quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os cuidados com os modelos de previdência privada

Nem sempre a proposta apresentada pela seguradora é a mais vantajosa para os indivíduos interessados em planos de previdência. Certos cuidados são necessários para se fazer um bom investimento que, aliás, poderá ser para a vida toda.

Há um elenco de variáveis técnicas com as quais é preciso ter atenção quando se está considerando investir em um plano de previdência. Distinguir as diferenças entre as ofertas das operadoras de planos de previdência complementar é o primeiro passo para fazer a melhor opção. Veja abaixo algumas delas:

Taxa de carregamento - corresponde ao valor cobrado pela operadora sobre as contribuições realizadas. As taxas de carregamento (que, aliás, variam bastante) são deduzidas da contribuição para pagamento das comissões dos corretores de seguro ou dos gerentes de banco. Se a pessoa paga ao plano a quantia de 1.000 reais e o carregamento é de 5% sobre a contribuição, isso quer dizer que 950 reais vão compor o fundo e 50 reais vão remunerar o corretor de seguros ou o agente do banco que vendeu o produto.

Taxa de administração financeira - equivale ao valor cobrado pela operadora sobre o saldo do fundo acumulado em conta. Varia, em média, de 1 a 3% ao ano. Trata-se de um valor elevado, que chega ao patamar máximo quando o desempenho da operadora não for positivo ou satisfatório.

Taxa de administração do benefício - corresponde a um percentual cobrado sobre o valor da renda a ser paga por ocasião da aposentadoria (momento em que se recebe o valor acumulado). Essa taxa deve ser mínima.

Rentabilidade - corresponde à taxa de juros que o administrador pode obter no mercado, mediante a aplicação dos recursos que você disponibilizou ao longo do tempo. Ela está sujeita às condições do mercado financeiro e ao perfil do produto escolhido.

Taxa de desconto financeiro - consiste na taxa de desconto financeiro que a operadora utiliza para trazer a valor presente a renda que será paga ao participante ou beneficiário. A taxa de juros é o fator determinante do desconto financeiro a ser aplicado nos valores atuais das rendas que serão pagas no futuro. A alteração na taxa de juros tem forte influência sobre o custeio do plano.

Tábua atuarial – a taxa de desconto financeiro e as tábuas atuariais são as duas variáveis mais importantes para a determinação do custo de uma renda. A tábua atuarial determina por quanto tempo a renda será paga ao participante e/ou aos seus beneficiários. No Brasil, existem poucas experiências com relação à construção de uma tábua de mortalidade, valendo-se os atuários brasileiros, em geral, de experiências americanas para expressar os efeitos da sobrevivência em seus estudos (ajustadas para que se aproximem da realidade brasileira).

Vale lembrar que o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é um produto eminentemente financeiro. Ele não garante qualquer rentabilidade ao indivíduo que o adquire. O risco do desempenho financeiro é do participante. Se a operadora faz uma boa gestão do ativo, excelente. Caso as condições do mercado financeiro não sejam boas, o participante arca com o risco da má performance do administrador.

Além disso, não se pode esquecer da tributação de imposto de renda (IR) que é feita conforme alíquota da tabela progressiva de imposto sobre o valor das contribuições acumuladas e dos rendimentos por ocasião do resgate.

No Plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), apesar das aplicações não serem dedutíveis do Imposto de Renda, os tributos incidirão sobre os rendimentos por ocasião do resgate.

Portanto, trata-se de um produto que pode ser utilizado como planejamento para aposentadoria, mas que, em lugar de ser um plano de previdência, é considerado um plano de seguro de vida.

Como escolher a operadora de plano de previdência privada:
Ao escolher a operadora de seu plano de previdência, convém atentar pelo menos para os seguintes aspectos:
• A solidez da operadora
• O não envolvimento da operadora em escândalos, crises ou processos administrativos
• Porte: uma instituição de grande porte possui maior estrutura e pode diversificar melhor seus riscos e ganhar em escala
• Histórico da instituição
• Tradição em previdência privada local e/ou internacional
• Experiência dos profissionais envolvidos na área de previdência
• Olhar se a instituição possui rating (grau de risco) de agências nacionais e/ou internacionais
• Performance da gestão nos últimos cinco anos
• A taxa de administração cobrada
• O registro do plano e da operadora na SUSEP

Com paciência e cuidadosa análise é possível contratar um investimento que trará tranquilidade financeira. Não se esqueça de que a pressa é inimiga da perfeição. Portanto, não embarque na primeira oferta que lhe fizerem.

