terça-feira, 20 de agosto de 2013

Chasque às mães!

Carta às Mães

Meu nome é Agnes Arato e sou uma das mães que fazem parte do coletivo Infância Livre de Consumismo. Se você pensar no grupo gestor das ações deste coletivo, sou uma das 20. Se pensar no grupo que acompanha, compartilha, debate e pensa parecido, sou um dos quase nove mil pais e mães que fazem o coletivo Infância Livre de Consumismo.
 
Quero pedir licença aos pais para falar às mães – isso porque historicamente e estatisticamente são as mães que tocam a vida prática da prole. São as mães que parem os filhos, que amamentam, e são principalmente elas que cuidam das crianças na primeira infância. Aqui em casa, embora eu me esforce e cobre muito o contrário, ainda é assim.

Quero falar com você, mãe, para que a gente se entenda. Não estamos contra você. Estamos com você!

Nossa briga não é com você, mãe, que eventualmente fornece comida industrializada para seu filho ou que não amamentou exclusivamente até os seis meses (seja por qual motivo for), ou com qualquer outra mãe, pai ou família.

A nossa briga é com o mercado que não nos avisa que alguns alimentos industrializados, em uma única porção, contêm 75% do sódio que poderíamos ingerir em todo o dia, e que isso pode causar inúmeras doenças em nossas famílias. A nossa briga é com o “comunicador” que mantém no ar um programa infantil que, a cada cinco minutos, para tudo o que está fazendo – brincadeiras, desenhos – para vender mais um produto licenciado a nossos filhos. A nossa briga é com os anunciantes que colocam desenho animado e música infantil em propaganda de produtos para adultos, provocando e reforçando a criança como tomadora de decisões de compra de toda a família. A nossa briga é com o fabricante que coloca um brinquedinho em seu lanchinho pouco saudável, deixando para nós, mães, a tarefa inglória de explicar e barganhar com a criança que quer aquilo de qualquer jeito, pois “todo mundo tem”.

A nossa briga é com o pediatra que, ao invés de nos ensinar a estimular a produção de leite, recomenda uma fórmula industrializada logo de início, e não avisa que o nosso próprio leite, além de gratuito, fornece uma proteção a nossos filhos que nenhum outro leite fornecerá. A nossa briga é com a imprensa que, ao invés de apresentar mais soluções para a falta de tempo na hora de ir para a cozinha, indica a papinha industrializada como única saída (saudável?) para o dilema.

Nossa briga não é com você, mãe. Não queremos culpá-la. Mas também não estamos aqui para aliviar. Queremos que você sente conosco, reflita, debata, participe. Afinal, para criar nossos filhos em um mundo onde seja mais importante o “ser” do que o “ter” é preciso que cada um de nós se mobilize. Ao invés de nos acomodarmos em nossa pretensa impotência diante da força de grandes corporações ou conglomerados de comunicação, se cada um de nós der sua pequena contribuição, podemos, sim, mudar hábitos e pensamentos que pareciam imutáveis. Penso sempre na metáfora do formigueiro e da formiga. A formiga, sozinha, não movimenta nada. Mas do que um formigueiro é capaz?

Abraços a todos!

Fonte! Este é um chasque (postagem) de Agnes Arato, publicado no sítio Infância Livre de Consumismo, em 21 de setembro de 2013. Abra as porteiras clicando em  http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/carta-as-maes/.

Caminhos para consumir mais e gastar menos

Os problemas financeiros das famílias podem ser evitados com ajustes no estilo de vida
 
O sofrimento do brasileiro com suas contas a pagar já pode ser considerado um traço cultural. Independentemente de estarmos numa crise ou num bom momento econômico, os indicadores sempre mostram o endividamento como parte da vida da população. Vale lembrar que o endividamento não significa simplesmente ter prestações a pagar, mas sim ter dívidas fugindo ao controle, com uso frequente de empréstimos pessoais, cheque especial e crédito rotativo no cartão – conhecido como crédito de má qualidade. Pior do que dever é pagar caro pelo aluguel do dinheiro.
 
