Essa semana percebemos certo viés pessimista em torno da recuperação na economia mundial. Notícias vindas de fora mostraram que os números trimestrais de Bank of America, Morgan Stanley, entre outros, vieram piores do que o esperado. Soma-se a isso a notícia de que a China aumentará o aperto financeiro, levando os bancos a reduzir os volumes de empréstimo.
Pois é, o que acontece na China reflete no mundo e, principalmente, no Brasil, afinal de contas nossas empresas mais relevantes dependem e muito das compras do player asiático. Para citar um dado importante da recente onda pessimista, o Bank of America teve perdas de US$ 5,2 bilhões, diante de uma expectativa de US$ 3,9 bi.
Calma e foco nos objetivos
Todos esses dados demonstram que a economia é uma ciência no mínimo interessante e que pode viver mudanças repentinas e intensas. Mais, quando determinados dados surgem, podem imediatamente refletir no humor do mercado. Pode ser que amanhã surja uma nova notícia que altere todo o entendimento de hoje e o mercado passe a operar de forma mais tranqüila.
Para o investidor, é hora de manter a calma e o foco. Lembre-se do planejamento. Nessas oportunidades em que alguns papéis são afetados pela volatilidade, boas oportunidades podem surgir, portanto atenção! Ao mesmo tempo, se você ganhou muito com a alta da Bolsa no ano passado, talvez seja hora de rebalancear sua carteira e acertar os percentuais de investimento dentro de suas expectativas. Planejamento, controle e respeito são fundamentais sempre.
Ventos continuam favoráveis?
De toda forma, mais do que nunca o momento requer compreensão de que os ventos aqui ainda são favoráveis, principalmente quando lembramos do nosso mercado interno e de toda a necessidade de infraestrutura que o Brasil necessitará. Já se fala em PAC 2 e ótimos negócios surgirão para empresas que se beneficiarão do Programa. Vêm ai a Copa e as Olimpíadas.
Não se esqueça: mantenha os pés no chão e opte por programar bem suas contas. Em 2009, a emissão de cheques sem fundo foi recorde, no maior percentual desde 1991. Esses índices demonstram que o entusiasmo em comprar está sendo maior do que o planejamento. Em época de bonança, o mais importante é formar reserva para os momentos ruins. Então, se não puder comprar, não compre. Não entre em dívidas justamente no momento em que pode vitaminar sua poupança e seus investimentos. Até a próxima.
Fonte! Chasque de Ricardo Pereira, publicado no Dinheirama - http://www.dinheirama.com/, no dia 21 de janeiro de 2010.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Previdência, 87 anos
A previdência privada tem obtido resultados expressivos nos últimos tempos. A captação do mercado de previdência aberta, vinculado a instituições financeiras, alcançou R$ 33,2 bilhões entre janeiro e novembro de 2009, 21,3% a mais que o obtido no mesmo período de 2008. A carteira de investimentos do setor - ativos que garantem as provisões técnicas - cresceu 25,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo R$ 178,2 bilhões. Já os 372 fundos de pensão, vinculados às estatais e empresas em geral, administram hoje R$ 460 bilhões de ativos e atendem a 2,6 milhões de participantes e assistidos. Desde dezembro de 1998, o segmento cresceu 393%, em valores absolutos. Ao mesmo tempo, os regimes públicos, um vinculado às aposentadorias dos servidores públicos das três esferas de governo e três poderes, e o outro, garantidor de benefícios aos trabalhadores do setor privado, apesar de "oficiais" relatórios negativos, se constituem em instrumentos de redistribuição de renda, em especial o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No setor público, os entes municipais e estaduais organizam e consolidam seus regimes próprios, aos poucos. Ao todo, são mais de 9,3 milhões de brasileiros vinculados aos regimes próprios, sendo cerca de 35% deles já inativos ou beneficiários de pensão. Já o modelo do INSS apresenta trajetória ascendente ao chegar aos 87 anos neste 24 de janeiro, data que relembra o marco inicial, lá em 1923, da Lei Eloy Chaves, criando as primeiras Caixas de Aposentadorias e Pensões para trabalhadores ferroviários.
Apesar de se constituir em somente um dos subsistemas previdenciários, a cada dia se consolida mais e mais no seu papel social, relevante e inconteste. São 27,9 milhões de aposentadorias, pensões e outros benefícios (18,8 milhões urbanos e 8,1 milhões rurais) mantidos religiosamente, com pagamentos pontuais, que colocam mensalmente na economia mais de R$ 20 bilhões, beneficiando, por extensão, quase 80 milhões de brasileiros.
Enquanto a arrecadação tributária sofreu impacto expressivo em decorrência da crise que afetou a economia mundial, a arrecadação previdenciária foi uma das poucas que se elevou em 2009, em comparação com 2008. Estas e outras informações têm que estar sempre presentes na memória de todos aqueles que, volta e meia, atacam o sistema previdenciário e o taxam de deficitário e incapaz de atender aos seus desígnios constitucionais. Nada disto! Devemos sempre saudar e homenagear a existência da Previdência brasileira, fundamental e indispensável amortecedor social numa Nação ainda fragilizada pela miséria de parcela de sua população. Felizes 87 anos, Previdência!
Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre (RS). Edição do dia 24 de janeiro de 2009, de autoria de Vilson Antonio Romeri - presidente do Sindifisco Nacional em Porto Alegre.
No setor público, os entes municipais e estaduais organizam e consolidam seus regimes próprios, aos poucos. Ao todo, são mais de 9,3 milhões de brasileiros vinculados aos regimes próprios, sendo cerca de 35% deles já inativos ou beneficiários de pensão. Já o modelo do INSS apresenta trajetória ascendente ao chegar aos 87 anos neste 24 de janeiro, data que relembra o marco inicial, lá em 1923, da Lei Eloy Chaves, criando as primeiras Caixas de Aposentadorias e Pensões para trabalhadores ferroviários.
Apesar de se constituir em somente um dos subsistemas previdenciários, a cada dia se consolida mais e mais no seu papel social, relevante e inconteste. São 27,9 milhões de aposentadorias, pensões e outros benefícios (18,8 milhões urbanos e 8,1 milhões rurais) mantidos religiosamente, com pagamentos pontuais, que colocam mensalmente na economia mais de R$ 20 bilhões, beneficiando, por extensão, quase 80 milhões de brasileiros.
Enquanto a arrecadação tributária sofreu impacto expressivo em decorrência da crise que afetou a economia mundial, a arrecadação previdenciária foi uma das poucas que se elevou em 2009, em comparação com 2008. Estas e outras informações têm que estar sempre presentes na memória de todos aqueles que, volta e meia, atacam o sistema previdenciário e o taxam de deficitário e incapaz de atender aos seus desígnios constitucionais. Nada disto! Devemos sempre saudar e homenagear a existência da Previdência brasileira, fundamental e indispensável amortecedor social numa Nação ainda fragilizada pela miséria de parcela de sua população. Felizes 87 anos, Previdência!
Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre (RS). Edição do dia 24 de janeiro de 2009, de autoria de Vilson Antonio Romeri - presidente do Sindifisco Nacional em Porto Alegre.
A classe C vai à bolsa
Investidores de baixa renda descobrem a Bovespa e despertam a atenção do mercado de capitais. Depois de iogurtes, frangos e geladeiras, será a vez das ações?
