 50 mil, o que restringe o acesso de pequenos investidores a esse tipo de produto. Dessa forma, apesar de apresentar baixo risco e, portanto, ser atraente para investidores com um perfil mais conservador, apenas investidores maiores conseguem atender ao mínimo exigido para aporte. Assim, é importante consultar os bancos sobre os valores mínimos para investimento.

Você já conhecia as LCI’s? Tem alguma dúvida específica sobre este tipo de investimento? Use o espaço de comentários e vamos, aos poucos e em novos artigos, contribuir com mais explicações.

Obrigado e até a próxima.

Foto real estate concept, Shutterstock.

Fonte! Este é um chasque (postagem) de Artur Salles Lisboa de Oliveira, publicado no sítio DINHEIRAMA, no dia 16 de setembro de 2013. Abra as porteiras clicando em: http://dinheirama.com/blog/2013/09/16/letras-credito-imobiliario-lci-atratividade-principais-caracteristicas/.

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Opinião! Não perco nenhum comentário de Mauro Halfeld na Rádio CBN, às 18h05min e dois produtos financeiros que ele cita muito é a LCI, abordada no chasque acima e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio, que é um título emitido por instituições financeiras públicas e privadas, vinculado a direitos creditórios originários do agronegócio.

Baita abraço

Valdemar Engroff

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Alimentos tradicionais dos gaúchos elevam a inflação e Porto Alegre tem maior alta no país nos últimos 12 meses

Erva-mate, churrasco e pratos locais influenciaram a variação de 6,48% no IPC no período de setembro de 2012 até agosto de 2013
Erva-mate foi um dos produtos que registrou forte aumento: 51,53% em 12 meses
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Quem for se banquetear à moda gaúcha, neste setembro de louvores à Revolução Farroupilha, pode ir preparando a guaiaca. Tomar chimarrão, assar uma costela de ovelha, degustar a salada de batata-inglesa e até preparar o arroz de china pobre (com linguiça picada) está pesando mais no bolso.

A elevação dos preços nesses itens contribuiu para um recorde indesejável: é de Porto Alegre a maior inflação no país, com 6,48% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), nos últimos 12 meses. Em alusão às celebrações farroupilhas, a Fundação Getulio Vargas (FGV) calculou uma espécie de inflação gaudéria. De setembro de 2012 até agosto, a erva-mate subiu 51,53%. Carnes para o churrasco também aumentaram acima da média, especialmente o corte preferido, a costela: de cordeiro (14,94%), de suíno (13,69%) e bovina (9,03%).

Até pratos baratos da culinária gaúcha, como o arroz com linguiça, foi inflacionado. A FGV registrou que o cereal acumulou alta de 17,01% em 12 meses. Trunfo das cozinheiras que recebem visitas inesperadas e numerosas, a linguiça somou 25,99%.

André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, esclarece os motivos para Porto Alegre ostentar a maior inflação entre oito cidades pesquisadas. O item alimentação foi o que mais pesou, com 11,17% de variação.

– Depende das características regionais, do hábito de consumo das pessoas – diz o economista.
Braz exemplifica que a erva-mate está na cesta do porto-alegrense, mas não interfere no custo de vida de outras capitais. Lembra que Salvador já teve a maior inflação por conta de um aumento temporário no preço da farinha de mandioca, apreciada na dieta de nordestinos.

O coordenador do escritório da FGV no Estado, Marcio Fernando Mendes da Silva, aponta outros fatores que podem influenciar na composição dos preços. Um deles é o tempo. Geadas, inundações e estiagens – recorrentes no Estado – provocam quebra de safras e diminuição nos rebanhos.
Produtos que hoje assustam a dona de casa, amanhã podem ser fartos na mesa. O tomate, por exemplo, já pressionou a inflação. Em 12 meses, porém, acumula queda de 44,53%.

Fonte! Chasque de Nilson Mariano, publicado na página eletrônica do Jornal Zero Hora de Porto Aelgre (RS). Abra as porteiras clicando em http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/09/alimentos-tradicionais-dos-gauchos-elevam-a-inflacao-e-porto-alegre-tem-maior-alta-no-pais-nos-ultimos-12-meses-4272825.html.

domingo, 8 de setembro de 2013

A defasagem da tabela do Imposto de Renda!


Defasagem no IR em 62%. Estimativa de auditores mostra que pessoas com renda em faixa menor são as mais prejudicadas
 

Brasília — A defasagem entre a tabela do Imposto de Renda (IR) e a inflaçãopode chegar a 62% até o final do ano, segundo e stimativas do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional). Aavaliação é que a diferença, neste momento, está em torno de 60%, mas a inflação, que ficou próxima de zero em julho, deverá voltar a subir. O Sindifisco Nacional está apoiando uma campanha para mobilizar e informar a população sobre a necessidade de correção da tabela. A campanha Imposto Justo foi lançada em maio e pretende convencer os congressistas a reduzir as injustiças fiscais provocadas pela não correção. Os interessados em participar devem preencher o formulário no site www.sindifisconacional.org.br/impostojusto.

Em 2013, a correção da tabela, estabelecida pelo governo, ficará em 4,5%, o centro da meta de inflação estabelecida no Índice  de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial do país. Entretanto, a projeção de analistas de instituições financeiras para a inflação medida também pelo IPCA está em 5,75%, segundo apurou pesquisa do Banco Central (BC).  

“Era para ser 4,5%, mas, como a inflação está acima disso, estimo que em torno de 6,5% ou seis e qualquer coisa, aquilo que era 60% irá para 61% ou 62%”, avaliou Álvaro Luchiezi, gerente de estudos técnicos do Sindifisco Nacional. Se isso for confirmado, os contribuintes continuarão a pagar mais impostos, principalmente a maioria dos trabalhadores assalariados. 

A tabela do IR já vinha sendo corrigida em 4,5% desde 2007, e a previsão era acabar com a utilização desse índice em 2010. Porém, no início de 2011, por meio da medida provisória 528, o governo resolveu aplicar o mesmo percentual até 2014. De acordo com o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, no momento, esse é o percentual que está valendo, e não existe previsão de mudança. “A tabela já está corrigida para o próximo ano. No momento, não temos nenhum estudo para isso. Fica nos 4,5% como previsto. Por enquanto, não temos nenhuma demanda sobre simulações.”

A  proposta do Sindifisco Nacional é que a correção da tabela do IR seja atrelada à evolução da renda. “O objetivo é entrar com projeto de lei, assinado por alguns parlamentares, que trate da correção gradativa da tabela, que não seja atrelada a qualquer índice inflacionário, mas sim ao rendimento médio do trabalhador”, defendeu o presidente da entidade, Pedro Delarue.

Isentos viraram contribuintes Conforme o presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, para dimensionar o prejuízo dos assalariados com a não correção da tabela do Imposto de Renda, o contribuinte que em 1996 ganhava nove salários mínimos era isento do Imposto de Renda. Agora, quem ganha 2,5 salários é obrigado a pagar, e várias pessoas que eram isentas, por causa da renda baixa, foram paulatinamente ingressando na condição de contribuinte.


Em contrapartida, Delarue defende o fim da isenção da cobrança de Imposto de Renda na distribuição de lucros e dividendos para pessoas jurídicas.

“É uma questão de justiça fiscal. Nós defendemos que seja um rendimento tributado”.

O peso maior do imposto, diz, seria para quem ganha acima de R$ 240 mil por ano. 
 
Fonte! Chasque publicado nas páginas do jornal Correio do Povo de Porto Alegre (RS), na edição do dia 19 de agosto de 2013.