A raiz do problema está em nossa precária capacidade de planejamento. Falha o planejamento familiar, ao engessar demais seu orçamento com prestações a perder de vista, não deixando margem para imprevistos ou aumento nos preços. Se os orçamentos contassem com menos gastos fixos e mais gastos variáveis, mais opções as famílias teriam para cortar gastos quando outros aumentam. O excesso de inflexibilidade orçamentária impõe às famílias o uso dos empréstimos que cobram juros elevados. Pagando mais juros, comprime-se mais ainda o orçamento, consome-se menos, e a situação se agrava. É o fenômeno conhecido como “efeito bola de neve”, resultante dos juros sobre juros e sobre dívidas que não param de crescer.

Também por dificuldades em planejar, muitas famílias ignoram os custos resultantes da melhoria de vida que acontece ao consumirmos mais. Ao planejar a compra de um automóvel, somos estimulados a colocar na ponta do lápis os gastos com seguro, IPVA, combustível e manutenções básicas. Mas raramente se estima o custo de aproveitar o veículo nos fins de semana – quem tem quer aproveitar com passeios e viagens – e também uma provisão para multas e reparos de pequenos acidentes, que deveriam ser esperados por motoristas de primeira viagem. Lembre que automóvel, moradia, celular e muitos eletrodomésticos ainda são novidades que surgem pela primeira vez na história da maioria das famílias brasileiras.

O Brasil vive um boom de consumidores de primeira viagem. Assim como os compradores de veículos não têm histórico familiar para estimar os gastos com viagens e multas, compradores de smartphones ignoram o provável gasto com aplicativos, assim como quem compra computadores não planeja a compra de softwares e planos de uso de internet. As decisões de consumo baseadas no conceito de “dá para pagar a prestação” resultam em gastos inesperados, com os serviços acessórios às grandes compras. E é justamente nos serviços que a inflação vem destruindo o poder de compra dos brasileiros.

Surge aí outro tipo de falta de planejamento: a falta de incentivos e investimentos na expansão e no ganho de escala dos serviços, para acompanhar o consumo. Ao adotar a política reativa à pressão do lobby da indústria manufatureira, o governo estimula a compra de imóveis, automóveis e eletrodomésticos, mas a pulverização da indústria de serviços tira dela a força necessária para pressionar o governo a estimular investimentos no seu setor. Com a demanda maior do que a oferta, acontece a alta nos preços.

A inflação nos serviços deve ser combatida com educação para o empreendedorismo e estímulo à concorrência. Os problemas financeiros das famílias podem ser evitados com escolhas de consumo mais sustentáveis e ajustes no estilo de vida. A primeira e mais importante iniciativa que cada brasileiro deveria adotar é a redução no consumo dos gastos maiores e inflexíveis, principalmente moradia, automóvel e tecnologia. Trata-se aqui não de eliminar gastos, mas de reduzir o padrão de itens que tornam inviáveis o consumo dos demais.

Com uma moradia caprichada e sem verba para o resto, seu consumo se limita à moradia. Com uma moradia 10% ou 15% mais barata, você pode incluir lazer, cultura e qualidade de vida em sua cesta de consumo. Em outras palavras, um estilo de vida um pouco mais simples é extremamente recompensador, quando nele encontramos uma variedade maior de opções de consumo e maior tranquilidade para lidar com imprevistos e aumento de preços.

Não é uma mudança simples de adotar, pois envolve abrir mão do status, da parcela aparente do consumo. Nossa cultura latina valoriza principalmente o que as pes­soas ostentam. Quem aparenta ser bem-sucedido, mesmo que com problemas financeiros, ainda é mais valorizado pela sociedade do que aqueles que, para se manter em equilíbrio, abrem mão de ostentar as grifes da moda. Precisamos, na verdade, dar mais atenção a nossa voz interior e ouvir menos a bajulação de uma sociedade que só valoriza a aparência. Trata-se da clássica reflexão sobre trocar o ter pelo ser. 