A partir de meados da década de 90, a emergência da classe C transformou diversos setores da economia brasileira. Em segmentos como os de telefonia celular, varejo e veículos, para citar alguns, esses consumidores passaram a ser um dínamo de crescimento e, por isso, hoje ninguém pode subestimar o poder de compra das famílias com renda mensal entre 1 500 e 5 000 reais - um contingente de 95 milhões de pessoas. É com base nessas experiências que o mercado de capitais acompanha com atenção a chegada da classe C à bolsa de valores. Um levantamento feito por EXAME junto às corretoras (não há estatísticas oficiais sobre o tema) indica que há cerca de 30 000 investidores da classe C na Bovespa. O número ainda é insuficiente para lotar um Morumbi ou Maracanã, é verdade. Mas é quase o triplo do que havia em 2008 e mais de dez vezes a soma de 2006. Mais importante que isso: o recente movimento em direção à bolsa pode ser apenas o início de uma tendência transformadora do mercado. Uma pesquisa recente do instituto Data Popular mostrou que mais da metade das famílias de classe C consegue fazer economia, ainda que de forma irregular. Se apenas uma parcela desse pessoal migrar para a bolsa, o Brasil poderá repetir o fenômeno de popularização do mercado já visto em economias maduras, como a americana.
No passado, a chegada de investidores de baixa renda à bolsa já foi vista como um problema. Uma das histórias mais conhecidas da crise de 1929 é a de Joseph Kennedy, pai do ex-presidente americano John Kennedy. Conta-se que ele teria decidido vender suas ações pouco antes da derrocada da bolsa de Nova York porque ouviu seu engraxate comentar animadamente sobre os papéis que havia comprado. “Se até os engraxates estão aplicando em ações, é sinal de problemas”, teria dito Kennedy. Mais do que o número de aplicadores - nesse período, pouco mais de 1% dos americanos tinham ações -, o que de fato preocupava investidores mais experientes era a agressividade com que os novatos entravam na bolsa. Em poucos anos, milhares de americanos colocaram quase todas as suas economias no mercado, e alguns chegaram a tomar dinheiro emprestado para comprar e vender ações no curtíssimo prazo. Hoje, 88% dos americanos aplicam na bolsa como estratégia para a aposentadoria - e, com isso, a entrada de faxineiros, porteiros e taxistas no mercado deixou de ser vista com desconfiança.
A POPULARIZAÇÃO DO MERCADO de ações que começa a ganhar corpo no Brasil guarda semelhanças com o movimento que ocorreu nos Estados Unidos não em 1929, mas na década de 50. Foi quando a classe média ascendente conseguiu economizar parte da renda e a bolsa de Nova York colocou em prática um programa de aproximação com o cidadão comum - um exemplo foi a criação de uma rádio com informações sobre ações. Em cerca de 15 anos, o percentual de acionistas subiu de 4% para 10% da população. Esse aumento está por trás da expansão do mercado de capitais no país: na década de 50, o valor das empresas listadas dobrou e a bolsa americana se tornou uma opção de financiamento para um número maior de companhias - empreendedores e donos de empresas recém-criadas, como HP e Polaroid, abriram o capital para levantar recursos e expandir seus negócios, coisa rara no passado. Mas foi só a partir dos anos 80 que a classe média dos Estados Unidos deixou-se seduzir pela bolsa. Atualmente, metade dos americanos aplica em ações, diretamente ou via fundos, e estima-se que 20 milhões deles tenham renda familiar mensal inferior a 4 000 dólares, o que os coloca na base da pirâmide social local.
Por aqui, cerca de 1% da população - 2 milhões de pessoas - investe na bolsa ou em fundos de ações. Por enquanto, os aplicadores de renda mais baixa são uma minoria incapaz de mexer com o mercado. Mas somente na classe C há cerca de 14 milhões de potenciais investidores, segundo a pesquisa do instituto Data Popular. “Essas pessoas, que representam 15% da classe C, conseguem poupar regularmente e parte delas começa, aos poucos, a buscar aplicações que rendam mais que a tradicional caderneta de poupança, que ainda é a aplicação preferida desse público”, diz Renato Meirelles, sócio do Data Popular. O hábito de poupar - comum em países asiáticos, mas ainda raro no Brasil - pode ser o novo salto transformador desse público. Os primeiros reflexos do aumento da renda dessa parte da população foram o crescimento e a sofisticação do consumo - foi assim com iogurtes, frangos, celulares, geladeiras, fogões e carros nos últimos anos. Agora, espera-se, chegou a vez das aplicações financeiras. Do ponto de vista macroeconômico, a entrada em cena de novos investidores pode ser vital para elevar a capacidade de poupança do país, uma lacuna antiga da economia brasileira. No caso das bolsas, a entrada de mais pessoas físicas tende a tornar o mercado menos volátil. Quanto mais aplicadores, menor a influência dos fundos de pensão e outros gigantes institucionais sobre os preços das ações. “Durante a crise de 2008, ficou evidente no Brasil a importância das pessoas físicas para a bolsa. Enquanto muitos estrangeiros debandaram, boa parte desses acionistas ficou, o que ajudou a conter a queda do mercado”, diz Paulo Oliveira, diretor executivo da BM&F Bovespa.
No Brasil, os neófitos do mercado de ações são pessoas como o brasiliense Raimundo Albuquerque Júnior, de 38 anos, que faz bicos como pintor, encanador, motorista e até passeador de cachorros e ganha, junto com a mulher, 4 000 reais por mês. “Faço todo tipo de serviço, só não mato”, diz. Albuquerque começou a investir na bolsa há pouco mais de dois anos, depois de receber 2 000 reais da mãe - antes disso, tinha só uma reserva de 800 reais na poupança. “Eu queria aplicar em ações há algum tempo, porque via muitas notícias de que a bolsa estava subindo muito. Mas achava que precisava de bem mais dinheiro para entrar.” Ao descobrir que os 2 000 reais eram suficientes, aplicou em papéis da Petrobras. Mais tarde, conseguiu economizar mais 500 reais e passou a comprar ações do Banco do Brasil, da CSN e da Gerdau. “Estou estudando o mercado e vou à biblioteca pública sempre que posso para ler os jornais e acompanhar as notícias das empresas nas quais invisto. Quero continuar aplicando na bolsa por dez ou 20 anos”, diz Albuquerque Júnior, que participou de três cursos gratuitos feitos pela sua corretora, a XP. Seu exemplo ilustra também os riscos da bolsa: as aplicações já chegaram a valer mais de 4 000 reais, mas caíram com a crise, se recuperaram recentemente e hoje ele tem quase 3 000 reais em carteira.
NO PASSADO, ALGUNS incentivos do governo levaram parte dos investidores de classe C ao mercado - um deles foi a possibilidade de usar os recursos do FGTS para comprar ações da Petrobras e da Vale; outro foi a distribuição de ações de empresas de telefonia a quem comprava uma linha telefônica. A recente adesão de membros da classe C à bolsa marca uma nova fase, já que, desta vez, os investidores não são movidos por um incentivo específico. Um dos obstáculos à ascensão da baixa renda na bolsa são as taxas de negociação cobradas pelas corretoras, altas para a maior parte desses investidores. A mais pesada é a taxa de custódia, que geralmente custa entre 7 e 30 reais e deve ser paga todos os meses. “Isso significa que o investidor que só tem 1 000 reais na bolsa pode pagar até 3% ao mês de custódia”, diz Roberto Lee, diretor da Win Trade, home broker da Alpes Corretora. As corretoras que querem crescer na baixa renda já começaram a baixar suas taxas - é o caso da Tov, da Ativa e do Banif, em que o cliente pode ficar isento da custódia. “Queremos ser a Casas Bahia da bolsa”, diz Valestan Ribeiro, gerente de home broker da Tov.