Estas e outras recomendações podem ser encontradas no livro "O Melhor vem depois. Desvendando o enigma da longevidade", Cardozo & Giardino, Editora Saraiva.

Fonte! Chasque publicado no dia 12 de janeiro de 2010 no galpão virtual de Greice Lemos - http://greicelemos.webnode.com, que teve como fonte Julio Sergio Cardozo (CEO da Julio Sergio Cardozo & Associados e professor livre docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Website: http://www.cardozo-group.com/. Twitter: http://Twitter.com/juliocardozo)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Labmec ensina a investir na bolsa de valores

O Laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS (Labmec) está com inscrições abertas para a quarta edição do curso "Bolsa de Valores: aprenda a investir". As aulas acontecem de 26 a 28 de janeiro, das 19h30min às 22h30min, e serão ministradas pelo professor Leandro Hirt Rassier. O programa traz conceitos e dicas nas áreas de finanças pessoais, tipos de investimento e mercado de ações e será ministrado.

As inscrições podem ser feitas por meio do site www.labmec.com.br ou na Pró-Reitoria de Extensão (Proex), sala 201 do prédio 40, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações complementares pelo telefone (51) 3384-4449.

Fonte! Chasque publicado no Galpão Virtual da PUC/RS - http://www.pucrs.br/, no dia 7 de janeiro de 2010 (linck Notícias).

O que é previdência privada?

A previdência privada, ou previdência complementar, é uma modalidade de aplicação financeira cujo principal objetivo é garantir uma renda mensal no período em que você quer parar de trabalhar, por algum motivo especial, ou simplesmente deseja se aposentar.

Como o próprio nome sugere, é uma renda “extra”, um complemento ao benefício pago pela Previdência Social. Só para lembrar, no Brasil, o piso da aposentadoria por idade é de 65 e 60 anos, para homens e mulheres, respectivamente.

É claro que a previdência privada não é uma modalidade de aplicação exclusiva para quem trabalha, é chamada assim por se tratar de um investimento de longo prazo, cujo usufruto se dá ao final da carreira profissional ou de depois de muitos anos.

Para compreender melhor como funciona esta aplicação, podemos dividi-la em duas fases:

•Fase de acúmulo: fase em que você deposita uma quantia mensal pré-estabelecida durante um longo período de tempo (em geral, de 20 a 35 anos);

•Fase de renda: nesta fase você recebe o dinheiro (se inicia logo após ao término da fase anterior).

É claro que você não receberá apenas a mesma quantia que depositou durante todo o período. Como qualquer outra aplicação, a idéia é fazer crescer o dinheiro, caso contrário, seria melhor guardar dentro de um cofre em casa, concorda?

Por exemplo, depositando R$ 500 mensalmente pelo período de 20 anos, o valor total dos depósitos será de R$ 120 mil. Contudo, o montante resgatado será igual ao valor depositado mais os rendimentos do período.

Antigamente, os rendimentos destes planos eram indexados a algum índice da economia, como por exemplo o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGPM), medido pela Fundação Getúlio Vargas. Atualmente a rentabilidade do seu dinheiro advém de aplicações feitas em renda fixa e ações conversadoras.

Os planos de previdência privada podem ser feitos por pessoas físicas e por empresas, inclusive micro e pequenas empresas. As aplicações individuais representaram 75% do total investido em abril de 2007, enquanto as empresariais e de menores de idade somaram respectivamente 18,5% e 6,5%, de acordo com levantamento da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). A receita total para o mesmo período foi de aproximadamente de R$ 2,1 bilhões.
 
Fonte! Chasque publicado no galpão virtual Renda Vitalícia - http://www.rendavitalicia.com/, no dia 10 de janeiro de 2010.

Ações estão atraentes

Saiba como investir. Bolsa de Valores promete crescer mais este ano; Ibovespa deve valorizar de 25% a 30%

A Bolsa de Valores volta a chamar a atenção de investidores, especialmente depois de ultrapassar no dia 4, pela primeira vez em 19 meses, o patamar dos 70 mil pontos.

Ontem, no início do dia, ela chegou a superar a marca de 71 mil pontos. O índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, encerrou com alta de 0,24%, aos 70.433 pontos e volume financeiro de R$ 6,2 bilhões.