Fonte! Este é um chasque de Gustavo Cerbasi, publicado no portal da Revista Época, no dia 02 de julho de 2013. Abra as porteiras clicando em http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/gustavo-cerbasi/noticia/2013/07/caminhos-para-bconsumir-mais-e-gastar-menosb.html.

Fonte do retrato! Sítio Facebook Gustavo Cerbasi (oficial): https://www.facebook.com/GustavoCerbasiOficial?fref=ts

sábado, 17 de agosto de 2013

Atitude 72! Comprei um carro. Parcelado e com juro alto!

Bueno! Se existe um sítio que diariamente visito e tomo o meu mate é o HORA DE MUDAR, construído e mantido por uma gaúcha de Lagoa Vermelha (RS), mas radicada nos pagos do Estado do Paraná -  a Ziula Sbroglio. Abra as porteiras e dê uma camperiada clicando em....: www.ziulasbroglio.blogspot.com.br.  

Ela publicou o chasque "Sobre sapatos, bolsas e outras compras desnecessárias", que tu também deverias ler.... A minha resposta tu podes ler abaixo:

"Bom Dia gaúcha!

Meu carrinho estava judiado. Já estava na capa da gaita, pois estava com ele há 9 anos e ele já tinha rodado nas minhas mãos 215 mil km e começou a dar manutenção pesada (pesada no bolso da bombacha).

Em março fui dar uma camperiada em Porto Alegre com a intenção de dar o meu velho Mille de entrada na compra de um zerinho. Pois eles não estavam pagando nada... Uma concessionária me ofereceu 5 mil, a outra 4 mil e a terceira não quis ele na troca.....

Esperei e no final de junho fui pra Canoas, na concessionária Fiat desta cidade. Abri pra eles que eu queria 10 mil pelo meu Mille, na compra de um Novo Uno zerinho..... E esta foi a avaliação do meu usado, que, pela tabela Fipe, por ter o chassis remarcado, avalia o carro apenas em 80% da tabela e por esta tabela, dá uns 10.500,00....

Peguei pelo meu velho Mille 10 mil e paguei mais 23.300,00 pelo Novo Uno.....

Até aqui tudo certo, mas, já disse aqui em outras oportunidades, que eu não parcelo nada, nem programa de TV, nada..... Como levo tudo pra planilha excel, eu programo tudo, compro quando dá, faço as minhas pequenas aplicações no início de cada mês (pra mim, pra esposa e as duas filhas), levo de rédea curta todas as despesas do meu rancho, não entro no vermelho nunca e não tenho dívidas.

E vou te dizer mais. Não vou a shopping pra ver vitrines. Cancelei o meu cartão de crédito depois de estar "casado" com ele por 16 anos e não sinto falta dele.... muito menos sinto saudades.....

Se consegui comprar um carrinho novo à vista, foi graças a Educação Financeira que comecei a buscar em 2008, ou seja, há cinco anos atrás. E olha, eu busquei aos 50 anos (com um atraso de no mínimo 25 anos). As minhas filhas terão mais sorte, pois estão adquirindo conhecimentos de consumo e investimentos desde os 11 e 18 anos respectivamente....

Em relação a tua resposta no Facebook, creio que tenhas aberta a porteira de uma pessoa que estava com os olhos vendados. E esta é a tua missão e de todos que tem um sítio que propaga no linguajar fácil a educação financeira pelos quatro cantos desta terra chamada mundo....

Baita e cinchado abraço do tamanho do Rio Grande"

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Bueno! Até aqui a história é uma.... O meu carrinho foi comprado à vista..... Mas..... mas teve um empréstimo para esta compra sim.... 

Pois olha..... a primeira pergunta que me foi feita na concessionária pelo vendedor foi: em quantas vezes o senhor quer pagar????? Antes de ele me falar nos juros e nas condições da concessionária, me antecipei que seria à vista.