Na tentativa de atrair novos clientes, a corretora carioca Um Investimentos realiza cursos na faculdade Anhanguera, que oferece mensalidades a preços acessíveis. “São cursos bem básicos para ajudar os estudantes a entender como a bolsa de valores funciona”, diz Rafael Giovani, gerente da Um Investimentos. Na corretora gaúcha XP, os corretores são preparados para atender esse público por telefone, caso eles não queiram - ou não possam - operar pela internet. “O cliente que hoje tem 2 000 reais em aplicações pode ter 5 000 reais amanhã, e queremos crescer com ele”, diz Rossano Oltramari, sócio da XP. Números da Fundação Getulio Vargas mostram que, de cada 100 pessoas da classe D, 30 sobem anualmente para a classe C. A mudança também ocorre entre quem já é classe C: de cada 100 pessoas, cinco são promovidas à B. Se depender do passeador de cachorros Albuquerque Júnior, o contingente de aplicadores vai mesmo crescer. “Minha mulher ainda acha que bolsa é uma roleta-russa, mas ainda vou fazê-la mudar de ideia”, diz.
Fonte! Chasque publicado no dia 24 de janeirro de 2010 no galpão virtual do CORECON - RJ (http://www.corecon-rj.blogspot.com/), que teve com fonte o Portal Exame, por Guilherme Fogaça
A partir de meados da década de 90, a emergência da classe C transformou diversos setores da economia brasileira. Em segmentos como os de telefonia celular, varejo e veículos, para citar alguns, esses consumidores passaram a ser um dínamo de crescimento e, por isso, hoje ninguém pode subestimar o poder de compra das famílias com renda mensal entre 1 500 e 5 000 reais - um contingente de 95 milhões de pessoas. É com base nessas experiências que o mercado de capitais acompanha com atenção a chegada da classe C à bolsa de valores. Um levantamento feito por EXAME junto às corretoras (não há estatísticas oficiais sobre o tema) indica que há cerca de 30 000 investidores da classe C na Bovespa. O número ainda é insuficiente para lotar um Morumbi ou Maracanã, é verdade. Mas é quase o triplo do que havia em 2008 e mais de dez vezes a soma de 2006. Mais importante que isso: o recente movimento em direção à bolsa pode ser apenas o início de uma tendência transformadora do mercado. Uma pesquisa recente do instituto Data Popular mostrou que mais da metade das famílias de classe C consegue fazer economia, ainda que de forma irregular. Se apenas uma parcela desse pessoal migrar para a bolsa, o Brasil poderá repetir o fenômeno de popularização do mercado já visto em economias maduras, como a americana.
No passado, a chegada de investidores de baixa renda à bolsa já foi vista como um problema. Uma das histórias mais conhecidas da crise de 1929 é a de Joseph Kennedy, pai do ex-presidente americano John Kennedy. Conta-se que ele teria decidido vender suas ações pouco antes da derrocada da bolsa de Nova York porque ouviu seu engraxate comentar animadamente sobre os papéis que havia comprado. “Se até os engraxates estão aplicando em ações, é sinal de problemas”, teria dito Kennedy. Mais do que o número de aplicadores - nesse período, pouco mais de 1% dos americanos tinham ações -, o que de fato preocupava investidores mais experientes era a agressividade com que os novatos entravam na bolsa. Em poucos anos, milhares de americanos colocaram quase todas as suas economias no mercado, e alguns chegaram a tomar dinheiro emprestado para comprar e vender ações no curtíssimo prazo. Hoje, 88% dos americanos aplicam na bolsa como estratégia para a aposentadoria - e, com isso, a entrada de faxineiros, porteiros e taxistas no mercado deixou de ser vista com desconfiança.
A POPULARIZAÇÃO DO MERCADO de ações que começa a ganhar corpo no Brasil guarda semelhanças com o movimento que ocorreu nos Estados Unidos não em 1929, mas na década de 50. Foi quando a classe média ascendente conseguiu economizar parte da renda e a bolsa de Nova York colocou em prática um programa de aproximação com o cidadão comum - um exemplo foi a criação de uma rádio com informações sobre ações. Em cerca de 15 anos, o percentual de acionistas subiu de 4% para 10% da população. Esse aumento está por trás da expansão do mercado de capitais no país: na década de 50, o valor das empresas listadas dobrou e a bolsa americana se tornou uma opção de financiamento para um número maior de companhias - empreendedores e donos de empresas recém-criadas, como HP e Polaroid, abriram o capital para levantar recursos e expandir seus negócios, coisa rara no passado. Mas foi só a partir dos anos 80 que a classe média dos Estados Unidos deixou-se seduzir pela bolsa. Atualmente, metade dos americanos aplica em ações, diretamente ou via fundos, e estima-se que 20 milhões deles tenham renda familiar mensal inferior a 4 000 dólares, o que os coloca na base da pirâmide social local.
Por aqui, cerca de 1% da população - 2 milhões de pessoas - investe na bolsa ou em fundos de ações. Por enquanto, os aplicadores de renda mais baixa são uma minoria incapaz de mexer com o mercado. Mas somente na classe C há cerca de 14 milhões de potenciais investidores, segundo a pesquisa do instituto Data Popular. “Essas pessoas, que representam 15% da classe C, conseguem poupar regularmente e parte delas começa, aos poucos, a buscar aplicações que rendam mais que a tradicional caderneta de poupança, que ainda é a aplicação preferida desse público”, diz Renato Meirelles, sócio do Data Popular. O hábito de poupar - comum em países asiáticos, mas ainda raro no Brasil - pode ser o novo salto transformador desse público. Os primeiros reflexos do aumento da renda dessa parte da população foram o crescimento e a sofisticação do consumo - foi assim com iogurtes, frangos, celulares, geladeiras, fogões e carros nos últimos anos. Agora, espera-se, chegou a vez das aplicações financeiras. Do ponto de vista macroeconômico, a entrada em cena de novos investidores pode ser vital para elevar a capacidade de poupança do país, uma lacuna antiga da economia brasileira. No caso das bolsas, a entrada de mais pessoas físicas tende a tornar o mercado menos volátil. Quanto mais aplicadores, menor a influência dos fundos de pensão e outros gigantes institucionais sobre os preços das ações. “Durante a crise de 2008, ficou evidente no Brasil a importância das pessoas físicas para a bolsa. Enquanto muitos estrangeiros debandaram, boa parte desses acionistas ficou, o que ajudou a conter a queda do mercado”, diz Paulo Oliveira, diretor executivo da BM&F Bovespa.
No Brasil, os neófitos do mercado de ações são pessoas como o brasiliense Raimundo Albuquerque Júnior, de 38 anos, que faz bicos como pintor, encanador, motorista e até passeador de cachorros e ganha, junto com a mulher, 4 000 reais por mês. “Faço todo tipo de serviço, só não mato”, diz. Albuquerque começou a investir na bolsa há pouco mais de dois anos, depois de receber 2 000 reais da mãe - antes disso, tinha só uma reserva de 800 reais na poupança. “Eu queria aplicar em ações há algum tempo, porque via muitas notícias de que a bolsa estava subindo muito. Mas achava que precisava de bem mais dinheiro para entrar.” Ao descobrir que os 2 000 reais eram suficientes, aplicou em papéis da Petrobras. Mais tarde, conseguiu economizar mais 500 reais e passou a comprar ações do Banco do Brasil, da CSN e da Gerdau. “Estou estudando o mercado e vou à biblioteca pública sempre que posso para ler os jornais e acompanhar as notícias das empresas nas quais invisto. Quero continuar aplicando na bolsa por dez ou 20 anos”, diz Albuquerque Júnior, que participou de três cursos gratuitos feitos pela sua corretora, a XP. Seu exemplo ilustra também os riscos da bolsa: as aplicações já chegaram a valer mais de 4 000 reais, mas caíram com a crise, se recuperaram recentemente e hoje ele tem quase 3 000 reais em carteira.