Mas, o que é preciso saber para aplicar o capital em ações?

Primeiro, é imprescindível entender o que é a Bolsa de Valores. Investir em conhecimento. "Aprenda os conceitos básicos do mercado. Faça um bom curso, acesse sites ou leia livros sobre o assunto. O importante é compreender como o mercado se movimenta", disse René Scienza, corretor da Scienza Investimentos.

Depois, é necessário procurar uma corretora de confiança para assessorar as aplicações. “Procure uma empresa autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, explica o corretor.

Ela irá auxiliar na identificação do perfil de investidor mais adequado para o cliente. Scienza explica que existem os mais conservadores, que aplicam com frequência e os resultados são ao longo prazo. Os caçadores de oportunidades de médio prazo têm uma visão mais estrategista do mercado e procuram oportunidades de ganhar dinheiro mais rápido, aplicando em vários tipos de empresas. Já o daytrader, são investidores que compram e vendem os papéis quase todos os dias, aproveitando-se da volatilidade dos preços das ações para fazer lucro rápido.

O próximo passo para entrar no mercado é abrir uma conta numa corretora e praticar.

HISTÓRICO. Após forte crise na segunda metade de 2008, a Bovespa se recuperou em 2009, com a retomada dos IPOs (Initial Public Offer, lançamento de ações das empresas na Bolsa de Valores) e o forte investimento de capital estrangeiro.

"Apesar do mercado brasileiro de ações ter iniciado 2009 abaixo de 38 mil pontos, cresceu 84%, e terminou o ano com a maior valorização do mundo", apontou Scienza.

Segundo ele, o mercado de ações brasileiro está bem perto de recuperar o recorde histórico de 73.516 pontos, atingido em maio de 2008. "Para 2010, a promessa é de mais crescimento em função da queda de juros no Brasil - o que torna menos interessante investimento em renda fixa - e pelas excelentes perspectivas de crescimento econômico do país, o que tornará as empresas brasileiras ainda mais cobiçadas pelos investidores.”

As previsões para o Ibovespa giram em torno de uma valorização 25% a 30%, o que colocaria o índice à vista no patamar dos 80 mil a 89 mil pontos", analisa o especialista.

Fonte! Chasque publicado no galpão virtual da Gazeta de Piracicaba (SP), por Priscilla Peres, no dia 12 de janeiro de 2009 - http://www.gazetadepiracicaba.com.br/

sábado, 9 de janeiro de 2010

Administre o seu rancho como deves administrar um CTG

Bueno! Se tu és o patrão do CTG da tua comunidade ou cidade e se tu fazes parte do rol de 98% do universo populacional do nosso país, que passa ao longo da vida à margem da educação financeira e, se tu és uma pessoa que ao trabalhar, recebes teu salário e pagas as tuas contas e que, quase sempre, sobra mês no final do dinheiro e assim sendo, lá bates na sala do gerente do banco pra fazer um “papagaio” (empréstimo) para “colocar as contas em dia”. Mas, ao te aliviar das contas junto ao comércio ou outro banco, agora estás pagando parcelas ao banco com juros mais salgados do que churrasco assado com sal refinado......

Se tu fores assim no teu rancho, provavelmente serás assim um patrão no teu CTG. E sendo assim, não vai levar muito tempo para tu te desgastares junto aos membros da tua patronagem e do conselho deliberativo e como um rastrilho de pólvora, toda a comunidade tradicionalista vai ter ver como um péssimo patrão.

O CTG precisa ser tratado como uma empresa (apesar de no estatuto constar que o CTG é uma sociedade sem fins lucrativos), afinal, pra começo de prosa, ele tem CNPJ. Tem obrigações a seguir que são as normas e as regras perante o fisco municipal, estadual e federal. Logo, o patrão, não necessariamente precisa ser um contador, um advogado ou um administrador, mas precisa se assessorar bem com tradicionalistas destas áreas. A contabilidade deve ser feita por um profissional da área contábil e que também tenha noções em tributos, podendo ser um associado da entidade e para ter êxito em causas jurídicas (quando houver), a entidade vai precisar de um advogado. Geralmente no quadro associativo tem profissionais das áreas contábil, administrativa e jurídica. E se o CTG for partir para a construção ou ampliação do seu galpão ou outra benfeitoria, um engenheiro e ou arquiteto é sempre bem-vindo.