Depois do negócio concretizado por um bom preço, fui às compras no departamento dos acessórios, onde, a vendedora se antecipou dizendo que "a gente faz parcelado a partir de seis meses e a parcela mínima é de R$ 100,00....". Fui taxativo dizendo: vou pagar à vista e com um bom desconto....

Ah.... o empréstimo....

Muitas pessoas estão com o bolso da bombacha só nos panos (sem dinheiro) e completamente endividadas, pois:
1 - Não tem educação financeira
2 - São Imediatistas
3 - Não tem e não mantém um orçamentos doméstico diário e mensal atualizado
4 - Não investem nada e tentam manter falso status
5 - E tem dívidas....., que geram stress, problemas no trabalho, problemas familiares, inclusive separações.....

Por isso o caos no trânsito das grandes cidades é culpa dos "muitos carnês ambulantes que provocam os congestionamentos". 

Na compra do carro tive várias opções de empréstimos, mas uma a uma foram sendo descartadas, tais como financiamento direto no meu banco para esta finalidade; consórcio; empréstimo consignado e da própria concessionária..... Não fui atrás destes, por isso não sei quanto seria o juro que deveria pagar por estes tipos de financiamento. 

Sobraram dois:

1 - Sou associado de uma cooperativa de crédito mútuo, cujos associados são os servidores da empresa onde trabalho (em torno de 600 associados). Diria que seria uma mini Sicredi, devidamente fiscalizada pelo Banco Central, que me cobraria um juro bem menor que as outras modalidades acima citadas.... e no mês de março de cada ano, distribui as sobras, muitas oriundas dos juros destes empréstimos que concede aos seus associados.

2 - Mesmo que eu tenha dito antes que "não parcelo nada", optei por financiar da seguinte maneira: peguei emprestado R$ 20.000,00, onde a cada R$ 800,00 emprestados, devolvo R$ 1.000,00. Portanto estou pagando um juro alto, diria que é um juro estratosférico, com uma projeção de pagar este valor e os juros na casa de R$ 1.000,00 mensais, pagando então em 25 parcelas. 

Bueno! Deves achar um absurdo esta proposta, certo? Vou te dizer que não, pois eu não programei a compra do carro com investimentos específicos para tal..... Então provoquei um "rombo" na minha reserva de emergência (que vou repor) e pegue o valor acima citado emprestado DOS MEUS PRÓPRIOS INVESTIMENTOS, baixados via Devivés Investimentos (uma afiliada da corretora XP Investimentos), da Bovespa, em produtos como Fundos Imobiliários e de ações.

Me sinto feliz em dizer aos quatro ventos que banco nenhum vai ter dinheiro meu oriundo de juros. Me sinto feliz também dizendo que vou pagar um juro alto pelo negócio que fiz..... mas eu merece receber de mim mesmo um juro destes..... A minha velhice vai agradecer lá no futuro, não tão distante assim....

E assim vou praticando a educação financeira, que eu não tive dos meus pais, mas que foram heróis por me mandar estudar, numa época onde todos os meus amigos ficaram sem estudar e continuaram na roça (e continuam pobres e muitos são ou continuam reféns dos bancos). Continuo praticando esta educação financeira, que me fascina desde 2008, lendo, escrevendo aqui neste modesto sítio e repassado via chasques (postagens) publicados aqui.

É uma pena que esta educação financeira não ultrapassou as paredes adentrando nas salas de aula, pelo menos do ensino médio, para as crianças e os adolescentes. Mas ainda bem que temos sítios como os da Ziula, o Dinheirama, do Renato Folador, Quero Ficar Rico, bem com todos os que estão logo ali do lado direito da tela do teu computador.

Baita abraço e volte sempre pra tomar um mate.
 
Crédito do retrato! Sítio Facebook da Fiat Automóveis Brasil. Abra as porteiras clicando em https://www.facebook.com/fiatbr?hc_location=timeline.

Valdemar Engroff - o gaúcho taura 

Endividada, nova classe média volta aos ônibus!