NO PASSADO, ALGUNS incentivos do governo levaram parte dos investidores de classe C ao mercado - um deles foi a possibilidade de usar os recursos do FGTS para comprar ações da Petrobras e da Vale; outro foi a distribuição de ações de empresas de telefonia a quem comprava uma linha telefônica. A recente adesão de membros da classe C à bolsa marca uma nova fase, já que, desta vez, os investidores não são movidos por um incentivo específico. Um dos obstáculos à ascensão da baixa renda na bolsa são as taxas de negociação cobradas pelas corretoras, altas para a maior parte desses investidores. A mais pesada é a taxa de custódia, que geralmente custa entre 7 e 30 reais e deve ser paga todos os meses. “Isso significa que o investidor que só tem 1 000 reais na bolsa pode pagar até 3% ao mês de custódia”, diz Roberto Lee, diretor da Win Trade, home broker da Alpes Corretora. As corretoras que querem crescer na baixa renda já começaram a baixar suas taxas - é o caso da Tov, da Ativa e do Banif, em que o cliente pode ficar isento da custódia. “Queremos ser a Casas Bahia da bolsa”, diz Valestan Ribeiro, gerente de home broker da Tov.
Na tentativa de atrair novos clientes, a corretora carioca Um Investimentos realiza cursos na faculdade Anhanguera, que oferece mensalidades a preços acessíveis. “São cursos bem básicos para ajudar os estudantes a entender como a bolsa de valores funciona”, diz Rafael Giovani, gerente da Um Investimentos. Na corretora gaúcha XP, os corretores são preparados para atender esse público por telefone, caso eles não queiram - ou não possam - operar pela internet. “O cliente que hoje tem 2 000 reais em aplicações pode ter 5 000 reais amanhã, e queremos crescer com ele”, diz Rossano Oltramari, sócio da XP. Números da Fundação Getulio Vargas mostram que, de cada 100 pessoas da classe D, 30 sobem anualmente para a classe C. A mudança também ocorre entre quem já é classe C: de cada 100 pessoas, cinco são promovidas à B. Se depender do passeador de cachorros Albuquerque Júnior, o contingente de aplicadores vai mesmo crescer. “Minha mulher ainda acha que bolsa é uma roleta-russa, mas ainda vou fazê-la mudar de ideia”, diz.
Fonte! Chasque publicado no dia 24 de janeirro de 2010 no galpão virtual do CORECON - RJ (http://www.corecon-rj.blogspot.com/), que teve com fonte o Portal Exame, por Guilherme Fogaça
Hoje é dia da Previdência Social
Certamente, você já ouviu falar da previdência social. Você sabe o que significa esta que é considerada um direito de todo o cidadão brasileiro?
Pois bem, se você não sabe, vai saber agora. A previdência social estabelece e rege um contrato que o trabalhador faz com o governo federal. Neste contrato, ele se compromete a pagar todo mês, uma quantia previamente calculada, ao Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).
O ministério, por sua vez, se compromete a devolver a quantia sob a forma de benefícios sempre que o empregado não puder trabalhar temporariamente por ter sofrido um "acidente de trabalho" ou se aposentar por opção ou por invalidez.
Previdência na História
Através do decreto, conhecido como Lei Elói Chaves, de 24 de janeiro de 1923, era criada a Caixa de Aposentadoria e Pensões para beneficiar os empregados das empresas de estradas de ferro e seus familiares.
A partir daí, começa a ser traçado o sistema previdenciário brasileiro, cujo objetivo é garantir o sustento das pessoas que não poderiam mais fazer parte do mercado de trabalho, seja por aposentadoria ou por doença.
Logo após a promulgação da Lei Elói Chaves, outras empresas foram beneficiadas e seus empregados passaram a ser segurados pela previdência social.
Atualmente, a previdência social brasileira engloba três importantes órgãos, cada um exercendo funções específicas na prestação de assistência social e seguridade. São eles: o Ministério da Previdência e Assistência Social, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV).
Trocando em miúdos
No Brasil, funcionam dois sistemas de previdência, o público e o privado. O primeiro pode ser regido de duas formas: pelo Regime Geral de Previdência Social, através do INSS, dirigido a todos os trabalhadores da iniciativa privada e funcionários públicos não concursados; e pelo regime especial voltado para os servidores públicos concursados, militares e pessoal que trabalha nos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.
Há quem prefira, mesmo estando segurado pelo INSS ou faça parte do regime especial, recorrer a um plano de previdência privada, que funciona como uma poupança a longo prazo para complementar a aposentadoria.
Segundo o Ministério da Previdência e Assistência Social, há dois tipos de plano: o aberto e o fechado. O primeiro é vendido por bancos e empresas seguradoras a empregados de empresas ou a autônomos, sendo fiscalizados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Já o segundo é popularmente conhecido como Fundos de Pensão. São comercializados por instituições privadas e fundações sem fins lucrativos somente para empregados ou grupos de empregados de um empresa, e supervisionados pela Secretaria de Previdência Complementar vinculada ao ministério.
Acidentes de Trabalho
Uma das atribuições do Ministério da Previdência e Assistência Social é propor políticas que avaliem e controlem os riscos de acidente nos ambientes de trabalho e identificar os setores que merecem mais atenção por parte de governo em termos de prevenção.
Segundo dados do MPAS, só será considerado acidente de trabalho quando o funcionário se encontrar em uma das três situações relacionadas abaixo:
quando se acidenta em virtude das características próprias da atividade profissional exercida (acidente típico)
quando o acidente ocorre no percurso entre a casa e o trabalho (acidente de trajeto)
quando o acidente decorre de uma doença profissional provocada pelo exercício da atividade profissional (doença de trabalho)
Após a ocorrência do acidente de trabalho, algumas conseqüências se verificam. O funcionário pode recorrer a um simples atendimento médico e, logo após, retornar às suas atividades. Pode ser considerado incapaz temporariamente de exercer sua função (incapacidade temporária). Ou ainda ficar incapacitado (incapacidade permanente) de exercer não só o trabalho que exercia como qualquer outro, tendo que recorrer à aposentadoria por invalidez. Se for constatada a incapacidade parcial, recebe o auxílio-doença e poderá retornar ao trabalho, contanto que exerça outra atividade. Fonte: IBGE
Fonte! Chasque Publicado no galpão virtual Obsrvatório Comunitário - http://www.obsrvatoriocomunitario.blogspot.com/, no dia 24/01/2010
Pois bem, se você não sabe, vai saber agora. A previdência social estabelece e rege um contrato que o trabalhador faz com o governo federal. Neste contrato, ele se compromete a pagar todo mês, uma quantia previamente calculada, ao Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).
O ministério, por sua vez, se compromete a devolver a quantia sob a forma de benefícios sempre que o empregado não puder trabalhar temporariamente por ter sofrido um "acidente de trabalho" ou se aposentar por opção ou por invalidez.
Previdência na História
Através do decreto, conhecido como Lei Elói Chaves, de 24 de janeiro de 1923, era criada a Caixa de Aposentadoria e Pensões para beneficiar os empregados das empresas de estradas de ferro e seus familiares.
A partir daí, começa a ser traçado o sistema previdenciário brasileiro, cujo objetivo é garantir o sustento das pessoas que não poderiam mais fazer parte do mercado de trabalho, seja por aposentadoria ou por doença.
Logo após a promulgação da Lei Elói Chaves, outras empresas foram beneficiadas e seus empregados passaram a ser segurados pela previdência social.
Atualmente, a previdência social brasileira engloba três importantes órgãos, cada um exercendo funções específicas na prestação de assistência social e seguridade. São eles: o Ministério da Previdência e Assistência Social, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV).
Trocando em miúdos
No Brasil, funcionam dois sistemas de previdência, o público e o privado. O primeiro pode ser regido de duas formas: pelo Regime Geral de Previdência Social, através do INSS, dirigido a todos os trabalhadores da iniciativa privada e funcionários públicos não concursados; e pelo regime especial voltado para os servidores públicos concursados, militares e pessoal que trabalha nos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.
Há quem prefira, mesmo estando segurado pelo INSS ou faça parte do regime especial, recorrer a um plano de previdência privada, que funciona como uma poupança a longo prazo para complementar a aposentadoria.