E para ter sucesso na administração do CTG, é preciso planejar com os pés no chão. Ter os custos todos projetados e organizados em planilhas, em especial os fixos, que, com ou sem eventos (receitas), acontecem, bem como as receitas advindas das mensalidades do quadro associativo, dos patrocinadores e dos eventos. Um fandango, para dar certo, necessariamente precisa, antes de começar, já ter 80% de sucesso garantido via bilheteria (com a venda de ingressos antecipados), patrocinadores e vendas no bolicho, para cobrir os custos do conjunto e as despesas com a alimentação (jantar) e do bolicho (bebidas).

O foco principal do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) é a preservação da tradição e da cultura do povo gaúcho, onde muitos livros já foram lançados, bem como coletâneas de legislação tradicionalista, com regras e regulamentos. Mas, o MTG, já faz algum tempo tem se preocupado em auxiliar e orientar os patrões e membros de patronagem das entidades tradicionalistas filiadas, bem como os integrantes de coordenadorias regionais e departamentos, com palestras e cursos que enfocam a administração de uma entidade tradicionalista, de uma subcoordenadoria ou coordenadoria regional.

Mas, somente isso não é suficiente. Os administradores de uma entidade tradicionalista devem se atualizar por intermédio dos jornais, revistas e galpões virtuais via internet, com notícias de economia, englobando aí as finanças, tanto pessoais como de sociedades.

Lembre-se que o sucesso de um patrão e sua patronagem à frente de um CTG vai depender muito da sua capacidade de administrar de forma organizada a entidade, sem jamais pisar na Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), bem como nas suas regras, regulamentos, crenças e valores do tradicionalismo gaúcho.

Chasque de Valdemar Engroff - o Gaúcho Taura. Retrato do Grupo Musical Gaúcho Os Pampeiros, que animam fandangos e bailes gaúchos em São José dos Campos/SP, no Vale do Paraíba e em todo o Sudeste brasileiro.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Emater/RS-Ascar e Fapers oficializam reconhecimento de dívida

A Emater/RS-Ascar e a Fundação Assistencial e Previdenciária da Extensão Rural do RS (Fapers) assinaram, na tarde de hoje (7), a Escritura Pública de Re-ratificação de Confissão de Dívida da Ascar para com a Fundação. O acordo prevê a implantação do Plano Geral Saldado, que diminui os riscos à gestão da mesma.


O presidente da Emater/RS, Mário Augusto Ribas do Nascimento, destaca a importância da busca de alternativas de receitas como forma de segurança. Ele observou que a dívida de R$ 58 milhões terá 16 anos para ser quitada e que esse é um investimento correto, em prol da Instituição.

O mestre em economia e consultor atuarial contratado pela Emater/RS-Ascar, Sérgio Rangel Guimarães, salienta que essa oficialização garante benefícios previdenciários aos participantes e assistidos. “A entidade está planejando o presente, pensando no futuro”, comemora.

Também acompanharam o ato de assinatura o diretor administrativo da Emater/RS, Cilon Fialho da Silva, o chefe de Gabinete Luiz Antônio Vial, representando a diretora técnica da Emater/RS, Águeda Marcéi Mezzomo, o diretor superintendente da Fapers, Dirlei Matos de Souza, e o presidente do Conselho Deliberativo da Fundação, Theodoro Tedesco Neto.

Para a Emater/RS-Ascar, a assinatura representa a solidificação de sua política de recursos humanos, a qual busca garantir melhores condições de vida aos seus empregados.


Fonte! Chasque e retrato  publicados no galpão virtual da Emater/RS-Ascar - http://www.emater.tche.br/, no dia 07 de janeiro de 2010.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Em que ações investir?

A Bolsa de Valores foi o melhor investimento de 2009, e deverá seguir como o mais rentável também em 2010. É o que concluem e preveem dois especialistas ouvidos por O Estado.

Para eles, ações de empresas ligadas à construção civil e à infraestrutura em geral, ao varejo e a algumas commodities devem ser as mais lucrativas durante o ano e, também a longo prazo, nos próximos anos.

Para o economista e professor Daniel Poit, filiado ao Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), quem ganhou mais dinheiro no mercado financeiro em 2009 apostou na recuperação do mercado de ações.

Em 2010, ele acredita que o investimento vai continuar o mais rentável. Entre os setores que devem ser boas apostas, ele indica os de alimentação, infraestrutura e construção civil.