            
Quem aproveitou aproveitou. Quem esperou muito ou teve problemas em compatibilizar férias com passeios pelo Brasil e exterior, agora amarga o dólar a R$ 2,30, menos voos e crise na aviação civil atingindo as duas maiores empresas do setor pelo custo do combustível e pelo valor do dólar. Contribuindo para a nebulosidade que impede mais decolagens e aterrissagens, a economia brasileira vê ser projetado para baixo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Então, se a economia não decola, as pessoas também não. O ritmo lento da atividade econômica é apontado por analistas como o grande fator para a queda no número de passageiros nos aeroportos no primeiro semestre. O desempenho cambaleante da economia levou as pessoas a voar menos, tanto a turismo como a negócios. O nível recorde de endividamento das famílias também comprometeu a renda destinada a produtos e serviços que não são considerados essenciais.

As pessoas estão em dúvida entre realizar uma visita utilizando o avião como meio de transporte ou comprar um novo eletrodoméstico. Não há mais renda para que as duas possibilidades sejam feitas enquanto não voltar o equilíbrio financeiro pessoal e a economia nacional retomar um crescimento não apenas maior como constante. A classe média emergente aproveitou a bonança e voou pela primeira vez. Entretanto, sentiu o baque do aumento dos reajustes dos preços das passagens.

No ano passado, o PIB expandiu quase 1%, e as companhias aéreas tiveram crescimento de 6%. Com o desempenho atual da economia, é de se esperar que o transporte aéreo não cresça quase nada. As empresas aéreas estão trabalhando para enxugar ao máximo - incluindo-se aí demissões - os custos e equalizar os choques. A margem de lucro ficou estreita depois da redução agressiva das passagens para atrair a classe média. Agora, as empresas não conseguem subir o preço das passagens da forma como gostariam. Para não perder mais clientes, tentam reduzir os custos operacionais, com uma adaptação exigida pelo momento, que ainda não impactou planos de longo prazo, como compra de novas aeronaves.

De Porto Alegre a Brasília, via ônibus, são 36 horas, em média. De avião, sem escalas, apenas 2h30min, uma diferença espetacular, além do conforto e de um quase não cansaço. Porém, uma ida e volta de Porto Alegre a Brasília de ônibus dá uma economia de algo como R$ 1.100,00, que pesa, positivamente, no bolso da nova classe média. Pela primeira vez nos últimos 10 anos, os embarques e desembarques em voos domésticos caíram no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano anterior. De 2003 a 2012, a média de crescimento desses passageiros nos aeroportos brasileiros era de 12,6%. Neste ano, houve não só interrupção dessa expansão, que atingiu taxas superiores a 20%, como queda, de 0,12%. O fluxo de viajantes rodoviários aumentou no primeiro trimestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano passado, suspendendo uma tendência de queda de sete anos, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A redução das passagens de avião fisgou a classe média emergente e atingiu consideravelmente o setor rodoviário, pois a concorrência é de mais de 60% nos roteiros interestaduais. Mas a realidade chegou.

Fonte! Este Chasque é o editorial que foi publidado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre / RS, na edição do dia 16 de agosto de 2013.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Curso em Porto Alegre: Aprenda a investir na Bolsa

 
Fonte! Sítio Facebook Dirives Investimentos. Abra as porteiras clicando em: https://www.facebook.com/derives.investimentos

Curso em Porto Alegre: Aprenda a Investir o seu dinheiro!

Fonte! Sítio Facebook Derives Investimentos. Abra as porteiras clicando em: https://www.facebook.com/derives.investimentos

Fundos Imobiliários: palestra gratuita em Porto Alegre - RS

Fonte! Sítio Facebook da Derives Investimentos. Abra as porteiras: https://www.facebook.com/derives.investimentos

Parabéns meu filho, bem vindo ao clube dos endividados.