Segundo o Ministério da Previdência e Assistência Social, há dois tipos de plano: o aberto e o fechado. O primeiro é vendido por bancos e empresas seguradoras a empregados de empresas ou a autônomos, sendo fiscalizados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Já o segundo é popularmente conhecido como Fundos de Pensão. São comercializados por instituições privadas e fundações sem fins lucrativos somente para empregados ou grupos de empregados de um empresa, e supervisionados pela Secretaria de Previdência Complementar vinculada ao ministério.
Acidentes de Trabalho
Uma das atribuições do Ministério da Previdência e Assistência Social é propor políticas que avaliem e controlem os riscos de acidente nos ambientes de trabalho e identificar os setores que merecem mais atenção por parte de governo em termos de prevenção.
Segundo dados do MPAS, só será considerado acidente de trabalho quando o funcionário se encontrar em uma das três situações relacionadas abaixo:
quando se acidenta em virtude das características próprias da atividade profissional exercida (acidente típico)
quando o acidente ocorre no percurso entre a casa e o trabalho (acidente de trajeto)
quando o acidente decorre de uma doença profissional provocada pelo exercício da atividade profissional (doença de trabalho)
Após a ocorrência do acidente de trabalho, algumas conseqüências se verificam. O funcionário pode recorrer a um simples atendimento médico e, logo após, retornar às suas atividades. Pode ser considerado incapaz temporariamente de exercer sua função (incapacidade temporária). Ou ainda ficar incapacitado (incapacidade permanente) de exercer não só o trabalho que exercia como qualquer outro, tendo que recorrer à aposentadoria por invalidez. Se for constatada a incapacidade parcial, recebe o auxílio-doença e poderá retornar ao trabalho, contanto que exerça outra atividade. Fonte: IBGE
Fonte! Chasque Publicado no galpão virtual Obsrvatório Comunitário - http://www.obsrvatoriocomunitario.blogspot.com/, no dia 24/01/2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Fundos de pensão de entidades são futuro do sistema
Especialistas dizem que os planos instituídos são os que têm maior potencial de crescimento, em número de participantes
Enquanto os fundos de pensão apresentam crescimento modesto em termos de novos participantes, os fundos instituídos - fundos de pensão de entidades de classe, conselhos de profissionais liberais, sindicatos e cooperativas - caminham na contramão do mercado. "Atualmente, o avanço que o sistema apresenta, em número de participantes, vem dos fundos instituídos. Isso porque as entidades ligadas às empresas não fazem grandes contratações, além de ser muito oneroso montar um fundo de pensão", explica José Ribeiro Pena Neto, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
A previdência associativa foi criada em 2001, com a edição da Lei Complementar nº 109. Hoje, o mercado conta com mais de 100 mil participantes, R$ 692,8 milhões em patrimônio e 53 planos de 439 instituidoras
A previdência associativa foi criada em 2001, com a edição da Lei Complementar nº 109, mas só saiu do papel em 2003. Hoje, o sistema soma cerca de 100 mil participantes, patrimônio de R$ 692,8 milhões e 53 planos de 439 entidades instituidoras (um plano pode ser instituído por várias entidades). Antes, só existiam os planos patrocinados, vinculados a empresas. Com a LC nº 109, o benefício do plano de previdência foi ampliado para pessoas ligadas a associações, cooperativas, sindicatos e entidades de classe. "A previdência fechada vai crescer com os planos instituídos", afirma Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon, seguradora que faz a gestão do risco de morte e invalidez de 18 fundos instituídos.
Atualmente, o maior fundo instituído é o da Ordemdos Advogados do Brasil (OABPrev) - isso se somado os participantes das oito seccionais; apenas os estados de Alagoas e Bahia não estão abrangidos no sistema. De acordo com Roberto Dias Perecini, diretor-presidente seccional de Minas Gerais, ao final de 2009, o OABPrev contava com 40 mil participantes e R$ 300 milhões em patrimônio. A expectativa é avançar entre 15 mil e 20 mil participantes em 2010. "Creio que até o final de 2011 devemos estar entre os cinco maiores fundos de pensão, em número de participantes. Ou seja, devemos superar os 100 mil participantes", afirma.
Mas o potencial de crescimento é ainda maior dado o universo de advogados brasileiros e seus familiares. "A massa de advogados no Brasil é de 730 mil. Como o fundo pode ser comercializado também aos familiares, o universo de potenciais participantes do sistema pode chegar a dois milhões. Isso sem considerar os estagiários associados àOAB", diz Perecini.
Outra vantagem dos planos instituídos são as taxas de administração inferiores às praticadas no mercado, comenta Molina. "Isso é possível porque os fundos são sem fins lucrativos", ressalta o executivo.[2]
A taxa de administração do OABPrev-MG, por exemplo, é de 1,5% ao mês para patrimônio até R$ 10 mil e 0,5% aomês para montantes superiores a R$ 10 mil. "A partir deste ano, a taxa de carregamento será zerada. Ou seja, o valor do aporte que o participante fizer será contabilizado integralmente", completa Perecini.
Distribuição
Em um fundo de pensão tradicional, patrocinado por empresas, a distribuição do plano é feita por meio do RH, já na previdência associativa, como as entidades são espalhadas por todo o Brasil contam com o poder de venda da seguradoras. A Mongeral, por exemplo, tem quatro mil consultores de benefícios distribuídos pelo país.
Fonte! Chasque de Vanessa Correia e Thais Folego (vcorreia@brasileconomico.com.br e tfolego@brasileconomico.com.br), publicado no galpão virtual do Portal Nacional SEGS - http://www.segs.com.br/, no dia 20 de janeiro de 2010.
Enquanto os fundos de pensão apresentam crescimento modesto em termos de novos participantes, os fundos instituídos - fundos de pensão de entidades de classe, conselhos de profissionais liberais, sindicatos e cooperativas - caminham na contramão do mercado. "Atualmente, o avanço que o sistema apresenta, em número de participantes, vem dos fundos instituídos. Isso porque as entidades ligadas às empresas não fazem grandes contratações, além de ser muito oneroso montar um fundo de pensão", explica José Ribeiro Pena Neto, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
A previdência associativa foi criada em 2001, com a edição da Lei Complementar nº 109. Hoje, o mercado conta com mais de 100 mil participantes, R$ 692,8 milhões em patrimônio e 53 planos de 439 instituidoras
A previdência associativa foi criada em 2001, com a edição da Lei Complementar nº 109, mas só saiu do papel em 2003. Hoje, o sistema soma cerca de 100 mil participantes, patrimônio de R$ 692,8 milhões e 53 planos de 439 entidades instituidoras (um plano pode ser instituído por várias entidades). Antes, só existiam os planos patrocinados, vinculados a empresas. Com a LC nº 109, o benefício do plano de previdência foi ampliado para pessoas ligadas a associações, cooperativas, sindicatos e entidades de classe. "A previdência fechada vai crescer com os planos instituídos", afirma Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon, seguradora que faz a gestão do risco de morte e invalidez de 18 fundos instituídos.
Atualmente, o maior fundo instituído é o da Ordemdos Advogados do Brasil (OABPrev) - isso se somado os participantes das oito seccionais; apenas os estados de Alagoas e Bahia não estão abrangidos no sistema. De acordo com Roberto Dias Perecini, diretor-presidente seccional de Minas Gerais, ao final de 2009, o OABPrev contava com 40 mil participantes e R$ 300 milhões em patrimônio. A expectativa é avançar entre 15 mil e 20 mil participantes em 2010. "Creio que até o final de 2011 devemos estar entre os cinco maiores fundos de pensão, em número de participantes. Ou seja, devemos superar os 100 mil participantes", afirma.