“O valor dos imóveis também cresceu muito em 2009, e terão bom espaço para valorizar em 2010”, diz Poit. O economista também sugere que os investidores mais qualificados procurem investir em commodities, como o ferro e o aço, e matérias-primas básicas para a indústria alimentícia, como a soja, o açúcar, o trigo e a carne.

Por outro lado, Poit aponta que as maiores perdas do último ano foram para quem apostou no mercado de câmbio. “Quem se alarmou com a crise e apostou que dólar e euro iam continuar subindo em relação ao real, perdeu bem”, comenta.

O economista faz uma comparação para ilustrar ganhos e perdas dos investidores no ano passado. “Quem tivesse R$ 100 mil em janeiro de 2009, estaria em dezembro com R$ 106 mil se aplicou na poupança, R$ 75 mil se comprou dólares e R$ 130 mil a R$ 140 mil se adquiriu um imóvel. Já quem aplicou em ações e administrou bem a sua carteira terminou o ano com quase R$ 200 mil”, calcula.

O gestor de recursos e professor da FAE André Paes também crava a Bolsa como principal investimento de 2009 e melhor aposta em 2010. Para ele, a Bolsa como um todo deve continuar valorizando este ano, com vantagem, além das já apontadas por Poit, para ações de empresas ligadas ao consumo interno e ao setor de petróleo.

Paes lembra que, no ano passado, a renda fixa perdeu espaço para a poupança, devido às quedas nos juros durante o ano. No entanto, ele vê possibilidade de que as taxas sejam ligeiramente maiores este ano, o que pode tornar a renda fixa vantajosa novamente. Já investir no dólar, assim como em 2009, não deve ser uma boa pedida este ano, conforme o professor.

Proteção

Quem não quer ou tem condições de manter investimentos a longo prazo deve focar, segundo Poit, na proteção da moeda. Nesse caso, a melhor opção é a caderneta de poupança. Outra opção mais conservadora é o tesouro direto, que são títulos públicos com aplicação relativamente simples.

“Garante ao menos o valor de compra do capital”, afirma Poit. Já Paes qualifica a opção como a mais segura entre os destinados a pequenos investidores. Ele alerta, no entanto, para as diferentes taxas cobradas pelas corretoras.

Não existe “bolha” no setor imobiliário

De acordo com o economista Daniel Poit, o fato dos imóveis continuarem com tendência de boa valorização em 2010 não leva a crer que existe uma suposta bolha no segmento.

Para ele, o crescimento do mercado imobiliário no Brasil não é artificial, mas consistente, por ser baseado no lançamento de novas unidades e em uma demanda real por moradia existente no País. Ele acredita que, por mais que haja bastante especulação na área, o risco de uma desvalorização dos imóveis é pequeno.

“A bolha é uma metáfora para algo muito grande e sem conteúdo. Não é o caso do mercado imobiliário brasileiro”, diz Poit, lembrando da questão dos subprimes, ocorrida nos Estados Unidos e que foi um dos principais estopins para a crise mundial.

Segundo ele, o mercado nacional é bem aparelhado e sólido e, nas condições atuais, levando-se em conta a forma como são feitos os financiamentos e a origem dos recursos, não há risco de formação de bolha. “No Brasil, não há financiamento de 100% dos imóveis chega-se a 70% a 80%, no máximo”, lembra.

Só para Curitiba, a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Paraná (Ademi-PR) prevê o lançamento de aproximadamente 16 mil novas unidades, sendo aproximadamente 10 mil de médio e alto padrão, e 6 mil para atender o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A expectativa de valorização é de 20% a 22%.

Fonte! Chasque publicado no galpão virtual do Revoada.com - http://www.revoada.com/, no dia 6 de janeiro de 2010, que teve como fonte o Paraná Online.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Mercado Não Tira Férias

A XP EDUCAÇÃO TAMBÉM NÃO

FINANÇAS PESSOAIS

DATA: 20 e 21 de Janeiro de 2010

HORÁRIO: Quarta-Feira das 19h às 22h30min

Quinta-Feira das 19h às 22h30min

LOCAL: XP Investimentos

ENDEREÇO: Avenida Carlos Gomes, 222 - sala 202 - Porto Alegre/RS

INVESTIMENTO: RS 270,00 a vista ou 4x de RS 67,50 (parcelamento sem juros nos cartões de crédito)

Invista em Conhecimento e Informação

INFORMAÇÕES: (51) 3014-3742 ou palestraspoa@xpe.com.br

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bancos vão oferecer questionários antes de aplicar em fundo

Investidor terá de assinar um documento caso opte por um investimento que contrarie seu perfil

A partir deste mês, bancos terão novas regras para oferecer aplicações, como fundos de investimentos. Deve ficar mais difícil para um gerente “empurrar’’ produtos que não atendam aos interesses do cliente só para cumprir metas internas.