 Como ensinar seu filho a se endividar


parabens filhoRodrigo, 23 anos, recém-formado em administração de empresas, recebeu notícia que encheu de orgulho seus pais: fora efetivado na empresa multinacional em que trabalha. Seu salário de estagiário de R$800,00, agora seria de R$1.400,00, sem contar os benefícios.

O jovem estava radiante, os pais espalhavam a notícia entre vizinhos e familiares, pois, era uma conquista e tanto do caçula. Tão jovem, já com um emprego estável e com possibilidades de construir uma bela carreira dentro da empresa.

Certo dia, a mãe de Rodrigo, apresenta a seguinte sugestão para seu rebento: por que não, agora que “ganha bem”, comprar um carro só para ele? A argumentação da mãe é que ele possa começar conquistar “suas coisinhas”, mesmo que aos poucos, mas que “seja só dele”. Na concepção da genitora, isso significaria prover maior senso de responsabilidade ao filho, para que ele conquiste sua noção de independência.

Aceita a sugestão da mãe, e apoiado sem restrições pelo pai, Rodrigo parte em busca de seu carro próprio. Logo na primeira concessionária que visita, já é dissuadido da intenção inicial de comprar um carro usado e mais barato. A retórica do vendedor, aliado ao cheirinho do carro novo e sua percepção de que quanto mais belo fosse o veículo, mais coroaria sua nova posição de empregado efetivo de uma multinacional, o levaram a subir em demasia suas pretensões. Agora já estava procurando um carro zero, “completinho”.

Depois de algumas pesquisas e acreditando que o vendedor fez um bom negócio “só para ele”, Rodrigo financia seu primeiro carro, com ajuda do pai no pagamento da entrada do financiamento. Ao receber o carro, o pai já havia marcado um churrasco com toda família, para que assim, o caçula pudesse mostrar para toda a família sua nova aquisição. No dia do evento, os familiares encheram o jovem de abraços e elogios. “Meus parabéns pela conquista” (estavam a falar do carro, não do novo status no emprego) era o que mais se ouvia. Nessa noite, Rodrigo quase que não dormiu, pois de uma hora para outra, estava com um salário maior e um carro novo.

Porém, toda essa alegria acabou quando o jovem se deparou com uma realidade nada interessante: os gastos do carro. Precisaria agora pagar seguro (um dos mais caros, pois o carro era bastante visado pelos ladrões e sua idade não colaborava com descontos da seguradora), IPVA, gasolina, a própria parcela do financiamento etc etc etc. Antes do carro, na época em que era estagiário, conseguia atender à maioria de suas demandas de consumo com apenas R$800,00. Agora, mesmo ganhando mais, o carro acaba por consumir quase que a totalidade de seu salário. Resultado: o jovem acaba sempre por pedir aos amigos uma ajuda para o dinheiro do combustível quando saem aos finais de semana, e não irá tardar o dia em que começará a reclamar do baixo salário que recebe.

MORAL DA HISTÓRIA: por falta de Educação Financeira de Rodrigo e família, mal sabia o jovem que aqueles “meus parabéns” recebidos no churrasco, significava um rito de passagem para uma vida baseada no Ciclo do Fracasso Financeiro.

DICA DE LEITURA: Como investir no futuro de seus filhos

Fonte! Chasque Publicado no sítio Blog do Professor Elisson de Andrade. Abra as porteiras clicando em http://profelisson.com.br/2012/02/28/parabens-meu-filho-bem-vindo-ao-clube-dos-endividados/.

sábado, 10 de agosto de 2013

Erva-Mate está até 100% mais cara e não deve baixar de preço



O mate amargo dos gaúchos está mais caro. Mesmo que desde o início do mês esteja valendo a redução de ICMS aplicada pelo governo do Estado para insumos, como a Erva-Mate, o chimarrão não escapou de subir de preço. De acordo com a Emater/RS, a arroba da erva atingiu pela segunda vez o preço mais alto já registrado, de cerca de US$ 5. Nas prateleiras dos supermercados o produto varia desde R$ 4,59 até R$ 11,90 o quilo e não deve baixar muito disso. Algumas marcas reajustaram em 100% o preço.