Mas o potencial de crescimento é ainda maior dado o universo de advogados brasileiros e seus familiares. "A massa de advogados no Brasil é de 730 mil. Como o fundo pode ser comercializado também aos familiares, o universo de potenciais participantes do sistema pode chegar a dois milhões. Isso sem considerar os estagiários associados àOAB", diz Perecini.
Outra vantagem dos planos instituídos são as taxas de administração inferiores às praticadas no mercado, comenta Molina. "Isso é possível porque os fundos são sem fins lucrativos", ressalta o executivo.[2]
A taxa de administração do OABPrev-MG, por exemplo, é de 1,5% ao mês para patrimônio até R$ 10 mil e 0,5% aomês para montantes superiores a R$ 10 mil. "A partir deste ano, a taxa de carregamento será zerada. Ou seja, o valor do aporte que o participante fizer será contabilizado integralmente", completa Perecini.
Distribuição
Em um fundo de pensão tradicional, patrocinado por empresas, a distribuição do plano é feita por meio do RH, já na previdência associativa, como as entidades são espalhadas por todo o Brasil contam com o poder de venda da seguradoras. A Mongeral, por exemplo, tem quatro mil consultores de benefícios distribuídos pelo país.
Fonte! Chasque de Vanessa Correia e Thais Folego (vcorreia@brasileconomico.com.br e tfolego@brasileconomico.com.br), publicado no galpão virtual do Portal Nacional SEGS - http://www.segs.com.br/, no dia 20 de janeiro de 2010.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Cuidado com as taxas
As taxas são as grandes vilãs de qualquer plano de previdência privada. Fique atento a elas, em geral os bancos e as seguradoras não gostam de esclarecer muitos detalhes sobre as mesmas. Veja abaixo:
Taxa de carregamento - incide sobre as contribuições realizados. Em geral, estas taxas variam de 0 a 3%. Veja o exemplo:
Aporte = R$ 1.000,00
Taxa de carregamento = 2%
Desconto do aporte = R$ 20,00
Total aplicado = R$ 980,00
Taxa de administração - custo da gestão dos ativos, que incide sobre a rentabilidade total da aplicação. Em geral varia entre 1,5% e 3%. Cuidado, pois esta taxa é a de maior impacto na aplicação, opte sempre pelo plano que oferece a menor taxa.
Taxa de saída - cobrada no caso do resgate antecipado da aplicação. Contudo, a maioria das seguradoras executam esta cobrança apenas nos primeiros anos. Algumas seguradoras impõe prazos de carência para resgates e transferências externas parciais ou totais.
Fonte! Chasque publicado no dia 20 de janeiro de 2010 no Galpão Virtual Renda Vitalícia - http://www.rendavitalicia.com/.
Taxa de carregamento - incide sobre as contribuições realizados. Em geral, estas taxas variam de 0 a 3%. Veja o exemplo:
Aporte = R$ 1.000,00
Taxa de carregamento = 2%
Desconto do aporte = R$ 20,00
Total aplicado = R$ 980,00
Taxa de administração - custo da gestão dos ativos, que incide sobre a rentabilidade total da aplicação. Em geral varia entre 1,5% e 3%. Cuidado, pois esta taxa é a de maior impacto na aplicação, opte sempre pelo plano que oferece a menor taxa.
Taxa de saída - cobrada no caso do resgate antecipado da aplicação. Contudo, a maioria das seguradoras executam esta cobrança apenas nos primeiros anos. Algumas seguradoras impõe prazos de carência para resgates e transferências externas parciais ou totais.
Fonte! Chasque publicado no dia 20 de janeiro de 2010 no Galpão Virtual Renda Vitalícia - http://www.rendavitalicia.com/.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
DETALHES IMPRESCINDÍVEIS PARA PATRÕES E COORDENADORES
Ao assumirem os cargos, os novos dirigentes enfrentam uma maratona de descobertas. Para facilitar o trabalho, Rogério Bastos relaciona alguns itens fundamentais.
As Regiões Tradicionalistas e as entidades devem estar atentas:
- Devem apresentar a Declaração de Imposto de Renda até abril ou maio de cada ano;
- Anualmente, até março, devem declarar a RAIS;
- Sempre que assumir um novo Patrão ou um novo Coordenador, avisar a Receita Federal, através da Ata de Posse registrada em Cartório de Pessoas Jurídicas
- Manter em dia as negativas de Federais, Estaduais e Municipais;
- Possuir uma conta bancária em nome da entidade com duas assinaturas (patrão ou coordenador) e tesoureiro;
- Coordenadorias deverão encaminhar relatório financeiro semestral ao MTG, conforme modelo enviado a elas (meses de agosto e março)
- Realizar eleições regionais até o primeiro final de semana de dezembro (as entidades, conforme rezam os estatutos);
- ECAD para as entidades: é obrigatório o pagamento e evita aborrecimentos. Mais informações pelo sítio http://www.ecad.com.br/;
- Crie um calendário de eventos para que suas atividades não coincidam com os eventos das entidades mais próximas ou, até mesmo, da Região;
- Esteja atento também para a Lista Destaque, cartão Tradicionalista e Seguro de Rodeios.
Fonte! Chasque de autoria de Rogério Bastos – Diretor Executivo da Fundação Cultural Gaúcha (FCG) do MTG, publicado no Jornal Eco da Tra-dição, edição de janeiro de 2010.
As Regiões Tradicionalistas e as entidades devem estar atentas:
- Devem apresentar a Declaração de Imposto de Renda até abril ou maio de cada ano;
- Anualmente, até março, devem declarar a RAIS;
- Sempre que assumir um novo Patrão ou um novo Coordenador, avisar a Receita Federal, através da Ata de Posse registrada em Cartório de Pessoas Jurídicas
- Manter em dia as negativas de Federais, Estaduais e Municipais;
- Possuir uma conta bancária em nome da entidade com duas assinaturas (patrão ou coordenador) e tesoureiro;
- Coordenadorias deverão encaminhar relatório financeiro semestral ao MTG, conforme modelo enviado a elas (meses de agosto e março)
- Realizar eleições regionais até o primeiro final de semana de dezembro (as entidades, conforme rezam os estatutos);
- ECAD para as entidades: é obrigatório o pagamento e evita aborrecimentos. Mais informações pelo sítio http://www.ecad.com.br/;
- Crie um calendário de eventos para que suas atividades não coincidam com os eventos das entidades mais próximas ou, até mesmo, da Região;
- Esteja atento também para a Lista Destaque, cartão Tradicionalista e Seguro de Rodeios.
Fonte! Chasque de autoria de Rogério Bastos – Diretor Executivo da Fundação Cultural Gaúcha (FCG) do MTG, publicado no Jornal Eco da Tra-dição, edição de janeiro de 2010.
Investir em fundos de ações é possível a partir de R$ 200
Investir em ações pode parecer coisa de outro mundo para muitos simples investidores, acostumados a aplicar na tradicional caderneta de poupança. No entanto, o mercado acionário pode atender a esse público, por meio dos fundos de ações oferecidos e administrados pelos bancos de varejo.
"A grande vantagem é que o cliente não precisa pagar taxa de corretagem (cobrada para compra e venda de ações) e taxa de custódia (cobrada mensalmente para ter uma conta na corretora). Além disso, não precisa ter conhecimento de mercado de ações para investir. O patrimônio é administrado por especialistas do banco e é uma opção para quem não tem tempo ou disposição para gerir seus investimentos", explica o consultor financeiro Josemar Lopes, da JP Investimentos.
A taxa de administração de fundos de ações da Petrobras e da Vale, por exemplo, vai de 1,5% a 4%. Neste tipo de aplicação, a pessoa física pode investir valores menores - o mínimo de investimento é determinado pelo fundo, mas começa em R$ 200 e pode chegar a R$ 1.000 nos principais bancos brasileiros. O dinheiro depositado nos fundos é convertido em cotas, que são atualizadas diariamente.