O objetivo é preparar bancos, gerentes e clientes para lidar com investimentos de maior risco, com a queda do juro básico que reduziu a atratividade dos fundos mais conhecidos, como DI e renda fixa.

O investidor terá de assinar um documento caso opte por um investimento que contrarie seu perfil. O principal instrumento é um questionário eletrônico com no máximo 10 perguntas como idade e valor da aplicação. Atribuindo pesos às respostas, é criada a Análise do Perfil do Investidor (API), confrontada com o investimento desejado para ver se há compatibilidade. O preenchimento é voluntário. Cada banco desenvolveu questionário próprio, que pode ser cruzado com o histórico de aplicações. Bradesco, Itaú e Santander, entre outros, já tem API.

Entenda as mudanças

- Análise do Perfil do Investidor (API)
Nome das regras conhecidas como suitability, de adequação da venda de fundos e produtos financeiros de melhor custo/benefício para o perfil do investidor.

- É obrigatório?
Os bancos decidiram voluntariamente adotar as regras a partir de 2010. Como é autorregulação, ninguém é obrigado a participar.

- Qual o objetivo?
Preparar bancos e investidores para aplicações com maior percentual de renda variável, que se popularizaram com o juro baixo.

- Para quais produtos valem as regras?
Para os fundos de investimento. Alguns bancos incluíram também poupança, CDB e previdência privada.

- Qual o benefício ao investidor?
Passa a ser orientado sobre os melhores produtos para suas necessidades, dificultando que o gerente venda produto de interesse só do banco.

- Qual o benefício para o banco?
Não será responsabilizado por ter oferecido produto inadequado.

- Como é feito o perfil de risco?
Bancos aplicam perguntas sobre: a) idade b) proporção do investimento em relação à renda c) prazo da aplicação d) destino dos recursos e) a reação quando perde dinheiro.

Fonte! Chasque publicado no galpão virtual do jornal Zero Hora, no dia 04 de janeiro de 2010, no Caderno ZH Dinheiro - www.zerohora.com.br (tendo como fonte a Folha de S.Paulo e Anbima).

sábado, 2 de janeiro de 2010

Bovespa tem a maior valorização no mundo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi o melhor investimento financeiro de 2009, ano que começou com forte incerteza quanto à capacidade das empresas de gerar lucro durante a crise, mas que termina próximo do recorde histórico obtido em 2008.

No ano, a bolsa subiu 82,66%, a maior alta desde os 97,3% de 2003, primeiro ano do governo Lula e que recuperou as perdas com a turbulência eleitoral de 2002. Passado o pior da crise, o mercado acionário nacional desponta como o de melhor desempenho no mundo, com os principais investidores do planeta de olho no que acontece no Brasil. A Bovespa teve valorização em dólar de 142,7%, à frente de mercados emergentes como Rússia (113,2%), Índia (87,2%) e China (79,2%).

Para o investidor estrangeiro, responsável por dois terços dos negócios na BM&FBovespa, investir na bolsa brasileira rende, além do ganho de 82,7% em moeda local, a variação de 33,9% do real em relação ao dólar, também a maior valorização cambial de todo o planeta.

O bom momento do mercado financeiro brasileiro é atribuído por analistas a uma conjunção de fatores positivos: saída mais rápida da recessão, mercado interno vigoroso, recuperação no preço das commodities e perspectiva de expansão de 5% a 6% em 2010, além da depreciação internacional do dólar americano. Esse último fator estimula os fundos internacionais a comprar ativos reais – como ações, commodities, moedas e imóveis – para se proteger da desvalorização cambial.

Para Fabio Colombo, administrador independente de investimentos, a alta da Bovespa em 2009 decorre ainda de um movimento natural de recuperação de preço das ações, que desceram a patamares muito baixos no fim de 2008.

Fonte! Galpão Virtual do Jornal Zero Hora de Porto Alegre - RS. Edição do dia 31 de dezembro de 2009 e 01 de janeiro de 2010 - www.zerohora.com.br.