O engenheiro agrônomo da Emater/RS, Ilvandro Barreto de Melo, explica que a expectativa era de que o preço baixasse no início da safra, por volta do mês de maio, o que não ocorreu. Segundo ele,  esta colheita será cerca de 25% menor do que a média de 272 mil toneladas produzidas por ano de Erva-Mate.

A explicação dele é que este ano se corta a erva plantada em 2011 e 2012. Neste período, no entanto, a estiagem prejudicou a lavoura e o reflexo está na redução do volume e alta dos preços percebidos agora. Melo destaca outro fator, de que o valor do quilo da erva estava abaixo da média nos últimos anos, devido a um aumento grande no plantio, e o consumidor acabou se acostumando. Conforme ele, a alta vem sendo percebida há oito meses, desde o período da entressafra.

Fonte! Sítio Acerto de Contas, por Renata Colombo, publidado no dia 08 de agosto de 2013. Abra as porteiras: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2013/08/08/erva-mate-esta-ate-100-mais-cara-e-nao-deve-baixar-de-preco/?topo=52,1,1,,171,e171

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Nota! Sinto isso no bolso da bombacha toda a vez que vou no bolicho pra me abastecer com o produto. E não adianta comprar erva-mate mais barata, pois corre-se o risco de levar um produto de qualidade inferior....

Valdemar Engroff - o gaúcho taura.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Receita abre nesta quinta-feira consulta ao terceiro lote de restituições do IRPF 2013!

A consulta ao terceiro lote do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física do exercício de 2013 (ano calendário 2012) estará disponível para consulta a partir das 9 horas do dia 8 de agosto, quinta-feira. Poderão ser consultados também os lotes residuais referentes a 2012 (ano calendário 2011), 2011 (ano calendário 2010), 2010 (ano calendário de 2009), 2009 (ano calendário de 2008) e 2008 (ano calendário de 2007).

No dia 15 de agosto de 2013, serão creditadas restituições para 1.139.810 contribuintes, totalizando o valor de R$ 1,4 bilhão. Desse total, R$ 208.461.417,41 se refere ao quantitativo de 58.374 contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 51.147 contribuintes idosos e 7.227 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou com moléstia grave.

Para o exercício de 2013, serão creditadas restituições para um total de 1.099.976 contribuintes, totalizando R$ 1.280.732.729,24, já acrescidos da taxa selic de 2,93% (maio de 2013 a agosto de 2013). Para o exercício de 2012, serão creditadas restituições para um total de 24.264 contribuintes, totalizando R$69.596.124,88, já acrescidos da taxa selic de 10,18% (maio de 2012 a agosto de 2013).

Quanto ao lote residual do exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 7.853  contribuintes, totalizando R$ 36.034.238,20, já acrescidos da taxa selic de 20,93% (maio de 2011 a agosto de 2013). Com relação ao lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 4.347 contribuintes, totalizando R$7.780.208,69, já atualizados pela taxa selic de 31,08% (maio de 2010 a agosto de 2013).

Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 2.534 contribuintes, totalizando R$ 5.004.327,30 já atualizados pela taxa selic de 39,54% (maio de 2009 a agosto de 2013). Referente ao lote residual de 2008, serão creditadas restituições para um total de 836 contribuintes, totalizando de R$ 852.371,69, já atualizados pela taxa selic de 51,61% (maio de 2008 a agosto de 2013).

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://www.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smarthphones que facilita consulta a declarações de IR e situação cadastral no CPF. Esse aplicativo possui funcionalidades destinadas às pessoas físicas. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições das declarações do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

A Receita informa, também, que, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais) e 0800-729-0001 (demais localidades) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Fonte! Chasque publicado no dia 06 de agosto de 2013, no sítio da Receita Federal. Abra as porteiras: http://www.receita.fazenda.gov.br/AutomaticoSRFsinot/2013/08/06/2013_08_06_18_13_39_52092811.html