Lopes destaca que os fundos não têm limite de participantes. "Para os iniciantes, é importante verificar se o fundo é de uma empresa sólida. Também é possível conferir o histórico da rentabilidade do fundo, nos últimos 36, 24 e 12 meses, além do rendimento do ano, do mês e dia anterior. Isso é facilmente obtido nos sites dos próprios bancos, em tabelas de rentabilidades dos investimentos", afirma.
Para quem quer se aventurar em renda variável, as blue chips (papéis mais negociados)Petrobras e Vale são alternativas. As ações de ambas empresas são oferecidas por todos os bancos, inclusive os públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Na hora de resgatar o dinheiro, é fácil, porém investir em ações deve ser uma prática pensada a longo prazo, já que as oscilações podem ser grandes. "Os fundos têm liquidez diária e podem ser recuperados sem aviso prévio. O dinheiro cai na conta, geralmente, em quatro dias úteis após a solicitação", lembra o economista Jorge Sá Mendes Alvarez.
Ao consultar o saldo do investimento, o cliente já vê o valor com todos os custos deduzidos automaticamente, exceto o Imposto de Renda, que é de 15% sobre o rendimento e, portanto, é descontado no resgate, também de forma automática.
BLUE CHIPS
Além das ações mais negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) - Petrobras e Vale - o investidor iniciante também pode optar por fundos de ações de bancos, como os papéis do Grupo Itáu, e também da Cielo (ex-Visanet), entre outras.
Quando o assunto é Petrobras, nos últimos 12 meses, as ações renderam cerca de 54%. Já na Vale, a rentabilidade sobe para até 88%. Para investir na Petrobras, bancos como Itaú-Unibanco, Santander, Banco do Brasil, Caixa, HSBC e Bradesco limitam a aplicação inicial entre R$ 200 (BB) e R$ 1.000 (Caixa, Bradesco e Itaú). Nos últimos 12 meses, as ações da Petrobras foram as mais negociadas na Bolsa, com 13,27% das transações.
Os fundos de ações da Vale também têm limites iniciais, que variam de R$ 300 (HSBC) e R$ 1.000 (Caixa, Bradesco e Itaú). Quanto aos valores de resgate e saldo mínimo, cada banco opera independentemente. Os papéis da Vale ficaram em segundo lugar entre os mais negociados na Bovespa nos últimos 12 meses, com 12,45%.
Fonte! Chasque publicado no Diário do Grande ABC (SP), no dia 17 de janeiro de 2010, por Cibele Gandolpho - http://www.dgabc.com.br/.
"A grande vantagem é que o cliente não precisa pagar taxa de corretagem (cobrada para compra e venda de ações) e taxa de custódia (cobrada mensalmente para ter uma conta na corretora). Além disso, não precisa ter conhecimento de mercado de ações para investir. O patrimônio é administrado por especialistas do banco e é uma opção para quem não tem tempo ou disposição para gerir seus investimentos", explica o consultor financeiro Josemar Lopes, da JP Investimentos.
A taxa de administração de fundos de ações da Petrobras e da Vale, por exemplo, vai de 1,5% a 4%. Neste tipo de aplicação, a pessoa física pode investir valores menores - o mínimo de investimento é determinado pelo fundo, mas começa em R$ 200 e pode chegar a R$ 1.000 nos principais bancos brasileiros. O dinheiro depositado nos fundos é convertido em cotas, que são atualizadas diariamente.
Lopes destaca que os fundos não têm limite de participantes. "Para os iniciantes, é importante verificar se o fundo é de uma empresa sólida. Também é possível conferir o histórico da rentabilidade do fundo, nos últimos 36, 24 e 12 meses, além do rendimento do ano, do mês e dia anterior. Isso é facilmente obtido nos sites dos próprios bancos, em tabelas de rentabilidades dos investimentos", afirma.
Para quem quer se aventurar em renda variável, as blue chips (papéis mais negociados)Petrobras e Vale são alternativas. As ações de ambas empresas são oferecidas por todos os bancos, inclusive os públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Na hora de resgatar o dinheiro, é fácil, porém investir em ações deve ser uma prática pensada a longo prazo, já que as oscilações podem ser grandes. "Os fundos têm liquidez diária e podem ser recuperados sem aviso prévio. O dinheiro cai na conta, geralmente, em quatro dias úteis após a solicitação", lembra o economista Jorge Sá Mendes Alvarez.
Ao consultar o saldo do investimento, o cliente já vê o valor com todos os custos deduzidos automaticamente, exceto o Imposto de Renda, que é de 15% sobre o rendimento e, portanto, é descontado no resgate, também de forma automática.
BLUE CHIPS
Além das ações mais negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) - Petrobras e Vale - o investidor iniciante também pode optar por fundos de ações de bancos, como os papéis do Grupo Itáu, e também da Cielo (ex-Visanet), entre outras.
Quando o assunto é Petrobras, nos últimos 12 meses, as ações renderam cerca de 54%. Já na Vale, a rentabilidade sobe para até 88%. Para investir na Petrobras, bancos como Itaú-Unibanco, Santander, Banco do Brasil, Caixa, HSBC e Bradesco limitam a aplicação inicial entre R$ 200 (BB) e R$ 1.000 (Caixa, Bradesco e Itaú). Nos últimos 12 meses, as ações da Petrobras foram as mais negociadas na Bolsa, com 13,27% das transações.
Os fundos de ações da Vale também têm limites iniciais, que variam de R$ 300 (HSBC) e R$ 1.000 (Caixa, Bradesco e Itaú). Quanto aos valores de resgate e saldo mínimo, cada banco opera independentemente. Os papéis da Vale ficaram em segundo lugar entre os mais negociados na Bovespa nos últimos 12 meses, com 12,45%.
Fonte! Chasque publicado no Diário do Grande ABC (SP), no dia 17 de janeiro de 2010, por Cibele Gandolpho - http://www.dgabc.com.br/.
FGTS pode ser investido em março
São Paulo - Investimento em infraestrutura pode ser a saída para quem pretende obter mais rentabilidade nos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A alternativa deve estar disponível para o trabalhador a partir de março, quando está prevista a regulamentação do Fundo de Investimento em Cotas (FIC-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.
Por meio do FIC, o trabalhador poderá participar do Fundo de Investimento (FI-FGTS), que aplica recursos do Fundo em energia, rodovias, portos, ferrovias, hidrovias e saneamento. Em 2009, o FI obteve rendimento de 9%, bem acima dos 3,9% obtidos pela remuneração do FGTS. A aplicação será limitada a 30% do saldo do trabalhador e terá carência de um ano para resgate. Durante esse período, o dinheiro investido não poderá ser resgatado, nem nos casos previstos para saque do FGTS, como demissão e compra da casa própria. Se o Fundo der prejuízo, o trabalhador vai arcar com as perdas e não poderá resgatar o dinheiro antes do prazo mínimo previsto. Ao contrário do FGTS, que assegura 3% de ganho ao ano, o FIC não terá rentabilidade garantida. Apesar do risco, o presidente do Instituto FGTS Fácil, Mario Avelino, acredita que a aplicação compensa. "Na minha opinião, o risco é praticamente nulo", disse Avelino. Ele projeta um rendimento de 10% para o FI-FGTS nos próximos anos.
Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre - RS. Edição do dia 18 de janeiro de 2010 - http://www.correiodopovo.com.br/.
Por meio do FIC, o trabalhador poderá participar do Fundo de Investimento (FI-FGTS), que aplica recursos do Fundo em energia, rodovias, portos, ferrovias, hidrovias e saneamento. Em 2009, o FI obteve rendimento de 9%, bem acima dos 3,9% obtidos pela remuneração do FGTS. A aplicação será limitada a 30% do saldo do trabalhador e terá carência de um ano para resgate. Durante esse período, o dinheiro investido não poderá ser resgatado, nem nos casos previstos para saque do FGTS, como demissão e compra da casa própria. Se o Fundo der prejuízo, o trabalhador vai arcar com as perdas e não poderá resgatar o dinheiro antes do prazo mínimo previsto. Ao contrário do FGTS, que assegura 3% de ganho ao ano, o FIC não terá rentabilidade garantida. Apesar do risco, o presidente do Instituto FGTS Fácil, Mario Avelino, acredita que a aplicação compensa. "Na minha opinião, o risco é praticamente nulo", disse Avelino. Ele projeta um rendimento de 10% para o FI-FGTS nos próximos anos.
Fonte! Chasque publicado no Correio do Povo de Porto Alegre - RS. Edição do dia 18 de janeiro de 2010 - http://www.correiodopovo.com.br/.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Casamento: como manter a unidade financeira do casal?
Muitos amigos e leitores enviam perguntas com dúvidas sobre a vida financeira no casamento. Querem discutir a divisão de bens, a melhor forma de gerir o dinheiro recebido e principalmente como conviver com as diferenças e as distintas necessidades de um casal. Existem muitas obras que abordam o assunto - nós mesmos, do Dinheirama, já abordamos o assunto em outras ocasiões -, mas é extremamente positivo que a discussão persista e cresça.
O inicio do casamento é uma época marcada por grandes emoções e descobertas. A montagem da casa e as despesas da festa e da cerimônia são significativas e é comum o casal carregar o pagamento dessas despesas por um longo tempo. É importante que, mesmo durante o namoro e o noivado, o planejamento financeiro já esteja no dia a dia do casal.
Se existe algo que aprendi é que casamento não combina com dívidas. Justamente por isso, a grande arma para evitar o esvaziamento do potencial financeiro do casal é a conversa franca e direta sobre o dinheiro da família, respeitando o padrão de vida possível naquele momento. A opção mais acertada para tudo começar bem é: se não tiver dinheiro para a comprar à vista, não compre nada nesse momento.
Duas fontes de receita, um único orçamento.
Hoje, felizmente homens e mulheres dentro do casamento possuem papéis equivalentes. Na maioria dos casais, os dois trabalham e já dividem as tarefas domésticas - isso é extremamente positivo. Mas o fato dos dois trabalharem e terem duas rendas leva à uma situação interessante: dois padrões de vida diferentes para o mesmo casal, já que nem sempre a renda dos dois é igual.
Obviamente que essa situação é extremamente negativa. Se o marido e a mulher possuem salários diferentes, deve-se somar as rendas e o casal viver em comunhão. Duas rendas, um único padrão. Trata-se de um casamento, certo? Não é por que um ganha mais do que o outro que ele terá o direito de gastar mais. Despesas devem ser discutidas em conjunto, essa deve ser uma das regras.
Juntar as meias e as responsabilidades.
Não raro, boa parte dos consultores financeiros recomenda que os casais mantenham uma conta conjunta para concentrar as receitas e despesas relacionadas ao dia a dia familiar e seus objetivos. A leitora Raquel tem essa dúvida e nos disse que seu namorado acredita que a separação de bens é a forma mais correta para o casamento.
De acordo com vários dicionários, o casamento é a união legitima entre duas pessoas. União é uma palavra muito forte e que retrata muito bem o que deve acontecer no casamento. União de corpo, alma e, claro, das finanças.
Dito isso, me arrisco na pergunta da leitora: não sou pactuante do Regime de Separação de Bens, pois acredito que a partir de um casamento a união não pode ser limitada. Neste sentido, a realidade financeira faz parte do conjunto e a consciência é fundamental nesse momento. Parece que a Comunhão Parcial é mais justa e alinhada com o objetivo do casamento: o que se constrói a partir do “Sim” deve ser dos dois.
Casamento é abrir mão de viver sozinho
Se ambos levam para o casamento duas realidades financeiras distintas e não possuem planos para o dinheiro em conjunto, a nova família pode estar diante do primeiro passo para o insucesso. Casamento é somar, não dividir. Sempre ouço uma frase que vale a pena mencionar para efeitos de reflexão: “quem casa pensando em separar, já começa mal”.
Como mencionei anteriormente, essa é minha opinião. Não só como educador financeiro, mas como alguém que vive o casamento há 6 anos e que já enfrentou problemas. E, ainda assim, busco sempre a superação mantida sobre os alicerces da união e dos objetivos familiares comuns.
Fonte! Chasque publicado no galpão virtual do Dinheirama - http://www.dinheirama.com/, no dia 14 de janeiro de 2010, pelo educador financeiro Ricardo Pereira.
O inicio do casamento é uma época marcada por grandes emoções e descobertas. A montagem da casa e as despesas da festa e da cerimônia são significativas e é comum o casal carregar o pagamento dessas despesas por um longo tempo. É importante que, mesmo durante o namoro e o noivado, o planejamento financeiro já esteja no dia a dia do casal.
Se existe algo que aprendi é que casamento não combina com dívidas. Justamente por isso, a grande arma para evitar o esvaziamento do potencial financeiro do casal é a conversa franca e direta sobre o dinheiro da família, respeitando o padrão de vida possível naquele momento. A opção mais acertada para tudo começar bem é: se não tiver dinheiro para a comprar à vista, não compre nada nesse momento.
Duas fontes de receita, um único orçamento.
Hoje, felizmente homens e mulheres dentro do casamento possuem papéis equivalentes. Na maioria dos casais, os dois trabalham e já dividem as tarefas domésticas - isso é extremamente positivo. Mas o fato dos dois trabalharem e terem duas rendas leva à uma situação interessante: dois padrões de vida diferentes para o mesmo casal, já que nem sempre a renda dos dois é igual.
Obviamente que essa situação é extremamente negativa. Se o marido e a mulher possuem salários diferentes, deve-se somar as rendas e o casal viver em comunhão. Duas rendas, um único padrão. Trata-se de um casamento, certo? Não é por que um ganha mais do que o outro que ele terá o direito de gastar mais. Despesas devem ser discutidas em conjunto, essa deve ser uma das regras.
Juntar as meias e as responsabilidades.
Não raro, boa parte dos consultores financeiros recomenda que os casais mantenham uma conta conjunta para concentrar as receitas e despesas relacionadas ao dia a dia familiar e seus objetivos. A leitora Raquel tem essa dúvida e nos disse que seu namorado acredita que a separação de bens é a forma mais correta para o casamento.
De acordo com vários dicionários, o casamento é a união legitima entre duas pessoas. União é uma palavra muito forte e que retrata muito bem o que deve acontecer no casamento. União de corpo, alma e, claro, das finanças.
Dito isso, me arrisco na pergunta da leitora: não sou pactuante do Regime de Separação de Bens, pois acredito que a partir de um casamento a união não pode ser limitada. Neste sentido, a realidade financeira faz parte do conjunto e a consciência é fundamental nesse momento. Parece que a Comunhão Parcial é mais justa e alinhada com o objetivo do casamento: o que se constrói a partir do “Sim” deve ser dos dois.
Casamento é abrir mão de viver sozinho
Se ambos levam para o casamento duas realidades financeiras distintas e não possuem planos para o dinheiro em conjunto, a nova família pode estar diante do primeiro passo para o insucesso. Casamento é somar, não dividir. Sempre ouço uma frase que vale a pena mencionar para efeitos de reflexão: “quem casa pensando em separar, já começa mal”.
Como mencionei anteriormente, essa é minha opinião. Não só como educador financeiro, mas como alguém que vive o casamento há 6 anos e que já enfrentou problemas. E, ainda assim, busco sempre a superação mantida sobre os alicerces da união e dos objetivos familiares comuns.
Fonte! Chasque publicado no galpão virtual do Dinheirama - http://www.dinheirama.com/, no dia 14 de janeiro de 2010, pelo educador financeiro Ricardo Pereira.
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